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Planejamento de Auditoria Contábil

Unidade didática sobre planejamento de auditoria: apresenta objetivos e procedimentos para planejar auditorias, fatores a considerar (práticas contábeis, controles, escopo, prazos, equipe especializada), normas profissionais, documentação e supervisão dos trabalhos.

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GINEAD
AUDITORIA CONTÁBIL 
Unidade 4 - Planejamento 
de Auditoria
 
SST
Moreno, Fernanda Gualda; Pereira, Beatriz da Silva 
Unidade 4 - Planejamento de Auditoria / 
Fernanda Gualda Moreno; 
Beatriz da Silva Pereira 
Ano: 2020
nº de p.: 17
Copyright © 2020. Delinea Tecnologia Educacional. Todos os direitos reservados.
Unidade 4 - Planejamento de 
Auditoria
3
Objetivo específico 
• Identificar os procedimentos para o estabelecimento de metas e objetivos no 
processo de auditoria, determinando a melhor forma de atingi-las.
Apresentando a Unidade
Nesta unidade, você compreenderá os primeiros passos para a realização de 
uma auditoria: o planejamento. Esse processo, que consiste na avaliação da 
organização, é a base para todas as demais etapas. As informações obtidas nessa 
fase servirão para elaborar a documentação necessária que comprovará que o 
auditor executou todas as etapas, de acordo com as Normas de Auditoria.
Também abordaremos os métodos aplicados no trabalho de auditoria, além de 
todas as etapas que envolvem a elaboração dos procedimentos de auditoria que 
possibilitarão o alcance dos resultados almejados. Vamos começar?
Características do planejamento
De acordo com Pinho (2009), o século XXI impõe uma profunda revisão sobre a 
execução das atividades de auditoria e das posturas dos auditores. Dessa forma, o 
planejamento é fundamental para a execução correta da auditoria. Ele é o pontapé 
inicial para a organização dos trabalhos de auditoria. Um bom planejamento 
auxilia o auditor a focar nas áreas mais importantes da auditoria, identificando e 
resolvendo problemas de forma preventiva, além de direcionar, da melhor forma, a 
equipe de trabalho.
O planejamento deve considerar alguns fatores na execução dos trabalhos, como:
• conhecimento das práticas contábeis, dos controles internos e das áreas 
importantes da empresa, avaliando o volume de transações e complexidade 
das atividades;
• extensão dos procedimentos de auditoria que serão aplicados;
• necessidade do trabalho de outros auditores;
4
• avaliar o conteúdo de relatórios e outras informações entregues à empresa;
• obedecer a prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizado-
ras.
Figura 4.1: Realização do planejamento de auditoria
Fonte: Plataforma Deduca (2018).
Quando o planejamento da auditoria exigir a designação de equipe técnica 
especializada, ela deve ser orientada e supervisionada pelo auditor, que assumirá a 
responsabilidade pelos trabalhos executados. Isso deve ser previsto de modo que 
forneça segurança aos trabalhos.
No planejamento, são definidos os princípios que nortearão os objetivos 
propostos para a auditoria, prezando sempre pela maneira mais eficaz de realizá-
los (CREPALDI, 2009). O auditor deve planejar seu trabalho sempre direcionado 
pelas Normas Profissionais de Auditor Independente, obedecendo a prazos e 
compromissos assumidos por contrato com a empresa. 
O planejamento tem como premissa o nível adequado de conhecimento sobre a 
atividade da empresa, os fatores econômicos e a legislação que se aplica sobre 
suas operações. Dessa forma, o auditor obterá informações que o ajudarão 
na elaboração do planejamento, levando em consideração os riscos e os fatos 
relevantes que afetarão a execução do trabalho. Entre os principais objetivos do 
planejamento da auditoria, podemos mencionar:
• obter conhecimento das atividades da empresa, a fim de identificar quais 
procedimentos são de significativa relevância e que podem afetar as de-
monstrações contábeis;
• propiciar que os serviços contratados de auditoria sejam entregues nos pra-
zos e compromissos estabelecidos;
5
• assegurar que sejam quantificadas monetariamente as áreas mais impor-
tantes da empresa e que esses valores estejam devidamente demonstrados 
em suas demonstrações contábeis;
• identificar os problemas potenciais que possam afetar as atividades da em-
presa;
• identificar a legislação mais condizente com a empresa;
• dimensionar a extensão do trabalho a ser feito e se ele está condizente com 
os termos da proposta de serviços para sua realização;
• definir qual será a divisão das tarefas na equipe de trabalho, se houver;
• quando houver equipe de profissionais envolvida, que seja facilitada a super-
visão dos serviços executados;
• possibilitar que a coordenação do trabalho possa ser feita por outros audi-
tores;
• buscar que os auditores internos também coordenem o trabalho;
• identificar prazos de entrega de relatórios;
• outros objetivos podem ser fixados, segundo a forma de execução de cada 
trabalho, principalmente quando houver outras partes relacionadas.
Você já pensou na importância do planejamento? Assista a este 
vídeo e 
reflita sobre o preço que se paga ao não se fazer um planejamento.
Reflita
A NBC TA 300 (R1) destaca que o planejamento é um processo contínuo que se 
inicia assim que termina a última auditoria (muitas vezes, até antes do término). Ele 
precisa considerar os seguintes aspectos (CFC, NBC TA 300 (R1) A2):
a. os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de ava-
liação de risco;
b. obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regula-
tório aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos 
dessa estrutura;
c. a determinação da materialidade;
d. o envolvimento de especialistas;
https://www.youtube.com/watch?v=LOyX-vgdQGQ
6
e. a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco.
Após a observância desses aspectos, é possível iniciar o planejamento, que se 
divide em duas grandes fases: estratégia global e plano de auditoria. A estratégia 
global é feita antes do início dos procedimentos, visando à definição do alcance, 
período e a direção da auditoria, para a orientação e desenvolvimento do plano de 
auditoria.
Estratégia global
Ao definir a estratégia global, o auditor deve:
a. identificar as características do trabalho para que possa, posteriormente, de-
finir o seu alcance;
b. definir os objetivos do relatório do trabalho visando planejar o período em 
que será feita a auditoria, além de definir a natureza das comunicações re-
queridas;
c. determinar e considerar os fatores que, no julgamento do auditor, são signi-
ficativos para orientar os esforços da equipe do trabalho;
d. considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de audito-
ria; 
e. determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos que serão neces-
sários para realização o trabalho.
Segundo Melo e Santos (2017), a documentação da estratégia global da auditoria 
refere-se ao registro de decisões relevantes, que serão de suma importância 
para que o planejamento da auditoria seja realizado de forma adequada e para a 
comunicação de temas significativos à equipe de trabalho.
Plano de Auditoria
O plano de auditoria consiste em uma série de notas que abrange o objetivo geral e 
a maneira de conduzir os trabalhos.
Na fase de planejamento, o auditor deve estabelecer o nível de relevância nos 
planos e na auditoria. Devem ser determinadas as unidades a serem auditadas para 
medir essa evidência.
7
O planejamento da auditoria consiste no trabalho que o auditor realiza para elaborar 
uma estratégia de trabalhos a serem executados, tais como: grau de conhecimento 
da atividade da empresa auditada; se a empresa tem ou não auditoria interna; quais 
os procedimentos a serem aplicados; quais relatórios entregues; qual a equipe 
técnica que fará parte dos trabalhos.
Quadro 4.1: Informações do plano de auditoria
Informação Descrição
Natureza
A natureza do plano de auditoria refere-se à finalidade e ao tipo 
de auditoria. Esse é um procedimento muito importante para a 
determinação dos riscos de auditoria.
Época
A época no plano de auditoria refere-se ao período em que a 
auditoria será feita, ou a data à qual a evidência da auditoria se 
aplica.
Extensão do 
procedimento
A extensão do procedimento refere-se à quantidade de informaçõesque será analisada na auditoria, por exemplo, o tamanho da 
amostragem ou ainda o número de observações de uma unidade de 
controle.
Documentação 
do plano de 
auditoria
A documentação do plano de auditoria refere-se ao registro da 
natureza, época e extensão planejadas para o procedimento de 
avaliação de risco e de procedimentos adicionais. Ela também 
serve para a revisão de registros de informações referentes ao 
planejamento de procedimentos de auditoria que serão aprovados 
antes de sua aplicação.
Fonte: Adaptado de Melo e Santos (2017).
Depois de conhecer as fases da auditoria, temos novo desafio: conhecer os 
fundamentos e as características que envolvem a primeira auditoria da empresa. 
Vamos lá?
Vamos falar sobre a materialidade? Anteriormente, a definição da 
materialidade ficava a cargo do auditor, mas, com a promulgação da 
NBC TA 320, isso mudou. Ela trata da responsabilidade do auditor 
quanto à aplicação do conceito de materialidade no planejamento 
e na execução de auditoria de demonstrações contábeis. Para 
saber mais detalhes sobre esse assunto, acesse: .
Saiba mais
https://www.classecontabil.com.br/artigos/o-conceito-de-materialidade-para-a-auditoria
https://www.classecontabil.com.br/artigos/o-conceito-de-materialidade-para-a-auditoria
https://www.classecontabil.com.br/artigos/o-conceito-de-materialidade-para-a-auditoria
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Planejamento da primeira auditoria
A primeira auditoria em uma empresa sempre requer alguns cuidados especiais, 
principalmente nas seguintes situações:
• a entidade nunca passou por auditoria;
• a entidade não foi auditada em período anterior;
• a organização não foi auditada em período anterior e, mesmo assim, as de-
monstrações contábeis irão servir de base para comparação.
Nessa circunstância, o auditor independente deve incluir no planejamento da 
auditoria: análise dos saldos de abertura, procedimentos contábeis adotados pela 
empresa, padronização dos procedimentos contábeis, identificação de eventos 
relevantes no exercício anterior e revisão dos papéis de trabalho anteriormente 
feitos.
Na Resolução CFC nº 1.035/2005, o planejamento de auditoria independente deve 
contemplar diversas situações que permitam ao auditor obter evidências ou provas 
para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas.
Em uma primeira auditoria, é recomendado que o auditor obtenha evidências 
suficientes, sejam do exercício atual ou do anterior, quando elas influenciam nas 
demonstrações contábeis do exercício atual. No Quadro 4.2, podemos ver as 
informações que devem ser observadas:
Quadro 4.2: Informações relevantes para o planejamento da primeira auditoria
Informação Descrição
Saldos de 
abertura
O auditor deve examinar e confrontar todos os saldos e registros 
contábeis das contas que componham o balanço patrimonial e 
verificar a sua consistência.
Procedimentos 
contábeis 
adotados
O auditor deve observar os princípios de contabilidade e das Normas 
Brasileiras de Contabilidade adotados pela empresa.
No exercício anterior, há a necessidade de comparação, 
principalmente quanto aos procedimentos contábeis adotados.
Para se certificar dos procedimentos contábeis adotados no 
exercício anterior, cabe ao auditor proceder a um exame sumário 
daqueles adotados pela entidade, inclusive pelo que constam nas 
respectivas demonstrações contábeis.
Se o exercício anterior foi examinado por outro auditor independente, 
devem ser analisados o parecer dos auditores e o conteúdo das 
demonstrações contábeis, inclusive as notas explicativas, como 
fonte de informação para uma avaliação, pela auditoria, do exercício 
a ser auditado.
9
Uniformidade 
dos processos 
contábeis
A comparação das demonstrações contábeis de dois exercícios 
depende dos procedimentos contábeis adotados.
Quando o planejamento da auditoria é feito, os procedimentos 
contábeis adotados no exercício são comparados com os adotados 
no exercício anterior.
Caso os procedimentos contábeis adotados não atendam aos 
princípios de contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade 
aceitos, o auditor deve debater isso com a administração da 
empresa.
Eventos 
relevantes 
subsequentes 
ao exercício 
anterior
Quando em uma primeira auditoria forem constatadas situações 
relevantes, elas devem ser discutidas com a administração da 
empresa e, se as demonstrações contábeis foram examinadas por 
outros auditores independentes, deve ser motivo de debate com 
estes auditores, para se inteirar dos fatos e das situações.
Revisão dos 
papéis de 
trabalho
Na primeira auditoria, o auditor deve avaliar a necessidade de revisão 
dos papéis de trabalho, a qual o auditor independente deve verificar a 
sua necessidade e a dos relatórios elaborados por outro auditor.
Fonte: Elaborado pelos autores (2018).
No próximo tópico, conheceremos as diferentes modalidades de auditoria. Está 
preparado?
Modalidades de auditoria 
Outro tópico relevante na realização de uma auditoria é determinar qual será o 
método adotado. Os métodos aplicados no trabalho de auditoria podem ser de dois 
tipos: o de retrospecção e o de análise, pelo trabalho técnico a ser feito. O trabalho 
de retrospecção é uma técnica de auditoria em que se verificam fatos passados, 
que já ocorreram na empresa. Já a técnica de análise verifica conduta de trabalho 
na técnica de auditoria utilizada.
Geralmente, as execuções dos trabalhos envolvem: levantamento das rotinas 
administrativas, financeiras e contábeis; planejamento do trabalho de auditoria; 
levantamento das provas documentais; relatório final de auditoria; e, por fim, 
certificados.
Em cada uma dessas fases, a técnica de auditoria possibilita processos de 
execução que serão devidamente estudados no desenvolver do presente trabalho, 
10
constituindo matéria ou objeto da pesquisa e da orientação profissional. Segundo 
Crepaldi (2009, p. 31), “[...] a norma é exercer a verificação sobre fatos passados e 
em todas as verificações usar a decomposição de todos os elementos do fato, isto 
é, sua análise”.
Quanto às modalidades, a auditoria divide-se em grandes grupos, como a auditoria 
de demonstrações contábeis e a auditoria operacional ou de gestão, além de outros 
métodos. Todos os métodos serão destacados a seguir.
Auditoria de Demonstrações Financeiras
Para entender o conceito de auditoria de demonstrações financeiras, é necessário, 
primeiro, entender sua função. As demonstrações contábeis/financeiras devem 
observar alguns requisitos, entre eles: 
• informar aos usuários sobre os critérios adotados; 
• apresentar parecer de terceiros (alheios à empresa) sobre a confiabilidade 
das demonstrações contábeis. 
Para informar aos usuários, são obedecidas as regras conhecidas como princípios 
e normas de contabilidade. Quanto à apresentação do relatório de auditoria a 
terceiros, alheios à empresa, o auditor pode emitir parecer técnico sobre sua 
finalidade. 
Figura 4.2: Na auditoria de demonstração financeiras, o auditor deve apresentar um relatório resul-
tante de sua análise
Fonte: Plataforma Deduca (2018).
11
O auditor deve conhecer bem o sistema contábil e os controles internos aplicados 
pela empresa, isso é necessário para determinar os procedimentos de auditoria a 
serem feitos, como: conhecimento do sistema de contabilidade; confiabilidade das 
informações do sistema contábil; e a confiabilidade dos controles internos. 
Agora, vamos conhecer a auditoria operacional ou de gestão? 
Auditoria operacional ou de gestão 
A auditoria conhecida como auditoria operacional tem como propósito a análise 
dos objetivos da organização, com a finalidade de medir a eficiência da gestão 
operacional. Geralmente, sua técnica é a medição dos métodos, com a finalidade de 
avaliar se os recursos da entidade estão sendo usados de forma eficiente e se os 
objetivos operacionais estipulados estão sendo alcançados. 
Em resumo, a auditoria operacional é um processo de avaliaçãode desempenho 
que visa à participação da auditoria em todos os processos da empresa e a 
avaliação de indicadores para estabelecer padrões de excelência. As auditorias 
operacionais podem ser: 
Quadro 4.3: Tipos de auditoria operacional ou de gestão
Tipo Descrição
Revisão 
limitada
Quando o auditor examina as transações da empresa de modo global 
ou analítico, porém sem ter a necessidade de aplicar as normas de 
auditoria. Para esse tipo de trabalho, o auditor emite um relatório longo, 
ressaltando que os serviços não foram executados segundo as normas, 
comentando como se compõem os saldos das contas, sem entrar no 
mérito de examinar ou não, segundo a sua conveniência, os respectivos 
comprovantes hábeis e também sem a obrigatoriedade de observação 
dos inventários físicos. 
De caixa De uso especifico para determinar a extensão de fraudes.
Parciais
Dividindo-se em: auditoria em determinados setores, como exame das 
contas a receber; faturamento e cobrança; eficiência do setor de crédito; 
confirmações etc.; auditoria para a determinação de responsabilidades 
contingentes, processos em andamento, cálculos de juros, correção e 
outras obrigações; e auditoria de estoques e custos de produção.
Outros 
tipos
De fusão ou incorporação de empresas, de avaliação dos negócios para 
fins de aquisição, de ativos fixos, de investimentos etc.
Fonte: Elaborado pelos autores (2018). 
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Outras modalidades de auditoria
Além das modalidades de auditoria já citadas, vamos apresentar outros modelos 
que estão de acordo com a atividade desenvolvida pela auditoria nas organizações. 
Vamos lá?
Quadro 4.4: Outras modalidades de auditoria
Tipo Descrição
Auditoria 
de natureza 
interna
Executada pelo auditor funcionário da empresa, cujo objetivo principal 
é melhorar as operações da empresa e, consequentemente, a sua 
atividade.
Auditoria 
tributária
Objetiva o exame e a avaliação de planejamento tributário quanto ao 
pagamento e à recuperação de impostos.
Auditoria de 
sistemas
Objetiva aperfeiçoar o uso de recursos de processamento de dados 
e diminuir os riscos envolvidos nos processos de geração de 
informações. Objetiva, também, o exame e a avaliação das estruturas 
lógica, de controle e segurança de sistemas.
Auditoria de 
compliance
Objetiva verificar o cumprimento das normas e procedimentos 
estabelecidos pela empresa.
Auditoria 
ambiental
Objetiva revisar as normas da empresa em relação à sustentabilidade 
e ao meio ambiente.
Auditoria na 
saúde
A auditoria hospitalar geralmente é aplicada nas áreas de saúde.
Auditoria 
especial
Objetiva examinar fatos e/ou situações fora dos objetivos da empresa. 
Geralmente, inicia-se a partir da ocorrência de fatos relevantes, de 
natureza incomum ou extraordinária, e a pedido dos administradores, 
sócios, acionistas, entre outros.
Auditoria de 
logística
Objetiva a verificação das principais atividades que compõem o 
negócio na logística da organização,
Auditoria de 
Riscos
Decorrente dos riscos a que a empresa pode estar sujeita ou de fatos 
importantes que podem criar situações presentes ou futuras para a 
empresa, que impeçam o alcance de seus objetivos.
Fonte: Elaborado pelos autores (2018). 
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No próximo tópico, veremos como funciona a elaboração dos procedimentos de 
auditoria. Vamos lá?
Elaboração dos procedimentos de 
auditoria
Os procedimentos de auditoria referem-se a um conjunto de verificação que 
objetiva a coleta de informações necessárias para auxiliar o auditor a emitir 
uma opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo. Essa avaliação 
observará a adequação aos Princípios Fundamentais da Contabilidade, Normas 
Brasileiras de Contabilidade e demais legislações pertinentes.
Nos procedimentos de auditoria, o auditor precisa considerar o nível de relevância e 
a confiabilidade das informações que serão recolhidas na organização, como fonte 
de evidência dos fatos. Essas informações precisam ser suficientes para o alcance 
dos objetivos propostos. 
Não existe uma quantidade mínima considerada ideal, a quantidade selecionada de 
evidências fica a critério do auditor, que terá como desafio a avaliação dos riscos e 
distorções presentes nesses dados. A NBC TA 500 (R1), no item A10, cita dois tipos 
de métodos: procedimentos de avaliação de riscos e procedimentos adicionais de 
auditoria (CFC, 2016a).
Procedimentos de avaliação de risco
Os procedimentos de avaliação de risco consistem em um instrumento utilizado 
para a identificação e avaliação de riscos de distorção que possam refletir nas 
demonstrações contábeis. Eles incluem:
a. indagações à administração, às pessoas apropriadas da auditoria interna (se 
houver essa função) e a outros na entidade que, no julgamento do auditor, 
possam ter informações com possibilidade de auxiliar na identificação de 
riscos de distorção relevante causados por fraude ou erro; 
b. procedimentos analíticos que visam identificar informações sobre a orga-
nização de que o auditor não tinha conhecimento, mas que podem auxiliar 
na avaliação de risco de distorções que fornecerão uma base para o pla-
nejamento e implementação de respostas para esses riscos. São exemplos: 
14
informações financeiras ou não financeiras, a relação entre vendas e a área 
total do espaço de vendas ou volume dos produtos vendidos;
c. inspeção e observação de relatórios, documentos e operações visando esti-
pular se eles estão de acordo com o que era previsto.
Procedimentos adicionais 
Quanto aos procedimentos adicionais, podemos subdividi-los em: 
a. testes de controles, se forem solicitados pelas normas de auditoria ou quan-
do for opção do auditor; 
b. procedimentos de substantivos.
De acordo com a NBC TA 330, no item 7, no planejamento de procedimentos 
adicionais o auditor deve (CFC, 2016b):
(a) considerar as razões para a avaliação atribuída ao risco de distorção 
relevante no nível de afirmações para cada classe de transações, saldo de 
contas e divulgações, incluindo:
(i) a probabilidade de distorção relevante devido às características 
particulares da classe de transações, saldo de contas ou divulgação 
relevantes (isto é, o risco inerente); 
(ii) se a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes 
(isto é, o risco de controle), exigindo assim que o auditor obtenha evidência 
de auditoria para determinar se os controles estão operando eficazmente 
(isto é, o auditor pretende confiar na efetividade operacional dos controles 
para determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos 
substantivos).
Vamos, agora, conhecer os testes de controle e os procedimentos substantivos.
Teste de controle
O teste de controle consiste em um procedimento utilizado para avaliar a 
efetividade operacional dos controles, para a prevenção e correção de distorções 
que possam influenciar, significativamente, as informações analisadas. Ao planejar 
a execução dos testes de controle, de acordo com a NBC TA 330, o auditor deve:
15
a. Executar outros procedimentos de auditoria junto com indagação visando 
obter evidência de auditoria sobre a efetividade operacional dos controles, 
incluindo:
(i) o modo como os controles vêm sendo empregados ao longo do período.
(ii) a solidez como os controles foram aplicados.
(iii) quem e como foram aplicados os controles.
b. Determinar se os controles que são avaliados dependem de outros controles 
(controles indiretos) e, caso a resposta seja positiva, se é preciso conseguir 
uma evidência de auditoria que suporte a operação eficiente desses contro-
les indiretos.
Esse tipo de controle pode ser verificado em retrospecto, quando o auditor investiga 
informações que fazem parte do passado, como, por exemplo, a conferência de 
assinaturas. Além disso, eles podem ser constatados em flagrante, quando o 
auditor identifica que os procedimentos não estão sendo seguidos de forma correta 
no momento em que a situação ocorre.
As evidências resultantes desses testes envolvem a realização de questionamentos, 
exame de documentos, relatórios etc.Em relação ao período em que essa análise 
ocorre, não existe um tempo estipulado, a definição de quando fazer os testes de 
controle é opção do auditor.
Há ainda outro ponto a ser levado em conta: nos casos de desvios em controles que 
seriam utilizados pelo auditor, é preciso determinar as potenciais consequências 
dessas falhas e se os testes de controle utilizados são confiáveis, ou se são 
necessários testes adicionais ou a determinação dos riscos envolvidos (MELO; 
SANTOS, 2017). 
Procedimentos substantivos
Os procedimentos substantivos podem ser definidos como procedimentos de 
planejamento de auditoria, utilizados para detectar distorções relevantes no nível de 
afirmações. Eles incluem:
a. testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de divul-
gações); 
b. procedimentos analíticos substantivos.
16
Os testes de detalhes consistem na verificação da veracidade dos fatos contábeis, 
com base em evidências colhidas no decorrer do exercício. Eles se dividem em:
• Inspeção: consiste na contagem física e também no exame de documentos, 
internos e externos, físicos e eletrônicos. Essa inspeção será a base para de-
terminar se os registros da contabilidade são reais, além disso, esse método 
deve ser utilizado em conjunto com outras metodologias; 
• Observação: consiste na constatação visual da forma como os empregados 
trabalham;
• Confirmação com terceiros (também chamada de circularização e investi-
gação): nesse método, realiza-se a confirmação com terceiros em relação a 
informações referentes aos bens, contas a pagar, obrigações, direitos a rece-
ber, valores em caixa etc.;
• Recálculo: consiste na conferência das operações, valores, números etc.;
• Reexecução: consiste na execução de procedimentos de forma independen-
te;
• Indagações: nessa metodologia, são realizados entrevistas e questionários, 
que visam revelar erros e problemas nos itens examinados.
Já os procedimentos analíticos consistem em análises e comparações por meio 
de índices. Nesse método, busca-se analisar, de forma crítica, as demonstrações 
contábeis, a fim de identificar tendências ou situações anormais.
Esses testes, normalmente, são realizados ao final da auditoria. Alguns exemplos 
são: a comparação de informações de exercícios distintos, a comparação entre o 
orçado e o realizado e a comparação entre os resultados da empresa auditada com 
outras empresas do mesmo setor. 
Você acredita que os métodos citados são suficientes? Você 
consegue pensar em mais alguma forma de analisar as 
informações da empresa?
Reflita
17
Referências
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TA 330 (R1). Altera a NBC TA 330 
que dispõe sobre a resposta do auditor aos riscos avaliados. Diário Oficial [da] 
República Federativa do Brasil de 5 set. 2016a.
______. NBC TA 500 (R1). Altera a NBC TA 500 que dispõe sobre a evidência de 
auditoria. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil de 5 set. 2016b.
CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2009.
MELO, M. M. de; SANTOS, I. R. dos. Auditoria contábil: atualizada pelas Normas 
Internacionais de Auditoria emitida pela IFAC com adoção no Brasil. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Maria Augusta Delgado, 2017.
MUITO DESGASTE sem planejamento. Produção de Graham Moloy. Direção: Rob 
Silvestri. ARC PRODUCTIONS LTD., 2009. Disponível em: . Acesso em: 25 jan. 2018.
PINHO, Ruth Carvalho de Santana. Fundamentos de auditoria. São Paulo: Atlas, 
2009.
https://www.youtube.com/watch?v=LOyX-vgdQGQ
https://www.youtube.com/watch?v=LOyX-vgdQGQ

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