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Segurança no Trânsito e Transporte de Cargas Perigosas Objetivos Conhecer as principais causas dos acidentes de trânsito; Determinar medidas preventivas e corretivas de acidentes de trânsito; Determinar procedimentos no transporte de cargas especiais e produtos perigosos. Trânsito Do latim transitu. 1. Ato ou efeito de caminhar; marcha. 2. Ato ou efeito de passar; passagem. 3. Caminho, trajeto, passagem. (...) 6. Movimento, circulação, afluência de pessoas ou de veículos; tráfego. Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga e descarga. § 1°, Artigo 1° do Código de Trânsito Brasileiro. Via Veículo Homem Trânsito Folha informativa atualizada em maio de 2018 10 principais causas de morte no mundo 1ª) Cardiopatia isquêmica 2ª) Acidente vascular cerebral (AVC) 3ª) Doença pulmonar obstrutiva crônica 4ª) Infecções das vias respiratórias inferiores 5ª) Alzheimer e outras demências 6ª) Câncer de pulmão, traqueia e brônquios 7ª) Diabetes mellitus 8ª) Acidentes de trânsito (1,3 milhão de pessoas) 9ª) Doenças diarreicas 10ª) Tubeculose Brasil 2018 5ª Causa de Morte Ética e Cidadania Você exerce sua cidadania no trânsito quando... Cumpre as leis em qualquer posição adotada no trânsito (motorista, pedestre, passageiro); Cobra seus direitos junto aos órgãos competentes; Preserva o espaço público (não joga lixo na rua, não picha placas de sinalização...); Ao ingerir bebida alcoólica, pede carona ou pega um táxi para voltar para casa; Não fala ao celular na direção ou ao atravessar a rua; Compreende que o espaço público é seu, assim como de todas as outras pessoas, e respeita as diferenças; Dirige e dá a vez para o pedestre e para os outros veículos; Ajuda alguém que precisa atravessar a via; Avisa ao(à) outro(a) motorista que os faróis do carro estão acesos, que a porta não está bem fechada, que o pneu está furado...; Ensina o caminho para quem lhe pergunta; Ética e Cidadania Empatia Uma atitude preventiva no trânsito ajuda a evitar situações de perigo e/ ou reduzir os riscos existentes. No entanto, é necessário o entendimento que acidente não é um acontecimento imprevisível, quando envolve imprudência, imperícia, omissões na sinalização, veículos com defeitos, entre outros fatos que poderiam ser previamente evitados. Há uma série de ações preventivas que podem ser adotadas, a começar pela importante regra do Código de Trânsito Brasileiro, que diz que o maior veículo é sempre responsável pelo menor e, consequentemente, todos eles são responsáveis pelo pedestre. O bem mais frágil é sempre o de maior cuidado para os demais. Assim sendo, orientações que servem para condutores de veículos, como atenção, previsão e conhecimento, também podem ser aplicadas para motociclistas, ciclistas, pedestres e até para os passageiros. Prevenção é a melhor opção! Contextualizando Quando os primeiros automóveis chegaram ao Brasil, no final século XIX, cada motorista dirigia a seu modo, pois não havia uma lei consistente para orientar a circulação de veículos. Os motoristas indisciplinados não obedeciam sequer ao regulamento de veículos que limitava a velocidade no perímetro urbano e — de acordo com jornais da época — faziam tantas vítimas quanto os bondes elétricos, causadores usuais de acidentes. Evidentemente que, com o passar dos anos, foi necessário implementar uma legislação de trânsito capaz de disciplinar o tráfego de veículos tanto nas rodovias quanto nas cidades. Em 1929, por meio do Decreto 19.038, foi promulgada a convenção internacional, firmada em Paris, em 24 de abril de 1926, relativa à circulação de automóveis. Porém, o primeiro código de trânsito no Brasil só foi instituído em 1941. O segundo, em 1966 e, o terceiro, em vigor, em 1998. Já no primeiro artigo do Código de Trânsito Brasileiro, temos destacada a importância da segurança como um direito de todos. Código de Trânsito Brasileiro LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997 Artigo 1º (...) § 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a esses cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito. Carteira Nacional de Habilitação Permissão para dirigir Depois de aprovada em todos os exames necessários junto ao DETRAN, a pessoa recebe uma Permissão para Dirigir, com validade de um ano. Se, durante esse ano, não cometer nenhuma infração grave ou gravíssima, receberá a Carteira Nacional de Habilitação. Caso contrário deverá realizar todo o processo novamente. Permissão para dirigir internacional O reconhecimento de habilitação obtida em outro país está subordinado às condições estabelecidas em convenções e acordos internacionais e às normas do CONTRAN. Categorias de CNH Resolução CONTRAN Nº 168 DE 14/12/2004 CURSO PARA CONDUTORES DE VEÍCULOS DE TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS Carga horária: 50 h/a para formação e 16h/a atualização. Ser maior de 21 anos; Estar habilitado em uma das categorias ‘A’, 'B', 'C', 'D' e 'E‘; Não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias durante os últimos doze meses; Não estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, cassação da Carteira Nacional de Habilitação - CNH, pena decorrente de crime de trânsito, bem como não estar impedido judicialmente de exercer seus direitos. Atualização de 5 em 5 anos Infrações Cada vez que um(a) motorista for multado(a), pontos são registrados em sua carteira de habilitação de acordo com a infração cometida e paga a multa estabelecida. De acordo com o CTB, são quatro as categorias de infração no trânsito Gravíssima 7 Grave 5 Média 4 Leve 3 14 ponto reciclagem preventiva 20 pontos suspensa por 12 meses + curso de reciclagem Lei Seca Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: Infração - gravíssima; Penalidade - multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses. Medida administrativa - recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo, observado o disposto no § 4o do art. 270 da Lei no 9.503, de 23 de setembro de 1997 - do Código de Trânsito Brasileiro. Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses Justa Causa para motoristas Profissionais que tiverem o direito de dirigir suspenso Direção Preventiva É a forma de dirigir que permite ao condutor prever situações de perigo agindo de maneira a evitar ou reduzir riscos existentes. Prevenção é a melhor opção! Direção Preventiva Elementos: Conhecimento (Domínio das leis de trânsito, do veículo, do caminho e das condições da via e condições adversas que poderão ocorrer); Atenção (Capacidade para perceber situações adversas e riscos com agilidade antes que se transforme em acidentes); Previsão (Antecipar situações de riscos a curto prazo e longo prazo, relacionado a experiência) Decisão (decidir e agir no momento certo, relacionado a experiência e conhecimento) Habilidade (operar o veículo de maneira eficiente e com prontidão) Direção Preventiva Levar em consideração Diferentes tipos de educação Diferentes valores e crenças Diferentes classes socioeconômicas Diferentes necessidades e interesses Direção Preventiva Um motorista preventivo direito modo no trânsito a priorizar ele abre mão do seu de a segurança, o bem estar e a vida. Direção Preventiva Automatismo Hábitos desenvolvidos ao dirigir. Mão na janela Mão na Marcha Mão/pé na embreagem Pisar na embreagem logo no início da parada ou para fazer a curva; (reduzir marchas 1 a 1) Evite Colisões Distância segura Evite problemas mecânicos Verifique sistema de freios; Verifique estados dos pneus; Verifique cinto de segurança; Verifique sistema deiluminação; Nível de óleo, água do radiador; água do limpador de para-brisa e paletas; Revisões regulares; Condições adversas Clima; Visibilidade; Saúde (alimentação, sono, medicamentos, etc) Direção Preventiva Por um trânsito seguro! “É mais fácil vencer um mau hábito hoje do que amanhã” — Confúcio. Legislação básica no transporte de cargas Segundo a Agencia Nacional de Transporte Terrestre - ANTT, no Brasil, o transporte rodoviário é hoje o principal meio de movimentação de cargas e de pessoas, sendo responsável por 96% no movimento de passageiros e 60% no transporte de cargas. Legislação de carga Responsabilidade do Transportador Responsabilidade legal: Transportar produtos considerados lícitos. Responsabilidade Fiscal: Pagar impostos e taxas em dia, referente ao produto que transporta. Responsabilidade Social e Ambiental: Transportar cargas perigosas de forma que não provoque dados a saúde das pessoas, ao meio ambiente e ao patrimônio público. Responsabilidade Patrimonial: consciência que “divide” a estrada com outras pessoas e não pode provocar paralisia ou danificar bens públicos. Legislação de carga RESOLUÇÃO Nº 4.799, DE 27 DE JULHO DE 2015 Regulamenta procedimentos para inscrição e manutenção no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, RNTRC; e dá outras providências. Art. 3º O RNTRC é constituído por: I - Transportador Rodoviário Remunerado de Carga - TRRC, e II - Transportador Rodoviário de Carga Própria - TCP. § 1º Caracteriza-se transporte remunerado de carga quando o valor pago pela remuneração do serviço de transporte esteja destacado no documento fiscal. § 2º Caracteriza-se transporte de carga própria quando a Nota Fiscal da carga tem como emitente ou como destinatário a empresa, a entidade ou o indivíduo proprietário, o coproprietário ou o arrendatário do veículo automotor de carga. Legislação de carga RESOLUÇÃO Nº 4.799, DE 27 DE JULHO DE 2015 Art. 4º É obrigatória a inscrição e a manutenção do cadastro no RNTRC do TRRC que atenda aos requisitos estabelecidos nesta Resolução para o exercício da atividade econômica, de natureza comercial por conta de terceiros e mediante remuneração em uma das seguintes categorias: a) Transportador Autônomo de Cargas - TAC; b) Empresa de Transporte Rodoviário de Cargas - ETC, e c) Cooperativa de Transporte Rodoviário de Cargas - CTC. Art. 5º O transportador que detenha propriedade ou posse de veículo automotor de carga registrado no órgão de trânsito na categoria "particular" será considerado como Transportador de Carga Própria - TCP. Legislação de carga Infração Penalidade O transportador, inscrito ou não no RNTRC, evadir, obstruir ou, de qualquer forma, dificultar a fiscalização durante o transporte rodoviário de cargas Multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) O contratante contratar o transporte rodoviário remunerado de cargas de transportador sem inscrição no RNTRC ou com inscrição vencida, suspensa ou cancelada Multa de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais); O embarcador ou destinatário deixar de fornecer documento comprobatório do horário de chegada e saída do transportador nas dependências da origem ou do destino da carga ou apresentar informação em desacordo com o art. 32: multa de 5% sobre o valor da carga Mínimo de R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais) e máximo de R$10.500,00 (dez mil e quinhentos reais). O embarcador ou destinatário emitir o documento obrigatório definido no art. 32 desta Resolução para fins de transporte rodoviário de cargas por conta de terceiro e mediante remuneração, em desacordo ao regulamentado Multa de R$ 550,00 (quinhentos e cinquenta reais); Legislação de carga Tipos de carga Cargas em geral: Cargas de natureza generalizada e que podem ser acondicionadas em sacos, caixas, etc. podem conter vários volumes ou volumes unitários. Carga viva Carga de produtos a granel: Cargas sólidas, como cereais, fertilizantes, necessitando de carroceria apropriadas e providas de mecanismos de carregamento e descarregamento adequados. Também neste grupo temos carga líquida e a granel com utilização de tanques ou cisternas apropriadas (leite, óleos, líquidos considerados inofensivos). Cargas Perigosas: Colocam em riscos pessoas e o patrimônio publico, precisam de autorização especial para transporte (explosivos, tóxicos, etc) Cargas excepcionais e indivisíveis: requerem condições especiais de deslocamento, velocidade, sinalização, horário especial, etc. Transporte de produtos perigosos No Brasil a legislação para transporte de cargas de produtos perigosos segue as regras normativas mundiais determinadas pela Organização Nações Unidas – ONU. Cada produto perigoso possui um número chamado “número da ONU”. Atualmente existem 3534 números ONU definidos pela legislação. O objetivo é padronizar as simbologias de classes de riscos, e de subclasses em todos os países para o transporte de produtos perigosos. Transporte de produtos perigosos Classificação dos produtos perigosos Classe 1 – Matérias e objetivos explosivos; Classe 2 – Gases; Classe 3 – Líquidos inflamáveis; Classe 4 – Sólidos inflamáveis; Matérias sujeitas à inflamação espontânea e matérias que, em contato com a água, libertam gases inflamáveis; Classe 5 – Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos; Classe 6 – Substâncias toxicas e substâncias infectantes; Classe 7 – Material radioativo; Classe 8 – Substâncias corrosivas; Classe 9 – Substâncias e artigos perigosos diversos. Transporte de produtos perigosos Clase 1 – Matérias e objetivos explosivos; Transporte de produtos perigosos Classe 2 - Gases Transporte de produtos perigosos Classe 3 - Líquidos inflamáveis Transporte de produtos perigosos Classe 4 – Sólidos inflamáveis; Matérias sujeitas à inflamação espontânea e matérias que, em contato com a água, libertam gases inflamáveis; Transporte de produtos perigosos Classe 5 – Substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos; Transporte de produtos perigosos Classe 6 – Substâncias toxicas e substâncias infectantes; Transporte de produtos perigosos Classe 7 – Material radioativo Transporte de produtos perigosos Classe 8 – Substâncias corrosivas Transporte de produtos perigosos Classe 9 – Substâncias e artigos perigosos diversos. Transporte de produtos perigosos De acordo com essas normativas mundiais os veículos brasileiros podem circular por países que fazem fronteira com o Brasil seguindo as mesmas recomendações adotadas no país. Estas mesmas regras são utilizadas para contêineres de cargas em transporte marítimo. Cabe a ANTT a responsabilidade de cumprir as determinações da ONU para os transportes de produtos perigosos e divulga-las por meio de instruções normativas descritas na resolução 5232/16 conforme Decreto 96044/88 e seu regulamento atualizado pela Resolução ANTT 3665/11. Transporte de produtos perigosos Legislação vigente Decreto 96044/88: Regulamentação do transporte de Produtos Perigosos (RTPP) Decreto 1797/96: Acordo para facilitação dos transportes de produtos perigosos no MERCOSUL. Decreto 2866/98: Protocolo adicional do Decreto 1797/96. Resolução 168/04 CONTRAN: Estabelece Normas e Procedimentos para a formação de condutores de veículos automotores e elétricos, a realização dos exames, a expedição de documentos de habilitação, os cursos de formação, especializados, de reciclagem e dá outras providências. R105: Regulamento para fiscalização de produtos controlados - Exército Transporte de produtos perigosos Legislação vigente Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBR): Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ABNT NBR 10271 (Conjunto de equipamentos para emergências no transporte de ácido fluorídrico (PP); ABNT NBR 7500 (Estabelece a simbologia convencional e o seu dimensionamento para identificar produtos perigosos, a ser aplicada nas unidades e equipamentos de transporte e nas embalagens/volumes, a fim de indicar os riscos e os cuidados a serem tomados no transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento.); ABNTNBR 14619 (Estabelece os critérios de incompatibilidade química a serem considerados no transporte terrestre de produtos perigosos e incompatibilidade radiológica e nuclear, no caso específico dos materiais radioativos (classe 7).; ABNT NBR 7503 Transporte terrestre de produtos perigosos - Ficha de emergência e envelope para o transporte - Características, dimensões e preenchimento ABNT NBR 9735 Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos Transporte de produtos perigosos Legislação vigente Resolução 5232/16 ANTT Estabelece exigências e detalhamentos relativos, entre outros, à correta classificação do produto; à adequação, certificação e identificação dos volumes e das embalagens; à sinalização das unidades e dos equipamentos de transporte; à documentação; às prescrições aplicáveis a veículos e equipamentos do transporte rodoviário, quantidade limitada e provisões especiais, quando aplicáveis. Resolução 3665/11 ANTT e suas alterações Atualiza o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. Normas CNEM (Comissão Nacional de Energia Nuclear) para transporte de Materiais Radioativos. Transporte de produtos perigosos Legislação vigente Regulamentos Técnicos Instituto Nacional de Metrologia Normatização e Qualidade Industrial – IMETRO Portarias Estaduais Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) Legislações Municipais Lei 9605/1988 – Lei de Crime Ambientais Transporte de produtos perigosos Ao expedidor do produto cabe: Exigir do transportador o uso de veículos e equipamentos em boas condições técnicas e operacionais, e adequados para carga; Acondicionar o produto de acordo com especificações do fabricantes; Exigir do transportador a correta utilização dos rótulos de riscos e painéis de segurança; Adotar medidas para preservar o carregamento; Embalar, rotular e etiquetar os produtos; Fornecer os elementos de identificação para sinalização do veículo: rótulos de risco e painéis de segurança, informando ao motorista as características do produto e os riscos que oferece. Transporte de produtos perigosos Ao expedidor do produto cabe: Fornecer todos os documentos de transporte, inclusive a ficha de emergência e o envelope de transporte. Fornecer ao transportador que não possuir: os conjuntos de EPIs e os conjuntos de equipamentos para situações de emergências; – Orientar e treinar o pessoal de carga para executar a operação. Transporte de produtos perigosos Ao transportador compete: Assumir responsabilidade de expedidor quando efetuar operações de despacho; Portar no veículo o conjunto de equipamentos para situações de emergências e os EPIs em bom estado de conservação e de acordo com as normas; Responsabiliza-se juntamente com o embarcador, no caso de aceitar para transporte, produtos perigosos com embalagem violada, deteriorada e em mau estado de conservação; Dar manutenção aos veículos, equipamentos e utilizá-los corretamente. Proporcionar o treinamento específico obrigatório (Curso de condutores de veículos de transporte de produtos perigosos) aos motoristas; Providenciar a correta arrumação da carga; Transporte de produtos perigosos Ao transportador compete: Solicitar ao expedidor a documentação da carga (nota fiscal, declaração de responsabilidade e demais informações exigidas pela legislação, ficha de emergência e envelope para transporte). Evitar o uso de vias em áreas densamente povoadas ou de proteção de mananciais, de reservatórios de água ou de reservas florestais e ecológicas, ou que deles sejam próximas. (Resolução ANTT no 3.665/2011 ) ITINERÁRIO E HORÁRIOS PARA O TRANSPORTE DE PRODUTOS PERIGOSOS Transporte de produtos perigosos Certificado de inspeção veicular - CIV Transporte de produtos perigosos Certificado de inspeção para o transporte de produtos perigosos – CIPP Transporte de produtos perigosos Documentações exigidas para o transporte de produtos perigosos: Documentos relativos ao motorista Carteira Nacional de Habilitação – CNH, compatível com a categoria do veículo; O condutor deve ser maior de 21 anos (Art. 145 CTB); Curso de Condutores de Veículos de Transporte de Produtos Perigosos, registrado na CNH, em campo específico. O curso é previsto no Art. 22 do RTPP e na Resolução 168/04 do CONTRAN, e é ministrado pelo SEST SENAT. Lei 13103/15 (Lei do Descanso) Documentação que comprove jornada de trabalho, responsabilidade do empregador Transporte de produtos perigosos Sinalização específica Os produtos perigosos são sinalizados com rótulos de risco e painéis de segurança padronizados pela NBR 7500 – ABNT, com o objetivo de torna-los facilmente reconhecíveis a distância e permitir a identificação rápida dos riscos que o produto oferece durante o carregamento e transporte. Transporte de produtos perigosos Sinalização específica Transporte de produtos perigosos Rótulo de Risco Transporte de produtos perigosos Painel de Segurança É a simbologia utilizada para identificar os riscos do produto perigoso em caso de emergência. Consiste de um retângulo de cor laranja podendo ou não apresentar inscrições. Quando apresentar inscrições numéricas, essas significam: Número superior (número de risco: identifica os riscos apresentados pelo produto). Número inferior (identifica o produto pelo nº ONU); Transporte de produtos perigosos Número de Risco O número de risco (parte superior) contém dois ou três algarismos que identificam a natureza e a intensidade do risco. De um modo geral, os algarismos e letras que o compõem indicam o seguinte (Res. 5232/16 da ANTT): Transporte de produtos perigosos Número de Risco 2 Desprendimento de gás devido à pressão ou à reação química 3 Inflamabilidade de líquidos (vapores) e gases ou líquido sujeito a autoaquecimento 4 Inflamabilidade de sólidos ou sólido sujeito a autoaquecimento 5 Efeito oxidante (intensifica o fogo) 6 Toxicidade ou risco de infecção 7 Radioatividade 8 Corrosividade 9 Risco de violenta reação espontânea X A substância reage perigosamente com água (utilizado como prefixo do código numérico) Transporte de produtos perigosos Comportamento preventivo Acidentes com produtos perigosos afetam o transportador e podem gerar graves consequências para o meio ambiente e para os demais usuários das estradas ou até para as cidades próximas a elas. Todo o transporte de produtos perigosos precisa de cuidados especiais. Por isso, o transportador deve: Conhecer as normas mínimas de procedimentos quanto às embalagens, armazenagem, arrumação, carregamento, descarregamento e transporte dos produtos perigosos; Utilizar corretamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e os Equipamentos para Situações de Emergência (ESEs). Equipamentos para Situações de Emergência – ESEs Durante o translado do produto, o transportador deve portar de um conjunto de itens para uso em situações de emergência, conhecidos por ESEs (Equipamentos para Situação de Emergência). Estes equipamentos serão usados para sinalização do veículo quando parado, isolamento da área e pequenas contenções quando ocorrer alguma perda de produto. Estes equipamentos serão usados pelo condutor do veículo e pelo ajudante em caso de acidentes do veículo de transporte ou em avaria na carga. Equipamentos de Proteção Individual – EPIs Os EPIs variam de acordo com o produto perigoso e devem estar higienizados, livres de contaminação e acondicionados no interior da cabine da unidade de transporte. Os EPIs só devem ser utilizados pelo motorista e pelos ajudantes em caso de emergência e estritamente para avaliação da cena, sinalização da área e fuga, verificando as ações iniciais constantes na ficha de emergência e/ou envelope para transporte. A descrição do conjunto de EPIs do motorista e do ajudante, se houver, está especificada na ABNT NBR 9735. Transporte de produtos perigosos Cuidados do Condutor Antes do transporte: Verifique o estado geral do veículo: motor, chassis, direção, freios, sistema de iluminação e de sinalização, carroceria, tanque,pneus, etc.; Confira os EPIs e os ESEs; Verifique se a documentação pessoal, do veículo e da carga estão em ordem; Leia com atenção as informações contidas na Ficha de Emergência e no Envelope para Transporte, eliminando as dúvidas surgidas, lembrando que os EPIs descritos na Ficha de Emergência são somente para uso da Equipe de Atendimento à Emergência; Verifique se está de posse do CIPP (Certificado de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos) e o CIV (Certificado de Inspeção Veicular), no caso de transporte a granel. Durante o transporte: Não parar próximo a chamas ou queimadas. Evitar estacionar próximo a outros veículos ou lugares congestionados; Não estacionar a menos de 100 metros de pontes, viadutos, habitações ou locais de trabalho; Verificar as condições dos pneus, a cada 100 Km, ou a cada 2 horas, observando a conservação das bandas de rodagem, desgaste, trincas, perfurações, ocorrência de vazamentos, situações da calibragem e ocorrência de superaquecimento; Verificar a temperatura do tanque e se há vazamento no tanque ou nas tubulações; Evitar, sempre que possível, passar por dentro das cidades, em áreas de mananciais ou de preservação ambiental; Cuidados do Condutor Durante o transporte: Trafegar sempre na rota pré-determinada e não usar caminhos alternativos; Não dirigir cansado ou sob o efeito de drogas ou álcool, e atender o disposto na Lei do Descanso (Lei Nº 13.103- 02/03/15); Ultrapassar sempre com segurança e não ter pressa; Lembrar que a sua velocidade máxima de segurança é de 60 Km/h; Estar sempre atento (dessa forma poderá prever algumas possibilidades de acidentes). Cuidados do Condutor Fluxograma Em caso de emergência (acidente, incidente, derrame ou vazamento). image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.png image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.png image34.jpeg image35.png image36.jpeg image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg image42.jpeg image43.jpeg image44.png image45.jpeg image46.jpeg image47.png image48.png image49.jpeg image50.jpeg image51.jpeg image52.jpeg image53.jpeg image54.jpeg image55.jpeg image56.jpeg image57.jpeg image58.jpeg image59.jpeg