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SUMULAS VINCULANTES:
28: É Inconstitucional a exigência de deposito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário.
38: É competente ao MUNICÍPIO para fixar o Horário de funcionamento de ESTABELECIMENTO COMERCIAL. 
46: A DEFINIÇÃO DOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são de competência legislativa privativa da UNIÃO.
49: Ofende o princípio da LIVRE CONCORRÊNCIA lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área.
50: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.
Direito tributário
· Ramo do direito público;
· SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO;
· Prevalece a INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO (não pode deixar de agir algo previsto em lei)
 RECEITA PÚBLICA(TODO DINHEIRO QUE ENTRA NOS COFRES PUBLICOS)
RECEITAS ORIGINÁRIAS(OBRIGADO PAGAR):Obtidas com base na exploração do patrimônio do ESTADO, por meio de ALUGUÉIS ou mesmo por EMPRESAS ESTATAIS(E.P,S.E.M);
RECEITAS DERIVADAS(É obrigado pagar):Têm origem no patrimônio do particular e entram nos cofres públicos por meio da SOBERANIA DO ESTADO(COMPULSÓRIA) DERIVADA DOS PARTICULARES
I- IPVA;
II- IRPF;
III- INSS.
CONCEITO DE TRIBUTO
Art. 3 Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda cujo valor nela possa se exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
a. TODA PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA E COMPULSÓRIA:É uma obrigação de pagar do contribuinte, e não uma opção.
b. EM MOEDA OU CUJO VALOR NELA POSSA SE EXPRIMIR: Tem que ser pago em dinheiro (permitido o pagamento em bens IMÓVEIS). Os indexadores utilizados pelos entes federados (UFESP, UFIR, etc.) atendem à expressão “CUJO VALOR SE POSSA EXPRIMIR).
EM REGRA NÃO PODE BENS MÓVEIS POIS ISSO SE ENQUADRA EM FRAUDE DE LICITAÇÃO.
SEGUNDO ENTENDIMENTO DO STF:Estados e DF podem estabelecer outros meios não previstos expressamente no código tributário de EXTINÇÃO DE SEUS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS, máxime porque podem conceder REMISSÃO, e quem pode o mais pode o menos.(JÁ QUE NÃO TEM OUTRA FORMA DESSE MISERÁVEL ME PAGAR, VOU ACEITAR O KWIID DELE).
c. NÃO CONSTITUA SANÇÃO DE ATO ILÍCITO:Tributo não é MULTA;
d. INSTITUÍDA EM LEI;
e. COBRADA MEDIANTE ATIVIDADE ADMINISTRATIVA PLENAMENTE VINCULADA:O servidor público é obrigado a cobrar o tributo conforme está na lei , sem a possibilidade de discricionariedade.(INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO)
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A FINALIDADE
· Fiscal:o objetivo principal é ARRECADAR; EX:IRF, INSS,ISS,ICMS
· EXTRAFISCAL:Função principal a INTERVENÇÃO NA ECONOMIA DO PAÍS(são tributos reguladores, ex: IOF, IPI,II, IE, CIDES) ;
· Parafiscal: Destinação do produto da arrecadação A ENTE DIVERSO DAQUELE QUE INSTITUIU O TRIBUTO. Ex:CRM, CRA, CREA
· Seletividade: TRIBUTO DE UM JATINHO É MAIOR QUE O DE UM SACO DE ARROZ. 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A VARIAÇÃO DE ALÍQUOTAS
· PROPORCIONAL:tributo cuja Alíquota é fixa, independente da variação da Base de Cálculo. Ex:ICMS alíquota fixa de 18%;
· PROGRESSIVO:alíquota aumenta conforme aumenta a base de cálculo. EX IRF, IPTU;
· REGRESSIVO: Alíquota aumenta, conforme diminui a Base de Cálculo.
VINCULAÇÃO
VINCULAÇÃO DA RECEITA:
· RECEITA VINCULADA: Os recursos arrecadados só podem ser utilizados com despesas determinadas. EX: EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS.
· RECEITA NÃO VINCULADA:Os recursos arrecadados podem ser utilizados para quaisquer despesas. EX:IMPOSTOS , IPVA, IPTU, IRPF.
VINCULAÇÃO A UMA CONTRAPRESTAÇÃO DO PODER PÚBLICO:
· TRIBUTO VINCULADO:O FATO GERADOR é uma atividade ESTATAL específica ao Contribuinte. EX: TAXAS( emissão de PASSAPORTE, emissão de RH );
· TRIBUTO NÃO VINCULADO:O Fato Gerador é uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. EX:IMPOSTOS (relacionados a uma manifestação de riqueza, se for pobre não precisa pagar IPVA, IRPF, IPTU KKKK);
· VINCULAÇÃO DA ATIVIDADE DE COBRANÇA:Todo Tributo tem sua cobrança realizada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
IMPOSTO: É o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.
TAXAS (a taxa tem a ver com o serviço público): Têm como Fato Gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização efetiva ou potencial, de serviço público ESPECÍFICO E DIVISÍVEL, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
· STF: Custas Judiciais e os Emolumentos concernentes aos serviços notariais e registrais possuem natureza tributária de TAXA.
TRIBUTOS EM ESPÉCIE
· CORRENTE DUALISTA, BIPARTIDA OU BIPARTITE
(SÃO DIVIDIDOS SOMENTE EM IMPOSTOS E TAXAS);
· CORRENTE TRIPARTIDA, TRICOTÔMICA OU TRIPARTITE(CTN SEGUE)
(São divididos em IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA);
· CORRENTE QUADRIPARTIDA, TETRAPARTIDA OU TETRAPARTITE
(Impostos, Taxas, Contribuições de Melhoria e Empréstimos Compulsórios);
· CORRENTE PENTAPARTIDA OU PENTAPARTITE (Doutrina Majoritária e STF)
(Impostos, Taxas, Contribuições de Melhoria, Empréstimos Compulsórios e Contribuições Especiais). É A MAIS USADA.
 
· A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo Fato Gerador da respectiva obrigação ( imposto, taxa e contribuição de melhoria)
· Sendo IRRELEVANTES para classificá-la:
*A denominação e demais características formais adotadas pela lei;
*A destinação legal do produto de sua arrecadação.
· Taxa de propriedade de veículo automotor(o fato gerador de propriedade de veículo automotor é o imposto IPVA então independente da denominação de taxa, só consideraremos o fato gerador e pagaremos como imposto mesmo a denominação dizendo taxa).
· Para os EMPRESTIMOS COMPULSÓRIOS e CONTRIBUIÇÃO DE ESPECIAIS, por serem considerados “TRIBUTOS FINALÍSTICOS”, além de conhecer o FATO GERADOR , deve-se conhecer também a DESTINAÇÃO DA RECEITA obtida, para sua correta identificação.
· Ex:Cobrança referente a obtenção de lucro de uma empresa( seria um IMPOSTO OU CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL?
· Precisamos olhar se essa receita está vinculada a uma finalidade específica ou se pode ser usada para qualquer tipo de despesa.
IMPOSTOS:
· Os impostos são tributos não vinculados a uma contraprestação do Poder Público, incidindo, via de regra, sobre a manifestação de Riqueza do Sujeito Passivo.
· Possuem caráter contributivo ( diferentemente das Taxas e Contribuições de Melhoria que, por serem vinculadas a uma contraprestação do poder publico , possuem caráter retributivo).
· Os impostos, por via de regra, possuem arrecadação não vinculada ( ressalvadas as repartições determinadas pela CF88)
· “IMPOSTO NÃO GOZA DE REFERIBILIDADE.”
· NOVOS IMPOSTOS(impostos residuais) podem ser instituídos pela UNIAO, mediante LEI COMPLEMENTAR, desde que NÃO CUMULATIVOS e que não possuam fato gerador ou base de cálculo próprios daqueles discriminados na CF.
· A União, no uso de sua COMPETÊNCIA EXTRAORDINÁRIA pode instituir os IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS DE GUERRA- IEG, por meio de Lei Ordinária (ou Medida Provisória), PODENDO , INCLUSIVE , ADENTRAR NO CAMPO DE TRIBUTAÇÃO DOS DEMAIS ENTES.
(guerra iminente ou guerra externa).
Impostos FEDERAIS: São responsáveis por cerca de 60% das arrecadações do país
· II: Imposto sobre importação, para mercadorias vindas de fora do país; 
· IOF: Imposto sobre operações financeiras, para empréstimos, ações e demais ações financeiras;
· IPI: Imposto sobre produtos industrializados, para a indústria;
· IRPF: Imposto de Renda Pessoa Física, sobre a renda do cidadão;
· IRPJ: Imposto de Renda Pessoa Jurídica, sobre a renda de CNPJs;
· Cofins: Contribuição de financiamento da seguridade social;
· PIS: Programa de Integração Social;
· CSLL: Contribuição social sobre lucro líquido;
· INSS: Instituto Nacional do Seguro Social.
Impostos ESTADUAIS: São responsáveis por cerca de 28% (vinte e oito porcento) da arrecadação total.
· ICMS:  Impostos sobre circulação de mercadorias e serviços
· IPVA: Imposto sobre a propriedade de motores automotores
· TCMD: Imposto de transmissão causa mortis e doação
Impostos MUNICIPAIS:  São responsáveis por cerca de 5,5% (cinco e meio por cento) da arrecadação total do país.
· IPTU: Imposto sobre propriedade territorial urbana;
· ISS: Imposto sobre serviços;
· ITBI: Imposto de transmissão de bens imóveis
ICMS
· Já está contido no preço da venda ( não altera o valor da NF)
· É um imposto não cumulativo(recuperável), é possível fazer compensação.[paga na compra e compensa na venda]
· Devido pelas empresas comerciais e industriais
Lançamento de compra e venda:
Ativo circulante – ICMS a recuperar (AC)
Passivo circulante – ICMS a recolher (PC)
EX: A empresa 123 vendeu mercadorias por R$10.000;00 com recebimento à vista e que custavam R$ 6.000,00. A alíquota de ICMS foi de 10%
D-Caixa 10.000	
C- Receita de Vendas 10.000
D-CMV- R$ 6.000
C-Estoque-R$ 6.000
D -ICMS sobre vendas R$ 1.000 (DESPESA)
C-ICMS a recolher R$ 1.000
IPI
· Não está embutido no valor da operação. É chamado de “imposto por fora”
· Empresas industriais e equiparadas a industriais
· A base de cálculo é o valor da operação[preço do produto+ valor do frete+ despesas acessórias cobradas ou debitadas pelo contribuinte.
TAXAS
A União, os Estados, o DF e os Municípios poderão instituir:
Taxas:em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos (específicos e divisíveis), prestados ao contribuinte ou POSTOS A SUA DISPOSIÇÃO.
· As taxas são tributos retributivos ou contra-prestacionais em relação:
· Ao exercício do PODER DE POLÍCIA;
· À utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. 
· Taxas sobre serviços públicos:
· O serviço deve ser específico e divisível;
· A utilização do serviço pode ser Efetiva e/ou Potencial;
· Prestado ao Contribuinte ou posto à sua disposição.
· Considera-se utilizados pelo contribuinte:
· Efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título;
· EMISSÃO DE PASSAPORTE, 
· Potencialmente, quando, sendo de UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIA, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento.
· Coleta de lixo, policiamento
· Serviços públicos específicos e divisíveis:
· ESPECIFICOS: quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas;
· QUANDO O CONTRIBUINTE SABE POR QUAL SERVIÇO ESTÁ PAGANDO.
· DIVISIVEIS: quando suscetíveis de utilização, separadamente por parte de cada um dos seus usuários.
· QUANDO O PODER PÚBLICO CONSEGUE IDENTIFICAR QUEM ESTÁ SENDO BENEFICIADO PELA TAXA.
STF:” o serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa”
STF:A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta e remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola a cf.
STF:PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS não pode ser remunerados mediante TAXA
· As taxas não poderão ter base de calculo própria dos impostos
· A base de cálculo das taxas deve guardar relação com o serviço publico prestado ao contribuinte.(pois a taxa é tributo vinculado à contraprestação do poder público).
· não pode ser usada para enriquecer os cofres públicos.
Súmula Vinculante 29
“É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos de base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra.
Preços Público ou TARIFA
É cobrada pela prestação de serviços públicos sujeitos a uma RELAÇÃO CONTRATUAL, os quais podem, em regra, ser delegados.Exemplos:
· SERVIÇO TELEFÔNICO
· ENERGIA
· GÁS
· CORREIO
· ÁGUA E ESGOTO
· PEDÁGIO
Características das tarifas:
· Não possui Natureza Tributária
· Regime Jurídico de DIREITO PRIVADO
· Natureza Contratual( é possível a rescisão)
· NÃO É COMPULSÓRIO.
· É RECEITA ORIGINÁRIA
TAXAS x TARIFAS
	TAXAS
	TARIFAS
	Possui natureza tributária
	Não possuí natureza tributária
	Decorre de LEI
	Decorre de CONTRATO ADM
	Caráter Compulsório
	Caráter Facultativo
	Regime Jurídico de DIREITO PUB
	Regime Jurídico de DIREITO PRIV
	Cobrada por PJ de direito publico
	Cobrado por PJ de Direito Pub ou Priv.
	Receita DERIVADA
	RECEITA ORIGINÁRIA
CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
· TODOS OS ENTES PODEM INSTITUIR
· VALORIZAÇÃO MOBILIÁRIA
· Decorrente de OBRA PÚBLICA e não para que haja a obra pública.
· Cobrança só pode existir após a realização da obra ou parte dela, desde que já exista VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA.
· Tem como fundamento o ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, logo sua cobrança tem o objetivo de ressarcir o Estado dos valores gastos.
· Tem como limite total a despesa realizada;( o máximo que pode arrecadar é o valor total da obra)
· Tem como limite individual o acréscimo de valor que da resultar para cada imóvel beneficiado.( um imóvel valia 100 mil e agora vale 120 mil , então o poder público só pode cobrar no máximo 20 mil de contribuição de melhoria).
EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS (O FATO GERADOR ESTARÁ PRESENTE NA LEI COMPLEMENTAR QUE O INSTITUIR)
· COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DA UNIÃO
· LEI COMPLEMENTAR( essa lei fixará o prazo do empréstimo e as condições para o seu resgate).
· A União pega seu dinheiro compulsoriamente e depois devolve.
Eles serão usados para:
· Atender a DESPESAS EXTRAORDINÁRIAS, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
· No caso de INVESTIMENTO PÚBLICO DE CARÁTER URGENTE E DE RELEVANTE INTERESSE SOCIAL.
· A aplicação dos recursos provenientes será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
ENTENDIMENTO DO STF:
A RESTITUIÇÃO DO VALOR ARRECADADO A TÍTULO DE EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO DEVE SER EFETUADA NA MESMA ESPÉCIE EM QUE FOI RECOLHIDA.
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS (NÃO INCIDE EM EXPORTAÇÕES)
· EXCLUSIVO DA UNIÃO, salvo o rpps
· Contribuições Sociais 
· Contribuições para a seguridade social;
· Outras contribuições sociais (residuais);
· Contribuições sociais gerais.
· A UNIÃO pode instituir novas contribuições sociais. (COMPETÊNCIA RESIDUAL)
· Intervenção no domínio econômico (CIDE)
· Características extrafiscais(a finalidade principal é intervir no funcionamento da economia do pais);
· Sua instituição é feita por LEI ORDINÁRIA ou MEDIDA PROVISÓRIA;
· CIDE COMBUSTÍVEL:A lei que instituir CIDE relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes requisitos:
· Alíquota poderá ser:
· Diferenciada por produto ou uso;(alíquota diferente pra gasolina e outra pra álcool;)
· Reduzida e estabelecida por ato do Executivo.
· Os recursos arrecadados serão destinados:
a) Ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool, combustível, gás natural e seus derivados e derivados do petróleo;
b) Ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a industria do petróleo e gás.
c) Ao financiamento de programas de infraestrutura de transportes.
· Interesses das categorias profissionais ou econômicas (CRM, OAB)
· São criadas para financiar atividades de entidades que representam ou fiscalizam classes profissionais, possuindo caráter predominantemente parafiscal. 
· CARACTERISTICAS GERAIS:
· Poderão ter alíquotas:
· Ad valorem: tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da operação e no caso de importação, o valor aduaneiro;( é um percentual fixo de uma base de cálculo; por exemplo o inss ou o IRPF)
· Específica:tendo por base a unidade de medida adotada.( 300 reais por cada metro cúbico)
· não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
· Incidirão sobre a Importação de serviços estrangeiros ou serviços.
· A União, os Estados, o DF e os Municípios instituirão, por meio de lei contribuições para custeio do regime próprio de previdência social, cobradas dos servidores ativos, aposentados e pensionistas, que poderão ter alíquotas progressivasde acordo com o valor da base de contribuição ou dos proventos de aposentadorias e de pensões.
· A lei pode instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social.
· Os MUNICÍPIOS e o DF poderão instituir contribuição, na forma da lei, para o custeio do serviço de iluminação pública (COSIP).
· Possui sua arrecadação vinculada ao custeio do serviço de iluminação pública.
· É facultada a cobrança da contribuição na fatura de consumo de energia elétrica.
PRINCIPIOS
· LEGALIDADE: medida provisória é a mesma coisa que LEI.
· É obrigatória LEI para instituir ou aumentar Tributo.
· Exceções: Alterações de ALÍQUOTAS de:
· IE
· IPI
· II
· IOF
· CIDE COMBUSTÍVEIS: REDUÇÃO e ESTABELECIMENTO de alíquotas por Decreto do Executivo;
· ICMS-COMBUSTÍVEL:Alíquotas fixadas mediante deliberação dos Estados e do DF (CONFAZ).
· NÃO SE SUBMETEM ao Princípio da Legalidade:
· ATUALIZAÇÃO do valor monetário da Base de Cálculo do Tributo;
· Se observado o ÍNDICE OFICIAL de CORREÇÃO MONETÁRIA, pode ser realizado por Decreto (se ultrapassar o índice só através de LEI).
· A FIXAÇÃO DO PRAZO PARA RECOLHIMENTO.
· Ainda que o prazo para recolhimento seja adiantado, ele pode ser alterado de maneira infralegal.
STF SUMULA 160:”É DEFESO, AO MUNICÍPIO, ATUALIZAR O IPTU, MEDIANTE DECRETO, EM PERCENTUAL SUPERIOR AO ÍNDICE OFICIAL DE CORREÇÃO MONETÁRIA”
Precisam de LEI COMPLEMENTAR para a sua intituição:
· Empréstimos Compulsórios;
· Impostos residuais;
· Contribuições Residuais;
· Impostos sobre Grandes Fortunas - IGF
· ISONOMIA (“tratar igualmente os iguais, e diferentemente os diferentes, na medida em que se diferenciam”
· É VEDADO a todos os entes federativos:
· INSTITUIR TRATAMENTO DESIGUAL ENTRE CONTRIBUINTES QUE SE ENCONTREM EM SITUAÇÃO EQUIVALENTE, proibida qualquer distinção em razão da ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos.
· PRINCÍPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA(desmembramento da isonomia)
· A ideia é que a tributação incida mais em quem possui maior capacidade contributiva; e menos em quem possui menor capacidade contributiva.
· SEMPRE QUE POSSÍVEL, os impostos terão CARÁTER PESSOAL e serão GRADUADOS SEGUNDO A CAPACIDADE ECONÔMICA DO CONTRIBUINTE, facultado à adm tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o PATRIMÔNIO, os RENDIMENTOS e as ATIVIDADES ECONÔMICAS do contribuinte.
· STF: ”o STF entende que o principio da capacidade contributiva pode ser estendido a outras espécies tributárias, obedecendo, é claro, as suas peculiaridades”.
· A GRADUAÇÃO segundo A CAPACIDADE ECONÔMICA pode ser implementada de duas formas:
· APLICAÇÃO DE ALIQUOTAS PROGRESSIVAS;
· ESCALONAMENTO DA BASE DE CÁLCULO
· STF: “Não fere o principio da isonomia a SOBRECARGA IMPOSTA AOS BANCOS COMERCIAIS E ÀS ENTIDADES FINANCEIRAS, no que se refere à contribuição PREVIDENCIÁRIA sobre a folha de salários	“.
· STF: “Não afronta o principio da isonomia a vedação de importação de automóveis usados, sob alegação de a União estar atuando contra as pessoas de menor capacidade econômica”.
PRINCÍPIO DO NÃO CONFISCO
Este princípio tem por objetivo evitar que o tributo tenha efeito confiscatório, e não que o tributo configure um CONFISCO(SANÇÃO).
· Evitar que a tributação seja tão grande que começa a gerar dificuldades para a pessoa viver.
· RAZOABILIDADE da carga tributária de forma a preservar a CAPACIDADE ECONÔMICA do contribuinte
STF:” A caracterização do efeito confiscatório deve ser obtida analisando a TOTALIDADE DE TRIBUTOS a que um contribuinte está submetido, DENTRO DE DETERMINADO PERÍODO, EM RELAÇÃO À MESMA PESSOA POLÍTICA”( não pode cobrar 50% de IPTU que iria quebrar as pernas , mas cobrar 20% de IPTU, 20% de IPVA e 27% de IRPF, quebra as pernas, ainda, mas não pode ser usado para efeito de não confisco por se tratar de pessoas políticas diferentes, IPTU dos Municípios, IPVA dos Estados e IRPF da União)
STF:”O princípio da vedação ao Efeito Confiscatório também SE ESTENDE ÀS MULTAS decorrentes do descumprimento de Obrigação Acessória” (Aplicando tanto às Multas Moratórias, como as PUNITIVAS)
· LIMITE estabelecido pelo STF:
· MULTA PUNITIVA:100% do tributo;
· MULTA MORATÓRIA: 20% do tributo.
· A aplicação do Princípio do Não Confisco deve ser ATENUADA, quando se tratar de TRIBUTOS EXTRAFISCAIS (aquele cujo objetivo principal é a intervenção na economia)
· Por exemplo: O cigarro tem um IPI de 300%, mas isso não fere o principio do Não Confisco, por que o objetivo desse tributo não é arrecadar e sim DESESTIMULAR O CONSUMO.
PRINCIPIO DA NÃO SURPRESA(SEGURANÇA JURÍDICA)
É fundamental que haja segurança tanto quanto aos FATOS PASSADOS, como em relação à previsibilidade do que está por vir (EVENTO FUTUROS).
No que se refere à segurança Jurídica no Direito tributário, temos que levar em conta os seguintes princípios.
· Princípio da IRRETROATIVIDADE;
· Segurança quanto a FATOS PASSADOS
· Princípio da ANTERIORIDADE;
· Segurança quanto a PREVISIBILIDADE.
· Princípio da NOVENTENA.
· Segurança em relação ao futuro.
· Princípio da IRRETROATIVIDADE:
· Vedação a qualquer ente federativo de cobrar TRIBUTOS em relação a fatos GERADORES OCORRIDOS ANTES DO INÍCIO DA VIGÊNCIA DA LEI que os tenha instituído ou aumentado. 
· Exceções:
· LEI QUE SEJA EXPRESSAMENTE INTERPRETATIVA;
· E em relação a ATOS NÃO DEFINITIVAMENTE JULGADOS, Lei que verse sobre infrações, e que venham a beneficiar os infratores.
· Princípio da ANTERIORIDADE:
· vedação de cobrar tributos no Mesmo Exercício Financeiro Em Que Tenha Sido Publicada A Lei que os instituiu ou aumentou.
· Não se Sujeitam ao princípio da anterioridade:
· Lei que EXTINGUE ou REDUZ tributos;
· Alteração de PRAZO PARA PAGAMENTO de tributos (ainda que seja antecipação);
· Alteração monetária até o limite do índice oficial de correção monetária.
· STF:”norma legal que ALTERA O PRAZO para recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”.
· STF:”A REDUÇÃO DE BENEFÍCIO FISCAL caracteriza AUMENTO INDIRETO DE TRIBUTO, atraindo a aplicação do princípio da anterioridade e noventena.
· EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO:Tributos EXTRAFISCAIS
· II
· IE;
· IPI;
· IOF;
· IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS DE GUERRA;
· EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS( em caso de guerra e ou calamidade);
· Contribuição para financiamento da seguridade social;
	· CIDE-Combustíveis;*
	Apenas nos casos de REDUÇÃO e RESTABELECIMENTO de aliqutoas
	· ICMS-Combustíveis;*
	· 
· Princípio da NOVENTENA:
· Vedado cobrar tributos antes de decorridos 90 dias da publicação da LEI que os instituiu. 
· 
· Exceções:
· II;
· IE;
· IR;
· IOF;
· IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS DE GUERRA;
· EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS( em caso de guerra e ou calamidade);
· BASE DE CÁLCULO DO IPTU E DO IPVA.
PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE TRÁFEGO
É vedado:
· Estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos INTERESTADUAIS ou INTERMUNICIPAIS, RESSALVADA A COBRANÇA DE PEDÁGIO pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público.
PRINCIPIO DA UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA
É vedado à UNIÃO:
· Instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, DF ou Município, em detrimento de outro.
· EXCEÇÃO:	
· Admitida a CONCESSÃO DE INCENTIVOS FISCAIS DESTINADOS A PROMOVER O EQUILÍBRIO DO DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO ENTRE AS DIFERENTES REGIÕES DO PAÍS.
PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO ÀS ISENÇÕES HETERÔNOMAS
· Isenção: é a dispensa Legal do pagamento do tributo devido;
· Isenção só poder ser concedida por LEI(específica) do ente que tem competência para instituir o tributo (ISENÇÃO AUTONÔMA);
· ASSIM ,VIA DE REGRA, É PROIBIDO À UNIÃO CONCEDER ISENÇÃO DE TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DOS ESTADOS OU MUNICÍPIOS ( UNIÃO NÃO PODE CONCEDER ISENÇÃO DE IPTU OU IPVA
Exceção:
· ICMS EXPORTAÇÃO ( permite que uma LEI COMPLEMENTAR FEDERAL exclua da incidência de ICMS as operações com mercadorias e prestaçãode serviços, destinados ao exterior ).
· ISS EXPORTAÇÃO (autoriza a União conceder, mediante LEI COMPLEMENTAR, isenção heterônoma sobre o ISS nas exportações de serviços para o exterior)
STF:Quando o Presidente, agindo como Chefe do Estado, concede isenção de tributos Estaduais ou Municipais através de TRATADO INTERNACIONAL, o STF entende que nesta situação não se deve obediência ao Princípio da Vedação às isenções Heterônomas
· 
LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR
· Não é possível, nem mesmo por EMENDA CONSTITUCIONAL, a redução, supressão ou criação de exceções às Limitações ao Poder de tributar.
· Porém é plenamente possível e legítima a criação de NOVOS DIREITOS aos Contribuintes
· 
FISCALIZAÇÃO
Principio da ISONOMIA.
CF/88: art. 145 : SEMPRE QUE POSSÍVEL, os impostos terão CARÁTER PESSOAL e serão GRADUADOS SEGUNDO A CAPACIDADE ECONÔMICA DO CONTRIBUINTE, facultado à adm tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
· Cada ente federado poderá regulamentar as prerrogativas das autoridades fiscais a ele vinculado.
A legislação tributária regulará, em caráter geral, ou especificamente em função da natureza do tributo de que se tratar, a competência e os poderes das autoridades administrativas em matéria de fiscalização da sua aplicação.
· Essa legislação aplica-se às pessoas naturais ou jurídicas, contribuintes ou não, INCLUSIVE ÀS QUE GOZEM DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA OU DE ISENÇÃO DE CARÁTER PESSOAL.
· Ou seja, nada impede que um partido político ou uma igreja seja fiscalizada.
· Inclusive os próprios entes federados podem ser fiscalizados.(taxa , contribuição de melhoria)
· IMUNIDADE RECIPROCA(Os entes não podem instituir entre eles IMPOSTOS).
· Não têm aplicação quaisquer disposições legais excludente ou limitativo do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes, industriais ou produtores , ou da obrigação de exibi-los.
· Nenhuma lei pode limitar ou restringir a fiscalização.
· Carater sigiloso da escrituração fiscal ou comercial da empresa não pode se opor ao FISCO.
Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão conservados até que ocorra a prescrição dos créditos tributários.
ESTÃO SUJEITOS A FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA OU PREVIDENCIÁRIA QUAISQUER LIVROS COMERCIAIS, LIMITADO O EXAME AOS PONTOS OBJETO DA INVESTIGAÇÃO
· Se o Auditor foi para realizar um trabalho específico ele tem que realizá-lo sem fugir muito da finalidade.
Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade administrativa todas as informações de que disponham com relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros (toda atividade tem que ser intimidada por escrito):
I- Os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício;
II- Os bancos, casas bancárias, Caixas Econômicas e demais instituições financeiras.
a. O fiscal não precisa de ordem judicial para saber do sigilo bancário.
b. Quando houver PAD instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.
III- Empresas de adm de bens;
IV- Corretores, leiloeiros e despachantes oficiais;
V- Inventariantes;
VI- Síndicos,comissários e liquidários;
VII- Quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão do seu cargo, ofício ou função.
· Essa obrigação não abrange: a prestação de informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão do cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão.
· Os advogados, médicos, padres, pastores, psicólogos, não são obrigados a prestarem informações.
· A autoridade administrativa que proceder ou presidir quaisquer diligências de fiscalização lavrará os termos necessários para que se documente o início do procedimento, na forma da legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a conclusão daquelas.
· Os termos serão lavrados, sempre que possível, em um dos livros fiscais exibidos, quando lavrados em separado deles se entregará, à pessoa sujeita à fiscalização, cópia autenticada pela autoridade.

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