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ELETRICIDADE ELETROSTÁTICA E ELETRODINÂMICA PROF. EDUARDO ALBUQUERQUE FUNDAMENTOS DA ELETRICIDADE 01 02 03 04 CARGAS ELÉTRICAS CARGA ELEMENTAR LEI DE COULOMB FORÇA ELÉTRICA CAMPO ELÉTRICO MAGNETISMO CAMPO ELETROMAGNÉTICO LEI DE FARADY LEI DE LENZ Prótons Nêutrons Elétrons O ÁTOMO MODELOS ATÔMICOS bola de bilhar movimentos orbitaispudim de passas THOMSON RUTHERFORD- BOHRDALTON CARGA ELÉTRICA ELEMENTAR PRÓTONS ELÉTRONS Q= N.E E = 1,6.10^-19 Dizer que a carga elétrica só pode existir como múltipla de uma quantidade mínima significa dizer que a: a) carga elétrica perdeu elétrons b) carga elétrica ganhou elétrons. c) carga elétrica sofreu um processo de eletrização. d) carga elétrica é conservada. e) carga elétrica é quantizada. EXERCÍCIOS Qual deve ser carga elétrica total de um corpo com 35.10^13 elétrons, sabendo que a carga elementar vale 1,6⋅10^−19C? a) 1,6⋅10^−6 C b) 56⋅10^−6 C c) 35⋅10^−6 C d) 5,6⋅10^−6 C e) 3,5⋅10^−6 C CORPOS NEUTROS E CARREGADOS Corpo carregado: Positivo Corpo carregado: Negativo Corpo neutro Íons Íons são átomos carregados eletricamente, podem ser ânions ou cátions. INTERAÇÃO ENTRE CARGAS ELÉTRICAS LEI DE COULOMB FORÇA DE ATRAÇÃO ENTRE DUAS CARGAS ELÉTRICAS CHARLES AUGUSTIN DE COULUMB F = Força eletrostática (N) K = Constante dielétrica (N.m²/C²) Q1 = Carga elétrica 1 (C) Q2 = Carga elétrica 2 (C) d = distancia entre as cargas (m) EXERCÍCIOS Duas partículas de cargas elétricas Q1 = 4,0 . 10^-16 C e Q2 = 6,0 . 10^-16 C estão separadas no vácuo por uma distância de 3,0 . 10^-9 m. Sendo K0 = 9 . 10^9 N.m²/ C², a intensidade da força de interação entre elas, em Newtons, é de: a) 1,2 . 10^-5 b) 1,8 . 10^-4 c) 2,0 . 10^-4 d) 2,4 . 10^-4 e) 3,0 . 10^-3 Duas partículas de cargas de mesmo sinal, cujos valores são q1 = 5,0 μC e q2 = 7,0 μC, estão separadas no vácuo por uma distância d = 4,0 m. Qual o módulo das forças de interação elétrica entre essas partículas? a a) 19,7x10^-3 N b) 24,7x10^-3 N c) 35,7x10^-3 N d) 14,8x10^-3 N e) 64,8x10^-3 N PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO Os processos de eletrização são métodos onde um corpo deixa de ser eletricamente neutro e passa a estar carregado positivamente ou negativamente. ELETRIZAÇÃO POR CONTATO ELETRIZAÇÃO POR ATRITO Os elétrons estão localizados na eletrosfera, que é a parte externa do núcleo e são mantidos girando ao seu redor por forças eletrostáticas. Contudo, esta força vai diminuindo com a distância. Desta forma, os elétrons mais exteriores da eletrosfera são mais facilmente retirados de sua órbita. Quando esfregamos dois corpos, alguns desses elétrons migram de um corpo para o outro. CAMADA DE VALÊNCIA ATRITO SÉRIE TRIBOELÉTRICA https://www.todamateria.com.br/eletron/ https://www.todamateria.com.br/eletrostatica/ ELETRIZAÇÃO POR CONTATO Este tipo de eletrização ocorre quando um corpo condutor está carregado e entra em contato com um outro corpo Neste processo, os corpos envolvidos ficam carregados com cargas de mesmo sinal e a carga do corpo que estava inicialmente eletrizado diminui. Quando os corpos envolvidos na eletrização são condutores de mesmas dimensões e mesma forma, após o contato, terão cargas de mesmo valor CORPO CARREGADO CONTATO ELETRIZAÇÃO ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO A eletrização por indução pode ocorrer sem contato entre os corpos. Quando um corpo eletrizado (indutor) é aproximado de um condutor (induzido), inicialmente neutro, induz neste uma distribuição de cargas. CORPO ATERRADO INDUÇÃO RETIRAR ATERRAMENTO RETIRAR INDUÇÃO CORPO ELETRIZADO Dois bastões metálicos idênticos estão carregados com a carga de 9,0 μC. Eles são colocados em contato com um terceiro bastão, também idêntico aos outros dois, mas cuja carga líquida é zero. Após o contato entre eles ser estabelecido, afastam-se os três bastões. Qual é a carga líquida resultante, em μC, no terceiro bastão? a) 3,0 b) 4,5 c) 6,0 d) 9,0 e) 18 EXERCÍCIOS Um corpo A é atritado em outro corpo B. Após a operação, o corpo A adquire carga elétrica de: 3,2.10^-6C. Qual a carga adquirida pelo corpo B e quantos elétrons foram trocados pelos corpos? Duas esferas metálicas idênticas são postas em contato. Antes do contato, o corpo A possuía carga elétrica de 5,0.10^-6C e o corpo B, de 1,0.10^-6C. Qual a carga final dos corpos após a separação e a carga transferida de um corpo para o outro? A eletrodinâmica é a área da Física que estuda a corrente elétrica e seus fenômenos. Em outras palavras, essa área da Física estuda os efeitos relacionado ao movimento das cargas elétricas. Este estudo é importante para compreender melhor os circuitos elétricos e como a corrente flui dentro dos materiais condutores. ELETRODINÂMICA CONDUTORES Cobre - usado em baixa tensão Alumínio - usado em alta tensão Condutores mais utilizados em eletricidade Nos condutores, um ou mais dos elétrons das camadas mais externas desses átomos não estão firmemente presos aos núcleos. Estes elétrons são também chamados de elétrons livres. ISOLANTES Polímeros, cerâmicas, ar, óleo, gases, etc... isolantes mais utilizados em eletricidade Nos isolantes, os elétrons de valência estão ligados fortemente ao átomo, o que dificulta a existência de elétrons livres e o estabelecimento da corrente elétrica CORRENTE ELÉTRICA Corrente elétrica é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga elétrica ( elétrons ) ou o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe uma diferença de potencial elétrico entre as extremidades. Tal deslocamento procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um campo elétrico ou outros meios SIMBOLO ( I ) UNIDADE DE MEDIDA ( A ) AMPÉRE A = C/S COULOMB POR SEGUNDO CORRENTE ELÉTRICA AMPERÍMETRO I = Q/T SIMBOLO = I UNIDADE DE MEDIDA: AMPÉRE O efeito Joule é um fenômeno físico que consiste na conversão de energia elétrica em calor. Esse fenômeno ocorre quando algum corpo é atravessado por uma corrente elétrica EFEITO JOULE TENSÃO ELÉTRICA - DDP A tensão elétrica (denotada por ∆V), também conhecida como diferença de potencial (DDP), é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a diferença em energia potencial elétrica por unidade de carga elétrica entre dois pontos. Sua unidade de medida é o volt – homenagem ao físico italiano Alessandro Volta. https://pt.wikipedia.org/wiki/Potencial_el%C3%A9trico https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_potencial_el%C3%A9trica https://pt.wikipedia.org/wiki/Carga_el%C3%A9trica https://pt.wikipedia.org/wiki/Volt https://pt.wikipedia.org/wiki/Alessandro_Volta TENSÃO ELÉTRICA VOLTÍMETRO DDP: DIFERENÇA DE POTENCIAL SÍMBOLO: V, U, E UNIDADE DE MEDIDA: VOLT RESISTÊNCIA ELÉTRICA RESISTÊNCIA ELÉTRICA A resistência elétrica é a oposição que um material oferece a passagem da corrente elétrica. A resistência elétrica é representada pela letra [R] e sua unidade de medida é o Ohm [ ]. RESISTÊNCIA ELÉTRICA SIMBOLO: R OHMIMETRO UNIDADE DE MEDIDA: OHM A 1°Lei de Ohm estabelece uma relação entre as grandezas elétricas: tensão ( V ), corrente ( I ) e resistência ( R ) em um circuito. 1° LEI DE OHM GEORGE SIMON OHM Resistores são dispositivos elétricos que compõem circuitos com a finalidade básica de transformar energia elétrica em calor. Resistores são dispositivos que compõem circuitos elétricos diversos, a sua finalidade básica é a conversão de energia elétrica em energia térmica (Efeito Joule). RESISTORES Os resistores podem ser utilizados no circuito para gerar uma queda de tensão e limitar a corrente. RESISTOR TIPOS DE RESISTORES Os resistores podem ser divididos em dois grandes grupos: Resistores fixos Resistores variáveis RESISTORES FIXOS RESISTOR DE FILME DE CARBONO Consiste em um cilindro de porcelana recoberta por um filme (película) de carbono RESISTORES FIXOS RESISTOR DE FIO Consiste basicamente em tubo cerâmico, que servirá de suporte para enrolarmosum determinado comprimento de fio, de liga especial (níquel-cromo) para obter-se o valor desejado. RESISTORES FIXOS RESISTOR DE FIO Consiste basicamente em tubo cerâmico, que servirá de suporte para enrolarmos um determinado comprimento de fio, de liga especial (níquel-cromo) para obter-se o valor desejado. RESISTORES FIXOS RESISTOR SMD Encontramos atualmente resistores bem menores, soldados em placas eletrônicas, conhecido como resistor SMD (Surface Mounted Device) que traduzido, quer dizer “Dispositivo de Montagem Superficial“ RESISTORES VARIÁVEIS Existem diversas formas de se construir resistores variáveis, assim como de variar a sua resistência, sendo que cada tipo possui uma aplicação mais adequada RESISTORES VARIÁVEIS REOSTATO O reostato é um dispositivo que consiste em vários resistores e um dispositivo por meio do qual a resistência de todos os resistores incluídos é regulada. A sua configuração permite o controle do fluxo de corrente RESISTORES VARIÁVEIS POTENCIÔMETRO É o tipo mais comum de resistor variável. Normalmente possui três terminais, variando a sua potência de acordo com a relação estabelecida entre eles através de um eixo. Os potenciômetros mais comuns possuem um eixo rotatório, mas este também pode ser deslizante. RESISTORES VARIÁVEIS VARISTOR Os varistores têm um valor de resistência muito alto em tensões baixas — normalmente abaixo de uma tensão específica do aparelho — e muito baixo quando submetido a tensões altas. RESISTORES VARIÁVEIS RESISTORES VARIÁVEIS TERMISTOR Os valores de resistência dos termistores variam de acordo com a temperatura. A relação é direta, ou seja, se a temperatura sobe, o valor da resistência aumenta. Se uma diminui, a outra também abaixa o seu valor. O que permite essa afinidade são os materiais dos resistores, no caso a platina e o níquel. RESISTORES VARIÁVEIS LDR ( Light Dependent Resistor) A resistência do LDR varia de acordo com a intensidade de luz que incide sobre o aparelho. Ao contrário do que acontece com os termistores, nesse caso há uma relação inversa, ou seja, a resistência diminui com o aumento da intensidade luminosa. RESISTORES VARIÁVEIS De acordo com a 2ª Lei de Ohm, a resistência elétrica (R) de um condutor homogêneo de secção transversal constante é dependente das características geométricas do condutor. Seu valor é diretamente proporcional ao comprimento ℓ , inversamente proporcional à área de secção transversal A e depende do material do qual o condutor é feito SEGUNDA LEI DE OHM RESISTIVIDADE SEGUNDA LEI DE OHM R = resistência [ohms] p = resistividade [Ω. m] L = comprimento [m] A = área [m²] 2 RESISTÊNCIA Diretamente proporcional a resistividade [p] Diretamente proporcional ao comprimento Inversamente proporcional a área de secção transversal Em muitas ocasiões precisamos associar os resistores com o intuito de aumentar ou reduzir a resistência total. Se precisamos de um resistor de 10ohms, mas só temos 2 resistores de 20ohms, podemos associá-los de forma a obter uma resistência total com o valor desejado, 10ohms. Existem três tipos de associação de resistores: em série, em paralelo e mista. ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES ASSOCIAÇÕES DE RESISTORES ASSOCIAÇÃO PARALELAASSOCIAÇÃO SÉRIE ASSOCIAÇÃO MISTA A corrente (I) é a mesma para todos os componentes do circuito RESISTORES EM SÉRIE Todos componentes são dependentes A tensão (V) se divide entre os componentes do circuito RESISTORES EM SÉRIE − + vR3 −+vR1 −+vR2 iR1i S i S iR2 iR3R1 R2 R3V S + − vS A tensão (V) é a mesma para todos os componentes do circuito RESISTORES EM PARALELO Todos componentes são independentes A Corrente (i) se divide entre os componentes do circuito RESISTORES EM PARALELO R1 R2 R3I S + − v i i iR3iR2iR1 Energia de um Corpo – Entende-se por energia produzida por um corpo, a capacidade que possui para produzir trabalho. Fontes de Energia – As fontes de energia podem ser de dois tipos: Renováveis – Teoricamente inesgotáveis: Sol (Energia solar), movimento das águas (Energia hidroelétrica , energia dos mares), vento (Energia Eólica). Não Renováveis – Esgotam-se ao longo do tempo e são de duração limitada: Petróleo, carvão, minerais (Energia termoelétrica). POTÊNCIA E ENERGIA A potência é a quantidade de trabalho realizado pelas cargas elétricas a cada segundo de funcionamento do circuito elétrico. A equação da potência é definida por: P – potência (watts, W, no SI joules/segundo, J/s); W – energia (J); t – tempo (s). POTÊNCIA E ENERGIA O consumo de energia elétrica é quantificado pela potência dos aparelhos ligados à rede elétrica, de acordo com o seu tempo de funcionamento. Logo, energia consumida por uma casa é determinada por: W – energia (kilowatt-hora (kWh)); P – potência (W); t – tempo (h). POTÊNCIA E ENERGIA É possível calcular a potência por meio da lei de Ohm. Dessa forma, são encontradas três maneiras de escrever a potência: a primeira em função da tensão e da corrente. a segunda em função da corrente e da resistência. a terceira em função da tensão e resistência. POTÊNCIA E ENERGIA FÓRMULAS DA POTÊNCIA As Leis de Kirchhoff são assim denominadas em homenagem ao físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824 – 1887); Formuladas em 1845, estas leis são baseadas nos seguintes princípios: – Princípio da Conservação da Energia, – Princípio de Conservação da Carga Elétrica LEI DE KIRCHHOFF GUSTAV KIRCHHOFF Lei das Tensões: A soma algébrica das tensões em um circuito fechado é sempre igual a zero; LEI DE KIRCHHOFF - KVL Lei das Correntes: A soma algébrica das correntes em um nó é igual a soma das correntes que dele saem. LEI DE KIRCHHOFF - KCL Procedimento: Associe uma corrente no sentido horário a cada malha fechada independente do circuito. O sentido pode ser arbitrário, mas fica mais fácil se for padronizado como horário. 2. Indique as polaridades de cada resistor dentro de cada malha, de acordo com o sentido da corrente da malha. 3. Aplique a lei de Kirchhoff para tensões (LKT) em todas as malhas, no sentido horário. Importante: atenção quando um resistor é percorrido por duas ou mais correntes de malha. 4. Resolva as equações lineares simultâneas e obtenha as correntes de malhas. MÉTODO DAS MALHAS LEI DE KIRCHHOFF - KVL MÉTODO DAS MALHAS LEI DE KIRCHHOFF - KVL EXEMPLO - KVL EXEMPLO - KCL Três resistores, P, Q e S, cujas resistências valem 10, 20 e 20 ohms, respectivamente, estão ligados ao ponto A de um circuito. As correntes que passam por P e Q são 1,00 A e 0,50 A, como mostra a figura adiante. Determine as diferenças de potencial: a) entre A e C; b) entre B e C. Componente formado por duas Placas Condutoras, também chamadas de “Armadura”, separadas por um material isolante (dielétrico). O Capacitor é um componente que tem a capacidade de armazenar energia no seu campo elétrico CAPACITORES A capacidade de armazenamento de cargas elétricas é denominada capacitância e é simbolizada pela letra C, a unidade de medida desta capacidade de armazenamento é dada em farads, ela é a unidade de medida para quantidade de armazenamento de carga dos capacitores CAPACITORES C = Capacitância [ farad - F ] Q = Carga elétrica [ Coulomb - C] V = Tensão [ Volts - V] CAPACITORES CURVA CARACTERÍSTICA DE CARGA DE UM CAPACITOR ASSOCIAÇÃO CAPACITOR SÉRIE ASSOCIAÇÃO CAPACITOR PARALELO C = Capacitância [ F ] - farad E = constante dielétrica d = distância [ m ] - metros A = área [ m² ] - metros quadrados CAPACITORES DE PLACAS PARALELAS ELETRICIDADE ELETROMAGNETISMO PROF. EDUARDO ALBUQUERQUE HISTÓRICO As primeiras observações de fenômenos magnéticos são muito antigas. Acredita-se que estas observações foram realizadas pelos gregos, em uma cidade denominada Magnésia. Eles verificaram que existia um certo tipo de pedra que era capaz de atrair pedaços de ferro, essa pedra ficouconhecida como magnetita - Fe₃O₄ CAMPO MAGNÉTICO É a região ao redor de um imã, na qual ocorre uma força magnética de atração ou de repulsão. É definido como sendo a região de atuação (ou influência) de um imã, ou seja, nessa área o imã pode interagir com outros imãs e materiais ferrosos. CAMPO MAGNÉTICO São sempre linhas fechadas: saem e voltam a um mesmo ponto; As linhas nunca se cruzam; Fora do ímã, as linhas saem do pólo norte e se dirigem para o pólo sul; Dentro do ímã, as linhas são orientadas do pólo sul para o pólo norte; Saem e entram na direção perpendicular às superfícies dos pólos; Nos pólos a concentração das linhas é maior: quanto maior concentração de linhas, mais intenso será o campo magnético numa dada região. VETOR INDUÇÃO MAGNÉTICA VETOR INDUÇÃO MAGNÉTICA IMÃS ELEMENTARES spin: O spin do elétron gera um momento magnético, a soma vetorial desses momentos resulta ou não em um campo magnético resultante INSEPARABILIDADE DOS PÓLOS MAGNÉTICOS ATRAÇÃO E REPULSÃO Quando aproximamos dois imãs em forma de barra, existe entre eles uma interação. Os polos iguais se repelem, força de repulsão. Os polos diferentes se atraem, força de atração. A TERRA: GRANDE IMÃ MAGNETOSFERA FLUXO MAGNÉTICO O fluxo magnético, simbolizado por é definido como a quantidade de linhas de campo que atingem perpendicularmente uma dada área. A unidade de fluxo magnético é o Weber (Wb), sendo que um Weber corresponde a 1x10^8 linhas do campo magnético. FLUXO MAGNÉTICO Os materiais, quando submetidos à ação de um campo magnético externo qualquer, podem exibir diferentes comportamentos em termos de suas respostas às linhas de fluxo magnético circulante, isto é, os materiais poderão concentrar (atrair), repelir ou mesmo não perturbar o campo magnético. PROPRIEDADES MAGNÉTICAS PARAMAGNÉTICOS: Quando colocados próximos ao pólo de um imã são fracamente atraídos DIAMAGNÉTICOS: Quando colocados próximos ao pólo de um imã são fracamente repelidos FERROMAGNÉTICOS: Quando colocados próximos ao pólo de um imã são fortemente atraídos INDIFERENTES: Não exercem ação alguma sobre as linhas de fluxo magnético que os intercepta. PARAMAGNÉTICOS, DIAMAGNÉTICOS E FERROMAGNÉTICOS PERMEABILIDADE MAGNÉTICA A propriedade dos materiais que descreve este comportamento é chamada permeabilidade magnética µ e tem, assim, conceito análogo à condutividade elétrica dos materiais. Sua unidade é dada em H/m (H = Henry). A permeabilidade magnética de um material é uma medida da facilidade com que as linhas de campo podem atravessar um dado material. A relutância magnética é a medida da oposição que um meio oferece ao estabelecimento e concentração das linhas de campo magnético. PERMEABILIDADE E RELUTÂNCIA MAGNÉTICA A permeabilidade magnética de um material é geralmente expressa como o produto da permeabilidade do vácuo (μ0) e a permeabilidade relativa do material (μr). A fórmula é dada por: μ = μ0 * μr, onde: μ é a permeabilidade total do material μ0 é a permeabilidade do vácuo, e é uma constante universal que tem o valor de aproximadamente 4π x 10-7 T.m/A μr é a permeabilidade relativa, que varia de material para material. PERMEABILIDADE E RELUTÂNCIA MAGNÉTICA RELUTÂNCIA E PERMEABILIDADE MAGNÉTICA EXPERIMENTO DE OERSTED HANS CHRISTIAN ORSTED Em 1820, um professor e físico dinamarquês chamado Hans Christian Oersted observou que uma corrente elétrica era capaz de alterar a direção de uma agulha magnética de uma bússola. CONCLUSÃO DE OERSTED HANS CHRISTIAN ORSTED Todo condutor percorrido por corrente elétrica, cria em torno de si um campo eletromagnético. Em decorrência dessas descobertas, foi possível estabelecer o princípio básico de todos os fenômenos magnéticos: Quando duas cargas elétricas estão em movimento, manifesta-se entre elas uma força magnética além da força elétrica (ou força eletrostática). DENSIDADE FLUXO MAGNÉTICO A densidade do fluxo magnético cuja unidade é o Tesla (T), é uma grandeza vetorial representada pela letra [B] e é determinada pela relação entre o fluxo magnético e a área de uma dada superfície perpendicular à direção do fluxo magnético. Quando um fio condutor é percorrido por uma corrente elétrica, cria-se um campo magnético de tal forma que o vetor campo magnético é perpendicular ao plano que contém o fio. CAMPO MAGNÉTICO CRIADO EM UM FIO CONDUTOR O sentido das linhas de campo magnético é determinado pela regra da mão direita. SENTIDO DAS LINHAS DE INDUÇÃO CAMPO MAGNÉTICO CRIADO EM UM FIO CONDUTOR No circuito constatamos o sentido das linhas de força magnética nas posições indicadas pela bússola Invertendo-se o sentido da corrente também se inverte o sentido das linhas de força. B: módulo do vetor campo magnético (T-Tesla) i: corrente elétrica ( A) d: distância perpendicular entre o fio condutor e o ponto P onde se encontra o vetor campo magnético (m) μ0: permeabilidade magnética no vácuo = 4π.10^-7 T.m/A INTENSIDADE DO CAMPO MAGNÉTICO NUM FIO CONDUTOR Considerando uma espira circular, temos que as linhas de campo entram por um lado da espira e saem pelo outro, conforme a regra da mão direita. CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA CIRCULAR B: módulo do vetor campo magnético (T-Tesla) i: corrente elétrica ( A) R: raio da espira (m) μ0: permeabilidade magnética no vácuo = 4π.10^-7 T.m/A CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA CIRCULAR O solenóide é um dispositivo em que um fio condutor é enrolado em forma de espiras não justapostas. O campo magnético produzido próximo ao centro do solenóide (ou bobina longa) ao ser percorrido por uma corrente elétrica i , é praticamente uniforme (intensidade, direção e sentido constantes). Esta característica nos permite analisar o solenóide como um imã. CAMPO MAGNÉTICO EM UM SOLENÓIDE B: módulo do vetor campo magnético (T-Tesla) i: corrente elétrica ( A) L: comprimento do solenóide (m) μ0: permeabilidade magnética no vácuo = 4π.10^-7 T.m/A N: nº de espiras CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA SOLENÓIDE B: módulo do vetor campo magnético (T-Tesla) i: corrente elétrica ( A) R: raio da espira (m) μ: permeabilidade magnética no vácuo = 4π.10^-7 T.m/A N: nº de espiras CAMPO MAGNÉTICO EM UMA BOBINA CHATA A bobina chata é constituída por diversas espiras uma em cima da outra, “grudadas, justapostas” formando um campo magnético de grande intensidade. EXPERIMENTO DE FARADAY MICHAEL FARADAY Uma das descobertas mais importantes do que conhecemos hoje como eletromagnetismo foi feita pelo inglês Michael Faraday em 1831. Quando Faraday aproximou dois circuitos elétricos, percebeu que no momento em que um deles era ligado ou desligado, aparecia por um instante de tempo uma corrente no outro circuito. Percebeu também que o sentido da corrente era diferente se o circuito estava sendo ligado ou desligado. CAMPO MAGNÉTICO EM UMA BOBINA CHATA EXPERIMENTO DE FARADAY EXPERIMENTO DE FARADAY EXPERIMENTO DE FARADAY LEI DE LENZ Faraday , com suas pesquisas não conseguiu chegar a uma lei que indicasse como determinar o sentido da corrente induzida. Somente no ano de 1834 que o russo Heinrich Friedrich Emil Lenz apresentou uma regra, hoje em dia conhecida como Lei de Lenz, que completa os estudos de Faraday, no qual permite indicar o sentido da corrente induzida. HEINRICH FRIEDRICH EMIL LENZ LEI DE LENZ O sentido da corrente induzida é tal que o campo magnético que ela cria se opõe à mudança no fluxo magnético que a produziu. HEINRICH FRIEDRICH EMIL LENZ LEI DE LENZ HEINRICH FRIEDRICH EMIL LENZ