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ELETRICIDADE
ELETROSTÁTICA E ELETRODINÂMICA
PROF. EDUARDO ALBUQUERQUE
FUNDAMENTOS
DA ELETRICIDADE
01
02
03
04
CARGAS ELÉTRICAS
CARGA ELEMENTAR
LEI DE COULOMB
FORÇA ELÉTRICA
CAMPO ELÉTRICO
MAGNETISMO
CAMPO ELETROMAGNÉTICO
LEI DE FARADY
LEI DE LENZ
Prótons
Nêutrons
Elétrons
O ÁTOMO
MODELOS ATÔMICOS
bola de bilhar movimentos orbitaispudim de passas
THOMSON RUTHERFORD-
BOHRDALTON
CARGA ELÉTRICA
ELEMENTAR
PRÓTONS
ELÉTRONS
Q= N.E
E = 1,6.10^-19
Dizer que a carga elétrica só pode existir como
múltipla de uma quantidade mínima significa dizer
que a:
a) carga elétrica perdeu elétrons
b) carga elétrica ganhou elétrons.
c) carga elétrica sofreu um processo de eletrização.
d) carga elétrica é conservada.
e) carga elétrica é quantizada.
EXERCÍCIOS
Qual deve ser carga elétrica total de um corpo com
35.10^13 elétrons, sabendo que a carga elementar vale
1,6⋅10^−19C?
a) 1,6⋅10^−6 C
b) 56⋅10^−6 C
c) 35⋅10^−6 C
d) 5,6⋅10^−6 C
e) 3,5⋅10^−6 C
CORPOS NEUTROS E
CARREGADOS
Corpo carregado:
Positivo
Corpo carregado:
Negativo
Corpo neutro Íons
Íons são átomos
carregados
eletricamente,
podem ser ânions
ou cátions. 
INTERAÇÃO ENTRE CARGAS ELÉTRICAS
LEI DE COULOMB
FORÇA DE ATRAÇÃO ENTRE DUAS CARGAS ELÉTRICAS
CHARLES AUGUSTIN DE COULUMB
F = Força eletrostática (N)
K = Constante dielétrica (N.m²/C²)
Q1 = Carga elétrica 1 (C)
Q2 = Carga elétrica 2 (C)
d = distancia entre as cargas (m)
EXERCÍCIOS
Duas partículas de cargas elétricas Q1 = 4,0 . 10^-16 C
e Q2 = 6,0 . 10^-16 C estão separadas no vácuo por
uma distância de 3,0 . 10^-9 m. Sendo K0 = 9 . 10^9
N.m²/ C², a intensidade da força de interação entre
elas, em Newtons, é de: 
a) 1,2 . 10^-5
b) 1,8 . 10^-4 
c) 2,0 . 10^-4 
d) 2,4 . 10^-4 
e) 3,0 . 10^-3
Duas partículas de cargas de mesmo sinal, cujos
valores são q1 = 5,0 μC e q2 = 7,0 μC, estão separadas
no vácuo por uma distância d = 4,0 m. Qual o módulo
das forças de interação elétrica entre essas
partículas? a
a) 19,7x10^-3 N 
b) 24,7x10^-3 N 
c) 35,7x10^-3 N 
d) 14,8x10^-3 N
 e) 64,8x10^-3 N
PROCESSOS DE
ELETRIZAÇÃO
Os processos de eletrização são métodos onde um
corpo deixa de ser eletricamente neutro e passa a
estar carregado positivamente ou negativamente.
ELETRIZAÇÃO POR
CONTATO
ELETRIZAÇÃO POR ATRITO
Os elétrons estão localizados na eletrosfera, que é a parte
externa do núcleo e são mantidos girando ao seu redor por
forças eletrostáticas. Contudo, esta força vai diminuindo com
a distância.
Desta forma, os elétrons mais exteriores da eletrosfera são
mais facilmente retirados de sua órbita. Quando esfregamos
dois corpos, alguns desses elétrons migram de um corpo
para o outro.
CAMADA DE VALÊNCIA
ATRITO
SÉRIE TRIBOELÉTRICA
https://www.todamateria.com.br/eletron/
https://www.todamateria.com.br/eletrostatica/
ELETRIZAÇÃO POR CONTATO
Este tipo de eletrização ocorre quando um corpo
condutor está carregado e entra em contato com um
outro corpo
Neste processo, os corpos envolvidos ficam carregados
com cargas de mesmo sinal e a carga do corpo que
estava inicialmente eletrizado diminui.
Quando os corpos envolvidos na eletrização são
condutores de mesmas dimensões e mesma forma,
após o contato, terão cargas de mesmo valor
CORPO CARREGADO
CONTATO
ELETRIZAÇÃO
ELETRIZAÇÃO POR INDUÇÃO
A eletrização por indução pode ocorrer sem contato
entre os corpos. Quando um corpo eletrizado (indutor) é
aproximado de um condutor (induzido), inicialmente
neutro, induz neste uma distribuição de cargas.
CORPO ATERRADO
INDUÇÃO
RETIRAR ATERRAMENTO
RETIRAR INDUÇÃO
CORPO ELETRIZADO
Dois bastões metálicos idênticos estão carregados com a carga
de 9,0 μC. Eles são colocados em contato com um terceiro
bastão, também idêntico aos outros dois, mas cuja carga
líquida é zero. Após o contato entre eles ser estabelecido,
afastam-se os três bastões. Qual é a carga líquida resultante,
em μC, no terceiro bastão?
a) 3,0
b) 4,5
c) 6,0
d) 9,0
e) 18
EXERCÍCIOS
Um corpo A é atritado em outro corpo B. Após a operação, o
corpo A adquire carga elétrica de: 3,2.10^-6C. Qual a carga
adquirida pelo corpo B e quantos elétrons foram trocados pelos
corpos?
Duas esferas metálicas idênticas são postas em contato. Antes
do contato, o corpo A possuía carga elétrica de 5,0.10^-6C e o
corpo B, de 1,0.10^-6C. Qual a carga final dos corpos após a
separação e a carga transferida de um corpo para o outro?
A eletrodinâmica é a área da Física que estuda a corrente elétrica e
seus fenômenos. Em outras palavras, essa área da Física estuda os
efeitos relacionado ao movimento das cargas elétricas. Este estudo
é importante para compreender melhor os circuitos elétricos e
como a corrente flui dentro dos materiais condutores.
ELETRODINÂMICA
CONDUTORES
Cobre - usado em baixa tensão
Alumínio - usado em alta tensão
Condutores mais utilizados em
eletricidade
Nos condutores, um ou mais dos
elétrons das camadas mais externas
desses átomos não estão firmemente
presos aos núcleos. Estes elétrons são
também chamados de elétrons livres.
ISOLANTES
Polímeros, cerâmicas, ar, óleo, gases, etc...
isolantes mais utilizados em eletricidade
Nos isolantes, os elétrons de valência
estão ligados fortemente ao átomo, o
que dificulta a existência de elétrons
livres e o estabelecimento da corrente
elétrica
CORRENTE ELÉTRICA
Corrente elétrica é o fluxo ordenado de partículas portadoras
de carga elétrica ( elétrons ) ou o deslocamento de cargas
dentro de um condutor, quando existe uma diferença de
potencial elétrico entre as extremidades. Tal deslocamento
procura restabelecer o equilíbrio desfeito pela ação de um
campo elétrico ou outros meios
SIMBOLO ( I )
UNIDADE DE MEDIDA ( A ) AMPÉRE
A = C/S
COULOMB POR SEGUNDO
CORRENTE ELÉTRICA
AMPERÍMETRO I = Q/T
SIMBOLO = I UNIDADE DE MEDIDA:
AMPÉRE
O efeito Joule é um fenômeno físico que consiste na
conversão de energia elétrica em calor. Esse
fenômeno ocorre quando algum corpo é atravessado
por uma corrente elétrica
EFEITO JOULE
TENSÃO ELÉTRICA - DDP
A tensão elétrica (denotada por ∆V), também
conhecida como diferença de potencial (DDP), é a
diferença de potencial elétrico entre dois pontos ou a
diferença em energia potencial elétrica por unidade
de carga elétrica entre dois pontos. Sua unidade de
medida é o volt – homenagem ao físico italiano
Alessandro Volta.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Potencial_el%C3%A9trico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_potencial_el%C3%A9trica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carga_el%C3%A9trica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Volt
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alessandro_Volta
TENSÃO ELÉTRICA
VOLTÍMETRO DDP: DIFERENÇA DE
POTENCIAL
SÍMBOLO: V, U, E UNIDADE DE MEDIDA:
VOLT
RESISTÊNCIA
ELÉTRICA
RESISTÊNCIA ELÉTRICA
A resistência elétrica é a oposição que um material
oferece a passagem da corrente elétrica.
A resistência elétrica é representada pela letra [R]
e sua unidade de medida é o Ohm [ ]. 
RESISTÊNCIA ELÉTRICA
SIMBOLO: R
OHMIMETRO UNIDADE DE MEDIDA: OHM
A 1°Lei de Ohm estabelece uma relação entre as
grandezas elétricas: tensão ( V ), corrente ( I ) e
resistência ( R ) em um circuito. 
1° LEI DE OHM
GEORGE SIMON OHM
Resistores são dispositivos elétricos que compõem circuitos
com a finalidade básica de transformar energia elétrica em
calor.
Resistores são dispositivos que compõem circuitos elétricos
diversos, a sua finalidade básica é a conversão de energia
elétrica em energia térmica (Efeito Joule).
RESISTORES
Os resistores podem ser utilizados no circuito
para gerar uma queda de tensão e limitar a
corrente.
RESISTOR
TIPOS DE RESISTORES
Os resistores podem ser divididos em dois
grandes grupos:
Resistores fixos
Resistores variáveis
RESISTORES FIXOS
RESISTOR DE FILME DE CARBONO
Consiste em um cilindro de porcelana recoberta por
um filme (película) de carbono
RESISTORES FIXOS
RESISTOR DE FIO
Consiste basicamente em tubo cerâmico, que
servirá de suporte para enrolarmosum
determinado comprimento de fio, de liga especial
(níquel-cromo) para obter-se o valor desejado.
RESISTORES FIXOS
RESISTOR DE FIO
Consiste basicamente em tubo cerâmico, que
servirá de suporte para enrolarmos um
determinado comprimento de fio, de liga especial
(níquel-cromo) para obter-se o valor desejado.
RESISTORES FIXOS
RESISTOR SMD
Encontramos atualmente resistores bem menores,
soldados em placas eletrônicas, conhecido como
resistor SMD (Surface Mounted Device) que
traduzido, quer dizer “Dispositivo de Montagem
Superficial“ 
RESISTORES VARIÁVEIS
Existem diversas formas de se construir resistores
variáveis, assim como de variar a sua resistência,
sendo que cada tipo possui uma aplicação mais
adequada
RESISTORES VARIÁVEIS
REOSTATO
O reostato é um dispositivo que consiste em vários
resistores e um dispositivo por meio do qual a
resistência de todos os resistores incluídos é
regulada. A sua configuração permite o controle do
fluxo de corrente
RESISTORES VARIÁVEIS
POTENCIÔMETRO
É o tipo mais comum de resistor variável.
Normalmente possui três terminais, variando a sua
potência de acordo com a relação estabelecida
entre eles através de um eixo. Os potenciômetros
mais comuns possuem um eixo rotatório, mas este
também pode ser deslizante.
RESISTORES VARIÁVEIS
VARISTOR
Os varistores têm um valor de resistência muito alto
em tensões baixas — normalmente abaixo de uma
tensão específica do aparelho — e muito baixo
quando submetido a tensões altas.
RESISTORES VARIÁVEIS
RESISTORES VARIÁVEIS
TERMISTOR
Os valores de resistência dos termistores variam de
acordo com a temperatura. A relação é direta, ou
seja, se a temperatura sobe, o valor da resistência
aumenta. Se uma diminui, a outra também abaixa o
seu valor. O que permite essa afinidade são os
materiais dos resistores, no caso a platina e o
níquel.
RESISTORES VARIÁVEIS
LDR ( Light Dependent Resistor)
A resistência do LDR varia de acordo com a
intensidade de luz que incide sobre o aparelho. Ao
contrário do que acontece com os termistores,
nesse caso há uma relação inversa, ou seja, a
resistência diminui com o aumento da intensidade
luminosa.
RESISTORES VARIÁVEIS
De acordo com a 2ª Lei de Ohm, a resistência elétrica (R) de um condutor
homogêneo
de secção transversal constante é dependente das características geométricas do
condutor. 
Seu valor é diretamente proporcional ao comprimento ℓ , inversamente
proporcional
 à área de secção transversal A e depende do material do qual o condutor é feito
SEGUNDA LEI DE OHM
RESISTIVIDADE
SEGUNDA LEI DE OHM
R = resistência [ohms]
p = resistividade [Ω. m]
L = comprimento [m]
A = área [m²]
2
RESISTÊNCIA
Diretamente
proporcional a
resistividade [p]
Diretamente
proporcional ao
comprimento
Inversamente
proporcional a
área de secção
transversal
Em muitas ocasiões precisamos associar os resistores com o intuito de
aumentar ou reduzir a resistência total.
Se precisamos de um resistor de 10ohms, mas só temos 2 resistores de
20ohms, podemos associá-los de forma a obter uma resistência total com
o valor desejado, 10ohms.
Existem três tipos de associação de resistores: em série, em paralelo e
mista.
ASSOCIAÇÃO DE
RESISTORES
ASSOCIAÇÕES DE RESISTORES
ASSOCIAÇÃO PARALELAASSOCIAÇÃO SÉRIE ASSOCIAÇÃO MISTA
A corrente (I) é a mesma
para todos os 
componentes do circuito
RESISTORES EM SÉRIE
Todos componentes são
dependentes
A tensão (V) se divide entre
os componentes do circuito
RESISTORES EM SÉRIE
−
+
vR3
−+vR1 −+vR2
iR1i S
i S
iR2 iR3R1 R2
R3V S
+
−
vS
A tensão (V) é a mesma
para todos os 
componentes do circuito
RESISTORES EM PARALELO
Todos componentes são
independentes
A Corrente (i) se divide entre
os componentes do circuito
RESISTORES EM PARALELO
R1 R2 R3I S
+
−
v
i
i
iR3iR2iR1
Energia de um Corpo – Entende-se por energia produzida por um corpo, a
capacidade que possui para produzir trabalho.
Fontes de Energia – As fontes de energia podem ser de dois tipos: 
 Renováveis – Teoricamente inesgotáveis: Sol (Energia solar),
movimento das águas (Energia hidroelétrica , energia dos mares), vento
(Energia Eólica).
Não Renováveis – Esgotam-se ao longo do tempo e são de duração
limitada: Petróleo, carvão, minerais (Energia termoelétrica).
POTÊNCIA E ENERGIA
 A potência é a quantidade de trabalho realizado pelas cargas elétricas
a cada segundo de funcionamento do circuito elétrico. A equação da
potência é definida por:
P – potência (watts, W, no SI joules/segundo, J/s);
W – energia (J);
t – tempo (s).
POTÊNCIA E ENERGIA
O consumo de energia elétrica é quantificado pela potência dos
aparelhos ligados à rede elétrica, de acordo com o seu tempo de
funcionamento. Logo, energia consumida por uma casa é determinada
por:
W – energia (kilowatt-hora (kWh));
P – potência (W);
t – tempo (h).
POTÊNCIA E ENERGIA
É possível calcular a potência por meio da lei de Ohm. Dessa forma, são
encontradas três maneiras de escrever a potência: 
a primeira em função da tensão e da corrente.
a segunda em função da corrente e da resistência.
a terceira em função da tensão e resistência.
POTÊNCIA E ENERGIA
FÓRMULAS DA POTÊNCIA
As Leis de Kirchhoff são assim denominadas em homenagem
ao físico alemão Gustav Robert Kirchhoff (1824 – 1887); 
Formuladas em 1845, estas leis são baseadas nos seguintes
princípios: – Princípio da Conservação da Energia, – Princípio
de Conservação da Carga Elétrica
LEI DE KIRCHHOFF
GUSTAV KIRCHHOFF
Lei das Tensões: A soma algébrica das tensões em
um circuito fechado é sempre igual a zero;
LEI DE KIRCHHOFF - KVL
Lei das Correntes: A soma algébrica das correntes
em um nó é igual a soma das correntes que dele
saem.
LEI DE KIRCHHOFF - KCL
Procedimento:
Associe uma corrente no sentido horário a cada malha fechada independente do circuito. O
sentido pode ser arbitrário, mas fica mais fácil se for padronizado como horário. 
2. Indique as polaridades de cada resistor dentro de cada malha, de acordo com o sentido da
corrente da malha.
3. Aplique a lei de Kirchhoff para tensões (LKT) em todas as malhas, no sentido horário.
Importante: atenção quando um resistor é percorrido por duas ou mais correntes de malha. 
4. Resolva as equações lineares simultâneas e obtenha as correntes de malhas.
MÉTODO DAS MALHAS
LEI DE KIRCHHOFF - KVL
MÉTODO DAS MALHAS
LEI DE KIRCHHOFF - KVL
EXEMPLO - KVL
EXEMPLO - KCL
Três resistores, P, Q e S, cujas resistências
valem 10, 20 e 20 ohms, respectivamente,
estão ligados ao ponto A de um circuito. As
correntes que passam por P e Q são 1,00 A e
0,50 A, como mostra a figura adiante.
Determine as diferenças de potencial:
a) entre A e C;
b) entre B e C.
Componente formado por duas Placas Condutoras,
também chamadas de “Armadura”, separadas por um
material isolante (dielétrico).
O Capacitor é um componente que tem a capacidade
de armazenar energia no seu campo elétrico
CAPACITORES
A capacidade de armazenamento de cargas elétricas é
denominada capacitância e é simbolizada pela letra C, a
unidade de medida desta capacidade de armazenamento é
dada em farads, ela é a unidade de medida para quantidade
de armazenamento de carga dos capacitores
CAPACITORES
C = Capacitância [ farad - F ]
Q = Carga elétrica [ Coulomb - C]
V = Tensão [ Volts - V]
CAPACITORES
CURVA CARACTERÍSTICA DE CARGA DE UM
CAPACITOR
ASSOCIAÇÃO CAPACITOR SÉRIE
ASSOCIAÇÃO CAPACITOR PARALELO
C = Capacitância [ F ] - farad
E = constante dielétrica 
d = distância [ m ] - metros
A = área [ m² ] - metros quadrados
CAPACITORES DE
PLACAS PARALELAS
ELETRICIDADE
ELETROMAGNETISMO
PROF. EDUARDO ALBUQUERQUE
HISTÓRICO
As primeiras observações de fenômenos
magnéticos são muito antigas. Acredita-se que
estas observações foram realizadas pelos gregos,
em uma cidade denominada Magnésia. 
Eles verificaram que existia um certo tipo de pedra
que era capaz de atrair pedaços de ferro, essa
pedra ficouconhecida como magnetita - Fe₃O₄
CAMPO MAGNÉTICO
É a região ao redor de um imã, na qual
ocorre uma força magnética de atração ou
de repulsão. 
É definido como sendo a região de atuação
(ou influência) de um imã, ou seja, nessa
área o imã pode interagir com outros imãs
e materiais ferrosos.
CAMPO MAGNÉTICO
São sempre linhas fechadas: saem e voltam a um mesmo
ponto;
As linhas nunca se cruzam; 
Fora do ímã, as linhas saem do pólo norte e se dirigem para o
pólo sul; 
Dentro do ímã, as linhas são orientadas do pólo sul para o
pólo norte; 
Saem e entram na direção perpendicular às superfícies dos
pólos; 
Nos pólos a concentração das linhas é maior: quanto maior
concentração de linhas, mais intenso será o campo
magnético numa dada região.
VETOR INDUÇÃO MAGNÉTICA
VETOR INDUÇÃO MAGNÉTICA
IMÃS ELEMENTARES
spin: O spin do elétron gera um momento magnético, a soma vetorial desses momentos
resulta ou não em um campo magnético resultante
INSEPARABILIDADE DOS
PÓLOS MAGNÉTICOS
ATRAÇÃO E REPULSÃO
Quando aproximamos dois imãs em
forma de barra, existe entre eles uma
interação.
Os polos iguais se repelem, força
de repulsão.
Os polos diferentes se atraem,
força de atração.
A TERRA: GRANDE IMÃ
MAGNETOSFERA
FLUXO MAGNÉTICO
O fluxo magnético, simbolizado por é definido
como a quantidade de linhas de campo que
atingem perpendicularmente uma dada área.
 A unidade de fluxo magnético é o Weber (Wb),
sendo que um Weber corresponde a 1x10^8
linhas do campo magnético.
FLUXO MAGNÉTICO
Os materiais, quando submetidos à ação de um campo
magnético externo qualquer, podem exibir diferentes
comportamentos em termos de suas respostas às linhas de
fluxo magnético circulante, isto é, os materiais poderão
concentrar (atrair), repelir ou mesmo não perturbar o campo
magnético. 
PROPRIEDADES MAGNÉTICAS
PARAMAGNÉTICOS: Quando colocados próximos ao pólo de um imã
são fracamente atraídos 
DIAMAGNÉTICOS: Quando colocados próximos ao pólo de um imã são
fracamente repelidos
FERROMAGNÉTICOS: Quando colocados próximos ao pólo de um imã
são fortemente atraídos
INDIFERENTES: Não exercem ação alguma sobre as linhas de fluxo
magnético que os intercepta.
PARAMAGNÉTICOS, DIAMAGNÉTICOS E
FERROMAGNÉTICOS
PERMEABILIDADE MAGNÉTICA
A propriedade dos materiais que descreve este
comportamento é chamada permeabilidade magnética µ e
tem, assim, conceito análogo à condutividade elétrica dos
materiais. Sua unidade é dada em H/m (H = Henry).
A permeabilidade magnética de um material é uma medida da
facilidade com que as linhas de campo podem atravessar um
dado material.
A relutância magnética é a medida da oposição que um meio
oferece ao estabelecimento e concentração das linhas de campo
magnético.
PERMEABILIDADE E RELUTÂNCIA MAGNÉTICA 
 A permeabilidade magnética de um material é geralmente expressa como o
produto da permeabilidade do vácuo (μ0) e a permeabilidade relativa do material
(μr).
A fórmula é dada por: μ = μ0 * μr, onde: 
μ é a permeabilidade total do material
μ0 é a permeabilidade do vácuo, e é uma constante universal que tem o valor de
aproximadamente 4π x 10-7 T.m/A
μr é a permeabilidade relativa, que varia de material para material.
PERMEABILIDADE E RELUTÂNCIA MAGNÉTICA 
RELUTÂNCIA E PERMEABILIDADE MAGNÉTICA
EXPERIMENTO DE OERSTED
HANS CHRISTIAN ORSTED
Em 1820, um professor e físico dinamarquês chamado Hans
Christian Oersted observou que uma corrente elétrica era
capaz de alterar a direção de uma agulha magnética de uma
bússola.
CONCLUSÃO DE OERSTED
HANS CHRISTIAN ORSTED
Todo condutor percorrido por corrente elétrica, cria em torno de si um
campo eletromagnético.
Em decorrência dessas descobertas, foi possível estabelecer o
princípio básico de todos os fenômenos magnéticos:
 Quando duas cargas elétricas estão em movimento,
manifesta-se entre elas uma força magnética além da força
elétrica (ou força eletrostática).
DENSIDADE FLUXO MAGNÉTICO
A densidade do fluxo magnético cuja unidade é
o Tesla (T), é uma grandeza vetorial
representada pela letra [B] e é determinada
pela relação entre o fluxo magnético e a área
de uma dada superfície perpendicular à
direção do fluxo magnético.
Quando um fio condutor é percorrido por
uma corrente elétrica, cria-se um campo
magnético de tal forma que o vetor campo
magnético é perpendicular ao plano que
contém o fio.
CAMPO MAGNÉTICO CRIADO EM UM FIO
CONDUTOR
O sentido das linhas de campo magnético é determinado pela regra da mão direita.
SENTIDO DAS LINHAS DE INDUÇÃO
CAMPO MAGNÉTICO CRIADO EM UM FIO CONDUTOR
No circuito constatamos o
sentido das linhas de força
magnética nas posições
indicadas pela bússola
Invertendo-se o sentido da
corrente também se
inverte o sentido das linhas
de força.
B: módulo do vetor campo
magnético (T-Tesla)
i: corrente elétrica ( A) 
d: distância perpendicular entre o 
fio condutor e o ponto P onde se
encontra o vetor campo magnético
(m)
μ0: permeabilidade magnética no
vácuo = 4π.10^-7 T.m/A
INTENSIDADE DO CAMPO MAGNÉTICO NUM FIO CONDUTOR
Considerando uma espira circular, temos que as linhas de campo entram por um
lado da espira e saem pelo outro, conforme a regra da mão direita.
CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA CIRCULAR
B: módulo do vetor campo
magnético (T-Tesla)
i: corrente elétrica ( A) 
R: raio da espira (m)
μ0: permeabilidade magnética no
vácuo = 4π.10^-7 T.m/A
CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA CIRCULAR
O solenóide é um dispositivo em que
um fio condutor é enrolado em
forma de espiras não justapostas.
O campo magnético produzido
próximo ao centro do solenóide (ou
bobina longa) ao ser percorrido por
uma corrente elétrica i , é
praticamente uniforme
(intensidade, direção e sentido
constantes). Esta característica nos
permite analisar o solenóide como
um imã.
CAMPO MAGNÉTICO EM UM SOLENÓIDE
B: módulo do vetor campo
magnético (T-Tesla)
i: corrente elétrica ( A) 
L: comprimento do solenóide (m)
μ0: permeabilidade magnética no
vácuo = 4π.10^-7 T.m/A
N: nº de espiras
CAMPO MAGNÉTICO EM UMA ESPIRA SOLENÓIDE
B: módulo do vetor campo
magnético (T-Tesla)
i: corrente elétrica ( A) 
R: raio da espira (m)
μ: permeabilidade magnética no
vácuo = 4π.10^-7 T.m/A
N: nº de espiras
CAMPO MAGNÉTICO EM UMA BOBINA CHATA
A bobina chata é constituída por
diversas espiras uma em cima da
outra, “grudadas, justapostas”
formando um campo magnético
de grande intensidade.
EXPERIMENTO DE FARADAY
MICHAEL FARADAY
Uma das descobertas mais importantes do que
conhecemos hoje como eletromagnetismo foi feita pelo
inglês Michael Faraday em 1831. Quando Faraday
aproximou dois circuitos elétricos, percebeu que no
momento em que um deles era ligado ou desligado,
aparecia por um instante de tempo uma corrente no
outro circuito. Percebeu também que o sentido da
corrente era diferente se o circuito estava sendo ligado
ou desligado. 
CAMPO MAGNÉTICO EM UMA BOBINA CHATA
EXPERIMENTO DE FARADAY
EXPERIMENTO DE FARADAY
EXPERIMENTO DE FARADAY
LEI DE LENZ
Faraday , com suas pesquisas não conseguiu chegar a
uma lei que indicasse como determinar o sentido da
corrente induzida. Somente no ano de 1834 que o russo
Heinrich Friedrich Emil Lenz apresentou uma regra, hoje
em dia conhecida como Lei de Lenz, que completa os
estudos de Faraday, no qual permite indicar o sentido da
corrente induzida. 
HEINRICH FRIEDRICH EMIL LENZ 
LEI DE LENZ
O sentido da corrente induzida é tal que o campo
magnético que ela cria se opõe à mudança no fluxo
magnético que a produziu.
HEINRICH FRIEDRICH EMIL LENZ 
LEI DE LENZ
HEINRICH FRIEDRICH EMIL LENZ

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