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Português
Dúvidas de Português
Quem nunca confundiu “mal” e “mau”? As duas palavras existem na língua portuguesa e
possuem sonoridades idênticas. Contudo, não são sinônimas e cada uma deve ser
utilizada em um contexto diferente. 
“Mau” é um adjetivo, indicando alguém ou alguma coisa que faz maldades, não tem
competência, é inconveniente ou impróprio. 
 
Exemplos:
 
Maria estava de mau humor. 
José estava sendo mau com amigos. 
Ana dava mau exemplo aos filhos.
 
Mal x Mau
 
Já “mal”, pode ser um advérbio, um substantivo ou uma conjunção.
Como advérbio, “mal” se refere ao modo como algo foi feito, sendo sinônimo de
incorretamente, insuficientemente, dificilmente, entre outros. 
 
Exemplos:
 
Fumar faz mal à saúde!
Não foi por mal, desculpa!
Ele está passando mal!
Como substantivo, “mal” se refere a uma desgraça, calamidade, dano, doença, enfermidade. 
 
Exemplos:
 
Ele me causou um grande mal.
O meu mal é esta doença que não me deixa em paz.
Já como conjunção, “mal” é uma conjunção subordinativa temporal. Tem sentido de “assim
que” e “logo que”. 
 
Exemplos:
 
Mal ele chegou, ela saiu da sala.
Mal você possa, venha falar comigo.
Ainda está confuso? Temos uma dica que pode ajudar. 
 
Uma ótima maneira de entender a diferença entre “mal” e “mau” é pela oposição, ou seja,
utilizando seus antônimos e vendo qual se encaixa na frase.
 
“Mau” é o contrário de “bom”, e “mal” é o contrário de “bem”.
 
 Se você estiver em dúvida entre “mal” e “mau”, utilize os antônimos para ver qual faz mais
sentido. 
 
“Você está sendo mal”, será que essa frase está correta? Vamos substituir pelo antônimo.
Ficaria “Você está sendo bem”, certo? Soa um pouco estranho, não é mesmo? 
 
Então, o correto seria “você está sendo mau”. Afinal, “bom” poderia ser utilizado nesse
contexto. 
 
Confira mais exemplos:
 
Que mau humor! (contrário: bom humor)
Está mau tempo! (contrário: bom tempo)
Ele está de mal com ela. (contrário: estamos de bem)
Isso me faz mal. (contrário: faz bem)
 
 
“Eu” e “mim” são duas palavras que também causam muita confusão. Afinal, é “para eu”
ou “para mim”? A resposta é depende. Os dois usos existem na língua portuguesa. 
 
Quando usar “para eu”
 
Devemos utilizar “para eu” quando a expressão tem função de sujeito e está
acompanhada de um verbo no infinitivo que indique uma ação.
 
Exemplos:
 
Você trouxe os discos para eu escutar?
Traga os brinquedos para eu brincar. 
 
Eu x mim
 
 
Quando usar “para mim”
 
Já o “para mim”, devemos usar quando a expressão assume a função de objeto indireto
em uma oração. 
 
Exemplos:
 
Ele trouxe roupas e sapatos para mim.
Você comprou aqueles livros para mim?
 
Já ficou em dúvida se usava “mas” ou “mais” em uma frase? Saiba que essas duas
palavras existem na língua portuguesa e estão corretas. 
No entanto, os seus significados são distintos e elas devem ser usadas em situações
diferentes.
 
“Mas” é usado, principalmente, com sentido de porém, todavia, contudo. Já “mais”,
indica, principalmente, o aumento da quantidade, sendo antônima de “menos”.
 
Exemplos de “mas”:
 
Os médicos fizeram todos os tratamentos, mas o paciente não sobreviveu.
Ele é bom aluno, mas conversa demais nas aulas. 
Mas x Mais
 
Como observamos nos exemplos, “mas” é usado principalmente como conjunção
adversativa, indicando uma ideia de oposição. 
 
Exemplos de “mais”:
 
Maria é a menina mais legal da turma.
Dois mais dois são quatro.
Leio mais que minha irmã.
 
Como podemos observar nos exemplos, “mais” transmite uma noção de maior
quantidade ou intensidade.
As palavras “onde” e “aonde” pertencem à classe dos advérbios.
Ambas fazem parte da língua portuguesa e são utilizadas para se referir a um lugar, o
que pode causar confusão.
O uso dessas palavras depende do contexto. Confira abaixo:
 
A palavra “onde” faz referência a um lugar fixo e pode ser substituída pelas expressões
na “qual” e “no qual”.
 
Exemplos:
 
Onde você estuda?
A escola é um espaço onde os alunos vão para aprender.
 
Onde X Aonde
Já o termo “aonde”, tem o sentido de “a que lugar”, indicando movimento.
 
Exemplos:
 
Aonde você vai?
Irei aonde você for.
 
Já ficou em dúvida na hora de usar “de mais” e “demais”? As duas palavras existem na língua portuguesa,
mas também são utilizadas em situações diferentes. 
“De mais” é uma locução adjetiva e acompanha substantivos. Essa palavra corresponde a “a mais” e seu
oposto é “de menos”.
 
Exemplo:
 
Ela tem problemas de mais, dinheiro de menos. 
 
Já “demais”, pode ser um advérbio ou pronome indefinido.
Quando é um advérbio, a palavra passa ideia de excesso. 
 
Exemplo:
 
O garoto perdeu seu celular e chorou demais.
O orador utilizou palavras demais na apresentação.
 
Já como pronome indefinido, o “demais” é antecedido de artigo. 
 
Exemplos:
 
Apenas seis pessoas fizeram a prova, os demais perderam a chance.
De mais x Demais
 
Uma dúvida muito frequente é quanto ao uso de “há” ou “a” em uma frase, sendo comum
confundir os termos.
O primeiro passo para saber quando usar cada palavra é entender a diferença entre os
termos. 
O “há” vem do verbo haver, já o “a” funciona como preposição.
 
Por isso, o “há” pode ser substituído pelo verbo existir ou indicar tempo decorrido. Já o “a”,
deve ser usado quando existe uma referência à distância ou ao tempo futuro na frase.
 
Confira os exemplos:
 
Há trajetos complicados nessa estrada. 
Há dois anos, conclui meu curso de inglês
Estamos a alguns metros do escritório.
Daqui a uma hora estou em casa.
 
Há X A
Se mesmo assim ainda estiver difícil de entender, trouxe um macete que pode ajudar. 
Quando você estiver em dúvida, tente substituir o “há” por “faz”. Se fizer sentido, use “há”. Se
não, use “a”.
 
Por exemplo:
 
Estou esperando a Maria faz horas. 
Estou esperando a Maria há dias.
Se funcionou a substituição do “há” pelo “faz”, como no exemplo acima, o correto é usar “há”.
 
Agora confira o segundo exemplo:
 
Ele vai embora daqui faz duas semanas. 
Ele vai embora daqui a duas semanas.
 
No exemplo acima, percebemos que o uso do “faz” não é possível, logo o correto é utilizar “a”.
Na língua portuguesa, existem quatro tipos de porquês: “por que”, “porque”, “por quê” e
“porquê”.
Cada um deles é utilizado em um contexto diferente, embora soem idênticos. 
“Por que”, separado e sem acento, utilizamos no começo de perguntas ou em frases
interrogativas indiretas. 
 
Exemplos:
 
Por que eles ainda não foram embora?
Por que esse vestido foi tão caro?
Queria saber por que ele foi embora sem avisar.
 
 
Regra dos porquês
“Porque”, junto e sem acento, é utilizado em respostas. 
 
Exemplo: 
 
Não fomos à festa porque estevávamos cheios de trabalho. 
Acompanhe sua irmã até o ponto de ônibus porque essa rua é perigosa.
 
“Por quê”, separado e com acento, também é utilizado em perguntas, mas apenas quando
está no final das frases.
 
 Exemplo:
 
Vocês não trabalharam ontem, por quê?
Andar a pé, por quê?
 
Por fim, “porquê”, junto e com acento, é utilizado quando a palavra possui o valor de
substantivo e indica motivo ou razão. 
 
Exemplos:
 
 Gostaria de saber o porquê dele não falar mais comigo.
Não foi explicado o porquê de tanto barulho na noite de ontem.

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