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Estética
O que é estética?
Estética deriva da língua grega aisthésis que tem como significado o 
ato de perceber, de notar.
“Doutrina do conhecimento sensível” “Percepção, sensação”
Na filosofia estuda a essência da beleza ou do que é belo, estuda, 
também, o sentimento que as coisas belas despertam dentro de cada 
um. 
O prazer estético está intimamente ligado às nossas emoções e 
sensações. 
Etimologia da palavra
• ESTÉTICA ⇔ faculdade sentir/compreensão pelos sentidos/percepção 
totalizante. 
 ⇓
• adjetivo - qualidade estabelece estreita relação com a beleza
• substantivo - designa um conjunto de características formais que a arte 
assume em determinados períodos estabelece estreita relação com o 
estilo
• filosofia - que estuda racionalmente o belo e o sentimento que suscita 
nos homens = exprimi a beleza de modo sensível
A estética já era estudada desde a Antiguidade quando os filósofos 
discutiam sobre diversos temas, dentre eles o que era belo e o que é 
estética.
Platão e Aristóteles eram os filósofos que mais discutiam sobre esse 
assunto.
Platão em uma de suas teses afirma que quando uma pessoa se 
identifica com coisas boas, alcança o belo. 
• Antes a estética tinha um significado um pouco diferente do que 
conhecemos hoje, ela indicava a sensibilidade. Esse conceito mudou quando 
o filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten designou que a ciência do 
belo (estética) seria a compreensão do belo expressado nas artes (saber 
sensorial).
• No renascimento, assim como outras características da arte, a estética 
retoma o significado da Antiguidade dado por Platão, como o belo ser um 
estado de espírito.
• Somente no século XVIII na Inglaterra é que a estética atinge seus mais altos 
conceitos e importância, quando os ingleses estabeleceram a distinção entre 
a beleza relativa e a imediata, e entre o sublime e o belo.
Ao longo da história os maiores pensadores e filósofos discordaram sobre os 
significados dados à Estética. Alguns exemplos dessas discordâncias:
Sócrates – Se julgava incapaz de definir o belo ao refletir sobre a estética.
Platão – Para ele, o belo era absoluto e eterno, não precisando de manifestações 
materiais como a arte e outras para expressá-lo, pois estes apenas seriam a 
imitação do que é perfeito. O homem não poderia emitir opinião a respeito de algo 
belo, pois a única reação humana diante de tal seria a passividade. A beleza, o 
belo, o saber e o amor eram inseparáveis na concepção de Platão.
Aristóteles – Apesar de ser discípulo de Platão, seu pensamento a respeito da 
estética era completamente contrário ao do seu mestre. Para ele, a beleza não é 
perfeita nem abstrata, mas concreta, e assim como a natureza humana, pode 
melhorar e evoluir
Exercício de percepção
Em cada uma das imagens é possível ter duas percepções diferentes do 
que elas representam.
Essa percepção tem uma relação com nossos olhares atentos, se 
estamos abertos a perceber tudo o que a imagem nos passa.
Na primeira imagem temos a figura de uma moça jovem com um 
chapéu, mas também é possível notar que temos a figura de uma 
idosa.
Na segunda imagem temos a figura de uma criança com uma capa com 
capuz e também podemos perceber um rosto de perfil.
O Belo
Para Platão, “a beleza é a única ideia que resplandece no mundo”, por um 
lado reconhece o caráter sensível do belo, por outro, afirma a essencial 
ideal/objetiva = admite-se a existência do “belo em si” 
independentemente das obras individuais que “devem” se aproximar 
desse ideal universal.
Para o Classicismo, há dedução de regras para o fazer artístico a partir do 
belo ideal, fundando a estética normativa. É o objeto que passa a ter 
qualidades que o tornam mais ou menos agradáveis, independentemente 
do sujeito que as percebe. 
Para os Empiristas, a beleza relativizava-se ao gosto de cada um, aquilo 
que depende do gosto e da opinião pessoal não pode ser discutido 
racionalmente. O belo, portanto, não está mais no objeto, mas na 
condição de recepção do sujeito.
Para Kant, “o belo é aquilo que agrada universalmente”, ainda que não 
possa justificá-lo intelectualmente. O objeto belo é uma ocasião de prazer, 
cuja causa reside no sujeito. Assim, não há uma ideia de belo nem pode 
haver regras para produzi-los.
Na Visão Fenomenológica, Beleza é a imanência total de um sentido ao 
sensível. O objeto é belo porque realiza o seu destino segundo o seu modo 
de ser, que carrega um significado que só pode ser percebido na 
experiência estética. Não existe mais a ideia de um único valor estético a 
partir do qual julgamos todas as obras. Cada objeto estabelece seu próprio 
tipo de beleza.
A beleza está relacionada às nossas sensações, percepções 
que são ligadas à nossa cultura e ao nosso ser, como vivemos, 
como somos.
Essa emoção artística relacionada à estética depende de onde 
vivemos, em qual sociedade estamos incluídos, o tempo em 
que vivemos, com quem convivemos.
Assim nos estudos da estética e do que é o belo temos esse 
julgamento relativo de valores, o que representa para cada 
um.
O termo estética colocado por Alexander Baumgarten é usado 
no sentido da Teoria da Arte e estuda o julgamento e a 
percepção do que é considerado belo, bem como a produção 
das emoções pelos fenômenos estéticos, considerando tanto 
o sublime como a privação da beleza, o feio.
A arte promove sensações estética e nos leva a sair das nossas 
acomodações, as manifestações artísticas nos incomodam e 
abrem portas para fazermos nossas reflexões.
Podemos refletir como sentimos o que é belo para nós, de acordo com 
o que vivemos, com nossos costumes e com nossos sentimentos sobre 
alguma coisa.
O que determinada obra de arte nos remete, o que nos faz sentir, qual 
lembrança nos vem, qual a percepção sobre a obra cada um de nós 
sentimos.
A arte nos leva a sentir, a fruir e a vivenciar.
Assim vamos para mais um exercício sobre o belo e nossas percepções.
Sociologia da Arte
Área que estuda como a arte mostra as transformações da 
sociedade.
Analisa a relação entre diversas formas de expressão criadas pelo 
homem e seus significados. 
Análise da relação entre o vestiário das pessoas em determinadas 
épocas e seus significados sociais. 
Como as mudanças da arte tem relação direta com as mudanças 
dos seres humanos.
Exercício sobre representações
Nas imagens a seguir iremos observar como temos várias 
representações de um mesmo tema ou assunto.
Cada artista expressa a sua forma e com o seu olhar uma mesma 
temática, usando poéticas diferentes e técnicas diferentes para 
representar a mesma situação.
Com esse exercício iremos perceber como cada um tem a sua maneira 
de interpretar algo, que relativamente tem ligação com nossas 
emoções, sensações e modo de vida.
Vik Muniz,
Catador de lixo, arte contemporânea 
brasileira.
Catador de lixo, 
fotografia do Blog Olhares
Vik Muniz, Prato de Macarrão. 
Prato de Macarrão, 
da Vila Dionísio em São José do Rio 
Preto
Rembrandt, “Idosa lendo 
Bíblia”
 (óleo sobre painel – c. 630-1639).
Almeida Jr. , “Moça com 
livro”
 (óleo sobre tela – sem data).
Autor desconhecido, Vênus 
de Willendorf (Áustria), 
28.000 anos.
BONECA KARAJÁ
Cerâmica e cera Tocantis 7 x 6 cm
Van Gogh, “Retrato de sua mãe Anna 
Cornelia”, pintado em Arles,1888.
Albrecht Dürer, Retrato de sua mãe, 
1514.

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