Prévia do material em texto
É proibida a reprodução total ou parcial, sem prévia autorização do autor (Lei 9610/98) 7. Índices Zootécnicos e evolução do rebanho Prof. Dr. Rondineli Pavezzi Barbero Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 2 Índices Zootécnicos Índices Zootécnicos são parâmetros que indicam a eficiência produtiva de uma determinada variável nos sistemas de produção de bovinos de corte. São calculados a partir de mensurações nos sistemas de produção e permitem detectar pontos positivos ou negativos, bem como intervir quando necessário no sentido de gerar melhorias. Ainda, os índices Zootécnicos podem ser utilizados para comparação entre a situação de um sistema de produção e índices considerados satisfatórios para sistemas eficientes (Oliveira & Barbosa, 2014). Vários são os índices Zootécnicos que podem ser calculados nos sistemas de produção, sendo alguns exclusivos da cria, recria ou terminação, por exemplo: a) taxa de lotação; b) taxa de prenhez; c) taxa de natalidade; d) taxa de desmama; e) intervalo entre partos; f) taxa de mortalidade; g) taxa de desfrute; h) relação bezerro/matriz; i) ganho de peso, e j) produtividade. Para validade na comparação de índices Zootécnicos, é necessário padronizar as metodologias utilizadas para cálculos (Pires, 2010). As definições e equações são apresentadas a seguir. a) Taxa de lotação: a taxa de lotação é a relação entre as unidades de animais e a área ocupada. Quanto maior a taxa de lotação, mais eficiente tende a ser o uso da área. O principal fator que limita o aumento da taxa de lotação das pastagens é a produção (ou acúmulo) de forragem necessária para alimentar o rebanho. Para padronizar a comparação entre animais de diferentes categorias e pesos que ocupam uma determinada área, é adota a chamada “unidade animal” (UA = 450 kg de peso corporal). A unidade de área padrão é o hectare (10 mil m2). O ideal é o cálculo da taxa de lotação por estação climática (no mínimo, águas e seca) categorias de animais e/ou particularidades das áreas (Equação 1). Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 3 Taxa de lotação (UA/ha) = ∑ peso corporal (kg) / 450 [1] Área (hectares) A máxima lotação que uma área suporta apresentando produtividade animal sem resultar em degradação é chamada de capacidade de suporte (Pedreira, 2002), ilustrada na Equação 2. Cap. de suporte (UA/ha) = produção forragem (kg/ha) [2] consumo + perdas (kg/UA) Para ajustar a taxa de lotação é necessário conhecer a produtividade anual da forragem, geralmente de 10 a 20 toneladas de massa seca anual por hectare (Brachiaria, syn. Urochloa e Panicum, syn. Megathyrsus), concentrando mais de 80% da produção na estação chuvosa (Barbosa et al. 2013; Barbero et al. 2014). Esta variação implica em diferenças na capacidade de suporte ao longo do ano. O consumo de forragem pelos bovinos em pastejo varia em função de vários fatores, normalmente acima de 2% do peso corporal em matéria seca (Barbero et al. 2020). A forragem disponível não é integralmente ingerida pelos bovinos (pisoteio, seletividade e resíduo), onde o percentual efetivamente consumido representa a eficiência de pastejo. De modo simplificado, para ingestão de 9 kg de forragem (2% do peso corporal por unidade animal), assumindo eficiência de pastejo de ±30% (Braga et al. 2007), é necessária disponibilidade total diária de 30 kg de massa seca de forragem. Ou seja, é necessária oferta de forragem três vezes superior ao efetivamente ingerido (±6% do peso corporal). Este é o conceito de oferta de forragem. Estimando a disponibilidade total de forragem durante Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 4 determinado período de pastejo, a taxa de lotação pode ser ajustada em função da oferta de forragem pretendida (4 a 16%; Carvalho et al. 2007), onde quanto maior a oferta de forragem, menor será a taxa de lotação (Equação 3). Ajuste de lotação (UA/ha) = forragem (kg/ha) / período [3] 450 kg (UA) x OF (%) Tecnologias que influenciam a produção forrageira (corretivos agrícolas, fertilização e irrigação) ou consumo (suplementação) podem proporcionar maior capacidade de suporte das pastagens. Ainda que a capacidade de suporte possa ser estimada para efeito de planejamento, as particularidades de cada região devem ser consideradas, sendo válido pesquisar históricos climáticos e consultar relatos de profissionais mais experientes na região para decisões com maior probabilidade de sucesso. b) Taxa de prenhez: é calculada considerando o número de fêmeas com diagnóstico positivo de prenhez em relação ao número de fêmeas em reprodução. Para cálculo é necessário diagnóstico de gestação, que pode ser realizado manualmente (palpação retal) ou com equipamento de ultrassonografia, geralmente entre 45 e 90 dias após acasalamentos. Nutrição e manejo inadequados, falhas na identificação do estro, falhas no protocolo de indução da ovulação, falhas na inseminação artificial, número insuficiente de touros, sêmen com características andrológicas inadequadas, estresse, patologias reprodutivas e fêmeas inférteis ou sub-férteis são os principais fatores que prejudicam a taxa de prenhez (Equação 4). Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 5 Taxa de prenhez (%) = n° ♀ prenhes x 100 [4] n° ♀ em reprodução c) Taxa de natalidade: é o índice que considera o número de bezerros nascidos em função das fêmeas aptas à reprodução. É usual ser calculado em função do número total de fêmeas do rebanho, porém, este método pode induzir a equívocos de interpretação, uma vez que nem todas as fêmeas do rebanho estão aptas à reprodução. Deve ser calculado de forma discriminada para as categorias primíparas, secundíparas e multíparas e uso de touros ou inseminação artificial. A taxa de natalidade pode ser negativamente influenciada pelos mesmos fatores da taxa de prenhez, adicionadas perdas gestacionais. A taxa de natalidade pode ser calculada conforme a Equação 5. Taxa de natalidade (%) = n° bezerro(a)s nascido(a)s x 100 [5] n° ♀ em reprodução d) Taxa de desmama: a taxa de desmama é a proporção de bezerros desmamados em função do número de matrizes em reprodução (Equação 6). Este índice resume a eficiência da atividade de cria, onde, quando elevada taxa de desmama, pode ser atribuído sucesso da atividade. No entanto, este índice isolado não permite identificar as falhas no sistema. A taxa de desmama é influenciada negativamente pelos mesmos fatores da taxa de prenhez, mais taxa de mortalidade dos bezerros até a desmama. Taxa de desmama (%) = n° bezerros desmamados x 100 [6] n° ♀ em reprodução Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 6 e) Intervalo entre partos: compreende a gestação e o período de serviço (do parto até uma nova concepção). Em geral, é influenciado pelos mesmos fatores que a taxa de natalidade. Deve ser calculado e analisado por matriz (Equação 7), e também a média do rebanho. Intervalo entre partos = tempo (meses) entre partos [7] n° de partos - 1 f) Taxa de mortalidade: deve ser calculada por categoria. A categoria com maior incidência de mortalidade geralmente é de bezerros até a desmama (Equação 8), influenciada pela habilidade materna, cuidados com os bezerros, nutrição, sanidade e predadores. Mortalidade (%) = (n° nascidos - n° desmamados) x 100 [8] n° nascidos vivos g) Taxa de desfrute: representa o percentual de bovinos comercializados em relação ao total do rebanho (Equação 9). Variações deste índice são encontradas, por exemplo, calculando a quantidade ou percentual de peso adicionado no total do rebanho por ciclo de produção. Taxa de desfrute (%) = animais comercializados x 100 [9] número total de animais h) Relaçãobezerro/matriz: este índice mede a eficiência das matrizes para produção de bezerros, pois é a percentual do peso dos bezerros desmamados em função do peso das matrizes (Equação 10). Também pode ser calculado considerando o peso (kg) de bezerros desmamados por matriz ou por hectare; Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 7 Relação bezerro/matriz (%) = bezerro desmama (kg) x 100 [10] peso da matriz (kg) i) Ganho de peso: é um dos principais indicadores de desempenho animal, em especial, na recria e terminação (Equação 11). Geralmente, é expresso em kg/animal/dia. Para cálculo, é necessária pesagem inicial e final (no mínimo por estação climática), com padronização do método (com ou sem jejum). Ganho de peso (kg/dia) = peso final (kg) – inicial (kg) [11] Período (dias) j) Conversão alimentar: A conversão alimentar é a relação entre o consumo de alimento e ganho de peso. Quanto menor, melhor, pois indica que menor foi o consumo de alimento por unidade e produto. Conversão alimentar = Consumo de alimento (kg) [12] Ganho de peso (kg) k) Eficiência alimentar: A eficiência alimentar é o contrário da conversão, sendo o quociente da divisão do ganho de peso (dividendo) pelo consumo de alimento (divisor). Este índice é muito usado em sistemas de confinamento. Eficiência alimentar = Ganho de peso (kg) [13] Consumo de alimento (kg) l) Rendimento de carcaça: Carcaça é o bovino abatido, após remoção do sangue, couro, vísceras, cabeça, patas, rabo, tecido mamário (fêmeas) e reprodutivo. É a fração de maior valor comercial do bovino. Normalmente o Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 8 produtor é remunerado após abate do animal, em função do peso da carcaça em arrobas (@=15 kg de carcaça). As carcaças pesam em torno de 50% do peso corporal do bovino vivo (outros 50% compostos pelos componentes não carcaça já descritos), e por isso é comum estimar o peso da carcaça de um bovino dividindo seu peso por 30 (15 kg de carcaça + 15 kg de componentes não carcaça). O rendimento de carcaça pode ser calculado: Rendimento de carcaça (%) = peso de carcaça (kg) x 100 [14] peso corporal vivo (kg) m) Produtividade: envolve unidades de produto (geralmente kg de peso corporal ou arroba: @=15 kg de carcaça ou aproximadamente 30 kg de peso corporal vivo), área (hectare) e tempo (Equação 12). Para cálculo, é necessária pesagem inicial e final (no mínimo dentre de uma estação climática). Produtividade (@/ha) = (∑ @ final - ∑ @ inicial) / área [15] Período Considerações gerais sobre os índices Zootécnicos Em função das particularidades dos sistemas de produção, bem como da adoção de tecnologias, outros índices podem ser calculados, como rendimento de carcaça, doses de sêmen por prenhez, ou qualquer outra mensuração que proporcione eficiência na gestão do sistema de produção. Uma vez que o cálculo dos índices Zootécnicos depende de dados do sistema produtivo, é necessária padronização (instrumentação, metodologias e planilhas) e sistematização (período, organograma definido, atribuições e fluxo de dados) na coleta das informações para gerar índices confiáveis. Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 9 Dimensionamento do rebanho Os rebanhos devem ser dimensionados em função da capacidade física de alojamento na área destinada à produção. Geralmente a disponibilidade de alimentos e a capacidade de alimentar um determinado número de animais é o principal fator que limita a dimensão do rebanho em uma determinada área. O planejamento da propriedade agropecuária também deve levar em consideração os objetivos de produção, sendo cria, recria ou terminação (Oliveira & Barbosa, 2014), e efeitos dos índices Zootécnicos sobre o número e proporção de animais por categoria ao longo do tempo. Evolução do rebanho Evolução do rebanho é o termo utilizado para o dimensionamento do rebanho, considerando número e proporção de animais por categoria ao longo do tempo. A primeira etapa é identificar a capacidade de suporte da área e estimativa da taxa de lotação pretendida. Em seguida, deve ser realizado levantamento de informações sobre o rebanho existente (número de animais por categoria, raça, idade e peso), se for o caso. Com posse das informações do rebanho atual (se houver), a evolução do rebanho deverá considerar um dos cenários (objetivos): 1) Rebanho em formação (expansão do número de animais); 2) Mudança de atividade (ex.: cria para ciclo completo), ou 3) Rebanho existente (melhorias nos índices Zootécnicos). A evolução é a migração das categorias e a influência dos índices Zootécnicos sobre o número de animais, no mesmo ano ou nos anos seguintes. O ganho de peso também pode impactar a composição do rebanho. Quanto menor o ganho de peso, maior o tempo para atingir o peso de abate. Quanto maior a idade de abate, maior o número de categorias por idade no rebanho. Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 10 Exemplificando, em uma fazenda de ciclo completo, onde a inseminação artificial (sem touros) resulta em prenhez anual em janeiro com parto a partir de meados de setembro do mesmo ano, para cada bovino abatido por volta de 36 meses teremos outros quatro (04) animais na fazenda (Tabela 1). Neste exemplo, apenas 20% do rebanho são matrizes. Podemos inferir que quanto maior a idade de abate, menor tende a ser o número de matrizes no rebanho, uma vez que há maior demanda de área para outras categorias. Assim, quanto menor a idade de abate, maior tende a ser o percentual de matrizes. Estimando a capacidade de suporte de uma fazenda por volta de 1,0 “unidade animal” (UA = 450 kg de peso corporal) / hectare, é necessário estabelecer a proporção de animais por categoria para dimensionamento do rebanho, onde as matrizes podem ser utilizadas como referência. Tabela 1. Ilustração da evolução por categoria de idade dos bovinos, considerando um parto anual por vaca (concepção no início de janeiro e parto a partir de setembro do mesmo ano). Fonte: elaborado pelo autor (imagens sem restrições de uso). Tempo Categorias do rebanho Matrizes 0 a 4 meses 5 a 16 meses 17 a 28 meses 29 a 40 meses Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 11 Ainda utilizando o exemplo anterior, em uma fazenda de ciclo completo com prenhez anual no início de janeiro e partos a partir de setembro de cada ano, para abate aos 28 meses teremos 25% de matrizes no rebanho. Porém, além das matrizes, animais em recria e terminação, outros animais também demandam área, como touros (caso adotada monta natural em fazendas de cria, cria e recria ou ciclo completo) e tropa (equídeos para trabalho). Sabendo que tais categorias apresentam diferença no peso corporal, é necessário padronizar em equivalente “unidade animal” (450 kg de peso corporal). Os dados de peso e equivalente unidade animal serão utilizados para projeção da área (hectares) necessária para alojar cada categoria animal na fazenda em função da capacidade de suporte previamente estabelecida. Neste material, o peso de cada categoria será estimado para calcular equivalência em “unidade animal”, sendo o ideal utilizar o peso real médio de cada categoria mensurada nas fazendas (Tabela 2). Tabela 2. Equivalência em unidade animal (UA = 450 kg de peso corporal), número de animais em referência às matrizes, área necessária e percentual da área ocupada por categoria animal em uma fazenda de ciclo completo. Categoria Peso e equivalente UA (450 kg) Área (ha) % Área Matrizes ± 450 kg = 1,0 (referência) 1,0 ha 39% Touros ± 675 kg = 1,5 (1/30 matrizes) 0,05 ha 2% 0 a 4 meses usualmente, não considerado - - 5 a 16 m ± 225 kg/450 = 0,5 (1/matriz) 0,5 ha 19,5 % 17 a 28 m ± 450 kg/450 = 1,0 (1/matriz) 1,0 ha 39% Tropa ± 450 kg = 1,0(1/100 matrizes) 0,01 ha 0,5% Total 2,6 ha 100% Considerando concepção anual no início de janeiro e parto a partir de setembro do mesmo ano. Taxa de lotação = 1,0 UA/ha. Não foi considerada mortalidade do rebanho. Fonte: elaborado pelo autor. Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 12 De acordo com os dados apresentados na tabela anterior, para cada matriz no rebanho, respectivas proles até o abate aos 28 meses, touros e tropa de serviço a área ocupada em uma fazenda de ciclo completo será de 2,66 hectares de pastagens. Com base nestes dados, é possível exemplificar que uma fazenda de ciclo completo com 1000 matrizes demandaria cerca de 2600 hectares de pastagens. Ainda utilizando os mesmos dados para projeções, em uma fazenda com 1000 hectares de pastagens onde o objetivo é a realização do ciclo completo com abate ≤28 meses, seria possível alojar aproximadamente 390 matrizes. Após definições da capacidade de suporte, dimensão almejada do rebanho e objetivos, a próxima etapa é estabelecer as metas para os índices Zootécnicos. É válido expor que, embora o objetivo seja a busca por incrementos na produtividade e eficiência produtiva, é adequado utilizar metas tangíveis para o sistema de produção conforme características geográficas, climáticas, orçamentárias, culturais e mercadológicas da propriedade rural, sendo necessário estudo do potencial de produção em função dos fatores que poderão limitar os índices Zootécnicos. As melhorias nos índices Zootécnicos podem ser projetadas ao longo do tempo de modo gradual, possibilitando identificação e intervenções conforme necessário. Ainda que o objetivo de uma fazenda de ciclo completo for a manutenção da atividade, alterações nos índices Zootécnicos resultam em alterações no número e proporções das categorias do rebanho. A próxima etapa é a elaboração de planilha para projeção do número e categoria de animais no horizonte de tempo pretendido para o projeto, em função do número de matrizes almejado e índices estabelecidos como metas (Tabela 3). O ideal é entre cinco (5) e 12 anos. Períodos muito curtos podem não ser suficientes para obter resultados significativos, enquanto que muito longos reduzem a precisão das projeções. De qualquer forma, avaliações e ajustes devem ser realizados anualmente ou sempre que possível. Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 13 Tabela 3. Exemplo de planilha para projeção dos índices Zootécnicos e número de animais por categoria na evolução do rebanho, em função do número de matrizes estabelecido como meta estável. Índices ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5 ano 6 Touros (♂/♀) 1/30 1/30 1/30 1/30 1/30 1/30 Natalidade (%) 70% 75% 80% 85% >85% >85% Mortes 0 a 4 m (%) 6% 5% 4% 3% 85% >85% Mortes 0 a 4 m (%) 6% 5% 4% 3%uso da área deve ser pautado na capacidade de suporte estimada para a área de pastagens, considerando estratégias de intensificação (como fertilização das pastagens ou suplementação, se for o caso), utilizando métricas tangíveis conforme características específicas regionais ou particularidades da fazenda. As projeções deverão considerar variações em função das estações do ano. Ainda, a proporção de uso das áreas de pastagens da fazenda pode variar conforme objetivo do pecuarista com as atividades de cria, recria ou terminação (exclusivas ou ciclo completo). Todas as projeções devem considerar particularidades e objetivo do sistema de produção proposto. Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 17 Literatura consultada Barbero RP, Barbosa MAA de F, de Castro LM, Ribeiro EL de A, Mizubuti IY, Bumbieris Júnior VH, Silva L das DF da. 2014. Características produtivas e morfológicas do capim Tanzânia em diferentes intensidades de pastejo. Semin Ciencias Agrar. 35:427–436. Barbero RP, Malheiros EB, Aguilar NM, Romanzini EP, Ferrari AC, La R, Nave G, Mullinks JT, Reis RA, Romanzini EP, et al. 2020. Supplementation level increasing dry matter intake of beef cattle grazing low herbage height. J Appl Anim Res. 48:28–33. Braga GJ, Pedreira CGS, Herling VR, Luz PHDC. 2007. Eficiência de pastejo de capim-marandu submetido a diferentes ofertas de forragem. Pesqui Agropecu Bras. 42:1641–1649. Carvalho PCF de, Santos DT dos, Neves FP. 2007. Oferta de forragem como condicionadora da estrutura do pasto e do desempenho animal. In: Dall’Agnol M, Nabinger C, Santana DM, editors. Sustentabilidade Prod. Porto Alegre: Metrópole; p. 23–26. De Freitas Barbosa MAA, Castro LM, Barbero RP, Brito VC, Saad RM, De Azambuja Ribeir EL, Mizubuti IY, Bridi AM. 2013. Forage production and structural composition of pastures of Xaraés grass managed in different grazing heights. Semin Agrar. 34. Guimarães JD. 2010. Puberdade, maturidade sexual e utilização de touros em monta natural. In: Pires AV, editor. Bov corte. Vol. 1. Piracicaba: FEALQ; p. 699–709. Oliveira RL de, Barbosa MAA. 2014. Bovinocultura de corte: desafios e tecnologias. 2nd ed. Oliveira RL de, Barbosa MAA, editors. Salvador: EDUFBA. Pedreira CGS. 2002. Avanços metodológicos na avaliação de pastagens. In: XXXIX Reun Anu da Soc Bras Zootec. Recife; p. 100–150. Pires AV, Mendes CQ, Araújo RC de, Susin I. 2010. Fatores que afetam a eficiência reprodutiva de bovinos de corte. In: Pires Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 18 AV, editor. Bov corte. Vol. 1. 1st ed. Piracicaba: FEALQ; p. 2010. Sá Filho OG de, Vasconcelos JLM. 2010. Inseminação artificial em tempo fixo. In: Pires A V., editor. Bov corte. 1st ed. Piracicaba: FEALQ; p. 529–545. Bovinocultura de corte. Cap. 7: Índices... RP. 212 p. 2020 19 Ajude melhorar este material Professor é aquele que ensina, e constantemente, aprende! Erros são comuns no processo de aprendizado, e estamos aprendendo diariamente. Ao ler este material, é plenamente possível que tenha encontrado erros. Quando identificar erros ou possuir sugestões, notifique o autor (barbero@ufrrj.br). As contribuições serão muito importantes na melhoria de edições futuras.