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manhã, não está em meu poder escolher se verei ou não, ou determinar que objetos se apresentarão à minha visão; o mesmo vale para a audição e os outros sentidos. As idéias neles impressas não são produtos de minha vontade. Há, portanto, alguma outra Vontade ou Espírito que as produz." (George Berkeley, Princípios do Conhecimento Humano) Considere estas afirmações: I. Uma idéia não pode ser causa de outra idéia. II. As idéias dos sentidos independem da vontade de quem as percebe. III. Toda idéia deve ter uma causa. IV. A mente pode ser ativa e passiva. Considerando-se a doutrina de Berkeley, estão pressupostas nesse raciocínio, dentre as afirmações acima, apenas (A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) III e IV. (E) I e IV. 60. "Entendo pelo termo impressão, portanto, todas as nossas percepções mais vívidas, sempre que ouvimos, ou vemos, ou sentimos, ou amamos, ou odiamos, ou desejamos ou exercemos nossa vontade. E impressões são distintas das idéias, que são as percepções menos vívidas, das quais estamos conscientes quando refletimos sobre quaisquer umas das sensações ou atividades acima mencionadas." (David Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano) Assinale a afirmação que está em conflito com o texto supracitado. (A) Toda impressão é percepção. (B) Toda idéia é percepção. (C) A diferença entre impressão e idéia é de grau. (D) Toda percepção é impressão. (E) Toda sensação é impressão. 61. "Se todo homem tivesse a sagacidade suficiente para perceber sempre o forte interesse que o liga à justiça e à equidade, bem como o vigor mental suficiente para aderir com firme perseverança a um interesse geral e distante, em oposição aos encantos e vantagens de prazeres momentâneos, nesse caso nunca teria existido tal coisa como o governo ou a sociedade política; mas cada homem, seguindo sua liberdade natural, viveria em completa paz e harmonia com todos os demais." (David Hume, Investigação sobre os Princípios da Moral) Assinale a alternativa que expressa as idéias desse texto. (A) Governo e sociedade civil são absolutamente necessários para que haja paz e harmonia entre os homens. (B) Os homens podem, no estado atual de suas faculdades mentais, estabelecer naturalmente relações baseadas na paz e na harmonia. (C) Os homens necessitam de governo e sociedade política porque não são suficientemente inteligentes para perceberem por si mesmos a utilidade da justiça, da eqüidade, da paz e da harmonia como o interesse de cada um e de todos. (D) O homem, por natureza, jamais poderia exercer a sua liberdade e ao mesmo tempo viver em paz e harmonia com os demais. (E) E) Os homens são suficientemente sagazes para fazerem conciliar sempre a liberdade individual e o interesse geral. 62. "Mas, ainda que a razão seja suficiente, quando plenamente assistida e aperfeiçoada, para instruir-nos acerca das tendências úteis ou perniciosas das qualidades ou ações, somente ela não é suficiente para produzir aprovação ou censura moral. A utilidade é apenas uma tendência para um certo fim, e se o fim nos fosse completamente indiferente, seríamos igualmente indiferentes aos meios. Para que se escolham as tendências úteis e não as perniciosas é indispensável que se manifeste o sentimento. Esse sentimento é sempre o enaltecimento da felicidade da humanidade e a indignação frente ao seu sofrimento, pois são esses os diferentes fins que a virtude e o vício tendem a promover." (David Hume, Investigação sobre os Princípios da Moral) Assinale alternativa que expressa as idéias do texto acima. (A) A razão é plenamente suficiente para as avaliações morais e para a escolha da ação mais adequada à realização dos fins. (B) Quando se trata de escolhas morais, o sentimento é ao mesmo tempo o único critério de opção e o único instrumento de ação. (C) A razão e o sentimento se opõem um ao outro de modo absoluto e assim não podem estar ambos presentes na vida moral. (D) A virtude promove o bem e o vício conduz ao mal, independente da interferência da razão e do sentimento. (E) A razão nos informa acerca da utilidade das ações e o sentimento aprova ou desaprova essas ações na medida em que se mostrem conformes à realização da felicidade. 63. No contexto geral da filosofia crítica de Kant, a imortalidade da alma é (A) apenas um dogma da religião. (B) um postulado da razão pura prática. (C) uma especulação metafísica comprovadamente falsa. (D) uma proposição teórica demonstrável pelo entendimento. (E) uma hipótese experimental da psicologia. 64. O juízo de gosto, em Kant, tem como características: (A) ser singular e ter universalidade subjetiva. (B) ser interessado e ter universalidade objetiva. (C) ter interesse prático e ser particular. (D) ser desinteressado e ter universalidade objetiva. (E) ser interessado e ser um juízo estético. 65. Com as perguntas O que posso saber? e O que devo fazer? Kant caracteriza interesses da razão, que são, respectivamente: (A) metafísico e teológico. (B) antropológico e científico. (C) teórico e prático. (D) científico e religioso. (E) estético e psicológico. 66. Segundo a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, de Hegel, a arte (A) é uma das figuras do espírito absoluto. (B) é uma das figuras do espírito subjetivo. (C) é uma das figuras do espírito objetivo. (D) não é uma figura do espírito. (E) é um mero dado da intuição. 67. Na visão positivista de Augusto Comte, o espírito humano passa por três estágios em seu desenvolvimento. O estágio