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AULA 02
Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma 
determinada velocidade. 
Do ponto de vista físico, a radiação pode ser classificada em duas categorias 
principais, conforme o elemento condutor de energia a ela relacionado. São elas:
A Radiação eletromagnética que se propaga através de um campo elétrico e 
magnético, na forma de uma onda eletromagnética, caracterizada por seu 
comprimento de onda ou sua frequência que caracterizam as diferentes faixas 
do espectro eletromagnético.
As radiações eletromagnéticas mais conhecidas são: luz, micro-ondas, ondas de 
rádio, radar, laser, raios-X e radiação gama. 
A Radiação corpuscular é caracterizada por sua carga, massa e velocidade, 
propagada por meio de partículas subatômicas, como: os feixes de elétrons, os 
feixes de prótons, radiação beta, radiação alfa. 
A radiação pode ser classificada quanto ao seu poder de ionização:
A radiação ionizante possui energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, 
ou seja, pode remover elétrons dos átomos, criando íons.
Essa ionização pode afetar a estrutura química das substâncias, levando a 
alterações nas propriedades físicas e químicas dos materiais.
Exemplos de radiação ionizante incluem: raios-X, raios gama, radiação alfa e 
beta.
A radiação pode ser classificada quanto ao seu poder de ionização:
A radiação não ionizante não possui energia suficiente para ionizar átomos e 
moléculas, portanto, não tem o potencial de remover elétrons dos átomos.
Essa radiação geralmente possui menor energia do que a radiação ionizante e 
inclui diversas formas de radiação eletromagnética, como ondas de rádio, micro-
ondas, luz visível, infravermelho e ondas de radiofrequência.
São exemplos de métodos de imagens que utilizam radiações não ionizantes: 
Ressonância Magnética e Ultrassonografia.
Raios-X de Freamento (Bremsstrahlung)
Esse tipo de radiação ocorre com muita frequência na formação do feixe de raios-X 
e é originado na passagem de um elétron bem próximo ao núcleo de um átomo 
do material do alvo (anódio). 
A atração entre o elétron carregado negativamente e o núcleo carregado 
positivamente faz com que o elétron seja desviado da sua trajetória original, 
perdendo parte da sua energia cinética ou toda ela, que é emitida na forma de 
raios-X. 
Esse processo pode gerar raios-X com energias diferentes, indo de valores baixos 
até a energia máxima, que é igual à energia total do elétron incidente.
O rendimento na geração de raios-X é muito pequeno, pois aproximadamente 99% 
da energia de frenagem dos elétrons é convertida em calor e apenas cerca de 1%, 
em raio-X. 
Do volume de raios-X produzidos (1% da energia de frenagem dos elétrons),
apenas cerca de 10% pode ser aproveitado para a realização do exame 
radiográfico (radiação útil).
Como apenas o feixe útil de radiação tem importância na formação da imagem 
radiográfica, toda referência aos raios X ou feixe de radiação corresponderá ao 
feixe útil de radiação.
Raios X Característicos 
Esse tipo de radiação resulta de uma colisão entre o elétron incidente e um elétron 
orbital das camadas mais internas do átomo do material do alvo (anódio). 
O elétron incidente transfere energia suficiente ao elétron orbital do átomo do 
material do alvo, de maneira que esse último é ejetado de sua órbita, deixando um 
“buraco” em seu lugar.
Isso gera uma condição instável no átomo do material do alvo, que é 
imediatamente corrigida com a passagem de um elétron de uma órbita mais 
externa para este "vazio", resultando em uma redução da energia potencial do 
elétron. 
O excedente (de energia) é emitido na forma de raios-X.
Como os níveis de energia dos elétrons são únicos para cada elemento (material), 
os raios-X originados nesse processo também são únicos e, portanto, 
característicos de cada elemento (material). 
Daí o nome de raios-X característicos.
Resumindo
A radiação de frenamento ocorre quando um elétron é desviado ou freado por um 
núcleo atômico, perdendo energia no processo.
A radiação característica é emitida quando um elétron de camada interna é 
removido de um átomo e um elétron de camada superior "cai" para preencher a 
lacuna deixada.
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