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Propriedade intelectual *** De acordo com o artigo 11º do Código do Direito de Autor e dos Direitos conexos, o direito de autor pertence ao criador intelectual da obra, salvo disposição expressão em contrário. Deste modo, podemos afirmar que o papel de titular do direito de autor sobre uma obra, recai essencialmente sobre o seu criador, neste caso, à pessoa de cujo engenho a obra nasceu. A etimologia da palavra Autor, significa «aquele que cria», logo, de acordo com a ordem natural das cosias, o titular originário do direito sobre a sua criação, é o próprio Autor. Contudo, isto aplica-se essencialmente à regra geral, contudo existem diversas exceções sob a qual não podemos atribuir a titularidade ao respetivo autor da obra, uma vez que os direitos de carácter patrimonial previstos no direito de autor são transmissíveis, e por conseguinte, o autor pode aliená-los, de forma total ou imparcial, a favor de terceiro, o qual nesse caso vai revestir a titularidade da obra. Doutro modo, quando ocorre o falecimento do autor, esses direitos, tais como os direitos morais, transmite-se para os seus sucessores, que passam a ser os respetivos titulares aquando da caducidade da proteção legal. Os direitos morais são irrenunciáveis e inalienáveis, no entanto a lei não exclui a sucessibilidade desses direitos. Nos diversos caos em que a queda da obra cai no domínio publico, o Estado exerce os direitos morais face a essa mesma obra. Estes são os casos mais recorrentes em que a titularidade do direito de Autor se transfere do criador para outrem. Não obstante, temos outros casos menos recorrentes, nomeadamente aos casos relativos às obras feitas por encomenda ou por outrem, no respetivo cumprimento de um dever funcional ou em execução de um contrato de trabalho, quando for explicitamente convencionado entre as partes contratantes, ou seja, o criador da obra e a entidade para quem foi realizada que a esta pertence a respetiva titularidade, ou deve presumir-se as determinadas circunstâncias previstas nos termos do artigo 14º nº3. A circunstância de o nome do criador da obra não vier mencionado nesta ou não figurar no local destinado para o efeito segundo uso universal constituir presunção de que o direito de autor fica a pertencer à entidade por conta de quem a obra é feita. Não há forma de um terceiro adquirir originariamente direitos de autor sobre uma obra que não produziu? Sim, há na obra por encomenda, em que o comitente vai ser o verdadeiro titular da obra Para haver direito de autor, este tem de ser reconhecido, tal como afirma o artigo 12º do Código do Direito de Autor e dos Direitos conexos, o direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade. No entanto o registo pode surgir para titulo de prova. Em conformidade com o que aqui está previsto o artigo 213º postula que o direito de autor e os direitos destes derivados adquirem-se independentemente de registo. E para reforçar este principio o artigo 5º, alínea 2 da Convenção de Berna, menciona que o gozo e o exercício dos direitos não estão subordinados a qualquer formalidade. No entanto a Convenção Universal sobre os Direitos de Autor a que Portugal também está vinculado, exige a possibilidade de que os estados contratantes exigirem como condição para a proteção dos direitos dos autores o cumprimento de formalidade, entre estas o depósito e o registo da obra, mas determina que essas exigências devem considerar-se satisfeitas, se desde a primeira publicação todos os seus exemplares publicados com a autorização do autor ou de qualquer outro titular dos seus diretos tiverem o símbolo C acompanhado do nome do titular do direito de autor e da indicação do ano da sua primeira publicação. A criação do espirito e a liberdade das ideias São obras intelectuais as criações do espirito de qualquer modo exteriorizadas. A determinação da obra tem de ser feita cautelosamente. A obra necessita de ser humana. Uma forma natural por mais bela que seja não é obra literária nem artística, não é um quadro pintado por um animal. No entanto as referências às criações do espirito têm de ser cuidadosamente analisadas. As criações do espirito são as ideias, em que estas uma vez concebidas são património comum da sociedade. Uma obra é uma exteriorização de uma criação do espirito. A criação do espirito, ou seja, a ideia, não pode permanecer no intimo, tem de se manifestar. E para se comunicar tem de descer da sua imaterialidade para encarnar de uma maneira de expressão, ou seja, algum modo de manifestação. Pode se manifestar de forma escrita ou até mesmo oralmente, desenho…. A obra é uma criação do espirito e tem necessariamente uma atividade humana ligada a ela. A OMPI é o instrumento de padrão do direito de autor internacional. Estas convenções internacionais destinam-se a dar proteção aos autores em países que não forem o país de origem da obra De acordo com a convenção de Berna para que os autores sejam protegidos jure conventionis basta que os seus nomes sejam indicados sobre a obra de maneira habitual. no entanto uma coisa é a identificação como autor, outra é a atribuição do direito de autor. A obra literária ou artística exige uma criação espirito, o autor, regra geral vai ser quem realiza essa invenção. O autor, normal é o titular de direitos sobre a obra que produziu. A lei ocupa-se com a determinação do beneficiário do direito de autor, atribuindo este cargo ao criador intelectual da obra, por isso é que se diz que o autor tem direitos sobre a obra que produziu, uma vez que regra geral quem produz é sempre o criador da obra. O direito de publicação é um direito do autor, em que a obra sai do inédito mediante publicação, a primeira publicação é o primeiro passo para a obra sair da intimidade do autor, que é partilhada para conhecimento publico. Temos também o direito do autor de ter o seu nome, pseudónimo indicado como sendo o autor na utilização da obra. Ele tem direito à menção da designação. Os direitos patrimoniais atribuem ao autor o direito de utilizar, fruir e dispor da obra, bem como autorizar a sua utilização e fruição por outros. O direito de utilizar não é um direito restrito ao autor. Uma vez quebrado o inédito, qualquer um tem o direito de utilizar a obra. Nós cantamos uma canção, isso é uma utilização da obra. No entanto existem formas de utilização que estão reservadas pelo autor. Bem como a comunicação ao publico, a edição sem a autorização do autor. No entanto a reprodução não está reservada ao autor, nem depende da sua autorização. Também, é excluída a utilização com que visa o lucro, uma vez que requer a autorização do autor. A proteção ao autor não colide com o uso privado que cada um tem, mas sim com a possibilidade de fazer uma utilização com intuito ao lucro. O autor tem neste caso um exclusivo de exploração económica da obra. O autor pode não só utilizar e autorizar, mas também no direito de fruir e de autorizar a fruição e no direito de dispor. O direito de fruir pressupõe o direito de autorizar a utilização da obra, e o qual pode transferir direitos ou conceder licenças a terceiros. Quando se faz essa transmissão do direito de fruir, ou seja, a autorização para outrem usar, pode ser onerosa, no sentido em que o direito de fruir não resulta de uma transferência autónoma do direito de fruir, mas pode utilizar economicamente a obra, ou seja, a autorização concedida pelo escultor numa exposição com entradas pagas. Quanto ao registo da obra, não tem qualquer tipo de formalidade. A proteção do direito de autor está prevista na CRP, que no seu artigo 42º a considera incluída na liberdade de criação individual. O direito de autor é um direito exclusivo, é o direito de autorizar ou proibir a utilização, por terceiros, dos produtos da criação do espirito e de fixar as condições da sua autorização. Como têm natureza incorpórea, as criações do espirito, não estão limitadas aos limites territoriais dos países a que pertencem os autores, dai a necessidade de regulamentação internacional do direito de autorsobre essas obras a que incide a OMPI As obras contempladas no código consistem na exteriorização da criação intelectual, tanto do domínio literário, como no artístico, ou seja, a obra para ser protegida deve incidir nalgum modo de expressão, seja ela oral, escrita. A obra protegida deve ser original na sua forma, ou seja, não pode ser uma mera cópia. O art.1º, nº2, consigna um principio fundamental do direito de autor, no sentido em que diz que são as obras que são protegidas, a sua forma, expressão e não as ideias do autor. Para que uma obra literária, artística ou cientifica beneficie da proteção legal, tem de ser exteriorizada de qualquer modo. O art.º. 2º determina que a lei confere os direitos de autor sobre todas as obras do espirito, independentemente do seu género, a forma de expressão. No concerne a sua forma, a proteção deve ser concebida tanto a uma obra musica, como literária e que as obras podem ser comunicadas ao publico, sob forma escrita, oral. Só o autor pode modificar a sua obra, sendo-lhe licito opor-se a outros que o fazem art.º 56º e 59º. Art.4º - na proteção de uma obra literária, artística ou cientifica, está compreendido o titulo, no entanto este tem que ser original e não ser confundido com uma outra obra preexistente do mesmo género. A existência de registo do titulo de uma obra inédito constitui uma exceção ao principio do artigo 12º, uma vez que um titulo mesmo que seja uma criação da obra intelectual, não existe sem a obra a que se aplica, e só o registo conjunto de ambos é que tornaria possível opô-los a terceiros enquanto a obra não for tornada a publico. Art.214, alínea A. Art.9º - os direitos de autor são essencialmente um direito duplo, uma vez que engloba no seu conjunto de direitos, os direitos morais e patrimoniais. A distinção fundamental entre uns e outros reside na inalienabilidade, irrenunciabilidade e imprescindibilidade dos direitos morais, enquanto que os direitos patrimoniais são suscetíveis de alienação e de renuncia e sujeitos a prescrição. Art.67º - as vantagens patrimoniais constituem do ponto de vista económica o objeto fundamental de proteção. Os direitos morais nada mais são que o reconhecimento do caracter pessoal da criação, com todas as consequências que aí derivam. As principais consequências são as que estão elencadas no n.º: é a faculdade do autor revindicar a paternidade da obra e de a exigir erga omnes e o respeito pela sua integridade Art.10º - convém fazer a distinção entre a obra em si e o suporte - corpus mechanicum. a propriedade deste não confere quaisquer direitos sobre a obra. Art. 11º - o direito de autor pertence ao criador intelectual da obra – o titular do direito, Na pergunta 2 b do teste fazer a remissão para o art.40º, art.41º, art.67º, art.68º Art.12 – o direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade, o artigo 213 postula que os direitos de autor e os direitos destes derivados adquirem-se independentemente de registo. O artigo 5º da alínea 2 da convenção de berna estabelece que o exercício dos direitos não estão subordinados a qualquer tipo de formalidade. No entanto a CUDA a que Portugal também aderiu, prevê que a possibilidade dos estados contratantes exigirem como condição para a proteção dos direitos dos autores o cumprimento de certas formalidades, entre elas o deposito e o registo da obra, mas essas exigências podem se encontrar supridas se desde a primeira publicação todos os exemplares publicados com a autorização do autor tiverem o símbolo C acompanhado do nome do titular do direito de autor, e da indicação do ano da sua primeira publicação.. Art. 14º na falta de convenção presume-se a titularidade do direito de autor nas obras feitas por encomenda ao seu criador intelectual. Art. 15 quando o direito de autor pertencer ao criador intelectual, a obra só pode ser utilizada para os fins previstos na convenção. A faculdade de introduzir na obra depende de acordo expresso do seu criador. A atribuição da titularidade do direito de autor a entidade diversa do seu criador intelectual envolve apenas os direitos de natureza patrimonial, com exclusão dos direitos morais, que dado o seu caracter pessoal são irrenunciáveis e inalienáveis, art.56º. o facto de se constituírem modificações, que este artigo no seu n.º2 determina que reconhece a terceiros no pressuposto de haver a autorização do seu criador e dentro dos limites dele consentidos, uma vez que ele tem direito à genuinidade e integridade da obra. O n3 deste artigo determina que como o autor pode exigir uma remuneração suplementar no caso da obra ser utilizada para outros fins que não os convencionados, não lhe é licito utilizá-la por forma a prejudicar os fins que teve com a sua realização Art. 24 – obra fotográfica ou videográfica Art.27º - paternidade da obra Salvo disposição em contrário o autor é o criador intelectual da obra. O nº2. Determina que se presume autor aquele cujo nome tiver sido indicado por ele na obra, conforme uso consagrado, ou anunciado em qualquer forma de utilização ou comunicação ao publico. Este artigo trata da qualidade de autor, enquanto o art.12º trata da titularidade, ou atribuição do direito de autor que pode ser a uma entidade diversa ao do próprio criador. O direito de reivindicar a paternidade da obra é um dos direitos morais reconhecidos nos art. 10º, nº3 e 56º, nº1. O direito de autor no seu espectro patrimonial pode ser transmitido por ato inter vivos art, 40 ou mortis causa art. 31 que estende a proteção para 70 anos, que passa para os sucessores e depois para o estado. Os sucessores adquirem a titularidade até aos 70 anos. A transmissão mortis causa abrange os direitos morais art. 57º o que não acontece com a transmissão entre vivos que é limitada ao conteúdo patrimonial. Art.40º que prescreve a inalienabilidade dos direitos morais. Art. 28 – o autor pode se identificar pelo nome próprio, completo ou abreviado Art.29º - não é permitida a utilização de nome literário ou artístico que possa ser confundido com outro anteriormente usado em obra divulgada. Ninguém pode utilizar em obra sua o nome de outro autor, ainda que tenha a autorização deste. Para que possa ser protegido o nome da obra precisa de ter eficácia distintiva. É um simples corolário da proteção concedida ao nome literário. O autor cujo nome literário seja usado por outrem pode para além de pedir a cessão da utilização desse uso ilícito, pedir indemnização por perdas e danos, art. 210º. Art.31º o direito de autor caduca passado 70 anos, após a morte do criador da obra. A duração da proteção legal do direito de autor sob o especto patrimonial abrange a vida do criador intelectual e estende-se por mais 70 anos após a sua morte. Findos estes prazos, a obra cai no domínio publico. Art. 39º, isto é, pode ser explorada independentemente de qualquer autorização. A limitação no tempo fala relativamente ao aspecto patrimonial dos direitos de autor, uma vez que os direitos morais são imprescritíveis. Art. 56º, nº2. O artigo 37º fala da contagem do prazo da caducidade que se começa a contar do primeiro dia do ano seguinte àquele que o prazo se tiver completado. Art.39º a obra cai no domínio publico quando o prazo de caducidade já se venceu. Findo os 70 anos, a obra cai para o domínio publico. Todavia, a queda no domínio público só se verifica em relação aos direitos de cariz patrimonial, uma vez que os morais são imprescritíveis, art. 56º, nº2, sendo exercidos após o decurso do prazo de caducidade pelo estado através do ministério da cultura. Art. 57º, nº2. As obras que caem no domínio publico beneficiam apenas da proteção legal no que concerne aos direitos morais do direito de autor, sendo livre a sua exploração independentemente de autorização. Art,40 – os direitos morais são inalienáveis art. 56 os poderes de natureza patrimonial podendo o seu autor utilizá-los para explorar economicamente a obra, ou pode autorizar que outros possam utilizar art.9º art. 67º. Este artigo contempla 3 situações diferentes de transmissãodos direitos patrimoniais: a simples autorização, a transmissão, e oneração. Art. 41 – o poder de autorizar ou proibir é o poder que é conferido ao criador como elemento característico fundamental do direito de autor, apenas vincula este poder àquele a quem o autor conceder autorização de explorar a obra. Art. 56 - a proteção do direito moral é um direito fundamental e que constitui a essência dos direitos de autor. Aqui não se transmite os direitos patrimoniais do direito de autor. Art.42º e por outro lado o autor pode opor-se a todos, bem como os atos suscetíveis de desvirtuar a sua obra. As duas categorias fundamentais do direito moral são a reivindicação da paternidade da obra e o respeito pela sua integridade e a oponibilidade a terceiros. A violação destes direitos está presente no artigo.198 Art.59º -é um corolário lógico do principio da existência do respeito pela integridade e genuinidade da obra, o facto da única forma de modificação da obra ser por autorização do seu titular. Art. 67 . conteúdo patrimonial do direito de autor. Neste direito exclusivo incluem-se as faculdades de divulgar, publicar, ou explorar economicamente a obra por qualquer forma, direta ou indiretamente. A obra sendo uma exteriorização da criação de espirito do seu autor, só este pode utilizá-la e autorizar que outros a utilizem, ou mesmo proibi-la Art.68 formas de utilização é ao autor que compete decidir quais os processos dessa utilização e fixar as condições que ela deve subordinar-se, nomeadamente em matéria de preço, art.41º n.º3. a autorização tem que ser de forma escrita se for concedida a terceiros para divulgar , publicar art.41 nº3 Art. 75 utilização livre – estão aqui contempladas as situações que por exceção à regra do direito exclusivo que a lei atribui ao criador intelectual de autorizar a utilização da obra, é permitida mesmo sem o seu consentimento. Há casos em que a livre utilização consentida dá lugar à atribuição de uma compensação pecuniária nas alíneas d e h coisa que não é suscetível de aplicação nas restantes. Remissão para o art.76 Ver as utilizações livres Violação e defesa do direito de autor e dos direitos conexos Art.195º crime de usurpação. Comete crime de usurpação quem sem a autorização do autor utilizar uma obra, também quem divulgar ou publicar abusivamente uma obra não divulgada nem publicada pelo seu autor, etc e será púnico com as penas previstas no art. 197. Isto são crimes contra o direito patrimonial do autor, que se estão divididos em 2: usurpação e contrafação. O art.199º determina o aproveitamento ilícito de uma obra usurpada ou contrafeita. A usurpação é toda a utilidade não autorizada de uma obra, ou que exceda os limites de autorização que o autor impôs e a contrafação é a utilização como própria de uma criação. O art.196º determina que a contrafação é a imitação fraudulenta de uma obra. Para que exista crime não basta a reprodução não autorizada de uma obra como o crime de usurpação, mas que o autor da reprodução apresente como sua a obra. No caso da usurpação é o conteúdo patrimonial que é violado, no caso da contrafação o direito moral previsto na reivindicação da paternidade da obra é ofendido da mesma maneira face ao direito patrimonial lesado em virtude da utilização abusiva. Art. 198º A contrafação consiste na apropriação abusiva do conteúdo da obra feita, independentemente da sua reprodução consistir num processo diferente ou que não respeite as características exteriores (dimensões, material usado...) da obra. É contrafação o desenho que reproduz uma tela pintada a óleo, se esse desenho for assinado por outrem que não o autor desta Art.197 penalidades art.º. 199 remissão Art.º. 211 indemnização e art.210º Art.213 O direito de autor – adquire-se independente de registo. Com exceção das situações previstas noa rt.214º o titulo de obra não publicada, o registo constitutivo não é obrigatório, mas sim meramente declarativo e facultativo. Art. 214º - o titulo de obra inédito só é protegido se for registado com a obra. Este artigo elenca os 2 caos em que o registo é obrigatório sob pena de não ser concedida proteção legal. O registo da obra inédita faz na direção dos serviços do direito de autor, a outra na repartição dos registos de imprensa. Propriedade industrial A propriedade industrial é o conjunto de direitos que incidem no uso exclusivo de marcas, patentes, logótipos, ou de outros sinais constitutivos do comércio. Tem como objetivo garantir que a exploração de uma criação ou invenção seja um direito exclusivo aos seus criadores ou inventores. Essa proteção pode ser garantida através de marcas, patentes, desenhos As patentes destinam-se a proteger invenções, a proteção pode ser feita através de uma patente ou modelo de utilização. No entanto, só se pode atribuir este tipo de proteção às invenções que não sejam do conhecimento publico e que não sejam obvias face ao estado da técnica ou seja toda a informação disponibilizada pelo publico antes de se efetuar o pedido, ou seja, ao que já foi divulgado. MARCA O que é uma marca – é um sinal que se regista para distinguir um produto ou um serviço de uma empresa da restante concorrência. Para proteger uma marca ou outro sinal já existente no mercado, tem que se fazer o registo no INPI, uma vez que só este instituto pode garantir o direito de uso exclusivo de uma marca ou de outros sinais usados no comércio, ou seja, realça a identificação da própria entidade (coletiva ou individual, pública ou privada) que detém a marca, distinguindo-a de todas as outras. Embora o seu registo seja meramente facultativo, o facto de se proceder a este evita que outras pessoas ou entidades, produzam, vendam, ou explorem o sinal protegido sem autorização, impede também o registo de marcas idênticas para produtos idênticos. A marca pode ser registada se não existir um registo anterior de uma marca semelhante destinada a produtos e serviços idênticos. A proteção dos direitos da marca, tem como beneficio o próprio mercado, uma vez que lhe vai atribuir maior credibilidade relativamente às restantes marcas que não estão registadas, todavia, em caso de litigio, pode-se originar a possibilidade de uma indemnização na eventualidade de causarem danos. Ter uma marca registada é um direito de valor patrimonial que confere proteção na atividade económica. Não podem ser registadas marcas compostas por elementos usais na linguagem do comércio, por determinadas formas ou constituída apenas ou essencialmente por elementos que descrevam o produto ou serviço; que possam induzir em erro o consumidor; contrárias à lei e à ordem pública, ou que ofendam a moral e os bons costumes; que contenham símbolos do Estado, emblemas de entidades públicas nacionais ou estrangeiras, brasões, nomes ou retratos de pessoas, sem autorização das respetivas pessoas ou entidades a quem pertencem esses símbolos; que contenham sinais com elevado valor simbólico; compostas por sinais que copiem ou imitem outros já existentes, sem autorização do titular. Quando o processo de pedido de registo é iniciado, as marcas para serem registadas, têm de proceder à escolha dos tipos de sinal, isto é, escolherem a forma ou a aparência de como vão ser registadas. Os tipos de sinal da marca, pode ser, de forma nominativa, figurativa. No processo de registo da marca, a entidade que pretende realizá-lo, tem de escolher registá-la, de acordo com qualquer número de classificação, que classifica cada produto ou serviço, estabelecido na chamada classificação de NICE. Os registos das marcas são válidos até dez anos a contar da data da apresentação do pedido, podendo ser renovado o registo nos últimos seis meses antes de acabar a sua validade. Quem assegura a proteção dos direitos de Propriedade Industrial? É o INPI – instituto nacional da propriedade industrial que visa promover em Portugal, a proteção dos direitos industriais, a inovação, e o combate à contrafação e à concorrência desleal. Os pedidos de patente, marca ou design, podem ser requeridos pelo próprio interessado ou por um mandatário,ou seja, um agente oficial da propriedade industrial, advogado, solicitador. Nos termos do artigo 1º do Código da Propriedade Industrial, podemos analisar que a propriedade intelectual tem como função, garantir a lealdade da concorrência pela atribuição de direitos privativos, sobre os processos de desenvolvimento de determinada +criação, marca ou patente. Nos termos do artigo 2º do respetivo código mencionado, a propriedade industrial atua em determinadas áreas, tais como, a indústria (pesca, agricultura, florestais, pecuárias e extrativas) e no comércio, assim como todos os produtos naturais fabricados e os serviços. Ainda no artigo 4º do referido código, podemos ainda verificar que todos os direitos conferidos por patentes, pela marca, outros modelos de utilidade e os respetivos registos abrangem todo o território nacional. Contudo, a marca pode ainda ser protegida no âmbito internacional. PATENTE A patente permite proteger uma invenção nova que não tenha sido tornada publica e que não seja obvia face ao que já foi divulgado. A patente confere ao seu titular o direito exclusivo de produzir, utilizar ou comercializar uma invenção, pese embora, este tenha de a divulgar ao publico. As invenções são consideradas como uma solução técnica para um problema especifico, como produtos, aparelhos, etc… Existem certos requisitos para que uma patente possa ser protegida: tem que ser nova, ter atividade inventiva, ou seja, que não seja obvia face ao que já foi divulgado e ter aplicação industrial As patentes cobrem todas as áreas da tecnologia e são válidas pelo período de 20 anos a contar da data do pedido. A Patente tem por base os princípios do Contrato Social de Rousseau, como um acordo entre o inventor e a sociedade. O Estado concede o monopólio da invenção, ao inventor, através do uso exclusivo de um novo processo produtivo ou a fabricação de um produto novo vigente por um determinado prazo e, em troca, o inventor divulga a sua invenção, permitindo à sociedade ter o livre acesso ao conhecimento – matéria objeto da patente. Ele tem que fazer essa divulgação para que a sua criação seja digna de ser patenteada, e com isso vai ser atribuído um titulo de propriedade temporária sobre uma invenção outorgado pelo estado. Diferentemente de outros sistemas de propriedade, a patente tem uma validade temporalmente limitada, e após caducar vai, cai em domínio público, quer dizer, pode ser usada por toda a sociedade. Caduca após 20 anos. O mesmo acontece com os direitos patrimoniais dos direitos de autor, após 70 anos. Tipos de patente: Patente de Invenção (PI):. Para invenções que apresentam algo completamente novo. Patente de Modelo de Utilidade (MU):. Para aperfeiçoamentos em produtos já existentes que resultem em melhoria funcional. Exemplos de invenções patenteáveis; novos dispositivos ou máquinas; Processos industriais inovadores; Produtos químicos ou farmacêuticos; Melhorias técnicas em objetos já conhecidos. Vantagens da patente: 1. Proteção legal: determina o direito exclusivo de produzir, utilizar, vender, uma invenção por um determinado período de tempo, e impede que outros a utilizem sem a minha autorização 2. Valorização do ativo: no sentido em que a patente é um ativo intangível que pode aumentar o valor de mercado da empresa ou inventor 3. Vantagem competitiva: permite ao inventor se destaque do mercado ao fornecer produtos ou serviços inovadores que os terceiros não podem copiar 4. Reconhecimento e reputação: tendo uma patente registada aumenta a credibilidade do inventor ou empresa 5. Exclusividade no mercado: durante o período de vigência o titular tem o direito de monopólio da exploração comercial sobre a sua invenção 6. Defesa em caso de litígios: caso um concorrente utilize a invenção sem permissão, vai-se recorrer à lei para o pagamento de uma indemnização. 7. Acesso a investidores: no sentido em que os investidores são mais propícios a apoiar um negócio protegido por patentes, por isso, reduz os riscos associados à concorrência e aumenta as chances de retorno financeiro 8. Monetização: é possível conceder autorização a terceiros para usarem, através da contrapartida do pagamento de royalties, e o próprio inventor também pode vender os direitos de patente e receber uma compensação por isso. LOGÓTIPO É um sinal utilizado no comercio para distinguir e identificar uma entidade seja ela individual, coletiva, publica ou privada, ou seja, é considerada como uma representação gráfica do nome de uma empresa que vai ser o modo dessa empresa se distinguir das outras no mercado. Enquanto que a marca serve para indicar no mercado os produtos ou serviços de uma pessoa singular ou coletiva, o logótipo serve para identificar e diferenciar a própria entidade. O logotipo pode ser utilizado em estabelecimentos, anúncios. Para fazer o pedido de registo precisamos de nos certificar que os consumidores conseguem distinguir a minha empresa de outras existentes no mercado, e que o logótipo que quero registar não pode igual ou semelhante a outros já existentes e que não contenha nenhum elemento que seja proibido nem que viole a lei e a ordem publica, não induza o consumidor em erro