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ED de Anatomia Patológica 
NPC 2 
Monitores: Luiz Antonio, Mariana Sobral e Nicole Willers 
 
 
 
1. Em relação as patologias relacionadas aos “Intersexos”, e as do desenvolvimento 
em machos, responda: 
 
a) Descreva e diferencie as formas de Hermafroditismo conhecidas. 
Hermafrodita verdadeiro: apresenta gônadas masculinas e femininas, vias genitais internas 
masculina e feminina e via genital externa feminina 
Pseudo-Hermafrodita macho: gônadas masculinas, via genital interna masculina e feminina 
e via genital externa masculina rudimentar 
Pseudo-hermafrodita fêmea: gônada feminina, via genital interna masculina e feminina e via 
genital externa feminina rudimentar 
 
Fatores: translocação do gene SRY do gene y para o X, ou locus z 
Origem: cromossômica, gonadal e fenotípica 
 
b) Quais são as principais condições fisiopatológicas para o surgimento de indivíduos 
“Freemartins”, e como são caracterizados fenotipicamente e genotipicamente estes 
indivíduos do ponto de vista reprodutivo? 
I) Que ocorra a fecundação de oócitos(X),com espermatozóides do tipo X e Y 
respectivamente; 
ii) Ocorrer implantação de heterossexos no útero 
iii) Formação de anastomoses entre as vasos coriônicos dos fetos sem que o 
desenvolvimento gonadal feminino do indivíduo xx esteja completo 
iv) alteração na organogênese feminina do feto XX. 
 
Fenotipicamente: gônadas são semelhantes ao testículo, apresentando crescimento folicular 
anovulatório, com desenvolvimento de túbulos seminíferos, células de sertoli, células de 
leydig ou corpo lúteo; útero subdesenvolvido, permanecendo no formato de cordões 
fibrosos, cérvice ausênte; Genitália externa: vulva reduzida, clitólis aumentado. obs: 
presença de glândulas vesiculares 
- Indivíduos apresentam genótipo XX, entretanto, populações de células 
sanguíneas(leucócitos e eritrócitos) se apresentam com genótipo XX/XY 
determinando o quimerismo. 
- Fêmeas freemartin são consideradas inférteis(maioria); 
 
 
c) O que são animais criptorquídicos e quais são as possíveis evoluções desta patologia em 
equinos e cães? 
Animais criptorquídicos são animais do sexo masculino, cujos testículos, de forma bi ou 
unilateral ficam retidos na cavidade abdominal e não fazem o trajeto correto em direção a 
bolsa escrotal. 
Causas: 
- Ausência do gubernáculo 
- Alterações de posição do gubernáculo 
- Crescimento excessivo ou retardo na regressão do gubernáculo 
- Baixos níveis de testosterona 
 
 
2. Sobre os principais acometimentos relacionados ao sistema reprodutor de fêmeas 
de mamíferos, responda: 
a) Diferencie de forma detalhada os fenômenos de mumificação e maceração. 
Mumificação: processo que é mais comum em fêmeas multíparas que uníparas, sendo 
bastante frequente em suínos, ocorrendo em útero com ausência de contaminação 
bacteriana. Nesse processo, após a morte fetal, o líquido transplacentário é reabsorvido e as 
membranas fetais aderem ao feto desidratado, tornando o aspecto externo úmido e 
escurecido. Fêmeas que se recuperam do processo seguem com a sua fertilidade 
normalmente. 
não se sabe ao certo sobre a etiopatogenia da mumificação, entretanto, nos suínos pode 
estar associada a infecções virais ou processos hereditários. 
 
Maceração: mais comum em fêmeas uníparas, nesse caso ocorre a destruição de tecidos 
moles do feto, ocorrendo após infecções bacterianas no útero, o qual é caracterizado pela 
presença de ossos, exsudato purulento, de odor extremamente fétido, de consistência e sem 
odor(tricomonose). A parede do útero fica espessada, muitas vezes fibrosada e com 
perfurações. Presença de corpo lúteo persistente dos ovários. 
Muito comum em vacas. 
 
b) Quais são os principais agentes etiológicos envolvidos no abortamento em vacas. Cite 
pelo menos 12 (doze) destes agentes e descreva cinco destas doenças que julgue de maior 
importância na medicina veterinária. Justifique sua resposta. 
 
Brucella sp. 
Bactéria intracelular, cuja principal via de transmissão se dá via líquido fetal e secreção 
vaginal. A principal porta de entrada é a via orofaríngea. Ao infectar o organismo, a bactéria 
tinge o sistema mononuclear fagocítico, e, a partir dele, podem migrar para o tecido 
mamário, útero gravídico, osteo articulares e sistema genital masculino. 
Ao entrar na célula, a bactéria tem preferência pelo retículo endoplasmático rugoso do 
trofoblasto, que acaba produzindo muita endotoxina, a qual atinge a placenta e ocasiona na 
placentite necrótica e consequente aborto 
Campylobacter fetus 
Campylobacter fetus venerealis > Campylobacter genital bovina(CGB) 
Bactéria gram-negativa, que habita o trato reprodutivo bovino, sendo transmitida de forma 
venérea, podendo causar abortos entre o terço médio e final da gestação(4 e 6 mês). 
Geralmente, é transmitido de macho para fêmea durante o coito, e os principais sinais 
observados são nas fêmeas mais jovens, as quais apresentam alongamento do periodo 
entre cios e de monta, bem como um maior intervalo na concepção que podem ocorrer 
tardiamente e ocasionar em aborto. 
A bactéria atinge as células endometriais, se aloja e pode levar a lesões profundas, com 
infiltração de células inflamatórias; 
Leptospira sp. 
Bactéria responsável por grandes perdas produtivas no rebanho. Sua transmissão se dá por 
meio de restos de roedores, urina, leite, restos fetais e animais silvestres contaminados. 
Além disso, pode ser transmitida por forma venérea ou transplacentária, bem como do 
animal para o ser humano, sendo considerada um risco. Causa muitas perdas econômicas 
devido a alta morbidade relacionada, bem como diminuição da produção e até morte, bem 
como levando a quadros de anemia, cirrose, urina sanguinolenta, alta mortalidade de 
bezerros, mastite, meningite, etc 
Pode levar a quadros agudos e toxemicos ou crônicos e inaparentes. Em bezerros é 
mais comum a forma toxêmica. 
Ao penetrar na pele humedecida ou com ferimentos, a bactéria adentra a corrente 
sanguínea, atingindo todo o organismo; 
Causa aborto tardiamente, no terço final da gestação. Pode levar ao nascimento de fetos 
enfraquecidos, retenção de placenta, etc 
Salmonella. 
A salmonelose é uma doença caracterizada pela ocorrência de febre, diarréia, desidratação 
e fraqueza; A transmissão se dá via oral-fecal, bem como pode se disseminar por 
secreções da glândula mamária 
Causa perdas produtivas e quadro de septicemia em recém-nascidos, os sinais clínicos 
variam com o estado do rebanho, seja reprodutivo ou imunológico; 
Abortos costumam ocorrer no terço final da gestação e os fetos abortados costumam se 
apresentar com quadro edematoso e hemorrágico; 
As recomendações quando é identificado um indivíduo afetado é de isolamento, visto que 
pode ser transmitido facilmente pelas fezes e pelo colostro, podendo ser transmitida para os 
bezerros. 
 
Herpes vírus Bovino I 
Vírus relacionado a rinotraqueíte e vulvovaginite pustular infecciosa, balanopostite, 
conjuntivite e doença generalizada em bezerros recém nascidos; 
O vírus subtipo 1.2a e 1.2b estão relacionados a infecção genital, nos quais o vírus se 
replica no epitélio vaginal ou prepurcial e infecções podem ocorrer na região sacral; 
Lesões podem coalescer, formando ulcerações no epitélio vaginal, bem como reação 
inflamatória relacionada a infecção secundária, levando a endometrite. 
Os fetos abortados apresentam lesões no epitélio renal e hepática, com focos necróticos, 
e corpúsculos de inclusão viral da região hepática e dos túbulos renais 
 
Vírus da diarréia viral bovina 
A transmissão desse vírus se dá a partir de secreções nasais, saliva, do leite materno 
e da urina. O vírus primeiramente atinge a mucosa oral e nasal, se multiplicando nas 
tonsilas e linfonodos e glândulas salivares na região da boca. Depois atinge a circulação por 
meio dos vasos linfáticos, podendo ser encontrado nas vias respiratórias, baço e órgãos 
linfóides. 
Pode atravessar a barreira placentária e causar aborto se for no terço inicial da gestação; no 
terço médio o feto chega a nascer mas com lesões snc e respiratório;no terço final o feto 
nasce normal e imune a doença; 
 
Tritrichomonas foetus 
A tricomoníase, causada pelo protozoário flagelado do gênero Tritrichomonas, cuja 
transmissão se dá de forma venérea, é uma doença que causa quadros de infertilidade, 
piometra, morte fetal e aborto nas vacas, sendo assintomática nos touros; 
Geralmente, a transmissão se dá do macho para fêmea, durante a monta, mas também 
pode ocorrer da fêmea para o macho, e por meio de objetos utilizados durante a 
inseminação artificial, que estejam contaminados. 
 
Neospora canis 
Um coccídeo que causa infecção, sendo transmitido por via transplacentária ou pela 
ingestão do oocisto. O coccídeo, ao adentrar no organismo, migra para região uterina, 
tendo afinidade pelas células do feto e do útero, gerando resposta inflamatória e 
proliferativa. 
Nos fetos mais jovens, a proliferação é superior a inflamação, já que não possuem o 
sistema imunológico desenvolvido; já em fetos mais velhos, ocorre maior inflamação que 
proliferação. 
O aborto ocorre aproximadamente no 3º mês de gestação. 
 
-Bactérias- 
Bacillus sp. 
Chlamydia sp. 
Micoplasma 
Listeria monocytogenes 
Arcanobacterium pyogenes 
 
-Vírus- 
Herpesvírus caprino 
Herpes vírus equino I 
Vírus da arterite viral equina 
Parvovirose suína 
Vírus da síndrome reprodutiva e respiratória suína 
 
-Protozoário- 
Toxoplasma gondii 
 
-Fungos- 
Aspergillus fumigatus e Zigomicetos 
 
3. Descreva os diferentes estádios (fases) fisiológicos que compreendem a eructação 
em ruminantes e os correlacione com as diversas etiopatogenias dos diferentes tipos 
de timpanismos primário e secundário. A evolução deste quadro pode evoluir para 
acometimentos em outros órgãos como SNC, circulatório, respiratório e hepático, por 
que? Comente e descreva cada um destes fenômenos apresentando suas causas, 
evoluções e consequências. 
Eructação: processo no qual os gases produzidos no rúmen, pela fermentação são 
eliminados, por ia oral ou respiratória. O principal gás que compõe a eructação é o metano, 
considerado problemático para o aquecimento global. 
Esse processo envolve 5 etapas principais: 
1)Fase de separação: ocorre a formação de bolhas gasosas por meio da fermentação do 
alimento, então ele se separa da ingesta e coalesce com o gás livre do saco dorsal; 
2)Fase deslocamento: o rúmen se contrai, deslocando o gás livre para cima e para baixo 
em direção a cárdia 
3)Fase de transferência a cárdia se abre e permite a passagem para o esôfago 
4)Fase esofágica o gás é empurrado do esôfago para faringe, por uma contração 
retrógrada da musculatura esofágica; 
5)Fase faríngea-pulmonar o gás passa para o pulmão por meio da abertura do esfíncter 
nasofaríngeo, e então é exalado ou absorvido. 
 
Timpanismo: fenômeno que decorre de falha do processo de eructação, podendo ser 
dividido em primário e secundário. 
Primário: decorre de falha na primeira fase da eructação, na qual as bolhas de gás não se 
coalescem, ficando retidas numa espécie de espuma da ingesta. Isso decorre de aumento 
da tensão superficial, e da maior estabilidade das bolhas gasosas formadas. 
Pode ser consequência de dieta rica em leguminosas(alfafa, trevo doce, trevo-subterrâneo) 
e fatores tenso ativos, ou devido ao aumento da viscosidade do líquido ruminal devido a 
dieta pobre em fibras e rica em concentrado, principalmente os de granulação fina. 
Esse tipo de timpanismo costuma se apresentar de forma aguda, mas pode ser crônico 
Secundário: decorre em falha da 2, 3 e 4 fases da eructação(5 é improvável). 
2> atonia ruminal,lesão vagal induzida por pleurite necrótica, reticulopericardite traumática 
ou leucose; 
3 > obstrução física ou funcional da cárdia(fibroma, papiloma, corpos estranhos); 
4 > obstrução esofágica 
Geralmente está associado a quadros crônicos, entretanto pode ser agudo; 
 
Em ambos os tipos, a morte por timpanismo vai ser por anoxia, devido a compressão do 
diafragma; 
O conteúdo ruminal é espumoso no timpanismo primário e tem três fases distintas (sólida, 
líquida com partículas em suspensão e gasosa) no timpanismo secundário; 
p.189 
 
4. Descreva as prováveis causas e consequências fisiopatológicas do vólvulo gástrico 
em cães e faça um paralelo com o deslocamento de abomaso em ruminantes. 
Vólvulo gástrico ou torção em cães: está relacionado ao processo de distensão do 
estômago, que acaba levando a frouxidão e a ruptura do ligamento gastro-hepático, ou a 
refeições volumosas em grandes intervalos de tempo, seguida de agitamento, somadas a 
predisposição genética. 
Nesse processo, o estômago gira ao redor do esôfago em sentido horário; 
A curvatura maior do estômago move-se ventrocaudalmente no sentido horário, 
pressionando o piloro, duodeno cranialmente para direita em torno do esôfago, fazendo que 
fiquem a esquerda do plano medial. O baço segue o ligamento gastroesplênico e fica a 
direita do plano medial, entre o diafragma, o estômago e fígado. 
Na torção de 270 e 360, o esôfago está completamente obstruído, sendo necessário 
atendimento imediato; 
A compressão da circulação sanguínea, leva a um menor débito cardíaco e suprimento 
sanguíneo insuficiente, ocasionando em quadros necróticos e de hipóxia 
 
Deslocamento do abomaso em ruminantes: mais frequente em vacas leiteiras e no final 
da gestação > associado a acetonemia, hipocalcemia, metrite e retenção de placenta; 
Os pré-requisitos são: atonia e aumento da produção de gás(similar ao cão). O afluxo de 
ácidos graxos voláteis do rúmen para o abomaso e hipocalcemia são desencadeantes da 
hipomotilidade; 
O deslocamento pode ser esquerdo ou direito. O esquerdo é menos grave, podendo ser 
corrigido durante a necrópsia, nesta configuração o abomaso se desloca sobre a cavidade 
abdominal até se alojar na fossa paralombar esquerda, sob o rúmen 
O direito é considerado mais grave, no qual o abomaso se curva na curvatura menor, 
envolvendo o omaso, morte ocorre em poucas horas; 
O omaso e o abomaso encontram- se torcidos no sentido anti horário, sobre a curvatura 
menor de ambos, normalmente em ângulo de 360°, com o duodeno fazendo uma laçada que 
envolve os dois órgãos. As serosas tanto do omaso quanto do abomaso estão intensamente 
congestas e edemaciadas 
 
5. Um felino de 3 anos de idade, fêmea não castrada, de pelagem clara e pele 
despigmentada, apresentava lesões ulcerativas e deformantes no focinho e nas 
pontas das orelhas. O animal em questão tem bastante contato com o ambiente 
externo, com outros animais e a luz solar. O veterinário responsável que atendeu o 
caso, está na dúvida se solicita o exame citológico ou histopatológico. Com base no 
enunciado, responda: 
a) Qual a provável suspeita diagnóstica do veterinário para o felino em questão? 
Carcinoma de células escamosas 
b) Neste caso, por que pode ter havido a dúvida quanto ao tipo de exame a ser 
solicitado? Há diferenças quanto ao diagnóstico? 
O exame mais adequado a ser solicitado é a biópsia, que vai confirmar ou rejeitar a 
presença de células neoplásicas. 
c) Quais os seus prováveis diagnósticos diferenciais. Justifique sua resposta! 
cryptococcus, dermatite solar 
Deve ser diferenciada de doenças fúngicas por meio do exame e de doenças como 
dermatite solar, pioderma, psoríase e queratose. 
p. 689 
 
6. Plantas tóxicas são causas de diversas patologias na Medicina Veterinária e 
promovem importantes perdas na produção de rebanhos. 
Em relação a isto, pergunta-se: 
a) Quais são as principais patologias encontradas nos animais que ingerem Crotalaria retusa 
e/ou Conium maculatum e/ou Mimosa tenuiflora (jurema preta). Quais as suas 
consequências e as principais espécies animais acometidas por estas patologias? 
Encefalopatia hepática 
Patologia que decorre de defeitos na função do fígado em exercer sua função, em 
decorrência de lesões; 
Em bovinos os principais sintomas são: comportamento agressivo, decúbito lateral, 
prostração, ataxia, paralisia progressiva, depressão, etc. 
Essa sintomatologia está ligada à: toxicidade da amônia, mercaptanos, ácidos graxos de 
cadeialivre, acúmulo de neurotransmissores inibitórios; 
Pneumonia intersticial(ruminantes) 
L- triptofano oriundo da pastagem 
em 3- metil indol, que é metabolizado por células pulmonares, resultando em pneumo 
toxicidade. Os pneumócitos tipo I e as células endoteliais são as mais suscetíveis à lesão, 
ocorrendo pneumonia intersticial. 
- Equinos, suínos, ruminantes. 
Palatosquise 
Pode ser denominada de fenda palatina e ocorre quando a fusão do primeiro e/ou do 
segundo palato falham, ocorrendo comunicação entre a mucosa oral e nasal; 
As possíveis consequências são: a transferência de microrganismos, bem como alimentos e 
líquidos, levando a lesões pulmonares e quadros inflamatórios 
Queilosquise 
Causa abertura dos lábios superiores, não trazendo alterações funcionais relevantes e 
possuindo um caráter mais estético; 
Hepatotoxicidade 
Fotossensibilização 
b) Diferencie as principais patologias encontradas nos animais que se alimentam de 
Hypericum perforatum (erva de S. João) e/ou Fagopyrum sagittatum (trigo sarraceno) de 
ingestão por Lantana camara, ou braquiária contaminadas por fungos (Pithomyces 
chartarum) e quais as espécies animais mais acometidas nesta patologia? Justifique sua 
resposta. 
Hypericum perforatum e Fagopyrum sagittatum: podem causar fotossensibilização primária, 
no qual pigmentos presentes na composição da planta são diretamente absorvidos pelo trato 
gastrointestinal e se distribuem na pele. 
Lantana camara e braquiária: derivados da metabolização dessa planta levam a 
fotossensibilização secundária, que decorre da ingestão de substâncias tóxicas que levam a 
lesão hepática e a consequente fotossensibilização. 
 
7. Cite as principais dermatopatias causadas por fungos, parasitos e disfunções 
endócrinas nas diferentes espécies animais, e descreva suas possíveis manifestações 
clínicas e consequências de pelo menos três de causas fúngicas, três causadas por 
parasitos e outras três causadas por disfunções endócrinas. 
Dermatite por malassezia 
Fatores predisponentes podem levar a proliferação desses organismos, tais como umidade 
e imunossupressão; 
Geralmente, elas vão induzir a produção de secreção sebácea, bem característico da 
dermatite seborréica > prurido, eritema, exudato gorduroso e de odor fétido; 
Enzimas proteolíticas levam a lesões na mucosa auditiva, bem como a proliferação de cera 
e sua combinação com outros microrganismos levam a processos inflamatórios > otite 
externa canina > pode se apresentar na forma de hematoma e aumentada de volume; 
Pitiose 
Acomete principalmente equinos, e também cães e vacas; 
Apresenta caráter granulomatoso; 
Ocorre de preferência em animais jovens, de grande porte, e se manifestam como lesões 
nodulares e ulceradas, que tem trajeto drenante para os membros, região períneo e tronco; 
Inicia-se com uma lesão edematosa, que cresce e evolui para massa ulcerada de caráter 
granulomatoso, que produz secreção hemorrágica ou piossanguinolenta. 
Em alguns casos pode alcançar a via sistêmica, por via tissular e linfática, acometendo o 
sistema respiratório e digestório 
Esporotricose 
> cavalo, cão, gato, muares, golfinhos, camelo, suíno, bovino 
Lesões ulceradas, de contorno bem definido, com restos necróticos e localizadas 
> forma cutânea, linfocutânea e disseminada 
Criptococose 
Acomete principalmente felinos, cuja principal forma de contágio é através da inalação, 
acometendo primariamente o sistema respiratório 
As manifestações cutâneas se mostram principalmente na região de focinho,boca, face, 
região prepucial, sacral, inguinal e etc; 
As lesões são nodulares ulceradas podendo gerar secreção purulenta; 
 
Sarna 
Leishmaniose 
Habronemose cutânea 
Miíase 
Infestação por carrapato 
 
Dermatite atópica 
Urticária e angioedema 
Dermatite alimentar 
Hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo 
Lúpus eritematoso 
 
8. Em relação as patologias do Sistema Respiratório Superior e Inferior, responda: 
a) Quais são as principais causas de hemorragia na cavidade nasal dos animais 
domésticos? 
Chamada também de Epistaxe, a hemorragia nasal tem diferentes causas e nem todas tem 
origem na cavidade nasal. Em Cães e gatos, a principal causa são os traumas. Nos Bovinos 
ocorrem com maior frequência devido a trombose da veia cava caudal, já em Equídeos e 
Equinos, os exercício intensos e a consequente hemorragia pulmonar (hemoptise) são as 
causas mais comuns. 
b) Defina e diferencie rinite de sinusite e de Garrotilho. Descreva suas principais 
causas, agentes etiológicos, se houver, e possíveis consequências. 
A rinite é o processo inflamatório da mucosa nasal cujo a causa está relacionada a infecções 
virais e infecções bacterianas secundárias de microorganismos oportunistas presentes na 
própria microbiota do indivíduo, aumentando a produção de muco e causando irritação na 
mucosa. 
 
A sinusite é a inflamação dos seios paranasais, sendo comumente causada pela evolução 
da rinite, devido a migração dos patógenos para os seios da face. Em casos mais graves, 
pode gerar deformidades na face do indivíduo e levar a complicações sérias. 
 
O Garrotilho, que ao contrário das anteriores, se trata de uma doença contagiosa aguda que 
ocorre em equinos e é causada pelo Streptococcus equi e que acomete todo o trato 
respiratório superior do animal e os linfonodos regionais. 
 
c) Diferencie detalhadamente broncopneumonias supurativa de fibrinosa e descreva as 
principais diferenças entre as pneumonias intersticial, embólica e granulomatosa. Cite seus 
principais agentes etiológicos envolvidos em cada uma destas condições patológicas e suas 
respectivas evoluções possíveis de ocorrerem. 
 
Na broncopneumonia supurativa, assim como na broncopneumonia fibrinosa podem ser 
causadas por microorganismos patogênicos como Pasteurella, Corynebacterium, 
Salmonela, Klesbiella sp e Streptococcus sp que atingem a junção bronquiolo-alveolar 
devido causas primárias que reduzem as defesas do organismo de diferentes espécies 
animais. Formam-se áreas de consolidação pulmonar, sendo que não primeira, ao corte, a 
superfície tecidual é úmida e apresenta exsudato purulento, assim como as vias 
respiratórias. Na segunda, a superfície é ressecada, com acúmulo de fibrina. 
 
A pneumonia intersticial se inicia nos septos alveolares, sem envolvimento das vias áreas. 
Além disso a via de infecção é normalmente hematógena, ou seja, via circulação sanguínea, 
ocorrendo raramente por via broncogênica pela inalação de gases pneumotóxicos. Os 
agentes causadores podem ser infecciosos, como o vírus da cinomose, vírus da peritonite 
felina, salmonelose septicemica, toxoplasmose e larvas de Ascaris sp. 
 
A pneumonia trombo-embólica ocorre devido a fixação de embolos sépticos decorrentes de 
infecções em outros sistemas orgânicos, normalmente relacionados a endocardites 
valvulares e linfadenites. 
 
A pneumonia granulomatosa em sua forma mais comum é a tuberculose pulmonar. 
Normalmente a via de infecção é broncogênica e é causada pelas bactérias do gênero 
Mycobacterium ou mais raramente pelo Aspergillus sp e Histoplasma capsulatum, sendo 
bastante comum em bovinos. Ao exame necroscópico, os pulmões e linfonodos mediastinais 
apresentam nódulos de tamanhos diferentes, com cápsula fibrosa e material necrótico 
amarelado e de aspecto caseoso em seu interior, podendo haver calcificações em casos 
crônicos. 
 
 
9. Excetuando a raiva, cite as principais causas de encefalites por vírus e por 
protozoários nas diferentes espécies animais e descreva suas possíveis 
manifestações clínicas e consequências de pelo menos três doenças causadas por 
vírus e outras três causadas por protozoários. 
 
Cinomose: Causada pelo vírus do gênero Morbillivirus, tem afinidade por tecido linfóide e 
epitelial. Acomete diferentes espécies, como cães, felídeos silvestres, pandas e até 
golfinhos. Suas complicações podem afetar diferentes sistemas, mas no SNC, pode se 
apresentar de 4 formas: 1- A encefalopatia dos animais jovens, que ocorre em animais de 
até 2 anos de idade e tem como exemplosde sinais clínicos a depressão, mudança 
comportamental, ataxia e mioclonias. 
2- Encefalite dos animais adultos: processo crônico que atingem animais de 4 a 8 anos e 
que tem como sinais clínicos o coordenação, tetraplegia, epilepsia e inconsciência. 
3- Encefalite dos cães velhos: Acontece após 6 anos de vida. Sinais clínicos são, depressão, 
ataxia, mioclonias e convulsões. 
4- Encefalite pós vacinal: Ocorre após vacinação com vacinas mal atenuadas. Os animais 
podem apresentar agressividade, ataxia e paresia progressiva. 
 
Herpesvírus: existem diversas espécies de herpesvírus que causam encefalite em cães, 
equinos, bovinos e primatas não humanos. A Encefalite Bovina/Herpesvírus Bovino tipo 5 
(BHV-5) em geral, há morte dos animais causa sinais clínicos sobretudo em bezerros, 
havendo tremor muscular, andar em círculos, ranger de dentes e ataxia, seguidos de 
decúbito lateral, convulsões, pedalagem e opistótono causa infecções de baixa morbidade e 
alta mortalidade, caracterizadas por meningoencefalites em bovinos jovens, usualmente até 
8 meses de idade 
 
Artrite encefalite caprina viral: doença infecciosa e contagiosa, causada por um Lentivírus. 
Possui duas formas distintas: a encefálica, mais rara, e a artrítica, mais comum. A encefalite 
é mais evidente nos animais jovens, entre 2 e 6 meses de idade. Os cabritos apresentam 
leucoencefalomielite, causando ataxia, claudicação, presença ou não de hipertermia e 
dificuldade de locomoção nos membros traseiros, progredindo para paralisia total. Os 
animais mais velhos raramente desenvolvem encefalite. 
 
Toxoplasmose: causada pelo Toxoplasma gondii, possui como únicos hospedeiros 
definitivos os felídeos, visto que o ciclo êntero-epitelial só ocorre nessas espécies. O gato 
doméstico possui papel essencial na disseminação. Pode ser adquirido por carne crua/mal 
cozida, ingestão de oocistos nas fezes do gato e por via transplacentária. Frequentemente 
não causa sinais clínicos, dependendo da imunidade do animal. A toxoplasmose sintomática 
é mais prevalente em gatos do que em cães, podendo causar alterações degenerativas no 
sistema nervoso central e encefalite. 
 
Babesiose: Causada pela Babesia spp., pode afetar diferentes espécies, como o cão e o 
bovino. Em alguns casos, pode haver o aparecimento de sintomas neurológicos, com 
extrema apatia ou agressividade, paralisia, desequilíbrio e ataxia e coma, com a temperatura 
caindo a níveis subnormais pouco antes da morte. 
 
Tripanossomíase: Os tripanossomas de maior importância econômica e médica encontrados 
na América do Sul são: Trypanosoma vivax, Trypanosoma evansi e Trypanosoma cruzi. A 
doença pode afetar equinos, bovinos, caninos, suínos, já tendo sido registrada em camelos 
e elefantes. Num estágio final da doença são descritos sinais clínicos de distúrbios 
neurológicos caracterizados por paresia gradual dos membros pélvicos, resultando em 
andar cambaleante, incoordenação e relutância em se mover, andar em círculos, ataxia, 
cegueira, hiperexcitabilidade, quedas, embotamento, déficits proprioceptivos e desvio da 
cabeça.