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PARASITOLOGIA- TVC 1 Trichomonas vaginalis- Tricomonial - Trichomonas vaginalis, protozoário parasita; - Infecta o trato urogenital humano; - Doença (tricomoníase) sexualmente transmissível, não viral, mais difundida no mundo (devido a facilidade de contaminação); - Parasito pode causar vulvovaginite e doença inflamatória pélvica; - Na secreção vaginal pode viver até 5 dias; - Pode sobreviver por mais de uma semana sob o prepúcio (pele que cobre a cabeça do pênis) do homem; - Humanos são os únicos hospedeiros naturais; - Transmissão não sexual pode ocorrer em meninas, mulheres virgens e recém- nascidos por propagação e transferência do parasito pela água de banho em instalações sanitárias (duchas higiênicas, pias, banheiras) e em objetos de higiene intima; - Em gestantes com infecção assintomática não tratada, pode ocorrer transmissão do parasito ao recém- nascido (particularmente do sexo feminino) pelo rompimento da bolsa amniótica, seja precocemente ou durante a passagem pelo canal do parto Aspectos biológicos: - Protozoário primitivo, sem mitocôndria; - Piriforme e flagelado (3 ou 4 flagelos anteriores); - Corpo parabasal; - Desenvolve-se bem em ambientes com baixa tensão de oxigênio, Ph entre 5 e 7,5, temperatura entre 20°C e 40°C; - Para sobreviver o parasito tem que alterar o pH vaginal, causando uma agressão do organismo para pessoa; - Em mulheres saudáveis o pH vaginal é entre 3,8 e 4,4 tornando o ambiente hostil ao parasito; - No homem, os trofozoítos podem ser encontrados na uretra, no epidídimo e na próstata; - Aderem às células epiteliais e causam lesão celular seguida de inflamação. Mecanismos de lesão epitelial: T. vaginalis ultrapassa diversas barreiras para colonizar o epitélio urogenital. O baixo pH controla a flora vaginal saldável. Além disso, os lactobacilos produzem grande quantidade de H2O2, fator adicional de proteção da mucosa vaginal contra a colonização por patógenos Reprodução: Ele se divide por reprodução longitudinal Transmissão: Ocorre através de água, roupas intimas compartilhadas, banheiro, instrumentos ginecológicos contaminados, além do contato sexual. MUITO FÁCIL CONTAMINAÇÃO. Aspecto clinico: - Raramente encontrada no trato urinário superior e tubas uterinas; - As paciente apresentam sinais e sintomas típicos de inflamação vaginal e cervical, como prurido com odor fétido e ardor, além da leucorreia (corrimento vaginal espesso e de cor branca ou amarelada). Em mulheres não tratadas, a leucorreia persiste por vários meses, promovendo a irritação da vulva, com edema, eritema e, eventualmente, escoriação. FIGURA 12.5 Sequência de eventos associados à lesão da mucosa vaginal por Trichomonas vaginalis. Ocorre inicialmente a adesão à camada de mucina que recobre as células epiteliais, facilitada por proteínas de adesão. As mucinases degradam a camada de mucina do epitélio. A seguir, ocorre a degradação de substratos da matriz extracelular, por ação de cisteíno-proteases, com subsequente interação com as células epiteliais subjacentes. Esse processo leva ao rompimento da junção entre as células epiteliais, agravando a lesão epitelial. Estima-se que as pacientes com Tricomoniase apresentem risco de adquirir infecção pelo vírus HIV seis vezes maior que mulheres não infectadas. A ruptura do revestimento epitelial facilita a penetração do vírus em camadas celulares subjacentes e o acesso à corrente sanguínea. - Dispareumia (dor nas relações sexuais); - Homem (portador e disseminador da doença) pouca dor e e corrimento, coceira na hora de urinar). Diagnóstico laboratorial e tratamento: - Exame microscópico direto de uma amostra da secreção vaginal fresca; - As infecções são tratadas com derivados 5- nitroimidazólicos, como metronidazol e tinidazol. Pode-se empregar dose única por via oral de 2g de metronidazol (taxa de cura de 82 a 97%), ou tratamento clássico de 500mg de metronidazol, 2 vezes/ dia, por 1 semana (taxa de cura, 85 a 90%) Prevenção e controle: A prevenção é feita essencialmente com a estratégia utilizada para as demais DSTs, com ênfase em hábitos de higiene pessoal e uso de preservativos. O diagnóstico e o tratamento precoce das infecções, sintomáticas ou não, são medidas fundamentais para reduzir a fonte de infecção em gestante e não gestantes Giardia intestinalis- Giardiase - Giardia intestinalis ou duodenalis; - Pode ser assintomática em alguns casos; - Giardiase aguda se desenvolve após um período de incubação do parasita, que pode ser de 1 a 14 dias; - A maior prevalência de giardíase no Brasil é demostrada em crianças entre zero e 6 anos. A giardíase grave nas crianças pode atrasar o crescimento e desenvolvimento físico e mental e causar desnutrição - O habitat desse flagelado é no intestino delgado, principalmente o duodeno e as principais porções do jejuno; - Infecção humana ocorre pela ingestão de cistos eliminados nas fezes, são necessários de 10 a 100 cistos para que ocorra a infecção. O protozoário desencista-se na luz do intestino delgado; - A contaminação ocorre com a ingestão de água contaminada com os cistos. Formas parasitarias: - Apresenta duas formas: trofozoíto e cisto; - o trofozoito apresenta forma piriforme, 2 núcleos, 4 pares de flagelos, axonema e um disco de sucção responsável pela aderência do parasita à parede intestinal; - Dividem-se de modo assexuado, por fissão binaria longitudinal; - O cisto (forma de resistência do protozoário) tem forma oval, possui paredes espessas e resistentes; ainda apresenta quatro núcleos na forma madura e dois núcleos na imatura; - Cisto: resistência, disseminação e contaminação; - As estruturas internas dos cistos são as mesmas dos trofozoitos, só que duplicadas. Trofozoítos de Giardia duodenalis. A. Representação esquemática do trofozoíto de G. duodenalis. Observa-se o formato piriforme. O trofozoíto apresenta dois núcleos, quatro pares de flagelos e corpos parabasais em forma de vírgula. B e C. Trofozoítos de G. duodenalis em amostras de fezes corados com hematoxilina férrica. Representação esquemática dos trofozoítos (A) e cistos (B) Ciclo vital de Giardia duodenalis. Observa-se que os trofozoítos eventualmente eliminados nas fezes diarreicas não são infectantes. - Fezes é a forma de disseminação da doença Mecanismos de lesão intestinal causada: Em seres humanos, a infecção por Giardia pode ser assintomática ou produzir até síndromes graves de má absorção. Os fatores que possivelmente contribuem para esta variabilidade de expressão clínica incluem a virulência das cepas de Giardia, o número de cistos ingeridos e a idade e o estado imunitário do hospedeiro no momento da infecção. Os trofozoítos não invadem as células intestinais do hospedeiro, revestidas por muco, no entanto, aderem ao epitélio com auxílio do disco adesivo presente em sua superfície central, bem como de proteínas com ação de lectina. Os parasitos aderidos à mucosa intestinal podem construir uma barreira mecânica para a absorção de nutrientes e vai ter restos de comidas nas fezes. Vitaminas lipossolúveis não são absorvidas: A, D, E e K. Aspectos clínicos; - Infecção assintomática ocorre tanto em adultos como em crianças; - doença diarreica, com duração entre 2 a 4 semanas; Sintomas: náuseas, vomito, diarreia, dor abdominal e inchaço. A diarreia é considerada como o principal sintoma, com aspecto aquoso e mau cheiro. Podem ser gordurosas e com tendência a flutuar. - Na Giardiase crônica, os sintomas são recorrentes e podem ocorrer má absorção e enfraquecimento físico, com perda de peso; - Outros sintomas menos comuns incluem coceira na pele, urticaria e inchaço dos olhos e articulações; Na fase inicial da doença, a diarreia é frequentementeexplosiva, mas progressivamente as evacuações se tornam mais intermitentes. Embora a infecção seja autolimitada na maioria dos indivíduos imunocompetentes, cerca de 30 a 50% deles apresentam diarreia crônica (duração superior a 2 semanas). Em 25% dos pacientes não imunes, os sintomas podem persistir por 7 semanas ou mais. Nesses casos, a perda de peso pode ser pronunciada em função das dificuldades de absorção de diversos nutrientes. Diagnostico: A giardíase é diagnosticada pela identificação de cistos ou trofozoítos nas fezes, por meio do exame direto. Os cistos são normalmente vistos em preparações a fresco, enquanto os trofozoítos são vistos em preparações permanentes coradas. - Os compostos nitroimidazólicos, como metronidazol, tinidazol, são os principais agentes atualmente empregados no tratamento. Geralmente: • Tinidazol, secnidazol, ornidazol, nimorazol: 2 g, dose única, em adultos; 50 mg/kg, também dose única, em crianças •Metronidazol: 250 mg, 3 vezes/dia, durante 5 a 10 dias, em adultos; 5 mg/kg/dia, 3 vezes/dia, por 5 a 10 dias, em crianças. Prevenção e controle: - Tratar indivíduos infectados; - Higiene da água (importante veículo para transmissão); - higienização de alimentos (contaminados através de insetos que atuam como vetores mecânicos para transporte dos citos); - Saneamento ambiental e o acesso à água tratada reduzem substancialmente o risco de giardíase em populações expostas; - Metronidazol. Ameba histolyca- Amebiase A Entamoeba histolyca é a única ameba patogênica, responsável por causar a amebíase. Transmissão: A infecção ocorre pela ingestão de cistos, que podem estar presentes nos alimentos, água ou mãos contaminadas com fezes. A exposição a cistos infecciosos e/ou trofozoítos (forma nova do protozoário) na matéria fecal durante o contato sexual também pode ocorrer. - Sintomas variam: dependem do local e da intensidade das lesões; período inicial (1°semana: cãibras, desconforto, perda de apetite e mal- estar); - Cerca de 90% dos indivíduos infectados são assintomáticos; - Amebiase aguda: disenteria grave e complicações associadas: flatulência, tenesmo, sensibilidade abdominal e desidratação. - CISTO é a forma de transmissão (é levado à boca através de mãos, agua e alimentos contaminados), resistência e disseminação do protozoário; Características dos cistos: - Possui 4 núcleos; Quando ele passa pelo intestino o cisto rompe a membrana e vai gerar 4 amebas Infecção por amebas de vida livre: - Agente causador: E. histolytica; - Principal característica é a alteração das ações habituais do intestino, causando intensa diarreia e que pode vir acompanhada de sangue; - Qualquer pessoa e de qualquer idade pode adquirir essa doença; - Principais sintomas: febre, calafrio, diarreia, cólicas intestinais, dor para evacuar, sangue e/ou muco nas fezes... CICLO BIOLÓGICO: 1- Ingestão de cistos do parasita por meio de alimentos ou água contaminada; 2- Cisto maduro; 3- Desenvolvimento do cisto dentro do intestino (se alimentam e crescem na luz intestinal); 4- Geração de trofozoitos (estagio adulto do protozoário) que migram para o intestino grosso; 5- Reprodução dos trofozoitos por fissão binaria (reprodução assexuada dos organismos unicelulares); 6- Os trofozoitos atravessam a parede do intestino grosso invadindo a mucosa intestinal; 7- Na corrente sanguínea atacam outros órgãos como o fígados, pulmões e o cérebro; 8- Enquistamento (conversão em cisto); 9- Cisto imaturo; 10- Cisto com quatro núcleos; 11- Os cistos saem do hospedeiro através das fezes. Ameba histolytica: - Parasito causador da amebíase; - O indivíduo se contamina levando à boca o cisto através da mão, água e alimentos; Habitat: encontrada no intestino grosso - O indivíduo só adquire a doença se ingerir o cisto com 4 núcleos; - Trofozoito é a forma jovem; ~Trofozoíto invasor ocupa a submucosa do intestino grosso, enquanto trofozoíto não invasor tem seu habitat na superfície da mucosa do intestino grosso. O trofozoito quando invade a mucosa causa lesões e pode cair na corrente sanguínea e ir para qualquer lugar do corpo, os locais de preferência são: pulmão, cérebro e fígado. Esses órgãos não são seu habitat natural, então eles vão começar um processo predatório, o organismo vai tentar combater com um processo inflamatório e causar um abscesso (região inflamada e com pus no interior). Patogenia: - Lesão do intestino (inicialmente); - Sangramento (secundário); Diagnostico: é feito em amostras de fezes, por meio de microscopia Tratamento: uso de medicamentos que combatem o protozoário. Além disso recomenda-se que a alimentação seja rica em nutrientes e ingestão de bastante liquido, por conta da desidratação causada pela diarreia. Prevenção: melhores condições de higiene e saneamento básico (tratamento de água e esgoto). Portanto é recomendado lavar bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro e também higienizar os alimentos antes de consumi-los. O uso de preservativos nas relações sexuais oral-anal também é uma forma de se prevenir da amebíase. Complicações: anemia, ruptura do intestino e desidratação. Leishmania sp.- Leishmaniose tegumentar americana e visceral - As leishmanioses constituem um grupo de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania. Mais de 20 espécies nesse gênero foram descritas como agentes etiológicos de doenças humanas; - As diferentes formas clinicas podem ser agrupadas em leishmaniose tegumentar (cutânea) e visceral (É FATAL); - Acomete animais (zoonose) e o homem; - OMS: doença tropical negligenciada (1 das 6 doenças é muito fatal); - Maior parte dos casos da doença é no norte do país; - Apenas as leishmanias do complexo L. donovani são consideradas viscerotropicas (levam a leishmaina visceral); Leishmaniose tegumentar americana: - Manifestação mais rural; - Leishmaniose tegumentar é a manifestação clinica mais comum, não é fatal; Aspectos biológicos: - Os hospedeiros das espécies de Leishmania são diversos vertebrados mamíferos silvestres ou domésticos. Os animais mais frequentemente infectados são os roedores e os canídeos, principais reservatórios do parasito; - A maioria das infecções em animais silvestres é assintomática; Os protozoários do gênero Leishmania, que hoje é dividido em quatro subgêneros, pertencem, junto com Trypanosoma. A principal espécie causadora de leishmaniose tegumentar no Brasil, tanto em número de casos como em distribuição geográfica, é Leishmania (Viannia) braziliensis. Outras espécies que também ocorrem, especialmente na região amazônica do Brasil, são Leishmania (Leishmania) amazonensis e L. (V.) guyanensis junto com menor número de casos de infecção por L. (V.) shawi, L. (V.) naiffi, L. (V.) lainsoni e L. (V.) lindenbergi. A leishmaniose visceral, por outro lado, é causada no Brasil pela espécie L. (L.) infantum chagasi. O ciclo de vida dos protozoários do gênero Leishmania é heteróxeno, envolvendo um hospedeiro mamífero e um inseto. As Leishmainias são transmitidas entre os hospedeiros mamífero pela picada do flebotomíneo fêmea. 1. A leishmaniose é transmitida pela picada de flebotomíneas infectadas. Ao se alimentarem de sangue, as flebotomíneas injetam promastigotas metacíclicos (o estágio infeccioso) de sua probóscide. 2. Os promastigotas são fagocitados pelos macrófagos e outras células mononucleares fagocíticas. 3. Nessas células, os promastigotas se transformam em amastigotas (o estágio tecidual). 4. Os amastigotas se multiplicam por divisão simples e infectam outras células fagocíticas mononucleares. 5. - 6. Ao se alimentarem do sangue de um hospedeiro infectado, as flebotomíneas são infectadas pela ingestão de macrófagos infectadospor amastigotas. 7. No intestino médio das flebotomíneas, os amastigotas se transformam em promastigotas. 8. Aí, se multiplicam, se desenvolvem e migram para a probóscide A infecção do flebotomíneo fêmea ocorre mediante a ingestão de sangue contaminado com células infectadas de um hospedeiro mamífero. Os parasitos ingeridos junto com o sangue diferenciam-se rapidamente em formas promastigotas chamadas de procíclicas, que sobrevivem no meio extracelular e passam a multiplicar-se por divisão binária. À medida que os nutrientes no tubo digestivo do inseto escasseiam, ocorre uma diferenciação dos promastigotas procíclicos em promastigotas metacíclicos. Essa diferenciação traduz-se em mudanças morfológicas, como o aumento da extensão do flagelo e o encurtamento do corpo do parasito, bem como em alterações fisiológicas. O promastigota metacíclico é incapaz de multiplicar-se, e deve ser inoculado no mamífero para dar continuidade ao ciclo. Especialmente no caso dos mamíferos silvestres com papel de reservatório, são encontrados macrófagos infectados na derme em regiões de pele sã. Para se alimentarem, os insetos flebotomíneos perfuram várias vezes a pele no local da picada, de maneira que se forme um pequeno “lago” de sangue. Essas picadas repetidas causam lesão suficiente na derme para que o sangue ingerido contenha também parasitos liberados de macrófagos presentes na região. Os amastigotas ingeridos com o sangue, ao experimentarem a mudança de pH e de temperatura, novamente assumem a forma promastigota no intestino do inseto. Embora os principais reservatórios de L. (V.) braziliensis e L. (L.) amazonensis sejam roedores silvestres, esses parasitos também infectam animais domésticos e peridomésticos, como cães, gatos e equinos. Os reservatórios silvestres de L. (L.) infantum chagasi são principalmente raposas e roedores, enquanto os cães são considerados um importante reservatório no peridomicílio e em regiões urbanas. Aspectos clínicos: Leishmaniose tegumentar: - Localiza ou cutânea; - Não mata; - A lesão cutânea inicial ocorre no local da picada do mosquito; - forma típica da lesão: borda elevada e infiltradas, com fundo granular, indolor e não pruriginosa (“cratera de vulcão); - A progressão da doença acarreta aumento do diâmetro da ulcera; Leishmaniose visceral - Doença crônica sistêmica que, se não for tratada, pode levar a um quadro séptico e morte em 90% dos casos; - Não tem ferida aparente igual à leishmaniose cutânea; - Febre alta, porem irregular, fraqueza quadro febril acompanhado de astenia, mal- estar e perda de peso, sinais de desnutrição são bem evidentes; - Pode ser uma doença oportunista associada à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS); - Órgãos mais afetados: medula óssea, fígado e baço; - A leishmaniose visceral é mais frequente em crianças com menos de 5 anos (mais comum), com prevalência aproximadamente de 40%. Essa maior suscetibilidade em crianças é explicada pela condição de relativa imaturidade imunológica celular, que ainda é agravada pelo estado de desnutrição, muito comum em áreas endêmicas; - Pode durar meses e anos, levando a quadros graves devido à ocorrência de anemia, leucopenia e trombocitopenia, com desenvolvimento de sangramento gastrointestinal e infecções secundárias; - Em animais domésticos, principalmente nos cachorros, a leishmaniose visceral também pode ser manifestada (não tem cura). Nesse caso, a espécie é a L. infantum, que compromete principalmente as vísceras. O maior problema é que esses animais se tornam reservatórios. Por esse motivo, medidas sanitárias e preventivas são fundamentais. Dentro das ações de vigilância está a indicação de tratamento, vacina e ate eutanásia. - A principal espécie de inseto vetor que leva à leishmaniose visceral é o Lu. Longipalpis (tem caráter mais rural, lugares úmidos, escuro, onde tem muita planta). Sua reprodução está associada à matéria orgânica morta; Diagnostico: - Forma amastigota no tecido infectado - Biopsia, punção ou escarificação das lesões (cutânea); - Aspiração da medula óssea (visceral); Tratamento: Os medicamentos de primeira escolha na terapêutica são os antimonias pentavalentes, por via intravenosa ou intramuscular uma vez no dia, durante 20 a 30 dias Vetores: - No Brasil os flebotomineos (recebem esse nome porque pertencem a subfamília Phlebotominae) tem nomes regionais como mosquito- palha, birigui, cangalhinha, tatuquira, asa- dura, asa- branca ou anjinho; - São encontrados em regiões tropicais, subtropicais e temperadas; - A transmissão da doença ocorre quando a fêmea do flebotomíneo se infecta ao picar um cão contaminado com o parasito, e passa a transmiti-lo a outros cães e humanos nas próximas picadas. Prevenção e controle: - Proteção individual (uso de repelentes, janelas teladas e mosquiteiros); - Tratamento dos animais infectados e em casos graves a eutanásia; - Não existe vacina para humanos contra a leishmaniose Trypanossoma cruzi- Doença de chagas - Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitida pelo inseto vetor: barbeiro; - T. cruzi é encontrado em mamíferos e insetos vetores em três tipos de ambientes diferentes que se sobrepõem: silvestre, peridoméstico e doméstico. Porem são majoritariamente silvestres; - No home e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras muscular3es, especialmente as cardíacas e digestivas; Formas que aparecem no decorrer da doença: Vertebrados: amastigota e tripoastigota Invertebrados (insetos): epimastigota e tripoastigota - Os principais estágios do parasito encontrados em diferentes porções do tubo digestório do vetor são os epimastigotas (estágios capazes de dividir-se, mas não de infectar células) e os tripomastigotas metacíclicos (estágios infectantes, mas sem capacidade de dividir- se). Porém, descrevem-se também outros estágios intermediários, de presença transitória, como o esferomastigota (estagio capaz de replicação sem flagelo aparente). No hospedeiro mamífero, predominam os amastigotas (estágios capazes de dividir-se, mas pouco infectantes para células) no interior de celulas nucleadas e os tripomastigotas (que não se reproduzem, mas são muito infectantes) na corrente sanguínea. Nesse caso, também foram observados e caracterizada formas intracelulares intermediarias que apresentam semelhanças bioquímicas e morfológicas com o epimastigotas, denominadas epimastigotas intracelulares. O T. cruzi é caracterizado pela presença de um único flagelo, uma mitocôndria grande e pelo cinetoplasto, um compartimento na mitocôndria que contém DNA. - Forma infectante: amastigota (tecidos) e triamastigota (sangue e nervo); Ciclo de vida: O ciclo de vida do T. cruzi inicia quando o barbeiro, ao se alimentar do hospedeiro vertebrado, elimina suas fezes e urina, onde podem estar presentes as formas tripomastigotas. Os parasitas tripomastigotas penetram na pele e infectam as células do hospedeiro, onde transformam- se para a forma amastigota. Quando as células estão repletas de parasitos, eles novamente mudam para a forma tripomastigotas. Por estarem com grande quantidade de parasitos, as células se rompem e os protozoários atingem a corrente sanguínea, atingindo outros órgãos. Nessa fase, se o hospedeiro vertebrado for picado pelo barbeiro, os protozoários serão transmitidos ao inseto. No intestino do barbeiro, mudam sua forma para epimastigotas, onde multiplicam-se e tornam-se novamente tripomastigotas, as formas infectantes aos vertebrados. Transmissão: A transmissão se dá pelas fezes que o “barbeiro” deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada.O T.cruzi contido nas fezes do “barbeiro” pode penetrar no organismo humano, também pela mucosa dos olhos, nariz e boca ou através de feridas ou cortes recentes existentes na pele. Podemos ter ainda, outros mecanismos de transmissão através de: transfusão de sangue, caso o doador seja portador da doença; transmissão congênita da mãe chagásica, para o filho via placenta; ingestão de carne contaminada e acidentalmente em laboratórios. Sintomas: Fase aguda: febre, mal estar, falta de apetite, edemas (inchaço) localizados na pálpebra ou em outras partes do corpo, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos. Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte. Frequentemente, nesta fase, não há qualquer manifestação da doença, podendo passar desapercebida. O indivíduo pode morrer na fase aguda Fase crônica: nessa fase muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo toda a sua vida, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores do T.cruzi. Em outros casos, a doença prossegue ativamente, passada a fase inicial, podendo comprometer muitos setores do organismo, salientando-se o coração e o aparelho digestivo. Tratamento: As drogas hoje disponíveis são eficazes apenas na fase inicial da enfermidade. Prevenção: Baseia-se principalmente em medidas de controle ao “barbeiro”, impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores. – melhorar a habitação, através de reboco e tamponamento de rachaduras e frestas; – usar telas em portas e janelas; – impedir a permanência de animais como cão, gato, macaco e outros no interior da casa; – evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa; – construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósitos, afastados das casas e mantê-los limpos; – retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas; – fazer limpeza periódica nas casas e em seus arredores; Morfologia: Durante o seu ciclo de vida, o T. cruzi pode apresentar três formas morfológicas: amastigota, epimastigota e tripomastigota. • Amastigota: apresenta forma arredondada. O núcleo e o cinetoplasto não são observados com microscópios ópticos. Não possui flagelos. Presente na fase intracelular, durante a fase crônica da doença. • Epimastigota: apresenta tamanho variável com formato alongado e núcleo semi-central. Representa a forma encontrada no tubo digestivo do barbeiro, o vetor da doença de chagas. • Tripomastigota: apresenta formato alongado e fusiforme em forma de “c” ou “s”. É a forma presente na fase extracelular, que circula no sangue, na fase aguda da doença. É a forma infectante para os vertebrados. Diagnostico: O diagnóstico é feito pela detecção de tripanossomos no sangue periférico ou em aspirado de órgãos infectados. Testes de anticorpos são sensíveis e podem ser úteis. O tratamento é com nifurtimox ou benznidazol; contudo, os antiparasitários não revertem o curso da doença cardíaca ou intestinal que se desenvolveu. Toxoplasma gongii- Toxoplasmose - toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gongii; - Hospedeiro definitivo: gato doméstico; - Hospedeiro intermediário: ser humano; - Forma congênita é particularmente grave e chega a ser fatal; - taquizoíto: presente na fase aguda da infecção (formato de arco ou banana); - braquizoíta: presente na fase crônica (pode ser reativado com a queda da imunidade); - oocisto: vai ser produzido no epitélio intestinal dos gatos. Os oocistos são eliminados nas fezes ainda não esporulados, tornando-se infectantes após a esporulação no meio-ambiente, que ocorre entre três e cinco dias de acordo com as condições ambientais. O oocisto esporulado pode permanecer viável no meio ambiente por até um ano e meio. Cadeia de transmissão: Fonte primaria de transmissão: gato; Via de eliminação: os gatos eliminam oocistos pelas fezes; Meio de transmissão: mão, água e alimentos; Via de penetração: boca; Hospedeiro susceptível: homem; Transmissão: Congênita: a mãe vai estar na fase aguda da transmissão e vai transmitir para o feto ou vai ter uma reativação do braquizoito (com a queda da imunidade). Principal problema relacionado a essa doença é a transmissão transplacentária, que pode ocorrer durante a gravidez, causando a toxoplasmose congênita no feto. Esta ocasiona risco de prematuridade ao nascimento e diversas sequelas, que podem se estender até a vida adulta, como alterações neurológicas; - Ocorre mundialmente, com estimativas altas em diversos países, sendo o Brasil uma das incidências mais altas; - Não é transmitida de uma pessoa para outra, exceto nos casos de mãe para filho (congênita) e transfusão de sangue ou transplante de órgãos; - O gato e outros felídeos são os únicos hospedeiros definitivos do T.gondii. Ou seja, nesses animais o ciclo reprodutivo do parasita se completa nas células da mucosa intestinal, e eles eliminam ovos (oocistos) nas fezes durante a fase aguda da infecção. No solo, depois de esporulados, eles se tornam infectantes. Homens e os outros animais são apenas hospedeiros intermediários do parasita que penetra pelo tubo digestivo e, através da corrente sanguínea, pode alojar- se em diferentes tecidos do corpo. Fontes de contaminação com oocistos de T. gondii: Não é contagiosa. Na grande maioria dos caos, a doença é adquirida por via oral, pela ingestão de: - Carnes; ~comer carnes bem cozidas e lavar as mãos antes do preparo e consumo para evitar contaminação cruzada; cistos com braquizoítos - Frutas e verduras; ~lavar bem os alimentos com água tratada antes de consumir; oocistos - Água; ~consumir água tratada e limpar a caixa de água com frequência; - Meio ambiente; ~mudar a caixa de areia dos gatos diariamente e evitar contato com crianças, gravidas e indivíduos iminossuprimidos devem evitar contato com caixas de areia de gatos; O ciclo de vida do T. gondii envolve o gato, outros animais e os seres humanos, que se infectam normalmente de forma acidental Na parte superior, as setas vermelhas indicam o ciclo natural da circulação do parasita entre gatos, que excretam oocistos em suas fezes, que são comidas pelos ratos e por outros animais, como porcos e ovelhas. Os cistos se formam em tecidos como músculos e encéfalo. O ciclo natural é completado quando gatos comem ratos contaminados. Os humanos são hospedeiros acidentais, pois podem ser infectados pela ingestão de carne mal passada de porco, gado entre outros contendo cistos no tecido muscular, pela ingestão de alimentos contaminados e contato com fezes de gatos contendo oocistos. No intestino delgado os cistos se rompem, e o seu conteúdo é ingerido por macrófagos, que se diferenciam em trofozoítos, que se multiplicam rapidamente em taquizoítos e infetam as células. Normalmente, o nosso sistema imune consegue nos proteger e limitar essa disseminação de taquizoítos, que entram em algumas células, desenvolvendo-se em cistos, nos quais o parasita se desenvolve lentamente, chamados bradizoítos. Esses cistos teciduais incidem mais comumente no musculo esquelético, no miocárdio, no cérebro e nos olhos. Os cistos teciduais são importantes para o diagnóstico. Portanto, o ciclo evolutivo do T. gondii apresenta três formas capazes de realizar a infecção: - taquizoítos: ocorrem na fase aguda ou na reativação da doença e são capazes de atravessar a placenta e infectar o feto; - bradizoítos: encontram-se nos tecidos dos seres humanos e de todos os animais infectados pelo protozoário; - esporozoítos: encontram-se dentro dos oocistos (formados exclusivamente no intestino dos gatos). OBS: o oocisto é a forma de resistência do parasita presente no meio ambiente, podendo ficar viável e infectante porperíodos superiores a um ano no solo ou em fontes de água doce ou salinizada. Fatores de risco para toxoplasmose: O risco de contrair a doença e desenvolver complicações aumenta nas seguintes condições clínicas: • HIV/Aids – portadores da síndrome estão mais sujeitos à infecção pelo T.gondii e à reativação do parasita, que estava latente no organismo, porque o vírus da Aids ataca as células de defesa do organismo; • Tratamento quimioterápico – a quimioterapia pode provocar alterações no sistema imunológico que deixam o organismo mais vulnerável a infecções (redução dos leucócitos, os glóbulos brancos do sangue); • Uso de drogas esteroidais com ação anti- inflamatória e e drogas imunossupressoras para evitar rejeição nos transplantes de órgãos; • Na gravidez, quando a mulher não possui anticorpos contra a doença (sorologia negativa), porque nunca esteve em contato com o parasita, ou quando está com o sistema imunológico deprimido. População de risco: grávidas, idosos e crianças. IgM alta: não pode engravidar IgG alta E IgM baixa: pode engravidar IgG = IgM : não pode engravidar IgG: fase crônica IgM: fase adulta Sintomas: depende do local acometido - geralmente assintomática em pessoas saudáveis. Isso ocorre porque geralmente o sistema imune consegue impedir o parasita de causar a doença; - quando a doença ocorre, comumente, os sintomas são leves, lembrando um estado gripal, com linfonodos sensíveis e dores musculares, podendo duras de semanas a meses para desaparecer. NO ENTANTO, O PARASITA PERMANECE NO CORPO DA PESSOA EM UM ESTADO INATIVADO PODENDO SER REATIVADO SE A PESSOA FICAR IMUNOSSUPRIMIDA; http://drauziovarella.uol.com.br/sexualidade/aids/aids/ - em indivíduos imunodeprimidos pode ter lesões cerebrais e oculares. - Sistema nervo central afetado: cefaleia, náuseas, vômitos e convulsões; - olho afetado: perda parcial ou total da visão - musculo afetado: dores musculares - na forma congênita: a pessoa pode apresntar tétrade de sabin (cabeça muito grande ou muito pequena) - a toxoplasmose congênita ocorre quando a gravida se infecta com T. gondii durante a getação ou imediatamente antes da gravidez. Quanto mais cedo na gravidez ocorre a transmissão, maior e mais grave será o dano ao feto (primeiro trimestre é provável que ocorra a morte do feto); Obs: se uma mulher for infectada antes de engravidar, o feto será protegido, porque a mãe desenvolveu imunidade. Diagnóstico: Pode ser feito através da biopsia de linfonodos, isolamento de parasita do sangue ou de outros fluidos corporais, por inoculação intraperitoneal em camundongos ou por cultura de tecidos. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética ajudam a avaliar em que medida a doença pode ter afetado o cérebro Tratamento: A maioria das pessoas saudáveis e assintomáticas, com sistema imune competente, pode dispensar o tratamento da toxoplasmose. A presença de cistos do parasita no corpo não significa que o portador esteja doente. O tratamento é indispensável para os pacientes sintomáticos, imunossuprimidos e para as gestantes, pois a forma disseminada da doença pode provocar complicações graves e levar a óbito. Fármaco: sufadiazina ou pirimetamina Prevenção da Toxoplasmose Congênita: • Não ingerir carne crua ou mal passada nem vegetais in natura; • Tratar individuo parasitado • Lavar as mãos com água e sabão; • Evitar contato com as fezes de gatos ou de outros felinos. Usar luvas quando for mexer no jardim ou em vasos com terra; • Acostumar o gato a comer somente ração. Bem alimentado provavelmente ele sairá menos à caça de roedores ou pássaros que possam estar infectados pelo T.gondii; • Não descuidar do acompanhamento pré-natal, durante a gravidez e o parto; • Conviver com gatos não aumenta necessariamente o risco de infecção, que é baixo. Vacinar o animal e mantê-lo sob os cuidados de um veterinário, assim como trocar as caixas de areia que utilizam diariamente, são medidas importantes para evitar a infecção pelo T. gondii. Plasmodium sp. – Malária - Uma das principais doenças que afeta o Brasil (principalmente na região norte do país), locais quentes, rios, lagos e lagoas; - doença parasitológica, causada pela infecção de protozoários do gênero Plasmodium; - Transmitida pela picada de um mosquito (gênero Anopheles) contaminado com o parasita do gênero Plasmodium - O que caracteriza a malária é a febre - As espécies que podem causar malária em seres humanos são: Plasmodium falciparum (febre de 36- 48h- terçã maligna); P. vivax (responsável por 90% dos casos. Febre de 48- 48h, terçã benigna), P. malariae (febre de 72- 72h, quartã), P. ovale (48-48h, não tem no Brasil). - Apesar da transmissão da malária ocorrer, principalmente, pela picada de uma fêmea do mosquito, a doença pode ser adquirida de outras formas. Transfusão de sangue, forma congênita, compartilhamento de seringas e acidentes de trabalho (pessoas que trabalham em hospitais e laboratórios); Ciclo de vida: O inseto pica o indivíduo, e ao picar ele vai inocular esporozoitas. Os parasitos são injetados diretamente na circulação e cerca de 15 a 45 min depois eles já não são encontrados no sangue. Esses esporozoítas vão penetrar o tecido, outras formas é ficar adormecido no fígado (hipnozoíta). Alguns deles que parasitam tecidos vão ficar nas células, que poderá se romper (quando ela se rompe, libera merozoítas). Muitos deles são fagocitados e destruídos pelas células de Kupffer, outros sobrevivem e invadem as hemácias e dão início ao segundo ciclo de reprodução assexuada dos plasmódios: o ciclo hemático ou ciclo eritrócito. A febre é causada pela ruptura de um grande número de glóbulos vermelhos do sangue, liberando, assim, o conteúdo de células do sangue, incluindo hemoglobina, na corrente sanguínea. A hemoglobina liberada é expelida pela urina e escurece a sua cor. Após romper a hemácia vai formar os gametas macro e micro, o inseto se contaminou, vai ocorrer o ciclo no inseto, a união dos gametas vai gerar a célula- ovo ou zigoto, pouco tempo depois ele começa a se deslocar para o revestimento epitelial da parede intestino do inseto, perfura-o e se aloja entre o epitélio e a membrana basal. Quando esta fixado ele se multiplica e se transforma em oocisto cresce consideravelmente de tamanho. Inicia-se então o processo de multiplicação esporogonica, mediante o qual produzem-se, no interior do oocisto, milhares de elementos filhos, os esporozoítas. O oocisto maduro acaba por romper-se e libertar os esporozoítas que invadem a hemolinfa do inseto. Daí, muitos migram para as glândulas salivares. Completa- se assim, o ciclo evolutivo dos plasmódios no hospedeiro invertebrado (Anopheles). Os gametocitos são encontráveis em exames de sangue, poucos dias depois de iniciado o ciclo eritrocítico, e sua longevidade alcança aproximadamente 60 dias. Fonte primaria de infecção: homem com malária- Gametócitos presentes no sangue do homem Via de eliminação: no inseto ocorre a formação dos gametas (macro e micro) e vai começar a formar ovo ou zigoto que vai se transformar em esporozoíta; Meio de transmissão: picada do inseto, onde vai inocular os esporozítas; Forma infectante penetra no organismo humano (pele e sangue) através da picada do inseto ou por transfusão de sangue Insetos transmissores: - Anopheles Darling- interior - Anopheles aquasalis- litoral - Anopheles cruzi- Sul do país Manifestações clinicas: O plasmódio, causador da malária, tem um período de incubação que pode variar de 7 a 38 dias. Um fator que determina essa variação de tempo é qual plasmódio está envolvido na infecção (P. falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. knowlesi). Orgãos que acomete- patogenia:- fígado, baço e medula óssea; - ação espoliativa; - ação irritativa - ação obstrutiva - ação tóxica Sintomas: - período de incubação 1 à 6 semanas (desde a picada até os primeiros sintomas; - assintomáticos; - anorexia, vômitos, tontura e mialgias - febre alta, geralmente maior que 38 ºC. Essa febre coincide com o momento em que as hemácias rompem-se e os merozoítos são liberados. - calafrios, tremores, sudorese intensa, dores de cabeça, dores nos músculos e diminuição da força física (acesso malárico) Na sua forma mais grave, o paciente pode apresentar icterícia (coloração amarelada na pele, mucosas e olhos), hemorragias, hipotensão e coma. A malária pode levar à morte. - hepatoesplenomegalia: aumento do fígado e baço Recaída tardia-> reativação dos sintomas Hipinozoitas: Estruturas que ficam dormentes no fígado, os quais podem se reativar meses depois, levando o paciente a apresentar recaídas da Malária, mesmo fora de área endêmica. Plasmodium Vivax 2- 4 anos: P. Malarie 40 anos: baixa parasitemia Recrudescência: volta dos sintomas 30- 40 dias após o tratamento incorreto. Diagnóstico: - saber local onde a pessoa frequenta (se é área endêmica) - clinico - laboratorial: sangue, imunológico IgG: fase crônica IgM: fase aguda Tratamento: Fármaco: nefroquina Prevenção: A malária é transmitida, principalmente, por meio da picada do mosquito, portanto, deve-se evitar o contato do ser humano com esse vetor. Algumas formas de prevenção são: -utilizar telas de proteção nas janelas e portas; - combate ao vetor e ao mosquito - utilizar repelentes; - fazer uso de roupas que protegem braços e pernas; - evitar águas paradas; Vale destacar que, até o momento, não existem vacinas contra a malária. Outro ponto que merece destaque é o fato de que uma pessoa que teve malária uma vez pode desenvolver a doença novamente.