Prévia do material em texto
Conteudista Prof.ª Dra. Ana Barbara Ap. Pederiva Revisão Textual Nilmara Tomazi Epistemologia 2 Sumário Objetivos da Unidade ............................................................................................................3 Introdução .............................................................................................................................. 4 Natureza, os Limites e os Problemas do Conhecimento Científico .......................... 5 Tipos de Conhecimento: Senso Comum, Teológico (Religioso), Filosófico e Científico .....5 A “Verdade” em Ciência: Objetividade e Subjetividade .............................................. 9 Critérios de Cientificidade ................................................................................................ 10 Espírito Científico: A Função da Curiosidade ................................................................12 Material Complementar .....................................................................................................16 Referências ............................................................................................................................17 3 Objetivos da Unidade Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento do conteúdo. Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili- zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re- comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento. • Identificar a natureza, os limites e os problemas do conhecimento científico; • Diferenciar os variados tipos de conhecimento: senso comum, filosófico, teo- lógico e científico; • Conceituar “verdade” em ciência dentro dos critérios de objetividade e subjetividade; • Compreender os critérios de cientificidade e espírito científico: a função da curiosidade dentro da metodologia científica; • Assimilar o processo de evolução e divisão das ciências; • Depreender a visão moderna da ciência sob as análises sistêmica ou holística. 4 Introdução Como a Epistemologia busca analisar a origem e o papel da Ciência e, ainda, os aspectos filosóficos quanto à origem e à natureza do conhecimento, proponho a seguinte questão para sua reflexão: Figura 1 – Interação e conhecimento Fonte: iStock/Getty Images #ParaTodosVerem: a imagem retrata seis jovens, igualmente divididos entre homens e mulheres, reunidos ao redor de um globo terrestre. O grupo parece estar interessado e envolvido na atividade, com todos os rostos voltados para o globo. Fim da descrição. VOCÊ SABE RESPONDER? O conhecimento existe somente no mundo acadêmico, nas universidades e nos centros de pesquisa? 5 Natureza, os Limites e os Problemas do Conhecimento Científico É próprio do ser humano produzir conhecimento. Este conhecimento constitui o pa- trimônio histórico-cultural da humanidade, resultante de um processo cumulativo, decorrente de toda a história da vida humana. De fato, o ser humano vem, incessantemente, construindo conhecimento, produzin- do arte, ciência e tecnologia, organizando o espaço físico e social. O domínio do conhecimento possibilita ao ser humano não apenas conhecer o mundo, mas também compreender, explicar e transformar sua própria realidade. Todavia, para que a sociedade possa caminhar e se desenvolver, é imprescindível que todos tenham acesso a esse conhecimento, cuja apropriação pode ocorrer de diversas maneiras. O conhecimento possui dois elementos básicos: um sujeito e um objeto. O sujeito é o homem, o ser racional e cognoscente; o objeto é a realidade em que ele vive. Existe uma relação estreita entre o sujeito e o objeto. O ser humano só é sujeito quando está conhecendo o objeto, e a realidade só se torna objeto quando é conhecida pelo sujeito. Glossário “Cognoscente é o homem em processo de construção do co- nhecimento” (SILVA, 1998, p. 29). Tipos de Conhecimento: Senso Comum, Teológico (Religioso), Filosófico e Científico Entre os conhecimentos que ser humano produz, na tentativa de explicar e compre- ender o mundo e dar sentido para as coisas, destacam-se: 6 Senso comum: é o modo espontâ- neo e pré-crítico de conhecer. Todo homem, no percurso de sua exis- tência, acumula conhecimentos e experiências daquilo que viveu, viu e ouviu de outras pessoas, interio- rizando as tradições da sociedade. • O senso comum; • O conhecimento teológico (religioso); • O filosófico; e • O científico. Assim, o senso comum se refere a opiniões individuais e subjetivas das pessoas sobre as coisas e os acontecimentos, como resultado de suas próprias experiências. É um conhecimento que se adquire independentemente de estudos ou pesquisas, entendido como aquele que aborda os fatos sem lhes investigar as causas, sem re- correr à fundamentação técnica, sistemática ou objetiva. Também chamado de “vulgar”, “popular” e “empírico” é o conhecimento do dia a dia, do cotidiano, da vida das pessoas [...] Faz parte da tradição de uma comunidade e resulta de simples transmissão de uma geração a outra. BARBOSA, 2006, p. 45 Tais características, entretanto, não devem fazer supor que este tipo de conheci- mento seja desprezível ou desprovido de significação. O senso comum: [...] é a primeira compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências atuais que continuam sendo efetu- adas. Pelo senso comum, fazemos julgamentos, estabelecemos projetos de vida, adquirimos convicções e confiança para agir. ARANHA; MARTINS, 1992, p. 56 Apesar de o senso comum não poder ser desprezado, pois é a partir dele que o indivíduo acumula conhecimento e experiências de vida, ele é muito subjetivo e pes- soal. Uma opinião pessoal não pode ser considerada verdade, a menos que seja demonstrada cientificamente. 7 Já os conhecimentos teológico (religioso) e filosófico são “inexperimentáveis”, pois dependem do exercício do pensamento e são advindos da necessidade de transcen- dência que o ser humano possui. É um exercício de pensar os acontecimentos além de suas aparências. É a crença em divindades, forças superiores, manifestações divinas. Esse tipo de conhecimento não admite questionamentos, não se baseia na ra- zão, e sim na Fé. A “verdade” surge da revelação. Conhecimento teológico (religioso) Busca respostas na reflexão das pessoas sobre si mesmas e sobre a realida- de. Os temas de reflexão filosóficos mudam na medida em que o contexto histórico se transforma. Conhecimento filosófico Quanto ao objeto de conhecimento da filosofia, pode-se indicá-lo como sendo “o tudo”. Procura-se conhecer o ser e o não ser, o bem e o mal, o mundo dos seres, dos homens. As proposições filosóficas são situadas em um contexto cultural que con- sidera o homem inserido na história. A filosofia é, pois, uma reflexão crítica também da sociedade, da política, do direito e da educação, e é o seu fundamento (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 35). De acordo com o material teórico, o conhecimento possui dois elementos básicos, quais são eles? a. Um sujeito e um objeto. b. Um sujeito e um núcleo. c. Um objeto e um núcleo. d. Um sujeito e um problema. e. Um objeto e um problema. 8 Pode-se pensar filosoficamente a Ciência, a Arte, a Religião, o ser humano e assim por diante. Quando assim se procede, procura-se conhecer as causas primeiras dos fenômenos, contrariamente ao que sucede com o conhecimento científico, que fica restrito às causas próximas, às suas particularidades. Reflita Ao mesmo tempo em que produz conhecimentos, o ser humano se interroga a respeito de sua validade: o que é a verdade? Pode-se confiar na capacidade cognitiva do ser humano? Quando os co- nhecimentos advindos dela podem ser considerados verdadeiros? Historicamente, desde os primeiros filósofos até os nossos dias, debate-se o proble- ma: a verdade está no objeto ou na relação do sujeito com o objeto? Este debate é fecundo, fazendo com quesurjam diversas interpretações sobre a questão da ver- dade e da validade do conhecimento. Cada pensador, corrente filosófica ou cientista responde a essas questões de maneira diferente. Nem todos os pensadores e cientistas chegam às mesmas conclusões so- bre as questões que envolvem as “verdades”. De acordo com a literatura, existem quatro diferentes tipos de conheci- mento produzido pelo ser humano. A partir do que foi apresentado no material teórico, assinale a alternativa que indica corretamente os quatro tipos de conhecimento. a. Senso comum; conhecimento teológico; conhecimento pessoal; co- nhecimento científico. b. Senso comum; conhecimento teológico; conhecimento filosófico; conhecimento científico. c. Senso comum; conhecimento teológico; conhecimento filosófico; conhecimento geral. d. Conhecimento específico; conhecimento teológico; conhecimento filosófico; conhecimento científico. e. Conhecimento específico; conhecimento teológico; conhecimento pessoal; conhecimento científico. 9 E é até bom que seja assim, para que os conceitos e achados científicos sejam exaustivamente testados e comprovados, reduzindo as margens de erros. Toda essa polêmica, tratada aqui de maneira bastante ligeira, na medida em que desafia o espírito humano e provoca divergências aparentemente inconciliáveis, é benéfica e só tem estimulado o aprofundamento de questões ligadas à Epistemolo- gia e à filosofia da ciência. O conhecimento científico, ao contrário do senso comum: Busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo rela- ções universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever acontecimentos e, consequentemente, também agir sobre a natureza. ARANHA; MARTINS, 1992, p. 89 O conhecimento científico não atinge simplesmente os fenômenos em sua mani- festação global, mas investiga sua causa, sua constituição íntima, caracterizando-se, desta forma, pela capacidade de analisar, explicar, desdobrar, justificar, induzir ou aplicar leis, predizendo eventos futuros. A “Verdade” em Ciência: Objetividade e Subjetividade Ao contrário do uso pouco rigoroso que o homem comum faz da palavra “ciência” em seu cotidiano, no meio acadêmico esta palavra é tomada no seu sentido estrito: trata-se de uma forma de conhecimento sistemático dos fenômenos naturais, so- ciais, biológicos, matemáticos, físicos e químicos, pelos quais se pode chegar a um conjunto de conclusões lógicas, demonstráveis por meio de pesquisas. [...] a Ciência busca um ideal de comunicação universal: a linguagem cien- tífica comunica informação a quem quer que possa entendê-la, mercê de um treinamento anterior [...] a comunicação dos resultados e das técnicas da ciência serve não apenas para divulgar, mas também para multiplicar as pos- sibilidades da confirmação ou refutação do conhecimento que está sendo comunicado por parte da comunidade científica [...] (MOREIRA, 2004, p. 10). 10 Por mais que a mensagem (ou a Ciência) seja “objetiva”, não devemos esquecer que, no momento exato em que a pessoa – o sujeito – toma consciência de sua existência, esta se torna também, “subjetiva”. Cada ser possui sua própria visão de realidade, seu modo de guardar infor- mações, baseado em sua experiência de vida. Ou seja, todos os esforços buscando a objetividade e o caráter universal do conhecimento se tornam nulos no momento em que atingem seu objetivo, a divulgação. Isso ocorre porque milhares de pessoas com milhares de experiências de vida diferen- tes irão criar interpretações pessoais das mais variadas categorias. Assim, as verdades científicas são provisórias, pois são datadas. Com as trans- formações sociais, políticas, econômicas e culturais nos diferentes contextos his- tóricos, as Ciências se transformam e, consequentemente, as verdades também sofrem alterações. Critérios de Cientificidade Um dos requisitos primordiais para um assunto (ou fato estudado) alcançar o esta- tuto da Ciência é a utilização de métodos científicos. O entendimento do método passou a ser condição necessária ao estabelecimento de limites, na demarcação do que se considera científico ou não. Nos dias de hoje, muitas áreas da ciência se sobrepõem de tal forma que estudiosos de áreas diferentes podem se dedicar a um mesmo tipo de pro- blema, com pontos de vistas distintos (OLIVEIRA, 1997, p. 48). 11 São diversos os enfoques e modos de levantar fatos e produzir ideias. Ou seja, as formas de procedimento técnico e lógico do raciocínio científico são variadas, como vários são os métodos para o desenvolvimento da Ciência. O método guia o trabalho intelectual (produção das ideias, experimentos e teorias) e avalia os resultados obtidos. Glossário O método é constituído por um conjunto de procedimentos que devem ser observados na busca do conhecimento e trans- formação da realidade. Resumindo: Em seu sentido mais geral, o método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado ou um resultado desejado. CERVO; BERVIAN, 1996, p. 23 No processo de produção do conhecimento, o pesquisador elege o método que lhe parece mais apropriado à natureza do assunto que vai estudar. Método e conteúdo devem estar relacionados, afinal, tão importante quanto o conhecimento é a manei- ra como se chegou a ele. Todo trabalho científico, seja de natureza teórico-conceitual ou de natureza empírica, deve esclarecer o caminho percorrido para sua efetivação. O estudante pesquisador deve compreender que existem diversos métodos para a realização de pesquisas que buscam contribuir para o desenvolvimento das ciências. Algumas questões são fundamentais e devem ser respondidas para melhorar a com- preensão do que é Ciência e sua importância. • Afinal, quais são os critérios de cientificidade? • O que diferencia teorias científicas de outros tipos de teorias (metafísicas e especulativas)? • O que leva cientistas a considerarem uma teoria melhor do que a outra, quando ambas se propõem a explicar os mesmos fenômenos? 12 Para responder esses dilemas, a própria comunidade científica/acadêmica estabele- ce critérios para que uma teoria, estudo ou descoberta tenha valor científico. Esses critérios são: coerência, consistência, originalidade, objetividade, aplicabilidade e replicabilidade. Além disso, o estudo deve ser submetido, necessariamente, à apre- ciação crítica da comunidade científica, após sua imprescindível divulgação. Espírito Científico: A Função da Curiosidade A história humana é a história das lutas pelo conhecimento da nature- za para interpretá-la e para dominá-la. Cada geração recebe um mundo interpretado por gerações anteriores. Esta história está constituída por interpretações místicas, proféticas, filosóficas, científicas, enfim, por ide- ologias. Cada indivíduo que vem ao mundo já o encontra pensado, pronto: regras morais estabelecidas, sociedade organizada, religiões estruturadas, leis codificadas, classificações preparadas. No entanto, tal estruturação do mundo não justifica a alguém se sentir dispensado de repensar este mundo, porque caso contrário tem-se o lugar comum, a mediocridade e, o que é pior, a alienação. BASTOS; KELLER, 2000, p. 54 A ciência experimental surgiu e se de- senvolveu no início do século XVII, sempre imersa nas discussões filosó- ficas que tratavam sobre os limites do raciocínio científico, sobre o que a ciên- cia considerava como verdade e ques- tionava a capacidade do homem em conhecer o universo por meio dos seus falhos instrumentos pessoais. Havia uma urgente necessidade de aperfei- çoar os sentidos físicos: visão, audição e tato, bem como amplificar o poder por meio das máquinas. O espírito hu- mano, sempre curioso e duvidando de tudo, tentava se apoiar nas variadas fi- losofias, na tentativa de encontrar solu- ções para os problemas humanos. 13 Apesar de todos os avanços nos campos das ciências, foi somente no século XX que a Filosofia Científica ganhou autonomia como disciplina. A Ciência passou a ser um fator dehistória e de cultura, entrelaçando-se com concepções de ordem moral, política e ética. A curiosidade passa a ter função especial para o cientista. É fundamental para o desenvolvimento da própria Ciência, obter o perfeito entendimento de determinada teoria, estabelecendo-se, por vezes, o confronto com ou- tras teorias do passado ou até mesmo do presente. A evolução constante do ser humano, por meio do conhecimento científico, tem aumentado a longevidade, solucionado problemas seculares e isso, consequente- mente, levará a Humanidade a padrões de vida cada vez melhores. Pelo menos é este o objetivo da Ciência. Importante O ser humano vive em constantes questionamentos sobre a própria existência e deseja ansiosamente encontrar respostas. Para isso, cria representações da realidade que percebe e isso passa a se chamar “conhecimento”. Esse conhecimento siste- matizado, comprovado por outras pessoas, chama-se conheci- mento científico O conhecimento científico é aquele que resulta da investigação científica, de seus métodos e técnicas. Deriva da necessidade de achar soluções para os diversos pro- blemas do dia a dia e explicar isso de modo sistematizado e comprovado, com teo- rias capazes de replicação, testagem e comprovação empírica. Dessa forma, o conhecimento científico surge não apenas da necessidade de en- contrar soluções para problemas de ordem prática da vida diária, mas do desejo de fornecer explicações sistemáticas que possam ser testadas e criticadas por meio de provas empíricas. Essa busca do ser humano por achar solução para os seus problemas levou ao de- senvolvimento do conhecimento científico, que auxilia nesse processo. Paradoxal- mente, muitas pessoas têm criado problemas em relação a diversas descobertas e invenções. Mas é o mau uso que traz consequências indesejáveis. 14 Reflita Certamente, o bom uso das descobertas e criações humanas traz bem-estar, saúde e conforto. Dê uma olhada ao seu redor: a luz elétrica, o celular, o computador, o avião, a internet, não são boas soluções? A investigação científica inicia quando se descobre que os conhecimentos existen- tes originários (seja do senso comum ou mesmo de teorias científicas) são insufi- cientes para explicar os problemas surgidos. O entendimento prévio que nos lança a um problema pode ser tanto do conhecimento ordinário quanto do científico. Quando o homem sai de uma posição meramente passiva, de testemunha dos fenô- menos (sem poder de ação ou controle deles), para uma atitude racionalista e lógica (buscando entender o mundo por meio de questionamentos), surge a necessidade de se propor um conjunto de métodos que funcionem como uma ferramenta ade- quada para essa investigação e compreensão do mundo que o cerca. O ser humano quer ir além da rea- lidade imediatamente percebida e lançar princípios explicativos que sirvam de base para a organização e classificação que caracteriza o conhecimento. Por meio desses métodos, obtêm-se enunciados, teorias e leis que explicam as con- dições que determinam a ocor- rência dos fatos e dos fenômenos associados a um problema, sendo possível fazer predições sobre esses fenômenos e construir um corpo de novos enunciados, até mesmo novas leis e teorias, fun- damentadas na verificação dessas predições e na correspondência desses enunciados com a realida- de fenomenal. 15 A Ciência se vale da crítica persistente que persegue a localização dos erros, por meio de procedimentos rigorosos de testagem que a própria comunidade científica reavalia e aperfeiçoa constantemente. Esse método crítico de constante identifi- cação de dificuldades, contradições e erros em uma teoria garante à Ciência uma confiabilidade. O que se opõe ao espírito científico é o dogma. Este bloqueia a crítica por se julgar autossuficiente e clarividente na sua compreensão do mundo, impedindo eventuais correções e aperfeiçoamentos – muitas vezes induzindo ao erro, fraudes, ignorância e comportamento intolerante. É, portanto, errôneo achar que a dogmatização de um conhecimento é superior só porque é imutável. Glossário Dogmas são doutrinas que nos são apresentadas como inques- tionáveis e indiscutíveis. O verdadeiro espírito científico consiste, justamente, em não dogmatizar os resul- tados de uma pesquisa, mas em tratá-los como eternas hipóteses que merecem constante investigação. A curiosidade que leva ao desenvolvimento do espírito científico é uma busca per- manente da verdade, com consciência da necessidade dessa busca, expondo suas hipóteses à crítica constante, livre de crenças, interesses pessoais, conclusões pre- cipitadas e preconceitos. Embora não seja possível alcançar todas as respostas, o esforço por conhecer e a busca da verdade continuam a ser as razões mais fortes da investigação científica. Material Complementar 16 Fundamentos de Metodologia Científica https://bit.ly/3qk3Nyn Principais Linhas Epistemológicas Contemporâneas https://bit.ly/3qfymp0 Correntes Teóricas da Ciência da Informação https://bit.ly/3OEw6ky Concepções sobre Objetividade/Subjetividade no Fazer Ciência e Possíveis Implicações na Sala de Aula Universitária https://bit.ly/43NKJGs Leituras https://bit.ly/3qk3Nyn https://bit.ly/3qfymp0 https://bit.ly/3OEw6ky https://bit.ly/43NKJGs Referências 17 ALVES, R. A filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Loyola, 2000. BARBOSA, D. Metodologia de estudos e elaboração de monografia. São Paulo: Ex- pressão e Arte, 2006. BARROS, A. J. S.; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia científica: um guia para a iniciação científica. São Paulo: Pearson Makron Books, 2000. BASTOS, C.; KELLER, V. Aprendendo a aprender: introdução à metodologia científi- ca. Petrópolis: Vozes, 2000. BITTAR, E. C. Metodologia da pesquisa jurídica: teoria e prática da monografia para os cursos de Direito. São Paulo: Saraiva, 2001. DEMO, P. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. DIONE, J.; LAVILLE, C. A construção do saber. Porto Alegre: UFMG, 2004. FREIRE-MAIA, N. A ciência por dentro. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2000. GALLIANO, A. C. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Harbra, 1986. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989. HAGUETTE, T. M. F. Metodologias qualitativas na sociologia. Petrópolis: Vozes, 2003. JAPIASSÚ, H. Nascimento e morte das Ciências Humanas. Rio de Janeiro: F. Alves, 1978. KÖCHE, J. C. Fundamentos de metodologia científica. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 1997. KUHM, T. S. A Estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1991. Referências 18 MÁTTAR NETO, J. A. Metodologia científica na era da Informática. São Paulo: Sa- raiva, 2002. MOREIRA, D. A. O método fenomenológico na pesquisa. São Paulo: Pioneira Thom- son Learning, 2004. SALONON, D. V. Como fazer uma monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2001. SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 21. ed. São Paulo: Cortez, 2000.