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AULA 3 – A 
ARGUMENTAÇÃO NA 
CONSTRUÇÃO DE 
TEXTOS
• Definir Argumentação.
• Distinguir Tese de Argumento.
• Reconhecer e produzir diversos Tipos de Argumentos.
CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM
Prezado(a), Estudante:
Nesta Aula, você terá contato com a definição de Argumentação e poderá 
perceber a importância dela para a produção de Textos cujo objetivo é defender 
um ponto de vista, uma ideia.
Também será aqui abordada a diferença entre Tese e Argumento, além de 
caracterizar alguns Tipos de Argumentos. Para uma boa Produção Textual, saber 
utilizar Argumentos válidos e com alto poder de persuasão é essencial.
Aproveite o conteúdo desta Aula, amplie seus conhecimentos argumentativos e 
bons estudos!
Mapa mental panorâmico
Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 3, bem como 
entender a inter-relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir:
A ARGUMENTAÇÃO NA PRODUÇÃO DE TEXTOS
1 ARGUMENTAÇÃO, VAMOS DEFINIR?
2 TESE E ARGUMENTO
3 TIPOS DE ARGUMENTOS
3.1 ARGUMENTO DE AUTORIDADE
3.2 ARGUMENTO POR RACIOCÍNIO LÓGICO
3.3 ARGUMENTO DE EXEMPLIFICAÇÃO
3.4 ARGUMENTO DE PROVAS CONCRETAS
3.5 ARGUMENTO POR ANALOGIA
3.6 ARGUMENTO DE SENSO COMUM
3.7 ARGUMENTO DE FUGA
3.7 CONTRA-ARGUMENTO
A ARGUMENTAÇÃO NA PRODUÇÃO DE TEXTOS
1 ARGUMENTAÇÃO, VAMOS DEFINIR?
A escrita de um texto necessita, dentre algumas coisas, de uma boa estrutura textual, de boas ideias, de informações 
e de exemplos relevantes para que tudo possa conduzir o leitor a acompanhar aquilo que está sendo apresentado ou 
defendido pelo Autor de um texto.
Essa articulação de ideias, informações e exemplos em busca de afirmar/confirmar a proposição central de um texto é 
chamada de Argumentação.
A Argumentação equivale a um recurso de utilização da linguagem em um texto com o objetivo bem claro de tentar 
convencer alguém de algo. Veja o exemplo abaixo de uma boa Argumentação.
Figura 1 - Argumentação
Fonte: Calvin - Acesso em 03/05/18
Calvin, o garoto que está pedindo à sua mãe para irem a uma pizzaria, busca convencê-la com um argumento que 
alcançou um alto grau de persuasão, ou seja, de convencimento. Sua fala, no terceiro quadrinho, foi mais forte que os 
argumentos apresentados pela mãe como justificativas para sua resposta negativa (no segundo quadrinho) ao 
pedido do filho.
Em se tratando de argumentos, o de Calvin foi superior ao da mãe; o que é confirmado pela presença da família na 
Pizzaria (último quadrinho) e pela mudança de posição da mãe quanto à ida para comerem fora, também reforçada 
pela sua fala ao marido.
Você pode notar que um bom argumento é essencial para o convencimento de alguém sobre determinado ponto de 
vista. Em um texto escrito, fica, ainda, mais evidente a importância da Argumentação para que o Autor conquiste o 
Leitor.
Um texto que tenha como objetivo principal defender certo ponto de vista, e, além disso, conquistar o Leitor para que 
aceite e compartilhe a opinião do Autor, é chamado de Texto Argumentativo. Voltaremos a esse Tipo Textual quando 
estivermos estudando a Aula 7.
Durante a construção de um texto, o uso de argumentos é essencial, pois eles funcionam como provas que são 
apresentadas para a defesa da ideia central do texto 
Figura 2 - Utilizando argumentos.
Fonte: Portal do Professor - Acesso em 03/05/18
Na última tirinha, encontramos a garotinha, no primeiro quadrinho, argumentando com Cascão que, se ele tomasse 
banho, ela o aceitaria como namorado. Dessa vez, o argumento não obteve o sucesso esperado – até porque o 
sucesso humorístico da tirinha vem justamente dessa quebra de expectativa –, mas, para ela, seu argumento parecia 
o mais forte para alcançar seu objetivo. Ela só não contava com a inquebrantável opinião de Cascão de nunca 
ceder a um banho!
Um ponto importante a ser destacado é que argumentar e persuadir não são a mesma coisa. Um Texto Argumentativo 
deve ser persuasivo, mas nem toda tentativa de persuasão, ou seja, de convencer o Leitor, consiste em argumentos. 
Para persuadir, é preciso convencer pelo sentimento, pelo despertar de emoções. Foi o caso da garotinha acima com 
o Cascão. E argumentar tem mais ligação com a razão, despertando um raciocínio mais racional que emocional.
https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/figuras.tecconcursos.com.br/6354c23e-ae04-4f63-bcc1-92335a73d5ce
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/8697/imagens/tia26.jpg
Assim, uma Argumentação deve apelar à razão, contando com um julgamento favorável à sua causa por parte de 
quem lê ou está em contato com suas ideias. Lembre-se de que o objetivo de um Autor, ao apresentar argumentos 
em seu texto, é o de fazer com que o Leitor concorde consigo. Daí não se esquecer de que um Texto Argumentativo 
deve visar a um destinatário. O texto deve ser construído já imaginando quem será convencido a tomar partido do 
Autor, ou seja, o texto deve seguir uma linha de raciocínio pensada para que o Leitor idealizado concorde com a 
proposta do texto.
2 TESE E ARGUMENTO
É muito comum você encontrar o termo “Tese”, quando se está estudando sobre Argumentação e/ou sobre Texto 
Argumentativo. Entender a que ele se refere é importante para a boa defesa de um ponto de vista.
Tese é, justamente, a indicação do ponto de vista em defesa pelo Autor em um texto. Em função dessa defesa de 
uma ideia, tornam-se necessários os Argumentos, a serem apresentados pelo Autor, para a efetiva confirmação da 
Tese
Figura 3 - ARGUMENTAÇÃO.
Fonte: Elaborada pelo Autor.
“Tese” é uma palavra que vem do grego (thesis) e significa proposição intelectual. Uma proposição é o que se deseja 
alcançar, um objetivo, uma finalidade. Portanto, Tese é a materialização textual daquilo que o Autor do texto espera 
ser aceito pelo Leitor. Para tanto, ele lança mão de informações, fatos, opiniões, ou seja, razões e motivos válidos para 
o convencimento do Leitor sobre a validade e a relevância da
Tese. Esses elementos levados ao texto com esse fim são os chamados Argumentos.
Lembre-se de que os Argumentos aparecem em um texto para sustentar, validar uma Tese. Assim, não se pode pensar 
em um Texto Argumentativo sem uma Tese clara sendo apresentada para que os Argumentos venham a confirmá-la, 
ou, caso seja o objetivo do Autor, a refutá-la.
Entendendo a Tese como a ideia principal para a qual o texto produzido pretende a adesão do Leitor, é essencial 
para o bom desenvolvimento desse texto que ela apareça de forma clara e objetiva.
Pensando em um Texto Argumentativo, como uma Redação Escolar, por exemplo, fica fácil de perceber a 
necessidade de, já em sua Introdução, o Autor apresentar, em uma frase mesmo, sua Tese, que será defendida ao 
longo do texto, a partir dos Argumentos por ele escolhidos, que serão sustentados no Desenvolvimento do texto, até 
que, na Conclusão, seja possível aparecer o fechamento da discussão, apresentada ao longo do texto, com a 
reafirmação da Tese, apresentada e confirmada pelos Argumentos.
Figura 4 - Processo de Elaboração de uma Tese
Fonte: Elaborada pelo Autor.
Portanto, lembre-se de que argumentar corresponde à 
capacidade de alguém em relacionar opiniões, fatos, 
estudos, teses, problemas e soluções possíveis com o 
propósito de fundamentar determinada ideia ou 
ponto de vista.
Você já notou que, ocupando o lugar de Autor de um Texto que traga em seu corpo Argumentos em favor de um 
ponto de vista, de uma opinião, de um posicionamento a respeito de uma questão – um assunto, um tema –, é 
essencial a apresentação de uma Tese. Se o objetivo do texto é defender uma ideia, ele precisa mostrar, de pronto, 
qual ideia é essa em defesa, para que a função desse texto seja cumprida, de fato. Tenha em mente que seu texto 
representa um debate. Sem a apresentação de um ponto de vista para debater, não adiantará em nada trazer 
argumentos para o debate. É preciso, antes de mais nada, escolher um lado para se posicionar; e, aí sim, participar 
ativamente do debate – emdefesa de seu ponto de vista – com a apresentação dos argumentos.
O ato de argumentar, de construir uma argumentação não é algo restrito a Textos Dissertativos-argumentativos. 
Sempre que se queira apresentar a defesa de uma ideia, o uso de Argumentos torna-se necessário.
Vamos a um exemplo!
Leia o poema abaixo de Ricardo Reis (um dos heterônimos do poeta português Fernando Pessoa) e perceba, no 
poema, o uso de argumentos, mesmo sendo um texto poético.
No primeiro verso do poema, encontra-se a ideia principal que o poeta busca defender com seu poema: “Para ser 
grande, sê inteiro”. Essa é sua Tese, pois nesse verso ele apresenta, em sua linguagem poética, sua mensagem ao 
Leitor, de que para ser uma grande pessoa, é essencial que se dedique completamente àquilo que se abraçou ou se 
escolheu fazer. Na sequência, o poeta português vem, poeticamente, desdobrando sua Tese por meio de argumentos 
que confirmam a sua postura. Os dois últimos versos (“Assim em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive.” ) traz o 
exemplo da lua, enquanto estratégia argumentativa, como aquela que brilha em todos os lagos, por ela viver no alto. 
Ou seja, quem se dedica a estar acima do comum, que se esforça mais, alcançará sempre mais.
3 TIPOS DE ARGUMENTOS
Uma boa escolha de argumentos engrandece seu texto. Preste sempre atenção às informações, aos dados, aos 
exemplos e a tudo o mais que você escolher para fundamentar seu ponto de vista. Defender uma ideia requer falas 
inteligentes e fortes o suficiente para a garantia do sucesso de sua proposta.
São vários os tipos de argumentos que podem contribuir com sua escrita. Quanto mais conhecimento você possuir à 
sua disposição, melhor será a defesa de sua Tese.
Vamos ver agora os principais Tipos de Argumentos que você poderá usar em suas escritas.
3.1 ARGUMENTO DE AUTORIDADE
É aquele Argumento que cita uma fonte confiável, de renome, cuja fala é coroada por uma autoridade que a pessoa 
ou Instituição citada possui sobre o assunto abordado. São especialistas, pessoas em cargos importantes, 
pesquisadores, artistas, filósofos ou dados e informações de Instituições de Pesquisa, por exemplo, que vão fornecer 
aquilo que você escolheu citar para reforçar, sustentar, a sua tese.
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis, 14-2-1933
Fonte: Fernando Pessoa - Acesso em 02/05/18
Não se esqueça de usar as aspas para indicar a frase ou o trecho, que você está citando, pois é preciso registrar que 
aquela frase é de outra pessoa, e não faz parte da sua escrita
Figura 5 - Argumento de Autoridade
Fonte: Autoridade - Acesso em 03/05/18
3.2 ARGUMENTO POR RACIOCÍNIO LÓGICO
Ocorre quando há a construção de uma relação de causa e efeito (consequência) para demonstrar, seguindo uma 
linha de raciocínio válido para você e para quem lê, a afirmação apresentada na sua Tese.
A comprovação da Tese, no texto, será fruto não de uma interpretação pessoal, possível de se contestada por 
alguém, mas de um raciocínio; demonstrando uma capacidade de criatividade e visão crítica que confere 
notoriedade à sua escrita.
Calvin, aqui, tenta um argumento que parte de um raciocínio lógico, veja:
Figura 5 - Argumento de Autoridade
Fonte: Raciocínio Lógico - Acesso em 03/05/18
3.3 ARGUMENTO DE EXEMPLIFICAÇÃO
Funciona como ilustração para a ideia em defesa. O exemplo citado deve ser representativo, e, por si só, pode 
justificar suficientemente bem o que está sendo afirmado; inclusive, porque pode ajudar o Leitor a visualizar a essência 
da sua mensagem.
Ao trazer uma situação real em defesa de seu ponto de vista, você confere mais credibilidade à sua opinião; o que 
torna esse tipo de Argumento bem convincente
Figura 7 - Argumento de Exemplificação
Fonte: Exemplificando - Acesso em 03/05/18
3.4 ARGUMENTO DE PROVAS CONCRETAS
Equivale à apresentação de fatos, dados, estatísticas, percentuais que possam evidenciar o ponto de vista inicial. O 
grau de convencimento desse tipo de Argumento tende a ser maior, pois sua base é incontestável, já que ela é 
extraída da realidade e também de domínio público.
Figura 8 - Argumento de Provas Concretas
Fonte: Provas Concretas - Acesso em 03/05/18
3.5 ARGUMENTO POR ANALOGIA
Esse Argumento compara uma situação, verdadeira ou não, à realidade que se assemelha à primeira ocorrência. Ele é 
perfeitamente válido, quando os dois casos são parecidos e podem ser tratados de igual para igual. Ocorre uma 
tentativa de influenciar o Leitor, por exemplo, a seguir o mesmo raciocínio; e, portanto, a mesma decisão ou apoio 
que está sendo indicado pela ocorrência análoga, ou seja, semelhante.
https://1.bp.blogspot.com/_jftDefY2b28/SNZkriw5KyI/AAAAAAAAAIU/8mJiy9rtfqM/s400/Sem+t%C3%ADtulo.JPG
https://www.gabaritou.com.br/Content/UploadedFiles/Questao/questao-69366-mpog-2015-cespe-cargo-40299-especialidade-30593-img_01.png
http://www.faccar.com.br/eventos/desletras/hist/2005_g/2005/textos/005_arquivos/image004.jpg
https://bupah.files.wordpress.com/2010/07/cartaz-boca-01.jpg
Figura 9 - Argumento por Analogia
Fonte: Analogia - Acesso em 03/05/18
3.6 ARGUMENTO DE SENSO COMUM
Com ele, há uma afirmação sobre algo que é conhecido e aceito por todos, ou pela maioria. Não há contestação 
sobre ela. Sendo um consenso geral, não haverá um apelo contrário a esse Argumento. Sua base tem um valor 
universal.
Entretanto, vale ressaltar que esse tipo de Argumento, sozinho, pode não ser o suficiente para o convencimento sobre 
a Tese. Ele é útil quando aparece junto a outro Argumento, como sustentação para, por exemplo, um Argumento que 
apresente fontes confiáveis que vão ao encontro desse consenso apresentado.
Figura 10 - Argumento de Senso Comum
Fonte: Senso Comum - Acesso em 03/05/18
3.7 ARGUMENTO DE FUGA
Encontramos nesse tipo de Argumento uma tentativa de se escapar do enfrentamento da discussão central, em 
função de o próprio Autor reconhecer que seus Argumentos não irão prevalecer, ou seja, não irão convencer o Leitor. 
Aqui, ocorre uma tentativa de se desviar do assunto principal, buscando
Argumentos menos relevantes como, por exemplo, algo bem pessoal e subjetivo. É o caso de se apelar para 
condições físicas ou socioeconômicas para justificar algo que, de forma geral, não poderia ser defendido com a 
razão. Um assaltante que é defendido pela apresentação de suas fragilidades socioeconômicas; e, por esse motivo, 
tentam despertar mais sentimentos humanitários que a própria razão.
Figura 11 - Argumento de Fuga
Fonte: Fuga - Acesso em 03/05/18
3.7 CONTRA-ARGUMENTO
Esse é um tipo de Argumento que merece nossa atenção especial. Um Contra-argumento nada mais é do que um 
Argumento construído/escolhido para refutar, para contestar outro Argumento, apresentado por outra pessoa. Não só 
utilizado para expressar um ponto de vista, ou conferir maior relevância para sua proposta; ele apresenta ideias 
opostas a algo já argumentado por outro.
Para a construção de um Contra-argumento, você deverá partir de uma afirmação; de algo que foi utilizado como 
Argumento a favor de uma Tese, de um posicionamento. E, o papel do Escritor é argumentar contra esse Argumento, 
já lançado por outro argumentador.
Um Contra-argumento não é um Argumento simplesmente contrário à Tese, pois ele pode, ou não, apoiar a Tese de 
um Texto.
Pense um uma produção textual sobre o aborto em que o autor opta por ser contra essa prática. Ele pode trazer um 
argumento que normalmente é usado para defender tal prática, mas com o claro objetivo de refutar esse argumento. 
Veja: "O aborto realmente pode parecer uma solução para a gravidez indesejada. Porém, existe uma solução muito 
melhor, que são os eficazes e conhecidos métodos anticoncepcionais. É muito melhor se prevenir com 
responsabilidade do que assassinar uma vida inocente."
http://1.bp.blogspot.com/-Xltk9wDuz6Q/T2KwtzqdeEI/AAAAAAAAAFk/GJGaIASkxv8/w1200-h630-p-k-no-nu/argumento+filos%C3%B3fico.jpghttps://www.institutopriorit.com.br/wp-content/uploads/2018/03/conscientizarpreciso.jpg
https://i.pinimg.com/1200x/dd/85/9a/dd859abf715acf4cc4f589edac654e1c.jpg
O Contra-argumento tem como característica essencial a busca por uma posição contrária a um Argumento; é dizer o 
contrário do que foi dito.
Veja, na imagem abaixo, um exemplo de Contra-argumento, iniciado pela conjunção adversativa (de oposição) 
“mas”:
Figura 12 - Contra-argumento
Fonte: Contra-argumento - Acesso em 03/05/18
Até aqui, apresentamos alguns dos principais Tipos de Argumentos, mas vale ressaltar que esses são apenas os mais 
comuns de se encontrar. Sempre é possível a construção de um Argumento que não irá se encaixar nos Tipos 
elencados, ou que parece encaixar em mais de uma definição. O importante é você, no momento de escolha de 
argumentos para uma defesa de ponto de vista, utilizar conscientemente aquele que lhe parece a melhor opção 
para confirmar a sua Tese inicial.
Cuidado com as Falhas Argumentativas!
Um Argumento que se baseie em generalizações, estereótipos, clichês, crendices populares, opiniões puramente 
subjetivas não se sustenta. Observe o que deve ser evitado em seus textos:
“A esperança é a última que morre.
” “Político é tudo ladrão.
” “A pressa é inimiga da perfeição.
” “O homem não devia fazer guerras.
” “É preciso conscientizar as pessoas.”
Um Argumento forte e duradouro é aquele que foge de suposições e de deduções frágeis e precipitadas; e, que parte 
de algo concreto e/ou verificável.
Caso queira conhecer um pouco mais sobre Tipos de 
Argumentos, inclusive, voltados para a área do Direito, 
acesse “aqui”, faça um cadastro e aproveite a 
abordagem do Autor do texto para ampliar seus 
conhecimentos sobre esses Tipos.
Fonte: Principais tipos de argumentos - Acesso em 
02/05/18
http://lh3.ggpht.com/-EN53D6uo63k/TtbfZQRnsoI/AAAAAAAADWM/_hH62Nk3s7U/direito_dos_animais_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800
https://www.passeidireto.com/arquivo/1186810/principais-tipos-de-argumento
Agora é hora de buscar o que foi exposto até aqui sobre Argumentação, em um Texto opinativo. Você poderá notar 
como é importante o uso produtivo de Argumentos em defesa de uma Tese.
A opção é destacar tanto a Tese quanto Argumentos, utilizados por um Autor de um Texto Argumentativo, retirado do 
meio jornalístico escrito.
Esse é um ótimo momento para você observar e aplicar os conhecimentos apresentados nesta Aula.
As redes sociais precisam de ombudsman ?
21/12/2014
Os escândalos da Petrobras, o relatório da Comissão da Verdade, a ciclofaixa em São Paulo e até a falta de decoro 
parlamentar de Jair Bolsonaro. Escolha qualquer tema do Brasil de hoje e tente se informar apenas pelas redes sociais.
Você, provavelmente, ficará perdido. Vai encontrar argumentos e "notícias" publicadas sobre o mesmo assunto que 
são, no mínimo, antagônicos e expõem dois pontos sobre as redes sociais que merecem uma reflexão: a qualidade da 
informação compartilhada e a própria natureza da ferramenta.
Quanto à sua natureza, ela é anárquica por definição, trata-se de uma conversa virtual. As redes sociais nada mais 
são do que espelhos dos gostos e opiniões de cada usuário e de seus amigos.
Na eleição, no entanto, a linguagem violenta e as vendetas pessoais tomaram conta das redes e embaçaram o 
espelho de muita gente. A luta livre virtual fomentou inimizades e rompeu antigas amizades.
Quanto à qualidade da informação que é compartilhada ou publicada nas redes sociais, o buraco é mais embaixo. 
Opinar é fácil, criar conteúdo original é mais complicado. O usuário que se informa apenas pelas páginas das redes 
sociais está sujeito a todo tipo de fonte de informação. A chance de um conteúdo falso, criado para destruir 
reputações, ser espalhado é no que apostam os seus autores.
Vale destacar ainda o papel dos "polemistas profissionais" nas redes. À direita e à esquerda, julgam-se iluminados e 
com a missão de interpretar para os ingênuos as notícias publicadas na mídia. Raramente produzem conteúdo 
original. Contraditórios pela prática, não pautam a imprensa, são pautados por ela. O pecado mora ao lado e a 
desinformação também.
O protagonismo da mídia digital não está em discussão. Mesmo que ainda se busque modelos de monetização, essa 
mídia caminha a passos largos e produz conteúdos relevantes em diferentes formatos, narrativas e ambições.
O debate é sobre as publicações na internet que geram a cizânia e a potencializam nas redes sociais sem construir 
credibilidade. Elas prestam um desserviço aos novos desafios que a informação digital impõe e contaminam o 
conteúdo que é compartilhado.
Os brasileiros, recordistas de tempo de acesso à internet, adotaram com paixão as redes sociais.
Entre as ferramentas mais utilizadas no país, o Facebook lidera com 64,2% o bolo da audiência segundo dados de 
novembro da pesquisa Hitwise, realizada pela Serasa Experian.
O Twitter, principal instrumento de divulgação de notícias em primeira mão, tem apenas 1,36% da participação, mas 
uma grande importância no ecossistema dos influenciadores. É nesse contexto que se impõe um cuidado quanto ao 
conteúdo "noticioso" publicado e compartilhado pelos usuários e nos comentários pendurados a eles. As redes sociais 
precisam de um ombudsman?
Claro que não. Uma rede social não é uma publicação linear que precise de um profissional que a vigie. É uma 
ferramenta. São os próprios usuários que devem exercer esse papel regulador.
O mesmo olhar crítico e vigilante que hoje os usuários têm com as mídias tradicionais –que é muito positivo– deve ser 
exercido também nas redes sociais. Ganham a sociedade, a democracia, o jornalismo e a liberdade de expressão.
BETO GEROSA, 51, jornalista, é autor do Blog do Vinho (vinho.ig.com.br). Foi editor-executivo de Veja. com e publisher 
do iG
Fonte: Folha de São Paulo - Acesso em 02/05/18
Você percebeu que o Autor apresenta, no título de seu Texto, uma pergunta que se configura como o tema escolhido 
para seu Artigo de Opinião. Na sequência do Texto, ele vai, em defesa de sua Tese, apresentando seus Argumentos.
A Tese por ele defendida aparece textualmente ao final do texto – penúltimo parágrafo –, quando ele constrói sua 
resposta à pergunta-tema: “Uma rede social não é uma publicação linear que precise de um profissional que a vigie. É 
uma ferramenta. São os próprios usuários que devem exercer esse papel regulador.”
Quanto aos Argumentos, utilizados pelo Autor, vamos citar alguns para que você possa visualizá-los e relacioná-los aos 
Tipos expostos acima.
Os parágrafos 3 e 4 do texto apresentam o argumento inicial (“As redes sociais nada mais são do que espelhos dos 
gostos e opiniões de cada usuário e de seus amigos.”); que é reforçado por um argumento secundário que pode ser 
tipificado com um Argumento de Exemplificação: “Na eleição, no entanto, a linguagem violenta e as vendetas 
pessoais tomaram conta das redes e embaçaram o espelho de muita gente.”
Um Argumento por Analogia pode ser percebido ao longo do parágrafo 6 e sintetizado na frase “O pecado mora ao 
lado e a desinformação também.”
Para desenvolver seu argumento de que “Os brasileiros, recordistas de tempo de acesso à internet, adotaram com 
paixão as redes sociais.” – parágrafo 9 –, o Autor apresenta dados de uma pesquisa que se configuram 
comoArgumento de Prova Concreta (“o Facebook lidera com 64,2% o bolo da audiência”); e, como Argumento de 
Autoridade (“segundo dados de novembro da pesquisa Hitwise, realizada pela Serasa Experian”).
Como exercício de fixação do conteúdo estudado nesta Aula 3, tente identificar outros Argumentos que aparecem no 
Texto, ok?
Lembre-se de que o mais importante é a escolha de Argumentos relevantes em desefa de um ponto de vista (Tese) e 
não a tipificação desses Argumentos. Até porque, você pode notar, com essa Exemplificação sobre os Argumentos 
em um Texto Argumentativo, que um mesmo Argumento poderia estar indicado em mais de um dos Tipos já 
apresentados. Isso ocorre porque nem todos os Tipos trazemcaraterísticas exclusivas e totalmente desconetadas dos 
outros Tipos.
Em um texto já finalizado, os Argumentos formam uma rede de sentidos que pode impedir a categorização de todas 
as suas partes. Só não se esqueça de que estudar e conhecer os Tipos dos Argumentos serve para uma escolha mais 
consciente sobre o que usar ou não em seu texto; e, não para determinar que um Texto tenha que ter esse ou aquele 
tipo argumentativo.
Você verá, agora, algumas dicas para a escolha e a produção de uma boa Argumentação em seus textos.
https://www1.folha.uol.com.br/paywall/login.shtml?https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1565328-beto-gerosa-as-redes-sociais-precisam-de-ombudsman.shtml
Figura 13 - Dicas para uma boa Argumentação
Fonte: Elaborada pelo Autor.
Após o estudo da Aula 3, consegue definir argumentação? É capaz de distinguir tese de argumentação? Sabe 
produzir diversos tipos de argumentos? Caso você consiga responder essas questões, parabéns! Você atingiu os 
objetivos específicos desta Aula! Caso tenha dificuldade para respondê-las, aproveite para reler o conteúdo da Aula, 
acessar o seu AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem e interagir com seus colegas, tutor(a) e professor(a). Você não 
está sozinho nessa caminhada! Conte conosco!
Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente
Virtual de Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula
RECAPITULANDO
Você pôde compreender nesta Aula o que é Argumentação, bem como a diferença entre Tese e Argumento. 
Estudou diversos tipos de argumentos para reconhecê-los e fundamentar seu ponto de vista. 
Na próxima Aula, terá a oportunidade de enriquecer seu conhecimento aprendendo o que é texto, aprofundando 
sobre a leitura e a produção dos textos, reconhecendo e diferenciando os vários tipos e gêneros textuais.
CRÉDITOS
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REFERÊNCIAS
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. 37.ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.
FIORIN, José Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para Entender O Texto: Leitura E Redação. 18 ed. São Paulo: Ática, 2007.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. S. Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 4.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
KOCH, Ingedore V. e ELIAS, Vanda M. Ler e Compreender os Sentidos do Texto. São Paulo: Contexto, 2006.
PIGNATARI, Nínive. Como escrever textos dissertativos. São Paulo: Ática, 2010.
https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/maquete
https://coap.uniaraxa.edu.br/br.freepik.com
Ombudsman
Esse termo é um estrangeirismo, de origem sueca, que entrou em nossa Língua por meio da Língua Inglesa. Ele é 
usado para se referir a um profissional contratado por uma empresa, cujo papel é o de ouvir queixas de clientes; 
inclusive o de ler e criticar os textos publicados em jornais e revistas.

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