Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

EXPEDIÇÃO
O relevo 
continental: 
agentes externos
a ação do 
intemperismo 
e das águas 
correntes e 
oceânicas sobre 
o relevo
a ação do vento, 
das geleiras e dos 
seres vivos sobre 
o relevo
O relevo do brasil
a hidrografia 
do brasil
17
18
19
20
PERCURSOS
Na Expedição 4, você 
conheceu os agentes de 
origem interna e sua ação 
sobre o relevo terrestre. 
Agora, prepare-se para 
descobrir de que maneira 
a água, o vento, o gelo e 
os seres vivos agem sobre 
a superfície do planeta, 
modificando e construindo 
formas de relevo.
5
132
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 132 23/02/16 14:08
Verifique sua bagagem
1. Você tem ideia de quais forças 
da natureza construíram ou 
esculpiram essa paisagem?
2. A foto mostra o Parque Nacional 
da Chapada Diamantina, na Bahia. 
Você sabe o que é chapada?
3. Você gostaria de estar com essas 
pessoas da foto contemplando esta 
paisagem? Por quê?
133
a
n
D
ré
 D
ib
/P
u
ls
a
r 
im
a
g
en
s
Vista parcial do Parque Nacional 
da Chapada Diamantina, registrada 
no Morro do Pai Inácio, no município 
de Palmeiras, BA (2014).
1. Existe na natureza um conjunto de forças que a Geomorfologia (ciência 
que estuda o relevo) denomina agentes de erosão. São eles: variações de 
temperatura, insolação, variações de umidade, chuvas, ventos, rios, correntes 
marinhas, geleiras, seres vivos (entre eles o próprio ser humano). Na foto, 
não podemos considerar a ação humana, as correntes marinhas e as geleiras 
como agentes importantes, e sim os citados anteriormente.
2. Chapadas são grandes superfícies, geralmente, horizontais e a mais de 
600 metros de altitude, que surgem no relevo de várias regiões do Brasil. 
Esclareça aos alunos que a chapada é um planalto sedimentar muito comum 
nas regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.
3. Espera-se que o aluno valorize a natureza e desenvolva o interesse pela 
observação ou contemplação de paisagens que ele conhece ou venha a 
conhecer. Instigue-o a entender as forças da natureza responsáveis pelo 
relevo terrestre.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 133 23/02/16 14:08
PERCURSO
17
Desagregar
dividir em partes; 
fragmentar.
Decompor
Separar os elementos 
que compõem ou 
constituem algo.
134 expedIção 5
A ação do intemperismo 
e das águas correntes e 
oceânicas sobre o relevo
 Nada se perde, tudo se transforma
Já sabemos que modelar significa “dar forma”. Assim, o relevo ter-
restre é modelado constantemente por vários agentes externos. os 
principais são: intemperismo, águas correntes, oceanos e mares, ven-
tos, geleiras e seres vivos (figura 1). esses agentes atuam sobre o 
solo e as rochas: ao desgastá-los, carregam os detritos ou sedimentos 
— produto do desgaste — para outros locais, dando origem a novas for-
mas de relevo. 
dessa maneira, ao mesmo tempo que existe desgaste ou destruição 
do relevo, ocorre a construção de novas formas (destruição ➝ transpor-
te de sedimentos ➝ deposição ou construção de formas). 
cada um desses agentes participa de modo diferente na transforma-
ção do relevo, de acordo com as condições climáticas predominantes nas 
áreas em que atuam. Neste Percurso, você vai entender de que maneira 
agem o intemperismo e as águas correntes e oceânicas.
1 
Figura 1. exemplo de ação da 
água ou do intemperismo que 
desagregam e decompõem 
as rochas. observe as ondas 
quebrando na costa rochosa 
próxima à praia de cala deia, 
na Ilha de Maiorca, a maior do 
arquipélago das Ilhas Baleares,
no Mar Mediterrâneo, ao leste 
da espanha (2014). 
FO
tO
: F
ra
n
k 
lu
ka
ss
eC
k/
CO
rb
is
/l
a
ti
n
st
O
Ck
; m
a
Pa
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 134 23/02/16 14:08
Intemperismo e erosão
Audiovisual
Dilatar 
Aumentar, pela variação da 
temperatura, o volume ou 
as dimensões de um corpo 
sem alterar sua natureza.
Contrair 
Sofrer redução de 
tamanho, volume, forma 
ou estrutura.
135percurSo 17
 O intemperismo
Intemperismo é o nome que se dá ao conjunto de processos mecâni-
cos, químicos ou biológicos que provocam a desagregação e a decompo-
sição das rochas.
os processos mecânicos ou físicos ocorrem em virtude da variação 
de temperatura do ar atmosférico. os minerais que formam as rochas, 
em sua maioria, se dilatam quando o ar é quente; quando a temperatu-
ra diminui, eles se contraem. esse movimento de dilatação e contração 
provoca a desagregação da rocha — trata-se do intemperismo mecâni-
co ou físico.
os processos químicos estão ligados à ação da água da chuva, de rios, 
lagos, mares e oceanos, cuja ação provoca a decomposição dos minerais 
ou das rochas, transformando-os em partículas pequenas — é o caso do 
intemperismo químico.
Nos processos biológicos, plantas, animais e até seres humanos 
atuam sobre as rochas. Ao brotar entre as fendas, por exemplo, as plan-
tas acabam por desagregá-las. Ao crescer, as raízes forçam as laterais 
das fendas, tornando-as ainda maiores (figura 2). entre os animais, coe- 
lhos e tatus, por exemplo, abrem tocas (buracos no solo usados como 
abrigo ou refúgio) que facilitam a infiltração da água, contribuindo, tam-
bém, para a decomposição de rochas do subsolo — esses processos ca-
racterizam o intemperismo biológico.
Assim, por meio desses processos, o intemperismo age na formação 
do solo, ou seja, da terra, como é popularmente conhecido.
2 
 As águas correntes 
A água da chuva, do derretimento do gelo e da neve tem três destinos: 
parte evapora e sobe para a atmosfera; parte se infiltra no solo e forma 
os lençóis de água subterrâneos e as fontes; e parte corre pela superfície 
terrestre, dando origem a enxurradas e torrentes, que abastecem os rios. 
essa terceira parte forma as chamadas águas correntes.
3 
Figura 2. exemplo da ação de 
seres vivos no processo de 
desagregação de rochas. Na 
foto, a vegetação age sobre os 
penhascos rochosos do cânion de 
Itaimbezinho, no município 
de cambará do Sul, rS (2014). 
esse cânion é um dos atrativos 
do parque Nacional de 
Aparados da Serra, situado na 
porção mais oriental da divisa 
dos estados do rio Grande do 
Sul e de Santa catarina.
Zé
 P
a
iv
a
/P
u
ls
a
r 
im
a
g
en
s
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 135 23/02/16 14:08
136 expedIção 5
A ação das águas correntes
As águas que escoam pela superfície da terra e nos lençóis 
subterrâneos modelam o relevo e podem causar impactos sobre as 
áreas ocupadas pelos seres humanos. As enxurradas, os deslizamentos 
e os voçorocamentos são alguns dos processos modeladores que 
ocorrem sob a ação da água. Entenda como eles acontecem.
Enxurradas
Ocorrem por ocasião de chuvas. Quando estas são intensas, grandes 
volumes de água escoam com velocidade pela superfície. A força 
de suas águas pode arrastar rochas, solo, pessoas, árvores, casas, 
automóveis etc. 
Voçorocamentos
Processo de formação 
de voçorocas, ou seja, 
grandes sulcos produzidos 
no terreno pela erosão de 
águas correntes superficiais 
e subsuperficiais. Podem 
atingir muitos metros de 
largura e de profundidade.
O escoamento da água
superficial dá origem a
pequenos canais, que se 
aprofundam com a passagem
de enxurradas. 
As enxurradas podem dar origem a 
cursos de água temporários e intensos, 
chamados de torrentes, que carregam 
detritos e blocos rochosos e causam 
muita destruição por onde passam. Rio
As encostas são consideradas 
áreas de risco para a ocupação 
humana, pois as edificações 
representam uma carga 
adicional sobre as vertentes, 
já propícias à ocorrência de 
deslizamentos.
INFOGRÁFICO
1. Os deslizamentos são processos naturais. Porém, a ocupação de encostas pode intensificar esses 
processos, uma vez que as edificações representam uma carga adicional sobre o solo e a retirada 
da vegetação torna o solo mais suscetível à erosão. Uma forma de a sociedade ajudar a evitar 
deslizamentos é não construir suas habitações em encostasmaior-do-mundo-dizem-geologos.html>. Acesso em: 11 set. 2015.
EQUADOR
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
60ºO 40ºO
0º
RR
AM
AP
PA
MA CE
RN
PB
PE
AL
SE
BA
PI
TO
DF
GO
RO
AC
MS
MT
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ATLÂNTICO
GUIANAGUIANAGUIANAGUIANAGUIANA
SURINAMESURINAMESURINAME
GUIANAGUIANAGUIANAGUIANA
FRANCESAFRANCESAFRANCESAFRANCESA
(FRA)(FRA)(FRA)(FRA)
VENEZUELA
COLÔMBIA
PERU
CHILECHILECHILE ARGENTINAARGENTINA
URUGUAIURUGUAI
MS
BOLÍVIA
PARAGUAIPARAGUAIPARAGUAIPARAGUAI
Aquífero Guarani
No caso do Aquífero Guarani, sua 
grande extensão superficial ultrapassa 
a fronteira brasileira chegando a 
outros países. 
O Aquífero Alter do Chão é
exclusivamente nacional — pertence 
aos estados do Pará, do Amazonas e do 
Amapá —, o que facilita sua gestão.
RR
AMAM
AC
SURINAMESURINAME
Aquífero Alter do Chão
A extensão superficial do Alter do
Chão é menor que a do Aquífero
Guarani, mas tem maior volume
de água.
Dados preliminares apontam um
volume de água superior a
86 mil km3 no Aquífero Alter do Chão.
A capacidade do Aquífero Guarani é 
de aproximadamente 45 mil km3.
JO
ã
O
 P
ru
D
en
te
/P
u
ls
a
r 
im
a
g
en
s
Figura 36. pivô de irrigação 
em plantação de milho no 
município de Sousa, no estado 
da paraíba (2011).
a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
510 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
Quem lê viaja mais
STRAZZACAPPA, Cristina; 
MONTANARI, Valdir. 
Pelos caminhos da água. 
2. ed. São paulo: Moderna, 
2003.
Fique por dentro de vários 
assuntos relativos à agua 
e à alteração do ciclo 
hidrológico pela intervenção 
humana lendo os temas 
abordados nessa obra.
No seu contexto
Qual é sua atitude e 
a de seus familiares em 
relação à necessidade 
do uso racional e sem 
desperdício de água?
Resposta pessoal. É importante que 
os alunos pensem sobre seus hábitos 
de consumo e se há algo que podem 
fazer em seu cotidiano para reduzir o 
desperdício de água. Reforce a ideia 
de que atos simples, como escovar 
os dentes com a torneira fechada, 
contribuem para melhor uso 
e conservação desse recurso.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 160 23/02/16 14:10
161percurSo 20
stação Cidadania
Água doce e limpa: 
de “dádiva” a raridade
Disponibilidade e distribuição 
“[...] Embora o Brasil seja o primeiro país 
em disponibilidade hídrica em rios do mundo, 
a poluição e o uso inadequado comprometem 
esse recurso em várias regiões do país. 
O Brasil concentra em torno de 12% da água 
doce do mundo disponível em rios e abriga o 
maior rio em extensão e volume do planeta,
o Amazonas. Além disso, mais de 90% do ter-
ritório brasileiro recebe chuvas abundantes 
durante o ano e as condições climáticas e geo-
lógicas propiciam a formação de uma extensa 
e densa rede de rios, com exceção do semiá-
rido, onde os rios são pobres e temporários. 
Essa água, no entanto, é distribuída de forma 
irregular, apesar da abundância em termos 
gerais. A Amazônia, onde estão as mais bai-
xas concentrações populacionais, possui 78% 
da água superficial. Enquanto isso, no Sudes-
te, essa relação se inverte: a maior concentra-
ção populacional do país tem disponível 6% 
do total da água. 
[...]
Qualidade comprometida 
A água limpa está cada vez mais rara na zona 
costeira, e a água de beber, cada vez mais cara. 
Essa situação resulta da forma como a água
disponível vem sendo usada: com desperdício 
— que chega a ser de 50% a 70% nas cidades — 
e sem muitos cuidados com a qualidade. Assim, 
parte da água no Brasil já perdeu a caracterís-
tica de recurso natural renovável (principalmen-
te nas áreas densamente povoadas), em razão 
de processos de urbanização, industrialização 
e produção agrícola, que são incentivados, mas 
pouco estruturados em termos de preservação 
ambiental e da água. 
Nas cidades, os problemas de abastecimento 
estão diretamente relacionados ao crescimen-
to da demanda, ao desperdício e à urbaniza-
ção descontrolada — que atinge regiões de 
mananciais. Na zona rural, os recursos hídri-
cos também são explorados de forma irregular,
além de parte da vegetação protetora da bacia 
(mata ciliar) ser destruída para a realização de 
atividades como agricultura e pecuária. [...]”
Instituto Socioambiental (ISA). Água doce e limpa: de 
“dádiva” a raridade. Almanaque Brasil Socioambiental. 
disponível em: . 
Acesso em: 11 set. 2015.
Recurso natural renovável
Aquele que pode ser reposto por processos 
naturais.
Manancial
Fonte de água superficial ou subterrânea 
usada para o abastecimento de atividades 
humanas.
D
el
Fi
m
 m
a
rt
in
s/
Pu
ls
a
r 
im
a
g
en
s
A ocupação irregular de áreas de mananciais 
às margens da represa Billings, na cidade de 
São paulo, Sp (2013), revela uma relação 
inadequada do homem com o meio. entre 2008 
e 2012, foram realizadas algumas obras de 
infraestrutura básica e a remoção de moradias 
localizadas em áreas de risco e que estivessem 
comprometendo a qualidade da água da represa.
Interprete
1. Podemos afi rmar que, além de o 
Brasil possuir cerca de 12% da água 
doce disponível do mundo, conta com 
a vantagem de ter essa água bem 
distribuída em seu território?
Contextualize
2. Investigue como ocorre o 
abastecimento de água na localidade 
onde você vive: se é regular ou se há 
períodos em que falta água, se a água 
é originária de uma represa, poço 
artesiano ou outro reservatório etc.
Sugerimos um diálogo com o professor de Ciências para abordar o uso consciente da água e questões associadas (escassez de água, desperdício, 
consumo excessivo e poluição), a distribuição do recurso na Terra e sua importância para os seres vivos. Cabe também discutir as propriedades da 
água potável, as estações de tratamento de água, a distribuição e o uso da água tratada, as águas descartadas (águas servidas ou esgotos) e as 
implicações para a saúde (fontes de contaminação 
da água e os cuidados para evitar doenças 
adquiridas por meio da água contaminada). 
Meio 
Ambiente
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 161 23/02/16 14:10
162 expedIção 5
Mochila de ferramentas
como interpretar gráficos
Um gráfico é a representação geométrica de 
dados numéricos. Essa representação geomé-
trica pode ser, principalmente, por meio de bar-
ras, de colunas, de linha e de setores ou circular.
Como as tabelas, os gráficos são recursos 
importantes para compreender a variação 
de fenômenos naturais, a exemplo do clima, 
com a variação de temperatura, de umidade 
ou da quantidade de chuvas.
Da mesma maneira, representam também 
dados socioeconômicos, referentes à produ-
ção agrícola, ao crescimento da população 
ou consumo de água, por exemplo.
Saber ler e interpretar os gráficos permite 
que os fatos e o mundo que nos rodeia sejam 
mais bem entendidos.
Os principais elementos de um gráfico
Da mesma forma que os mapas, os gráficos 
devem sempre apresentar: título, que informa 
o tema; espaço geográfico, ou seja, mundo, 
continente, país, estado, região, localidade; e 
período ou data a que se referem os dados.
Além disso, é importante que os gráfi-
cos sejam acompanhados da fonte, isto é, 
da informação sobre a origem dos dados. 
Todos esses elementos também devem es-
tar presentes nas tabelas. Observe a tabela A.
Como fazer
1 gráficos de barras e de colunas
Como o nome já diz, o gráfico de barras é 
construído com retângulos horizontais, e o 
de colunas, com retângulos verticais, cujos 
tamanhos (comprimento ou altura) são 
proporcionais aos valores expressos.
Observe o gráfico de barras e veja que os 
valores do número de municípios de cada 
grande região brasileira estão represen-
tados no eixo horizontal — eixo das abs-
cissas. note que os valores aumentam da 
esquerda para a direita.
Tabela A.Brasil: total de municípios 
e estimativa* da demanda urbana de água, 
em trilhões de litros e %, por Grandes 
Regiões – 2015
grande 
região
Total de 
municípios
Demanda de água
Trilhões de litros %
Norte 449 1,4 7,9
Nordeste 1.794 4,3 23,9
Sudeste 1.668 8,7 48,2
Sul 1.188 2,4 13,1
centro-oeste 466 1,2 6,9
brasil 5.565 18,0 100,0
Fonte: ANA. ATLAS Brasil. Abastecimento urbano de água. 
disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2015.
* Estimativa é o cálculo previsto e aproximado.
Brasil: quantidade de municípios por 
Grandes Regiões – 2015
Brasil: estimativa da demanda de água, em 
trilhões de litros, por Grandes Regiões – 2015
Fonte: ANA. ATLAS Brasil. Abastecimento urbano de 
água. disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2015.
Fonte: ANA. ATLAS Brasil. Abastecimento urbano de 
água. disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2015.
agora, observe o gráfico de colunas e note 
que os valores estimados da demanda (ne-
cessidade) de água, em trilhões de litros, 
de cada grande região brasileira, estão re-
presentados no eixo vertical — eixo das 
ordenadas. note que os valores aumentam 
de baixo para cima.
a
D
il
sO
n
 s
eC
CO
a
D
il
sO
n
 s
eC
CO
0 500 1.000 1.500 2.000
1.794
1.668
1.188
466
449
Total de municípios
Norte
Centro-Oeste
Sul
Sudeste
Nordeste
1,2 1,4
2,4
4,3
8,7
Tr
ilh
õ
es
 d
e 
lit
ro
s
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
Centro-Oeste Norte Sul Nordeste Sudeste
Com o professor de Matemática, sugerimos trabalhar assuntos importantes para construir e interpretar gráficos, como a escala mais 
adequada para cada tipo de dado; a opção de fazer aproximações na construção de gráficos de barras ou de colunas, na impossibilidade 
de marcar a medida exata; a organização de dados gráficos em tabelas; e noções de proporção para interpretar os gráficos de setores.
Explique a relação percentual: a cada 100 litros de água, 
na Região Norte a demanda urbana é de 7,9 litros, como 
mostra a tabela, e assim sucessivamente.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 162 23/02/16 14:10
163percurSo 20
Eixo 
reta ordenada, ou seja, com os valores em 
ordem crescente no sentido da seta.
Brasil: demanda de água, em %, por 
Grandes Regiões – 2015
Fonte: ANA. ATLAS Brasil. Abastecimento urbano de 
água. disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2015.
Observe como os gráficos facilitam a visuali-
zação dos dados da tabela a: basta uma bre-
ve olhada no gráfico de barras para saber que 
a grande região brasileira que possui a maior 
quantidade de municípios é a nordeste, pois 
ela apresenta a barra de maior comprimento, 
marcada no eixo horizontal; e, olhando para 
o gráfico de colunas, percebemos facilmente 
que a maior demanda de água, em trilhões 
de litros, é da grande região sudeste, pois ela 
apresenta a coluna de maior altura, marcada 
no eixo vertical.
2 gráfico de setores ou circular
Os gráficos de setores ou circulares são 
semelhantes a uma pizza cortada em pe-
daços. Observe, novamente, os dados apre-
sentados na quarta coluna da tabela a. eles 
foram usados para construir o gráfico a se-
guir, em que o somatório equivale a 100%.
Observe: cada fatia representa, percentual- 
mente, a quantidade de água que cada 
grande região brasileira necessitou no ano 
de 2015. O maior setor (maior fatia) repre-
senta a grande região sudeste.
Tabela B. Brasil: estimativa da demanda 
média de água para abastecimento urbano, 
em trilhões de litros – 2005-2025
ano Demanda (trilhões de litros)
2005 16
2015 18
2025 20
Fonte: ANA. ATLAS Brasil. Abastecimento urbano de água.
disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2015.
a construção de gráficos de linha é seme-
lhante à dos gráficos de barras e de colunas 
quanto à marcação das duas séries de dados. 
entretanto, esse tipo de gráfico mostra a evolu-
ção de um fato por meio de uma linha, que une 
os pontos correspondentes aos valores a serem 
representados. Observe o gráfico a seguir.
Brasil: estimativa da demanda média 
de água para abastecimento urbano, 
em trilhões de litros – 2005-2025
Fonte: ANA. ATLAS Brasil. Abastecimento urbano de água.
disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2015.
note que a linha (gráfico) vai crescendo à me-
dida que o tempo vai passando — 2005, 2015 
e 2025 —, ou seja, a linha crescente represen-
ta o aumento de demanda média de água para 
o abastecimento urbano dos municípios brasi-
leiros ao longo do período de 2005 a 2025. 
48,2%
7,9%
13,1%
23,9%
6,9%
Sudeste
Nordeste
Sul
Norte
Centro-Oeste
Grande Região
16
20
18
Tr
ilh
õ
es
 d
e 
lit
ro
s
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0
2005 2015 2025
3 gráfico de linha
Observe a tabela b, que serviu de base para 
a construção do gráfico de linha que iremos 
interpretar.
1. Para que servem os gráficos?
2. Observe o gráfico de colunas e 
aponte qual é a Grande Região do 
Brasil que apresentou a menor 
demanda por água em 2015.
a
D
il
sO
n
 s
eC
CO
a
D
il
sO
n
 s
eC
CO
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 163 23/02/16 14:10
Atividades dos percursosAtividades dos percursos
164
19 e 20
expedIção 5
Brasil: zonas hipsométricas
Revendo conteúdos
1 Hipsometria corresponde às medidas alti-
métricas ou de altitude do relevo. Veja na 
tabela a seguir as zonas hipsométricas do 
Brasil. Consultando a figura 25, na página 
152, faça o que se pede.
a) Localize no mapa um exemplo de terras 
baixas.
b) Faça o mesmo em relação às terras altas 
e às áreas culminantes.
c) De modo geral, como se apresentam as 
altitudes do relevo da unidade da fede-
ração em que você vive?
2 Após ter estudado as formas de relevo, 
use o conceito relativo a elas e desenhe 
uma paisagem que contenha montanha 
e as três formas citadas no Percurso 19.
3 Observe novamente a figura 34, na página 
158. De todas as regiões hidrográficas do 
Brasil, qual delas abrange a maior área 
do país? Como você sabe?
4 A foto a seguir mostra um rio seco do 
Sertão do Nordeste brasileiro. Observe-a 
e, depois, responda ao que se pede.
a) Trata-se de um rio temporário ou perma-
nente? Explique.
b) Quais são as consequências para a popu-
lação da situação retratada na foto?
Leituras cartográficas
5 Compare o mapa abaixo com o mapa da 
figura 26, na página 153, e o da figura 34, 
na página 158, e responda às questões.
Fonte: IBGe. Atlas geográfico escolar. 6. ed. rio de Janeiro: 
IBGe, 2012. p. 90.
Fonte: IBGe. Anuário estatístico do Brasil 2006. rio de Janeiro: IBGe, 
2007. p. 1-9.
(1) Valores absolutos arredondados para facilitar 
a compreensão. 
(2) O IBGE reavaliou a área territorial do Brasil, verificando 
que é 8.517.767 km2; no entanto, tal alteração não invalida 
a tabela.
Brasil: político
zonas hipsométricas
Superfície
absoluta(1) (km2) relativa (%)
Terras baixas
(entre 0 e 200 m) 3.504.435 41,00
Terras altas 
(entre 201 e 1.200 m) 4.996.812 58,46
Áreas culminantes 
(acima de 1.200 m) 46.156 0,54
Total 8.547.403(2) 100,00
EQUADOR
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
50°O
0º
Curitiba
RIO GRANDE
DO SUL
Rio de Janeiro 
RIO DE JANEIRO
Belo Horizonte
MINAS
GERAIS
MATO GROSSO
DO SUL
Campo
Grande
PARANÁ
SANTA 
CATARINA
Porto Alegre
 Florianópolis
São Paulo
SÃO PAULO
ESPÍRITO
SANTO
Vitória
GOIÁS
Goiânia
Brasília
DISTRITO
FEDERAL
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
São Luís
MARANHÃO
Macapá
AMAPÁ
TOCANTINS
Palmas
BAHIA
Salvador
PIAUÍ
Teresina
CEARÁ
Fortaleza
Natal
RIO GRANDE
DO NORTE
PARAÍBA João Pessoa
RecifePERNAMBUCO
ALAGOAS
Maceió
SERGIPE
Aracaju
RORAIMA
Boa Vista
Manaus
AMAZONAS
Rio Branco
ACRE
Porto VelhoRONDÔNIA
PARÁ
Belém
MATO GROSSO
Cuiabá
Capital
Divisa de estado
Fronteira de país
Pa
lÊ
 Z
u
PP
a
n
i/
Pu
ls
a
r 
im
a
g
en
s
a) Se você fizer uma viagem de avião, em 
linha reta, de Salvador a Manaus, quais 
unidades do relevo você sobrevoará?
Fe
rn
a
n
D
O
 JO
sé
 F
er
re
ir
a
Leito seco do riacho Grande no período da seca no 
sertão da Bahia, no município de casa Nova (2008). 
630 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 164 23/02/16 14:10
165percurSo 20
b) Qual é a diferença entre as planícies onde 
estão localizadas as cidades de Manaus e 
Salvador?
c) Na mesma viagem de avião, quais re- 
giões hidrográficas você sobrevoará?
Explore
6 Observe os gráficos abaixo e responda.
a) Que tipo de água predomina no mundo? 
Explique.
b) Onde estão as maiores concentrações 
de água doce?
c) Em sua opinião, como é possível evitar 
o desperdício de água no dia a dia?
Pesquise
8 Leia o texto a seguir e faça o que se pede.
“Um grupo de pesquisadores da Univer-
sidade Federal do Pará (UFPA) apresentou 
um estudo [...] que aponta o Aquífero Alter do 
Chão como o de maior volume de água potá-
vel do mundo. A reserva subterrânea está lo-
calizada sob os estados do Amazonas, Pará e 
Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água 
doce, o que seria suficiente para abastecer a 
população mundial em cerca de 100 vezes, 
ainda de acordo com a pesquisa. [...]
Em termos comparativos, a reserva Alter 
do Chão tem quase o dobro do volume de 
água potável que o Aquífero Guarani — com 
45 mil km³ de volume —, até então considera-
do o maior do país e que passa pela Argenti-
na, Paraguai e Uruguai. [...]” 
ArAÚJo, Glauco. Aquífero na Amazônia pode ser o maior 
do mundo, dizem geólogos. Portal G1, São paulo, 
19 abr. 2010. disponível em: . Acesso em: 12 mar. 2015.
• Faça uma pesquisa sobre os aquíferos cita-
dos no trecho acima e descubra de que 
forma essas reservas têm sido utilizadas. 
• Elabore uma lista de atitudes ou ativida-
des que levam à contaminação desse tipo 
de reservas, especificando de que maneira 
você pode contribuir para evitar que isso 
aconteça. 
• Forme grupo com mais dois colegas e 
conversem sobre o que descobriram. Em 
seguida, anotem no caderno as conclusões 
a que chegaram.
a) Qual dos setores indicados nos gráficos 
é responsável pelo maior uso da água? 
b) Quais são os percentuais no mundo e 
no Brasil quanto à utilização da água 
nesse setor?
7 Analise a ilustração e responda.
Fonte: Le Grand Atlas: encyclopédique du Monde. Novara: Atlas, 
2011. p. 33.
Fontes: uNWATer. disponível em: . 
Acesso em: 10 fev. 2015; ANA. Conjuntura dos recursos hídricos no 
Brasil: 2013. Brasília: Agência Nacional de Águas, 2013. p. 89.
Mundo (2012) e Brasil (2010): uso de água 
por setor
O total de água doce, 
3,5% da água da Terra, 
corresponde a:
Oceanos (água 
salgada): 96,5% 
da água da Terra
Calotas polares e glaciares
Água subterrânea
Lagos, rios e reservatórios
1%
29%
70%
a
D
il
sO
n
 s
eC
CO
a
D
il
sO
n
 s
eC
CO
70%
20%
10%
84%
7%
9%
Mundo Brasil
Doméstico Industrial Irrigação
70%
20%
10%
84%
7%
9%
Mundo Brasil
Doméstico Industrial Irrigação
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 165 23/02/16 14:10
Desembarque
em outras linguagens
DesembarqueDesembarqueDesembarque
em outras linguagens
MORAES MOREIRA:
GEOGRAFIA NA MÚSICA
Antônio carlos Moreira pires, 
mais conhecido como Moraes Mo-
reira, nasceu em Ituaçu, na Bahia, 
em 1947. cantor, compositor e mú-
sico, começou a carreira tocando 
sanfona de doze baixos em festas 
de São João. durante os anos 1970, 
integrou o conjunto Novos Baianos, 
que marcou a música popular bra-
sileira ao combinar elementos de 
diferentes ritmos, como samba, 
bossa nova, rock e frevo. A partir de 
1975 iniciou carreira solo e lançou 
mais de vinte álbuns.
A seguir, conheça a canção do 
compositor dedicada ao rio São 
Francisco, também chamado de 
“rio da Integração Nacional” por 
conectar o estado de Minas Gerais, 
na região Sudeste do Brasil, a es-
tados da região Nordeste do país.
expedIção 5166
São Francisco
“O meu caminho eu escolho
Tirando o cisco do olho
Enxergo longe, me arrisco
Sou como o Rio São Francisco
Faço no tempo viagens
No espaço da noite e do dia,
Indo, fluindo às margens
De Pernambuco e Bahia
Andando por todos os lados
Sincretizando os Estados
Arrematando as costuras
Na integração das culturas
Assim como o rio promovo
O abraço que a gente precisa
Em busca do que é mais novo
Sim ultrapasso a divisa
Fazendo a ponte, sem medo
Antonio sou brasileiro
João, Geraldo Azevedo
a
n
D
re
 s
te
Fa
n
O
/F
O
tO
a
re
n
a
Petrolina e Juazeiro
Por essas águas tão boas
Sou navegante feliz
Sergipes e Alagoas
Minas, imensos brasis
Quem pode parar a planície,
Os rios e os oceanos?
Ah meu amor, acredite
Também assim sem limite
É o sonho dos seres humanos
Quem pode parar o planeta?
E o movimento que há?
Ah meu amor, com certeza
As forças da natureza
O vento quem pode parar?
Lavam na beira do rio
As lavadeiras de Deus
A alma dos pecadores
E o coração dos ateus”
1969
Forma com Baby Consuelo, 
Pepeu Gomes, Paulinho Boca 
de Cantor e Luiz Galvão o 
conjunto Novos Baianos, no qual 
permaneceu até 1975.
Lança o álbum Acabou Chorare, 
considerado pela revista Rolling 
Stone Brasil um dos 100 melhores 
álbuns da história da música 
brasileira.
1972
UMA VIDA DEDICADA À MÚSICA
J. 
Fe
rr
ei
ra
 D
a
 s
il
va
/a
br
il
 C
O
m
u
n
iC
a
çõ
es
 s
/a
re
Pr
O
D
u
çã
O
MoreIrA, Moraes. São Francisco. In: MoreIrA, 
Moraes. Estados. Virgin Brasil/eMI, 1996.
Com o professor de Arte, sugerimos explorar uma ou mais 
manifestações artísticas do Vale do Rio São Francisco, com 
o objetivo de retratar a variedade e a riqueza das culturas 
sertaneja e ribeirinha. Cabe realizar a leitura de obras de 
artistas contemporâneos dedicadas ao Rio São Francisco, 
como o diálogo entre a narrativa de moda do estilista brasileiro 
Ronaldo Fraga e a rica cultura desse rio. Disponível em: 
. Acesso em: 17 out. 2014. 
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 166 23/02/16 14:10
167
Caixa de informações
1. Quais estados brasileiros 
mantêm relações com as 
águas do Rio São Francisco?
2. O Rio São Francisco é 
chamado de “rio da integração 
nacional”. Em que versos da 
canção essa ideia aparece?
Interprete
3. Que relação o compositor 
estabelece entre a forma 
como ele conduz a própria 
vida e o curso do rio?
4. Segundo a canção, não se 
pode parar a planície, os 
ventos, os rios e os oceanos. 
Você concorda com essa 
a� rmação? Por quê?
Sincretizar
Integrar elementos diferentes.
PERCURSO 20 167
Fonte: elaborado com base em FERREIRA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 
4. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 127, 157-159.
VA
G
N
ER
 V
A
RG
A
S
Inicia carreira solo, destacando-se 
como o primeiro cantor de trio elétrico, 
cantando no Trio de Dodô e Osmar. 
A partir daí, compõe músicas de carnaval 
que atingem grande sucesso nacional, 
como “Pombo correio”, “Vassourinha 
elétrica” e “Bloco do prazer”.
1975
Lança o disco Estados, 
que contém a faixa 
“São Francisco”. Até 2012, 
lança mais oito discos.
1996
1979
Lança o disco Lá vem o Brasil 
descendo a ladeira, cuja canção-
-título é inspirada no comentário de 
João Gilberto, com quem passeava 
durante uma madrugada, a respeito 
de uma mulher mestiça que descia o 
morro ao amanhecer: “— Olha
o Brasil descendoa ladeira”.
2014
Seguindo suas tradições 
carnavalescas, apresenta-se
no carnaval de Recife 
fazendo uma homenagem 
a Pernambuco ao cantar 
a canção inédita “Salve, 
Pernambuco”. 
Nesta seção, por uma questão de espaço, optamos por uma linha do tempo que não mantém 
a proporcionalidade da escala.
FO
TO
 A
RQ
U
IV
O
/A
G
ÊN
CI
A
 O
 G
LO
BO
RE
PR
O
D
U
ÇÃ
O
RE
PR
O
D
U
ÇÃ
O
RI
CA
RD
O
 F
ER
N
A
N
D
ES
/D
P/
D
.A
 P
RE
SS
Ilustração artística para fins didáticos.
140 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
Com o professor de Língua Portuguesa, sugerimos o trabalho com poemas escritos em verso 
ou prosa, dedicados ao Rio São Francisco ou a outros rios, abordando noções relacionadas 
com versos e estrofes, eu lírico ou eu poético, rimas, entre outras.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 167 23/02/16 16:46ou criar estruturas para conter o solo, como 
muros de arrimo. Cabe ressaltar com os alunos que, geralmente, as populações menos favorecidas 
ocupam as áreas de encosta, o que agrava o problema por não haver planejamento nas construções. 
2. As áreas de maior risco para a ocupação, presentes no modelo, são os fundos de vale, que são o 
caminho preferencial das enxurradas e das torrentes, e as encostas, onde os deslizamentos ocorrem 
com maior frequência. 3. A cobertura vegetal, pois ela 
contribui para a fixação do solo. 4. Resposta pessoal. 
Oriente os alunos sobre alguns indicadores de risco 
que contribuem para esses processos, como áreas 
com ausência de vegetação, erosão, lixo depositado 
nas vertentes que, ao juntar água, aumenta o peso 
do material, canos que despejam água nas vertentes, 
provocando erosão, e casas construídas nas encostas 
sem muro de arrimo. Além disso, proponha a eles que 
leiam o texto e vejam a foto da página 178.
Meio 
Ambiente
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 136 23/02/16 14:08
137percurSo 17
Deslizamentos
A água que se infiltra no solo atua como 
lubrificante entre os seus grãos e o torna 
mais pesado. Com a saturação de água, 
ocorrem deslocamentos de massas de solo 
sobre uma base formada por rochas. Por 
isso, após chuvas intensas ou prolongadas, 
grandes volumes de solo tendem a 
deslizar, principalmente em terrenos muito 
inclinados. Esse processo natural é também 
conhecido como movimento de massa.
A água subsuperficial atua nas voçorocas 
causando desmoronamentos. Elas 
ocorrem principalmente em áreas sem 
vegetação, nas quais o solo desprotegido 
torna-se mais suscetível à erosão.
Habitações construídas 
nos fundos de vale e 
nas encostas podem 
ser destruídas pelas 
enxurradas e pelas 
torrentes.
O solo se torna 
saturado quando 
seus poros ficam 
completamente 
preenchidos por água.
Bolha de ar Água
il
u
st
ra
çã
O
: g
il
 t
Ó
ki
O
Interprete
1. Os deslizamentos em encostas são causados pela ação humana? 
Como a sociedade pode ajudar a evitá-los?
2. Identifi que áreas onde a construção de casas não é recomendada.
Argumente
3. Que elemento da paisagem pode impedir as voçorocas? Justifi que.
Contextualize
4. Há riscos de deslizamento de encostas, erosão e enchentes na 
sua cidade? Que elementos você observou para chegar a uma 
conclusão?
Se achar oportuno, questione os alunos se na cidade deles há ocorrência de deslizamentos de terra durante o período de chuvas. Caso afirmativo, 
aponte suas possíveis causas.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 137 23/02/16 14:08
No seu contexto
Seu município é 
banhado por algum 
rio? Qual(is)? Qual é 
a importância dele(s) 
para os habitantes?
138 expedIção 5
•	 A ação dos rios
os rios são cursos de água que percorrem a superfície terrestre e mo-
delam a paisagem por onde passam (figura 3). eles nascem em porções 
mais elevadas do relevo terrestre, como planaltos ou montanhas, e, ao 
escoarem, provocam erosão em alguns lugares e deposição de material 
erodido em outros.
No curso superior do rio — porção próxima à nascente —, suas águas 
causam erosão vertical muito intensa, aprofundando o vale do rio (figura 4). 
No curso médio — porção correspondente à metade do seu curso —, o 
transporte de detritos é maior, e a erosão é menor que no alto curso. 
No curso inferior — porção próxima à foz, por onde o rio desembo-
ca —, as águas estão quase ao nível do mar ou ao nível de outro rio ou 
lago, onde são despejadas. Nessa porção, as águas do rio perdem a for-
ça erosiva (de desgaste) e passam a depositar os detritos transportados 
ao longo de seu curso. É nessa porção, portanto, que o rio assume o pa-
pel de agente construtor do relevo, formando planícies.
Figura 3. O curso de um rio com afluentes e subafluentes
As terras banhadas ou “cortadas” por um rio principal, seus afluentes e subafluentes 
recebem o nome de bacia fluvial ou hidrográfica. A maior bacia fluvial do mundo é a 
Bacia Amazônica, que concentra a maior parte de sua área na região Norte do Brasil, 
mas abrange diversos países da América do Sul.
Fonte: elaborado com base em ANTuNeS, celso. Os rios, os mares e os oceanos. São paulo: Scipione, 1995. p. 6.
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
Quem lê viaja mais
CARNEIRO, Celso Dal Ré. 
um rio no quintal. Ciência 
Hoje na Escola: Geologia, rio 
de Janeiro: Global/Instituto 
ciência Hoje/SBpc, v. 10, 
p. 56-57, 2000.
o texto mostra a simulação 
da ação erosiva de um rio 
sobre o solo por meio de um 
modelo em pequena escala.
A resposta depende da localidade. Seria interessante dispor de uma carta topográfica na qual se situa o município para definir a bacia 
hidrográfica, os rios principais, as nascentes e a foz ou pelo menos a planta do município. De modo geral, é essencial explorar o conhecimento 
dos alunos sobre os rios do município e sua importância, e se estão sujeitos a inundações em época das cheias e suas consequências.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 138 23/02/16 14:08
139percurSo 17
em alguns casos, os sedimentos depositados na foz se espalham, 
dando origem a pequenas elevações que fazem o rio desaguar por meio 
de vários canais. É o chamado delta (figura 5), tipo de foz bastante rica 
em sedimentos e, por isso, largamente aproveitada pela agricultura.
A formação de deltas depende da existência de certas condições na 
foz: pouca profundidade, inexistência de fortes correntes marinhas e 
grande quantidade de sedimentos ou detritos transportados pelo rio.
FOTO: Sergey PrISTyazhnyuk/eaSyPIx; 
 MaPa: anDerSOn De anDraDe PIMenTeL
Figura 4. o Grand canyon do rio 
colorado, no Arizona, estados 
unidos (2013), é um tipo de 
vale fluvial em garganta onde 
predomina a erosão vertical, isto 
é, o escavamento do leito do rio 
sobre a erosão das vertentes. 
esse tipo de vale forma os 
magníficos canyons (canhões, 
gargantas ou desfiladeiros) do 
rio colorado. As escarpas do 
vale chegam a atingir 2.000 m 
de altura. 
Figura 5. o rio Lena, na rússia, é um dos rios de grande 
extensão (4.400 km). Seu delta localiza-se no oceano Glacial 
Ártico. Na foto A, detalhe dos canais do delta do rio Lena (2013). 
Na foto B, imagem de satélite do mesmo delta (2000). 
As cores dessa foto não correspondem à realidade e foram 
usadas para destacar os canais do delta. 
FO
tO
: t
h
O
m
a
s 
Za
g
le
r/
a
la
m
y/
la
ti
n
st
O
Ck
; 
m
a
Pa
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
Navegar é preciso
O que é o ciclo da água? 
– MEC
página que apresenta 
uma animação sobre 
o ciclo da água.
A
im
a
g
e 
Pr
O
vi
D
eD
 b
y 
th
e 
u
sg
s 
er
O
s 
D
a
ta
 C
en
te
r 
sa
te
ll
it
e 
sy
st
em
s 
br
a
n
Ch
. t
h
is
 im
a
g
e 
is
 P
a
rt
 O
F 
th
e 
la
n
D
sa
t
B
A palavra “delta” vem da letra 
grega maiúscula D (delta). 
por causa da semelhança 
de forma entre a foz do rio 
Nilo, no egito, com essa letra, 
os gregos deram o nome de 
“delta” a esse tipo de foz.
Sugerimos conversar com os alunos sobre a importância dos rios para a existência da vida na Terra. Desde o passado histórico, as aglomerações 
humanas sempre procuram se fixar nos vales fluviais. Além disso, explique a eles que os rios fornecem alimentos, são utilizados para a navegação 
(transporte de pessoas e mercadorias), são aproveitados para a produção de energia elétrica, a irrigação de terras etc.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 139 23/02/16 14:09
140 expedIção 5
Quando o mar inunda a foz, alagando o vale do rio, forma-se um único 
canal, longo e afunilado, por onde o rio deságua. É o chamado estuário 
(figura 6). esse tipo de foz não é tão abundante em sedimentos quan-
to o delta, porém é bastante rico em nutrientes para vegetais e animais. 
No estuário, há a junção da água doce do rio com a água salgada do mar 
ou oceano.
Perfil de equilíbriodos rios
As águas de um rio percorrem seu curso, escavam seu leito e aprofun-
dam seu vale. o volume de água deslocado, a velocidade das águas e a 
quantidade de detritos transportada são fatores que podem influenciar 
esse escavamento.
observe a figura 7, que representa o perfil de um rio desde a nascen-
te até a foz. A linha a mostra o perfil inicial; as demais (b, c, d, e) corres-
pondem ao escavamento do leito ou do vale ao longo do tempo.
o nível de base de um rio é o ponto mais baixo do vale que o rio 
pode escavar, sem prejudicar o escoamento de suas águas. o nível de 
base geral de todos os rios corresponde ao nível do mar. entretanto, 
o nível de base também pode ser estabelecido em relação a um lago, 
a um mar fechado ou mesmo em relação a outro rio, como no caso de 
um afluente ou subafluente.
Figura 6. Foz em estuário
Estuário
Rio
Oceano
Fonte: elaborado com base em Atlas visuais: a Terra. 5. ed. São paulo: Ática, 1996. p. 42-43.
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
A qual forma de 
relevo corresponde a 
área do curso inferior 
desse rio?
Mar fechado 
Tipo de mar localizado no 
interior do continente, sem 
nenhuma comunicação 
com o oceano. São 
exemplos o Mar cáspio, o 
Mar de Aral e o Mar Morto, 
todos localizados na Ásia.
A uma planície, podendo ser tanto 
fluvial como marítima.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 140 23/02/16 14:09
141percurSo 17
A acumulação fluvial
e a agricultura
A acumulação dos detritos transpor-
tados por um rio é denominada acu-
mulação fluvial e pode dar origem às 
planícies de inundação (figura 8). es-
sas planícies se formam ao longo do 
vale de um rio quando suas várzeas 
— áreas baixas e mais ou menos pla-
nas localizadas às margens do rio — 
são inundadas durante as cheias. com 
a inundação, os sedimentos, que se ori-
ginam da erosão das margens, das ver-
tentes ou das enxurradas que escoam 
para o vale fluvial, são transportados pe-
las águas e se depositam nessas áreas, 
construindo as planícies. Muitos desses 
sedimentos são férteis, o que favorece 
o estabelecimento de lavouras nessas 
planícies. No Brasil, o rio Amazonas e o 
rio São Francisco, entre outros, formam 
planícies de inundação.
Nas planícies de nível de base, os rios 
descrevem curvas que recebem o nome 
de meandros (figura 9).
Figura 8. Vista aérea de trecho do rio paraíba do Sul, próximo 
ao município de pindamonhangaba, Sp (2014), e de sua 
planície de inundação, na qual, entre outras atividades, 
realiza-se a extração de areia.
Figura 9. Vista aérea dos meandros 
do rio Juruá, que tem nascente 
no peru e foz no rio Solimões, na 
Amazônia brasileira (2012).
Figura 7. Perfil de equilíbrio e nível de base de um rio
Fonte: elaborado com base em 
FoNT-ALTABA, M.; ArrIBAS, A. San 
Miguel. Atlas de Geologia. rio de Janeiro: 
Livro Ibero-Americano, 1975. p. e3.
esta imagem esquemática 
mostra os diversos perfis 
longitudinais do leito de um 
rio à medida que avança 
a erosão fluvial; a linha da 
faixa mais escura é chamada 
perfil de equilíbrio.
Nascente
Área de
erosão
(a)
(b)
(c)
(d)
(e)
Nível de base
Perfil inicial
Área de deposição
de detritos
Foz Oceano
Perfil de equilíbrio
va
g
n
er
 v
a
rg
a
s
lu
Ca
s 
la
Ca
Z 
ru
iZ
/F
O
tO
a
re
n
a
/F
O
lh
a
Pr
es
s
br
u
n
O
 k
el
ly
/r
eu
te
rs
/l
a
ti
n
st
O
Ck
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 141 23/02/16 14:09
142 expedIção 5
Figura 10. Formação de meandros 
Os meandros
os meandros resultam do trabalho de acumulação e de destruição rea-
lizado por um rio e são formados quando a força erosiva das águas está 
reduzida.
Quando um rio atinge o nível de base, suas águas deslocam-se mais 
lentamente. encontrando um obstáculo, desviam-se dele e realizam um 
trabalho de erosão horizontal (nas margens). observe a figura 10.
A dinâmica dos meandros, também chamados meandros divagantes, 
impede que rios meandrantes sirvam de referência para uma fronteira 
entre dois países.
 A ação das águas oceânicas
As águas oceânicas também realizam uma ação ou “trabalho” cons-
tante de destruição e de construção do relevo. A chamada erosão mari-
nha ou abrasão (figura 11), por exemplo, dá origem às falésias — for-
ma de relevo litorâneo com paredões abruptos em contato com a água 
do mar (figura 12). 
4 
Fonte: MArrero, Levi. La Tierra y sus recursos. 19. ed. caracas: cultural Venezolana, 1975. p. 221.
1. Quando as águas de um 
rio se deslocam, ocorre a 
deposição de materiais 
que ele transporta em 
suspensão. 
Destruição
Deposição de materiais
ou detritos
Destruição
SedimentaçãoSedimentaçãoDeposição de materiais
ou detritos
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
Fluxo da água
2. Por causa da força das 
águas, a curva do rio se 
acentua; a deposição 
ocorre na margem 
interna e a erosão ataca 
a margem oposta. 
3. As curvas (meandros) tornam-
-se mais exageradas, a deposição 
continua numa margem, e a 
destruição, na outra. 
4. Numa fase adiantada, os meandros 
podem se unir. O rio passa a “cortar” 
as antigas camadas de sedimentos, 
criando novo curso de água em 
formato mais retilíneo, por onde o 
fluxo de água passa mais rapidamente. 
Gradativamente, os meandros ficam 
isolados e formam-se lagos em meia-lua. 
Figura 11. Fases da formação de uma falésia
Fonte: elaborado com base em Enciclopédia do estudante: ciências da Terra e do universo. São paulo: Moderna, 2008. p. 135.
Erosão decorrente
da ação das águas do mar
1 2 3 4
Escavação por
baixo das rochas
Rochas a ponto de
perder o prumo
Plataforma de abrasão
com blocos desagregados
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
Abrupto 
de inclinação quase 
vertical; escarpado; 
íngreme.
Solapar 
derrubar, demolir, escavar.
2 e 3. Essa ação provoca a desagregação das rochas e o recuo da falésia.1. A ação da água do mar se faz 
na falésia pelo solapamento de 
sua base, em virtude da ação das 
ondas e do intemperismo.
4. Os fragmentos de rocha caídos no 
sopé da falésia protegem-na da 
erosão, até que sejam erodidos 
pelos choques das ondas e pelo 
intemperismo.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 142 23/02/16 14:09
143percurSo 17
por meio da ação construtiva do oceano, são formadas as chamadas 
costas de acumulação, destacando-se as praias, as restingas e os tôm-
bolos (figura 13).
As praias se formam graças à deposição de areia — uma mistura de 
grãos de quartzo e sedimentos — realizada por oceanos, mares e rios. 
As restingas são faixas de areia depositadas por correntes marinhas 
costeiras, paralelamente ao litoral. esses depósitos são feitos com apoio 
em pontas ou saliências da costa litorânea ou em cabos (parte saliente 
do litoral ou das terras emersas que avançam em direção ao mar).
Quando o cordão arenoso se prolonga, pode fechar baías e enseadas, 
dando origem a algumas lagoas costeiras, como a Lagoa dos patos e a 
Lagoa Mirim, no estado do rio Grande do Sul, e a Lagoa de Araruama, no 
estado do rio de Janeiro, entre outras.
os tômbolos são cordões arenosos e pedregosos (seixos) que unem 
uma ilha ao continente. pode-se dizer, então, que o tômbolo é uma res-
tinga unida a uma ilha.
Figura 12. Barreiras na praia 
da pipa, no município de Tibau 
do Sul, rN (2014). As barreiras 
são formações da era Terciária 
que aparecem como falésias 
costeiras desde o estado do 
Amapá até o do rio de Janeiro.
Figura 13. Vista aérea do 
tômbolo que uniu a Ilha 
porchat, em São Vicente (Sp), 
ao continente (2010).
Você acha que a falésia 
pode ser uma atração 
turística? Por quê?
se
rg
iO
 F
u
rt
a
D
O
/e
st
Ú
D
iO
58
rO
g
er
iO
 r
ei
s/
O
lh
a
r 
im
a
g
em
Quartzo 
Mineral formado por silício 
e oxigênioque compõe 
diferentes rochas.
Baía 
reentrância da costa, 
menor que a de um golfo, 
pela qual as águas do mar 
circulam.
Enseada 
reentrância da costa bem 
aberta em direção ao mar, 
mas com pouca penetração 
dessas águas. 
Espera-se que o aluno ressalte a 
beleza da formação rochosa e 
a relacione com a erosão marinha.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 143 23/02/16 14:09
PERCURSO
18 A ação do vento, das 
geleiras e dos seres 
vivos sobre o relevo
 A ação do vento 
o vento, assim como a água, também age sobre a superfície terres-
tre, realizando três tipos de “trabalho”: o destrutivo (ou de erosão), o de 
transporte de sedimentos e o de acumulação (ou de construção). 
É importante destacar que a ação do vento sobre o modelado terres-
tre é mais intensa em regiões desérticas, semiáridas e litorâneas.
•	 O trabalho destrutivo ou de erosão
o trabalho destrutivo realizado pelo vento é denominado erosão eóli-
ca. existem dois tipos de erosão eólica: a corrasão e a deflação.
A corrasão consiste no impacto de partículas de areia ou de detritos 
transportados pelo vento contra a superfície das rochas, provocando seu 
desgaste.
dependendo do tipo de rocha, a corrasão dá origem a diferentes formas 
no modelado: algumas polidas, outras de formatos curiosos, como o de 
um cogumelo ou de um arco (figura 14), entre outros aspectos. 
A deflação consiste no trabalho de desgaste realizado pelo vento so-
bre a superfície das rochas, carregando detritos ou fragmentos já sol-
tos pelo intemperismo mecânico (rever Percurso 17). É um verdadeiro 
“trabalho de vassoura”. A deflação ocorre principalmente em re giões de
clima seco e desértico. Aí os fragmentos de rocha de maior tamanho, 
deslocados pelo vento, são depositados sobre a areia, formando um de-
serto pedregoso, chamado reg (figura 15).
1 
Figura 14. exemplo de erosão 
eólica em rocha encontrada 
no Arches National park, em 
utah, estados unidos (2012). 
observe o formato de arco 
“esculpido” pela ação 
do vento.
FO
tO
: i
m
a
g
eb
rO
ke
r/
a
la
m
y/
la
ti
n
st
O
Ck
; m
a
Pa
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
144
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 144 23/02/16 14:09
145percurSo 18
Nos desertos, quando a remoção de areia pela ação da deflação 
alcança grandes proporções em certa área, podem-se formar grandes 
depressões. Quando essas depressões atingem o nível hidrostático, ou 
seja, chegam até a superfície superior da água de um lençol aquífero sub-
terrâneo, favorece-se a formação de um oásis no local, que passa a difi-
cultar a erosão eólica (figuras 16 e 17). 
•	 O trabalho de transporte
o transporte de sedimentos pode ocorrer por suspensão, rolamen-
to ou saltos, dependendo do tamanho do fragmento e da velocidade 
do vento.
um furacão, por exemplo, é capaz de realizar o transporte por rolamento 
de fragmentos de rochas de até 10 centímetros de diâmetro. Já um vento 
de 47 quilômetros por hora desloca partículas de um milímetro de diâme-
tro, que podem alcançar grandes distâncias. para ter ideia, grãos de areia do 
deserto do Saara, na África, já chegaram ao reino unido, a 3.000 quilômetros 
de distância.
Figura 16. Formação de oásis
Figura 15. exemplo de reg, 
deserto pedregoso, em um 
trecho do deserto do Saara, 
no Marrocos (2013).
Figura 17. oásis umm-al-maa no deserto do 
Saara, na Líbia, país do norte da África (2011).
Fonte: elaborado com base em MArrero, Levi. La Tierra y sus 
recursos. 19. ed. caracas: cultural Venezolana, 1975. p. 211.
Oásis
Manancial
Aquífero (rochas permeáveis)
Camadas superiores de rochas impermeáveis
Camadas inferiores de rochas impermeáveis
a
n
n
a
 s
er
D
yu
k/
m
O
m
en
t/
g
et
ty
 im
a
g
es
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
F O
tO
: r
a
q
u
el
 m
a
ri
a
 C
a
rb
O
n
el
l 
Pa
g
O
la
/l
ig
h
t 
rO
Ck
et
/
g
et
ty
 im
a
g
es
; m
a
Pa
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
No seu contexto
Se você pegar um 
punhado de areia fina 
e colocá-lo sobre um 
prato, deixando-o na 
parte externa de sua 
casa, num dia sem 
chuva, o que poderá 
ocorrer com ele nos 
dias seguintes?
Explicar aos alunos que os desertos dificultam a 
fixação humana devido à sua aridez e, portanto, 
falta de água. As aglomerações humanas nesse 
ambiente desfavorável são encontradas apenas 
nos oásis. Seria oportuno destacar também 
que a existência de petróleo em algumas áreas 
desérticas, como no norte da África, atrai 
investimentos e cria infraestrutura para a fixação 
humana nas áreas de exploração petrolífera.
Espera-se que os alunos apontem que poderá 
haver deslocamento de grãos de areia causado 
pelo vento — um exemplo de erosão eólica.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 145 23/02/16 14:09
146 expedIção 5
Figura 18. Formação de duna
•	 O trabalho de acumulação ou de construção
As dunas podem ou não ser formadas a partir de obstáculos existen-
tes na trajetória do vento (figura 18). Quando não há a presença de obs-
táculos em sua formação, denominam-se dunas verdadeiras, que apare-
cem tanto nos litorais como nos desertos (figura 19).
existem ainda as barcanas, que se distinguem nas paisagens desér-
ticas pela forma de lua crescente ou minguante, com as pontas voltadas 
para a mesma direção do vento (figura 20).
Figura 20. Barcanas
Figura 19. Vista de dunas do deserto do Saara, 
no Marrocos (2012), com condutores de camelos 
em caravana.
Direção do vento
As barcanas são dunas 
de áreas desérticas cuja 
forma se deve à variação da 
velocidade do vento. 
vento
vento
Fonte: elaborado com base em LeINZ, Viktor; AMArAL, Sérgio e. do. Geologia 
geral. 7. ed. São paulo: companhia editora Nacional, 1978. p. 130.
Fonte: elaborado com base em Enciclopédia do estudante: ciências da Terra e do universo. 
São paulo: Moderna, 2008. p. 141.
va
g
n
er
 v
a
rg
a
s
va
g
n
er
 v
a
rg
a
s
FO
tO
: F
ra
n
s 
le
m
m
en
s/
CO
rb
is
/l
a
ti
n
st
O
Ck
; m
a
Pa
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
ltufo de vegetais
linha de deslocamento 
ou migração de duna
Quem lê viaja mais
PRATES, José Eduardo. 
A origem dos ventos. Ciência 
Hoje na Escola: céu e Terra, 
rio de Janeiro: SBpc, 
p. 43-46, 1996.
Se você já teve curiosidade 
de saber como se formam 
aqueles vendavais em 
dias de chuva, esse texto 
vai elucidar o assunto. 
de forma clara e por meio 
de ilustrações precisas, o 
autor explica como e onde 
os ventos se originam 
e se deslocam.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 146 23/02/16 14:09
147
 A ação das geleiras
Nas regiões frias do globo terrestre, nas zonas polares e nas altas 
montanhas, as precipitações atmosféricas ocorrem sob a forma de neve. 
o acúmulo de neve, nessas regiões, dá origem a massas sólidas de gelo — 
as geleiras, também chamadas glaciares.
As geleiras podem ser:
•	 continentais: também denominadas inlândsis, cobrem vastas ex-
tensões da superfície terrestre. É o caso das geleiras da Antártida e 
da Groenlândia (figura 21);
•	 de	montanha: chamadas também de geleiras de vale ou alpina, 
ocorrem nas altas montanhas, onde há formação de neves eternas.
A erosão realizada pelas geleiras recebe o nome de erosão glacial. en-
tre os trabalhos de erosão realizados pelas 
geleiras continentais destacam-se os fior-
des — corredores estreitos e profundos em 
litorais de terras emersas elevadas, encontra-
dos principalmente na Noruega (figura 22), 
na Groenlândia, no canadá (península do La-
brador e Terra Nova) e no sul do chile. 
os fiordes se formaram durante as glacia-
ções do Quaternário, quando as geleiras, ao 
se deslocarem, escavaram gargantasou va-
les profundos em forma de “u” ao longo dos 
litorais. com o derretimento da geleira, o ní-
vel do mar subiu, invadindo esses vales. 
2 
Figura 21. Aspecto de geleira 
continental na Groenlândia 
(2014).
FO
tO
: r
O
be
rt
 h
a
a
sm
a
n
n
/i
m
a
g
eb
rO
ke
r/
g
lO
w
 im
a
g
es
; 
m
a
Pa
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
Figura 22. Fiorde de Geiranger, 
na Noruega (2012). reconhecido 
como patrimônio da Humanidade, 
é um dos locais mais visitados 
da região. observe, no topo das 
montanhas, a presença de geleiras.
FO
TO
: P
a
Tr
Ic
Ia
 h
a
M
IL
TO
n
/c
O
n
Tr
Ib
u
TO
r/
g
eT
Ty
 
IM
a
g
eS
; M
a
Pa
: a
n
D
er
SO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
PI
M
en
Te
L
Precipitação 
atmosférica 
Quantidade de água, neve 
ou granizo que cai da 
atmosfera sobre o solo em 
determinado período.
Explique aos alunos que o aquecimento global (efeito estufa) tem provocado o recuo das geleiras, ou seja, a diminuição de seu volume ou, ainda, 
o seu derretimento. Entre as consequências previstas por estudiosos, caso o aquecimento global continue, estão: elevação do nível dos oceanos, 
com a decorrente submersão de cidades nos litorais, alteração na distribuição geográfica de animais e de plantas cultivadas etc.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 147 23/02/16 14:09
148 expedIção 5
Figura 23. Geleira de montanha: antes, durante e após a glaciação
Quais foram as 
principais mudanças 
no relevo causadas 
pela ação das geleiras?
Picos fragmentados
pelo gelo
Morainas
2 – Durante a glaciação
Vale
em “U”
Língua
glaciária
Figura 24. Na foto, 
mineração de ferro a céu 
aberto, no Maciço do urucum, 
município de corumbá, 
MS (2014), que alterou 
profundamente o relevo.
Fonte: elaborado com base em FArNdoN, John. Dicionário escolar da Terra. porto: civilização, 1996. p. 123.
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
 A ação dos seres vivos
os seres vivos também são agentes modificadores do modelado terres-
tre. A ação das plantas e dos animais é pequena quando comparada à dos 
agentes estudados anteriormente; no entanto, não se deve desprezá-la.
de todos os seres vivos, o ser humano é o maior agente de transfor-
mação do modelado terrestre (como também de outros elementos da 
natureza, como vegetação, solo, hidrografia etc.).
com o crescimento populacional e o desenvolvimento tecnológico, o ser 
humano passou a atuar cada vez mais na natureza, alterando a paisagem 
natural ao praticar a agricultura, explorar os recursos naturais (figura 24), 
implantar cidades, construir indústrias, rodovias, ferrovias, portos, aeropor-
tos, barragens nos rios etc. Muitas vezes, entretanto, essas alterações são 
desastrosas, pois poluem os rios, os oceanos, o solo, a atmosfera, enfim, o 
meio ambiente, colocando em risco o próprio ser humano. 
3 
As geleiras de montanha se formam quando a neve, ao cair, acumula-
-se em grandes cavidades, chamadas circos glaciais. Ao se transformar 
em gelo, essa neve aumenta muito de volume, formando uma língua 
de gelo (língua glaciária) em direção à descida da montanha. Ao deslo-
car-se lentamente (alguns metros por ano) pelas encostas, essa língua 
glaciária provoca erosão, transporte e acumulação de fragmentos de ro-
chas, a moraina (figura 23).
3 – Após a glaciação
Vale
suspenso
Circo com lago
m
a
ri
O
 F
ri
eD
la
n
D
er
/P
u
ls
a
r 
im
a
g
en
s
Rio
principal
Substrato
rochoso
Cumes de
morros
arredondados
1 – Antes da glaciação
Vale
em “V”
Antes da glaciação, havia formas 
de relevo arredondadas. Devido 
à ação das geleiras, apareceram 
picos pontiagudos e vales em 
forma de “U”.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 148 23/02/16 14:09
149percurSo 18
Outras rotas
embrapa envia nova remessa 
de sementes para o banco de 
Svalbard, na noruega
“A Embrapa — Empresa Brasileira de Pes-
quisa Agropecuária — enviou, em 2014, 514 
acessos de feijão (Phaseolus vulgaris), para 
o Banco Global de Sementes de Svalbard, si-
tuado na cidade de Longyearbyen, Noruega. 
Acessos são amostras de sementes represen-
tativas de diferentes populações de uma mes-
ma espécie. […]
O envio de amostras para Svalbard é mais 
uma garantia de conservação, já que o ban-
co nórdico é o mais seguro do mundo em 
termos físicos e ambientais. Além de estar si-
tuado dentro de uma montanha na cidade de 
Longyearbyen, foi construído com total segu-
rança para resistir a catástrofes climáticas (en-
chentes, terremotos, aquecimento gradual, 
etc.) e até mesmo a uma explosão nuclear. […]
A caixa forte da Noruega
A caixa forte norueguesa tem capacidade 
para quatro milhões e quinhentas mil amos-
tras de sementes. O conjunto arquitetônico 
conta com três câmaras de segurança máxima 
situadas ao final de um túnel de 125 metros 
dentro de uma montanha em uma pequena 
ilha do arquipélago de Svalbard, situado no 
paralelo 78° N, próximo do Polo Norte.
As sementes são armazenadas a 20° C 
abaixo de zero em embalagens hermetica-
mente fechadas, acondicionadas em caixas 
armazenadas em prateleiras. O depósito está 
rodeado pelo clima glacial do Ártico, o que 
assegura as baixas temperaturas, mesmo se 
houver falha no suprimento de energia elétrica. 
As baixas temperatura e umidade garantem 
a baixa atividade metabólica, mantendo a 
viabilidade das sementes por um milênio 
ou mais.”
dINIZ, Fernanda. embrapa envia nova remessa de sementes 
para o Banco de Svalbard, na Noruega. Embrapa, Notícias, 
recursos naturais, 14 abr. 2014. disponível em: . 
Acesso em: 10 set. 2015.
Interprete
1. Explique por que a autora usou a 
expressão “caixa forte” nesse texto.
Argumente
2. Você acha essa iniciativa importante? 
Por quê?
3. Explique por que esse lugar foi 
escolhido. 
FO
tO
: t
im
 e
 w
h
it
e/
Cu
lt
u
ra
 C
re
a
ti
ve
/a
FP
; m
a
Pa
: F
er
n
a
n
D
O
 JO
sé
 F
er
re
ir
a
portão de entrada do Banco Global de Sementes de Svalbard, abrigo 
subterrâneo que guarda amostras de sementes na Ilha de Spitsbergen, 
na Noruega (2015).
Metabólico 
de metabolismo: 
conjunto dos 
processos físicos e 
químicos pelos quais 
se mantém a vida 
em um organismo.
Viabilidade
Que é viável; no 
caso, que mantém 
as condições para 
germinação.
Com o professor de Ciências, sugerimos aprofundar temas como a crise da biodiversidade, marcada pela extinção acelerada de 
diversas espécies, em função, principalmente, da degradação e destruição de seus habitats; os diversos fatores responsáveis 
por essa destruição, como o crescimento das áreas utilizadas para a agricultura e a criação de gado, a expansão das cidades 
Meio 
Ambiente
e a poluição do solo, do ar e da água, além da caça e 
do comércio ilegal de plantas e animais silvestres.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 149 23/02/16 14:09
Atividades dos percursosAtividades dos percursos
150
17 e 18
expedIção 5
África: curso do Rio NiloCurso fluvial
20ºN
10ºN
EQUADOR
30ºN
M
A
R VERM
ELH
O
 
Lago Nasser 
Nilo 
Ubangui
 DEPRESSÃO 
DE 
QATTARA
DESERTO 
DA LÍBIA
Á F R I C A
DESERTO 
DA NÚBIA
 PLANALTO 
DA 
ETIÓPIA
PENÍNSULA 
DA SOMÁLIA
RAS DASCIAN 
4.620 m
 Nilo
 B
ran
co 
 N
ilo A
zul 
Á S I A 
20ºL 30ºL 40ºL 50ºL
 Shebele
Lago
Turkana
 Lago Albert 
Ju
b
a
Lago Kyoga
 Lago 
Vitória
RUWENZORI
5.109 m QUÊNIA 
5.199 m
 DESERTO
 A
R
Á
B
ICO
 
 C
an
al de Suez 
 Golfo de Áden 
Congo 
SINAI
N
ilo 
 
 
 R
IF
T 
V
A
LL
EY
 M A R M E D I T E R R Â N E O 
 OCEANO
 ÍNDICO
Baía da So
m
ál
ia
TRÓPICO DE CÂNCER
Rio intermitente
Pico
Altitudes
(metros) 3.000
1.500
500
200
0Revendo conteúdos
1 Planícies de inundação formam-se ao 
longo do vale de rios, quando suas várzeas 
sofrem enchentes provocadas pelas águas 
do próprio rio, que aí depositam sedimen-
tos. Agora, faça o que se pede.
a) Explique o que é várzea.
b) O que são sedimentos?
c) Qual é a origem desses sedimentos 
transportados pelo rio?
d) Existe relação entre os sedimentos das 
planícies de inundação e a prática da 
agricultura? Exemplifique.
2 Observe a ilustração abaixo e, depois, 
responda em seu caderno.
3 O que é erosão eólica? Qual é a dife-
rença entre corrasão e deflação?
4 Explique a relação entre deflação e 
oásis.
5 O ser humano é um agente modificador 
do relevo. Com base nessa afirmativa, 
responda:
a) De que modo o ser humano transforma 
o modelado terrestre?
b) Você já viu alguma intervenção humana 
no relevo que provocou sua alteração? 
Dê exemplo e explique-o.
Leituras cartográficas
6 Observe o mapa e responda às questões.
a) As porções do vale fluvial marcadas 
com as letras A, B e C correspondem a 
que partes do curso fluvial?
b) De que tipo é a foz desse rio? Explique 
sua resposta.
c) Em que margem do rio principal exis-
tem afluentes?
a) O Rio Nilo, no Egito, é o resultado do 
encontro de dois rios. Quais são esses 
rios e onde estão suas nascentes?
A
B
C
Fonte: elaborado com base em Enciclopédia do estudante: 
ciências da Terra e do universo. São paulo: Moderna, 2008. p. 125.
Fonte: FerreIrA, Graça M. L.
Atlas geográfico: espaço 
mundial. 4. ed. São paulo: 
Moderna, 2013. p. 80.
20ºN
10ºN
EQUADOR
30ºN
M
A
R VERM
ELH
O
 
Lago Nasser 
Nilo 
Ubangui
 DEPRESSÃO 
DE 
QATTARA
DESERTO 
DA LÍBIA
Á F R I C A
DESERTO 
DA NÚBIA
 PLANALTO 
DA 
ETIÓPIA
PENÍNSULA 
DA SOMÁLIA
RAS DASCIAN 
4.620 m
 Nilo
 B
ran
co 
 N
ilo A
zul 
Á S I A 
20ºL 30ºL 40ºL 50ºL
 Shebele
Lago
Turkana
 Lago Albert 
Ju
b
a
Lago Kyoga
 Lago 
Vitória
RUWENZORI
5.109 m QUÊNIA 
5.199 m
 DESERTO
 A
R
Á
B
ICO
 
 C
an
al de Suez 
 Golfo de Áden 
Congo 
SINAI
N
ilo 
 
 
 R
IF
T 
V
A
LL
EY
 M A R M E D I T E R R Â N E O 
 OCEANO
 ÍNDICO
Baía da So
m
ál
ia
TRÓPICO DE CÂNCER
Rio intermitente
Pico
Altitudes
(metros) 3.000
1.500
500
200
0
a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
250 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 150 23/02/16 14:09
151percurSo 18
b) Onde o Rio Nilo deságua? 
c) Há muitos séculos, as áreas próximas 
às margens do Rio Nilo funcionam 
como um “celeiro” do Egito, permitindo 
a produção de grãos. A que fenômeno 
fluvial se deve essa prática? Explique.
Explore
7 Observe a imagem abaixo e, em seguida, 
faça o que se pede.
a) Como o autor da poesia se refere ao 
iceberg? Você acha correto chamá-lo 
dessa forma? Por quê?
b) Por que o autor afirma que o iceberg é 
uma pedra-d’água efêmera?
c) Observando a ilustração, por que o iceberg 
é descrito no poema com “a cabeça pra 
fora”?
Pesquise
9 Forme grupo com mais dois colegas e, 
juntos, pesquisem em jornais, revistas ou 
na internet paisagens que tenham pouca 
presença da sociedade humana. Esco-
lham uma delas e expliquem qual ou 
quais agentes externos mais exerceram 
influência no modelado dessa paisagem.
 Reúnam-se com os outros grupos e con-
versem sobre o que descobriram. Ao final, 
complementem o trabalho com as infor-
mações dos outros grupos que forem per-
tinentes à paisagem escolhida por vocês 
e organizem um mural com os resultados 
na classe ou na escola.
a) Indique o principal agente externo res-
ponsável pela formação desse relevo. 
b) Explique de que maneira esse agente 
atua para dar origem a essas formas. 
8 Leia, interprete e compare o texto e a 
imagem e, depois, responda às questões.
“Iceberg
Pedra-d’água impassível,
Impávido colosso, 
Efêmera,
Impõe respeito enquanto dura.
Mergulhada frieza,
Cabeça pra fora,
Solene beleza.
Branca,
Independentemente de qualquer fé
É montanha. [...]”
SIAN, roberto A. Algumas histórias da Terra. 
São paulo: paulus, 2000. p. 24.
Parte emersaIceberg
Parte 
submersa
Oceano
Fonte: elaborado com base em MArrero, Levi. La Tierra y sus 
recursos. 19. ed. caracas: cultural Venezolana, 1975. p. 149.Vista de dunas do parque Nacional dos Lençóis 
Maranhenses, MA (2011).
se
lm
a
 C
a
Pa
rr
O
Z
a
le
x 
u
Ch
ô
a
/O
Pç
ã
O
 b
ra
si
l 
im
a
g
en
s
Iceberg 
do inglês, ice (gelo) e berg (montanha), significa 
grande massa sólida de gelo flutuante à deriva 
pelos mares glaciares; geleira.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 151 23/02/16 14:09
PERCURSO
19
152 expedIção 5
Figura 25. Brasil: físico
O relevo do Brasil
 Um relevo de altitudes modestas
o relevo do Brasil apresenta altitudes modestas, se comparado às
áreas de outras terras emersas do mundo, dentre as quais muitas apresen-
tam dobramentos modernos. Isso acontece porque aqui ocorreram dobra-
mentos antigos (do pré-cambriano), que sofreram intenso processo erosi-
vo ou desgaste pelos agentes do modelado no decorrer do tempo geológico.
predominam áreas com altitudes menores que 500 metros (figura 25).
1 
Profundidades (metros)
Pico
Alagados
Represa
1.200
800
500
200
100 0
200
2.000
4.000
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
EQUADOR
 TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
0°
Cabo Orange
Cabo S. Roque
Cabo Branco
Pta. do Seixas
Cabo de S. Tomé
La. Feia
Cabo Frio
Ba. de Marajó
I. de
MarajóRepr. de
Balbina
Repr. de
Tucuruí
Repr. de
Sobradinho
Ba. de São Marcos
Arq. Fernando
de NoronhaAtol 
das Rocas
Ba. de Todos-os-Santos
Arq. dos 
Abrolhos
I. de S. SebastiãoRepr. de 
Itaipu
I. Comprida
I. de Santa Catarina
Lagoa
dos Patos
La. Mirim
La. Mangueira
Arroio Chuí
I. 
do
 B
an
an
al
 
CHAPADA DO
ARARIPE
SA. PACARAIM
A 
 SA. IMERI 
SA. TUMUCUMAQUE 
PLANAL
TO
 
DA BORB
O
R
E
M
A
 
SA. DO CACH
IM
B
O
 
 CHAPADA DOS PARECIS 
 SA. DO R
O
N
C
A
D
O
R
 
 E
SP
IG
Ã
O
 M
E
S
TR
E
 
SA. DA CANASTRA
 
SE
R
R
A
 D
O
 E
S
P
IN
H
A
Ç
O
 
 S E R
R
A
 
G
E
R
A
L
 
 
 
 S
A. D
A MANTIQUEIRA 
 
 
 C
H
A
PA
D
A
 
 D
IA
M
ANTIN
A 
S
A
. D
O C
AIAPÓ 
SA
. D
E 
M
ARACAJU
 
PLANÍCIE
DO
PANTANAL
 P L A N
Í C I E D O R I O A M A Z O N A S 
 
 P
LA
N
ÍC
IE
 
 C
O
ST
EIRA 
PLANÍCIE COSTEIRA 
NEGRO 
 JAPURÁ 
AMAZONAS SO
LIMÕES 
JURUÁ 
 PURUS 
M
A
DEIRA 
TA
PA
JÓ
S 
 XI
N
G
U
 
SÃO FRANCISCO 
AR
A
G
U
A
IA
 
TO
C
A
N
TI
N
S
 
PA
R
A
G
U
A
I 
PARANÁ 
URUGUAI 
 
O
ia
po
qu
e 
 
B
ra
nc
o 
 
Jari 
G
ur
up
i 
 
M
ea
rim
 
Ja
gu
ar
ib
e 
Javari 
M
am
or
é 
 
Guaporé 
Sã
o 
Fr
an
ci
sc
o 
 
R. de Contas 
Pa
ra
naíba 
Grande 
Tietê 
Doce 
Paranapanema 
Jacuí 
MORRO
DA IGREJA
1.822 m
RORAIMA
2.739 m
CABURAÍ
1.456 m
31 DE MARÇO
2.973 mNEBLINA
2.994 m
BANDEIRA
2.892 m
AGULHAS
 NEGRAS
2.791 m
AGULHAS
 NEGRAS
2.791 m
Altitudes (metros)
C
H
. A
P
O
DI 
S
A
. D
E CONTAMANA 
 A
R
A
R
AS
 
 S
A
. D
AS
 
SA
.
 D
O
U
RADA 
SA. D
O
S PACAÁS NOVOS 
To
ca
nt
in
s 
 
S
A
. IB
IA
PA
B
A
 
 PARAÍBA DO SUL 
SA. DOS 
PIRINEUS 
 Ba. de Guanabara 
 I. Grande 
I. do Caju
S
A
. PARIMA 
 SA. ACARAÍ 
C
H
. D
A
S MANGABEIRAS 
PA
R
N
A
ÍB
A 
 S
A
. F
O
R
M
OSA 
S
A
. D
O
S 
CARAJÁS 
S
A
. D
O
S 
G
RA
DAÚS 
SERRA DO MAR 
Iguaçu 
Repr. Serra
da Mesa
50°O
Fonte: FerreIrA, 
Graça M. L. Atlas 
geográfico: espaço 
mundial. 4. ed. São 
paulo: Moderna, 
2013. p. 118.
Localize no mapa uma 
área de altitude entre 
0 e 100 m e outra igual 
ou superior a 1.200 m.
Fe
rn
a
n
D
O
 JO
sé
 F
er
re
ir
a310 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
De 0 a 100 m: 
Planície do Rio 
Amazonas, Planície 
do Pantanal, Planície 
Costeira, além de 
outras localizadas 
nos vales de alguns 
rios. Superior a 
1.200 m: Serra do 
Imeri, áreas da Serra 
do Espinhaço, do 
Espigão Mestre etc.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 152 23/02/16 14:09
153
Figura 26. Brasil: relevo
0°
20°S
40°O60°O
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
EQUADOR
Planaltos
 1 Planalto da Amazônia Oriental
 2 Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba
 3 Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná
 4 Planaltos e Chapadas dos Parecis
 5 Planaltos Residuais Norte-Amazônicos
 6 Planaltos Residuais Sul-Amazônicos
 7 Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste
 8 Planaltos e Serras de Goiás-Minas
 9 Serras Residuais do Alto Paraguai
10 Planalto da Borborema
11 Planalto Sul-Rio-Grandense
Depressões
12 Depressão da Amazônia Ocidental
13 Depressão Marginal Norte-Amazônica
14 Depressão Marginal Sul-Amazônica
15 Depressão do Araguaia
16 Depressão Cuiabana
17 Depressão do Alto Paraguai-Guaporé
18 Depressão do Miranda
19 Depressão Sertaneja e do São Francisco
20 Depressão do Tocantins
21 Depressão Periférica da Borda Leste da
 Bacia do Paraná
22 Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense
Planícies
23 Planície do Rio Amazonas
24 Planície do Rio Araguaia
25 Planície e Pantanal do Rio Guaporé
26 Planície e Pantanal Mato-Grossense
27 Planície da Lagoa dos Patos e Mirim
28 Planícies e Tabuleiros Litorâneos
5
5
13
1412
25
12
5
1
123
6 2 2
2
6
6
4
7
3
8
16
26
24
23
15
21
28
28
22
11
27
18
17
19
9
9
20
10
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
Há no território brasileiro diversas formas de relevo. As principais 
são os planaltos, as planícies e as depressões (figura 26). 
Figura 27. Mar de morros no 
município de Teresópolis (rJ), 
no parque estadual dos Três 
picos (2015), localizado na 
unidade de relevo do Brasil 
denominada planaltos e Serras 
do Atlântico Leste-Sudeste.
a
n
D
ré
 D
ib
/P
u
ls
a
r 
im
a
g
en
s
Localize, aproximadamente, 
a sua unidade da federação e 
aponte qual(is) unidade(s) 
de relevo ela abrange.
a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
390 km
•	 Os planaltos
Na figura 26, pode-se observar que os 11 planaltos brasileiros es-
tão circundados ou rodeados por depressões. Isso mostra que, do pon-
to de vista geomorfológico, esses planaltos são formas residuais do rele-
vo, ou seja, representam porções de terreno mais resistentes à atuação 
dos agentes externos do modelado no decorrer do tempo geológico. en-
tretanto, e apesar disso, os planaltos foram e ainda são desgastados ou 
erodidos pela ação desses agentes.
os planaltos e chapadas da Bacia do paraná se estendem pelos esta- 
dos de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São paulo, paraná, Santa ca- 
tarina e rio Grande do Sul, constituindo, com 
os planaltos e Serras do Atlântico Leste-Su-
deste, os planaltos mais extensos do territó-
rio brasileiro. Veja na figura 27 o aspecto de 
uma região de planalto.
Fonte: roSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. 4. ed. São paulo: edusp, 2001. p. 53. 
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
Geomorfológico 
referente à Geomorfologia, 
ciência que estuda as 
formas de relevo.
Depende da unidade da federação.
À medida que o conteúdo for apresentado, oriente os alunos a localizar 
no mapa da figura 26 as formas de relevo destacadas no texto e/ou nas 
imagens.R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 153 23/02/16 14:09
•	 As planícies
diferentemente dos planaltos, as planícies corres-
pondem a áreas mais ou menos planas onde o pro-
cesso de deposição de materiais — tanto sedimentos 
fluviais, trazidos pelas águas dos rios, como maríti-
mos, eólios e lacustres (de lagos) — supera o proces-
so de desgaste. 
No Brasil, as planícies podem ser agrupadas em 
dois tipos:
• planícies marítimas ou costeiras: como o próprio 
nome indica, localizam-se no litoral e são formadas 
por sedimentos marinhos. É o caso das planícies e 
dos tabuleiros litorâneos, que formam praias (fi-
gura 28), e da planície da Lagoa dos patos;
• planícies continentais: situadas no interior do ter-
ritório brasileiro, são formadas principalmente por 
sedimentos fluviais. É o caso da planície do rio 
Amazonas, da planície e pantanal Mato-Grossense, 
entre outras. 
Figura 29. Trecho da depressão Sertaneja 
e do São Francisco, no município de piranhas, 
Alagoas (2013), que limita ao sul com o 
estado de Sergipe. 
Figura 28. A foto mostra a 
ocupação humana da planície 
litorânea no município de 
Saquarema, rJ (2015).
•	 As depressões
As depressões originam-se do desgaste dos planaltos, provocado 
principalmente pela ação dos agentes externos do modelado.
No território brasileiro, ocorrem apenas depressões relativas, ou seja, 
localizadas em altitudes mais baixas que as terras que as circundam, mas 
acima do nível do mar. duas depressões se destacam em extensão: a 
depressão Sertaneja e do São Francisco (figura 29) e a depressão Marginal 
Sul-Amazônica (localize-as na figura 26). de modo geral, as depressões 
do território brasileiro apresentam altitudes entre 200 e 500 metros e, 
em alguns casos, entre 500 e 800 metros.
Ca
rl
O
s 
a
lk
m
in
/O
lh
a
r 
im
a
g
em
ri
Ca
rD
O
 a
ZO
u
ry
/P
u
ls
a
r 
im
a
g
en
s
No seu contexto
Descreva o relevo 
da localidade ou do 
bairro onde você mora, 
tendo como ponto de 
referência a rua em que 
mora ou a de sua escola.
154
Resposta pessoal. É importante que os alunos observem as formas de relevo que os cercam, como planícies fluviais ou costeiras, áreas mais altas, que 
podem caracterizar planaltos, ou ainda uma localidade que esteja cercada por áreas com maior altitude, o que pode caracterizar uma depressão. 
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 154 23/02/16 14:10
155percurSo 19
 Importância do estudo do relevo
A investigação do relevo tem uma importante finalidade prática. 
como você viu no Percurso 13, o relevo é um dos fatores do quadro natu-
ral que condicionam a ocupação humana dos territórios. dessa maneira, 
áreas montanhosas, em geral, impõem dificuldades de fixação e locomo-
ção humana. Áreas planas facilitam a construção de rodovias e ferrovias, 
enquanto áreas planálticas favorecem a construção de hidre létricas. ob-
serve alguns perfis do relevo brasileiro na figura 30.
2 
Figura 30. Três grandes perfis que resumem o relevo brasileiro
Fonte: elaborado com base em revista Nova Escola. São paulo: Abril, ano x, n. 88, p. 14, out. 1995. 
Este corte, com cerca de 1.500 km de comprimento, vai do estado de Mato Grosso do Sul ao litoral 
paulista. Com baixas altitudes, a Planície e Pantanal Mato-Grossense está quase no mesmo nível do 
Oceano Atlântico. A Bacia do Paraná, formada por rios de planalto, concentra as maiores usinas 
hidrelétricas brasileiras.
Planaltos Residuais 
Norte-Amazônicos
Depressão 
Marginal Norte- 
-Amazônica
Planalto da 
Amazônia Oriental
Planície do Rio 
Amazonas
Depressão Marginal 
Sul-Amazônica
Planaltos Residuais 
Sul-Amazônicos
Este corte (perfil noroeste-sudeste) tem cerca de 2.000 km de comprimento. Vai das altas serras do norte 
de Roraima, fronteira com Venezuela, Colômbia e Guiana, ao norte do estado de Mato Grosso. Mostra 
as estreitas faixas de planícies situadas às margens do Rio Amazonas, a partir das quais se seguem amplas 
extensões de planaltos e depressões.
1. REGIÃO NORTE
2. REGIÃO NORDESTE
3. REGIÕES CENTRO-OESTE E SUDESTE
Este corte tem cerca de 1.500 km de extensão. Vai do interior do Maranhão ao litoralde Pernambuco. 
Apresenta um retrato do relevo da região: dois planaltos (o da Bacia do Parnaíba e o da Borborema) 
cercando a Depressão Sertaneja (ex-Planalto Nordestino). As regiões altas são cobertas por mata; 
as baixas, por caatinga.
Rio Parnaíba
Planaltos e 
Chapadas da Bacia 
do Rio Parnaíba
Escarpa (ex-Serra) 
do Ibiapaba
Depressão Sertaneja
Planalto da 
Borborema
Tabuleiros 
litorâneos
Oceano 
Atlântico
Planície e 
Pantanal 
Mato-Grossense Planaltos e Chapadas 
da Bacia do Paraná
Rio Paraná
Depressão 
Periférica da Borda 
Leste da Bacia do 
Paraná
Planaltos e Serras 
do Atlântico 
Leste-Sudeste
Oceano 
Atlântico
1
2
33.000
2.000
1.000
 m
3.000
2.000
1.000
 m
1.000
2.000
3.000
 m
Nota: as ilustrações não estão representadas em escala linear no eixo horizontal.
m
a
Pa
 e
 il
u
st
ra
çõ
es
: a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
No seu contexto
Há, na localidade 
em que você vive, 
obstáculos à fixação 
humana impostos 
pelo relevo?
A resposta depende da localidade. Espera-se que os alunos desenvolvam a capacidade de observação de seu 
espaço. Com isso, sintam-se estimulados a desenvolver um olhar mais apurado para a percepção do seu entorno.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 155 23/02/16 14:10
PERCURSO
20
156 expedIção 5
A hidrografia do Brasil
 A importância dos rios
A água é um recurso natural de grande valor socioeconômico e 
fundamental à existência da vida na Terra. por isso, deve ser usada de 
maneira criteriosa, para que não se degrade nem se esgote. 
os rios são cursos naturais e superficiais de água doce essenciais para 
as sociedades humanas; afinal, as águas fluviais permitem:
• o abastecimento de populações urbanas e rurais;
• a navegação (transporte);
• a irrigação de terras cultivadas (figura 31);
• a produção de energia elétrica (figura 32);
• o fornecimento de alimentos;
• o fornecimento de matéria-prima para a fabrica-
ção de vários produtos (bebidas, remédios etc.).
1 
Figura 32. Representação de uma usina hidrelétrica
1
7
8
2
3
5
6 6
4
Figura 31. A irrigação é a atividade que mais 
consome água no Brasil e em vários países do 
mundo. A foto mostra uma plantação irrigada 
por aparelhos chamados aspersores, no 
município de Teresópolis, rJ (2014).
1. Lago ou represa.
2. Barragem de concreto para 
 represamento da água.
3. Saída da água para 
 movimentar ou girar as pás 
 da turbina.
4. Saída de água para o 
 rio, que está logo após a 
 barragem e a usina.
5. Gerador, ou seja, lugar onde 
 é “gerada” ou “produzida” a 
 energia elétrica.
6. Torres de rede de 
 transmissão de energia 
 elétrica.
7. estação de distribuição de 
 energia elétrica.
8. chegada da energia elétrica 
 para consumo.
12
3
4
5 7
6 6
8
Fonte: elaborado com base em GreF. Leitura de Física: eletromagnetismo. São paulo: Instituto de Física da uSp, 1998. p. 86.
va
g
n
er
 v
a
rg
a
s
is
m
a
r 
in
g
be
r/
Pu
ls
a
r 
im
a
g
en
s
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 156 23/02/16 14:10
157percurSo 20
Figura 33. Brasil: hidrografia
 Brasil: um país de grandes 
recursos hídricos
Aproximadamente 12% de toda água doce superficial disponível no 
planeta concentra-se em território brasileiro (figura 33). 
essa reserva considerável de água se deve, entre outros fatores, a um 
clima que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo o país, 
com exceção de certas áreas do Nordeste do Brasil. 
2 
Fonte: elaborado com base em FerreIrA, Graça M. L. Atlas geográfico: espaço mundial. 4. ed. São paulo: Moderna, 2013. p. 127. 
a
n
D
er
sO
n
 D
e 
a
n
D
ra
D
e 
Pi
m
en
te
l
 Marañon 
U
caiali 
0°
10°S
20°S
30°S
40°O50°O60°O70°O
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
EQUADOR
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
 ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
 Urariquera 
I. Maracá
Br
an
co
Araguari 
 Uaupés 
NEGRO
 M
apuer a 
 Tro
m
b
etas 
Paru 
 Jari 
I. Caviana
I. Mexiana
I. de
Marajó
Repr. de
 Balbina JAPURÁ Guamá
I. de S. Luís
I. do Caju
Is. Maguapanim 
Uatumã
Içá SOLIMÕES 
AMAZONAS 
I. do Careiro I. Tupinambaranas 
 T
O
C
A
N
TI
N
S 
 
 C
ap
i m
 
 G
ur
up
i 
 Pi
nd
aré
 G
ra
ja
ú
M
ea
rim
 
 Itapecuru
 
 P
A
R
N
A
ÍB
A 
Po
ti 
 J
ag
ua
rib
e 
Pira
nh
as
 Potengi 
Atol das
Rocas
Is. Fernando
de Noronha
Paraíba 
 Capibaribe 
 J
av
ari 
 
Ju
ta
í
 JURUÁ
 PURUS 
 M
ADEIR
A 
 A
ri
p
u
an
ã
 T
A
PA
JÓ
S 
Ja
m
an
xi
m
 
 C
u
ru
á
Irir
i 
 X
IN
G
U
 
Repr. de
Tucuruí
To
cantins 
 
 
 
 
A
RA
GUAIA
 
Pa
rn
aíba Repr. Boa
Esperança
 Canindé
 SÃO FRANCISCO 
Purus 
Acr
e
 
Ju
ru
en
a
 
 Teles Pires G
ur
gu
ei
a 
Repr. de
Sobradinho
Vaza-Barris 
Itapicuru 
Guaporé
 Ji-P aran
á I. do
Bananal
 R. 
 das 
 
 
 M
or
te
s 
 A
ra
g
u
ai
a 
 Garças 
Corrente 
 S
ão
 F
ra
n
ci
sc
o 
 Carin
hanha 
 Paraguaçu 
Rio das Contas
I. Itaparica
Pa
ra
g
u
ai
 
 
 Pardo 
 Jequitinhonha 
C
ui
ab
á Paracatu R. das V
elh
as 
Mucuri Arq. dos
Abrolhos
 Doce 
 Ta
quari 
 Negro 
 Verde 
 P
ar
anaíba 
 Repr.
Três Marias
Repr.
Itumbiara
 Parao
peba 
Pardo 
Repr.
Ilha Solteira
Grande 
Repr. de
Furnas
 Paraíba do Sul PA
R
A
G
U
A
I M
iran
da 
Apa
PA
RA
NÁ
Repr.
Porto Primavera
Repr.
Jupiá
 Tietê
Paranapanema 
Rib. do Iguape 
I. Grande
I. de S. Sebastião
I. de Santo Amaro
 Ivaí
I. Comprida
Repr. de
Itaipu Iguaçu 
I. do Mel
I. de S. Francisco
I. de Santa Catarina
 Itajaí
 U
RUGUAI 
Repr. 
Passo Real
Repr. do
Passo Fundo
Pelotas 
Ibicuí Jacuí
Camaquã
Lagoa dos Patos
La. Mirim
La. Mangueira
Arroio Chuí
Repr.
Serra da Mesa
O
ia
po
qu
e 
Repr. de
Samuel
 Quaraí 
 M
a m
o
ré 
 A
rinos 
Rio perene
Rio temporário
Alagado
260 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
Sugerir aos alunos que façam a leitura da 
figura 33 (Brasil: hidrografia), localizando 
os principais rios do país e, em seguida, 
da região onde vivem. No livro do 7o ano, 
nos Percursos dedicados ao estudo das 
regiões brasileiras, serão tratados outros 
assuntos importantes e relativos aos rios 
brasileiros e ao seu aproveitamento, como 
é o caso da polêmica transposição do 
Rio São Francisco. Caso tenha interesse 
em abordar com os alunos esse tema, 
sugerimos consultar o portal do Ministério 
da Integração Nacional, disponível em: 
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 157 23/02/16 14:10
158 expedIção 5
•	 Regiões hidrográficas do Brasil
em 2003, o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, por meio do con-
selho Nacional de recursos Hídricos, publicou a divisão Hidrográfica Na-
cional, estabelecendo doze regiões hidrográficas no país, cada uma 
formada por uma bacia hidrográfica, ou por um grupo delas, com carac-
terísticas naturais, sociais e econômicas semelhantes (figura 34).
essa divisão foi elaborada para orientar o aproveitamento dos 
recursos hídricos do Brasil, assegurando o uso racional da água e seu 
gerenciamento.
Figura 34. Brasil: regiões hidrográficas
Fonte: Agência Nacional de Águas. disponível em: . Acesso em: 26 ago. 2015.
50°O
0° 
 TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
EQUADOR
Rio Negro 
Rio Japurá
Ri
o 
Ju
ru
á Rio Solimões 
Rio Puru
s 
Ri
o 
M
ad
eira 
Rio Amazonas 
Ri
o Ta
paj
ós
 
 
 
Ri
o 
X
in
gu
 
Ri
o A
ra
gu
ai
a 
Ri
o 
To
ca
nt
in
s 
Ri
o 
Sã
o 
Fr
an
cis
co
 
Ri
o P
arnaíba 
Ri
o 
Pa
ra
gu
ai
 
Ri
o 
Pa
ra
ná
Rio
 U
ru
gu
ai 
Rio Paranapanema 
Rio Tietê
Rio Paraíba do Sul 
Amazônica
Tocantins-
-Araguaia
São Francisco
Parnaíba
Atlântico
Nordeste 
Ocidental
Atlântico Sudeste
ParaguaiParaná
Atlântico Sul
Uruguai
Atlântico
Nordeste 
Oriental
Atlântico Leste
Região Hidrográfica Amazônica
Área (no Brasil): 3.869.953 km2
Principais rios: Amazonas, Purus, Madeira, Tapajós, 
Xingu, Negro e Trombetas.
A bacia abrange cerca de 45% do território brasileiro e se 
estende por países vizinhos (Bolívia, Equador, Peru, Co-
lômbia e Venezuela). Seus rios são fonte de alimentos, 
principalmente para a população ribeirinha. Apresenta 
também grande potencial hidrelétrico, tendo várias usi-
nas hidrelétricas projetadas. 
Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia
Área: 918.822 km2
Principais rios: Tocantins, Araguaia, Paraná e Rio das Mortes. 
Apresenta rios de grande extensão: o Tocantins tem 2.700 km 
e o Araguaia, 2.600 km.
Essa região tem grande potencial hidrelétrico. No curso in-
ferior do Rio Tocantins foi construída a Usina Hidrelétrica de 
Tucuruí, que abastece a atividade mineradora da região.
No curso do Rio Araguaia encontra-se a maior ilha fluvial do 
mundo: a Ilha do Bananal.
Em que região 
hidrográfica está 
situada a localidade 
em que você mora?
Fe
rn
a
n
D
O
 JO
sé
 F
er
re
ir
a
390 km
NE
LO
SE
S
N
NO
SO
Navegar é preciso
Agência Nacional 
de Águas (ANA)
Navegue por esse site, 
clicando em “regiões 
hidrográficas”, para 
conhecer mais sobre elas.
Carnaubal 
Formação vegetal em que 
predomina a palmeira 
carnaúba.
Sertão nordestino 
Sub-região da região 
Nordeste do Brasil com 
predominância de clima 
semiárido (quente e com 
chuvas escassas e mal 
distribuídas ao longo 
do ano).
Regime temporário 
regime fluvial em que, 
no período da estiagem, 
os rios ficam secos.
Resposta pessoal.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 158 23/02/16 14:10
159percurso 20
Região Hidrográfica do Uruguai
Área (no Brasil): 174.533 km2
Principais rios: Uruguai, Quaraí, Ijuí, Ibicuí e Negro. 
O curso do Rio Uruguai atinge 2.129 km, atravessando 
terras do Brasil e fazendo fronteira entre a Argentina e o 
Uruguai e entre o Brasil e a Argentina. Sua foz é no estuário 
do Rio da Prata. No Brasil, faz divisa entre os estados de 
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. É navegável num 
trecho de 670 km, em território do Rio Grande do Sul.
Região Hidrográfica Atlântico Sul
Área (no Brasil): 187.522 km2
Principais rios: Canaquã, Capivari, Itajaí, Jacuí e Guaíba.
O Rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, corta municípios 
importantes do estado (Passo Fundo, Cruz Alta etc.). Em seu 
vale há culturas de soja e arroz.
O Rio Itajaí corta o estado de Santa Catarina e atravessa 
cidades importantes como Blumenau e Itajaí.
Região Hidrográfica Atlântico Leste
Área: 388.160 km2
Principais rios: Jequitinhonha, Contas, Itapecuru, Mucuri, 
Pardo, Paraguaçu e Vaza-barris.
Os rios dessa região, que ocupa cerca de 4,5% do território 
brasileiro, desembocam no Oceano Atlântico e são 
importantes para as populações locais. Parte dos rios 
apresenta regime temporário.
Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental
Área: 274.301 km2
Principais rios: Gurupi, Itapecuru, Mearim, Munim e 
Pericumã.
Os rios dessa região são caudalosos, pois recebem grandes 
quantidades de chuvas. Em seus vales é cultivado arroz e, 
em seus interflúvios — isto é, pequenas ondulações do 
terreno que separam um vale fluvial do outro —, pratica-
-se a criação de gado bovino, além de outras atividades 
agrícolas.
Região Hidrográfica Atlântico Sudeste
Área: 214.629 km2
Principais rios: Doce, Paraíba do Sul, Ribeira do Iguape e 
São Mateus.
O Rio Doce corta os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. 
Seu vale é rico em jazidas minerais e pedras preciosas. O 
Rio Paraíba do Sul corta os estados de São Paulo e Rio de 
Janeiro. No seu vale desenvolveu-se a cafeicultura, no século 
XIX, e, atualmente, existem muitas cidades industriais em 
seu entorno.
Região Hidrográfica do Parnaíba
Área: 333.056 km2
Principais rios: Parnaíba, Balsas, Gurgueia e Poti.
O Rio Parnaíba, com 1.414 km de extensão, é a divisa 
natural entre Maranhão e Piauí. Em seu curso foi construída 
a Usina Hidrelétrica Boa Esperança. Recebe, pela margem 
direita, afluentes de regime temporário, como é o caso dos 
rios Gurgueia e Uruçui Preto, vindos do Sertão nordestino. 
É navegável entre Teresina e Parnaíba.
Região Hidrográfica do Paraguai
Área (no Brasil): 363.446 km2
Principais rios: Paraguai, Correntes, Taquari, São Lourenço 
e Sepotuba.
O Rio Paraguai, com 2.500 km de extensão, é um rio de 
planície, navegável. Corta o Pantanal Mato-Grossense e 
deságua no Rio Paraná, em território argentino. Em seu vale 
destacam-se a criação de gado bovino e o escoamento de 
minérios de ferro e manganês.
Região Hidrográfica do São Francisco
Área: 638.576 km2
Principais rios: São Francisco, Grande, Carinhanha, Rio das 
Velhas, Corrente e Verde.
O Rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas 
Gerais, e percorre 3.160 km até despejar suas águas no 
Oceano Atlântico. É um típico rio de planalto, apresentando 
várias quedas-d’água, aproveitadas para a geração de ele- 
tricidade. Suas águas são também utilizadas para a nave-
gação e a irrigação.
Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental
Área: 286.802 km2
Principais rios: Acaraú, Capibaribe, Curimataú, Jaguaribe, 
Mundaú, Paraíba, Piranhas-Açu e Una.
Os rios Paraíba (no estado de mesmo nome), Ipojuca, 
Capibaribe e Beberibe (em Pernambuco) e Mundaú (em 
Alagoas) tiveram seus vales aproveitados para o plantio 
da cana-de-açúcar desde o século XVI. Em vales de rios 
temporários no Ceará e no Rio Grande do Norte, existem 
carnaubais nativos, explorados pela população.
Região Hidrográfica do Paraná
Área (no Brasil): 879.873 km2
Principais rios: Paraná, Grande, Verde, Paranapanema, 
Iguaçu, Tietê e Paranaíba.
O Rio Paraná e seus principais afluentes cortam áreas de 
relevo de planalto, o que lhes confere grande potencial hi-
dre létrico. Existem nessa região várias usinas hidrelétricas 
instaladas que abastecem as regiões Sul e Sudeste, as mais 
industria lizadas e urbanizadas do país.
R
ep
ro
du
çã
o 
pr
oi
bi
da
. A
rt
. 1
84
 d
o 
C
ód
ig
o 
P
en
al
 e
 L
ei
 9
.6
10
 d
e 
19
 d
e 
fe
ve
re
iro
 d
e 
19
98
.
PDF-132-167-EG6-U05-M.indd 159 29/02/16 13:49
160 expedIção 5
•	 Os aquíferos e a necessidade do uso racional
da água
Além de ser rico em águas superficiais, o Brasil apresenta grande vo-
lume de águas subterrâneas. os aquíferos, por exemplo, são formações 
geológicas que armazenam essas águas, constituindo-se em grandes re-
servatórios naturais desse recurso — responsáveis pelo abastecimen-
to de poços, nascentes e, consequentemente, cidades inteiras. No Brasil, 
destacam-se os aquíferos Guarani e Alter do chão (figura 35), conside-
rados os maiores do mundo.
Apesar de todo o potencial de recursos hídricos superficiais e sub-
terrâneos, ainda existe no Brasil má gestão ou má administração deles, 
como também a falta de consciência por parte da população sobre a ne-
cessidade de seu uso racional, a fim de evitar o desperdício.
em algumas regiões do Brasil, a extração de água subterrânea é su-
perior ao volume da renovação natural ou de seu reabastecimento pela 
infiltração das águas das chuvas, colocando em risco 
esses recursos hídricos (por exemplo, a existência 
de construções e pavimentações em zonas de re-
carga dos aquíferos impede sua realimentação).
como política de gestão das águas, especialistas 
apontam ainda a necessidade de reúso e de melhor 
aproveitamento das águas das chuvas em sistemas 
de captação em residências, prédios de habitação 
coletiva e pela própria atividade agrícola, que é a res-
ponsável pela maior utilização da água (figura 36).
Figura 35. Aquíferos Alter do Chão e Guarani
Fontes: ArAÚJo, Glauco. Aquífero na Amazônia pode ser o maior do mundo, 
dizem geólogos. Portal G1, São paulo, 19 abr. 2010. disponível em:

Mais conteúdos dessa disciplina