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EXPEDIÇÃO
A Terra no Sistema 
Solar
A Terra em 
movimento
A história da 
Terra
Teoria da deriva 
continental e das 
placas tectônicas
9
10
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12
PERCURSOS
Nesta Expedição, você vai 
descobrir que o nosso planeta 
é um ponto minúsculo no 
Universo e entender por 
que existem o dia, a noite e 
as estações do ano. depois, 
embarcaremos em uma 
viagem ao interior da Terra 
para desvendar os mistérios 
que cercam sua origem, sua 
história e sua estrutura. 
A Terra: aspectos 
físicos gerais
EXPEDIÇÃO
3
A história da Terra
Se compararmos as características da Terra hoje com seus 
aspectos do passado, revelados por diversos estudos, percebe-
remos que o nosso planeta passou por muitas transformações: 
quando os continentes e os oceanos surgiram, eles tiveram 
suas disposições e configurações alteradas; e o relevo, as 
rochas, a atmosfera e o clima sofreram inúmeras mudanças 
ao longo da história da Terra.
Dias atuais
A feição que conhecemos 
da Terra nos nossos dias 
começou a se definir há 
milhões de anos.
 130 milhões de anos atrás 
Muito antes de surgirem os seres 
humanos, na era dos grandes 
dinossauros, os continentes 
apresentavam outras formas.
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1. Porque a Terra executa um movimento 
de rotação em torno de seu eixo imaginário. 
Desse modo, no decorrer do período de 
aproximadamente 24 horas, uma de suas faces 
está voltada para o Sol, recebendo os raios 
solares que a iluminam (dia), enquanto a outra, 
não recebendo a iluminação direta do Sol, fica na 
“escuridão” (noite).
2. Sim. A Terra começou a se formar com o nosso 
Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos. Se 
compararmos com a idade do Universo, que é de 
aproximadamente 15 bilhões de anos, podemos dizer 
que o nosso planeta é jovem.
3. Conduza a discussão de maneira que sejam 
consideradas todas as hipóteses levantadas pelos alunos. 
É importante que eles questionem sobre a movimentação 
das placas tectônicas: elas de fato “estacionaram”? O que 
as teria feito parar? Se elas não pararam e continuam a se 
movimentar, nós percebemos esses movimentos? De que 
forma?
Oriente os alunos a interpretar o infográfico da idade mais antiga para a mais 
recente, ou seja, de “15 bilhões de anos atrás” até os “Dias atuais”.
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Verifique sua bagagem
1. Você sabe por que existe dia e noite?
2. Observando a história do Universo nesta 
ilustração, podemos afirmar que a Terra 
é um planeta jovem? Por quê?
3. Em sua opinião, os continentes atuais 
estão parados ou se movimentam? 
Por quê?
 8 bilhões de anos atrás 
A Via Láctea, nossa galáxia, tem quase o dobro 
da idade do nosso Sistema Solar. E nosso Sol é 
apenas uma das centenas de bilhões de outras 
estrelas que orbitam o centro da galáxia.
 13 bilhões de anos atrás 
Aproximadamente 2 bilhões de anos após o Big Bang, 
nuvens de poeiras cósmicas e gases espalhados pelo 
Universo deram origem à formação de galáxias, entre 
elas a Via Láctea.
Pangeia é o nome da massa continental única que existiu 
há milhões de anos e que depois se fragmentou, dando 
origem a dois continentes: a Laurásia e a Gondwana.
A atual América do Sul e 
a África formavam uma 
só massa continental que 
começou a se dividir há 
130 milhões de anos.
Aquilo que viria a ser nosso
planeta começou com um 
amontoado de poeiras cósmicas, 
gases e outros corpos do espaço 
que se agruparam até formar 
uma massa maior, tão quente que 
nenhuma matéria se encontrava 
no estado sólido, e a água só 
existia em forma de vapor.
Fontes: elaborado com base em TeIxeIRA, Wilson et al. Decifrando 
a Terra. São Paulo: oficina de Textos, 2001; Planeta Terra. Rio de 
Janeiro: Abril Coleções, 1996.
8 bilhões de anos atrás 
A Via Láctea, nossa galáxia, tem quase o dobro 
da idade do nosso Sistema Solar. E nosso Sol é 
apenas uma das centenas de bilhões de outras 
estrelas que orbitam o centro da galáxia.
 13 bilhões de anos atrás 
Aproximadamente 2 bilhões de anos após o Big Bang, 
nuvens de poeiras cósmicas e gases espalhados pelo 
Universo deram origem à formação de galáxias, entre 
elas a Via Láctea.
Aquilo que viria a ser nosso
planeta começou com um 
amontoado de poeiras cósmicas, 
gases e outros corpos do espaço 
que se agruparam até formar 
uma massa maior, tão quente que 
nenhuma matéria se encontrava 
 15 bilhões de anos atrás 
Toda a matéria que formou as estrelas e tudo 
o mais que existe teve origem em uma grande 
expansão, o Big Bang, que marca o momento 
em que o Universo começou a existir.
 220 milhões de anos atrás 
Antes de existir Gondwana (continente que 
abrangia terras da América do Sul, África 
do Sul, Índia e Austrália), todas as terras 
emersas do mundo estavam unidas em um 
único continente, chamado Pangeia.
 4,6 bilhões de anos atrás 
Na época em que a Terra e outros planetas de 
nossa vizinhança estavam surgindo em torno do 
Sol para formar o nosso Sistema Solar, não havia 
terras, oceanos nem atmosfera por aqui. 
75
As elipses representam 
as órbitas dos planetas 
do nosso Sistema 
Solar.
Se julgar necessário, 
peça aos alunos que 
consultem o significado 
de “Universo” no 
glossário da página 
seguinte. 
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PERCURSO
9 A Terra no Sistema Solar
 Geografia e a Terra no Universo 
Para estudar Geografia, é necessário conhecer alguns aspectos da Ter-
ra no Universo, como também sua estrutura interna e por que os conti-
nentes se deslocam.
Isso porque muitos fenômenos que se manifestam na superfície da 
Terra se originam no espaço cósmico ou Universo, bem como em seu in-
terior — terremotos, vulcanismo etc.
As estações do ano, por exemplo, de grande importância para as ati-
vidades humanas — época de plantio, de colheita, de se proteger do frio 
e da chuva etc. —, são explicadas pela inclinação do eixo da Terra, pelo 
movimento de translação que ela executa ao redor do Sol e pela sua for-
ma esférica.
o próprio traçado dos círculos polares Ártico e Antártico e dos trópi-
cos de Câncer e Capricórnio teve por base a incidência dos raios solares 
na superfície e, consequentemente, a definição das zonas de iluminação 
da Terra — zonas polares, temperadas e tropical.
Compreende-se, assim, por que a Geografia necessita de alguns co-
nhecimentos sobre o Universo para explicar fenômenos que interferem 
na natureza e na vida humana.
 O planeta Terra 
A Terra (figura 1) é um ponto minúsculo na imen-
sidão do Universo. Com outros sete planetas — 
Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano 
e Netuno —, faz parte do nosso Sistema So-
lar (figura 2) e, como eles, recebe luz e calor 
do Sol.
No entanto, outras condições favoráveis, 
co mo a presença de água em estado líqui-
do, oxigênio e temperaturas adequadas, 
fazem da Terra o único planeta, entre os 
identificados pelo ser humano, que permi-
te a existência de formas de vida tais quais 
as conhecemos.
1 
2 
Figura 1. Planeta Terra 
visto do espaço (2008).
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Universo
Conjunto de tudo o que 
está presente no espaço 
cósmico, formado por 
planetas, estrelas, galáxias, 
asteroides, satélites e 
outros corpos celestes.
Quem lê viaja mais
BRETONES, Paulo Sérgio.
Os segredos do Sistema Solar. 
5. ed. São Paulo: Atual, 2011.
Com várias fotos, esse 
livro apresenta cometas, 
meteoros, entre outros 
corpos celestes, e revela 
elementos interessantes 
do Sistema Solar.
O Sistema Solar
Multimídia 
interativa
76
Conhecimentos de Ciências podem aprofundar essa temática, como a atividade dos 
astrônomos e seus instrumentos de trabalho; os astros e as galáxias; as definições de estrela, 
planetas, planetas-anões, satélites naturais, asteroides e cometas, constelações, entre outros.
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Figura 2. O nosso Sistema Solar
Notas: A figura 2 não apresenta exatidão na representaçãoe atraem leitores 
de todo o mundo. Para se ter ideia, 
em alguns de seus livros de ficção 
antecipou invenções que se torna-
ram realidade. Inspirou, por exem-
plo, Juan de La Cierva, o inventor do 
autogiro — precursor do helicóp-
tero —, a realizar o seu intento em 
1920. Algumas de suas obras, como 
Viagem ao centro da Terra e A vol-
ta ao mundo em oitenta dias, foram 
transformadas em filmes.
— Porque todas as teorias da ciência demonstram que 
tal viagem é impraticável! 
— Todas as teorias dizem isso? — replicou o professor, 
assumindo um ar bonachão. — Ah, as teorias inoportunas! 
Como vão nos incomodar, essas pobres teorias!
exPedIção 3100
1863
Em Cinco semanas num balão, os 
personagens dirigem um balão até a 
África Central. Com isso, Júlio Verne 
antecipou a dirigibilidade desse meio 
de transporte — fato demonstrado 
somente em 1898, por Santos Dumont.
Viagem ao centro 
da Terra
1864
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101
Nesta seção, por uma questão de espaço, optamos por uma linha do tempo 
que não mantém a proporcionalidade da escala de tempo.
Caixa de informações
1. Pode-se concluir pelo trecho 
do livro que, por volta de 1864, 
a Geologia já tinha alguns 
conhecimentos sobre o interior 
da Terra?
Interprete
2. Axel baseou-se em qual 
conhecimento científi co para 
questionar seu tio sobre a 
possibilidade de o ser humano 
atingir o centro da Terra?
3. Qual é a sua opinião sobre a 
fala do professor quando diz 
“o importante é que a ciência 
se aperfeiçoa e toda teoria é 
sempre destruída por outra 
teoria”?
Mãos à obra
4. Com os conhecimentos 
que possui e mais a sua 
criatividade, solte a imaginação 
e crie uma história de fi cção 
científi ca. Ela pode ser sobre 
uma viagem ao espaço sideral, 
ao interior da Terra, ao fundo 
do mar, aos continentes que 
se deslocam sobre o manto ou 
sobre o assunto que desejar.
101
Nesta seção, por uma questão de espaço, optamos por uma linha do tempo 
que não mantém a proporcionalidade da escala de tempo.
uma viagem ao espaço sideral, 
ao interior da Terra, ao fundo 
do mar, aos continentes que 
se deslocam sobre o manto ou 
sobre o assunto que desejar.
Percebi que ele zombava de mim, mas mesmo assim continuei: 
— Sim! Todo mundo sabe que o calor aumenta cerca de um 
grau a cada vinte e dois metros de profundidade abaixo da superfí-
cie terrestre; ora, admitindo-se que essa proporção seja constante 
e considerando que o raio terrestre é de seis mil quilômetros, exis-
te no centro uma temperatura que ultrapassa duzentos mil graus. 
Portanto, as matérias do interior da Terra encontram-se em esta-
do de gás incandescente, pois os metais, o ouro, a platina, as ro-
chas mais duras não resistem a semelhante calor. Assim, tenho ra-
zão em duvidar que seja possível penetrar em tal ambiente! 
— Então, Axel, é o calor que o incomoda? 
— Claro! Se chegássemos a uma profundidade de apenas 
quarenta quilômetros, atingiríamos o limite da crosta terrestre, 
onde a temperatura já é superior a mil e trezentos graus. 
— E você tem medo de entrar em fusão? 
— Deixo o problema para o senhor resolver — respondi, 
bem-humorado. 
— Pois aqui está minha solução — replicou o prof. Lidenbrock, 
cheio de si. — Nem você nem ninguém sabe ao certo o que se 
passa no interior do globo, dado que não se conhece nem a mi-
lésima parte de seu raio; o importante é que a ciência se aperfei-
çoa e toda teoria é sempre destruída por uma nova teoria. […]”
VeRNe, Júlio. Viagem ao centro da Terra. 8. ed. São Paulo: 
Ática, 2006. p. 43-44. (Coleção eu Leio).
PeRCURSo 12 101
Vinte mil léguas submarinas 
conta a história do submarino 
Nautilus, movido a eletricidade, 
construído e capitaneado 
pelo Capitão Nemo.
1870
1872
A volta ao mundo em oitenta 
dias é uma aventura cheia de 
surpresas resultante de uma aposta 
entre cavalheiros para dar a volta 
ao mundo em um balão no prazo 
máximo de 80 dias.
1864-67
As Aventuras do Capitão Hatteras 
influenciou o Almirante Bird — um 
dos pioneiros na descoberta do Polo 
Norte —, que reconheceu que a 
aventura descrita por Verne o auxiliou 
a realizar a sua expedição.
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O Sneffels é um vulcão com geleira ou glaciar, situado a oeste da Islândia (64° 46’ 
latitude norte; 23° 47’ longitude oeste). Possui 1.440 m de altitude. Sua última erupção foi 
aproximadamente no ano 200 d.C.
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PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 101 23/02/16 10:04do número de satélites 
naturais nem proporcionalidade entre as dimensões dos planetas e satélites entre si 
e entre as suas órbitas. Além disso, as cores não correspondem à realidade. Até 2006, 
Plutão era considerado o nono planeta do Sistema Solar. Após estudos, porém, a União 
Astronômica Internacional (IAU) passou a classificá-lo como planeta-anão. Cinturão 
de Asteroides é a região em formato de anel entre as órbitas de Marte e Júpiter que 
contém bilhões de asteroides — fragmentos rochosos que orbitam o Sol. 
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Sol
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Marte Vênus
Mercúrio
Terra
Asteroides
Júpiter
Saturno
Urano
Netuno
A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol. É também o quinto 
maior planeta do Sistema Solar, atrás de Júpiter (o maior dos oito), Sa-
turno, Urano e Netuno.
Além dos planetas, outros corpos celestes fazem parte do Siste-
ma Solar, a exemplo de cometas e satélites. Alguns planetas possuem 
satélites naturais — corpos que, pela ação da gravidade, orbitam ao 
redor deles. Marte, por exe mplo, tem dois satélites, e a Terra, apenas 
um: a Lua.
Cometa 
Corpo celeste de pequena 
dimensão formado 
por partículas sólidas 
num núcleo de fraca 
luminosidade cercado por 
gases que, ao aproximar-
-se do Sol, apresenta uma 
cauda luminosa de grande 
extensão.
Fonte: elaborado com base em Espaço 
& planeta. Rio de Janeiro: Abril Livros/
Time-Life, 1995. p. 4-5. (Coleção 
Ciência & Natureza).
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Figura 5. Terra: aquecimento e iluminação 
desiguais
 A forma da Terra
A Terra não é uma esfera perfeita. Além de apresentar elevações (mon-
tanhas, cordilheiras etc.) e depressões em sua superfície, é levemente 
achatada nos polos e abaulada na altura da linha equatorial. A circunfe-
rência equatorial da Terra é de 40.076 quilômetros, ao passo que a circun-
ferência polar é de 40.009 quilômetros. Por isso, diz-se que a Terra é um 
esferoide, ou seja, tem forma semelhante à de uma esfera. daí a deno-
minação geoide (do grego, ge(o): terra; oide: forma), comumente adotada 
para identificar a forma específica do planeta Terra. Veja as figuras 3 e 4.
3 
Círculo Polar Ártico
Trópico de Câncer
Equador
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico
1
2
3
Figura 4. Terra: o planeta geoide
Fonte: elaborado com base em MARReRo, Levi. La Tierra y sus 
recursos. 19. ed. Caracas: Cultura Venezolana, 1975. p. 31.
Fonte: IBGe. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGe, 2012. p. 17.
Nota: a superfície irregular foi exagerada para fins de clareza 
didática.
Fonte: elaborado com base em MARReRo, Levi. La Tierra y sus 
recursos. 19. ed. Caracas: Cultura Venezolana, 1975. p. 34.
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Figura 3. Superfície terrestre
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•	 Consequências térmicas da forma 
da Terra
A forma da Terra influencia diretamente a dis-
tribuição da luz solar sobre o planeta e interfere 
nas temperaturas e na duração das estações do 
ano. observe a figura 5. 
As áreas 1, 2 e 3 recebem igual quantidade de 
energia solar. entretanto, por causa da curvatura 
da Terra, a área assinalada com o número 1 é mais 
iluminada e aquecida, porque concentra em uma 
superfície menor uma quantidade de energia solar 
igual à que recebe a área de número 3, que, por 
ser maior, é menos aquecida. Nela, os raios solares 
incidem de forma inclinada, enquanto na área 1 
eles chegam quase verticalmente no decorrer dos 
doze meses do ano.
Assim, em geral, a temperatura da superfície 
da Terra é mais quente na região equatorial e di-
minui em direção aos polos.
Abaulado
Que tem forma convexa
ou curva; arqueado.
ACHATAMENTO POLAR 
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 EQUADOR 40.076 km
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SUPERFÍCIE
TERRESTRE
GEOIDE
ELIPSOIDE
Eixo equatorial
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78 exPedIção 3
Sugerimos que seja explicado que o achatamento dos polos e o abaulamento na altura da linha equatorial da Terra são 
consequências da força decorrente do movimento de rotação da Terra que atua sobre a matéria que compõe o nosso planeta. 
Mostre para os alunos que o achatamento representado na figura 4 é sutil, quase imperceptível.
O elipsoide tem a forma de uma elipse. 
A figura 8, na página 81, mostra a elipse.
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Figura 6. Terra: zonas de iluminação
 As zonas de iluminação
No Percurso 5, você conheceu os quatro paralelos que receberam no-
mes específicos: o Círculo Polar Ártico, o Trópico de Câncer, o Trópico de 
Capricórnio e o Círculo Polar Antártico. esses paralelos são importan-
tes justamente porque servem para delimitar as zonas de iluminação e 
aquecimento da Terra pelo Sol. 
os trópicos de Câncer e de Capricórnio marcam, respectivamente, ao nor-
te e ao sul, a linha máxima na esfera terrestre onde os raios solares conse-
guem atingir, de forma perpendicular, a superfície. entretanto, isso acontece 
apenas uma vez por ano, em cada hemisfério: em 21 de junho no Trópico 
de Câncer, quando tem início o verão no Hemisfério Norte e o inverno no He-
misfério Sul; e em 21 de dezembro no Trópico de Capricórnio, quando tem 
início o verão no Hemisfério Sul e o inverno no Hemisfério Norte.
essa vasta área ou zona da Terra, entre os trópicos de Câncer e de Capri-
córnio, recebe o nome de zona tropical ou zona intertropical (figura 6). 
Nessa zona, bastante iluminada pelo Sol, a diferença de duração entre o 
dia e a noite é pequena no decorrer de todo o ano.
4 
EQUADOR 0º
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO
CÍRCULO POLAR ÁRTICO
TRÓPICO DE CÂNCER
0°
ZONA POLAR NORTE
ZONA TEMPERADA NORTE
ZONA TROPICAL NORTE
ZONA POLAR SUL
ZONA TEMPERADA SUL
ZONA TROPICAL SUL
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Em que zona de 
iluminação e aquecimento 
da Terra está localizada a 
maior parte do Brasil?
Fonte: elaborado com base em 
IBGe. Atlas geográfico escolar. 
6. ed. Rio de Janeiro: IBGe, 
2012. p. 60.
3.780 km
As áreas da Terra compreendidas entre os trópicos e os círculos pola-
res, chamadas de zonas temperadas, recebem os raios solares inclinados 
durante o decorrer do ano. Nas zonas temperadas, os dias de inverno são 
de curta duração, e os de verão, de longa duração. 
Nas zonas polares, situadas entre os círculos polares e os polos, a 
duração dos dias também varia muito ao longo do ano. durante o inver-
no, algumas áreas ficam sem receber a luz solar durante meses, enquan-
to no polo oposto o verão apresenta insolação prolongada.
São os círculos polares Ártico e Antártico que delimitam, ao redor dos 
polos Norte e Sul, o alcance máximo dos raios solares no início do inver-
no de cada hemisfério. Isso ocorre em 21 de dezembro no Círculo Polar
Ártico, quando inicia o inverno no Hemisfério Norte, e em 21 de junho no 
Círculo Polar Antártico, quando inicia o inverno no Hemisfério Sul. 
A existência das zonas apresentadas na figura 6 não é consequência 
apenas da forma do nosso planeta. dois outros fatores também exercem 
influência: a inclinação do eixo da Terra e o seu movimento de translação 
ao redor do Sol, assuntos do próximo Percurso.
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Perpendicular
Que forma um ângulo reto 
(90°) com uma reta ou 
um plano.
Insolação
Quantidade de radiação 
solar que incide sobre 
uma superfície, livre da 
interferência de nuvens, 
nevoeiros etc.
Navegar é preciso
IBGE – Nosso Lugar no 
Universo
Navegue pelo espaço 
celeste por meio desse site, 
cujas imagens e animações 
facilitarão a compreensão 
de temas relacionados ao 
Universo e ao planeta Terra.
79PeRCURSo 9
Na zona intertropical, mais 
especificamente na zona tropical sul. 
Cabe ressaltar que uma porção menor 
do território, que envolve o sul do estado 
de São Paulo, grande parte do Paraná 
e os estados de Santa Catarina e do 
Rio Grande do Sul por completo, está 
localizada na zona temperada sul. 
Cabe discutir com os alunos o 
conceito de dia, opondo o período 
de iluminação de uma parte da Terra 
(a ideia de dia relacionada à claridade 
natural) à noção de dia determinado 
pelo movimento de rotação da Terra, 
que dura aproximadamente 24 horas.
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PERCURSO
10 A Terra em movimento
 O movimento e o tempo
A Terra não está parada: gira ao redor de si mesma e ao redor do Sol. 
Neste Percurso você vai compreender de que forma os movimentos do 
planeta influenciam aquilo que chamamos de tempo. 
A palavra “tempo” tem muitos significados, mas, a partir de agora, 
vamos embarcar em uma viagem pelo tempo no sentido cronológico, ou 
seja, que diz respeito à duração do dia e do ano, passando pelas quatro 
estações: primavera, verão, outono e inverno.
 O movimento de rotação: os dias e as horas
Quando se diz que a Terra gira ao redor de si mesma, na verda-
de se quer dizer que ela gira em torno de um eixo imaginário que une 
o Polo Norte ao Polo Sul, passando pelo centro do planeta. É o chama-
do movimento de rotação. A cada 24 horas — precisamente 23 horas, 
56 minutos e 4 segundos —, a Terra completa uma volta em torno desse 
eixo. esse período corresponde a um dia no nosso calendário.
Por causa do formato esférico da Terra, enquanto uma de suas faces 
é iluminada pelo Sol, a outra face não recebe luz solar, ficando às escu-
ras. Portanto, enquanto é dia na face iluminada, na outra, não ilumina-
da, é noite (figura 7). 
1 
2 
Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico 
escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGe, 2012. p. 10.
Figura 7. Terra: movimento de rotação
089_I_GEOADAS_6_U3_P10_G
Movimento de
rotação
Polo 
Norte
Polo 
Sul
Dia
Noite
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o movimento de rotação determina, portanto, a sucessão 
dos dias e das noites. entre as faces iluminada e não iluminada 
existe uma faixa em penumbra, em meia-luz (que não é total-
mente escura nem totalmente iluminada). essas faixas em 
penumbra correspondem ao amanhecer e ao entardecer.
•	 O movimento aparente do Sol
o movimento de rotação da Terra é responsável pelo movi-
mento aparente do Sol. Se você observar o Sol ao longo de uma 
semana, vai perceber que ele sempre “nasce” a leste, fica mais 
alto por volta do meio-dia e, ao entardecer, “desaparece” a oeste. 
dessa forma, tem-se a impressão de que o Sol está em movi-
mento e a Terra está parada. Isso ocorre por causa do movimento 
de rotação da Terra. o observador, situado na superfície terres-
tre, não tem a percepção de que o planeta está continuamente 
girando em torno do próprio eixo; a impressão é de que o Sol 
está girando ao redor da Terra, o que não é verdade. Por isso, 
esse movimento do Sol é apenas aparente, não real. 
80 exPedIção 3
Com o professor de Ciências, sugerimos apresentar e discutir os modelos geocêntrico 
e heliocêntrico em perspectiva histórica, os movimentos de rotação e de translação 
da Terra e as noções associadas (eixo imaginário terrestre, movimento aparente etc.), 
além de explicar como ocorre o ciclo das estações do ano e seus fatores.
O termo “tempo” pode também indicar 
idade, duração, época ou mesmo um 
conjunto de condições meteorológicas. 
Caso seja pertinente, apresente aos 
alunos alguns desses significados 
presentes no dicionário. Veja um 
exemplo: 
“Tempo s.m. 1. Período contínuo 
e indefinido no qual os eventos se 
sucedem e criam no homem a noção 
de presente, passado e futuro; 
2. Oportunidade para a realização de 
algo; 3. Época em que determinados 
acontecimentos ocorrem; 4. Conjunto 
de condições meteorológicas. […]”
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro 
de Salles. Minidicionário Houaiss 
da língua portuguesa. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Objetiva, 2004. p. 713.
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 O movimento de translação: 
o tempo em anos
Além de girar em torno do eixo imaginário que une o Polo Norte ao 
Polo Sul, realizando o movimento de rotação, a Terra se desloca ao redor 
do Sol. Quando um astro faz um trajeto ao redor de outro, dá-se a esse 
“caminho” o nome de órbita. A Terra descreve ao redor do Sol uma órbi-
ta elíptica, ou seja, em forma de elipse (figura 8), e não de circunferên-
cia. esse é o movimento de translação da Terra. Veja a órbita da Terra 
na figura 9.
Para dar uma volta completa em torno dessa estrela, nosso planeta leva 
365 dias e 6 horas — mais precisamente, 365 dias, 5 horas, 48 minutos 
e 46 segundos. esse intervalo de tempo é chamado de ano solar, adotado 
como medida de tempo na elaboração do nosso calendário. Para facilitar, os 
astrônomos arredondaram o ano para 365 dias; as seis horas restantes são 
somadas e incorporadas ao mês de fevereiro a cada quatro anos. Quando 
isso ocorre, o mês de fevereiro passa a ter 29 dias, e o ano, chamado de bis-
sexto, 366 dias. 
3 
Figura 9. A Terra e o movimento de translação em torno do Sol
Equador
A Terra em
21 de junho
A Terra em
23 de setembro
A Terra em
21 de março
Sol
A Terra em
21 de dezembro
090_I_GEOADAS_6_U3_P10_G
Nota: Para facilitar a leitura da imagem, o tamanho do planeta Terra foi exagerado; 
portanto, a ilustração não apresenta a proporcionalidade nem a cor exata dos 
astros representados.
Figura 8. Elipse
Fonte: elaborado com base em 
Enciclopédia do estudante: Geografia 
geral. São Paulo: Moderna, 2008. p. 21.
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Astro 
Todo corpo celeste natural 
(Sol, Lua, planetas etc.).
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Figura 11. Eixo da Terra
•	 A inclinação do eixo da Terra
em relação ao plano da órbita, chamado também de plano da eclíp-
tica, o eixo de rotação da Terra não é perpendicular, e sim inclinado. 
observe as figuras 10 e 11. 
A inclinação do eixo da Terra, associada ao movimento de transla-
ção e à forma do planeta, explica por que os hemisférios Norte e Sul 
recebem diferentes quantidades de insolação — luz e calor do Sol 
— ao longo dos doze meses do ano. É essa diferença que determina 
as estações do ano e, consequentemente, interfere na diversidade de 
características climáticas e vegetais da Terra.
Representação da inclinação 
do eixo terrestre em relação 
ao plano da órbita terrestre 
ao redor do Sol. A medida de 
23,5° corresponde à distância, 
em graus, dos trópicos de 
Câncer e de Capricórnio 
à linha do equador.
Figura 10. Representação do eixo da Terra em relação ao plano da eclíptica
Nota: Para facilitar a leitura 
da imagem, o tamanho do 
planeta Terra foi exagerado; 
portanto, a ilustração não 
apresenta a proporcionalidade 
e a cor exata dos astros 
representados.
Fonte: elaborado com base em MARReRo, Levi. La Tierra y sus recursos. 19. ed. Caracas: Cultura 
Venezolana, 1975. p. 39.
Fonte: elaborado com base em L’Atlas Gallimard Jeunesse. Paris: Gallimard Jeunesse, 2005. p. 5.
Plano da 
eclíptica
Equador
Equador
Sol
Eixo imaginário
da Terra
Eixo imaginário
da Terra
Plano da 
eclíptica
Plano da órbita
terrestre
Polo Norte
23,5º
Polo Sul
FIG171_EXP_ADAS_6
Eixo da Terra
Plano do
Equador
Eixo perpendicular 
ao planoda órbita 
terrestre
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•	 As estações do ano
As estações do ano são primavera, verão, outono e inverno. Cada 
uma delas tem duração aproximada de três meses, contemplando, por-
tanto, os doze meses do ano.
Na órbita que a Terra descreve ao redor do Sol, há quatro posições que 
indicam o começo e o fim de cada estação. duas delas recebem o nome 
de solstício — ocorrem nos dias 21 de dezembro e 21 de junho —, e as 
outras duas, de equinócio — ocorrem nos dias 21 de março e 23 de se-
tembro. observe a figura 12.
A palavra “solstício” significa “Sol que se detém”. Por causa da incli-
nação do eixo terrestre e da posição da Terra em relação ao Sol, no dia 21 
de dezembro ocorre o chamado solstício de verão no Hemisfério Sul: os 
raios solares incidem perpendicularmente sobre o Trópico de Capricórnio. 
Nessa data, o Hemisfério Sul tem o dia mais longo do ano, quando se ini-
cia o verão; e no Hemisfério Norte, o dia é o mais curto do ano, marcan-
do o início do inverno. 
em 21 de junho acontece o solstício de inverno no Hemisfério Sul: os raios 
solares incidem perpendicularmente sobre o Trópico de Câncer. É o início do 
verão no Hemisfério Norte, com o dia mais longo do ano nessa porção do pla-
neta, e do inverno no Hemisfério Sul, com o dia mais curto do ano.
A palavra “equinócio” significa “dias e noites iguais”, ou seja, indica 
que a duração do período claro (dia) é igual à do período escuro (noi-
te). os equinócios ocorrem em 21 de março e 23 de setembro, quando 
os raios solares incidem perpendicularmente sobre a linha do equador, 
iluminando igualmente os dois hemisférios.
o equinócio de 21 de março anuncia o início da primavera no Hemisfério 
Norte e do outono no Hemisfério Sul. Já o equinócio de 23 de setembro mar-
ca o início do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul.
Figura 12. As estações do ano
Sol
21 de junho
Solstício de junho:
dia mais longo no Hemisfério
Norte e dia mais curto no
Hemisfério Sul.
23 de setembro
Equinócio de setembro:
dia e noite de igual duração
em ambos os hemisférios.
N: primavera
N: verão
S: outono
N: outono
S: primavera
S: inverno
S: verão
N: inverno
Equador
21 de março
Equinócio de março:
dia e noite de igual duração
em ambos os hemisférios
21 de dezembro
Solstício de dezembro:
dia mais curto no
Hemisfério Norte e dia
mais longo no Hemisfério Sul.
Sol
Movimento de rotação
Movimento de translação
N: Hemisfério Norte
S: Hemisfério Sul
Nota: Para facilitar a leitura 
da imagem, o tamanho do 
planeta Terra foi exagerado; 
portanto, a ilustração não 
apresenta a proporcionalidade 
e a cor exata dos astros 
representados.
Fonte: elaborado com base em 
FARNdoN, John. Dicionário escolar 
da Terra. Porto: Civilização, 1996. 
p. 34-35.
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Navegar é preciso
Canal Kids – As estações 
do ano
Sabe-se que existem 
quatro estações do ano, 
mas nem sempre foi assim. 
Por que a primavera tem 
esse nome? e o outono? 
divirta-se com essas e 
outras curiosidades sobre o 
assunto visitando o site.
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As estações do ano no dia a dia
As estações se repetem todos os anos. os povos antigos já as perce-
biam e regulavam suas atividades diárias em função delas: o plantio, a 
colheita, a época de se proteger do frio etc. No entanto, as estações do 
ano não são bem definidas em todos os lugares da Terra, pois variam de 
acordo com a latitude.
Na zona tropical, por exemplo, onde está localizada a maior parte do 
território brasileiro, é mais difícil perceber as diferenças entre uma es-
tação e outra. essa é a zona de maior insolação do planeta, o que man-
tém a temperatura do ar atmosférico elevada durante o ano todo. Ape-
nas nos estados brasileiros situados ao sul do Trópico de Capricórnio e 
em lugares situados em altitudes mais elevadas o inverno é mais frio.
Na zona temperada, as estações do ano são bem definidas: no inver-
no, as temperaturas são baixas e pode nevar em muitos lugares; no ou-
tono e na primavera, as temperaturas ficam amenas; e no verão, costu-
mam ser mais elevadas (figura 13).
Nas zonas polares, as quatro estações do ano também não são bem de-
marcadas. As temperaturas são sempre baixas, geralmente inferiores a 0 °C.
Figura 13. de cima para 
baixo, primavera, verão, 
outono e inverno: a 
mudança da paisagem 
em clima temperado, 
Reino Unido (2006).
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No seu contexto
1. Que dia e mês 
é hoje? Em que 
estação do ano está 
agora o lugar em 
que você mora?
2. Qual estação do 
ano você mais 
aprecia? Você 
percebe diferenças 
na paisagem de 
onde você mora 
entre essa estação 
do ano e as outras 
estações? Quais?
84 exPedIção 3
Quem lê viaja mais
SARTORELLI, Márcia Prado 
et al. 
As descobertas de Zasp. 
São Paulo: FTd, 1998. 
Ficção que narra a história 
de um extraterrestre que 
adora observar a Terra. Um 
dia, em uma expedição, 
sua nave entra em pane 
e acaba aterrissando no 
planeta, onde ele se depara 
com muitos mistérios, 
como os movimentos de 
translação e rotação, as 
estações do ano e as zonas 
de iluminação da Terra.
1. Depende da data atual e da localidade.
2. Resposta pessoal. Espera-se que 
os alunos reflitam sobre a localidade 
onde moram e percebam as eventuais 
diferenças climáticas entre as estações 
do ano, como temperaturas mais 
ou menos baixas, maior ou menor 
quantidade de precipitação, entre outras 
características.
Mostre aos alunos como a vegetação 
fica mais amarelada e seca no outono. 
Mostre também que a árvore está 
frondosa no verão.
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stação Ciências
As estações do ano pelo Brasil 
e pelo mundo
“[…] Sabemos que as estações do ano são diferentes 
em cada lugar [região]. Os habitantes do norte e nordeste 
do Brasil, por exemplo, não têm inverno com temperatu-
ras baixas, por estarem próximos do equador, o que eles 
têm é a época das chuvas. Lá não há uma época específi-
ca para o aparecimento das flores ou colheita dos frutos. 
Quando olhamos no calendário e constatamos que é épo-
ca de inverno, o que vemos nessas regiões é, por exemplo, 
os ipês todos cobertos de flores, as plantas rasteiras co-
nhecidas como ‘flor de São João’, presentes nas fogueiras 
de festas juninas. Em maio e junho acontece a colheita do 
caqui, fruta muito apreciada na região sudeste. Em pleno 
outono, quando algumas árvores começam a perder as 
folhas, temos a florada da popular quaresmeira.
O que isso mostra? Mostra que as estações não fi-
cam bem definidas nas regiões equatoriais e tropicais. 
Observem num globo ou num mapa da Terra as regiões 
do planeta que ficam entre os trópicos.
A maior parte do Brasil está nas regiões equatorial 
e tropical, mas a maior parte da população do plane-
ta está em regiões entre os trópicos e os polos, onde 
as estações adotam um comportamento diferente do 
que conhecemos e são mais parecidas com os perío-
dos mostrados no calendário.
Resumidamente podemos descrever as quatro esta-
ções nessas regiões. O inverno é marcado pela presen-
ça da neve, de uma paisagem que mostra árvores com 
aspecto de mortas e poucos animais. Na primavera es-
sas árvores parecem ressuscitar cobrindo-se de folhas 
e flores e uma intensa camada de gramas e arbustos 
surge no solo como por encanto. Aves e animais que 
antes doinverno tinham migrado para regiões mais 
quentes em busca de alimentos, agora retornam para 
se alimentar da nova vegetação e procriar. No verão 
ocorre o nascimento dos filhotes e as árvores frutíferas 
fornecem mais alimentos. No outono os filhotes já es-
tão crescidos, a disponibilidade de alimentos diminui, 
as folhas das árvores começam a cair deixando as ár-
vores quase nuas anunciando a chegada de um novo 
inverno. É nesse período que muitos animais partem 
novamente à procura de regiões mais quentes onde há 
mais alimentos, começando novamente os ciclos das 
estações, nas regiões entre os trópicos e os polos. […]”
Centro de divulgação da Astronomia. Astronomia Parte 2: estações do 
Ano. São Carlos: CdCC (USP), 2000. disponível em: . Acesso em: 14 ago. 2015.
Na foto A, plantação comprometida pela 
seca no município de Boa Vista (PB), 
onde as estações do ano não são bem 
definidas (junho de 2012). Na foto B, 
campos de cultivo cobertos por neve 
no município de São José dos Ausentes 
(RS), onde as estações do ano são mais 
definidas (julho de 2013).
Interprete
1. Aponte a diferença entre 
a estação de inverno 
em regiões tropicais e 
temperadas.
Argumente
2. Por que as estações do ano 
não são bem defi nidas nas 
regiões tropicais?
Contextualize
3. Na localidade em que você 
vive, as estações do ano 
são bem defi nidas? Aponte 
alguma característica da 
estação do ano em que você 
está hoje.
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Atividades dos percursosAtividades dos percursos
86
9 e 10
América: rotas turísticas de transatlânticos
TRÓPICO DE CÂNCER
EQUADOR
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
0º
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
100º O
Buenos Aires
Florianópolis
Santos
CÍRCULO POLAR ÁRTICO
DOMINICA
BAHAMAS
CANADÁ
ESTADOS
UNIDOS
MÉXICO
BRASIL
ARGENTINA
Nova York
Anchorage
Vancouver
San Francisco
Revendo conteúdos
1 Cite três condições naturais favoráveis 
à existência e à manutenção da vida no 
planeta Terra.
2 Com base em que os cartógrafos traça-
ram na esfera terrestre os círculos pola-
res Ártico e Antártico e os trópicos de 
Câncer e Capricórnio?
3 O Natal, em 25 de dezembro, é a festa 
em que os cristãos comemoram o nasci-
mento de Jesus. No período natalino, é 
comum vermos símbolos, como o Papai 
Noel, vestido com pesadas roupas de 
frio, e as árvores enfeitadas com obje-
tos que lembram neve. Você acha que 
esses símbolos são adequados para nós, 
que vivemos no Brasil? Para responder, 
relacione o que você pensa sobre isso 
com as zonas de iluminação e aqueci-
mento da Terra.
4 Observe a ilustração a seguir. Ela está 
correta ou incorreta? Explique por quê.
a) Identifique o navio que viajou entre 
diferentes zonas de iluminação. Em 
quais zonas ele esteve?
b) Dos outros navios, qual se aproximou 
mais da zona polar no Hemisfério Norte?
c) Cristiano e Patrícia viajaram no navio 
verde e contaram aos amigos que fize-
ram um passeio pela região tropical. 
Por que essa afirmação é incorreta?
5 Considere a órbita que a Terra descreve 
ao redor do Sol para realizar as atividades:
a) Você já respondeu em qual estação do 
ano a sua localidade se encontra nesse 
momento. Agora, descreva como essa esta-
ção se manifesta (se faz frio ou calor, se há 
chuva ou período de seca etc.).
b) Em que dia se iniciará a próxima estação 
onde você vive?
Nota: A ilustração não apresenta a proporcionalidade e 
a cor exata dos astros representados.
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c) Na Suécia, que se situa no Hemisfé-
rio Norte, qual é a estação do ano neste 
momento?
d) Elabore um desenho com base no que 
você observa na paisagem durante essa 
estação do ano.
Leituras cartográficas
6 Neste mapa foram indicadas rotas de 
três transatlânticos turísticos. Observe.
Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico escolar. 
6. ed. IBGe: Rio de Janeiro, 2012. p. 32.
1.530 km
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87
a) Que tipo de roupa você indicaria para os 
viajantes levarem nas malas na viagem para 
Kuala Lumpur e Boa Vista? Por quê?
b) Na data em que Paulo e Karina chega-
rão a Lisboa, qual será a estação do ano em
Murmansk? Que tipo de roupa você indicaria 
para um turista, nessa época, em Murmansk?
c) Por qual estação do ano os viajantes passarão 
uma única vez? 
Explore
8 Observe as ilustrações e responda por que as sombras do coqueiro, 
do pinheiro e do iglu, projetadas no solo em um mesmo dia e horá-
rio, são diferentes nas três zonas de iluminação da Terra.
EQUADOR
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO
CÍRCULO POLAR ÁRTICOCÍRCULO POLAR ÁRTICO
TRÓPICO DE CÂNCER
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PORTUGAL
Boa Vista
BRASIL
Porto Alegre
São Paulo
Kuala Lumpur
Murmansk
MALÁSIA
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Lisboa
Fonte: elaborado com base em FeRReIRA, Graça M. L. Moderno atlas geográfico. 
5. ed. São Paulo: Moderna, 2011. p. 12-13.
FIG179A_EXP_ADAS_6
Sombra
projetada
Zona tropical
FIG179B_EXP_ADAS_6
Sombra
projetada
Zona temperada Zona polar
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2.730 km
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7 Paulo e Karina planejaram uma longa viagem e tomaram nota sobre os 
destinos, as datas de chegada e a estação do ano de cada uma das localida-
des pelas quais passarão. Observe as anotações dos viajantes e o planis-
fério que mostra as cidades que eles visitarão e responda às questões.
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PERCURSO
11
 O tempo da natureza
Quando o assunto é tempo, certamente você se lembra do relógio e do 
calendário: os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, os anos. Sa-
be-se que os anos se somam em décadas, as décadas, em séculos, e os sécu-
los, em milênios. Isso é chamado tempo do ser humano ou tempo histórico. 
o tempo também pode ser compreendido pensando-se na idade da 
Terra — o chamado tempo da natureza ou tempo geológico. Medido em 
milhões e bilhões de anos, esse tempo começou muito antes de os se-
res humanos habitarem o planeta — os cientistas calculam que a Ter-
ra surgiu há mais ou menos 4,6 bilhões de anos. Por isso, comparando 
o tempo histórico e o tempo geológico, pode-se dizer que o primeiro é 
um tempo curto, e o segundo, um tempo longo.
 A formação da Terra
Há 4,6 bilhões de anos, aproximadamente, a Terra começou a se for-
mar, dando início ao surgimento das terras emersas — continentes e 
ilhas — e dos primeiros oceanos. 
•	 A litosfera
Imagina-se que, no início de sua formação, a Terra era uma imensa 
massa incandescente. Com temperaturas tão altas, não havia matéria 
sólida — tudo derretia. As rochas e os minerais, por exemplo, formavam 
uma enorme massa pastosa, chamada de magma. 
Com o passar do tempo, o planeta começou a resfriar-se, permitindo que 
muitos minerais se solidificassem e formassem as primeiras rochas, chama-
das de rochas magmáticas (figura 14). essas rochas dariam origem à crosta 
terrestre, ou seja, à parte sólida da Terra, também denominada litosfera (do 
grego, litos: pedra; e -sfera: esfera — esfera de pedra ou rocha).
1 
2 
A história da Terra
Acredita-se que, em 
meio à massa pastosa e 
incandescente, flutuavam 
blocos rochosos que 
começavam a se formar.Fonte: elaborado com base em 
FoNT-ALTABA, M.; ARRIBAS, A. San 
Miguel. Atlas de Geologia. Rio de 
Janeiro: Livro Ibero-Americano, 1975. 
Figura 14. Formação da crosta terrestre
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88 exPedIção 3
Com o professor de Ciências, sugerimos 
estudar os fósseis, sua importância, 
sua formação (etapas da fossilização) e 
seus tipos, abordando as consequências 
científicas e ambientais do contrabando 
de fósseis no Brasil e a ameaça que 
essa prática representa à integridade do 
patrimônio brasileiro. É interessante tratar 
a Terra antes e depois do surgimento 
da vida, explicando o surgimento de 
moléculas simples e dos primeiros 
aminoácidos formados pelas reações 
entre os componentes dos oceanos 
primitivos, e as teorias sobre o surgimento 
da vida no planeta.
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•	 A atmosfera e a hidrosfera
No processo gradativo de resfriamento dos minerais do planeta, 
gases e vapores foram liberados e, ao escaparem daquela massa, ori-
ginaram uma “esfera de vapor”, a chamada atmosfera (do grego, 
atm(o): vapor; e -sfera: esfera). Um dos principais componentes dessa 
atmosfera era o vapor de água, que, ao continuar se resfriando, precipi-
tou-se sob a forma de chuva. Parte dessa água evaporou novamente para 
formar outras nuvens — tal como acontece hoje em dia —, e outra parte 
foi se depositando nas depressões da crosta terrestre em formação. Após 
um longo período de repetição desses eventos, surgiram os antigos oce-
anos — a chamada hidrosfera (do grego, hidr(o): água; e -sfera: esfera), 
uma “esfera de água” que, atualmente, representa toda a água do planeta: 
oceanos, mares, lagos, rios, águas subterrâneas, calotas polares e geleiras.
•	 A biosfera
Nos primeiros oceanos, foram surgindo seres vivos muito simples. 
Aos poucos, esses seres deram origem a outras formas de vida vegetal 
e animal nas águas e na terra — peixes, répteis, insetos, anfíbios, aves e 
mamíferos —, que, há milhões de anos, vêm se transformando e se di-
versificando. o conjunto dessas formas de vida deu origem à chamada 
biosfera (do grego, bio: vida; e -sfera: esfera), que abrange as porções 
onde se encontram todos os seres vivos da hidrosfera, da litosfera e das 
baixas camadas da atmosfera (figura 15).
Figura 15. As esferas terrestres
A qual das esferas 
representadas 
nós pertencemos? 
Explique o que 
é essa esfera.
Fonte: PReSS, Frank et al. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 588.
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Quem lê viaja mais
ENS, Hendrik Herman; 
MORAES, Roberto Paulo. 
A história da Terra. São Paulo: 
Harbra, 1997.
o livro explora os vários 
aspectos geológicos 
da história da Terra, 
apresentando o interior do 
planeta e as características 
principais de rochas, 
minerais e eras geológicas.
89PeRCURSo 11
À biosfera, que envolve 
todas as formas de vida, 
não somente as terrestres, 
mas também as da litosfera, 
da hidrosfera e da atmosfera. 
Esclareça aos alunos que 
na litosfera existe também a 
vida microbiana.
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 A Terra em constante mudança 
Ao longo do tempo geológico, muita coisa aconteceu na Terra: for-
maram-se grandes montanhas e vulcões (figura 16), as terras emersas 
surgiram, dando origem a continentes, e diversos terremotos ocorreram. 
o relevo terrestre também se transformou. Houve ainda muitas mudan-
ças no clima. Várias espécies animais desapareceram, e outras surgiram. 
A Terra mudou muito e continua se transformando.
3 
Para reconstruir a história da Terra, especialistas em geologia e paleon- 
tologia estudam rochas e fósseis (figura 17) em busca de elementos que 
possam desvendar a origem e a estrutura do planeta. 
Pelos seus estudos, os geólogos sabem que determinadas rochas se 
formam em clima seco, outras em clima glacial (de geleiras), outras em 
clima úmido etc. Assim, ao estudar uma área e analisar as rochas ali pre-
sentes, são capazes de concluir se naquele local havia, no passado, um 
deserto, uma geleira ou uma região chuvosa. 
Figura 16. o magma da Terra 
pode ser visto 
na forma de lava, expelida 
pelos vulcões durante 
uma erupção. Na foto, erupção 
do vulcão Bardarbunga, no 
glaciar Vatnajökull, 
na Islândia (2014). 
Figura 17. Fósseis de folha e de peixes encontrados na espanha e nos estados Unidos, respectivamente. Ambos são 
datados da era Cenozoica, iniciada há cerca de 65,5 milhões de anos (veja a duração das eras geológicas na figura 20).
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Quem lê viaja mais
RODRIGUES, Rosicler 
Martins. 
A vida dos dinossauros. 
3. ed. São Paulo: Moderna, 
2012.
embarque em uma viagem 
ao mundo dos dinossauros 
e descubra de que forma 
eles começaram a habitar 
o planeta, como viviam, 
do que se alimentavam e 
quando foram extintos. 
Fóssil 
Restos de antigos 
organismos vegetais 
ou animais que foram 
conservados e podem ser 
encontrados nas rochas da 
crosta terrestre.
90 exPedIção 3
Remeta os alunos à página 93 para 
que saibam o que é “paleontologia”.
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Já o estudo dos fósseis, realizado por paleontólogos, permite conhe-
cer, por exemplo, espécies animais e vegetais que viveram na Terra em 
épocas passadas e as mudanças climáticas que ocorreram no lugar, uma 
vez que cada ser vivo apresenta características específicas para cada tipo 
de clima e ambiente natural.
•	 As rochas sedimentares: na pista dos fósseis
Submetidos à ação dos ventos, da água da chuva, dos rios, dos ma-
res e das geleiras, o solo e as rochas da superfície terrestre se desgas-
tam, produzindo detritos ou sedimentos, que acabam depositados em 
áreas mais baixas do relevo, no fundo de mares, lagos e rios. Ao longo do 
tempo, diversas camadas de detritos vão se sobrepondo (figura 18), de 
modo que as mais inferiores se aglutinam, dando origem às rochas se-
dimentares (figura 19). Nessas rochas, muitos fósseis podem se formar. 
 As eras geológicas
Para compreender melhor a história da Terra, os estudiosos a divi-
diram em intervalos de tempo, de acordo com os eventos ocorridos. 
A esses intervalos, deram o nome de eras geológicas. observe, na página 
seguinte, a figura 20, de baixo para cima. 
o ser humano (Homo sapiens sapiens) surgiu no fim da era Cenozoi-
ca — somos, portanto, habitantes recentes da Terra. É importante des-
tacar ainda que, com o surgimento dos seres humanos, teve início a his-
tória da humanidade e, com ela, a transformação constante do espaço 
natural pela ação humana.
4 
Figura 18. Formação das rochas sedimentares
Figura 19. Rocha sedimentar 
no Parque Geológico do Varvito, 
em Itu, SP (2012). observe os 
estratos da rocha, que registram 
a sobreposição de sedimentos. 
Neles, são encontradas 
evidências de uma extensa 
idade glacial, há 280 milhões de 
anos, quando um enorme manto 
de gelo cobriu a região sudeste 
da América do Sul.
Fonte: elaborado com base em LACoSTe, Yves; GHIRARdI, Raymond. Geografía general: 
física y humana. Barcelona: oikos-Tau, 1983. p. 39.
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Chuva
(desgasta as rochas)
Enxurrada
(transporta e deposita
os detritos desgastados)
Rochas sedimentares
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Navegar é preciso
Canal Kids – Fósseis
Conheça os vários tipos de 
fósseis e entenda de que 
maneira eles se formaram 
ao longo de milhões de 
anos. essa página ainda 
explica os métodos usados 
pelos paleontólogos para 
descobrir a idade dos 
fósseis e compreender 
alguns capítulos da história 
da Terra.
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Figura 20. Tempo geológico
Fontes: International Commission on Stratigraphy. disponível em: ; Serviço Geológico do Brasil. 
disponível em: . Acessos em: 10 set. 2015.
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Glaciação 
Longo período de tempo geológico em que 
grande parte do planeta, ao apresentar 
temperaturas muito baixas, fica coberta 
de gelo e neve.
Era
Cenozoica
(cen(o): recente; 
zoica: vida)
Duração:
±65,5 milhões de anos
Período Quaternário
•	 Aparecimento	do	Homo sapiens sapiens (início 
do tempo histórico).
•	 Ocorrência	de	glaciações e alterações climáticas, o 
que, entre outros fatores, provocou a extinção e a 
adaptação de muitos animais e plantas.
•	 Alterações	no	relevo.
•	 Formação	dos	atuais	contornos	dos	continentes	 
e oceanos.
Período Neógeno (ne(o): novo; geno: origem)
•	 Aparecimento	dos	hominídeos	primitivos.
•	 Os	continentes	começam	a	assumir	os	atuais	
contornos.
Período Paleógeno (pale(o): antigo; geno: origem)
•	 Formação	de	grandes	cadeias	montanhosas	como	
os Andes, os Alpes e o Himalaia.
•	 Grande	desenvolvimento	de	mamíferos	e	aves.
•	 Grande	desenvolvimento	dos	primatas,	ou	seja,	
mamíferos com capacidade de agarrar as coisas 
com as mãos.
Era Mesozoica 
(mes(o): intermediária; 
zoica: vida)
Duração:
±185 milhões de anos
•	 Desaparecimento	dos	grandes	répteis	
(dinossauros).
•	 Formação	das	ilhas	de	Trindade	e	Martim	Vaz	e	do	
Arquipélago de Fernando de Noronha (Brasil).
•	 Separação	da	Pangeia	em	duas	massas	
continentais.
•	 Desenvolvimento	de	mamíferos,	aves	e	répteis	
gigantescos (dinossauros).
•	 Continuação	da	formação	de	rochas.
Era Paleozoica
(pale(o): antiga; 
zoica: vida)
Duração:
±291 milhões de anos
•	 Existência	de	uma	única	massa	continental	—	 
a Pangeia, que irá se fragmentar e dar origem 
aos atuais continentes (veja era Cenozoica — 
Quaternário).
•	 Grande	desenvolvimento	de	formas	de	vida	
vegetal e animal nas águas e em terra (peixes, 
répteis, insetos, anfíbios etc.).
Pré-Cambriano
Duração:
±4 bilhões de anos
•	 Início	da	formação	de	rochas	sedimentares.
•	 Maior	desenvolvimento	da	vida.
•	 Intensa	atividade	vulcânica	e	formação	de	
grandes montanhas.
•	 Início	da	vida	nos	oceanos	(seres	unicelulares).
•	 Chuvas	intensas	que	formaram	oceanos	e	mares.
•	 Início	da	formação	da	atmosfera.
•	 Ausência	de	vida.
•	 Formação	das	primeiras	rochas	em	virtude	da	
solidificação dos minerais.
•	 Resfriamento	da	Terra.
92 exPedIção 3
Explique aos alunos que o quadro deve ser lido, observando-se as ilustrações, de baixo para cima. Afinal, os acontecimentos foram ocorrendo ou se 
sucedendo após aqueles que já existiam.
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Interprete
1. Por que a história da vida na Terra está relacionada à 
paleontologia?
2. As camadas de detritos e sedimentos que deram origem à 
rocha existente sobre o fóssil depositaram-se ali antes ou 
depois do ictiossauro? Considerando o tempo geológico, 
depositaram-se num tempo mais recente ou mais antigo? 
Contextualize
3. Você acha possível encontrar fósseis na localidade ou 
região onde você vive? Por quê?
Paleontologia
“[…] Nosso conhecimento da história da 
vida na Terra fundamenta-se principalmen-
te na paleontologia, o estudo dos fósseis. Es-
tes são representados pelos restos das partes 
duras dos animais, como a carapaça ou o es-
queleto, ou por restos de plantas, que com o 
tempo foram petrificados. Os fósseis nos for-
necem indicações sobre o aspecto desses ani-
mais e sobre o modo como se locomoviam e 
se alimentavam. E o estudo da geologia per-
mite reunir as principais características de 
eras e períodos diversos e situar os fósseis 
dentro do quadro geral. […]”
O Planeta Terra. São Paulo: Abril, 1979. p. 11. 
(Coleção Maravilhas da Natureza).
stação Ciências
Fonte: O Planeta Terra. São Paulo: Abril, 1979. p. 11. 
(Coleção Maravilhas da Natureza).
“Há milhões de anos [era Mesozoica], um ictiossauro 
morreu e afundou no leito marinho.
A carne e as cartilagens logo se decompuseram, mas o 
esqueleto permaneceu e foi coberto por lama.
Com o decorrer do tempo, a lama se consolidou 
em rocha e os ossos lentamente se petrificaram. 
Isso acontece porque a água, ao atravessar os po-
ros dos ossos, deposita neles substâncias minerais 
que, gradativamente, vão substituindo os mate-
riais originais.
Milhões de anos depois, os movimentos da Terra 
fizeram com que o fundo do mar emergisse. Sub-
metidas à erosão, as rochas desgastaram-se até 
deixarem o esqueleto a descoberto. Inúmeros fós-
seis foram formados desse modo.”
Ictiossauro
do grego, ictio: peixe; 
sauro: lagarto. Réptil 
aquático semelhante ao 
tubarão; possuía crânio 
alongado, nadadeira 
dorsal, mandíbula longa 
em forma de bico e 
com até 200 dentes e 
alimentava-se de peixes 
e crustáceos.
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93PeRCURSo 11
Nestas ilustrações, as etapas estão ordenadas, de cima para 
baixo, de acordo com a sequência da legenda explicativa para 
facilitar a leitura e compreensão do aluno.
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PERCURSO
12 Teoria da deriva continental 
e das placas tectônicas
 O interior da Terra
estudamos até agora elementos referentes à superfície da Terra, 
como os diferentes espaços, paisagens, relevos, além de características 
astronômicas, como a incidência dos raios solares no planeta e os movi-
mentos da Terra no Universo. Todas essas características dizem respeito 
à parte externa do planeta. Mas o que há em seu interior?
Para chegar ao centro do planeta, partindo-se da linha equatorial, se-
ria preciso perfurar cerca de 6.370 quilômetros.
Atravessar mais de 6.300 quilômetros em direção ao centro do plane-
ta não é tarefa simples. A maior perfuração ou sondagem da crosta ter-
restre foi realizada em Kola, na Rússia, e chegou apenas a 12 km de pro-
fundidade — distância muito pequena se comparada aoraio médio do 
planeta. 
desse modo, pode-se dizer que os cientistas não conhecem direta-
mente o interior da Terra. Tudo o que se sabe é com base em perfura-
ções, uso de instrumentos, como o ultrassom, e estudos sobre alguns 
fenômenos, como a erupção de vulcões e a ocorrência de terremo-
tos. Com os dados obtidos desses estudos, os cientistas propuseram 
um modelo que representa a estrutura interna do planeta. observe a 
figura 21.
1 
Figura 21. Terra: estrutura interna
Fonte: GRoTZINGeR, John; 
JoRdAN, Tom. Para entender 
a Terra. 6. ed. Porto Alegre: 
Bookman, 2013. p. 229.
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Qualquer segmento de 
reta que vai do centro 
à circunferência de 
um círculo.
Navegar é preciso
A estrutura da Terra
Com diversas informações 
complementares sobre 
a estrutura interna da 
Terra, essa página ainda 
apresenta dados sobre a 
Lua, único satélite natural 
que orbita nosso planeta.
Crosta
(0–40 km)
Manto
(40–2.890 km)
Ferro líquido do 
núcleo externo
(2.890–5.150 km)
Ferro sólido do 
núcleo interno
(5.150–6.370 km)
94 exPedIção 3
Com o professor de Ciências, sugerimos 
discutir as evidências que fortalecem a 
teoria da deriva continental e das placas 
tectônicas, como a presença de fósseis 
e formações rochosas semelhantes 
nos diferentes continentes (fósseis do 
réptil mesossauro, por exemplo, ou a 
existência de aves semelhantes, que 
não voam, como a ema na América do 
Sul e o avestruz na África).
Apesar das altas temperaturas, mas por 
causa da alta pressão no núcleo interno 
da Terra, o ferro lá contido não se funde, 
estando, portanto, em estado sólido.
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de acordo com o modelo proposto, a estrutura interna do planeta é 
formada por três camadas: a crosta, o manto e o núcleo. 
A crosta é a porção superior da litosfera, onde os minerais estão em 
estado sólido. É nessa porção que vivemos e que se desenvolveram as 
formações vegetais etc. A espessura dessa camada é variável: na crosta 
continental apresenta profundidades de até 40 km, e na crosta oceânica 
pode variar aproximadamente de 5 a 10 km (figura 22). Na maior parte 
da crosta, as temperaturas aumentam com a profundidade: 1 °C, em mé-
dia, a cada 30 m ou 40 m perfurados — é o chamado grau geotérmico.
o manto é a camada entre a crosta e o núcleo, com espessura de cer-
ca de 2.850 km. Nessa camada, a temperatura pode chegar a 4.000 °C, 
aproximadamente. os materiais que compõem o manto formam o mag-
ma — é daí que provêm as lavas vulcânicas que chegam à superfície da 
Terra quando um vulcão entra em erupção.
o núcleo é a parte central do planeta, com raio aproximado de 
3.480 km. A temperatura fica acima dos 6.000 °C. Formado principal-
mente de níquel e ferro, minerais de elevada densidade, o núcleo inter-
no, sólida esfera metálica, também é chamado de nife (Ni, de níquel, e 
Fe, de ferro).
 A teoria da deriva continental
Geralmente, tem-se a impressão de que os continentes estão parados 
e nunca se movem. No entanto, eles se deslocam de forma muito lenta, e 
por isso não se percebe tal deslocamento.
Para entender por que isso acontece, é preciso conhecer primeiro os 
estudos de Alfred Wegener (1880-1930), pesquisador alemão que criou 
a chamada teoria da deriva continental. Segundo essa teoria, os atuais 
continentes originaram-se da fragmentação da Pangeia (o continen-
te único que teria existido desde a era Paleozoica), iniciada há cerca de 
200 milhões de anos. 
2 
Figura 22. Crosta continental e oceânica
OceanoOceano
Crosta oceânica
Manto
Crosta
continental
Fonte: elaborado com base em RoSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: edusp, 1996. p. 22. 
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Quem lê viaja mais
VERNE, Júlio. 
Viagem ao centro da Terra. 
Adaptação de Carlos Heitor 
Cony. 2. ed. Rio de Janeiro: 
ediouro, 2009.
Nessa ficção, o professor 
Lidenbrock descobre por 
acaso o manuscrito de 
um alquimista islandês 
que afirma ter chegado 
ao centro da Terra por 
meio de um vulcão 
extinto. Na pista desse 
manuscrito, Lidenbrock 
e Axel, seu sobrinho, vão 
se surpreender com a 
paisagem e os habitantes 
do interior do planeta.
Pausa para o cinema
Viagem ao centro 
da Terra.
direção: Terry Cunningham. 
Canadá: Califórnia Filmes, 
2005. duração: 90 min.
Nessa ficção, a Terra está 
em alerta máximo, rumo 
ao caos, com o aumento 
do número de terremotos e 
erupções vulcânicas. Nesse 
contexto, uma equipe de 
cientistas faz uma viagem 
ao centro da Terra para 
tentar conter as forças 
que ameaçam destruir 
a humanidade.
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Após a fragmentação da Pangeia, os continentes re-
sultantes continuaram se separando e se afastando, ao 
longo das eras geológicas, até atingir a atual localização 
na esfera terrestre, como se observa na figura 23. 
Para explicar a deriva dos continentes, Wege-
ner admitiu que a crosta terrestre se desloca sobre o 
manto da mesma forma que a madeira ou o gelo se 
deslocam sobre a água. Baseou-se em algumas evi-
dências para chegar a essa conclusão, entre elas: 
•	 a	 coincidência	 entre	 a	 linha	de	 recorte	 do	 litoral	
oeste da África e do litoral leste da América do Sul, 
mostrando que esses recortes se encaixam como 
peças de um quebra-cabeça; admitiu, assim, que a 
África e a América do Sul faziam parte de um único 
continente, o continente de Gondwana;
•	 a	 presença	 de	 determinados	 fósseis	 animais	 e	
vegetais tanto na África como no Brasil, indican-
do que essas terras emersas provavelmente fo-
ram unidas no passado geológico; afinal, caso 
fossem separadas, esses fósseis não aparece-
riam nos dois continentes, pois o oceano Atlân-
tico impediria a disseminação dessas espécies.
Cabe destacar que, em 1915, quando os estudos 
de Wegener foram publicados no livro A origem dos 
continentes e oceanos, eles não tiveram boa aceita-
ção por outros cientistas, pois a sua teoria não expli-
cava a causa do deslocamento ou da deriva dos conti-
nentes. A explicação somente foi obtida alguns anos 
após a morte de Wegener, nos anos 1960, quando o 
avanço do conhecimento científico permitiu a elabo-
ração da teoria das placas tectônicas.
Figura 23. A teoria da deriva continental
Fonte: elaborado com base em GRoUeFF, Sthefane. O enigma 
da Terra. Rio de Janeiro: Primor, 1976. p. 255.
Fraturas
 
Direção
1. MESOZOICO
Há 225 milhões
de anos
2. MESOZOICO
Há 200 milhões
de anos
3. MESOZOICO
Há 135 milhões
de anos
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DO SUL
AMÉRICA
DO NORTE
AUSTRÁLIA
ANTÁRTIDA
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ÁFRICA
4. CENOZOICO
Há 65 milhões
de anos
5. CENOZOICO
Presente
 A teoria das placas tectônicas
de acordo com a teoria das placas tectônicas, nem a crosta terres-
tre nem a crosta oceânica são inteiriças; elas não formam um conjunto 
contínuo. Na verdade, a litosfera é formada por várias partes, que rece-
bem o nome de placas tectônicas ou placas litosféricas (figura 24). As 
placas se movimentam sobre o manto, e o material que o constitui — o 
magma — está em constante movimento.
As altas temperaturas no manto fazem o magma subir em direção 
às camadas superiores do interior da Terra (movimento ascendente). Aí 
chegando, resfria e retorna ao interior, “preenchendo” o lugar do magma 
que subiu (movimento descendente). estabelecem-se, assim, no manto, 
correntes ascendentes e descendentes de magma e gases que recebem 
o nome de correntes de convecção (figura 25).
3 
O território brasileiro 
e a América do Sul 
faziam parte de qual 
continente durante 
o período da
Era Mesozoica?Fe
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96 exPedIção 3
Do continente de Gondwana. 
Eduardo Suess, geólogo 
austríaco, sugeriu esse 
nome por causa das suas 
observações de formações 
do Paleozoico Superior e do 
Mesozoico na África do Sul 
e na região de Gondwana, 
na Índia Central.
O magma escorre pelas 
fraturas e contribui 
para o afastamento dos 
continentes.
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Por acumular muita energia, as correntes de convecção de magma 
deslocam horizontal e verticalmente as placas tectônicas, numa veloci-
dade de 2 a 3 centímetros por ano. Ao se movimentar, essas placas se 
chocam umas contra as outras ou se afastam, provocando vários fenô-
menos geológicos, como vulcanismo, terremotos, dobramentos e falhas, 
que serão estudados na próxima Expedição.
Figura 25. Correntes de convecção do manto
Figura 24. Mundo: placas tectônicas
Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico escolar: ensino fundamental do 6o ao 9o ano. 
Rio de Janeiro: IBGe, 2010. p. 103.
Fonte: FARNdoN, John. Dicionário 
escolar da Terra. Porto: Civilização, 
1996. p. 46.
Placa 
tectônica
Manto
Núcleo
PLACA
DE
COCOS
PLACA
NORTE-AMERICANA
PLACA DO PACÍFICO
PLACA
DO
PACÍFICO
PLACA
DE NAZCA
PLACA
SUL-AMERICANA
PLACA
DO CARIBE
PLACA
AFRICANA
PLACA ANTÁRTICA
PLACA
 EURO-ASIÁTICA
PLACA
 DAS
 FILIPINAS
PLACA INDO-AUSTRALIANA
PLACA
IRANIANA
PLACA
ARÁBICA
 
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EQUADOR
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
TRÓPICO DE CÂNCER
CÍRCULO POLAR ÁRTICO
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0º
CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO
Área de separação das placas
Área de choque de placas
Limite entre as placas
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2.400 km
Em qual placa 
tectônica se localiza o 
território brasileiro?
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Placa Sul-Americana.
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Atividades dos percursosAtividades dos percursos
98
11 e 12
Revendo conteúdos
1 Explique por que se diz que o tempo geoló-
gico é de longa duração, e o tempo histórico, 
de curta duração.
2 Explique o que são fósseis e em que tipo 
de rochas eles se formam.
3 Em quais fatos ou elementos os cientis-
tas se basearam para propor um modelo 
que representa a estrututura interna da 
Terra?
4 Observe as figuras 20 e 23, respectiva-
mente nas páginas 92 e 96, e responda às 
questões.
a) Há 225 milhões de anos, as terras que 
viriam a ser o Brasil faziam parte de que 
continente? E há 200 milhões de anos?
b) Em que era geológica os continentes 
adquiriram a posição tal qual conhe-
cemos atualmente no globo terres-
tre? Cite um acontecimento biológico 
importante ocorrido nessa era.
Leituras cartográficas
5 Observe o mapa terrestre.
a) Explique o que é glaciação.
b) Identifique no mapa quais continentes 
foram cobertos, em parte, por glaciais 
no quaternário.
c) A legenda indica a presença de banqui-
sas — camadas flutuantes e superficiais 
de gelo. Por que elas teriam se formado?
Explore
6 Observe a foto abaixo e, considerando 
os conceitos de litosfera, atmosfera, 
hidrosfera e biosfera, aponte quais delas 
você identifica e explique.
Terra: glaciação quaternária
Fonte: elaborado com base em ALTABA, M.; FoNT-ARRIBAS, 
A. San Miguel. Atlas de geologia. Rio de Janeiro: Livro Ibero-
-Americano, 1975. p. H5.
7 A que tipo de rocha o fragmento de texto 
a seguir se refere?
“Resulta […] da deposição de detritos de 
outras rochas ou do acúmulo de detritos or-
gânicos [restos de animais e vegetais]. […]”
GUeRRA, Antônio Teixeira; GUeRRA, Antônio José
Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico.
9. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 564.
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Mergulhadores no oceano Pacífico, no Parque Nacional 
Marinho da Ilha do Coco, Costa Rica (2011).
Banquisas
flutuantes
Grandes
lagos
Aspecto da Terra
durante a grande
glaciação quaternária.
Escudos
glaciais
exPedIção 3
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8 Nas histórias de ficção, tudo pode acontecer, mesmo eventos ou fatos 
que contradizem a lógica das ciências. Leia a história em quadrinhos 
de Mauricio de Sousa, a seguir, e aponte o absurdo científico relacio-
nado ao conteúdo do Percurso 11 que aparece nela, explicando-o. 
Pesquise
9 A Pré-História corresponde ao perío- 
do da história anterior à invenção da 
escrita, ou seja, ao registro do tempo 
histórico. Isso não quer dizer, porém, 
que não existem vestígios dessa época. 
Os fósseis e a chamada arte rupestre, 
conjunto de gravuras encontrado prin-
cipalmente em rochas e cavernas, são 
exemplos desses vestígios, espalhados 
por várias partes do mundo. Faça uma 
pesquisa e descubra onde, no Brasil, já 
foram descobertos vestígios desse tipo.
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Desembarque
em outras linguagens
DesembarqueDesembarqueDesembarque
em outras linguagens
JÚLIO VERNE:
GEOGRAFIA E FICÇÃO 
CIENTÍFICA
Júlio Verne (1828-1905), escri-
tor francês, é autor de mais de uma 
centena de livros. Com base nos co-
nhecimentos científicos da época 
em que viveu — segunda metade 
do século xIx — e na sua enorme 
capacidade de imaginação, além 
de seu talento narrativo, criou enre-
dos e histórias fantásticas de aven-
turas que atraíram e atraem leitores 
de todo o mundo. Para se ter ideia, 
em alguns de seus livros de ficção 
antecipou invenções que se torna-
ram realidade. Inspirou, por exem-
plo, Juan de La Cierva, o inventor do 
autogiro — precursor do helicóp-
tero —, a realizar o seu intento em 
1920. Algumas de suas obras, como 
Viagem ao centro da Terra e A vol-
ta ao mundo em oitenta dias, foram 
transformadas em filmes.
Viagem ao centro da Terra
Viagem ao centro da Terra é protagonizado pelo profes-
sor e geólogo Otto Lidenbrock, por seu sobrinho e assistente 
axel e pelo guia islandês hans. após o professor ter encon-
trado e decifrado um pergaminho do século Xvi, em que 
um cientista relata que ao penetrar pela cratera do vulcão 
sneffels, na islândia — terra de muitos vulcões e gêiseres —, 
atingiu o centro da Terra, o professor é tomado pelo desejo 
de realizar essa proeza. entretanto, vários obstáculos teriam 
de ser vencidos, entre eles a temperatura do interior da Ter-
ra. Leia, a seguir, um trecho do livro que mostra um dos diá-
logos entre o professor e seu sobrinho e relacione com o que 
você aprendeu nesta expedição.
“— […] Esse cientista foi ao fundo do Sneffels […] e até 
mesmo tentou relatar, na forma lendária de seu tempo, que 
essa cratera levava ao centro da Terra. Mas quanto a ele pró-
prio ter chegado lá, quanto a haver feito a viagem e dela ter 
regressado, se é que a empreendeu, essa não, mil vezes não! 
— E por que não? — disse meu tio, com um toque espe-
cial de gozação. 
— Porque todas as teorias da ciência demonstram que 
tal viagem é impraticável! 
— Todas as teorias dizem isso? — replicou o professor, 
assumindo um ar bonachão. — Ah, as teorias inoportunas! 
Como vão nos incomodar, essas pobres teorias!
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Júlio Verne (1828-1905), escri-
tor francês, é autor de mais de uma 
centena de livros. Com base nos co-
nhecimentos científicos da época 
em que viveu — segunda metade 
do século xIx — e na sua enorme 
capacidade de imaginação, além 
de seu talento narrativo, criou enre-
dos e histórias fantásticas de aven-
turas que atraíram

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