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EXPEDIÇÃO A Terra no Sistema Solar A Terra em movimento A história da Terra Teoria da deriva continental e das placas tectônicas 9 10 11 12 PERCURSOS Nesta Expedição, você vai descobrir que o nosso planeta é um ponto minúsculo no Universo e entender por que existem o dia, a noite e as estações do ano. depois, embarcaremos em uma viagem ao interior da Terra para desvendar os mistérios que cercam sua origem, sua história e sua estrutura. A Terra: aspectos físicos gerais EXPEDIÇÃO 3 A história da Terra Se compararmos as características da Terra hoje com seus aspectos do passado, revelados por diversos estudos, percebe- remos que o nosso planeta passou por muitas transformações: quando os continentes e os oceanos surgiram, eles tiveram suas disposições e configurações alteradas; e o relevo, as rochas, a atmosfera e o clima sofreram inúmeras mudanças ao longo da história da Terra. Dias atuais A feição que conhecemos da Terra nos nossos dias começou a se definir há milhões de anos. 130 milhões de anos atrás Muito antes de surgirem os seres humanos, na era dos grandes dinossauros, os continentes apresentavam outras formas. IL U ST RA ÇÕ ES : G IL T Ó KI O 74 1. Porque a Terra executa um movimento de rotação em torno de seu eixo imaginário. Desse modo, no decorrer do período de aproximadamente 24 horas, uma de suas faces está voltada para o Sol, recebendo os raios solares que a iluminam (dia), enquanto a outra, não recebendo a iluminação direta do Sol, fica na “escuridão” (noite). 2. Sim. A Terra começou a se formar com o nosso Sistema Solar, há cerca de 4,6 bilhões de anos. Se compararmos com a idade do Universo, que é de aproximadamente 15 bilhões de anos, podemos dizer que o nosso planeta é jovem. 3. Conduza a discussão de maneira que sejam consideradas todas as hipóteses levantadas pelos alunos. É importante que eles questionem sobre a movimentação das placas tectônicas: elas de fato “estacionaram”? O que as teria feito parar? Se elas não pararam e continuam a se movimentar, nós percebemos esses movimentos? De que forma? Oriente os alunos a interpretar o infográfico da idade mais antiga para a mais recente, ou seja, de “15 bilhões de anos atrás” até os “Dias atuais”. PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 74 23/02/16 10:02 Verifique sua bagagem 1. Você sabe por que existe dia e noite? 2. Observando a história do Universo nesta ilustração, podemos afirmar que a Terra é um planeta jovem? Por quê? 3. Em sua opinião, os continentes atuais estão parados ou se movimentam? Por quê? 8 bilhões de anos atrás A Via Láctea, nossa galáxia, tem quase o dobro da idade do nosso Sistema Solar. E nosso Sol é apenas uma das centenas de bilhões de outras estrelas que orbitam o centro da galáxia. 13 bilhões de anos atrás Aproximadamente 2 bilhões de anos após o Big Bang, nuvens de poeiras cósmicas e gases espalhados pelo Universo deram origem à formação de galáxias, entre elas a Via Láctea. Pangeia é o nome da massa continental única que existiu há milhões de anos e que depois se fragmentou, dando origem a dois continentes: a Laurásia e a Gondwana. A atual América do Sul e a África formavam uma só massa continental que começou a se dividir há 130 milhões de anos. Aquilo que viria a ser nosso planeta começou com um amontoado de poeiras cósmicas, gases e outros corpos do espaço que se agruparam até formar uma massa maior, tão quente que nenhuma matéria se encontrava no estado sólido, e a água só existia em forma de vapor. Fontes: elaborado com base em TeIxeIRA, Wilson et al. Decifrando a Terra. São Paulo: oficina de Textos, 2001; Planeta Terra. Rio de Janeiro: Abril Coleções, 1996. 8 bilhões de anos atrás A Via Láctea, nossa galáxia, tem quase o dobro da idade do nosso Sistema Solar. E nosso Sol é apenas uma das centenas de bilhões de outras estrelas que orbitam o centro da galáxia. 13 bilhões de anos atrás Aproximadamente 2 bilhões de anos após o Big Bang, nuvens de poeiras cósmicas e gases espalhados pelo Universo deram origem à formação de galáxias, entre elas a Via Láctea. Aquilo que viria a ser nosso planeta começou com um amontoado de poeiras cósmicas, gases e outros corpos do espaço que se agruparam até formar uma massa maior, tão quente que nenhuma matéria se encontrava 15 bilhões de anos atrás Toda a matéria que formou as estrelas e tudo o mais que existe teve origem em uma grande expansão, o Big Bang, que marca o momento em que o Universo começou a existir. 220 milhões de anos atrás Antes de existir Gondwana (continente que abrangia terras da América do Sul, África do Sul, Índia e Austrália), todas as terras emersas do mundo estavam unidas em um único continente, chamado Pangeia. 4,6 bilhões de anos atrás Na época em que a Terra e outros planetas de nossa vizinhança estavam surgindo em torno do Sol para formar o nosso Sistema Solar, não havia terras, oceanos nem atmosfera por aqui. 75 As elipses representam as órbitas dos planetas do nosso Sistema Solar. Se julgar necessário, peça aos alunos que consultem o significado de “Universo” no glossário da página seguinte. PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 75 23/02/16 10:02 PERCURSO 9 A Terra no Sistema Solar Geografia e a Terra no Universo Para estudar Geografia, é necessário conhecer alguns aspectos da Ter- ra no Universo, como também sua estrutura interna e por que os conti- nentes se deslocam. Isso porque muitos fenômenos que se manifestam na superfície da Terra se originam no espaço cósmico ou Universo, bem como em seu in- terior — terremotos, vulcanismo etc. As estações do ano, por exemplo, de grande importância para as ati- vidades humanas — época de plantio, de colheita, de se proteger do frio e da chuva etc. —, são explicadas pela inclinação do eixo da Terra, pelo movimento de translação que ela executa ao redor do Sol e pela sua for- ma esférica. o próprio traçado dos círculos polares Ártico e Antártico e dos trópi- cos de Câncer e Capricórnio teve por base a incidência dos raios solares na superfície e, consequentemente, a definição das zonas de iluminação da Terra — zonas polares, temperadas e tropical. Compreende-se, assim, por que a Geografia necessita de alguns co- nhecimentos sobre o Universo para explicar fenômenos que interferem na natureza e na vida humana. O planeta Terra A Terra (figura 1) é um ponto minúsculo na imen- sidão do Universo. Com outros sete planetas — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno —, faz parte do nosso Sistema So- lar (figura 2) e, como eles, recebe luz e calor do Sol. No entanto, outras condições favoráveis, co mo a presença de água em estado líqui- do, oxigênio e temperaturas adequadas, fazem da Terra o único planeta, entre os identificados pelo ser humano, que permi- te a existência de formas de vida tais quais as conhecemos. 1 2 Figura 1. Planeta Terra visto do espaço (2008). n a sa /C Or bi s/ La Ti ns TO Ck Universo Conjunto de tudo o que está presente no espaço cósmico, formado por planetas, estrelas, galáxias, asteroides, satélites e outros corpos celestes. Quem lê viaja mais BRETONES, Paulo Sérgio. Os segredos do Sistema Solar. 5. ed. São Paulo: Atual, 2011. Com várias fotos, esse livro apresenta cometas, meteoros, entre outros corpos celestes, e revela elementos interessantes do Sistema Solar. O Sistema Solar Multimídia interativa 76 Conhecimentos de Ciências podem aprofundar essa temática, como a atividade dos astrônomos e seus instrumentos de trabalho; os astros e as galáxias; as definições de estrela, planetas, planetas-anões, satélites naturais, asteroides e cometas, constelações, entre outros. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 76 23/02/16 10:03 Figura 2. O nosso Sistema Solar Notas: A figura 2 não apresenta exatidão na representaçãoe atraem leitores de todo o mundo. Para se ter ideia, em alguns de seus livros de ficção antecipou invenções que se torna- ram realidade. Inspirou, por exem- plo, Juan de La Cierva, o inventor do autogiro — precursor do helicóp- tero —, a realizar o seu intento em 1920. Algumas de suas obras, como Viagem ao centro da Terra e A vol- ta ao mundo em oitenta dias, foram transformadas em filmes. — Porque todas as teorias da ciência demonstram que tal viagem é impraticável! — Todas as teorias dizem isso? — replicou o professor, assumindo um ar bonachão. — Ah, as teorias inoportunas! Como vão nos incomodar, essas pobres teorias! exPedIção 3100 1863 Em Cinco semanas num balão, os personagens dirigem um balão até a África Central. Com isso, Júlio Verne antecipou a dirigibilidade desse meio de transporte — fato demonstrado somente em 1898, por Santos Dumont. Viagem ao centro da Terra 1864 re Pr O D U çà O re Pr O D U çà O R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 100 23/02/16 10:04 101 Nesta seção, por uma questão de espaço, optamos por uma linha do tempo que não mantém a proporcionalidade da escala de tempo. Caixa de informações 1. Pode-se concluir pelo trecho do livro que, por volta de 1864, a Geologia já tinha alguns conhecimentos sobre o interior da Terra? Interprete 2. Axel baseou-se em qual conhecimento científi co para questionar seu tio sobre a possibilidade de o ser humano atingir o centro da Terra? 3. Qual é a sua opinião sobre a fala do professor quando diz “o importante é que a ciência se aperfeiçoa e toda teoria é sempre destruída por outra teoria”? Mãos à obra 4. Com os conhecimentos que possui e mais a sua criatividade, solte a imaginação e crie uma história de fi cção científi ca. Ela pode ser sobre uma viagem ao espaço sideral, ao interior da Terra, ao fundo do mar, aos continentes que se deslocam sobre o manto ou sobre o assunto que desejar. 101 Nesta seção, por uma questão de espaço, optamos por uma linha do tempo que não mantém a proporcionalidade da escala de tempo. uma viagem ao espaço sideral, ao interior da Terra, ao fundo do mar, aos continentes que se deslocam sobre o manto ou sobre o assunto que desejar. Percebi que ele zombava de mim, mas mesmo assim continuei: — Sim! Todo mundo sabe que o calor aumenta cerca de um grau a cada vinte e dois metros de profundidade abaixo da superfí- cie terrestre; ora, admitindo-se que essa proporção seja constante e considerando que o raio terrestre é de seis mil quilômetros, exis- te no centro uma temperatura que ultrapassa duzentos mil graus. Portanto, as matérias do interior da Terra encontram-se em esta- do de gás incandescente, pois os metais, o ouro, a platina, as ro- chas mais duras não resistem a semelhante calor. Assim, tenho ra- zão em duvidar que seja possível penetrar em tal ambiente! — Então, Axel, é o calor que o incomoda? — Claro! Se chegássemos a uma profundidade de apenas quarenta quilômetros, atingiríamos o limite da crosta terrestre, onde a temperatura já é superior a mil e trezentos graus. — E você tem medo de entrar em fusão? — Deixo o problema para o senhor resolver — respondi, bem-humorado. — Pois aqui está minha solução — replicou o prof. Lidenbrock, cheio de si. — Nem você nem ninguém sabe ao certo o que se passa no interior do globo, dado que não se conhece nem a mi- lésima parte de seu raio; o importante é que a ciência se aperfei- çoa e toda teoria é sempre destruída por uma nova teoria. […]” VeRNe, Júlio. Viagem ao centro da Terra. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 43-44. (Coleção eu Leio). PeRCURSo 12 101 Vinte mil léguas submarinas conta a história do submarino Nautilus, movido a eletricidade, construído e capitaneado pelo Capitão Nemo. 1870 1872 A volta ao mundo em oitenta dias é uma aventura cheia de surpresas resultante de uma aposta entre cavalheiros para dar a volta ao mundo em um balão no prazo máximo de 80 dias. 1864-67 As Aventuras do Capitão Hatteras influenciou o Almirante Bird — um dos pioneiros na descoberta do Polo Norte —, que reconheceu que a aventura descrita por Verne o auxiliou a realizar a sua expedição. re Pr O D U çà O re Pr O D U çà O re Pr O D U çà O Ca rL O s Ca M in h a O Sneffels é um vulcão com geleira ou glaciar, situado a oeste da Islândia (64° 46’ latitude norte; 23° 47’ longitude oeste). Possui 1.440 m de altitude. Sua última erupção foi aproximadamente no ano 200 d.C. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 101 23/02/16 10:04do número de satélites naturais nem proporcionalidade entre as dimensões dos planetas e satélites entre si e entre as suas órbitas. Além disso, as cores não correspondem à realidade. Até 2006, Plutão era considerado o nono planeta do Sistema Solar. Após estudos, porém, a União Astronômica Internacional (IAU) passou a classificá-lo como planeta-anão. Cinturão de Asteroides é a região em formato de anel entre as órbitas de Marte e Júpiter que contém bilhões de asteroides — fragmentos rochosos que orbitam o Sol. va g n er v a rg a s Sol Cometa Marte Vênus Mercúrio Terra Asteroides Júpiter Saturno Urano Netuno A Terra é o terceiro planeta mais próximo do Sol. É também o quinto maior planeta do Sistema Solar, atrás de Júpiter (o maior dos oito), Sa- turno, Urano e Netuno. Além dos planetas, outros corpos celestes fazem parte do Siste- ma Solar, a exemplo de cometas e satélites. Alguns planetas possuem satélites naturais — corpos que, pela ação da gravidade, orbitam ao redor deles. Marte, por exe mplo, tem dois satélites, e a Terra, apenas um: a Lua. Cometa Corpo celeste de pequena dimensão formado por partículas sólidas num núcleo de fraca luminosidade cercado por gases que, ao aproximar- -se do Sol, apresenta uma cauda luminosa de grande extensão. Fonte: elaborado com base em Espaço & planeta. Rio de Janeiro: Abril Livros/ Time-Life, 1995. p. 4-5. (Coleção Ciência & Natureza). 77PeRCURSo 9 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 77 23/02/16 10:03 Figura 5. Terra: aquecimento e iluminação desiguais A forma da Terra A Terra não é uma esfera perfeita. Além de apresentar elevações (mon- tanhas, cordilheiras etc.) e depressões em sua superfície, é levemente achatada nos polos e abaulada na altura da linha equatorial. A circunfe- rência equatorial da Terra é de 40.076 quilômetros, ao passo que a circun- ferência polar é de 40.009 quilômetros. Por isso, diz-se que a Terra é um esferoide, ou seja, tem forma semelhante à de uma esfera. daí a deno- minação geoide (do grego, ge(o): terra; oide: forma), comumente adotada para identificar a forma específica do planeta Terra. Veja as figuras 3 e 4. 3 Círculo Polar Ártico Trópico de Câncer Equador Trópico de Capricórnio Círculo Polar Antártico 1 2 3 Figura 4. Terra: o planeta geoide Fonte: elaborado com base em MARReRo, Levi. La Tierra y sus recursos. 19. ed. Caracas: Cultura Venezolana, 1975. p. 31. Fonte: IBGe. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGe, 2012. p. 17. Nota: a superfície irregular foi exagerada para fins de clareza didática. Fonte: elaborado com base em MARReRo, Levi. La Tierra y sus recursos. 19. ed. Caracas: Cultura Venezolana, 1975. p. 34. se LM a C a Pa rr O Z Figura 3. Superfície terrestre a n D er sO n D e a n D ra D e Pi M en Te L a n D er sO n D e a n D ra D e Pi M en Te L • Consequências térmicas da forma da Terra A forma da Terra influencia diretamente a dis- tribuição da luz solar sobre o planeta e interfere nas temperaturas e na duração das estações do ano. observe a figura 5. As áreas 1, 2 e 3 recebem igual quantidade de energia solar. entretanto, por causa da curvatura da Terra, a área assinalada com o número 1 é mais iluminada e aquecida, porque concentra em uma superfície menor uma quantidade de energia solar igual à que recebe a área de número 3, que, por ser maior, é menos aquecida. Nela, os raios solares incidem de forma inclinada, enquanto na área 1 eles chegam quase verticalmente no decorrer dos doze meses do ano. Assim, em geral, a temperatura da superfície da Terra é mais quente na região equatorial e di- minui em direção aos polos. Abaulado Que tem forma convexa ou curva; arqueado. ACHATAMENTO POLAR A B A U LA M E N T O E Q U A TO R IA L EQUADOR 40.076 km C IR C U N FE R Ê N C IA P O LA R 4 0 .0 0 9 k m SUPERFÍCIE TERRESTRE GEOIDE ELIPSOIDE Eixo equatorial Ei xo p o la r 78 exPedIção 3 Sugerimos que seja explicado que o achatamento dos polos e o abaulamento na altura da linha equatorial da Terra são consequências da força decorrente do movimento de rotação da Terra que atua sobre a matéria que compõe o nosso planeta. Mostre para os alunos que o achatamento representado na figura 4 é sutil, quase imperceptível. O elipsoide tem a forma de uma elipse. A figura 8, na página 81, mostra a elipse. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 78 23/02/16 10:03 Figura 6. Terra: zonas de iluminação As zonas de iluminação No Percurso 5, você conheceu os quatro paralelos que receberam no- mes específicos: o Círculo Polar Ártico, o Trópico de Câncer, o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico. esses paralelos são importan- tes justamente porque servem para delimitar as zonas de iluminação e aquecimento da Terra pelo Sol. os trópicos de Câncer e de Capricórnio marcam, respectivamente, ao nor- te e ao sul, a linha máxima na esfera terrestre onde os raios solares conse- guem atingir, de forma perpendicular, a superfície. entretanto, isso acontece apenas uma vez por ano, em cada hemisfério: em 21 de junho no Trópico de Câncer, quando tem início o verão no Hemisfério Norte e o inverno no He- misfério Sul; e em 21 de dezembro no Trópico de Capricórnio, quando tem início o verão no Hemisfério Sul e o inverno no Hemisfério Norte. essa vasta área ou zona da Terra, entre os trópicos de Câncer e de Capri- córnio, recebe o nome de zona tropical ou zona intertropical (figura 6). Nessa zona, bastante iluminada pelo Sol, a diferença de duração entre o dia e a noite é pequena no decorrer de todo o ano. 4 EQUADOR 0º TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO CÍRCULO POLAR ÁRTICO TRÓPICO DE CÂNCER 0° ZONA POLAR NORTE ZONA TEMPERADA NORTE ZONA TROPICAL NORTE ZONA POLAR SUL ZONA TEMPERADA SUL ZONA TROPICAL SUL OCEANO PACÍFICO OCEANO PACÍFICO OCEANO ÍNDICO OCEANO ATLÂNTICO OCEANO GLACIAL ÁRTICO Em que zona de iluminação e aquecimento da Terra está localizada a maior parte do Brasil? Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGe, 2012. p. 60. 3.780 km As áreas da Terra compreendidas entre os trópicos e os círculos pola- res, chamadas de zonas temperadas, recebem os raios solares inclinados durante o decorrer do ano. Nas zonas temperadas, os dias de inverno são de curta duração, e os de verão, de longa duração. Nas zonas polares, situadas entre os círculos polares e os polos, a duração dos dias também varia muito ao longo do ano. durante o inver- no, algumas áreas ficam sem receber a luz solar durante meses, enquan- to no polo oposto o verão apresenta insolação prolongada. São os círculos polares Ártico e Antártico que delimitam, ao redor dos polos Norte e Sul, o alcance máximo dos raios solares no início do inver- no de cada hemisfério. Isso ocorre em 21 de dezembro no Círculo Polar Ártico, quando inicia o inverno no Hemisfério Norte, e em 21 de junho no Círculo Polar Antártico, quando inicia o inverno no Hemisfério Sul. A existência das zonas apresentadas na figura 6 não é consequência apenas da forma do nosso planeta. dois outros fatores também exercem influência: a inclinação do eixo da Terra e o seu movimento de translação ao redor do Sol, assuntos do próximo Percurso. Fe rn a n D O JO sÉ F er re ir a NE LO SE S N NO SO Perpendicular Que forma um ângulo reto (90°) com uma reta ou um plano. Insolação Quantidade de radiação solar que incide sobre uma superfície, livre da interferência de nuvens, nevoeiros etc. Navegar é preciso IBGE – Nosso Lugar no Universo Navegue pelo espaço celeste por meio desse site, cujas imagens e animações facilitarão a compreensão de temas relacionados ao Universo e ao planeta Terra. 79PeRCURSo 9 Na zona intertropical, mais especificamente na zona tropical sul. Cabe ressaltar que uma porção menor do território, que envolve o sul do estado de São Paulo, grande parte do Paraná e os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul por completo, está localizada na zona temperada sul. Cabe discutir com os alunos o conceito de dia, opondo o período de iluminação de uma parte da Terra (a ideia de dia relacionada à claridade natural) à noção de dia determinado pelo movimento de rotação da Terra, que dura aproximadamente 24 horas. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 79 23/02/16 10:03 PERCURSO 10 A Terra em movimento O movimento e o tempo A Terra não está parada: gira ao redor de si mesma e ao redor do Sol. Neste Percurso você vai compreender de que forma os movimentos do planeta influenciam aquilo que chamamos de tempo. A palavra “tempo” tem muitos significados, mas, a partir de agora, vamos embarcar em uma viagem pelo tempo no sentido cronológico, ou seja, que diz respeito à duração do dia e do ano, passando pelas quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. O movimento de rotação: os dias e as horas Quando se diz que a Terra gira ao redor de si mesma, na verda- de se quer dizer que ela gira em torno de um eixo imaginário que une o Polo Norte ao Polo Sul, passando pelo centro do planeta. É o chama- do movimento de rotação. A cada 24 horas — precisamente 23 horas, 56 minutos e 4 segundos —, a Terra completa uma volta em torno desse eixo. esse período corresponde a um dia no nosso calendário. Por causa do formato esférico da Terra, enquanto uma de suas faces é iluminada pelo Sol, a outra face não recebe luz solar, ficando às escu- ras. Portanto, enquanto é dia na face iluminada, na outra, não ilumina- da, é noite (figura 7). 1 2 Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGe, 2012. p. 10. Figura 7. Terra: movimento de rotação 089_I_GEOADAS_6_U3_P10_G Movimento de rotação Polo Norte Polo Sul Dia Noite se LM a C a Pa rr O Z o movimento de rotação determina, portanto, a sucessão dos dias e das noites. entre as faces iluminada e não iluminada existe uma faixa em penumbra, em meia-luz (que não é total- mente escura nem totalmente iluminada). essas faixas em penumbra correspondem ao amanhecer e ao entardecer. • O movimento aparente do Sol o movimento de rotação da Terra é responsável pelo movi- mento aparente do Sol. Se você observar o Sol ao longo de uma semana, vai perceber que ele sempre “nasce” a leste, fica mais alto por volta do meio-dia e, ao entardecer, “desaparece” a oeste. dessa forma, tem-se a impressão de que o Sol está em movi- mento e a Terra está parada. Isso ocorre por causa do movimento de rotação da Terra. o observador, situado na superfície terres- tre, não tem a percepção de que o planeta está continuamente girando em torno do próprio eixo; a impressão é de que o Sol está girando ao redor da Terra, o que não é verdade. Por isso, esse movimento do Sol é apenas aparente, não real. 80 exPedIção 3 Com o professor de Ciências, sugerimos apresentar e discutir os modelos geocêntrico e heliocêntrico em perspectiva histórica, os movimentos de rotação e de translação da Terra e as noções associadas (eixo imaginário terrestre, movimento aparente etc.), além de explicar como ocorre o ciclo das estações do ano e seus fatores. O termo “tempo” pode também indicar idade, duração, época ou mesmo um conjunto de condições meteorológicas. Caso seja pertinente, apresente aos alunos alguns desses significados presentes no dicionário. Veja um exemplo: “Tempo s.m. 1. Período contínuo e indefinido no qual os eventos se sucedem e criam no homem a noção de presente, passado e futuro; 2. Oportunidade para a realização de algo; 3. Época em que determinados acontecimentos ocorrem; 4. Conjunto de condições meteorológicas. […]” HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Minidicionário Houaiss da língua portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. p. 713. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 80 23/02/16 10:03 O movimento de translação: o tempo em anos Além de girar em torno do eixo imaginário que une o Polo Norte ao Polo Sul, realizando o movimento de rotação, a Terra se desloca ao redor do Sol. Quando um astro faz um trajeto ao redor de outro, dá-se a esse “caminho” o nome de órbita. A Terra descreve ao redor do Sol uma órbi- ta elíptica, ou seja, em forma de elipse (figura 8), e não de circunferên- cia. esse é o movimento de translação da Terra. Veja a órbita da Terra na figura 9. Para dar uma volta completa em torno dessa estrela, nosso planeta leva 365 dias e 6 horas — mais precisamente, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. esse intervalo de tempo é chamado de ano solar, adotado como medida de tempo na elaboração do nosso calendário. Para facilitar, os astrônomos arredondaram o ano para 365 dias; as seis horas restantes são somadas e incorporadas ao mês de fevereiro a cada quatro anos. Quando isso ocorre, o mês de fevereiro passa a ter 29 dias, e o ano, chamado de bis- sexto, 366 dias. 3 Figura 9. A Terra e o movimento de translação em torno do Sol Equador A Terra em 21 de junho A Terra em 23 de setembro A Terra em 21 de março Sol A Terra em 21 de dezembro 090_I_GEOADAS_6_U3_P10_G Nota: Para facilitar a leitura da imagem, o tamanho do planeta Terra foi exagerado; portanto, a ilustração não apresenta a proporcionalidade nem a cor exata dos astros representados. Figura 8. Elipse Fonte: elaborado com base em Enciclopédia do estudante: Geografia geral. São Paulo: Moderna, 2008. p. 21. se LM a C a Pa rr O Z se LM a C a Pa rr O Z Astro Todo corpo celeste natural (Sol, Lua, planetas etc.). 81PeRCURSo 10 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 81 23/02/16 10:03 Figura 11. Eixo da Terra • A inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da órbita, chamado também de plano da eclíp- tica, o eixo de rotação da Terra não é perpendicular, e sim inclinado. observe as figuras 10 e 11. A inclinação do eixo da Terra, associada ao movimento de transla- ção e à forma do planeta, explica por que os hemisférios Norte e Sul recebem diferentes quantidades de insolação — luz e calor do Sol — ao longo dos doze meses do ano. É essa diferença que determina as estações do ano e, consequentemente, interfere na diversidade de características climáticas e vegetais da Terra. Representação da inclinação do eixo terrestre em relação ao plano da órbita terrestre ao redor do Sol. A medida de 23,5° corresponde à distância, em graus, dos trópicos de Câncer e de Capricórnio à linha do equador. Figura 10. Representação do eixo da Terra em relação ao plano da eclíptica Nota: Para facilitar a leitura da imagem, o tamanho do planeta Terra foi exagerado; portanto, a ilustração não apresenta a proporcionalidade e a cor exata dos astros representados. Fonte: elaborado com base em MARReRo, Levi. La Tierra y sus recursos. 19. ed. Caracas: Cultura Venezolana, 1975. p. 39. Fonte: elaborado com base em L’Atlas Gallimard Jeunesse. Paris: Gallimard Jeunesse, 2005. p. 5. Plano da eclíptica Equador Equador Sol Eixo imaginário da Terra Eixo imaginário da Terra Plano da eclíptica Plano da órbita terrestre Polo Norte 23,5º Polo Sul FIG171_EXP_ADAS_6 Eixo da Terra Plano do Equador Eixo perpendicular ao planoda órbita terrestre se LM a C a Pa rr O Z se LM a C a Pa rr O Z 82 exPedIção 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 82 23/02/16 10:03 • As estações do ano As estações do ano são primavera, verão, outono e inverno. Cada uma delas tem duração aproximada de três meses, contemplando, por- tanto, os doze meses do ano. Na órbita que a Terra descreve ao redor do Sol, há quatro posições que indicam o começo e o fim de cada estação. duas delas recebem o nome de solstício — ocorrem nos dias 21 de dezembro e 21 de junho —, e as outras duas, de equinócio — ocorrem nos dias 21 de março e 23 de se- tembro. observe a figura 12. A palavra “solstício” significa “Sol que se detém”. Por causa da incli- nação do eixo terrestre e da posição da Terra em relação ao Sol, no dia 21 de dezembro ocorre o chamado solstício de verão no Hemisfério Sul: os raios solares incidem perpendicularmente sobre o Trópico de Capricórnio. Nessa data, o Hemisfério Sul tem o dia mais longo do ano, quando se ini- cia o verão; e no Hemisfério Norte, o dia é o mais curto do ano, marcan- do o início do inverno. em 21 de junho acontece o solstício de inverno no Hemisfério Sul: os raios solares incidem perpendicularmente sobre o Trópico de Câncer. É o início do verão no Hemisfério Norte, com o dia mais longo do ano nessa porção do pla- neta, e do inverno no Hemisfério Sul, com o dia mais curto do ano. A palavra “equinócio” significa “dias e noites iguais”, ou seja, indica que a duração do período claro (dia) é igual à do período escuro (noi- te). os equinócios ocorrem em 21 de março e 23 de setembro, quando os raios solares incidem perpendicularmente sobre a linha do equador, iluminando igualmente os dois hemisférios. o equinócio de 21 de março anuncia o início da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul. Já o equinócio de 23 de setembro mar- ca o início do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul. Figura 12. As estações do ano Sol 21 de junho Solstício de junho: dia mais longo no Hemisfério Norte e dia mais curto no Hemisfério Sul. 23 de setembro Equinócio de setembro: dia e noite de igual duração em ambos os hemisférios. N: primavera N: verão S: outono N: outono S: primavera S: inverno S: verão N: inverno Equador 21 de março Equinócio de março: dia e noite de igual duração em ambos os hemisférios 21 de dezembro Solstício de dezembro: dia mais curto no Hemisfério Norte e dia mais longo no Hemisfério Sul. Sol Movimento de rotação Movimento de translação N: Hemisfério Norte S: Hemisfério Sul Nota: Para facilitar a leitura da imagem, o tamanho do planeta Terra foi exagerado; portanto, a ilustração não apresenta a proporcionalidade e a cor exata dos astros representados. Fonte: elaborado com base em FARNdoN, John. Dicionário escolar da Terra. Porto: Civilização, 1996. p. 34-35. se LM a C a Pa rr O Z Navegar é preciso Canal Kids – As estações do ano Sabe-se que existem quatro estações do ano, mas nem sempre foi assim. Por que a primavera tem esse nome? e o outono? divirta-se com essas e outras curiosidades sobre o assunto visitando o site. 83PeRCURSo 10 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 83 23/02/16 10:03 As estações do ano no dia a dia As estações se repetem todos os anos. os povos antigos já as perce- biam e regulavam suas atividades diárias em função delas: o plantio, a colheita, a época de se proteger do frio etc. No entanto, as estações do ano não são bem definidas em todos os lugares da Terra, pois variam de acordo com a latitude. Na zona tropical, por exemplo, onde está localizada a maior parte do território brasileiro, é mais difícil perceber as diferenças entre uma es- tação e outra. essa é a zona de maior insolação do planeta, o que man- tém a temperatura do ar atmosférico elevada durante o ano todo. Ape- nas nos estados brasileiros situados ao sul do Trópico de Capricórnio e em lugares situados em altitudes mais elevadas o inverno é mais frio. Na zona temperada, as estações do ano são bem definidas: no inver- no, as temperaturas são baixas e pode nevar em muitos lugares; no ou- tono e na primavera, as temperaturas ficam amenas; e no verão, costu- mam ser mais elevadas (figura 13). Nas zonas polares, as quatro estações do ano também não são bem de- marcadas. As temperaturas são sempre baixas, geralmente inferiores a 0 °C. Figura 13. de cima para baixo, primavera, verão, outono e inverno: a mudança da paisagem em clima temperado, Reino Unido (2006). FO TO s: k a Th y CO LL in s/ Ph O TO g ra Ph er ’s C h O iC e/ g eT Ty iM a g es No seu contexto 1. Que dia e mês é hoje? Em que estação do ano está agora o lugar em que você mora? 2. Qual estação do ano você mais aprecia? Você percebe diferenças na paisagem de onde você mora entre essa estação do ano e as outras estações? Quais? 84 exPedIção 3 Quem lê viaja mais SARTORELLI, Márcia Prado et al. As descobertas de Zasp. São Paulo: FTd, 1998. Ficção que narra a história de um extraterrestre que adora observar a Terra. Um dia, em uma expedição, sua nave entra em pane e acaba aterrissando no planeta, onde ele se depara com muitos mistérios, como os movimentos de translação e rotação, as estações do ano e as zonas de iluminação da Terra. 1. Depende da data atual e da localidade. 2. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos reflitam sobre a localidade onde moram e percebam as eventuais diferenças climáticas entre as estações do ano, como temperaturas mais ou menos baixas, maior ou menor quantidade de precipitação, entre outras características. Mostre aos alunos como a vegetação fica mais amarelada e seca no outono. Mostre também que a árvore está frondosa no verão. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 84 23/02/16 10:03 stação Ciências As estações do ano pelo Brasil e pelo mundo “[…] Sabemos que as estações do ano são diferentes em cada lugar [região]. Os habitantes do norte e nordeste do Brasil, por exemplo, não têm inverno com temperatu- ras baixas, por estarem próximos do equador, o que eles têm é a época das chuvas. Lá não há uma época específi- ca para o aparecimento das flores ou colheita dos frutos. Quando olhamos no calendário e constatamos que é épo- ca de inverno, o que vemos nessas regiões é, por exemplo, os ipês todos cobertos de flores, as plantas rasteiras co- nhecidas como ‘flor de São João’, presentes nas fogueiras de festas juninas. Em maio e junho acontece a colheita do caqui, fruta muito apreciada na região sudeste. Em pleno outono, quando algumas árvores começam a perder as folhas, temos a florada da popular quaresmeira. O que isso mostra? Mostra que as estações não fi- cam bem definidas nas regiões equatoriais e tropicais. Observem num globo ou num mapa da Terra as regiões do planeta que ficam entre os trópicos. A maior parte do Brasil está nas regiões equatorial e tropical, mas a maior parte da população do plane- ta está em regiões entre os trópicos e os polos, onde as estações adotam um comportamento diferente do que conhecemos e são mais parecidas com os perío- dos mostrados no calendário. Resumidamente podemos descrever as quatro esta- ções nessas regiões. O inverno é marcado pela presen- ça da neve, de uma paisagem que mostra árvores com aspecto de mortas e poucos animais. Na primavera es- sas árvores parecem ressuscitar cobrindo-se de folhas e flores e uma intensa camada de gramas e arbustos surge no solo como por encanto. Aves e animais que antes doinverno tinham migrado para regiões mais quentes em busca de alimentos, agora retornam para se alimentar da nova vegetação e procriar. No verão ocorre o nascimento dos filhotes e as árvores frutíferas fornecem mais alimentos. No outono os filhotes já es- tão crescidos, a disponibilidade de alimentos diminui, as folhas das árvores começam a cair deixando as ár- vores quase nuas anunciando a chegada de um novo inverno. É nesse período que muitos animais partem novamente à procura de regiões mais quentes onde há mais alimentos, começando novamente os ciclos das estações, nas regiões entre os trópicos e os polos. […]” Centro de divulgação da Astronomia. Astronomia Parte 2: estações do Ano. São Carlos: CdCC (USP), 2000. disponível em: . Acesso em: 14 ago. 2015. Na foto A, plantação comprometida pela seca no município de Boa Vista (PB), onde as estações do ano não são bem definidas (junho de 2012). Na foto B, campos de cultivo cobertos por neve no município de São José dos Ausentes (RS), onde as estações do ano são mais definidas (julho de 2013). Interprete 1. Aponte a diferença entre a estação de inverno em regiões tropicais e temperadas. Argumente 2. Por que as estações do ano não são bem defi nidas nas regiões tropicais? Contextualize 3. Na localidade em que você vive, as estações do ano são bem defi nidas? Aponte alguma característica da estação do ano em que você está hoje. g . e va n g eL is Ta /O Pç à O b ra si L iM a g en s g er sO n g er LO FF /P U Ls a r iM a g en s A B 85PeRCURSo 10 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 85 23/02/16 10:03 Atividades dos percursosAtividades dos percursos 86 9 e 10 América: rotas turísticas de transatlânticos TRÓPICO DE CÂNCER EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO 0º OCEANO ATLÂNTICO OCEANO PACÍFICO 100º O Buenos Aires Florianópolis Santos CÍRCULO POLAR ÁRTICO DOMINICA BAHAMAS CANADÁ ESTADOS UNIDOS MÉXICO BRASIL ARGENTINA Nova York Anchorage Vancouver San Francisco Revendo conteúdos 1 Cite três condições naturais favoráveis à existência e à manutenção da vida no planeta Terra. 2 Com base em que os cartógrafos traça- ram na esfera terrestre os círculos pola- res Ártico e Antártico e os trópicos de Câncer e Capricórnio? 3 O Natal, em 25 de dezembro, é a festa em que os cristãos comemoram o nasci- mento de Jesus. No período natalino, é comum vermos símbolos, como o Papai Noel, vestido com pesadas roupas de frio, e as árvores enfeitadas com obje- tos que lembram neve. Você acha que esses símbolos são adequados para nós, que vivemos no Brasil? Para responder, relacione o que você pensa sobre isso com as zonas de iluminação e aqueci- mento da Terra. 4 Observe a ilustração a seguir. Ela está correta ou incorreta? Explique por quê. a) Identifique o navio que viajou entre diferentes zonas de iluminação. Em quais zonas ele esteve? b) Dos outros navios, qual se aproximou mais da zona polar no Hemisfério Norte? c) Cristiano e Patrícia viajaram no navio verde e contaram aos amigos que fize- ram um passeio pela região tropical. Por que essa afirmação é incorreta? 5 Considere a órbita que a Terra descreve ao redor do Sol para realizar as atividades: a) Você já respondeu em qual estação do ano a sua localidade se encontra nesse momento. Agora, descreva como essa esta- ção se manifesta (se faz frio ou calor, se há chuva ou período de seca etc.). b) Em que dia se iniciará a próxima estação onde você vive? Nota: A ilustração não apresenta a proporcionalidade e a cor exata dos astros representados. se LM a C a Pa rr O Z c) Na Suécia, que se situa no Hemisfé- rio Norte, qual é a estação do ano neste momento? d) Elabore um desenho com base no que você observa na paisagem durante essa estação do ano. Leituras cartográficas 6 Neste mapa foram indicadas rotas de três transatlânticos turísticos. Observe. Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico escolar. 6. ed. IBGe: Rio de Janeiro, 2012. p. 32. 1.530 km a n D er sO n D e a n D ra D e Pi M en Te L NE LO SE S N NO SO exPedIção 3 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 86 23/02/16 10:03 87 a) Que tipo de roupa você indicaria para os viajantes levarem nas malas na viagem para Kuala Lumpur e Boa Vista? Por quê? b) Na data em que Paulo e Karina chega- rão a Lisboa, qual será a estação do ano em Murmansk? Que tipo de roupa você indicaria para um turista, nessa época, em Murmansk? c) Por qual estação do ano os viajantes passarão uma única vez? Explore 8 Observe as ilustrações e responda por que as sombras do coqueiro, do pinheiro e do iglu, projetadas no solo em um mesmo dia e horá- rio, são diferentes nas três zonas de iluminação da Terra. EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO CÍRCULO POLAR ÁRTICOCÍRCULO POLAR ÁRTICO TRÓPICO DE CÂNCER M ER ID IA NO D E G R EE N W IC H 0º 0º PORTUGAL Boa Vista BRASIL Porto Alegre São Paulo Kuala Lumpur Murmansk MALÁSIA R Ú S S I A Lisboa Fonte: elaborado com base em FeRReIRA, Graça M. L. Moderno atlas geográfico. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2011. p. 12-13. FIG179A_EXP_ADAS_6 Sombra projetada Zona tropical FIG179B_EXP_ADAS_6 Sombra projetada Zona temperada Zona polar iL U sT ra çõ es : n iL sO n C a rD O sO 2.730 km Fe rn a n D O JO sÉ F er re ir a 7 Paulo e Karina planejaram uma longa viagem e tomaram nota sobre os destinos, as datas de chegada e a estação do ano de cada uma das localida- des pelas quais passarão. Observe as anotações dos viajantes e o planis- fério que mostra as cidades que eles visitarão e responda às questões. va g n er v a rg a s NE LO SE S N NO SO PeRCURSo 10 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 87 23/02/16 10:03 PERCURSO 11 O tempo da natureza Quando o assunto é tempo, certamente você se lembra do relógio e do calendário: os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, os anos. Sa- be-se que os anos se somam em décadas, as décadas, em séculos, e os sécu- los, em milênios. Isso é chamado tempo do ser humano ou tempo histórico. o tempo também pode ser compreendido pensando-se na idade da Terra — o chamado tempo da natureza ou tempo geológico. Medido em milhões e bilhões de anos, esse tempo começou muito antes de os se- res humanos habitarem o planeta — os cientistas calculam que a Ter- ra surgiu há mais ou menos 4,6 bilhões de anos. Por isso, comparando o tempo histórico e o tempo geológico, pode-se dizer que o primeiro é um tempo curto, e o segundo, um tempo longo. A formação da Terra Há 4,6 bilhões de anos, aproximadamente, a Terra começou a se for- mar, dando início ao surgimento das terras emersas — continentes e ilhas — e dos primeiros oceanos. • A litosfera Imagina-se que, no início de sua formação, a Terra era uma imensa massa incandescente. Com temperaturas tão altas, não havia matéria sólida — tudo derretia. As rochas e os minerais, por exemplo, formavam uma enorme massa pastosa, chamada de magma. Com o passar do tempo, o planeta começou a resfriar-se, permitindo que muitos minerais se solidificassem e formassem as primeiras rochas, chama- das de rochas magmáticas (figura 14). essas rochas dariam origem à crosta terrestre, ou seja, à parte sólida da Terra, também denominada litosfera (do grego, litos: pedra; e -sfera: esfera — esfera de pedra ou rocha). 1 2 A história da Terra Acredita-se que, em meio à massa pastosa e incandescente, flutuavam blocos rochosos que começavam a se formar.Fonte: elaborado com base em FoNT-ALTABA, M.; ARRIBAS, A. San Miguel. Atlas de Geologia. Rio de Janeiro: Livro Ibero-Americano, 1975. Figura 14. Formação da crosta terrestre va g n er v a rg a s 88 exPedIção 3 Com o professor de Ciências, sugerimos estudar os fósseis, sua importância, sua formação (etapas da fossilização) e seus tipos, abordando as consequências científicas e ambientais do contrabando de fósseis no Brasil e a ameaça que essa prática representa à integridade do patrimônio brasileiro. É interessante tratar a Terra antes e depois do surgimento da vida, explicando o surgimento de moléculas simples e dos primeiros aminoácidos formados pelas reações entre os componentes dos oceanos primitivos, e as teorias sobre o surgimento da vida no planeta. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 88 23/02/16 10:03 • A atmosfera e a hidrosfera No processo gradativo de resfriamento dos minerais do planeta, gases e vapores foram liberados e, ao escaparem daquela massa, ori- ginaram uma “esfera de vapor”, a chamada atmosfera (do grego, atm(o): vapor; e -sfera: esfera). Um dos principais componentes dessa atmosfera era o vapor de água, que, ao continuar se resfriando, precipi- tou-se sob a forma de chuva. Parte dessa água evaporou novamente para formar outras nuvens — tal como acontece hoje em dia —, e outra parte foi se depositando nas depressões da crosta terrestre em formação. Após um longo período de repetição desses eventos, surgiram os antigos oce- anos — a chamada hidrosfera (do grego, hidr(o): água; e -sfera: esfera), uma “esfera de água” que, atualmente, representa toda a água do planeta: oceanos, mares, lagos, rios, águas subterrâneas, calotas polares e geleiras. • A biosfera Nos primeiros oceanos, foram surgindo seres vivos muito simples. Aos poucos, esses seres deram origem a outras formas de vida vegetal e animal nas águas e na terra — peixes, répteis, insetos, anfíbios, aves e mamíferos —, que, há milhões de anos, vêm se transformando e se di- versificando. o conjunto dessas formas de vida deu origem à chamada biosfera (do grego, bio: vida; e -sfera: esfera), que abrange as porções onde se encontram todos os seres vivos da hidrosfera, da litosfera e das baixas camadas da atmosfera (figura 15). Figura 15. As esferas terrestres A qual das esferas representadas nós pertencemos? Explique o que é essa esfera. Fonte: PReSS, Frank et al. Para entender a Terra. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 588. se LM a C a Pa rr O Z Quem lê viaja mais ENS, Hendrik Herman; MORAES, Roberto Paulo. A história da Terra. São Paulo: Harbra, 1997. o livro explora os vários aspectos geológicos da história da Terra, apresentando o interior do planeta e as características principais de rochas, minerais e eras geológicas. 89PeRCURSo 11 À biosfera, que envolve todas as formas de vida, não somente as terrestres, mas também as da litosfera, da hidrosfera e da atmosfera. Esclareça aos alunos que na litosfera existe também a vida microbiana. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 89 23/02/16 10:03 A Terra em constante mudança Ao longo do tempo geológico, muita coisa aconteceu na Terra: for- maram-se grandes montanhas e vulcões (figura 16), as terras emersas surgiram, dando origem a continentes, e diversos terremotos ocorreram. o relevo terrestre também se transformou. Houve ainda muitas mudan- ças no clima. Várias espécies animais desapareceram, e outras surgiram. A Terra mudou muito e continua se transformando. 3 Para reconstruir a história da Terra, especialistas em geologia e paleon- tologia estudam rochas e fósseis (figura 17) em busca de elementos que possam desvendar a origem e a estrutura do planeta. Pelos seus estudos, os geólogos sabem que determinadas rochas se formam em clima seco, outras em clima glacial (de geleiras), outras em clima úmido etc. Assim, ao estudar uma área e analisar as rochas ali pre- sentes, são capazes de concluir se naquele local havia, no passado, um deserto, uma geleira ou uma região chuvosa. Figura 16. o magma da Terra pode ser visto na forma de lava, expelida pelos vulcões durante uma erupção. Na foto, erupção do vulcão Bardarbunga, no glaciar Vatnajökull, na Islândia (2014). Figura 17. Fósseis de folha e de peixes encontrados na espanha e nos estados Unidos, respectivamente. Ambos são datados da era Cenozoica, iniciada há cerca de 65,5 milhões de anos (veja a duração das eras geológicas na figura 20). W iL D h O ri ZO n s/ U n iv er sa L iM a g es g rO U P/ La Ti n sT O Ck a Lb er T LL ea L/ M in D en P iC TU re s/ La Ti n sT O Ck Je FF v a n U g a /C O rb is /L a Ti n sT O Ck Quem lê viaja mais RODRIGUES, Rosicler Martins. A vida dos dinossauros. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2012. embarque em uma viagem ao mundo dos dinossauros e descubra de que forma eles começaram a habitar o planeta, como viviam, do que se alimentavam e quando foram extintos. Fóssil Restos de antigos organismos vegetais ou animais que foram conservados e podem ser encontrados nas rochas da crosta terrestre. 90 exPedIção 3 Remeta os alunos à página 93 para que saibam o que é “paleontologia”. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 90 23/02/16 10:03 Já o estudo dos fósseis, realizado por paleontólogos, permite conhe- cer, por exemplo, espécies animais e vegetais que viveram na Terra em épocas passadas e as mudanças climáticas que ocorreram no lugar, uma vez que cada ser vivo apresenta características específicas para cada tipo de clima e ambiente natural. • As rochas sedimentares: na pista dos fósseis Submetidos à ação dos ventos, da água da chuva, dos rios, dos ma- res e das geleiras, o solo e as rochas da superfície terrestre se desgas- tam, produzindo detritos ou sedimentos, que acabam depositados em áreas mais baixas do relevo, no fundo de mares, lagos e rios. Ao longo do tempo, diversas camadas de detritos vão se sobrepondo (figura 18), de modo que as mais inferiores se aglutinam, dando origem às rochas se- dimentares (figura 19). Nessas rochas, muitos fósseis podem se formar. As eras geológicas Para compreender melhor a história da Terra, os estudiosos a divi- diram em intervalos de tempo, de acordo com os eventos ocorridos. A esses intervalos, deram o nome de eras geológicas. observe, na página seguinte, a figura 20, de baixo para cima. o ser humano (Homo sapiens sapiens) surgiu no fim da era Cenozoi- ca — somos, portanto, habitantes recentes da Terra. É importante des- tacar ainda que, com o surgimento dos seres humanos, teve início a his- tória da humanidade e, com ela, a transformação constante do espaço natural pela ação humana. 4 Figura 18. Formação das rochas sedimentares Figura 19. Rocha sedimentar no Parque Geológico do Varvito, em Itu, SP (2012). observe os estratos da rocha, que registram a sobreposição de sedimentos. Neles, são encontradas evidências de uma extensa idade glacial, há 280 milhões de anos, quando um enorme manto de gelo cobriu a região sudeste da América do Sul. Fonte: elaborado com base em LACoSTe, Yves; GHIRARdI, Raymond. Geografía general: física y humana. Barcelona: oikos-Tau, 1983. p. 39. se LM a C a Pa rr O Z iv a n ia s a n T’ a n n a /k in O FIG190EXP-ADAS-6 Chuva (desgasta as rochas) Enxurrada (transporta e deposita os detritos desgastados) Rochas sedimentares EnxEnxEnxEnxEnxEnxEnxEnxEnxnxEnxEnxEnxxxnxnxEnxE urrurrurrurrurrrurrurrrurrurrrurru adaadaadaadaadadaaadaadadaadaadaadada aaaaa (tr(tr(trtrtr(tr(tr(tr(tr(trttttttr(trtr(tt(tranansansansansansansanansansnnnnnansansansannnnporporpoporporporporpporporporppoppp ta ta tatata ta ta ta ta taatta e de de de de de de de de de de de dee dddepoepoepoepoepoepoepoepoepoepoepoepooepoeepositsitsitsitsitsitsisitsitsitsitsitsitsitssiss aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ssssssssss detdetdetdetdedetdetdetdetdettdetddetd ritritritritritritritriritritritosososooososososoo desdesdesdesddesdesdesdeesese gasgagasgasgasgasgaasgagasgasgg tadtadtadtadtataaddtadtadtadadtadtadadtadtados)os)os)os)oos)os)os)osos)os)os)sos)o ) ChuChuCChuChuChuChuChuChuChuChuChuhuuhuuuuuC vavavavavavavavavavavavavavvvav (de(de(de(dede(ddede(deddd(ded(dede(d(((de(((((de((((((((((((((((((( sgasgasgasgasgasgasgasgasgasgasgasgasgasgasgaasgasgasgasgaasgasgasgasgasgasgasgagagasgasgasgagasgasgasgasgagasgaasggaasgasgagagssgassg stastastastastastastastatastastatastastastastastastastastastastastastastastastatastastaastastastastatsttstastastastaastststtastatassststttstastaa a as as as asas asasas asas asasas asassa ass ro ro roro roror roro roro ro ro ro rorrororroroooochachachachahchachachachahaahachachahhachachahachahhahhahaas)s)s)s)s)s)s)s)s)s)s)ss)s)sss osososososososososososoos ((((((((((( ooooosososososoooos Navegar é preciso Canal Kids – Fósseis Conheça os vários tipos de fósseis e entenda de que maneira eles se formaram ao longo de milhões de anos. essa página ainda explica os métodos usados pelos paleontólogos para descobrir a idade dos fósseis e compreender alguns capítulos da história da Terra. 91PeRCURSo 11 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 91 23/02/16 10:03 Figura 20. Tempo geológico Fontes: International Commission on Stratigraphy. disponível em: ; Serviço Geológico do Brasil. disponível em: . Acessos em: 10 set. 2015. iL U sT ra çõ es : v a g n er v a rg a s Glaciação Longo período de tempo geológico em que grande parte do planeta, ao apresentar temperaturas muito baixas, fica coberta de gelo e neve. Era Cenozoica (cen(o): recente; zoica: vida) Duração: ±65,5 milhões de anos Período Quaternário • Aparecimento do Homo sapiens sapiens (início do tempo histórico). • Ocorrência de glaciações e alterações climáticas, o que, entre outros fatores, provocou a extinção e a adaptação de muitos animais e plantas. • Alterações no relevo. • Formação dos atuais contornos dos continentes e oceanos. Período Neógeno (ne(o): novo; geno: origem) • Aparecimento dos hominídeos primitivos. • Os continentes começam a assumir os atuais contornos. Período Paleógeno (pale(o): antigo; geno: origem) • Formação de grandes cadeias montanhosas como os Andes, os Alpes e o Himalaia. • Grande desenvolvimento de mamíferos e aves. • Grande desenvolvimento dos primatas, ou seja, mamíferos com capacidade de agarrar as coisas com as mãos. Era Mesozoica (mes(o): intermediária; zoica: vida) Duração: ±185 milhões de anos • Desaparecimento dos grandes répteis (dinossauros). • Formação das ilhas de Trindade e Martim Vaz e do Arquipélago de Fernando de Noronha (Brasil). • Separação da Pangeia em duas massas continentais. • Desenvolvimento de mamíferos, aves e répteis gigantescos (dinossauros). • Continuação da formação de rochas. Era Paleozoica (pale(o): antiga; zoica: vida) Duração: ±291 milhões de anos • Existência de uma única massa continental — a Pangeia, que irá se fragmentar e dar origem aos atuais continentes (veja era Cenozoica — Quaternário). • Grande desenvolvimento de formas de vida vegetal e animal nas águas e em terra (peixes, répteis, insetos, anfíbios etc.). Pré-Cambriano Duração: ±4 bilhões de anos • Início da formação de rochas sedimentares. • Maior desenvolvimento da vida. • Intensa atividade vulcânica e formação de grandes montanhas. • Início da vida nos oceanos (seres unicelulares). • Chuvas intensas que formaram oceanos e mares. • Início da formação da atmosfera. • Ausência de vida. • Formação das primeiras rochas em virtude da solidificação dos minerais. • Resfriamento da Terra. 92 exPedIção 3 Explique aos alunos que o quadro deve ser lido, observando-se as ilustrações, de baixo para cima. Afinal, os acontecimentos foram ocorrendo ou se sucedendo após aqueles que já existiam. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 92 23/02/16 10:03 Interprete 1. Por que a história da vida na Terra está relacionada à paleontologia? 2. As camadas de detritos e sedimentos que deram origem à rocha existente sobre o fóssil depositaram-se ali antes ou depois do ictiossauro? Considerando o tempo geológico, depositaram-se num tempo mais recente ou mais antigo? Contextualize 3. Você acha possível encontrar fósseis na localidade ou região onde você vive? Por quê? Paleontologia “[…] Nosso conhecimento da história da vida na Terra fundamenta-se principalmen- te na paleontologia, o estudo dos fósseis. Es- tes são representados pelos restos das partes duras dos animais, como a carapaça ou o es- queleto, ou por restos de plantas, que com o tempo foram petrificados. Os fósseis nos for- necem indicações sobre o aspecto desses ani- mais e sobre o modo como se locomoviam e se alimentavam. E o estudo da geologia per- mite reunir as principais características de eras e períodos diversos e situar os fósseis dentro do quadro geral. […]” O Planeta Terra. São Paulo: Abril, 1979. p. 11. (Coleção Maravilhas da Natureza). stação Ciências Fonte: O Planeta Terra. São Paulo: Abril, 1979. p. 11. (Coleção Maravilhas da Natureza). “Há milhões de anos [era Mesozoica], um ictiossauro morreu e afundou no leito marinho. A carne e as cartilagens logo se decompuseram, mas o esqueleto permaneceu e foi coberto por lama. Com o decorrer do tempo, a lama se consolidou em rocha e os ossos lentamente se petrificaram. Isso acontece porque a água, ao atravessar os po- ros dos ossos, deposita neles substâncias minerais que, gradativamente, vão substituindo os mate- riais originais. Milhões de anos depois, os movimentos da Terra fizeram com que o fundo do mar emergisse. Sub- metidas à erosão, as rochas desgastaram-se até deixarem o esqueleto a descoberto. Inúmeros fós- seis foram formados desse modo.” Ictiossauro do grego, ictio: peixe; sauro: lagarto. Réptil aquático semelhante ao tubarão; possuía crânio alongado, nadadeira dorsal, mandíbula longa em forma de bico e com até 200 dentes e alimentava-se de peixes e crustáceos. n iL sO n C a rD O sO 93PeRCURSo 11 Nestas ilustrações, as etapas estão ordenadas, de cima para baixo, de acordo com a sequência da legenda explicativa para facilitar a leitura e compreensão do aluno. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 93 23/02/16 10:03 PERCURSO 12 Teoria da deriva continental e das placas tectônicas O interior da Terra estudamos até agora elementos referentes à superfície da Terra, como os diferentes espaços, paisagens, relevos, além de características astronômicas, como a incidência dos raios solares no planeta e os movi- mentos da Terra no Universo. Todas essas características dizem respeito à parte externa do planeta. Mas o que há em seu interior? Para chegar ao centro do planeta, partindo-se da linha equatorial, se- ria preciso perfurar cerca de 6.370 quilômetros. Atravessar mais de 6.300 quilômetros em direção ao centro do plane- ta não é tarefa simples. A maior perfuração ou sondagem da crosta ter- restre foi realizada em Kola, na Rússia, e chegou apenas a 12 km de pro- fundidade — distância muito pequena se comparada aoraio médio do planeta. desse modo, pode-se dizer que os cientistas não conhecem direta- mente o interior da Terra. Tudo o que se sabe é com base em perfura- ções, uso de instrumentos, como o ultrassom, e estudos sobre alguns fenômenos, como a erupção de vulcões e a ocorrência de terremo- tos. Com os dados obtidos desses estudos, os cientistas propuseram um modelo que representa a estrutura interna do planeta. observe a figura 21. 1 Figura 21. Terra: estrutura interna Fonte: GRoTZINGeR, John; JoRdAN, Tom. Para entender a Terra. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. p. 229. n iL sO n C a rD O sO Raio Qualquer segmento de reta que vai do centro à circunferência de um círculo. Navegar é preciso A estrutura da Terra Com diversas informações complementares sobre a estrutura interna da Terra, essa página ainda apresenta dados sobre a Lua, único satélite natural que orbita nosso planeta. Crosta (0–40 km) Manto (40–2.890 km) Ferro líquido do núcleo externo (2.890–5.150 km) Ferro sólido do núcleo interno (5.150–6.370 km) 94 exPedIção 3 Com o professor de Ciências, sugerimos discutir as evidências que fortalecem a teoria da deriva continental e das placas tectônicas, como a presença de fósseis e formações rochosas semelhantes nos diferentes continentes (fósseis do réptil mesossauro, por exemplo, ou a existência de aves semelhantes, que não voam, como a ema na América do Sul e o avestruz na África). Apesar das altas temperaturas, mas por causa da alta pressão no núcleo interno da Terra, o ferro lá contido não se funde, estando, portanto, em estado sólido. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 94 23/02/16 10:03 de acordo com o modelo proposto, a estrutura interna do planeta é formada por três camadas: a crosta, o manto e o núcleo. A crosta é a porção superior da litosfera, onde os minerais estão em estado sólido. É nessa porção que vivemos e que se desenvolveram as formações vegetais etc. A espessura dessa camada é variável: na crosta continental apresenta profundidades de até 40 km, e na crosta oceânica pode variar aproximadamente de 5 a 10 km (figura 22). Na maior parte da crosta, as temperaturas aumentam com a profundidade: 1 °C, em mé- dia, a cada 30 m ou 40 m perfurados — é o chamado grau geotérmico. o manto é a camada entre a crosta e o núcleo, com espessura de cer- ca de 2.850 km. Nessa camada, a temperatura pode chegar a 4.000 °C, aproximadamente. os materiais que compõem o manto formam o mag- ma — é daí que provêm as lavas vulcânicas que chegam à superfície da Terra quando um vulcão entra em erupção. o núcleo é a parte central do planeta, com raio aproximado de 3.480 km. A temperatura fica acima dos 6.000 °C. Formado principal- mente de níquel e ferro, minerais de elevada densidade, o núcleo inter- no, sólida esfera metálica, também é chamado de nife (Ni, de níquel, e Fe, de ferro). A teoria da deriva continental Geralmente, tem-se a impressão de que os continentes estão parados e nunca se movem. No entanto, eles se deslocam de forma muito lenta, e por isso não se percebe tal deslocamento. Para entender por que isso acontece, é preciso conhecer primeiro os estudos de Alfred Wegener (1880-1930), pesquisador alemão que criou a chamada teoria da deriva continental. Segundo essa teoria, os atuais continentes originaram-se da fragmentação da Pangeia (o continen- te único que teria existido desde a era Paleozoica), iniciada há cerca de 200 milhões de anos. 2 Figura 22. Crosta continental e oceânica OceanoOceano Crosta oceânica Manto Crosta continental Fonte: elaborado com base em RoSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: edusp, 1996. p. 22. se LM a C a Pa rr O Z Quem lê viaja mais VERNE, Júlio. Viagem ao centro da Terra. Adaptação de Carlos Heitor Cony. 2. ed. Rio de Janeiro: ediouro, 2009. Nessa ficção, o professor Lidenbrock descobre por acaso o manuscrito de um alquimista islandês que afirma ter chegado ao centro da Terra por meio de um vulcão extinto. Na pista desse manuscrito, Lidenbrock e Axel, seu sobrinho, vão se surpreender com a paisagem e os habitantes do interior do planeta. Pausa para o cinema Viagem ao centro da Terra. direção: Terry Cunningham. Canadá: Califórnia Filmes, 2005. duração: 90 min. Nessa ficção, a Terra está em alerta máximo, rumo ao caos, com o aumento do número de terremotos e erupções vulcânicas. Nesse contexto, uma equipe de cientistas faz uma viagem ao centro da Terra para tentar conter as forças que ameaçam destruir a humanidade. 95PeRCURSo 12 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 95 23/02/16 10:03 Após a fragmentação da Pangeia, os continentes re- sultantes continuaram se separando e se afastando, ao longo das eras geológicas, até atingir a atual localização na esfera terrestre, como se observa na figura 23. Para explicar a deriva dos continentes, Wege- ner admitiu que a crosta terrestre se desloca sobre o manto da mesma forma que a madeira ou o gelo se deslocam sobre a água. Baseou-se em algumas evi- dências para chegar a essa conclusão, entre elas: • a coincidência entre a linha de recorte do litoral oeste da África e do litoral leste da América do Sul, mostrando que esses recortes se encaixam como peças de um quebra-cabeça; admitiu, assim, que a África e a América do Sul faziam parte de um único continente, o continente de Gondwana; • a presença de determinados fósseis animais e vegetais tanto na África como no Brasil, indican- do que essas terras emersas provavelmente fo- ram unidas no passado geológico; afinal, caso fossem separadas, esses fósseis não aparece- riam nos dois continentes, pois o oceano Atlân- tico impediria a disseminação dessas espécies. Cabe destacar que, em 1915, quando os estudos de Wegener foram publicados no livro A origem dos continentes e oceanos, eles não tiveram boa aceita- ção por outros cientistas, pois a sua teoria não expli- cava a causa do deslocamento ou da deriva dos conti- nentes. A explicação somente foi obtida alguns anos após a morte de Wegener, nos anos 1960, quando o avanço do conhecimento científico permitiu a elabo- ração da teoria das placas tectônicas. Figura 23. A teoria da deriva continental Fonte: elaborado com base em GRoUeFF, Sthefane. O enigma da Terra. Rio de Janeiro: Primor, 1976. p. 255. Fraturas Direção 1. MESOZOICO Há 225 milhões de anos 2. MESOZOICO Há 200 milhões de anos 3. MESOZOICO Há 135 milhões de anos P A N G E I A PA NTA LA SS A L A U R Á S I A G O N D W A N A MAR DE TÉTIS ÍNDIA ÍNDIA AMÉRICA DO SUL AMÉRICA DO NORTE AUSTRÁLIA ANTÁRTIDA E U R Á S I A E U R Á S I A ÁFRICA 4. CENOZOICO Há 65 milhões de anos 5. CENOZOICO Presente A teoria das placas tectônicas de acordo com a teoria das placas tectônicas, nem a crosta terres- tre nem a crosta oceânica são inteiriças; elas não formam um conjunto contínuo. Na verdade, a litosfera é formada por várias partes, que rece- bem o nome de placas tectônicas ou placas litosféricas (figura 24). As placas se movimentam sobre o manto, e o material que o constitui — o magma — está em constante movimento. As altas temperaturas no manto fazem o magma subir em direção às camadas superiores do interior da Terra (movimento ascendente). Aí chegando, resfria e retorna ao interior, “preenchendo” o lugar do magma que subiu (movimento descendente). estabelecem-se, assim, no manto, correntes ascendentes e descendentes de magma e gases que recebem o nome de correntes de convecção (figura 25). 3 O território brasileiro e a América do Sul faziam parte de qual continente durante o período da Era Mesozoica?Fe rn a n D O JO sÉ F er re ir a 96 exPedIção 3 Do continente de Gondwana. Eduardo Suess, geólogo austríaco, sugeriu esse nome por causa das suas observações de formações do Paleozoico Superior e do Mesozoico na África do Sul e na região de Gondwana, na Índia Central. O magma escorre pelas fraturas e contribui para o afastamento dos continentes. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 96 23/02/16 10:03 Por acumular muita energia, as correntes de convecção de magma deslocam horizontal e verticalmente as placas tectônicas, numa veloci- dade de 2 a 3 centímetros por ano. Ao se movimentar, essas placas se chocam umas contra as outras ou se afastam, provocando vários fenô- menos geológicos, como vulcanismo, terremotos, dobramentos e falhas, que serão estudados na próxima Expedição. Figura 25. Correntes de convecção do manto Figura 24. Mundo: placas tectônicas Fonte: elaborado com base em IBGe. Atlas geográfico escolar: ensino fundamental do 6o ao 9o ano. Rio de Janeiro: IBGe, 2010. p. 103. Fonte: FARNdoN, John. Dicionário escolar da Terra. Porto: Civilização, 1996. p. 46. Placa tectônica Manto Núcleo PLACA DE COCOS PLACA NORTE-AMERICANA PLACA DO PACÍFICO PLACA DO PACÍFICO PLACA DE NAZCA PLACA SUL-AMERICANA PLACA DO CARIBE PLACA AFRICANA PLACA ANTÁRTICA PLACA EURO-ASIÁTICA PLACA DAS FILIPINAS PLACA INDO-AUSTRALIANA PLACA IRANIANA PLACA ARÁBICA M ER ID IA N O D E G R EE N W IC H EQUADOR TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO TRÓPICO DE CÂNCER CÍRCULO POLAR ÁRTICO 0º 0º CÍRCULO POLAR ANTÁRTICO Área de separação das placas Área de choque de placas Limite entre as placas n iL sO n C a rD O sO 2.400 km Em qual placa tectônica se localiza o território brasileiro? a n D er sO n D e a n D ra D e Pi M en Te L NE LO SE S N NO SO 97PeRCURSo 12 Placa Sul-Americana. R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 97 23/02/16 10:03 Atividades dos percursosAtividades dos percursos 98 11 e 12 Revendo conteúdos 1 Explique por que se diz que o tempo geoló- gico é de longa duração, e o tempo histórico, de curta duração. 2 Explique o que são fósseis e em que tipo de rochas eles se formam. 3 Em quais fatos ou elementos os cientis- tas se basearam para propor um modelo que representa a estrututura interna da Terra? 4 Observe as figuras 20 e 23, respectiva- mente nas páginas 92 e 96, e responda às questões. a) Há 225 milhões de anos, as terras que viriam a ser o Brasil faziam parte de que continente? E há 200 milhões de anos? b) Em que era geológica os continentes adquiriram a posição tal qual conhe- cemos atualmente no globo terres- tre? Cite um acontecimento biológico importante ocorrido nessa era. Leituras cartográficas 5 Observe o mapa terrestre. a) Explique o que é glaciação. b) Identifique no mapa quais continentes foram cobertos, em parte, por glaciais no quaternário. c) A legenda indica a presença de banqui- sas — camadas flutuantes e superficiais de gelo. Por que elas teriam se formado? Explore 6 Observe a foto abaixo e, considerando os conceitos de litosfera, atmosfera, hidrosfera e biosfera, aponte quais delas você identifica e explique. Terra: glaciação quaternária Fonte: elaborado com base em ALTABA, M.; FoNT-ARRIBAS, A. San Miguel. Atlas de geologia. Rio de Janeiro: Livro Ibero- -Americano, 1975. p. H5. 7 A que tipo de rocha o fragmento de texto a seguir se refere? “Resulta […] da deposição de detritos de outras rochas ou do acúmulo de detritos or- gânicos [restos de animais e vegetais]. […]” GUeRRA, Antônio Teixeira; GUeRRA, Antônio José Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico. 9. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p. 564. a n D er sO n D e a n D ra D e Pi M en Te L be rn a rD r a D va n er /C O rb is /L a Ti n sT O Ck Mergulhadores no oceano Pacífico, no Parque Nacional Marinho da Ilha do Coco, Costa Rica (2011). Banquisas flutuantes Grandes lagos Aspecto da Terra durante a grande glaciação quaternária. Escudos glaciais exPedIção 3 PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 98 23/02/16 10:03 99 8 Nas histórias de ficção, tudo pode acontecer, mesmo eventos ou fatos que contradizem a lógica das ciências. Leia a história em quadrinhos de Mauricio de Sousa, a seguir, e aponte o absurdo científico relacio- nado ao conteúdo do Percurso 11 que aparece nela, explicando-o. Pesquise 9 A Pré-História corresponde ao perío- do da história anterior à invenção da escrita, ou seja, ao registro do tempo histórico. Isso não quer dizer, porém, que não existem vestígios dessa época. Os fósseis e a chamada arte rupestre, conjunto de gravuras encontrado prin- cipalmente em rochas e cavernas, são exemplos desses vestígios, espalhados por várias partes do mundo. Faça uma pesquisa e descubra onde, no Brasil, já foram descobertos vestígios desse tipo. © M a U ri Ci O D e sO U sa e D iT O ra L TD a PeRCURSo 12 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt . 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . PDF-074-101-EG6-U03-M.indd 99 23/02/16 10:03 Desembarque em outras linguagens DesembarqueDesembarqueDesembarque em outras linguagens JÚLIO VERNE: GEOGRAFIA E FICÇÃO CIENTÍFICA Júlio Verne (1828-1905), escri- tor francês, é autor de mais de uma centena de livros. Com base nos co- nhecimentos científicos da época em que viveu — segunda metade do século xIx — e na sua enorme capacidade de imaginação, além de seu talento narrativo, criou enre- dos e histórias fantásticas de aven- turas que atraíram e atraem leitores de todo o mundo. Para se ter ideia, em alguns de seus livros de ficção antecipou invenções que se torna- ram realidade. Inspirou, por exem- plo, Juan de La Cierva, o inventor do autogiro — precursor do helicóp- tero —, a realizar o seu intento em 1920. Algumas de suas obras, como Viagem ao centro da Terra e A vol- ta ao mundo em oitenta dias, foram transformadas em filmes. Viagem ao centro da Terra Viagem ao centro da Terra é protagonizado pelo profes- sor e geólogo Otto Lidenbrock, por seu sobrinho e assistente axel e pelo guia islandês hans. após o professor ter encon- trado e decifrado um pergaminho do século Xvi, em que um cientista relata que ao penetrar pela cratera do vulcão sneffels, na islândia — terra de muitos vulcões e gêiseres —, atingiu o centro da Terra, o professor é tomado pelo desejo de realizar essa proeza. entretanto, vários obstáculos teriam de ser vencidos, entre eles a temperatura do interior da Ter- ra. Leia, a seguir, um trecho do livro que mostra um dos diá- logos entre o professor e seu sobrinho e relacione com o que você aprendeu nesta expedição. “— […] Esse cientista foi ao fundo do Sneffels […] e até mesmo tentou relatar, na forma lendária de seu tempo, que essa cratera levava ao centro da Terra. Mas quanto a ele pró- prio ter chegado lá, quanto a haver feito a viagem e dela ter regressado, se é que a empreendeu, essa não, mil vezes não! — E por que não? — disse meu tio, com um toque espe- cial de gozação. — Porque todas as teorias da ciência demonstram que tal viagem é impraticável! — Todas as teorias dizem isso? — replicou o professor, assumindo um ar bonachão. — Ah, as teorias inoportunas! Como vão nos incomodar, essas pobres teorias! FÉ Li X n a D a r/ re Pr O D U çà O Júlio Verne (1828-1905), escri- tor francês, é autor de mais de uma centena de livros. Com base nos co- nhecimentos científicos da época em que viveu — segunda metade do século xIx — e na sua enorme capacidade de imaginação, além de seu talento narrativo, criou enre- dos e histórias fantásticas de aven- turas que atraíram