Prévia do material em texto
Questão 29: A Impulsividade no TPB Pergunta 1: Como se manifesta a impulsividade em pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e quais são as principais áreas da vida afetadas por este sintoma? Descreva detalhadamente os padrões comportamentais mais comuns e seu impacto no funcionamento diário do paciente Cara na minha experiência clinica é EXATAMENTE assim!!! aquela sensação de estar dirigindo um carro sem freios? É mais ou menos assim que muitos pacientes com TPB descreve sua experiência com a impulsividade. As vezes eu vejo isso todo dia no consultório, é como se o "botão de pause" simplesmente não existisse em certos momentos né. Comportamentos autodestrutivos (tipo fazer aquela compra absurda no cartão sem pensar nas consequências ou entrar em relacionamentos íntimos sem proteção... já vi muito isso acontecer) Relacionamentos interpessoais (terminar namoro no calor do momento e se arrepender depois idealizar alguém como se fosse perfeito e depois puf! ver só defeitos) Na vida profissional já vi VÁRIOS pacientes que largou empregos estáveis só porque teve uma discussão com o chefe sem ter nada planejado Ah e claro aquela montanha-russa emocional que todo mundo já deve ter presenciado em algum momento né gente Pergunta 2: Quais são as estratégias terapêuticas mais eficazes para ajudar pacientes com TPB a identificarem seus gatilhos de impulsividade. Como o terapeuta pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades de autorregulação emocional e tomada de decisão mais consciente? Vamo combinar uma coisa, não existe bala de prata,,,, mas algumas estratégias tem se mostrado verdadeiros curingas na real: Manter um "diário de bordo" das emoções - como se fosse um reality show da própria vida (eu AMO usar isso com meus pacientes) Técnicas de mindfulness e grounding (põe a mão na massa mesmo tipo sentir o chão embaixo dos pés) Criar planos de emergência personalizados - tipo ter aquele amigo bombeiro que vc pode ligar quando tá pegando fogo Treinar na prática como aguentar o tranco quando a emoção vem forte meu povo Pergunta 3: Qual é o papel do terapeuta no manejo da impulsividade em pacientes com TPB e quais abordagens devem ser evitadas! Discuta a importância do equilíbrio entre suporte terapêutico e promoção da autonomia do paciente Gente é igualzinho ser um GPS - você indica o caminho mas quem dirige são o paciente. Não dá pra pegar no volante nem deixar a pessoa dirigindo vendada, falo ou não falo??? a) Controla o paciente impede que ele faça coisas impulsivas assumindo uma postura autoritária que pode comprometer a aliança terapêutica... 1. b) Deixa o paciente fazer o que quiser negligenciando o papel terapêutico e potencialmente expondo-o a riscos desnecessários 2. c) Ajuda o paciente a identificar os gatilhos da impulsividade a desenvolver estratégias pra lidar com os impulsos e a aprender a tomar decisões mais conscientes e responsáveis. Por exemplo usando aquele papo reto: "Me conta o que aconteceu antes de você fazer isso?" ou "Que emoção tava rolando na hora?" 3. d) Culpa o paciente pela impulsividade adotando uma postura crítica e julgadora que pode intensificar sentimentos de vergonha e inadequação 4. e) Ignora a impulsividade negligenciando um sintoma importante que requer atenção e intervenção terapêutica adequada 5. Resposta correta: c) Na minha humilde opinião essa é a resposta que mais faz sentido na vida real viu... É tipo ensinar alguém a andar de bicicleta - vc não pode pedalar no lugar da pessoa mas também não pode soltar a bicicleta de primeira né. O terapeuta precisa: Ajudar o paciente a se conhecer melhor (tipo um detetive investigando pistas),,, Mapear aqueles momentos que são "gatilho na certa" minha gente Construir uma caixinha de ferramentas pra lidar com as situações difíceis Criar um ambiente seguro pra treinar novas formas de reagir!!! Fortalecer aquele músculo da autorregulação emocional (que assim como qualquer músculo precisa de treino regular) Olha só vou te falar uma coisa isso é uma maratona não uma corrida de 100 metros... O objetivo não é virar um robô sem emoções mas sim conseguir dar aquela respirada antes de agir no impulso. E as vezes vamo combinar todo mundo age por impulso - a diferença é a frequência e a intensidade com que isso acontece né não é mesmo???