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Questão 6: A Importância dos Limites no Tratamento do TPB 1. Em um contexto terapêutico com pacientes diagnosticados com Transtorno de Personalidade Borderline como o profissional deve estabelecer e manter limites apropriados enquanto preserva a aliança terapêutica? Na minha experiência de 10 anos atendendo esses casos, posso dizer que é mega complicado! É meio que uma dança delicada sabe. Como encontrar aquele equilíbrio entre não ser muito rígido (tipo um sargento!) nem muito flexível (aquele tio legal que deixa fazer tudo) O impacto disso tudo no tratamento são enorme, e a gente precisam pensar bem como isso afeta a estabilidade emocional do paciente. Olha, quando a gente fala de estabelecer limites terapêuticos com pacientes TPB é tipo construir uma casa - você precisam de três pilares fundamentais: Consistência e previsibilidade: É como um semáforo sabe? Quando tá vermelho é vermelho mesmo. Verde é verde! Não dá pra ficar mudando as cores toda hora... Os limites precisam ser bem clarinhos e consistentes pra pessoa se sentir segura Flexibilidade calibrada: Imagina que você tá pilotando um avião - às vezes precisa ajustar a rota por causa do tempo mas sem perder o destino final? O terapeuta precisa dessa mesma habilidade de ajuste fino. Comunicação transparente: Sem aquele papo de "porque sim" ou "porque eu tô mandando". Toda mudança ou manutenção de limite precisa ser explicada numa boa tipo conversa de amigo mesmo (mas mantendo o profissionalismo né?) 2. E como é que a gente lida com aquelas tentativas de manipulação emocional! Pois é... tem paciente que é expert em testar limites principalmente quando começa com aquele papo de autoagressão ou de abandonar o tratamento. Uma vez tive uma paciente que me ligou 15 vezes numa noite! Vamo pensar junto nas estratégias pra lidar com isso no longo prazo. Pra dar conta dessas situações (que convenhamos não são nada fáceis) precisamos de uma abordagem bem estruturada: Reconhecimento precoce: É tipo aquele ditado "é melhor prevenir que remediar". Quanto antes a gente identificam os padrõezinhos de manipulação mais fácil fica de trabalhar com eles! Validação emocional: A gente precisa reconhecer que poxa, a pessoa tá sofrendo mesmo! Não é frescura... Mas também não dá pra reforçar comportamento que não ajuda né? Intervenção estratégica: Aqui é como jogar xadrez - cada movimento tem que ser pensado considerando várias jogadas à frente Plano de contingência: É tipo ter um extintor de incêndio em casa - espero nunca precisar mas se precisar tá ali! 3. Agora vamo falar do contrato terapêutico. Aquele momento do início do tratamento que é crucial pra estabelecer as regras do jogo Como que esse documento pode virar uma ferramenta e tanto pra lidar com crises e ajudar o paciente a desenvolver autonomia! O contrato no TPB é tipo receita de bolo - tem vários ingredientes importantes: Estruturação do setting: Horários frequência... tudo clarinho sem aquele "mais ou menos". Protocolos de crise: O que fazer quando o bicho pega! Quem chamar Como agir? Objetivos terapêuticos: Aonde queremos chegar. Qual o caminho... Responsabilidades mútuas: É uma via de mão dupla cada um com sua parte a fazer Revisão periódica: De vez em quando precisa dar aquela checada se tá tudo nos conformes Sabe aquela história de ser firme sem ser duro. É por aí... No tratamento do TPB a gente precisa encontrar esse equilíbrio delicado entre manter os limites e não perder a conexão humana! É como ser pai/mãe - tem hora que precisa dizer não mas sempre com amor Na real estabelecer e manter limites é uma arte em constante evolução. Às vezes a gente acerta às vezes erra - e tudo bem! O importante é manter aquela estrutura básica do tratamento enquanto ajuda o paciente a desenvolver suas próprias ferramentas de regulação emocional. Eu sempre digo pros meus alunos que é tipo ensinar alguém a andar de bicicleta - no começo você segura firme depois vai soltando aos poucos, até a pessoa pedalar sozinha. �