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Questão 27: A Idealização do Terapeuta Questão 1: Cara na clínica com pacientes que tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) como que o terapeuta deve manejar tecnicamente, situações de idealização transferencial? Eu já passei por isso várias vezes e te falo é tipo aquela história do pedestal mesmo sabe. a) Aceita passivamente a idealização como um reforço positivo natural do processo terapêutico aproveitando o momento de valorização profissional. 1. b) Confronta imediatamente a idealização de forma direta expondo suas limitações profissionais pra quebrar a transferência positiva excessiva 2. c) Acolhe a necessidade subjacente de idealização mas trabalha gradualmente - tipo assim eu sempre faço degrau por degrau mesmo - pra desenvolver uma percepção mais integrada e realista das relações objetais mostrando na prática como as pessoas podem ter tanto qualidades quanto limitações (até mesmo nós terapeutas!) mantendo ainda assim seu valor e competência. 3. d) Mantém o foco exclusivamente nas técnicas cognitivo-comportamentais desconsiderando os aspectos transferenciais da relação terapêutica 4. e) Utiliza estrategicamente a idealização transferencial como uma ferramenta para aumentar a adesão ao tratamento e a compliance terapêutica 5. Resposta correta: c) A alternativa C são a mais adequada porque olha só ela reconhece toda a complexidade da idealização no TPB - que não é pouca coisa né? É tipo quando a gente tá aprendendo a andar de bicicleta: primeiro precisa das rodinhas (a idealização), mas aos poucos vai ganhando confiança pra pedalar sozinho. Na minha experiência isso sempre funciona super bem!!! Questão 2: Quais são os principais riscos clínicos que está associados à não abordagem adequada da idealização transferencial em pacientes com TPB e como eles pode impactar o processo terapêutico a longo prazo? Vou te falar uma coisa, é igualzinho construir um castelo de areia na beira da praia - mais cedo ou mais tarde a maré vai subir. O principal risco é que essa idealização toda vire um padrão super instável onde hoje o terapeuta são visto como um super-herói e amanhã quando ele inevitavelmente falhar em alguma coisinha (porque né somos humanos) vira o vilão da história. Entre as consequências específicas desta não elaboração a gente pode observar: Aquela montanha-russa emocional, que eu já vi acontecer várias vezes: numa hora tá lá em cima na outra lá embaixo Risco do paciente abandonar o tratamento, quando perceber que o terapeuta não é o Superman que ele imaginava Dificuldade em desenvolver expectativas mais pé no chão nos relacionamentos Manutenção daquele ciclo meio tóxico de dependência vs independência Problema pra desenvolver suas próprias ferramentas de regulação emocional - tipo assim aprender a pilotar o próprio avião sabe? E vou te contar mais uma coisa: às vezes a idealização pode ser tipo uma cortina de fumaça escondendo problemas importantes que precisam ser trabalhados. É como maquiagem: pode até ficar bonito por fora mas não resolve o que tá acontecendo por baixo!!! Questão 3: Como o terapeuta pode utilizar a supervisão clínica pra não pirar (nossa eu adoro essa parte) seus próprios sentimentos contratransferenciais diante da idealização do paciente com TPB? A supervisão clínica é fundamental - é tipo ter um GPS quando você tá dirigindo em cidade desconhecida. Na boa ela ajuda o terapeuta a: 1) não se deixar levar pelo papel de salvador da pátria que às vezes o paciente quer que a gente assume; 2) manter a cabeça no lugar mesmo quando o paciente tá te colocando lá no altar; 3) descobrir jeitos de trabalhar essa idealização sem quebrar o vínculo terapêutico - que é tipo dançar sem pisar no pé do parceiro. Na prática, a supervisão pode ajudar em várias frentes: Perceber logo de cara quando a idealização tá ficando muito intensa, - antes que vire uma bola de neve Desenvolver estratégias pra lidar com isso sem destruir a relação - é como desativar uma bomba tem que ter cuidado Trabalhar aqueles sentimentos meio confusos que surge (tipo "nossa tô me achando mesmo" ou "ai que peso nas costas") Planejar intervenções graduais - porque mudança boa é que nem feijoada: precisa cozinhar em fogo baixo Acompanhar como tá indo o tratamento e fazer ajustes no caminho quando necessário O supervisor é tipo aquele amigo mais experiente que já passou por isso antes e pode te ajudar a encontrar o meio-termo entre acolher a idealização do paciente e ajudá-lo a desenvolver uma visão mais realista das relações. Eu mesma não sei o que faria sem minha supervisora!!! E não tem problema admitir que às vezes a gente também fica meio perdido nesse processo - afinal somos todos humanos né?