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Histopatologia Tumores do SNC - segundo a OMS - classificados de 1 a 4 (5° edição - 2021) Na 4° edição - eram classificadas de I a IV ● Classificação antiga - imunohistoquímica ● Nova classificação - molecular O que avalia nessa nova classificação: 1. celularidade quanto maior a celularidade - maior a agressividade do tumor 2. necrose mais áreas necróticas - mais agressivo e pior o prognóstico não tem núcleo 3. mitoses (núcleo deformado) anaplasia célula grande 4. proliferação celular - vascular angiogênese - capacidade do tumor produzir vasos luz do vaso branca e em volta tem várias células (roxas) Mudanças na classificação 2021 oligoastrocitomas passam a ser oligodendrogliomas ou astrocitomas ( a partir de 3 critérios: perfil de metilação, imunohistoquímica e perfil molecular) oligoastrocitomas ecrose é padrão coagulativo --mudanças na classificação-- o termo anaplásico caiu em relação aos oligodendrogliomas e à antiga entidade de oligoastrocitomas agora é utilizado o grau de designação TUMORES OLIGODENDROGLIAIS GRAU 2 ● mais comum em adultos ● glioma bem diferenciado difusamente infiltrativo ● onde tem bainha de mielina - subst. branca ● células neoplásicas lembram oligodendroglia ● perdeu parte do cromossomo - 1p e 19q ● dentro os gliomas, 5 a 6% é oligodendrogliais ● 2,5% dos tumores primários ● quimioterapia está associado ao aumento de recidiva ● homem 1,1 / mulher 1 ● 40 a 45 anos ● raro em crianças ● córtex e subst. branca (50-65%) ● ⅔ convulsão ● 5 anos de espaço (gap) entre sintomas e diagnóstico ● alta celularidade ● necrose ● IHQ - tumores neuroectodérmicos marcam S-100, HNK 1 (anti-Leu 7, CD57) imunorreatividade para NSE ● marcadores inespecíficos OLIG 1, OLIG 2 e SOX 10 ● GFAP nos astrócitos reativos, minigemistocistos e oligodendrócito gliofibrilar ● vimentina infrequente ● negativos: CK (AE1/AE3, CK7, CK20) ● IDH mutante e com co-deleção 1p e 19q - NÃO tem a expressão nuclear da proteína ATRX ● sobrevida média: 51% em 10 anos e 75% em 5 anos ● mau prognóstico se KI-67 é MAIOR que 3% GRAU 3 - antigo anaplásico ● características focais ou difusas de malignidade ● pior prognóstico ● hipercelularidade ● maior proliferação de vasos e maior necrose ● atividade mitótica alta ● atipia citológica marcada ● representa 20-35% dos oligodendrogliais e representa 1% dos tumores primários ● acomete mais adultos de 45 a 50 anos ● 8 anos após oligodendro grau II ● homem 1,1 / mulher 1 ● lobo frontal >>> temporal ● sobrevida média de 1 a 3,9 anos depois do diagnóstico, e com tratamento com quimioterapia e radioterapia ● subtipo com co-deleção 1p e 19q - sobrevida média passa de 2,8 para 7 anos --- melhor resposta a quimioterapia e terapias alvo TUMORES EPENDIMÁRIOS OUTROS TUMORES MENOS COMUNS DO SNC SUBEPENDIMOMA GRAU 1 ● neoplasia benigna de crescimento lento ● parede ventricular, ninho de células gliais em meio a matriz fibrilar com frequente alterações microcísticas ● nome antigo: astrocitoma subependimal ● é assintomático, descobre acidentalmente nas autópsias (8% dos tipos de tumores ependimais) ● mais comum em idosos e meia idade ● 2,3 homem / 1 mulher ● 4° ventrículo (50-60%) > ventrículo lateral (30-40%) ● clínica: obstrução com aumento da PIC (pressão intracraniana) ● tamanho: 1 a 2 cm ● KI-67- antigo astrocitoma pilocítico anaplásico (RT) ● 0-4 mitoses/10CGA → KI-67 0-3,9% - 1,1%) ● principal glioma associado com NF1 - envolve bilateralmente o nervo óptico ● 15%NF1 - astrocitoma pilocítico, ⅓ do nervo óptico - NF1 ● NF1 - perda alélica - ativação RAS (mTOR) e perda cromossomo 10 (perda PTEN) e deleção do p16 ● esporádicos - RAS por outras vias SOX3 e ErbB3 ASTROCITOMA PILOMIXÓIDE ● neoplasia pilóide, proeminente matrix mucóide e arranjo angiocêntrico de células tumorais bipolares e monomórficas tipicamente sem fibras de rosenthal e corpos granulares eosinofílicos ● raro - crianças (10 meses) ● quiasma/hipotálamo, tálamo, cerebelo, tronco encefálico, lobo temporal e medula espinhal ● clínica: sinais inespecíficos ●alguns autores consideram os astrocitomas pilocíticos e os pilomixoides como variantes de um mesmo espectro - tem fusão do BRAF ●mitoses (pode acontecer) ●proliferação vascular em alguns ●necrose (rara e focal) ●IHQ: GFAP forte e difuso, S100 e vimentina, alguns sinapto, mas NSE e cromogranina negativo ●KI-67: 2-20% ●genética: possível associação com NF (2 casos com NF1) ●mais agressivos que o pilocítico - recorrência local e disseminação cerebrospinal (mais que nos pilocíticos) ●até a 3° classificação - era tumor de grau 2 ●a partir da 4° edição de WHO 2016 - não recomenda a utilização de grau para designar esse tumor ASTROCITOMA IDH MUTANTE GRAUS 2, 3 ou 4) ● nova classificação WHO de tumores retirou as categorias astrocitoma difuso (grau 2), astrocitoma anaplásico (grau 3), glioblastoma (grau 4) ● todos são mutantes, mas mantém os graus ● adultos jovens ● alto grau de diferenciação celular e crescimento lento ● SNC supratentorial - progressão maligna para astrocitoma anaplásico e glioblastoma ● 60% dos tumores primários ● 1,3 homem - 1 mulher ● dois subtipos: fibrilar e gemistocítico ASTROCITOMA FIBRILAR ● mais comum / protótipo ● células com citoplasma inconspícuo (núcleo nu) em meio a matrix densa fibrilar ou com processos citoplasmáticos GFAP positivo ● núcleo hipercromático, aumentado, alongado e com contornos irregulares ● DD com gliose reativa HIPOCELULAR ASTROCITOMA GEMISTOCÍTICO ● células tumorais de distribuição assimétrica ● citoplasma eosinofílico GFAP, núcleo redondo excêntrico e hipercromático ● associado a inflamação perivascular ● mitose rara (pequenos astrócitos em alto grau) ● alto índice (mitose) evolui para GBM glioblastoma* ● reação inflamatória alta perto dos vasos ASTROCITOMA IDH MUTANTE GRAU 2 - ANTIGO ASTROCITOMA DIFUSO ● sobrevida média 6 - 8 anos ● progressão para GBM : 4-5 anos ● baixo grau ● tamanho: mau prognóstico ● epilepsia (isolada) - bom prognóstico ● KI-67 >5% : mau prognóstico ASTROCITOMA IDH MUTANTE GRAU 3 - ANTIGO ASTROCITOMA ANAPLÁSICO) ● adultos ● astrocitoma maligno difusamente infiltrativo ● hemisférios cerebrais ● atipia nuclear ● celularidade aumentada ● atividade proliferativa ● de novo ou do astrocitoma difuso WHO grau II ● KI-67: 5-10% ● mutações do TP53 e LOH 17p (difuso grau II), LOH 10q (35-60%) e mutação do PTEN (18-23%) ● progressão para GBM glioblastoma em 2 anos ● idade é fator de prognóstico negativo GLIOBLASTOMAS ● classificação WHO/OMS 2021 ● classificação 2016 - 3 grupos ● astrocitomas difusos grau II astrocitomas anaplásicos grau III e glioblastomas grau IV ● atual 2021 ● astrocitomas, IDH mutantes grau 2, 3 e 4 ● se tiver deleção homozigótica CDKN2A/B vai ser grau 4 - mesmo na ausência de necrose ou proliferação microvascular ● critérios para diagnóstico dos glioblastomas IDH selvagens wildtype: ● 1. proliferação microvascular ou necrose OU ● 2. mutação ou promotor TERT OU ● 3. amplificação do gene EGFR OU ● mudança no número de cópias cromossômicas +7/-10 ● em resumo: ● classificação 2016 - glioblastoma multiforme GBM - subtipos selvagens, IDH mutante, NOS ● classificação 2021 - astrocitoma IDH mutante grau 4 (antigo GBM IDH mutante) e glioblastoma IDH selvagem wildtype GLIOBLASTOMA IDH SELVAGEM WILDTYPE GRAU IV ● tumor primário mais frequente e a neoplasia mais maligna com diferenciação astrocítica ● atipia nuclear ● pleomorfismo ● atividade mitótica ● trombose vascular ● proliferação vascular e mitose ● hemisférios cerebrais - têmporo-frontal) ● de novo ou do difuso grau II ou anaplásico grau III ● menos da metade sobrevive a um ano ● idade é o fator prognóstico adverso mais significativo ● 60-75% dos tumores astrocíticos ● 12-15% dos intracranianos ● 45-75 anos (61,3 ano) ● 80% > 50 anos ● 1,2 homem / 1 mulher ● de novo 90% (?) ● gliomas maligno do tronco cerebral - crianças ● clínica: menos de 3 meses (50%) associada a aumento da PIC pressão intracraniana ● grandes e pouco delimitados ● superfície de corte com área periférica acinzentada com áreas centrais amareladas de necrose e quebra de mielina ● necrose central pode ocupar 80% da área, com focos de hemorragia recentes ● superficial/em contato com as leptomeninges (aracnóide e pia-máter) pode ser interpretado como metástase de carcinoma ou meningioma ● disseminação glioblastoma IDH selvagem ● espaço subaracnóideo / LCR ● embolização angiolinfática (incomum) ● disseminação hematogênica rara (exceto se pós-cirurgia) ● metástase peritoneal via shunt, dura-mater, seios venosos e osso (excepcionais) ● variantes do glioblastoma IDH selvagem ● glioblastoma adenoide (epitelioide) ● glioblastoma de células gigantes ● gliossarcoma GLIOBLASTOMA ADENOIDE (EPITELIOIDE) GRAU IV ● foco do glioblastoma clássico ou gliossarcoma ● citologia epitelióide, diferenciação glandular verdadeira ou escamosa ● CK incluindo CK7 GFAP+ nas áreas gliais ● não altera prognóstico ou tratamento GLIOBLASTOMA DE CÉLULAS GIGANTES GRAU IV ● células gigantes mono ou multinucleadas com abundante citoplasma e bizarra nuclear ● glioblastoma monstronuclear ● pequeno subgrupo pode ter OS - sobrevida média favorável GLIOSSARCOMA GRAU IV ● padrão bifásico de áreas gliais e mesenquimais ● 2% dos glioblastomas IDH selvagens ● transformação maligna dos vasos tumorais ● 40 a 60 anos (52,1anos) > homem ● hemisférios cerebrais ● RT para tratamento GBM anterior ● elementos sarcomatosos: fibrossarcoma pleomórfico (mais comum) osso, cartilagem, gordura ou músculo ● gliofibroma: raro , crianças 14anos ● glial de baixo a alto grau e componente fibroblástico não sarcomatoso ● necrose, proliferação vascular, pleomorfismo (ausente/raro) ● prognóstico favorável GLIOMATOSIS CEREBRI GRAU III ● glioma difuso (astrocítico em geral) ● extensa infiltração da grande região do SNC (pelo menos 3 lobos, geralmente bilateral e/ou substância cinzenta e frequentemente tronco cerebral, cerebelo, e às vezes medula espinhal) ● gliomatose cerebral - a partir da classificação de 2016 - padrão de crescimento especial encontrado em vários subtipos de glioma difuso, em vez de uma entidade distinta ● grande envolvimento do neuroeixo e ausência de alterações moleculares específicas, entre ela e os gliomas difusos já existentes