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. Paralisia Facial Aspectos gerais Acomete o nervo facial (VII par), que é misto, mas predominantemente motor. QUADRO CLÍNICO • Desaparecimento dos sulcos e rugas • Fechamento ocular comprometido (lagoftalmo) • Desvio da comissura labial para o lado normal • Desvio de rima para o lado normal • Sialorreia • Contração diminuída do músculo orbicular do olho paralisado (sinal de Legendre) • Rotação do globo ocular para cima ao se fechar o olho (sinal de Bell) • Ausência de contração do platisma ao se abaixar o lábio inferior (sinal de Babinski) • Facilidade em elevar a pálpebra do lado paralisado quando os olhos estão fechados (sinal de Mingazzini) ESCALA DE GRADUAÇÃO Escala de House-Brackmann Grau I Normal Função facial normal em todas as áreas Grau II Disfunção leve Discreta fraqueza percebida à inspeção próxima, podendo haver sincinesia muito leve. Grau III Disfunção moderada Diferença óbvia, mas não desfigurantes entre os dois lados PARALISIA DE BELL Etiologia: vírus herpes tipo 1 Quadro clínico: paralisia da hemiface, eventualmente acompanhada de dor retroauricular em hemiface, disgeusia, cefaleia, alteração da sensibilidade da faringe, redução ou aumento do lacrimejamento e hiperacusia. SÍNDROME DE RAMSAY HUNT Etiologia: vírus varicela-zóster Quadro clínico: lesões cutâneas (vesículas e bolhas) na concha auricular, podendo estar associada a zumbido e vertigem. TRATAMENTO Farmacológico: corticoides (prednisona), drogas antivirais, antibióticos, colírios ou toxina botulínica Cirúrgico: descompressão do nervo facial (segmento labiríntico) ou anastomose do nervo facial (realizada quando há perda de substância do nervo facial, na fase aguda da paralisia)