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150 600. (UNITAU SP/2017) “No final de 1886, o Brasil era o último país das Américas a manter a escravidão. Cal- cula-se que naquele momento ainda existiam mais de meio milhão de escravos. Minas Gerais (191.952), Rio de Janeiro (162.421), São Paulo (107.329) e Bahia (76.838) eram as províncias com o maior número de ca- tivos no país. Nenhum projeto de abolição havia sido apresentado no Parlamento, e vigorava ainda a Lei dos Sexagenários, que, em 1885, libertou todos os escravos com mais de 60 anos e que previa cerca de 13 anos para a extinção total da escravidão”. MATA, Iacy Maia. Exemplos a não seguir. Revista de História da Biblioteca Nacional. maio/2013. Para o sucesso da abolição da escravidão, ocorrida dois anos após o relatado acima, concorreu a) a campanha abolicionista feita por cafeicultores paulistas e fluminenses, que desejavam implantar a mão de obra imi- grante no Brasil. b) a pressão feita sobre os membros do Senado, pelo im- perador D. Pedro II, que via com desgosto a imagem de atraso do Brasil no exterior. c) a guerra do Paraguai, que se estendeu de 1864 a 1870, em que milhares de escravos foram libertados para comba- ter no lugar de seus proprietários. d) a ação política do governo inglês que, na sua tentativa de acabar com o tráfico de escravos brasileiro, apoiou os movimentos abolicionistas de 1880. e) a pressão de grupos econômicos interessados num pro- jeto modernizador para o país e que promovesse a transi- ção da escravidão para o capitalismo industrial. 601. (FATEC SP/2016) Observe com atenção a notícia em destaque no jornal Gazeta de Notícias. Acesso em: 31.07.2015. Assinale a alternativa que identifica corretamente a lei a que o jornal se refere e sua relação com o processo de extinção da escravidão no Brasil. a) Lei Eusébio de Queiroz: endurecia a fiscalização das leis que proibiam a escravidão desde os primeiros séculos da presença portuguesa na América. b) Lei Eusébio de Queiroz: promulgada após a abolição, vi- sava garantir direitos e condições de reinserção da popula- ção liberta na sociedade e na economia brasileiras. c) Lei Áurea: foi promulgada após a proclamação da Repú- blica, quando toda a legislação imperial foi revogada e a questão da escravidão passou por nova regulamentação. d) Lei Áurea: instituía uma série de dispositivos legais e foi adotada anos antes da abolição para garantir que, uma vez liberta, a população negra estivesse preparada para o mer- cado de trabalho. e) Lei Áurea: representou o último passo para a abolição da escravidão, que já vinha ocorrendo gradualmente com a adoção de leis como a Eusébio de Queiroz, Lei do Ventre Livre e Lei do Sexagenário. 602. (ENEM/2010) Negro, filho de escrava e fidalgo por- tuguês, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ilegalmente como escravo pelo seu pai para cobrir dívidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia nascido livre. Autodidata, advo- gado sem diploma, fez do direito o seu ofício e transfor- mou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa abolicionista. AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na se- gunda metade do séc. XIX foi resultado de importantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica a a) impossibilidade de ascensão social do negro forro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado. b) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade. c) rigidez de uma sociedade, assentada na escravidão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social. d) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português. e) troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito advocatício ao mesmo. 603. (PUCCamp SP/2019) Anda esquecido um forte ro- mance, “Dona Guidinha do Poço”, de Manuel de Oli- veira Paiva (1861-1892). O autor, jornalista cearense e combativo republicano, aluno que foi de Benjamin Constant na Escola Militar da Praia Vermelha, morreu cedo e seu romance teve um destino ingrato: publica- dos apenas seus primeiros capítulos numa revista do século XIX, só alcançou edição completa em livro em meados do século XX – já completamente desgarrado do Naturalismo que tão bem representou. Seu interesse hoje está, a meu ver, na singularidade da fazendeira Dona Guidinha, mulher de poder e empoderada, dona de personalidade acachapante e protagonista da histó- ria política de sua região cearense, qualidades que as- sumiu com radical coerência até o fim. (Valdércio Coimbra, inédito) A Escola Militar da Praia Vermelha foi um importante centro de difusão do republicanismo, ainda sob o re- gime monarquista, dada a influência de Benjamin Cons- tant. Muitos alunos se converteram ao positivismo, doutrina filosófica importante no século XIX, caracteri- zada pela a) proposta de um governo central forte e pela defesa do ensino católico como forma de educar o cidadão. b) valorização do conhecimento científico e técnico como forma de administração do Estado e pela fé na razão e na ciência como guias da humanidade. c) crença na inevitabilidade da Revolução socialista e pelo culto dos rituais pagãos das forças da natureza como ex- pressão de Deus. d) defesa dos militares como classe dirigente do Estado e pelo uso da especulação metafísica para ampliar o conhe- cimento. e) aliança entre Igreja e Estado no governo da sociedade, e pela união de todos os países civilizados em um único im- pério para governar os povos atrasados.