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Vestibulares Brasil Império Segundo Reinado H0355 - (Unioeste) FONTE 1: Existe muita coisa que não te disseram na escola Cota não é esmola! Experimenta nascer preto na favela pra você ver! O que rola com preto e pobre não aparece na TV Opressão, humilhação, preconceito A gente sabe como termina, quando começa desse jeito Desde pequena fazendo o corre pra ajudar os pais Cuida de criança, limpa casa, outras coisas mais Deu meio dia, toma banho vai pra escola a pé Não tem dinheiro pro busão Sua mãe usou mais cedo pra poder comprar o pão E já que tá cansada quer carona no busão Mas como é preta e pobre, o motorista grita: não! [...] O tempo foi passando e ela foi crescendo Agora lá na rua ela é a preta do sovaco fedorento Que alisa o cabelo pra se sen�r aceita Mas não adianta nada, todo mundo a rejeita Agora ela cresceu, quer muito estudar Termina a escola, a apos�la, ainda tem ves�bular E a boca seca, seca, nem um cuspe Vai pagar a faculdade, porque preto e pobre não vai pra USP Foi o que disse a professora que ensinava lá na escola Que todos são iguais e que cota é esmola Cansada de esmolas e sem o din da faculdade Ela ainda acorda cedo e limpa três apê no centro da cidade Experimenta nascer preto, pobre na comunidade Cê vai ver como são diferentes as oportunidades E nem venha me dizer que isso é vi�mismo Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo! E nem venha me dizer que isso é vi�mismo [...] FERREIRA, Bia. Cota não é esmola. Disponível em: h�ps://www.letras.mus.br/bia-ferreira/cota-nao-esmola/ FONTE 2: Os troncos, bacalhaus (chicotes) e outros instrumentos de tortura alimentam as fogueiras, em redor das quais os novos cidadãos entregam-se ao mais delirante batuque. Charge de Agos�ni, publicada na “Revista Ilustrada” em maio de 1888 In: h�p://novo.mgquilombo.com.br/ar�gos/pesquisas- escolares/abolicao-como-foi-a-libertacao-dos-escravos- em-minha-cidade/ (sem data de postagem). Acesso em: 10 ago. 2018 Preste bastante atenção nas fontes 1 e 2. Na primeira, vemos um trecho de “Cota não é esmola”, música composta por Bia Ferreira e lançada em 2018. Na sequência, uma arte do famoso chargista, Agos�ni, de maio de 1888, em um contexto marcado pelo processo de abolição jurídica da escravatura (a chamada “Lei Áurea”, de 13 de maio). A distância temporal entre a data de lançamento da música e de publicação da charge é imensa, cobrindo todo o período, o qual em nosso país se comemora o dia da “libertação” de negros e negras escravizadas. Ocorre, contudo, que tal distância não tem servido historicamente para que esses seres humanos deixem de ser alvos constantes de violência, criminalização e, par�cularmente, racismo. Pelo contrário, são séculos e séculos de opressão. Neste sen�do, pouco (ou quase nada) temos a “comemorar”. 1@professorferretto @prof_ferretto Tendo por referência as duas fontes acima e os problemas históricos que envolvem o tema da “abolição da escravatura” no Brasil, é CORRETO afirmar que a) a alegria dos negros em roda, representada pela fonte 2, ilustrou perfeitamente a conquista defini�va da tão sonhada libertação, cujos reflexos são sen�dos em nosso tempo presente através da eliminação do racismo. b) o processo histórico, que chamamos de “abolição da escravatura” não pode ser reduzido simplesmente a uma data, a uma personagem ou à promulgação de uma lei jurídica, pois trata-se de uma luta histórica de negros e negras contra quaisquer formas de opressão, tanto no passado como no presente. c) em “Cota não é esmola” (fonte 1), fica evidenciada na letra da canção uma posição firme e comba�va em defesa das comunidades indígenas, como se pode constatar no verso “Experimenta nascer preto, pobre na comunidade / Cê vai vercomo são diferentes as oportunidades”. d) a distância temporal de 130 anos que separa a charge de Agos�ni (1888) da letra da canção de Bia Ferreira (2018) corresponde a um período histórico marcado por um conjunto expressivo de polí�cas educacionais voltadas à formação de gerações de jovens sem preconceitos ou discriminações raciais. e) não há qualquer relação histórica entre as mensagens das fontes 1 e 2, na medida em que cada uma delas fala de um Brasil completamente diferente – ou seja, a alegria dos negros em roda na charge do século XIX em comemoração ao fim do racismo contrasta bastante com a crí�ca e a rebeldia da canção. H1160 - (Espcex) Durante o século XIX, a escravidão africana a�ngiu seu ponto máximo no Brasil, período em que o número de africanos obrigados a vir para o Brasil correspondeu a mais de 40% do total trazido desde o início do comércio negreiro, no século XVI. Todavia, pode-se afirmar que a escravidão foi formalmente ex�nta no Brasil em 13 de maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea a) por Zumbi dos Palmares. b) pela Princesa Isabel. c) por Euzébio de Queiroz. d) por D. Pedro II. e) Nenhuma das opções anteriores. H1165 - (Pucrj) Em 13 de maio de 1888, terminava um período de quase quatro séculos de escravidão no Brasil. Abaixo é apresentada uma charge do ano anterior à abolição e, em seguida, um extrato de uma crônica de Machado de Assis, publicada poucos dias depois da Lei Áurea (13 de maio de 1888). “Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas; efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o direito civil adquirido por um �tulo que lhe dei. Ele con�nuava livre, eu de mau humor; eram dois estados naturais, quase divinos”. ASSIS, Machado de. Crônica. Gazeta de No�cias, Rio de Janeiro, 19 de maio de 1888. Os documentos acima mostram que o processo abolicionista e a abolição propriamente dita trouxeram os seguintes desdobramentos para a população afrodescendente: a) antes da abolição, as leis an�escravidão e as lutas contra a escravidão traziam esperanças de liberdade e reais possibilidades de ascensão social fora do trabalho agrícola. b) a liberdade dos escravizados não significou necessariamente uma mudança substancial no co�diano dos negros, uma vez que não os incluiu de forma mais igualitária na sociedade e na economia do Brasil. c) a luta pela liberdade levada a cabo pelos ex- escravizados �nha como obje�vo fugir do campo, mesmo sabendo que con�nuariam as relações de poder escravistas. d) os negros libertos pela Lei Áurea conseguiram integrar-se à crescente produção industrial como trabalhadores assalariados. H0361 - (Upe) Observe a imagem abaixo: 2@professorferretto @prof_ferretto Essa rara imagem do Brasil no século XIX aponta para uma sociedade a) industrial, composta por valores da alta burguesia. b) livre, na qual a escravidão não era mais uma realidade. c) desigual, ainda pautada por estruturas conservadoras. d) militarizada, voltada para valores da hierarquia da guerra. e) harmoniosa, demonstrando o bom convívio entre diferentes grupos. H1177 - (Integrado) A Lei Áurea abolia a escravidão, mas não seu legado. Trezentos anos de opressão não se eliminam com uma penada. A abolição foi apenas o primeiro passo na direção da emancipação do negro. Nem por isso deixou de ser uma conquista, se bem que de efeito bem limitado. COSTA, Emília Vio� da. A abolição. São Paulo: Editora UNESP, 2010. p. 12 Com base no fragmento e sobre o fim da escravidão no Brasil, assinale a alterna�va correta. a) A ex�nção do trabalho escravo no Brasil acentuou o descontentamento dos ingleses com o governo de D. Pedro II, pois a Inglaterra era a principal fornecedora de africanos escravizados para os cafeicultores paulistas. b) Apesar de estar associada, exclusivamente, ao fim da escravidão no território brasileiro, a Lei Áurea também foi responsável pela criminalização da prá�ca do racismo e pela realização de ações afirma�vas. c) O fim da escravidão no Brasil deve ser compreendido como fruto de um processo lento e complexo, envolvendo lideranças polí�cas, civis, além dos próprios escravizados, não estando limitado a promulgação da Lei Áurea pela princesao gráfico. O gráfico fornece elementos para afirmar: a) A despeito de uma ligeira elevação, o tráfico negreiro em direção ao Brasil era pouco significa�vo nas primeiras décadas do século XIX, pois a mão de obra livre já estava em franca expansão no país. b) As grandes turbulências mundiais de finais do século XVIII e de começos do XIX prejudicaram a economia do Brasil, fortemente dependente do trabalho escravo, mas incapaz de obter fornecimento regular e estável dessa mão de obra. c) Não obstante pressões britânicas contra o tráfico negreiro em direção ao Brasil, ele se manteve alto, contribuindo para que a ordem nacional surgida com a Independência fosse escravista. d) Desde o final do século XVIII, criaram se as condições para que a economia e a sociedade do Império do Brasil deixassem de ser escravistas, pois o tráfico negreiro estava estagnado. e) Rapidamente, o Brasil aderiu à agenda an�escravista britânica formulada no final do século XVIII, firmando tratados de diminuição e ex�nção do tráfico negreiro e acatando as imposições favoráveis ao trabalho livre. H1541 - (Fuvest) No Brasil, do mesmo modo que em muitos outros países la�no-americanos, as décadas de 1870 e 1880 foram um período de reforma e de compromisso com as mudanças. De maneira geral, podemos dizer que tal movimento foi uma reação às novas realidades econômicas e sociais resultantes do desenvolvimento capitalista não só como fenômeno mundial mas também em suas manifestações especificamente brasileiras. Emília Vio� da Costa, “Brasil: a era da reforma, 1870- 1889”. In: Leslie Bethell, História da América La�na, v.5. São Paulo: Edusp, 2002. Adaptado. 21@professorferretto @prof_ferretto A respeito das mudanças ocorridas na úl�ma década do Império do Brasil, cabe destacar a reforma a) eleitoral, que, ao ins�tuir o voto direto para os cargos ele�vos do Império, ao mesmo tempo em que proibiu o voto dos analfabetos, reduziu notavelmente a par�cipação eleitoral dos setores populares. b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo como polí�ca oficial para as relações entre o Estado brasileiro e o poder papal, o que permi�u ao Império ganhar suporte internacional. c) fiscal, com a incorporação integral das demandas federa�vas do movimento republicano por meio da revisão dos critérios de tributação provincial e municipal. d) burocrá�ca, que rompeu as relações de patronato empregadas para a composição da administração imperial, com a adoção de um sistema unificado de concursos para preenchimento de cargos públicos. e) militar, que abriu espaço para que o alto comando do Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse um maior protagonismo na gestão dos negócios internos do Império. 22@professorferretto @prof_ferrettoIsabel, em 1888. d) A expansão da lavoura canavieira no nordeste brasileiro e a par�cipação do Brasil na Guerra do Paraguai, podem ser apontados como dois importantes mo�vos que jus�ficam a resistência da elite agrícola e do Exército brasileiro, em aderir ao movimento abolicionista. e) Uma das grandes vitórias dos proprietários de escravizados foi a obtenção do direito à indenização após a promulgação de lei que aboliu a escravidão no país, o que demonstra o alinhamento total do governo brasileiro com os interesses dos escravocratas. H0345 - (Ufpr) Em 1888, a princesa Isabel, filha do imperador do Brasil, Pedro 2º, assinou a Lei Áurea, decretando a abolição […]. A decisão veio após mais de três séculos de escravidão, que resultaram em 4,9 milhões de africanos traficados para o Brasil, sendo que mais de 600 mil morreram no caminho. (Amanda Rossi e Camilla Costa, postado em 13 de maio de 2018 – BBC Brasil em São Paulo. Disponível em: h�ps://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469. Acesso em 25 de junho de 2019.) De acordo com o trecho acima, considere as seguintes afirma�vas: 1. A chamada “Lei Áurea”, assinada pela princesa Isabel, não pode ser vista como uma concessão da monarquia, sendo resultado de um longo processo de luta e resistência que contou com a presença a�va de escravizados e escravizadas para sua libertação do ca�veiro. 2. No período imediato que sucedeu à abolição, os libertos puderam contar com medidas de apoio na forma de distribuição de pequenos lotes de terra, tal como aconteceu nos Estados Unidos após a Guerra Civil, com a chamada “Reconstrução”. 3. Escravizados e escravizadas receberam apoio de muitos setores da sociedade da época ligados ao 3@professorferretto @prof_ferretto movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de escrava e advogado autodidata, um dos personagens mais célebres e atuantes, empenhando-se na libertação de centenas de ca�vos e ca�vas. 4. Os segmentos da sociedade adeptos do regime escravista defendiam a “emancipação gradual” e nutriam o profundo receio de que a abolição imediata da escravidão trouxesse desorganização econômica e provocasse o caos social. Assinale a alterna�va correta. a) Somente a afirma�va 3 é verdadeira. b) Somente as afirma�vas 1 e 2 são verdadeiras. c) Somente as afirma�vas 2 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirma�vas 1, 3 e 4 são verdadeiras. e) As afirma�vas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. H1172 - (Unisinos) Considerando a passagem do século XIX para o século XX, pode-se afirmar que o final do império brasileiro foi marcado: a) Pela intensa luta de escravizados e libertos pelo fim da escravidão. b) Pelo movimento tenen�sta. c) Pelo fim do voto de cabresto. d) Pela reforma agrária e pela reparação aos afros descentes. e) Pelo acolhimento cons�tucional do voto feminino. H0341 - (Esc. Naval) Leia o texto a seguir. Entretanto, violenta contradição foi criada com a implantação desta lei. Ainda que a finalidade precípua da referida pauta alfandegária fosse garan�r a ampliação da receita do Estado, a sua implementação acabou convertendo-se em legislação protecionista. A tributação a�ngiu 2919 ar�gos de importação, a maioria passou a pagar o dobro do que anteriormente pagava, uma vez que o imposto alfandegário antes cobrado era de 15% e passou a ser de 30% ad valorem. Muitos ar�gos �veram de pagar 40%, 50% e mesmo 60% do seu valor. (Aquino, Rubim Santos de, [et al.] Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais: da crise do escravismo ao apogeu do neoliberalismo. 7ª ed. - Rio de Janeiro: Record, 2011, p.40. Adaptado) A medida econômica relatada no texto refere-se: a) à Tarifa Alves Branco, um recurso u�lizado pelo governo imperial para solucionar o déficit das finanças públicas. No entanto, essa medida não conseguiu promover a autossuficiência da economia brasileira. b) à Tarifa Silva Ferraz, que estabeleceu impostos alfandegários mais baixos para máquinas, ferramentas e ferragens, o que prejudicou a ainda incipiente produção nacional desses equipamentos. c) à reforma financeira implantada pelo ministro da Fazenda Rui Barbosa que foi chamada de "encilhamento". Essa reforma provocou uma grande inflação devido à grande emissão de dinheiro. d) à polí�ca implantada pelo presidente Campos Sales, denominada funding loan, que consis�u num grande emprés�mo feito aos banqueiros ingleses para combater a grave crise econômica. e) ao Tratado de Comércio e Navegação assinado com a Inglaterra e que deu vários privilégios a esse país nas relações comerciais com o Brasil, por exemplo taxas alfandegárias inferiores às cobradas de Portugal. H0344 - (Uece) A queda do império no Brasil não se deu apenas por uma causa, mas por um acúmulo de fatores. Analise os fatos apresentados a seguir e assinale o que NÃO corresponde a uma causa para o fim da monarquia no Brasil. a) Guerra de Canudos, ocorrida em uma comunidade rural no interior da Bahia, que provocou milhares de mortes e abalou a popularidade do império. b) Movimento Abolicionista, que provocou o fim da escravidão no império, causando a ira de muitos la�fundiários escravistas. c) Questão Militar, em que oficiais do exército brasileiro se opuseram à monarquia, o que conduziu muitos militares aos quadros do movimento republicano. d) Questão Religiosa, oriunda do choque entre a maçonaria, liderada pelo próprio imperador, e clérigos da igreja católica, o que agravou a imagem da monarquia. H0360 - (I�a) Após séculos de tensão entre os países da região Pla�na, Brasil e Paraguai entraram em guerra. Sobre o tema da Guerra do Paraguai, é correto assinalar: 4@professorferretto @prof_ferretto a) Foi decisivo para o processo de cons�tuição da República, porque os militares, em contato com as tropas inglesas, aderiram à ideologia inglesa an�monarquista. b) Foi um conflito que envolveu o Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Argen�na, em torno do espólio comercial proporcionado pela disputa de território e rios na Região do Prata e Mato Grosso. Foi amplamente incen�vado pela Inglaterra que se beneficiava do livre comércio defendido pelo Brasil e Argen�na contra a posição Paraguaia, que buscava restringir a presença inglesa nos rios e portos da região. c) As con�nuas invasões de ladrões de gado em terras paraguaias e os seguidos conflitos por jurisdição foram as mo�vações decisivas para que o Paraguai se juntasse ao Uruguai na luta contra o Brasil. d) O Paraguai desafiou o poder dos ingleses no con�nente porque intencionava se aliar ao Brasil nas divergências comercias entre o Brasil e a Inglaterra. e) Foi um conflito que envolveu o Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Argen�na em torno da navegação do Rio da Prata e os territórios do Mato Grosso. A Guerra não contou com o apoio Inglês para nenhum dos lados, pois se beneficiava do monopólio da navegação do Paraguai, parceiro principal dos ingleses. H0342 - (Espcex) Ideias republicanas estavam presentes entre os brasileiros há tempos. No século XVIII, inspiraram movimentos contra o domínio português. Em 1870, um grupo de polí�cos lançou, no Rio de Janeiro, o Manifesto Republicano. Os seguintes episódios, ocorridos na segunda metade do século XIX, abalaram o Império Brasileiro. Considerando os seguintes fatos: I. Questão Militar. II. Questão de Fronteiras. III. Questão Religiosa. IV. Questão da Cispla�na. V. Questão Abolicionista. Assinale abaixo a alterna�va em que todas as proposições estão corretas no que se refere às questões que contribuíram para o fim do período Imperial Brasileiro. a) I e II. b) I, II e III. c) I, III e V. d) III, IV e V. e) IV e V. H0359 - (Acafe) Passaram-se 130 anos do fim da escravidão no Brasil. Mesmo libertos em maio de 1888, os ex-escravos não ob�veram garan�as sociais mínimas. A população negra foi marginalizada e começou um longo período pela sua inclusão na sociedade brasileira. Acerca das questões envolvendo a população negra no Império e no período republicano, todas as alterna�vas estão corretas, excetoa: a) A Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários emancipava os escravos maiores de 60 anos. Posteriormente, muitos escravos ainda não libertos organizavam fugas das fazendas. b) Em 1910 aconteceu no Rio de Janeiro a Revolta da Chibata. Marinheiros predominantemente negros exigiam melhores soldos e principalmente o fim dos cas�gos corporais, as chibatadas. c) Um dos primeiros impactos no sistema escravista foi à supressão do tráfico de escravos para o Brasil em 1850, com a Lei Eusébio de Queiroz. d) Com a chegada dos imigrantes italianos para o trabalho nas lavouras de café, os escravos aprenderam técnicas de cul�vo europeias e passaram a ter autonomia nas fazendas, obtendo na prá�ca sua liberdade, e tornando-se assalariados. H1173 - (Pucpr) Leia o texto da chamada Lei de Terras e assinale a alterna�va que a relaciona CORRETAMENTE à estrutura social do Brasil do Segundo Reinado (1840-1889). Dispõe sobre as terras devolutas no Império, [e] e determina que, medidas e demarcadas as primeiras, sejam elas cedidas a �tulo oneroso, assim para empresas par�culares, como para o estabelecimento de colonias de nacionaes e de extrangeiros, autorizado o Governo a promover a colonisação extrangeira na forma que se declara. D. Pedro II, por Graça de Deus e Unanime Acclamação dos Povos, Imperador Cons�tucional e Defensor Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos Subditos, que a Assembléa Geral Decretou, e Nós queremos a Lei seguinte: Art. 1º Ficam prohibidas as acquisições de terras devolutas por outro �tulo que não seja o de compra. BRASIL, Lei nº. 601, de 18 de setembro de 1850. Presidência da República, Brasília-DF. Disponível em h�p://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l0601- 1850.htm. Acesso em: 11/09/2021. 5@professorferretto @prof_ferretto a) Ao tornar a aquisição um ato de compra, a Lei de Terras forneceu o impulso para a monetarização da economia brasileira e o surgimento dos primeiros bancos comerciais. b) A Lei de Terras abriu a oportunidade para que os imigrantes europeus passassem a usar o Brasil como des�no de inves�mento, visto o custo rela�vo da terra aqui ser bem menor que na Europa. c) A Lei de Terras, juntamente com a Lei Eusébio de Queiroz, promulgada no mesmo ano, foram medidas visando a integração dos trabalhadores escravos à produção e ao consumo. d) Ao bloquear a aquisição de terras por outro meio que não a compra, a Lei de Terras perpetuou a exclusão dos trabalhadores, em sua imensa maioria escravizados, da principal e abundante riqueza de que dispunha o Brasil à época. e) Ao suprimir a aquisição da terra pelo trabalho ou por doação, a Lei de Terras es�mulou a colonização do interior do território e consolidou as fronteiras do Brasil com seus vizinhos. H0366 - (Ufrgs) Sobre as consequências do fim do regime escravista no Brasil, considere as seguintes afirmações. I. A ausência, logo após a abolição, de um amplo e efe�vo projeto polí�co de integração social e econômica dos indivíduos emancipados pode ser considerada um dos fatores das desigualdades raciais que marcam a história republicana brasileira. II. A emergência de organizações polí�cas e culturais, como a Frente Negra Brasileira, na década de 1930, define um importante processo de defesa das condições de cidadania e de combate ao racismo. III. A reflexão sobre a memória da escravidão e suas consequências sociais manifesta-se na criação de uma Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra e na definição do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, como Patrimônio Mundial da UNESCO. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e III. e) I, II e III. H0368 - (Uefs) Por onde mais se distanciava a ficção parlamentar brasileira do modelo britânico era pelo fato da subida ou da queda de um ministério depender só idealmente, entre nós, de uma eventual maioria na câmara popular. (Sérgio Buarque de Holanda. “Do Império à República”. In: O Brasil monárquico, tomo II, vol 5, 1985.) O historiador refere-se ao regime monárquico brasileiro como “ficção parlamentar”, porque a) o ordenamento polí�co brasileiro era sustentado pelas tradições orais. b) os ministros podiam governar sem contar com o apoio do Parlamento. c) o debate de ideias polí�cas no país estava interditado pelo governo imperial. d) a manutenção de grupos dirigentes subme�a-se ao exercício do poder moderador. e) o poder absolu�sta do rei proibia a cons�tuição de par�dos polí�cos. H0340 - (C�mg) Ao abrir a Assembleia Geral em 1872, Dom Pedro II u�lizou seu traje de gala, conforme foi posteriormente pintado por Pedro Américo. Parte dessa ves�menta ritual era a murça, que ficava sobre o ombro do monarca. Enquanto na Europa a peça era tradicionalmente de pele brilhante de caça (doninha ou marta), no Brasil ela foi confeccionada com penas de papo de tucano. 6@professorferretto @prof_ferretto A escolha desse material, no contexto do Segundo Reinado, simboliza a a) ascensão dos representantes de indústrias têxteis na economia nacional após a chegada de imigrantes europeus. b) polí�ca do governo brasileiro de afirmar sua autonomia face à influência republicana dos Estados Unidos. c) criação de um modelo aristocrá�co de modernidade incorporando caracterís�cas nacionais. d) proposta local de rejeitar os parâmetros de civilização impostos pela monarquia da França. H0364 - (Esc. Naval) Observe a imagem referente à questão. Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a lei nº 3353, conhecida como Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. É correto afirmar que entre fatores que contribuíram para o fim da escravidão estava: a) a campanha abolicionista que mobilizou profissionais liberais, jornalistas, advogados, intelectuais, entre outros, que atuavam por meio de clubes, associações e jornais defendendo a causa abolicionista. b) a decisão da sociedade brasileira de libertar os escravos, trocando a alforria dos ca�vos em troca da permanência deles na terra por mais alguns anos, tornando a Lei Áurea uma mera formalidade. c) os constantes ataques de escravos quilombolas liderados por Chico Rei a fazendeiros e polí�cos brasileiros, pressionando o governo a assinar a abolição da escravatura em troca do fim dos assassinatos. d) a Proclamação da República tornou a causa escravagista insustentável devido a par�cipação de escravos da Guerra do Paraguai, levando os militares a assinar a lei que proibia a escravidão. e) o processo que gerou a assinatura da Lei Áurea se deu graças a atuação do Imperador D. Pedro II que usou de seu pres�gio e influência para convencer a sociedade brasileira da importância de se acabar com a forma cruel de trabalho. H1166 - (Unichristus) A Proclamação da República, ocorrida no dia 15 de novembro de 1889, foi um acontecimento de grande envergadura na história no Brasil, em que, por meio de um Golpe Civil-Militar, chefiado pelo Marechal Deodoro da Fonseca (chefe do Exército brasileiro à época), des�tuiu-se Dom Pedro II do governo monárquico Cons�tucional Parlamentarista e ins�tuiu-se o governo provisório da República presidencialista, do qual Marechal foi destacado como presidente, ordenando ao imperador que se re�rasse do Brasil. Importante analisar não só o evento que pôs fim ao regime polí�co- monárquico, mas, sobretudo, o contexto polí�co e econômico de administração do sistema colonial, que deu origem ao golpe e aos seus desdobramentos posteriores. Disponível em: h�ps://mst.org.br/2020/11/18/proclamacao-da- republica-brasileira-um-golpe-sobre-o-golpe/ Acesso em: 3 abr. 2022. Entre os fatores que influenciaram o evento abordado no texto, destaca(m)-se: 7@professorferretto @prof_ferretto a) incidentes que levaram a um choque entre Igreja Católica, Exército e Monarquia brasileira. b) queda da exportação do café e rápida ascensão do industrialismo no Brasil durante o século XIX. c) promulgação de uma nova Cons�tuição, que re�rou o poder Moderador de D. Pedro II, e adoção da monarquia parlamentaristaatravés de um plebiscito. d) derrota da Tríplice Aliança na Guerra da Cispla�na, que gerou grande ônus para os cofres públicos, e falta de apoio polí�co da classe média nas eleições parlamentares. e) defesa ideológica do escravismo por parte da Família Real, além da decadência do Movimento Posi�vista do Brasil que defendia a manutenção da Monarquia. H1170 - (Esa) No final do século XIX a monarquia Brasileira estava desgastada poli�camente, o que resultou numa crise. Sobre os fatos ocorridos durante a crise da monarquia brasileira e Proclamação da República, pode-se afirmar que: a) a Igreja Católica foi a única ins�tuição que apoiou o imperador até a sua queda. b) o Manifesto Republicano já havia sido lançado no final do século XVIII, pela Conjuração Carioca. c) a Proclamação da República foi efe�vada sem a par�cipação de militares do Exército. d) com a abolição da escravidão, muitos senhores de escravos passaram a apoiar a causa republicana. e) o governo monárquico não reagiu à situação di�cil que se encontrava. H1169 - (U�f) Leia os textos. I. “As leis emancipacionistas que surgiram a par�r da década de 1850 colocavam em questão o fim defini�vo do trabalho escravo e, consequentemente, a necessidade de condicionar este fim à permanência do poder senhorial por parte dos patrões ou proprietários. Desta maneira, alterações das relações de trabalho que rompessem com o que se condicionava como uma relação paternalista gerava desconforto e insa�sfação por parte daqueles que viam na escravidão a forma ideal de relações de trabalho”. PEÇANHA, Natalia Ba�sta. O Serviço domés�co e o mundo do trabalho carioca: uma análise das relações de trabalho de criadas nacionais e estrangeiras na passagem do século XIX para o XX. Revista Maracanan, n. 21, p. 11- 28, maio/ago. 2019. II. “A experiência com famílias ca�vas [de escravizados] provavelmente serviu de referência aos senhores para pautar suas relações com os novos trabalhadores [imigrantes]. Deve ter havido muitos patrões de colonos [imigrantes] que pensavam como aquele fazendeiro, empenhado em ‘casar esse negro [...] para [ele] assentar a vida e tomar juízo [...] [O senhor considera] os colonos dependentes e servos, ao invés de trabalhadores livres”. Adaptado de SLENES, Robert. Senhores e subalternos no Oeste Paulista. In: História da vida privada no Brasil, vol. 2. São Paulo: Companhia das Letras, p. 287. Sobre as condições de trabalho dos imigrantes chegados ao Brasil na virada do século XIX para o XX, é CORRETO afirmar que: a) A maior parte dos imigrantes recém-chegados ao Brasil não atuaram de forma direta na produção cafeeira junto aos africanos escravizados e produziram bens de consumo duráveis na industrialização. b) Os imigrantes europeus no Brasil recebiam tratamento igual aos escravizados, o que favoreceu um acúmulo de riquezas que permi�u o retorno rápido dos imigrantes ao país de origem. c) A principal mo�vação para imigrar foi o aumento da oferta de empregos quando da Segunda Revolução Industrial na Europa, o que favoreceu a saída do con�nente rumo à América. d) A imigração europeia contribuiu para a difusão da ideia de democracia racial no Brasil e foi um movimento que ocorreu independente das boas condições de vida e de trabalho na Europa da Segunda Revolução Industrial. e) Apesar da chegada dos imigrantes europeus, isso não significou um rompimento com formas de trabalho compulsório e a cor da pele figurou como baliza para a exploração do trabalho. H0367 - (U�f) Observe os documentos abaixo: Documento 1 O fotografo português Cris�ano Junior retratou os �pos de trabalhadores caracterís�cos das ruas da Corte do Rio de Janeiro, ao longo do século XIX. 8@professorferretto @prof_ferretto Documento 2 Em 18 de janeiro de 1858, a Câmara Municipal de Três Pontas enviava o seguinte o�cio ao Presidente da Província de Minas Gerais: "A falta de braços ocasionada pela morte dos escravos tem também influído consideravelmente para a diminuição da produção porque o agricultor não acha meios de os subs�tuir em razão de o pequeno número de trabalhadores livres que existe neste município achar um salário maior do que aquele que razoavelmente se pode pagar para cul�var a terra, na condução de gado, porcos e tropas para o mercado da Corte (...)" Adaptado de: Mar�ns, Marcos Lobato. O debate sobre trabalho escravo, abolicionismo e trabalho livre no Sul de Minas (décadas de 18701880), Revista Esboços, Florianópolis, v. 19, n. 28, p. 208-235, dez. 2012, p. 215. U�lizando as informações presentes nos documentos acima, e seus conhecimentos sobre a sociedade e o mundo do trabalho no Brasil do Segundo Reinado, assinale a alterna�va CORRETA: a) Os melhores salários eram pagos para os que atuavam no trabalho agrícola, sendo grande a migração das cidades para as áreas rurais. b) Na maioria das cidades brasileiras do século XIX conviviam trabalhadores livres e escravos, que podiam exercer a�vidades dis�ntas. c) As mulheres negras, escravas ou não, eram proibidas de exercer o�cios fora das casas. d) A mão de obra assalariada só pode ser adotada no Brasil após a abolição da escravidão. e) O trabalho de crianças, fossem elas livres ou escravas, era proibido por lei e regulamentado pelo Estado. H1178 - (Unesp) A Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança expôs a) as diferenças estruturais e ins�tucionais entre as colonizações portuguesa e espanhola na América. b) a hegemonia da presença imperialista britânica e norte-americana na América do Sul. c) as tensões regionais e disputas comerciais e polí�cas entre os Estados da região. d) as ideologias opostas e as dis�ntas posturas diplomá�cas adotadas pelos novos Estados americanos. e) a insistência polí�ca e militar espanhola para preservar suas úl�mas colônias americanas. H0357 - (Udesc) Em um recenseamento realizado em 1872 como parte das polí�cas do Segundo Reinado, 58% dos residentes no país (que responderam ao recenseamento) declaravam- se pardos ou pretos e 38% se diziam brancos. Apesar da superioridade numérica, existe muito desconhecimento no que diz respeito às condições de vida das populações africanas e afrodescendentes que residiam no Brasil, durante o Período Imperial. A respeito destas condições e a par�r de seus conhecimentos, analise as proposições. I. Antes da abolição da escravatura, não havia nenhuma possibilidade de conquista da liberdade por parte dos escravizados e das escravizadas. II. Africanos e afrodescendentes escravizados e escravizadas formavam uma unidade polí�ca extraoficial e lutavam todos pelas mesmas causas, na medida em que possuíam os mesmos costumes, religiões e idiomas. III. A “Revolta dos Malês”, ocorrida no século XIX, é um exemplo contundente da diversidade existente entre africanos e afrodescendentes escravizados e escravizadas. Assinale a alterna�va correta. a) Somente a afirma�va I é verdadeira. b) Somente a afirma�va II é verdadeira. c) Somente as afirma�vas II e III são verdadeiras. d) Somente as afirma�vas I e III são verdadeiras. e) Somente a afirma�va III é verdadeira. H1168 - (Unioeste) Com a Lei Eusébio de Queirós, datada de 1850, que estabeleceu medidas para repressão do tráfico escravo no Império, muitas mudanças aconteceram no cenário 9@professorferretto @prof_ferretto polí�co e econômico brasileiro. Dentre elas, está o desenvolvimento e avanço da polí�ca de imigração e colonização estrangeira, especialmente de europeus. Neste escopo, também se apresenta a promulgação da Lei de Terras de 1850 e seu Regulamento de 1854. Todos estes acontecimentos estão ar�culados com processos que ocorriam no Brasil e no mundo, e os debates sobre algumas destas questões remontam a épocas históricas anteriores à própria independência do Brasil. No entanto, a cons�tuição outorgada em 1824 silenciou alguns desses problemas, uma vez que, entre a data de sua promulgação e 1850, não exis�u uma legislação específica a regular o processo de apropriação territorial no Brasil. Dessa forma e diantedessas considerações é INCORRETO afirmar. a) A polí�ca de colonização desenvolvida pelo Império, a par�r de 1850, �nha como foco a ocupação de territórios considerados despovoados, mas, também, �nha por obje�vo garan�r mão-de-obra para atuar em subs�tuição ao trabalho escravizado, uma vez que a Lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico de escravos para o Brasil. b) A Lei de Terras de 1850 beneficiou diretamente os pequenos posseiros e a agricultura de subsistência, especialmente aquela voltada à alimentação, reconhecendo, na prá�ca, os direitos de posse e propriedade das populações camponesas brasileiras. c) O processo de estabelecimento dos imigrantes nas regiões coloniais foi marcado por diferentes conflitos, os quais envolviam mo�vos diversos, desde o encontro conflituoso com as populações na�vas que já habitavam as regiões onde os núcleos coloniais foram formados, até a incapacidade de o Estado cumprir com as promessas feitas na Europa para garan�r a atração de imigrantes ao Brasil. d) A Lei de Terras de 1850, ao estabelecer no seu segundo parágrafo a compra como a única forma de acesso à terra, buscava definir novos contornos, mais precisos, ao mercado de terras no Brasil. e) Mesmo que a Lei de Terras, em seu âmago, tenha beneficiado os grandes senhores de terras, isso não significou que as populações camponesas e de pequenos posseiros tenham ficado imóveis em relação aos preceitos dessa legislação. Assim, no ir e vir dos processos, os homens livres pobres, como demonstra a historiografia mais recente, a par�r de suas resistências, também souberam se apropriar de alguns disposi�vos desta Lei em bene�cio próprio. H0353 - (Ufrgs) A Revolução Praieira foi um movimento que arregimentou oligarcas e setores empobrecidos da população pernambucana contra o Império do Brasil. Ao divulgarem o “Manifesto ao Mundo”, os rebeldes exigiam, entre outras demandas, o voto livre e universal, a independência dos poderes cons�tuídos, o fim do Poder Moderador e o monopólio de brasileiros no comércio varejista. Em relação aos seus ideais, é correto afirmar que os rebeldes a) foram inspirados pela Revolução Francesa, eram favoráveis à centralização polí�ca no poder execu�vo e par�dários da presença portuguesa na economia. b) foram influenciados pela “Primavera dos Povos” de 1848, eram liberais e possuíam um componente an�lusitano. c) eram adeptos das teorias socialistas, incen�vando a luta de classes e a administração centrada no poder do imperador. d) lutavam contra o predomínio das oligarquias regionais, preconizavam a “revolução dos pobres” e a independência da região Nordeste. e) defendiam o fim do Império, o retorno à condição colonial e o incen�vo ao comércio interno. H1171 - (Upf) Em 1870, Castro Alves, o poeta dos escravos, escreveu Navio Negreiro, no contexto da campanha para o fim da escravidão. Leia a seguir um fragmento extraído desse poema e analise as afirmações a seguir, relacionadas ao contexto em que esse texto foi escrito. Era um sonho dantesco... o tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... I. Milhões de pessoas foram trazidas de diversas partes da África para o Brasil e escravizadas ao longo de mais de três séculos. No entanto, a mão de obra escrava u�lizada no Brasil não foi exclusivamente africana. II. O Brasil foi o úl�mo país da América a abolir a escravidão, mantendo-a por pra�camente todo o período Imperial. III. Em 1850 é aprovada a Lei Eusébio de Queiroz, que representou um golpe profundo no sistema escravista, pois proibia a entrada de trabalhadores escravizados vindos da África. IV. A lei do Ventre Livre, de 1871, deixava totalmente livre os filhos da trabalhadora escravizada, e a pressão inglesa foi fundamental para a promulgação dessa lei. V. A promulgação da Lei Áurea em 13 de maio de 1888 decretou o fim da escravidão no Brasil, sendo que os escravos não �veram nenhuma par�cipação no processo de abolição. 10@professorferretto @prof_ferretto Está correto apenas o que se afirma em: a) II, III e V. b) III, IV e V. c) I, II e III. d) II, III e IV. e) I, III e IV. H1176 - (Unichristus) A Guerra do Paraguai é um dos assuntos de maior complexidade e gerou grande polêmica dentro da historiografia. Atualmente, a compreensão que se tem dessa guerra é completamente diferente da que exis�a em meados da década de 1990. A nova compreensão sobre esse conflito decorreu de estudos recentes realizados por historiadores paraguaios e brasileiros que �veram acesso a uma ampla documentação, até então não analisada. Disponível em: h�ps://educador.brasilescola.uol.com.br. Acesso em: 27 jun. 2021 (adaptado). No contexto descrito, uma nova compreensão sobre o conflito se encontra no(a) a) resultado do choque dos interesses econômicos e polí�cos das nações da bacia Pla�na. b) imperialismo brasileiro, que tomou metade do território paraguaio no início do século XIX. c) busca megalomaníaca de Solano López em criar o “Grande Paraguai”. d) fato de o Paraguai ter adotado um modelo de desenvolvimento autóctone. e) confirmação de que a Guerra do Paraguai foi causada pelo imperialismo britânico. H1161 - (Fgv) O único inocente é aquele que não tem imputação, e que fez apenas uma travessura de criança, levado pelo ins�nto da amizade. Eu o corrijo, fazendo do autômato um homem; res�tuo-o à sociedade, porém expulso-o do seio de minha família e fecho-lhe para sempre a porta de minha casa. (a Pedro) Toma: é a tua carta de liberdade, ela será a tua punição de hoje em diante, porque as tuas faltas recairão unicamente sobre �. [...] Livre, sen�rás a necessidade do trabalho honesto e apreciará os nobres sen�mentos que hoje não compreendes. (José de Alencar. O demônio familiar, 2003.) O Demônio familiar é uma comédia de costumes escrita em 1857. No enredo, as relações entre famílias brancas senhoriais do Rio de Janeiro são conturbadas pelas astúcias e intrigas de Pedro, “moleque escravo” do personagem Eduardo. A comédia encerra-se com as palavras de Eduardo sobre os male�cios sociais da escravidão e sobre a forma de solucioná-los, com a) a adoção de leis abolicionistas sem indenizações dos proprietários de escravos. b) a aculturação da população negra por meio de polí�cas estatais de alfabe�zação. c) a manutenção exclusiva do trabalho escravo nas empresas de produção agrícola. d) a miscigenação de escravos alforriados com a população de origem europeia. e) a moralização da mão de obra por meio da disciplina do trabalho assalariado. H0356 - (Fgv) Terra do sonho é distante/e seu nome é Brasil/ plantarei a minha vida/ debaixo de céu anil/ Minha Itália, Alemanha/ Minha Espanha, Portugal/talvez nunca mais eu veja/ minha terra natal. Milton Nascimento. Sonho imigrante. Acerca do processo de imigração para o Brasil, registrado no século XIX, é correto afirmar: a) O Brasil tornou-se o des�no preferencial dos imigrantes europeus graças à possibilidade de se cons�tuírem pequenos proprietários rurais devido à promulgação da Lei de Terras em 1850. b) Desde a proclamação da independência do Brasil, a imigração europeia foi es�mulada pelo governo central como uma maneira de atender às pressões inglesas pelo fim da escravidão no país. c) O fluxo imigratório só deslanchou no Brasil após as alterações nas leis trabalhistas que garan�ram condições de trabalho análogas àquelas oferecidas no con�nente europeu. d) A par�r da década de 1870, com as inicia�vas do governo de São Paulo, intensificou-se o fluxo imigratório de europeus para a província paulista des�nados, sobretudo, à produção cafeeira. e) A modernização das a�vidades agrícolas brasileiras iniciaram-se a par�r do declínio da produção canavieira e com o desenvolvimento do complexo cafeeiro na região do Recôncavo Baiano e do Sul da Bahia. H0352 - (Famema) Leia o excerto de Brasil Pitoresco, escrito pelo francês Charles Ribeyrolles, sobre as fazendas de café do Vale do Paraíba: A fazenda brasileira,viveiro de escravos, é uma ins�tuição fatal. Sua oficina não pode se renovar, e a ciência, mãe de todas as forças, fugirá dela enquanto 11@professorferretto @prof_ferretto campearem a ignorância e a servidão. O dilema consiste, pois, no seguinte: transformar ou morrer. (Charles Ribeyrolles, 1859. Apud Ana Luiza Mar�ns. O trabalho nas fazendas de café, 1994.) Na região do Oeste paulista, esse “dilema” a) dificultou o trabalho assalariado em função do preconceito gerado pelo atraso tecnológico da lavoura cafeeira. b) persis�u, o que impediu a modernização das fazendas de café, cujos proprietários lucravam com o tráfico negreiro. c) inexis�u, pois a mecanização já predominava na cafeicultura, o que dispensou a maioria dos trabalhadores. d) foi solucionado com a vinda de imigrantes apoiada pelos cafeicultores, que inves�am também em ferrovias. e) resultou na crise da cafeicultura após a aprovação da Lei Áurea, devido à escassez de mão de obra. H0349 - (Uece) A Guerra do Paraguai (1865-1870), o maior conflito bélico da América do Sul, começou com a) o ataque a navios da Grã-Bretanha no Rio da Prata. b) a quebra do acordo com a Tríplice Aliança. c) a ofensiva paraguaia contra o Brasil e a Argen�na. d) o fechamento do comércio fluvial na região pla�na. H0339 - (Unicamp) Os números indicam que antes da abolição de 1888 restavam pouco mais de setecentos mil escravos no Brasil. Conforme es�ma�va do censo de 1872, elaborada pelo IBGE, a população total do país era de 9.930.478 habitantes. Isso indica que grande parte da população de cor (pretos e pardos) já havia adquirido a liberdade por seus próprios meios antes da Lei Áurea. (Adaptado de Wlamyra Albuquerque, A vala comum da ‘raça emancipada’: abolição e racialização no Brasil, breve comentário. História Social, Campinas, n. 19, p. 99, 2010.) Com base no excerto e nos conhecimentos sobre a história da liberdade no Brasil, assinale a alterna�va correta. a) A maioria da população negra já era liberta antes de 1888, porque as províncias escravistas do Sudeste, almejando abrirem-se para a imigração italiana, vinham adotando medidas abolicionistas desde o fim do tráfico, em 1850. b) Em termos globais, o grande percentual da população livre de cor reflete o peso demográfico da população liberta concentrada nas províncias pouco dependentes da escravidão, como Santa Catarina e Paraná. c) A maioria da população africana e seus descendentes já era livre quando a Lei Áurea foi aprovada, porque vinha obtendo alforrias através de uma mul�plicidade de estratégias, desde o período colonial. d) O alto número de libertos antes de 1888 reflete o impacto da abolição dos escravos por parte do Imperador D. Pedro II, pois a família real era a maior proprietária de ca�vos durante o século XIX, na região do Vale do Paraíba. H0350 - (C�mg) O termo Abolicionismo diz respeito mais propriamente ao movimento iniciado em 1880, reunindo diversos grupos sociais e tendências polí�cas. Os abolicionistas fundaram a “Sociedade Brasileira contra a Escravidão” e o seu jornal, que circulou entre 1880 e 1881. VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Obje�va, 2002. P.19). (Adaptado). Sobre esse tema, afirma-se que: I. Algumas lideranças do movimento abolicionista defendiam publicamente as fugas de escravos e a formação de quilombos. II. Joaquim Nabuco e André Rebouças destacavam-se dentre as lideranças abolicionistas de tendência polí�ca monarquista. III. O quilombo de Palmares fazia parte de uma rede de resistência ligada à Confederação Abolicionista. IV. A força polí�ca dos abolicionistas no Parlamento foi limitada, tendo sido aprovada a indenização aos proprietários de escravos. V. Os representantes de várias classes sociais, incluindo os ex-escravos, par�cipavam do movimento abolicionista dos Caifazes em São Paulo. Estão corretas apenas as afirma�vas a) I, II, V. b) I, II, IV. c) II, III, IV. d) III, IV, V. 12@professorferretto @prof_ferretto H1175 - (Pucrs) Durante o século XIX, o Brasil viveu uma experiência diferente do resto da América, configurando o mais extenso Império do con�nente, tanto do ponto de vista territorial, quanto temporal. Destaca-se, nesse contexto, o reinado de Dom Pedro II (1840-1889), que teve entre suas caracterís�cas uma estabilidade polí�ca baseada no controle do Imperador sobre o regime parlamentarista. Em relação a esse período, as alterna�vas a seguir são causas da transição da Monarquia para a República, EXCETO: a) As mudanças econômicas ocorridas, ao longo do século XIX, que levaram à passagem do trabalho escravo para o assalariado, re�rando o apoio da oligarquia cafeicultora fluminense ao governo imperial. b) A monarquia brasileira era considerada atrasada pela maioria da população, uma vez que Dom Pedro II era contrário a medidas de modernização, como a introdução de ferrovias, a industrialização e o fim da escravidão. c) Os diversos conflitos envolvendo a monarquia no final do Império, como a Questão Abolicionista, a Questão Militar e a Questão Religiosa, que contaram com a par�cipação de importantes setores da sociedade brasileira. d) O esgotamento do sistema de poder fundamentado na ar�culação do Imperador com os par�dos Conservador e Liberal, que não eram mais suficientes para representar os setores dinâmicos da sociedade brasileira. H0354 - (Ufrgs) Leia as seguintes afirmações a respeito da Guerra do Paraguai. I. A presença de mulheres brasileiras no conflito, atuando no abastecimento, no tratamento aos feridos e, inclusive, nas frentes de batalha, foi significa�va. II. Um decreto imperial foi promulgado, garan�ndo liberdade aos escravizados que se alistassem e indenização aos seus proprietários. III. O governo monárquico cumpriu integralmente o acordo de concessão de terras, empregos e pensões a todos os “Voluntários da Pátria” que retornaram do conflito. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas III. c) Apenas I e II. d) Apenas II e III. e) I, II e III. H1159 - (Unichristus) A charge retrata o período da história do Brasil no qual foi a) realizada a aliança entre liberais e conservadores durante o governo absolu�sta de D. Pedro II. b) realizada a aliança polí�ca da elite cafeeira de São Paulo e Minas Gerais. c) ins�tucionalizada a irreconciliável rivalidade par�dária durante o Governo Regencial. d) ra�ficado o Pacto Federa�vo entre liberais e conservadores no intuito de preservar a República em seu princípio. e) evidenciada a semelhança ideológica entre rivais polí�cos no Segundo Reinado. H0363 - (Uemg) “As denúncias de que o exército brasileiro ao lutar na guerra (1864-1870) era formado por escravos não são novas. Ao contrário, têm pelo menos cento e vinte anos. Seus primeiros autores foram os redatores dos jornais paraguaios da época que tratavam de menosprezar o exército brasileiro com base no duvidoso argumento de que, por ser formado por negros, deveria ser de qualidade inferior”. TORAL, André Amaral de. A par�cipação dos negros escravos na guerra do Paraguai. Estudos Avançados. v. 9, nº 24, São Paulo, May/ Aug. 1995 (Adaptado). 13@professorferretto @prof_ferretto Sobre os negros como par�cipes da Guerra do Paraguai, analise as asser�vas e assinale a alterna�va que aponta as corretas. I. Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio �nham alguns batalhões formados exclusivamente por negros. Como exemplos, tem-se o Corpo dos Zuavos da Bahia e o batalhão uruguaio Florida. II. Na época da Guerra do Paraguai, não exis�am negros escravos ou ex-escravos no exército paraguaio. A escravidão havia sido abolida no Paraguai em 1842, por Carlos Lopes, pai de Francisco Solano López. III. Na época da guerra (1864-1870), no Paraguai, o negro brasileiro era representado como inimigo. O exército brasileiro era o exército macacuno e seus líderes, segundo a propaganda lopizta, eram macacos que pretendiam escravizar o povo paraguaio, conduzindo-os da liberdade à escravidão. IV.Havia negros no exército brasileiro na Guerra do Paraguai, mas eles já �nham sido libertos. a) Apenas I e III. b) Apenas II e IV. c) Apenas I e IV. d) Apenas I, II e III. H0347 - (Espm) Somente a par�r de 1850 vai se obser var um maior dinamismo no desenvolvimen to econômico do país em geral e de suas manufaturas em par�cular. O crescimento do número de empresas industriais se faria com rela�va rapidez. (Sonia Mendonça. A Industrialização Brasileira) O assunto tratado no texto guarda relação com: a) a eficácia duradoura da tarifa Alves Bran co que protegeu a produção brasileira da concorrência dos produtos estrangeiros, sobretudo ingleses; b) o fim do tráfico de africanos para o Bra sil, es�pulado pela Lei Eusébio de Quei rós, medida que liberou capitais, até então empatados na compra de escravos, para outras a�vidades, como indústria, servi ços urbanos e bancos; c) a opção firme do governo imperial por apoiar a indústria em detrimento da agri cultura, o que é comprovado pelo auxílio ir restrito às a�vidades do Visconde de Mauá; d) a expansão da indústria, a par�r de me ados do século XIX, que ocorreu em to dos os grandes centros do país, conforme comprovam o elevado número de empre sas com mais de cem trabalhadores em regiões como o Norte e o Nordeste; e) a formação de um consistente mercado interno decorrente da mineração, que im pulsionou uma robusta urbanização capaz de oferecer escoamento da produção no âmbito local. H1163 - (Uece) A par�r de 1850, uma série de obras e atos administra�vos como a construção da estrada de ferro de Baturité, iniciada em 1870; a instalação de linhas de navios a vapor para a Europa e para o Rio de janeiro, em 1866; a canalização de água potável e a iluminação pública a gás carbônico, ambas em 1867; a criação da Biblioteca em 1867; os bondes com tração animal em 1880; o surgimento de uma fábrica de tecidos e o calçamento de ruas centrais, em 1883; a criação de vários jornais, clubes de lazer, escolas e do seminário da prainha; além de en�dades intelectuais como o Ins�tuto do Ceará e sociedades abolicionistas, entre outras, promoveram melhorias e oportunizaram a) a supremacia de Fortaleza sobre as demais cidades da província do Ceará. b) a lenta subs�tuição do controle de Juazeiro do Norte para Fortaleza, como centro de decisão polí�ca na província. c) a subs�tuição de Araca� por Fortaleza, como principal centro econômico do Ceará. d) a mul�polarização da supremacia no Ceará entre as cidades de Icó, Crato, Sobral e Fortaleza. H1167 - (Fuvest) É exagero supor que a Questão Religiosa que indispôs momentaneamente o Trono com a Igreja foi dos fatores primordiais na Proclamação da República. Para que isso acontecesse era preciso que a nação fosse 14@professorferretto @prof_ferretto profundamente clerical, a Monarquia se configurasse como inimiga da Igreja e a República significasse maior força e pres�gio para o clero. [...] De qualquer maneira a Questão Religiosa não poderia contribuir de maneira preponderante para a queda da Monarquia. Quando muito, revelando o conflito entre o poder civil e o poder religioso, contribuiria para aumentar o número dos que advogavam a necessidade de separação entre Igreja e Estado e assim indiretamente favorecia o advento da República que �nha essa norma como obje�vo. COSTA, Emília Vio� da. Da Monarquia à República. São Paulo: Brasiliense, 1987. p. 299. O texto trata da transição da monarquia à república no Brasil do final do século XIX e afirma que a) a questão religiosa cons�tuiu um dos principais fatores para a queda da monarquia, juntamente com a questão militar e a questão escravista. b) a Igreja católica era inimiga da Monarquia e, devido a isso, apoiou explicitamente o movimento republicano. c) a crise polí�ca envolvendo a Igreja Católica contribuiu indiretamente para a queda da monarquia. d) o conflito polí�co entre o poder civil e o poder religioso decorreu da separação cons�tucional entre a Igreja e o Estado. e) o an�clericalismo da Monarquia foi o estopim da crise que levou o movimento republicano a defender o fim do Estado laico. H0365 - (Fgv) A par�r da década de 1970, ganhou espaço a interpretação de que o imperialismo inglês foi a causa da Guerra do Paraguai, deflagrada em dezembro de 1864. Segundo essa vertente, o trono britânico teria u�lizado o Império do Brasil, a Argen�na e o Uruguai para destruir um suposto modelo de desenvolvimento paraguaio, industrializante, autônomo, que não se subme�a aos mandos e desmandos da potência de então. Estudos desenvolvidos a par�r da década de 1980, porém, revelam um panorama bastante dis�nto. (Francisco Dora�oto. Paraguai: guerra maldita. Em: Luciano Figueiredo, História do Brasil para ocupados, 2013. Adaptado) Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai a) ques�onam a superioridade militar da aliança entre Argen�na, Brasil e Uruguai e consideram que a vitória dessas nações derivou mais de algumas circunstâncias favoráveis do que da competência bélica. b) apontam para o expansionismo territorial do Império do Brasil como o principal causador dessa guerra, como pode ser verificado por meio das pretensões brasileiras por territórios divisos com o Paraguai e a Argen�na. c) atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro países envolvidos, que estavam em um momento par�cular de suas histórias, porque se encontravam em meio aos processos de construção e consolidação dos Estados Nacionais. d) demonstram como a inabilidade diplomá�ca das nações envolvidas provocou uma guerra prolongada e muito cara, que, em úl�ma instância, gerou forte dependência econômica da região durante o resto do século XIX. e) realçam a importância do Uruguai e da Argen�na como provocadores desse conflito regional porque defendiam que a navegação do estuário do Prata fosse exclusividade dessas nações, trazendo imediato prejuízo à Inglaterra. H0351 - (Fuvest) Observe as imagens das duas charges de Angelo Agos�ni publicadas no periódico Vida Fluminense. Ambas oferecem representações sobre a Guerra do Paraguai, que causaram forte impacto na opinião pública. A imagem I retrata Solano López como o “Nero do século XIX”; a imagem II figura um soldado brasileiro que retorna dos campos de batalha. Sobre as imagens, é correto afirmar, respec�vamente: 15@professorferretto @prof_ferretto a) Atribui um caráter redentor ao chefe da tropa paraguaia; fixa o assombro do soldado brasileiro ao constatar a persistência da opressão escravista. b) Denuncia os efeitos da guerra entre a população brasileira; ilustra a manutenção da violência entre a população ca�va. c) Reconhece os méritos militares do general López; denota a incongruência entre o recrutamento de negros libertos e a manutenção da escravidão. d) Personifica o culpado pelo mor�cínio do povo paraguaio; es�mula o debate sobre o fim do trabalho escravo no Brasil. e) Fixa atributos de barbárie ao ditador Solano López; sublinha a incompa�bilidade entre o Exército e o exercício da cidadania. H0343 - (Ufrgs) Com relação às dimensões polí�cas, econômicas e sociais da escravidão, na formação do Estado brasileiro no século XIX, considere as seguintes afirmações: I. A proibição do tráfico de africanos, colocada em prá�ca em 1850, ocasionou um aumento do fluxo interno de escravizados, oriundos da região norte, para atender a demanda de mão de obra nas lavouras cafeeiras do sudeste. II. As ameaças internacionais de grupos e en�dades abolicionistas mo�varam esforços de defesa do regime escravista, ar�culando interesses comuns de setores da elite brasileira com comerciantes da América hispânica e dos Estados Unidos. III. A dinâmica do mercado externo e o desenvolvimento do capitalismo industrial tornaram consensual, na elite polí�ca imperial, o apoio ao fim da escravidão, aproximando Luzias e Saquaremas, durante a chamada “grande conciliação”, ocorrida no Segundo Reinado. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e)I, II e III. H0346 - (Unesp) É par�cularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereo�padas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar. A silhueta an�ga do senhor de engenho perde aqui alguns dos seus traços caracterís�cos, desprendendo-se mais da terra e da tradição – da ro�na rural. A terra de lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente seu meio de vida, sua fonte de renda […]. (Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.) O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo a) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos. b) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada. c) desaparecimento das prá�cas de mandonismo local. d) maior volume de produção de man�mentos nessas fazendas. e) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno. H1162 - (Acafe) Em 2021, completaram-se 150 anos da promulgação da Lei nº 2.040, conhecida como Lei do Ventre Livre, em que estabelecia a alforria às crianças nascidas de mulheres escravizadas, no Império do Brasil a par�r da data de 28 de setembro de 1871. Tendo em vista o contexto de escravidão, no Brasil do século XIX, e, em especial, os debates que �veram lugar na década de 1870, as alterna�vas abaixo estão corretas, EXCETO a alterna�va. 16@professorferretto @prof_ferretto a) Além disso, a Lei do Ventre Livre estabelecia a obrigatoriedade para todo proprietário realizar a matrícula de seu escravo em um registro nacional. Aqueles escravos que não es�vessem, devidamente, matriculados seriam considerados livres. b) Na segunda metade do século XIX, as tensões sociais ganham força, especialmente no que diz respeito às relações de trabalho. Portanto, leis como a Eusébio de Queirós (1850), a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos Sexagenários (1885) deixam claro os anseios e as inquietações acerca do trabalho escravo, pra�cado no Império do Brasil. c) Soma-se a isso o fato de a Inglaterra exercer forte pressão no governo brasileiro para a adoção de medidas para ex�nguir a escravidão, pois pregava-se a necessidade de aumento do mercado consumidor, com trabalhadores assalariados, atendendo aos interesses dos inves�mentos ingleses no Brasil. d) Com a promulgação da lei nº 2.040, as crianças nascidas a par�r daquela data tornavam-se, prontamente, livres, podendo assim exercer funções remuneradas, o que garan�a a transição do regime escravocrata para a mão de obra livre, embora provocassem perda material aos proprietários de escravos. H1174 - (Fgv) A produção industrial de têxteis brasileiros cresceu sistema�camente do século XIX até 1923, e então diminuiu durante o restante da década de 1920. A produção diminuía na fase de expansão das exportações e aumentava quando ocorriam choques adversos no setor de exportação, sobretudo do café. (Francisco Vidal Luna e Herbert S. Klein. História econômica e social do Brasil: o Brasil desde a república, 2016. Adaptado.) Esse descompasso no crescimento da produção nos dois setores da economia brasileira devia-se à correlação entre a) o aumento dos lucros na grande empresa agrícola e a aplicação de capitais líquidos industriais nas a�vidades de maior rendimento monetário. b) a diminuição de rentabilidade na produção econômica tradicional e a polí�ca governamental de proteção industrial. c) os lucros empresariais elevados e o deslocamento da mão de obra especializada para os setores econômicos potencialmente mais dinâmicos. d) a perda do poder de compra dos la�fundiários agrícolas e a expansão do mercado consumidor de produtos nacionais de baixa qualidade. e) a entrada de divisas na economia do país e a possibilidade de aquisição de mercadorias estrangeiras. H1164 - (Espcex) A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, envolveu os aliados Argen�na, Brasil e Uruguai contra o Paraguai. Foi o conflito mais sangrento ocorrido na América do Sul no século XIX. Rela�vamente a esse assunto, é correto afirmar que a) o primeiro avanço das forças paraguaias foi a invasão da província argen�na de Corrientes, em 1865. b) as tropas paraguaias, após a vitória na Batalha do Riachuelo, seguiram na sua ofensiva rumo ao Uruguai, com o obje�vo de recolocar Aguirre no poder. c) dentre as causas da guerra, pode-se destacar a invasão brasileira ao Uruguai e deposição de Aguirre. d) sob o comando de Caxias, as forças aliadas venceram uma série de importantes batalhas, chamadas de “dezembradas” ou “Dezembrada”, com a tomada de Assunção e a morte de Solano López na Batalha de Cerro Corá. e) um dos efeitos da guerra foi o aumento da dívida externa brasileira, quando o Brasil passou a depender cada vez mais de emprés�mos ob�dos com banqueiros norte-americanos. H1419 - (Fuvest) A economia do Império do Brasil foi caracterizada por: 17@professorferretto @prof_ferretto a) Prevalecimento do trabalho assalariado imigrante e inves�mentos estatais na indústria primária. b) Desenvolvimento de relações comerciais e diplomá�cas com países americanos, em detrimento das relações com os países europeus. c) Conjugação entre desenvolvimento agrícola e industrial, responsável por tornar o Brasil a 4ª maior economia do mundo. d) Crescimento progressivo da dívida externa e preponderância de uma economia agroexportadora. e) Redução con�nua do tráfico de escravos e polí�cas públicas voltadas à alfabe�zação e capacitação profissional de trabalhadores pobres. H1445 - (Fuvest) A arte foi e ainda pode ser u�lizada para criar, reforçar e disseminar ideias, valores e estereó�pos, mas também pode colocá-los em discussão. A obra “Sentem para jantar”, de Gê Viana, faz parte da série “Atualizações traumá�cas de Debret”, na qual o ar�sta propõe uma revisão iconográfica da história do Brasil tendo como referência as obras de Jean-Bap�ste Debret, especificamente aquelas presentes em “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil” (1834-1839), publicação que pautou de maneira imagé�ca o período colonial brasileiro. Em sua revisão, Gê Viana dá con�nuidade ao seu projeto de análise crí�ca de representações históricas, produzindo releituras de algumas dessas obras, dentre as quais, a obra “Um jantar brasileiro”, do ar�sta francês. A seguir, são reproduzidos os quadros desses dois ar�stas. Jean-Bap�ste Debret. “Um jantar brasileiro”, 1827. Aquarela, 15,7 x 22 cm. Disponível em h�p://museuscastromaya.com.br/. Gê Viana. “Sentem para jantar”, 2021. Impressão em jato de �nta com pigmento natural de colagem digital sobre papel Hahnemuhle Photo Rag 308 g/m2; 29,7 x 42 cm. Disponível em h�ps://mam.rio/ge-viana/. Com base nas informações e imagens apresentadas, assinale a alterna�va que corresponde à abordagem adotada por Gê Viana em sua obra “Sentem para jantar”, ao u�lizar como referência a obra “Um jantar brasileiro”, de Jean-Bap�ste Debret. a) Gê Viana reproduz, em sua obra, as mesmas relações sociais representadas na obra de Debret. b) Gê Viana exalta, em sua obra, especialmente as caracterís�cas �sicas das pessoas retratadas, enquanto Debret enfa�za as relações pessoais. c) Gê Viana emprega, em sua obra, as mesmas técnicas e os mesmos materiais u�lizados na obra de Debret, o que lhes confere grande semelhança. d) Gê Viana ignora aspectos relacionados a questões étnico- raciais em sua releitura da obra de Debret, focando apenas na esté�ca visual da obra. e) Gê Viana busca desconstruir, em sua obra, os estereó�pos étnico-raciais presentes na obra original de Debret. H1447 - (Fuvest) A charge de Angelo Agos�ni foi publicada em 1880, em meio aos debates sobre a Lei dos Sexagenários no parlamento brasileiro. 18@professorferretto @prof_ferretto Angelo Agos�ni. “Escravidão ou morte”, Revista Illustrada n.222 (RJ), 1880. A charge a) endossa a defesa, pelos setores polí�cos liberais, do emprego detrabalhadores brancos, representados nas laterais do monumento. b) cri�ca a concepção de independência manifesta na estátua equestre de Pedro I e a defesa da ex�nção do tráfico de escravizados. c) expõe a contradição entre a liberdade expressa na estátua equestre de Pedro I e as mazelas enfrentadas pelos escravizados. d) defende a manutenção da escravidão, em oposição à exploração do trabalho compulsório de indígenas e de imigrantes europeus. e) expressa a indignação dos proprietários rurais, grupo social hegemônico, diante da redução gradual do trabalho escravo. H144 - (Fuvest) Observe o mapa da expansão da cafeicultura nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro nos séculos XIX e XX. Sobre o papel da cafeicultura na dinâmica territorial dessas áreas, é correto afirmar: a) Iniciada no Vale do Paraíba do Sul, entre São Paulo e Rio de Janeiro, na década de 1830, a cafeicultura teve pouco êxito nessa região pelas dificuldades de cul�vo, em função do clima frio e da escassez de trabalho escravizado. b) A expansão da produção cafeeira no estado de São Paulo se deu em direção à zona oriental do estado, na década de 1850, em decorrência da infraestrutura de transporte existente na região e da presença de trabalho assalariado. c) O início da cafeicultura no estado de São Paulo se deu na região oeste, na década de 1930, em decorrência da expansão da produção no norte do Paraná, com expansão para o oeste paulista, aproveitando-se da qualidade do solo. d) A produção cafeeira, nos séculos XIX e XX, concentrava-se nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, com a introdução de novas variedades altamente produ�vas e resistentes ao clima frio dessas regiões. e) Expandindo-se na direção oeste do território paulista, a produção cafeeira impulsionou, nos séculos XIX e XX, a estruturação econômica do estado de São Paulo, impactando o desenvolvimento da malha ferroviária e portuária. H1457 - (Unesp) Não reconhecendo nós outra soberania mais de que a soberania do povo, para ela apelamos. [...] Neste país, que se presume cons�tucional, e onde só deveriam ter ação poderes delegados, [...] só há um poder a�vo, [...] poder sagrado inviolável e irresponsável. O privilégio, em todas as suas relações com a sociedade — tal é, em síntese, a fórmula social e polí�ca do nosso país —, privilégio de religião, privilégio de raça, privilégio de sabedoria, privilégio de posição, isto é, todas as dis�nções arbitrárias e odiosas que criam no seio da sociedade civil e polí�ca a monstruosa superioridade de um sobre todos ou de alguns sobre muitos. [...] A autonomia das províncias é, pois, para nós mais do que um interesse imposto pela solidariedade dos direitos e das relações provinciais, é um princípio cardeal e solene que inscrevemos na nossa bandeira. (“Manifesto Republicano de 1870”. In: Américo Brasiliense. Os programas dos par�dos e o 2º Império, 1878.) O trecho transcrito permite caracterizar o Manifesto Republicano como 19@professorferretto @prof_ferretto a) racista e liberal. b) federalista e socialista. c) socialista e unitarista. d) unitarista e racista. e) democrata e federalista. H1479 - (Unesp) Real alicerce da sociedade, os escravos chegaram a cons�tuir, em regiões como o Recôncavo, na Bahia, mais de 75% da população. Desde o século XVI e até a ex�nção do tráfico, em 1850, o regime demográfico adverso verificado entre os ca�vos – em razão das mortes prematuras e da baixa taxa de nascimento – levou a uma taxa de crescimento nega�vo [...]. (Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.) A variação demográfica indicada no excerto provocou a) a proibição das punições �sicas e a melhoria no tratamento des�nado aos escravizados. b) o surgimento de leis des�nadas à redução do uso de escravizados nas lavouras de cana. c) o apoio da Coroa portuguesa ao apresamento e à escravização de indígenas. d) a necessidade constante de importação de mão de obra de africanos escravizados. e) o es�mulo à imigração e a transição para o trabalho assalariado nas cidades e no campo. H1483 - (Unesp) A Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança expôs a) as diferenças estruturais e ins�tucionais entre as colonizações portuguesa e espanhola na América. b) a hegemonia da presença imperialista britânica e norte-americana na América do Sul. c) as tensões regionais e disputas comerciais e polí�cas entre os Estados da região. d) as ideologias opostas e as dis�ntas posturas diplomá�cas adotadas pelos novos Estados americanos. e) a insistência polí�ca e militar espanhola para preservar suas úl�mas colônias americanas. H1492 - (Unesp) Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás para resolver diferentes �pos de problema. Aos poucos, a crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX, deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por “irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro. Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de santo ou um pai de santo, além de realizar suas cerimônias religiosas, entrar em contato com seus deuses e buscar respostas por meio de jogos de adivinhação (como o jogo de búzios), muitos escravos e libertos conseguiram formar outra família, família essa que muito se assemelhava com as grandes linhagens existentes em diversas localidades africanas. (Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.) O texto caracteriza o Candomblé como a) uma estratégia de recusa e resistência dos escravizados diante dos esforços de catequização empreendidos pelos jesuítas portugueses. b) uma tenta�va de conciliar caracterís�cas de dis�ntas religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e as idolatrias. c) uma religião derivada de crenças de origem africana, que possibilitou o surgimento de espaços de sociabilidade e solidariedade entre escravizados. d) uma religião trazida da África e pra�cada no Brasil pelos escravizados como uma forma de manter contato com as origens e os antepassados. e) uma religião de matriz islâmica que permi�a a unificação dos escravizados procedentes de diversas regiões da África. H1519 - (Fuvest) O tráfico de escravos africanos para o Brasil a) teve início no final do século XVII, quando as primeiras jazidas de ouro foram descobertas nas Minas Gerais. b) foi pouco expressivo no século XVII, ao contrário do que ocorreu nos séculos XVI e XVIII, e foi ex�nto, de vez, no início do século XIX. c) teve início na metade do século XVI, e foi pra�cado, de forma regular, até a metade do século XIX. d) foi ex�nto, quando da Independência do Brasil, a despeito da pressão contrária das regiões auríferas. e) dependeu, desde o seu início, diretamente do bom sucesso das capitanias hereditárias, e, por isso, esteve concentrado nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente, até o século XVIII. H1520 - (Fuvest) 20@professorferretto @prof_ferretto Em seu contexto de origem, o quadro acima corresponde a uma a) denúncia polí�ca das guerras entre as populações indígenas brasileiras. b) idealização român�ca num contexto de construção da nacionalidade brasileira. c) crí�ca republicana à versão da história do Brasil difundida pela monarquia. d) defesa da evangelização dos índios realizada pelas ordens religiosas no Brasil. e) concepção de inferioridade civilizacional dos na�vos brasileiros em relação aos indígenas da América Espanhola. H1526 - (Fuvest) Considerando-se o intervalo entre o contexto em que transcorre o enredo da obra Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e a época de sua publicação, é correto afirmar que a esse período corresponde o processo de a) reforma e crise do Império Português na América. b) triunfo de uma consciência na�vista e nacionalista na colônia. c) Independência do Brasil e formação de seu Estado nacional. d) consolidação do Estado nacional e de crise do regime monárquico brasileiro. e) Proclamação da República e instauração da Primeira República. H1536 - (Fuvest) Examine