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Questões resolvidas

Os documentos acima mostram que o processo abolicionista e a abolição propriamente dita trouxeram os seguintes desdobramentos para a população afrodescendente:


a) antes da abolição, as leis antiescravidão e as lutas contra a escravidão traziam esperanças de liberdade e reais possibilidades de ascensão social fora do trabalho agrícola.
b) a liberdade dos escravizados não significou necessariamente uma mudança substancial no cotidiano dos negros, uma vez que não os incluiu de forma mais igualitária na sociedade e na economia do Brasil.
c) a luta pela liberdade levada a cabo pelos ex-escravizados tinha como objetivo fugir do campo, mesmo sabendo que continuariam as relações de poder escravistas.
d) os negros libertos pela Lei Áurea conseguiram integrar-se à crescente produção industrial como trabalhadores assalariados.

A Revolução Praieira foi um movimento que arregimentou oligarcas e setores empobrecidos da população pernambucana contra o Império do Brasil. Ao divulgarem o “Manifesto ao Mundo”, os rebeldes exigiam, entre outras demandas, o voto livre e universal, a independência dos poderes constituídos, o fim do Poder Moderador e o monopólio de brasileiros no comércio varejista. Em relação aos seus ideais, é correto afirmar que os rebeldes
a) foram inspirados pela Revolução Francesa, eram favoráveis à centralização política no poder executivo e partidários da presença portuguesa na economia.
b) foram influenciados pela “Primavera dos Povos” de 1848, eram liberais e possuíam um componente antilusitano.
c) eram adeptos das teorias socialistas, incentivando a luta de classes e a administração centrada no poder do imperador.
d) lutavam contra o predomínio das oligarquias regionais, preconizavam a “revolução dos pobres” e a independência da região Nordeste.
e) defendiam o fim do Império, o retorno à condição colonial e o incentivo ao comércio interno.

Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai
[A] questionam a superioridade militar da aliança entre Argentina, Brasil e Uruguai e consideram que a vitória dessas nações derivou mais de algumas circunstâncias favoráveis do que da competência bélica.
[B] apontam para o expansionismo territorial do Império do Brasil como o principal causador dessa guerra, como pode ser verificado por meio das pretensões brasileiras por territórios divisos com o Paraguai e a Argentina.
[C] atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro países envolvidos, que estavam em um momento particular de suas histórias, porque se encontravam em meio aos processos de construção e consolidação dos Estados Nacionais.
[D] demonstram como a inabilidade diplomática das nações envolvidas provocou uma guerra prolongada e muito cara, que, em última instância, gerou forte dependência econômica da região durante o resto do século XIX.
[E] realçam a importância do Uruguai e da Argentina como provocadores desse conflito regional porque defendiam que a navegação do estuário do Prata fosse exclusividade dessas nações, trazendo imediato prejuízo à Inglaterra.

O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo
(A) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
(B) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
(C) desaparecimento das práticas de mandonismo local.
(D) maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
(E) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.
A) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
B) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
C) desaparecimento das práticas de mandonismo local.
D) maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
E) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.

A variação demográfica indicada no excerto provocou

A a proibição das punições físicas e a melhoria no tratamento destinado aos escravizados.
B o surgimento de leis destinadas à redução do uso de escravizados nas lavouras de cana.
C o apoio da Coroa portuguesa ao apresamento e à escravização de indígenas.
D a necessidade constante de importação de mão de obra de africanos escravizados.
E o estímulo à imigração e a transição para o trabalho assalariado nas cidades e no campo.

A Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança expôs

A) as diferenças estruturais e institucionais entre as colonizações portuguesa e espanhola na América.
B) a hegemonia da presença imperialista britânica e norte-americana na América do Sul.
C) as tensões regionais e disputas comerciais e políticas entre os Estados da região.
D) as ideologias opostas e as distintas posturas diplomáticas adotadas pelos novos Estados americanos.
E) a insistência política e militar espanhola para preservar suas últimas colônias americanas.

O tráfico de escravos africanos para o Brasil

a) teve início no final do século XVII, quando as primeiras jazidas de ouro foram descobertas nas Minas Gerais.
b) foi pouco expressivo no século XVII, ao contrário do que ocorreu nos séculos XVI e XVIII, e foi extinto, de vez, no início do século XIX.
c) teve início na metade do século XVI, e foi praticado, de forma regular, até a metade do século XIX.
d) foi extinto, quando da Independência do Brasil, a despeito da pressão contrária das regiões auríferas.
e) dependeu, desde o seu início, diretamente do bom sucesso das capitanias hereditárias, e, por isso, esteve concentrado nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente, até o século XVIII.

A respeito das mudanças ocorridas na última década do Império do Brasil, cabe destacar a reforma

a) eleitoral, que, ao instituir o voto direto para os cargos eletivos do Império, ao mesmo tempo em que proibiu o voto dos analfabetos, reduziu notavelmente a participação eleitoral dos setores populares.
b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo como política oficial para as relações entre o Estado brasileiro e o poder papal, o que permitiu ao Império ganhar suporte internacional.
c) fiscal, com a incorporação integral das demandas federativas do movimento republicano por meio da revisão dos critérios de tributação provincial e municipal.
d) burocrática, que rompeu as relações de patronato empregadas para a composição da administração imperial, com a adoção de um sistema unificado de concursos para preenchimento de cargos públicos.
e) militar, que abriu espaço para que o alto-comando do Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse um maior protagonismo na gestão dos negócios internos do Império.

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Questões resolvidas

Os documentos acima mostram que o processo abolicionista e a abolição propriamente dita trouxeram os seguintes desdobramentos para a população afrodescendente:


a) antes da abolição, as leis antiescravidão e as lutas contra a escravidão traziam esperanças de liberdade e reais possibilidades de ascensão social fora do trabalho agrícola.
b) a liberdade dos escravizados não significou necessariamente uma mudança substancial no cotidiano dos negros, uma vez que não os incluiu de forma mais igualitária na sociedade e na economia do Brasil.
c) a luta pela liberdade levada a cabo pelos ex-escravizados tinha como objetivo fugir do campo, mesmo sabendo que continuariam as relações de poder escravistas.
d) os negros libertos pela Lei Áurea conseguiram integrar-se à crescente produção industrial como trabalhadores assalariados.

A Revolução Praieira foi um movimento que arregimentou oligarcas e setores empobrecidos da população pernambucana contra o Império do Brasil. Ao divulgarem o “Manifesto ao Mundo”, os rebeldes exigiam, entre outras demandas, o voto livre e universal, a independência dos poderes constituídos, o fim do Poder Moderador e o monopólio de brasileiros no comércio varejista. Em relação aos seus ideais, é correto afirmar que os rebeldes
a) foram inspirados pela Revolução Francesa, eram favoráveis à centralização política no poder executivo e partidários da presença portuguesa na economia.
b) foram influenciados pela “Primavera dos Povos” de 1848, eram liberais e possuíam um componente antilusitano.
c) eram adeptos das teorias socialistas, incentivando a luta de classes e a administração centrada no poder do imperador.
d) lutavam contra o predomínio das oligarquias regionais, preconizavam a “revolução dos pobres” e a independência da região Nordeste.
e) defendiam o fim do Império, o retorno à condição colonial e o incentivo ao comércio interno.

Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai
[A] questionam a superioridade militar da aliança entre Argentina, Brasil e Uruguai e consideram que a vitória dessas nações derivou mais de algumas circunstâncias favoráveis do que da competência bélica.
[B] apontam para o expansionismo territorial do Império do Brasil como o principal causador dessa guerra, como pode ser verificado por meio das pretensões brasileiras por territórios divisos com o Paraguai e a Argentina.
[C] atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro países envolvidos, que estavam em um momento particular de suas histórias, porque se encontravam em meio aos processos de construção e consolidação dos Estados Nacionais.
[D] demonstram como a inabilidade diplomática das nações envolvidas provocou uma guerra prolongada e muito cara, que, em última instância, gerou forte dependência econômica da região durante o resto do século XIX.
[E] realçam a importância do Uruguai e da Argentina como provocadores desse conflito regional porque defendiam que a navegação do estuário do Prata fosse exclusividade dessas nações, trazendo imediato prejuízo à Inglaterra.

O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo
(A) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
(B) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
(C) desaparecimento das práticas de mandonismo local.
(D) maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
(E) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.
A) menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
B) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
C) desaparecimento das práticas de mandonismo local.
D) maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
E) esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.

A variação demográfica indicada no excerto provocou

A a proibição das punições físicas e a melhoria no tratamento destinado aos escravizados.
B o surgimento de leis destinadas à redução do uso de escravizados nas lavouras de cana.
C o apoio da Coroa portuguesa ao apresamento e à escravização de indígenas.
D a necessidade constante de importação de mão de obra de africanos escravizados.
E o estímulo à imigração e a transição para o trabalho assalariado nas cidades e no campo.

A Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança expôs

A) as diferenças estruturais e institucionais entre as colonizações portuguesa e espanhola na América.
B) a hegemonia da presença imperialista britânica e norte-americana na América do Sul.
C) as tensões regionais e disputas comerciais e políticas entre os Estados da região.
D) as ideologias opostas e as distintas posturas diplomáticas adotadas pelos novos Estados americanos.
E) a insistência política e militar espanhola para preservar suas últimas colônias americanas.

O tráfico de escravos africanos para o Brasil

a) teve início no final do século XVII, quando as primeiras jazidas de ouro foram descobertas nas Minas Gerais.
b) foi pouco expressivo no século XVII, ao contrário do que ocorreu nos séculos XVI e XVIII, e foi extinto, de vez, no início do século XIX.
c) teve início na metade do século XVI, e foi praticado, de forma regular, até a metade do século XIX.
d) foi extinto, quando da Independência do Brasil, a despeito da pressão contrária das regiões auríferas.
e) dependeu, desde o seu início, diretamente do bom sucesso das capitanias hereditárias, e, por isso, esteve concentrado nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente, até o século XVIII.

A respeito das mudanças ocorridas na última década do Império do Brasil, cabe destacar a reforma

a) eleitoral, que, ao instituir o voto direto para os cargos eletivos do Império, ao mesmo tempo em que proibiu o voto dos analfabetos, reduziu notavelmente a participação eleitoral dos setores populares.
b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo como política oficial para as relações entre o Estado brasileiro e o poder papal, o que permitiu ao Império ganhar suporte internacional.
c) fiscal, com a incorporação integral das demandas federativas do movimento republicano por meio da revisão dos critérios de tributação provincial e municipal.
d) burocrática, que rompeu as relações de patronato empregadas para a composição da administração imperial, com a adoção de um sistema unificado de concursos para preenchimento de cargos públicos.
e) militar, que abriu espaço para que o alto-comando do Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse um maior protagonismo na gestão dos negócios internos do Império.

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Vestibulares
Brasil Império
Segundo Reinado
H0355 - (Unioeste)
FONTE 1:
 
Existe muita coisa que não te disseram na escola
Cota não é esmola!
Experimenta nascer preto na favela pra você ver!
O que rola com preto e pobre não aparece na TV
Opressão, humilhação, preconceito
A gente sabe como termina, quando começa desse jeito
Desde pequena fazendo o corre pra ajudar os pais
Cuida de criança, limpa casa, outras coisas mais
Deu meio dia, toma banho vai pra escola a pé
Não tem dinheiro pro busão
Sua mãe usou mais cedo pra poder comprar o pão
E já que tá cansada quer carona no busão
Mas como é preta e pobre, o motorista grita: não!
[...]
O tempo foi passando e ela foi crescendo
Agora lá na rua ela é a preta do sovaco fedorento
Que alisa o cabelo pra se sen�r aceita
Mas não adianta nada, todo mundo a rejeita
Agora ela cresceu, quer muito estudar
Termina a escola, a apos�la, ainda tem ves�bular
E a boca seca, seca, nem um cuspe
Vai pagar a faculdade, porque preto e pobre não vai pra
USP
Foi o que disse a professora que ensinava lá na escola
Que todos são iguais e que cota é esmola
Cansada de esmolas e sem o din da faculdade
Ela ainda acorda cedo e limpa três apê no centro da
cidade
Experimenta nascer preto, pobre na comunidade
Cê vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vi�mismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo!
E nem venha me dizer que isso é vi�mismo [...]
FERREIRA, Bia. Cota não é esmola. Disponível em:
h�ps://www.letras.mus.br/bia-ferreira/cota-nao-esmola/
 
FONTE 2:
 
 
Os troncos, bacalhaus (chicotes) e outros instrumentos
de tortura alimentam as fogueiras, em redor das quais os
novos cidadãos entregam-se ao mais delirante batuque.
Charge de Agos�ni, publicada na “Revista Ilustrada” em
maio de 1888 In:
h�p://novo.mgquilombo.com.br/ar�gos/pesquisas-
escolares/abolicao-como-foi-a-libertacao-dos-escravos-
em-minha-cidade/ (sem data de postagem). Acesso em:
10 ago. 2018
 
Preste bastante atenção nas fontes 1 e 2. Na primeira,
vemos um trecho de “Cota não é esmola”, música
composta por Bia Ferreira e lançada em 2018. Na
sequência, uma arte do famoso chargista, Agos�ni, de
maio de 1888, em um contexto marcado pelo processo
de abolição jurídica da escravatura (a chamada “Lei
Áurea”, de 13 de maio).
A distância temporal entre a data de lançamento da
música e de publicação da charge é imensa, cobrindo
todo o período, o qual em nosso país se comemora o dia
da “libertação” de negros e negras escravizadas. Ocorre,
contudo, que tal distância não tem servido
historicamente para que esses seres humanos deixem de
ser alvos constantes de violência, criminalização e,
par�cularmente, racismo. Pelo contrário, são séculos e
séculos de opressão. Neste sen�do, pouco (ou quase
nada) temos a “comemorar”.
1@professorferretto @prof_ferretto
 
Tendo por referência as duas fontes acima e os
problemas históricos que envolvem o tema da “abolição
da escravatura” no Brasil, é CORRETO afirmar que 
a) a alegria dos negros em roda, representada pela fonte
2, ilustrou perfeitamente a conquista defini�va da tão
sonhada libertação, cujos reflexos são sen�dos em
nosso tempo presente através da eliminação do
racismo. 
b) o processo histórico, que chamamos de “abolição da
escravatura” não pode ser reduzido simplesmente a
uma data, a uma personagem ou à promulgação de
uma lei jurídica, pois trata-se de uma luta histórica de
negros e negras contra quaisquer formas de opressão,
tanto no passado como no presente. 
c) em “Cota não é esmola” (fonte 1), fica evidenciada na
letra da canção uma posição firme e comba�va em
defesa das comunidades indígenas, como se pode
constatar no verso “Experimenta nascer preto, pobre
na comunidade / Cê vai vercomo são diferentes as
oportunidades”. 
d) a distância temporal de 130 anos que separa a charge
de Agos�ni (1888) da letra da canção de Bia Ferreira
(2018) corresponde a um período histórico marcado
por um conjunto expressivo de polí�cas educacionais
voltadas à formação de gerações de jovens sem
preconceitos ou discriminações raciais. 
e) não há qualquer relação histórica entre as mensagens
das fontes 1 e 2, na medida em que cada uma delas
fala de um Brasil completamente diferente – ou seja, a
alegria dos negros em roda na charge do século XIX
em comemoração ao fim do racismo contrasta
bastante com a crí�ca e a rebeldia da canção. 
H1160 - (Espcex)
Durante o século XIX, a escravidão africana a�ngiu seu
ponto máximo no Brasil, período em que o número de
africanos obrigados a vir para o Brasil correspondeu a
mais de 40% do total trazido desde o início do comércio
negreiro, no século XVI. Todavia, pode-se afirmar que a
escravidão foi formalmente ex�nta no Brasil em 13 de
maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea
a) por Zumbi dos Palmares.
b) pela Princesa Isabel.
c) por Euzébio de Queiroz.
d) por D. Pedro II.
e) Nenhuma das opções anteriores.
H1165 - (Pucrj)
Em 13 de maio de 1888, terminava um período de quase
quatro séculos de escravidão no Brasil. Abaixo é
apresentada uma charge do ano anterior à abolição e,
em seguida, um extrato de uma crônica de Machado de
Assis, publicada poucos dias depois da Lei Áurea (13 de
maio de 1888).
“Pancrácio aceitou tudo; aceitou até um peteleco que lhe
dei no dia seguinte, por me não escovar bem as botas;
efeitos da liberdade. Mas eu expliquei-lhe que o
peteleco, sendo um impulso natural, não podia anular o
direito civil adquirido por um �tulo que lhe dei. Ele
con�nuava livre, eu de mau humor; eram dois estados
naturais, quase divinos”.
ASSIS, Machado de. Crônica. Gazeta de No�cias, Rio de
Janeiro, 19 de maio de 1888.
Os documentos acima mostram que o processo
abolicionista e a abolição propriamente dita trouxeram os
seguintes desdobramentos para a população
afrodescendente:
a) antes da abolição, as leis an�escravidão e as lutas
contra a escravidão traziam esperanças de liberdade e
reais possibilidades de ascensão social fora do
trabalho agrícola.
b) a liberdade dos escravizados não significou
necessariamente uma mudança substancial no
co�diano dos negros, uma vez que não os incluiu de
forma mais igualitária na sociedade e na economia do
Brasil.
c) a luta pela liberdade levada a cabo pelos ex-
escravizados �nha como obje�vo fugir do campo,
mesmo sabendo que con�nuariam as relações de
poder escravistas.
d) os negros libertos pela Lei Áurea conseguiram
integrar-se à crescente produção industrial como
trabalhadores assalariados.
H0361 - (Upe)
Observe a imagem abaixo:
 
2@professorferretto @prof_ferretto
 
Essa rara imagem do Brasil no século XIX aponta para
uma sociedade 
a) industrial, composta por valores da alta burguesia. 
b) livre, na qual a escravidão não era mais uma
realidade. 
c) desigual, ainda pautada por estruturas
conservadoras. 
d) militarizada, voltada para valores da hierarquia da
guerra. 
e) harmoniosa, demonstrando o bom convívio entre
diferentes grupos. 
H1177 - (Integrado)
A Lei Áurea abolia a escravidão, mas não seu legado.
Trezentos anos de opressão não se eliminam com uma
penada. A abolição foi apenas o primeiro passo na
direção da emancipação do negro. Nem por isso deixou
de ser uma conquista, se bem que de efeito bem
limitado.
COSTA, Emília Vio� da. A abolição. São Paulo: Editora
UNESP, 2010. p. 12
Com base no fragmento e sobre o fim da escravidão no
Brasil, assinale a alterna�va correta.
a) A ex�nção do trabalho escravo no Brasil acentuou o
descontentamento dos ingleses com o governo de D.
Pedro II, pois a Inglaterra era a principal fornecedora
de africanos escravizados para os cafeicultores
paulistas.
b) Apesar de estar associada, exclusivamente, ao fim da
escravidão no território brasileiro, a Lei Áurea também
foi responsável pela criminalização da prá�ca do
racismo e pela realização de ações afirma�vas.
c) O fim da escravidão no Brasil deve ser compreendido
como fruto de um processo lento e complexo,
envolvendo lideranças polí�cas, civis, além dos
próprios escravizados, não estando limitado a
promulgação da Lei Áurea pela princesao gráfico.
 
O gráfico fornece elementos para afirmar: 
a) A despeito de uma ligeira elevação, o tráfico negreiro
em direção ao Brasil era pouco significa�vo nas
primeiras décadas do século XIX, pois a mão de obra
livre já estava em franca expansão no país.
b) As grandes turbulências mundiais de finais do século
XVIII e de começos do XIX prejudicaram a economia do
Brasil, fortemente dependente do trabalho escravo,
mas incapaz de obter fornecimento regular e estável
dessa mão de obra.
c) Não obstante pressões britânicas contra o tráfico
negreiro em direção ao Brasil, ele se manteve alto,
contribuindo para que a ordem nacional surgida com a
Independência fosse escravista.
d) Desde o final do século XVIII, criaram se as condições
para que a economia e a sociedade do Império do
Brasil deixassem de ser escravistas, pois o tráfico
negreiro estava estagnado.
e) Rapidamente, o Brasil aderiu à agenda an�escravista
britânica formulada no final do século XVIII, firmando
tratados de diminuição e ex�nção do tráfico negreiro e
acatando as imposições favoráveis ao trabalho livre.
H1541 - (Fuvest)
No Brasil, do mesmo modo que em muitos outros
países la�no-americanos, as décadas de 1870 e 1880
foram um período de reforma e de compromisso com as
mudanças. De maneira geral, podemos dizer que tal
movimento foi uma reação às novas realidades
econômicas e sociais resultantes do desenvolvimento
capitalista não só como fenômeno mundial mas também
em suas manifestações especificamente brasileiras.
Emília Vio� da Costa, “Brasil: a era da reforma, 1870-
1889”. In: Leslie Bethell, História da América La�na, v.5.
São Paulo: Edusp, 2002. Adaptado.
21@professorferretto @prof_ferretto
 
A respeito das mudanças ocorridas na úl�ma década do
Império do Brasil, cabe destacar a reforma
a) eleitoral, que, ao ins�tuir o voto direto para os cargos
ele�vos do Império, ao mesmo tempo em que proibiu
o voto dos analfabetos, reduziu notavelmente a
par�cipação eleitoral dos setores populares.
b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo como
polí�ca oficial para as relações entre o Estado
brasileiro e o poder papal, o que permi�u ao Império
ganhar suporte internacional.
c) fiscal, com a incorporação integral das demandas
federa�vas do movimento republicano por meio da
revisão dos critérios de tributação provincial e
municipal.
d) burocrá�ca, que rompeu as relações de patronato
empregadas para a composição da administração
imperial, com a adoção de um sistema unificado de
concursos para preenchimento de cargos públicos.
e) militar, que abriu espaço para que o alto comando do
Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse
um maior protagonismo na gestão dos negócios
internos do Império.
22@professorferretto @prof_ferrettoIsabel, em
1888.
d) A expansão da lavoura canavieira no nordeste
brasileiro e a par�cipação do Brasil na Guerra do
Paraguai, podem ser apontados como dois
importantes mo�vos que jus�ficam a resistência da
elite agrícola e do Exército brasileiro, em aderir ao
movimento abolicionista.
e) Uma das grandes vitórias dos proprietários de
escravizados foi a obtenção do direito à indenização
após a promulgação de lei que aboliu a escravidão no
país, o que demonstra o alinhamento total do governo
brasileiro com os interesses dos escravocratas.
H0345 - (Ufpr)
Em 1888, a princesa Isabel, filha do imperador do Brasil,
Pedro 2º, assinou a Lei Áurea, decretando a abolição […].
A decisão veio após mais de três séculos de escravidão,
que resultaram em 4,9 milhões de africanos traficados
para o Brasil, sendo que mais de 600 mil morreram no
caminho.
(Amanda Rossi e Camilla Costa, postado em 13 de maio
de 2018 – BBC Brasil em São Paulo. Disponível em:
h�ps://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469.
Acesso em 25 de junho de 2019.)
 
De acordo com o trecho acima, considere as seguintes
afirma�vas:
1. A chamada “Lei Áurea”, assinada pela princesa Isabel,
não pode ser vista como uma concessão da monarquia,
sendo resultado de um longo processo de luta e
resistência que contou com a presença a�va de
escravizados e escravizadas para sua libertação do
ca�veiro.
2. No período imediato que sucedeu à abolição, os
libertos puderam contar com medidas de apoio na forma
de distribuição de pequenos lotes de terra, tal como
aconteceu nos Estados Unidos após a Guerra Civil, com a
chamada “Reconstrução”.
3. Escravizados e escravizadas receberam apoio de
muitos setores da sociedade da época ligados ao
3@professorferretto @prof_ferretto
movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de
escrava e advogado autodidata, um dos personagens
mais célebres e atuantes, empenhando-se na libertação
de centenas de ca�vos e ca�vas.
4. Os segmentos da sociedade adeptos do regime
escravista defendiam a “emancipação gradual” e nutriam
o profundo receio de que a abolição imediata da
escravidão trouxesse desorganização econômica e
provocasse o caos social.
 
Assinale a alterna�va correta.
a) Somente a afirma�va 3 é verdadeira. 
b) Somente as afirma�vas 1 e 2 são verdadeiras. 
c) Somente as afirma�vas 2 e 4 são verdadeiras. 
d) Somente as afirma�vas 1, 3 e 4 são verdadeiras. 
e) As afirma�vas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
H1172 - (Unisinos)
Considerando a passagem do século XIX para o século XX,
pode-se afirmar que o final do império brasileiro foi
marcado:
a) Pela intensa luta de escravizados e libertos pelo fim da
escravidão.
b) Pelo movimento tenen�sta.
c) Pelo fim do voto de cabresto.
d) Pela reforma agrária e pela reparação aos afros
descentes.
e) Pelo acolhimento cons�tucional do voto feminino.
H0341 - (Esc. Naval)
Leia o texto a seguir.
Entretanto, violenta contradição foi criada com a
implantação desta lei. Ainda que a finalidade precípua da
referida pauta alfandegária fosse garan�r a ampliação da
receita do Estado, a sua implementação acabou
convertendo-se em legislação protecionista. A tributação
a�ngiu 2919 ar�gos de importação, a maioria passou a
pagar o dobro do que anteriormente pagava, uma vez
que o imposto alfandegário antes cobrado era de 15% e
passou a ser de 30% ad valorem. Muitos ar�gos �veram
de pagar 40%, 50% e mesmo 60% do seu valor.
(Aquino, Rubim Santos de, [et al.] Sociedade brasileira:
uma história através dos movimentos sociais: da crise do
escravismo ao apogeu do neoliberalismo. 7ª ed. - Rio de
Janeiro: Record, 2011, p.40. Adaptado)
 
A medida econômica relatada no texto refere-se:
a) à Tarifa Alves Branco, um recurso u�lizado pelo
governo imperial para solucionar o déficit das finanças
públicas. No entanto, essa medida não conseguiu
promover a autossuficiência da economia brasileira.
b) à Tarifa Silva Ferraz, que estabeleceu impostos
alfandegários mais baixos para máquinas, ferramentas
e ferragens, o que prejudicou a ainda incipiente
produção nacional desses equipamentos. 
c) à reforma financeira implantada pelo ministro da
Fazenda Rui Barbosa que foi chamada de
"encilhamento". Essa reforma provocou uma grande
inflação devido à grande emissão de dinheiro. 
d) à polí�ca implantada pelo presidente Campos Sales,
denominada funding loan, que consis�u num grande
emprés�mo feito aos banqueiros ingleses para
combater a grave crise econômica. 
e) ao Tratado de Comércio e Navegação assinado com a
Inglaterra e que deu vários privilégios a esse país nas
relações comerciais com o Brasil, por exemplo taxas
alfandegárias inferiores às cobradas de Portugal. 
H0344 - (Uece)
A queda do império no Brasil não se deu apenas por uma
causa, mas por um acúmulo de fatores. Analise os fatos
apresentados a seguir e assinale o que NÃO corresponde
a uma causa para o fim da monarquia no Brasil.
a) Guerra de Canudos, ocorrida em uma comunidade
rural no interior da Bahia, que provocou milhares de
mortes e abalou a popularidade do império. 
b) Movimento Abolicionista, que provocou o fim da
escravidão no império, causando a ira de muitos
la�fundiários escravistas.
c) Questão Militar, em que oficiais do exército brasileiro
se opuseram à monarquia, o que conduziu muitos
militares aos quadros do movimento republicano. 
d) Questão Religiosa, oriunda do choque entre a
maçonaria, liderada pelo próprio imperador, e clérigos
da igreja católica, o que agravou a imagem da
monarquia. 
H0360 - (I�a)
Após séculos de tensão entre os países da região Pla�na,
Brasil e Paraguai entraram em guerra. Sobre o tema da
Guerra do Paraguai, é correto assinalar:
4@professorferretto @prof_ferretto
a) Foi decisivo para o processo de cons�tuição da
República, porque os militares, em contato com as
tropas inglesas, aderiram à ideologia inglesa
an�monarquista. 
b) Foi um conflito que envolveu o Brasil, o Paraguai, o
Uruguai e a Argen�na, em torno do espólio comercial
proporcionado pela disputa de território e rios na
Região do Prata e Mato Grosso. Foi amplamente
incen�vado pela Inglaterra que se beneficiava do livre
comércio defendido pelo Brasil e Argen�na contra a
posição Paraguaia, que buscava restringir a presença
inglesa nos rios e portos da região. 
c) As con�nuas invasões de ladrões de gado em terras
paraguaias e os seguidos conflitos por jurisdição foram
as mo�vações decisivas para que o Paraguai se
juntasse ao Uruguai na luta contra o Brasil. 
d) O Paraguai desafiou o poder dos ingleses no
con�nente porque intencionava se aliar ao Brasil nas
divergências comercias entre o Brasil e a Inglaterra. 
e) Foi um conflito que envolveu o Brasil, o Paraguai, o
Uruguai e a Argen�na em torno da navegação do Rio
da Prata e os territórios do Mato Grosso. A Guerra não
contou com o apoio Inglês para nenhum dos lados,
pois se beneficiava do monopólio da navegação do
Paraguai, parceiro principal dos ingleses. 
H0342 - (Espcex)
Ideias republicanas estavam presentes entre os
brasileiros há tempos. No século XVIII, inspiraram
movimentos contra o domínio português. Em 1870, um
grupo de polí�cos lançou, no Rio de Janeiro, o Manifesto
Republicano. Os seguintes episódios, ocorridos na
segunda metade do século XIX, abalaram o Império
Brasileiro. Considerando os seguintes fatos:
 
I. Questão Militar.
II. Questão de Fronteiras.
III. Questão Religiosa.
IV. Questão da Cispla�na.
V. Questão Abolicionista.
 
Assinale abaixo a alterna�va em que todas as
proposições estão corretas no que se refere às questões
que contribuíram para o fim do período Imperial
Brasileiro.
a) I e II. 
b) I, II e III. 
c) I, III e V. 
d) III, IV e V. 
e) IV e V. 
H0359 - (Acafe)
Passaram-se 130 anos do fim da escravidão no Brasil.
Mesmo libertos em maio de 1888, os ex-escravos não
ob�veram garan�as sociais mínimas. A população negra
foi marginalizada e começou um longo período pela sua
inclusão na sociedade brasileira.
 
Acerca das questões envolvendo a população negra no
Império e no período republicano, todas as alterna�vas
estão corretas, excetoa:
a) A Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários
emancipava os escravos maiores de 60 anos.
Posteriormente, muitos escravos ainda não libertos
organizavam fugas das fazendas. 
b) Em 1910 aconteceu no Rio de Janeiro a Revolta da
Chibata. Marinheiros predominantemente negros
exigiam melhores soldos e principalmente o fim dos
cas�gos corporais, as chibatadas. 
c) Um dos primeiros impactos no sistema escravista foi à
supressão do tráfico de escravos para o Brasil em
1850, com a Lei Eusébio de Queiroz. 
d) Com a chegada dos imigrantes italianos para o
trabalho nas lavouras de café, os escravos aprenderam
técnicas de cul�vo europeias e passaram a ter
autonomia nas fazendas, obtendo na prá�ca sua
liberdade, e tornando-se assalariados. 
H1173 - (Pucpr)
Leia o texto da chamada Lei de Terras e assinale a
alterna�va que a relaciona CORRETAMENTE à estrutura
social do Brasil do Segundo Reinado (1840-1889).
Dispõe sobre as terras devolutas no Império, [e] e
determina que, medidas e demarcadas as primeiras,
sejam elas cedidas a �tulo oneroso, assim para empresas
par�culares, como para o estabelecimento de colonias de
nacionaes e de extrangeiros, autorizado o Governo a
promover a colonisação extrangeira na forma que se
declara.
D. Pedro II, por Graça de Deus e Unanime Acclamação
dos Povos, Imperador Cons�tucional e Defensor
Perpetuo do Brasil: Fazemos saber a todos os Nossos
Subditos, que a Assembléa Geral Decretou, e Nós
queremos a Lei seguinte:
Art. 1º Ficam prohibidas as acquisições de terras
devolutas por outro �tulo que não seja o de compra.
BRASIL, Lei nº. 601, de 18 de setembro de 1850.
Presidência da República, Brasília-DF. Disponível em
h�p://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l0601-
1850.htm. Acesso em: 11/09/2021.
 
5@professorferretto @prof_ferretto
a) Ao tornar a aquisição um ato de compra, a Lei de
Terras forneceu o impulso para a monetarização da
economia brasileira e o surgimento dos primeiros
bancos comerciais.
b) A Lei de Terras abriu a oportunidade para que os
imigrantes europeus passassem a usar o Brasil como
des�no de inves�mento, visto o custo rela�vo da terra
aqui ser bem menor que na Europa.
c) A Lei de Terras, juntamente com a Lei Eusébio de
Queiroz, promulgada no mesmo ano, foram medidas
visando a integração dos trabalhadores escravos à
produção e ao consumo.
d) Ao bloquear a aquisição de terras por outro meio que
não a compra, a Lei de Terras perpetuou a exclusão
dos trabalhadores, em sua imensa maioria
escravizados, da principal e abundante riqueza de que
dispunha o Brasil à época.
e) Ao suprimir a aquisição da terra pelo trabalho ou por
doação, a Lei de Terras es�mulou a colonização do
interior do território e consolidou as fronteiras do
Brasil com seus vizinhos.
H0366 - (Ufrgs)
Sobre as consequências do fim do regime escravista no
Brasil, considere as seguintes afirmações.
 
I. A ausência, logo após a abolição, de um amplo e efe�vo
projeto polí�co de integração social e econômica dos
indivíduos emancipados pode ser considerada um dos
fatores das desigualdades raciais que marcam a história
republicana brasileira.
II. A emergência de organizações polí�cas e culturais,
como a Frente Negra Brasileira, na década de 1930,
define um importante processo de defesa das condições
de cidadania e de combate ao racismo.
III. A reflexão sobre a memória da escravidão e suas
consequências sociais manifesta-se na criação de uma
Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra e na
definição do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, como
Patrimônio Mundial da UNESCO.
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e III. 
e) I, II e III. 
H0368 - (Uefs)
Por onde mais se distanciava a ficção parlamentar
brasileira do modelo britânico era pelo fato da subida ou
da queda de um ministério depender só idealmente,
entre nós, de uma eventual maioria na câmara popular.
(Sérgio Buarque de Holanda. “Do Império à República”.
In: O Brasil monárquico, tomo II, vol 5, 1985.)
 
O historiador refere-se ao regime monárquico brasileiro
como “ficção parlamentar”, porque
a) o ordenamento polí�co brasileiro era sustentado pelas
tradições orais. 
b) os ministros podiam governar sem contar com o apoio
do Parlamento. 
c) o debate de ideias polí�cas no país estava interditado
pelo governo imperial. 
d) a manutenção de grupos dirigentes subme�a-se ao
exercício do poder moderador. 
e) o poder absolu�sta do rei proibia a cons�tuição de
par�dos polí�cos. 
H0340 - (C�mg)
Ao abrir a Assembleia Geral em 1872, Dom Pedro II
u�lizou seu traje de gala, conforme foi posteriormente
pintado por Pedro Américo. Parte dessa ves�menta ritual
era a murça, que ficava sobre o ombro do monarca.
Enquanto na Europa a peça era tradicionalmente de pele
brilhante de caça (doninha ou marta), no Brasil ela foi
confeccionada com penas de papo de tucano.
 
 
6@professorferretto @prof_ferretto
A escolha desse material, no contexto do Segundo
Reinado, simboliza a 
a) ascensão dos representantes de indústrias têxteis na
economia nacional após a chegada de imigrantes
europeus. 
b) polí�ca do governo brasileiro de afirmar sua
autonomia face à influência republicana dos Estados
Unidos. 
c) criação de um modelo aristocrá�co de modernidade
incorporando caracterís�cas nacionais. 
d) proposta local de rejeitar os parâmetros de civilização
impostos pela monarquia da França. 
H0364 - (Esc. Naval)
Observe a imagem referente à questão.
 
 
Em 13 de Maio de 1888 foi assinada a lei nº 3353,
conhecida como Lei Áurea, que aboliu a escravidão no
Brasil. É correto afirmar que entre fatores que
contribuíram para o fim da escravidão estava: 
a) a campanha abolicionista que mobilizou profissionais
liberais, jornalistas, advogados, intelectuais, entre
outros, que atuavam por meio de clubes, associações
e jornais defendendo a causa abolicionista. 
b) a decisão da sociedade brasileira de libertar os
escravos, trocando a alforria dos ca�vos em troca da
permanência deles na terra por mais alguns anos,
tornando a Lei Áurea uma mera formalidade. 
c) os constantes ataques de escravos quilombolas
liderados por Chico Rei a fazendeiros e polí�cos
brasileiros, pressionando o governo a assinar a
abolição da escravatura em troca do fim dos
assassinatos. 
d) a Proclamação da República tornou a causa
escravagista insustentável devido a par�cipação de
escravos da Guerra do Paraguai, levando os militares a
assinar a lei que proibia a escravidão. 
e) o processo que gerou a assinatura da Lei Áurea se deu
graças a atuação do Imperador D. Pedro II que usou de
seu pres�gio e influência para convencer a sociedade
brasileira da importância de se acabar com a forma
cruel de trabalho. 
H1166 - (Unichristus)
A Proclamação da República, ocorrida no dia 15 de
novembro de 1889, foi um acontecimento de grande
envergadura na história no Brasil, em que, por meio de
um Golpe Civil-Militar, chefiado pelo Marechal Deodoro
da Fonseca (chefe do Exército brasileiro à época),
des�tuiu-se Dom Pedro II do governo monárquico
Cons�tucional Parlamentarista e ins�tuiu-se o governo
provisório da República presidencialista, do qual
Marechal foi destacado como presidente, ordenando ao
imperador que se re�rasse do Brasil. Importante analisar
não só o evento que pôs fim ao regime polí�co-
monárquico, mas, sobretudo, o contexto polí�co e
econômico de administração do sistema colonial, que
deu origem ao golpe e aos seus desdobramentos
posteriores.
Disponível em:
h�ps://mst.org.br/2020/11/18/proclamacao-da-
republica-brasileira-um-golpe-sobre-o-golpe/ Acesso em:
3 abr. 2022.
Entre os fatores que influenciaram o evento abordado no
texto, destaca(m)-se:
7@professorferretto @prof_ferretto
a) incidentes que levaram a um choque entre Igreja
Católica, Exército e Monarquia brasileira.
b) queda da exportação do café e rápida ascensão do
industrialismo no Brasil durante o século XIX.
c) promulgação de uma nova Cons�tuição, que re�rou o
poder Moderador de D. Pedro II, e adoção da
monarquia parlamentaristaatravés de um plebiscito.
d) derrota da Tríplice Aliança na Guerra da Cispla�na,
que gerou grande ônus para os cofres públicos, e falta
de apoio polí�co da classe média nas eleições
parlamentares.
e) defesa ideológica do escravismo por parte da Família
Real, além da decadência do Movimento Posi�vista do
Brasil que defendia a manutenção da Monarquia.
H1170 - (Esa)
No final do século XIX a monarquia Brasileira estava
desgastada poli�camente, o que resultou numa crise.
Sobre os fatos ocorridos durante a crise da monarquia
brasileira e Proclamação da República, pode-se afirmar
que:
a) a Igreja Católica foi a única ins�tuição que apoiou o
imperador até a sua queda.
b) o Manifesto Republicano já havia sido lançado no final
do século XVIII, pela Conjuração Carioca.
c) a Proclamação da República foi efe�vada sem a
par�cipação de militares do Exército.
d) com a abolição da escravidão, muitos senhores de
escravos passaram a apoiar a causa republicana.
e) o governo monárquico não reagiu à situação di�cil que
se encontrava.
H1169 - (U�f)
Leia os textos.
I. “As leis emancipacionistas que surgiram a par�r da
década de 1850 colocavam em questão o fim defini�vo
do trabalho escravo e, consequentemente, a necessidade
de condicionar este fim à permanência do poder
senhorial por parte dos patrões ou proprietários. Desta
maneira, alterações das relações de trabalho que
rompessem com o que se condicionava como uma
relação paternalista gerava desconforto e insa�sfação por
parte daqueles que viam na escravidão a forma ideal de
relações de trabalho”.
PEÇANHA, Natalia Ba�sta. O Serviço domés�co e o
mundo do trabalho carioca: uma análise das relações de
trabalho de criadas nacionais e estrangeiras na passagem
do século XIX para o XX. Revista Maracanan, n. 21, p. 11-
28, maio/ago. 2019.
II. “A experiência com famílias ca�vas [de escravizados]
provavelmente serviu de referência aos senhores para
pautar suas relações com os novos trabalhadores
[imigrantes]. Deve ter havido muitos patrões de colonos
[imigrantes] que pensavam como aquele fazendeiro,
empenhado em ‘casar esse negro [...] para [ele] assentar
a vida e tomar juízo [...] [O senhor considera] os colonos
dependentes e servos, ao invés de trabalhadores livres”.
Adaptado de SLENES, Robert. Senhores e subalternos no
Oeste Paulista. In: História da vida privada no Brasil, vol.
2. São Paulo: Companhia das Letras, p. 287.
Sobre as condições de trabalho dos imigrantes chegados
ao Brasil na virada do século XIX para o XX, é CORRETO
afirmar que:
a) A maior parte dos imigrantes recém-chegados ao
Brasil não atuaram de forma direta na produção
cafeeira junto aos africanos escravizados e produziram
bens de consumo duráveis na industrialização.
b) Os imigrantes europeus no Brasil recebiam tratamento
igual aos escravizados, o que favoreceu um acúmulo
de riquezas que permi�u o retorno rápido dos
imigrantes ao país de origem.
c) A principal mo�vação para imigrar foi o aumento da
oferta de empregos quando da Segunda Revolução
Industrial na Europa, o que favoreceu a saída do
con�nente rumo à América.
d) A imigração europeia contribuiu para a difusão da
ideia de democracia racial no Brasil e foi um
movimento que ocorreu independente das boas
condições de vida e de trabalho na Europa da Segunda
Revolução Industrial.
e) Apesar da chegada dos imigrantes europeus, isso não
significou um rompimento com formas de trabalho
compulsório e a cor da pele figurou como baliza para a
exploração do trabalho.
H0367 - (U�f)
Observe os documentos abaixo:
 
Documento 1 
O fotografo português Cris�ano Junior retratou os �pos
de trabalhadores caracterís�cos das ruas da Corte do Rio
de Janeiro, ao longo do século XIX. 
 
8@professorferretto @prof_ferretto
 
Documento 2 
 
Em 18 de janeiro de 1858, a Câmara Municipal de Três
Pontas enviava o seguinte o�cio ao Presidente da
Província de Minas Gerais:
"A falta de braços ocasionada pela morte dos escravos
tem também influído consideravelmente para a
diminuição da produção porque o agricultor não acha
meios de os subs�tuir em razão de o pequeno número de
trabalhadores livres que existe neste município achar um
salário maior do que aquele que razoavelmente se pode
pagar para cul�var a terra, na condução de gado, porcos
e tropas para o mercado da Corte (...)" 
Adaptado de: Mar�ns, Marcos Lobato. O debate sobre
trabalho escravo, abolicionismo e trabalho livre no Sul de
Minas (décadas de 18701880), Revista Esboços,
Florianópolis, v. 19, n. 28, p. 208-235, dez. 2012, p. 215. 
 
U�lizando as informações presentes nos documentos
acima, e seus conhecimentos sobre a sociedade e o
mundo do trabalho no Brasil do Segundo Reinado,
assinale a alterna�va CORRETA: 
a) Os melhores salários eram pagos para os que atuavam
no trabalho agrícola, sendo grande a migração das
cidades para as áreas rurais. 
b) Na maioria das cidades brasileiras do século XIX
conviviam trabalhadores livres e escravos, que podiam
exercer a�vidades dis�ntas. 
c) As mulheres negras, escravas ou não, eram proibidas
de exercer o�cios fora das casas. 
d) A mão de obra assalariada só pode ser adotada no
Brasil após a abolição da escravidão. 
e) O trabalho de crianças, fossem elas livres ou escravas,
era proibido por lei e regulamentado pelo Estado. 
H1178 - (Unesp)
A Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança expôs
a) as diferenças estruturais e ins�tucionais entre as
colonizações portuguesa e espanhola na América.
b) a hegemonia da presença imperialista britânica e
norte-americana na América do Sul.
c) as tensões regionais e disputas comerciais e polí�cas
entre os Estados da região.
d) as ideologias opostas e as dis�ntas posturas
diplomá�cas adotadas pelos novos Estados
americanos.
e) a insistência polí�ca e militar espanhola para
preservar suas úl�mas colônias americanas.
H0357 - (Udesc)
Em um recenseamento realizado em 1872 como parte
das polí�cas do Segundo Reinado, 58% dos residentes no
país (que responderam ao recenseamento) declaravam-
se pardos ou pretos e 38% se diziam brancos. Apesar da
superioridade numérica, existe muito desconhecimento
no que diz respeito às condições de vida das populações
africanas e afrodescendentes que residiam no Brasil,
durante o Período Imperial.
 
A respeito destas condições e a par�r de seus
conhecimentos, analise as proposições.
 
I. Antes da abolição da escravatura, não havia nenhuma
possibilidade de conquista da liberdade por parte dos
escravizados e das escravizadas.
II. Africanos e afrodescendentes escravizados e
escravizadas formavam uma unidade polí�ca extraoficial
e lutavam todos pelas mesmas causas, na medida em
que possuíam os mesmos costumes, religiões e idiomas.
III. A “Revolta dos Malês”, ocorrida no século XIX, é um
exemplo contundente da diversidade existente entre
africanos e afrodescendentes escravizados e
escravizadas.
 
Assinale a alterna�va correta. 
a) Somente a afirma�va I é verdadeira. 
b) Somente a afirma�va II é verdadeira. 
c) Somente as afirma�vas II e III são verdadeiras. 
d) Somente as afirma�vas I e III são verdadeiras. 
e) Somente a afirma�va III é verdadeira. 
H1168 - (Unioeste)
Com a Lei Eusébio de Queirós, datada de 1850, que
estabeleceu medidas para repressão do tráfico escravo
no Império, muitas mudanças aconteceram no cenário
9@professorferretto @prof_ferretto
polí�co e econômico brasileiro. Dentre elas, está o
desenvolvimento e avanço da polí�ca de imigração e
colonização estrangeira, especialmente de europeus.
Neste escopo, também se apresenta a promulgação da
Lei de Terras de 1850 e seu Regulamento de 1854. Todos
estes acontecimentos estão ar�culados com processos
que ocorriam no Brasil e no mundo, e os debates sobre
algumas destas questões remontam a épocas históricas
anteriores à própria independência do Brasil. No entanto,
a cons�tuição outorgada em 1824 silenciou alguns desses
problemas, uma vez que, entre a data de sua
promulgação e 1850, não exis�u uma legislação
específica a regular o processo de apropriação territorial
no Brasil. Dessa forma e diantedessas considerações é
INCORRETO afirmar.
a) A polí�ca de colonização desenvolvida pelo Império, a
par�r de 1850, �nha como foco a ocupação de
territórios considerados despovoados, mas, também,
�nha por obje�vo garan�r mão-de-obra para atuar em
subs�tuição ao trabalho escravizado, uma vez que a
Lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico de escravos
para o Brasil.
b) A Lei de Terras de 1850 beneficiou diretamente os
pequenos posseiros e a agricultura de subsistência,
especialmente aquela voltada à alimentação,
reconhecendo, na prá�ca, os direitos de posse e
propriedade das populações camponesas brasileiras.
c) O processo de estabelecimento dos imigrantes nas
regiões coloniais foi marcado por diferentes conflitos,
os quais envolviam mo�vos diversos, desde o encontro
conflituoso com as populações na�vas que já
habitavam as regiões onde os núcleos coloniais foram
formados, até a incapacidade de o Estado cumprir com
as promessas feitas na Europa para garan�r a atração
de imigrantes ao Brasil.
d) A Lei de Terras de 1850, ao estabelecer no seu
segundo parágrafo a compra como a única forma de
acesso à terra, buscava definir novos contornos, mais
precisos, ao mercado de terras no Brasil.
e) Mesmo que a Lei de Terras, em seu âmago, tenha
beneficiado os grandes senhores de terras, isso não
significou que as populações camponesas e de
pequenos posseiros tenham ficado imóveis em relação
aos preceitos dessa legislação. Assim, no ir e vir dos
processos, os homens livres pobres, como demonstra
a historiografia mais recente, a par�r de suas
resistências, também souberam se apropriar de alguns
disposi�vos desta Lei em bene�cio próprio.
H0353 - (Ufrgs)
A Revolução Praieira foi um movimento que
arregimentou oligarcas e setores empobrecidos da
população pernambucana contra o Império do Brasil. Ao
divulgarem o “Manifesto ao Mundo”, os rebeldes
exigiam, entre outras demandas, o voto livre e universal,
a independência dos poderes cons�tuídos, o fim do
Poder Moderador e o monopólio de brasileiros no
comércio varejista.
 
Em relação aos seus ideais, é correto afirmar que os
rebeldes
a) foram inspirados pela Revolução Francesa, eram
favoráveis à centralização polí�ca no poder execu�vo e
par�dários da presença portuguesa na economia.
b) foram influenciados pela “Primavera dos Povos” de
1848, eram liberais e possuíam um componente
an�lusitano.
c) eram adeptos das teorias socialistas, incen�vando a
luta de classes e a administração centrada no poder do
imperador. 
d) lutavam contra o predomínio das oligarquias regionais,
preconizavam a “revolução dos pobres” e a
independência da região Nordeste. 
e) defendiam o fim do Império, o retorno à condição
colonial e o incen�vo ao comércio interno. 
H1171 - (Upf)
Em 1870, Castro Alves, o poeta dos escravos, escreveu
Navio Negreiro, no contexto da campanha para o fim da
escravidão. Leia a seguir um fragmento extraído desse
poema e analise as afirmações a seguir, relacionadas ao
contexto em que esse texto foi escrito.
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
I. Milhões de pessoas foram trazidas de diversas partes
da África para o Brasil e escravizadas ao longo de mais de
três séculos. No entanto, a mão de obra escrava u�lizada
no Brasil não foi exclusivamente africana.
II. O Brasil foi o úl�mo país da América a abolir a
escravidão, mantendo-a por pra�camente todo o período
Imperial.
III. Em 1850 é aprovada a Lei Eusébio de Queiroz, que
representou um golpe profundo no sistema escravista,
pois proibia a entrada de trabalhadores escravizados
vindos da África.
IV. A lei do Ventre Livre, de 1871, deixava totalmente livre
os filhos da trabalhadora escravizada, e a pressão inglesa
foi fundamental para a promulgação dessa lei.
V. A promulgação da Lei Áurea em 13 de maio de 1888
decretou o fim da escravidão no Brasil, sendo que os
escravos não �veram nenhuma par�cipação no processo
de abolição.
10@professorferretto @prof_ferretto
Está correto apenas o que se afirma em:
a) II, III e V.
b) III, IV e V.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e) I, III e IV.
H1176 - (Unichristus)
A Guerra do Paraguai é um dos assuntos de maior
complexidade e gerou grande polêmica dentro da
historiografia. Atualmente, a compreensão que se tem
dessa guerra é completamente diferente da que exis�a
em meados da década de 1990. A nova compreensão
sobre esse conflito decorreu de estudos recentes
realizados por historiadores paraguaios e brasileiros que
�veram acesso a uma ampla documentação, até então
não analisada.
Disponível em: h�ps://educador.brasilescola.uol.com.br.
Acesso em: 27 jun. 2021 (adaptado).
No contexto descrito, uma nova compreensão sobre o
conflito se encontra no(a)
a) resultado do choque dos interesses econômicos e
polí�cos das nações da bacia Pla�na.
b) imperialismo brasileiro, que tomou metade do
território paraguaio no início do século XIX.
c) busca megalomaníaca de Solano López em criar o
“Grande Paraguai”.
d) fato de o Paraguai ter adotado um modelo de
desenvolvimento autóctone.
e) confirmação de que a Guerra do Paraguai foi causada
pelo imperialismo britânico.
H1161 - (Fgv)
O único inocente é aquele que não tem imputação, e que
fez apenas uma travessura de criança, levado pelo
ins�nto da amizade. Eu o corrijo, fazendo do autômato
um homem; res�tuo-o à sociedade, porém expulso-o do
seio de minha família e fecho-lhe para sempre a porta de
minha casa. (a Pedro) Toma: é a tua carta de liberdade,
ela será a tua punição de hoje em diante, porque as tuas
faltas recairão unicamente sobre �. [...] Livre, sen�rás a
necessidade do trabalho honesto e apreciará os nobres
sen�mentos que hoje não compreendes.
(José de Alencar. O demônio familiar, 2003.)
O Demônio familiar é uma comédia de costumes escrita
em 1857. No enredo, as relações entre famílias brancas
senhoriais do Rio de Janeiro são conturbadas pelas
astúcias e intrigas de Pedro, “moleque escravo” do
personagem Eduardo. A comédia encerra-se com as
palavras de Eduardo sobre os male�cios sociais da
escravidão e sobre a forma de solucioná-los, com
a) a adoção de leis abolicionistas sem indenizações dos
proprietários de escravos.
b) a aculturação da população negra por meio de
polí�cas estatais de alfabe�zação.
c) a manutenção exclusiva do trabalho escravo nas
empresas de produção agrícola.
d) a miscigenação de escravos alforriados com a
população de origem europeia.
e) a moralização da mão de obra por meio da disciplina
do trabalho assalariado.
H0356 - (Fgv)
Terra do sonho é distante/e seu nome é Brasil/ plantarei
a minha vida/ debaixo de céu anil/ Minha Itália,
Alemanha/ Minha Espanha, Portugal/talvez nunca mais
eu veja/ minha terra natal.
Milton Nascimento. Sonho imigrante.
Acerca do processo de imigração para o Brasil, registrado
no século XIX, é correto afirmar:
a) O Brasil tornou-se o des�no preferencial dos
imigrantes europeus graças à possibilidade de se
cons�tuírem pequenos proprietários rurais devido à
promulgação da Lei de Terras em 1850. 
b) Desde a proclamação da independência do Brasil, a
imigração europeia foi es�mulada pelo governo
central como uma maneira de atender às pressões
inglesas pelo fim da escravidão no país. 
c) O fluxo imigratório só deslanchou no Brasil após as
alterações nas leis trabalhistas que garan�ram
condições de trabalho análogas àquelas oferecidas no
con�nente europeu. 
d) A par�r da década de 1870, com as inicia�vas do
governo de São Paulo, intensificou-se o fluxo
imigratório de europeus para a província paulista
des�nados, sobretudo, à produção cafeeira. 
e) A modernização das a�vidades agrícolas brasileiras
iniciaram-se a par�r do declínio da produção
canavieira e com o desenvolvimento do complexo
cafeeiro na região do Recôncavo Baiano e do Sul da
Bahia. 
H0352 - (Famema)
Leia o excerto de Brasil Pitoresco, escrito pelo francês
Charles Ribeyrolles, sobre as fazendas de café do Vale do
Paraíba:
A fazenda brasileira,viveiro de escravos, é uma
ins�tuição fatal. Sua oficina não pode se renovar, e a
ciência, mãe de todas as forças, fugirá dela enquanto
11@professorferretto @prof_ferretto
campearem a ignorância e a servidão. O dilema consiste,
pois, no seguinte: transformar ou morrer.
(Charles Ribeyrolles, 1859. Apud Ana Luiza Mar�ns. O
trabalho nas fazendas de café, 1994.)
 
Na região do Oeste paulista, esse “dilema”
a) dificultou o trabalho assalariado em função do
preconceito gerado pelo atraso tecnológico da lavoura
cafeeira. 
b) persis�u, o que impediu a modernização das fazendas
de café, cujos proprietários lucravam com o tráfico
negreiro. 
c) inexis�u, pois a mecanização já predominava na
cafeicultura, o que dispensou a maioria dos
trabalhadores. 
d) foi solucionado com a vinda de imigrantes apoiada
pelos cafeicultores, que inves�am também em
ferrovias. 
e) resultou na crise da cafeicultura após a aprovação da
Lei Áurea, devido à escassez de mão de obra. 
H0349 - (Uece)
A Guerra do Paraguai (1865-1870), o maior conflito bélico
da América do Sul, começou com
a) o ataque a navios da Grã-Bretanha no Rio da Prata. 
b) a quebra do acordo com a Tríplice Aliança. 
c) a ofensiva paraguaia contra o Brasil e a Argen�na. 
d) o fechamento do comércio fluvial na região pla�na. 
H0339 - (Unicamp)
Os números indicam que antes da abolição de 1888
restavam pouco mais de setecentos mil escravos no
Brasil. Conforme es�ma�va do censo de 1872, elaborada
pelo IBGE, a população total do país era de 9.930.478
habitantes. Isso indica que grande parte da população de
cor (pretos e pardos) já havia adquirido a liberdade por
seus próprios meios antes da Lei Áurea.
(Adaptado de Wlamyra Albuquerque, A vala comum da
‘raça emancipada’: abolição e racialização no Brasil, breve
comentário. História Social, Campinas, n. 19, p. 99, 2010.)
 
Com base no excerto e nos conhecimentos sobre a
história da liberdade no Brasil, assinale a alterna�va
correta.
a) A maioria da população negra já era liberta antes de
1888, porque as províncias escravistas do Sudeste,
almejando abrirem-se para a imigração italiana,
vinham adotando medidas abolicionistas desde o fim
do tráfico, em 1850. 
b) Em termos globais, o grande percentual da população
livre de cor reflete o peso demográfico da população
liberta concentrada nas províncias pouco dependentes
da escravidão, como Santa Catarina e Paraná. 
c) A maioria da população africana e seus descendentes
já era livre quando a Lei Áurea foi aprovada, porque
vinha obtendo alforrias através de uma mul�plicidade
de estratégias, desde o período colonial.
d) O alto número de libertos antes de 1888 reflete o
impacto da abolição dos escravos por parte do
Imperador D. Pedro II, pois a família real era a maior
proprietária de ca�vos durante o século XIX, na região
do Vale do Paraíba. 
H0350 - (C�mg)
O termo Abolicionismo diz respeito mais propriamente
ao movimento iniciado em 1880, reunindo diversos
grupos sociais e tendências polí�cas. Os abolicionistas
fundaram a “Sociedade Brasileira contra a Escravidão” e
o seu jornal, que circulou entre 1880 e 1881.
VAINFAS, Ronaldo (org.). Dicionário do Brasil Imperial
(1822-1889). Rio de Janeiro: Obje�va, 2002. P.19).
(Adaptado).
 
Sobre esse tema, afirma-se que:
 
I. Algumas lideranças do movimento abolicionista
defendiam publicamente as fugas de escravos e a
formação de quilombos.
II. Joaquim Nabuco e André Rebouças destacavam-se
dentre as lideranças abolicionistas de tendência polí�ca
monarquista.
III. O quilombo de Palmares fazia parte de uma rede de
resistência ligada à Confederação Abolicionista.
IV. A força polí�ca dos abolicionistas no Parlamento foi
limitada, tendo sido aprovada a indenização aos
proprietários de escravos.
V. Os representantes de várias classes sociais, incluindo
os ex-escravos, par�cipavam do movimento abolicionista
dos Caifazes em São Paulo.
 
Estão corretas apenas as afirma�vas
a) I, II, V. 
b) I, II, IV. 
c) II, III, IV. 
d) III, IV, V. 
12@professorferretto @prof_ferretto
H1175 - (Pucrs)
Durante o século XIX, o Brasil viveu uma experiência
diferente do resto da América, configurando o mais
extenso Império do con�nente, tanto do ponto de vista
territorial, quanto temporal. Destaca-se, nesse contexto,
o reinado de Dom Pedro II (1840-1889), que teve entre
suas caracterís�cas uma estabilidade polí�ca baseada no
controle do Imperador sobre o regime parlamentarista.
Em relação a esse período, as alterna�vas a seguir são
causas da transição da Monarquia para a República,
EXCETO:
a) As mudanças econômicas ocorridas, ao longo do
século XIX, que levaram à passagem do trabalho
escravo para o assalariado, re�rando o apoio da
oligarquia cafeicultora fluminense ao governo
imperial.
b) A monarquia brasileira era considerada atrasada pela
maioria da população, uma vez que Dom Pedro II era
contrário a medidas de modernização, como a
introdução de ferrovias, a industrialização e o fim da
escravidão.
c) Os diversos conflitos envolvendo a monarquia no final
do Império, como a Questão Abolicionista, a Questão
Militar e a Questão Religiosa, que contaram com a
par�cipação de importantes setores da sociedade
brasileira.
d) O esgotamento do sistema de poder fundamentado
na ar�culação do Imperador com os par�dos
Conservador e Liberal, que não eram mais suficientes
para representar os setores dinâmicos da sociedade
brasileira.
H0354 - (Ufrgs)
Leia as seguintes afirmações a respeito da Guerra do
Paraguai.
 
I. A presença de mulheres brasileiras no conflito, atuando
no abastecimento, no tratamento aos feridos e, inclusive,
nas frentes de batalha, foi significa�va.
II. Um decreto imperial foi promulgado, garan�ndo
liberdade aos escravizados que se alistassem e
indenização aos seus proprietários.
III. O governo monárquico cumpriu integralmente o
acordo de concessão de terras, empregos e pensões a
todos os “Voluntários da Pátria” que retornaram do
conflito.
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I. 
b) Apenas III. 
c) Apenas I e II. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
H1159 - (Unichristus)
A charge retrata o período da história do Brasil no qual
foi
a) realizada a aliança entre liberais e conservadores
durante o governo absolu�sta de D. Pedro II.
b) realizada a aliança polí�ca da elite cafeeira de São
Paulo e Minas Gerais.
c) ins�tucionalizada a irreconciliável rivalidade par�dária
durante o Governo Regencial.
d) ra�ficado o Pacto Federa�vo entre liberais e
conservadores no intuito de preservar a República em
seu princípio.
e) evidenciada a semelhança ideológica entre rivais
polí�cos no Segundo Reinado.
H0363 - (Uemg)
“As denúncias de que o exército brasileiro ao lutar na
guerra (1864-1870) era formado por escravos não são
novas. Ao contrário, têm pelo menos cento e vinte anos.
Seus primeiros autores foram os redatores dos jornais
paraguaios da época que tratavam de menosprezar o
exército brasileiro com base no duvidoso argumento de
que, por ser formado por negros, deveria ser de
qualidade inferior”.
TORAL, André Amaral de. A par�cipação dos negros
escravos na guerra do Paraguai. Estudos Avançados. v. 9,
nº 24, São Paulo, May/ Aug. 1995 (Adaptado).
 
13@professorferretto @prof_ferretto
Sobre os negros como par�cipes da Guerra do Paraguai,
analise as asser�vas e assinale a alterna�va que aponta
as corretas.
 
I. Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio �nham
alguns batalhões formados exclusivamente por negros.
Como exemplos, tem-se o Corpo dos Zuavos da Bahia e o
batalhão uruguaio Florida.
II. Na época da Guerra do Paraguai, não exis�am negros
escravos ou ex-escravos no exército paraguaio. A
escravidão havia sido abolida no Paraguai em 1842, por
Carlos Lopes, pai de Francisco Solano López.
III. Na época da guerra (1864-1870), no Paraguai, o negro
brasileiro era representado como inimigo. O exército
brasileiro era o exército macacuno e seus líderes,
segundo a propaganda lopizta, eram macacos que
pretendiam escravizar o povo paraguaio, conduzindo-os
da liberdade à escravidão.
IV.Havia negros no exército brasileiro na Guerra do
Paraguai, mas eles já �nham sido libertos.
a) Apenas I e III. 
b) Apenas II e IV. 
c) Apenas I e IV. 
d) Apenas I, II e III. 
H0347 - (Espm)
Somente a par�r de 1850 vai se obser var um maior
dinamismo no desenvolvimen to econômico do país em
geral e de suas manufaturas em par�cular. O crescimento
do número de empresas industriais se faria com rela�va
rapidez.
(Sonia Mendonça. A Industrialização Brasileira)
 
O assunto tratado no texto guarda relação com: 
a) a eficácia duradoura da tarifa Alves Bran co que
protegeu a produção brasileira da concorrência dos
produtos estrangeiros, sobretudo ingleses; 
b) o fim do tráfico de africanos para o Bra sil, es�pulado
pela Lei Eusébio de Quei rós, medida que liberou
capitais, até então empatados na compra de escravos,
para outras a�vidades, como indústria, servi ços
urbanos e bancos; 
c) a opção firme do governo imperial por apoiar a
indústria em detrimento da agri cultura, o que é
comprovado pelo auxílio ir restrito às a�vidades do
Visconde de Mauá; 
d) a expansão da indústria, a par�r de me ados do século
XIX, que ocorreu em to dos os grandes centros do país,
conforme comprovam o elevado número de empre sas
com mais de cem trabalhadores em regiões como o
Norte e o Nordeste; 
e) a formação de um consistente mercado interno
decorrente da mineração, que im pulsionou uma
robusta urbanização capaz de oferecer escoamento da
produção no âmbito local. 
H1163 - (Uece)
A par�r de 1850, uma série de obras e atos
administra�vos como a construção da estrada de ferro
de Baturité, iniciada em 1870; a instalação de linhas de
navios a vapor para a Europa e para o Rio de janeiro, em
1866; a canalização de água potável e a iluminação
pública a gás carbônico, ambas em 1867; a criação da
Biblioteca em 1867; os bondes com tração animal em
1880; o surgimento de uma fábrica de tecidos e o
calçamento de ruas centrais, em 1883; a criação de vários
jornais, clubes de lazer, escolas e do seminário da
prainha; além de en�dades intelectuais como o Ins�tuto
do Ceará e sociedades abolicionistas, entre outras,
promoveram melhorias e oportunizaram
a) a supremacia de Fortaleza sobre as demais cidades da
província do Ceará.
b) a lenta subs�tuição do controle de Juazeiro do Norte
para Fortaleza, como centro de decisão polí�ca na
província.
c) a subs�tuição de Araca� por Fortaleza, como principal
centro econômico do Ceará.
d) a mul�polarização da supremacia no Ceará entre as
cidades de Icó, Crato, Sobral e Fortaleza.
H1167 - (Fuvest)
É exagero supor que a Questão Religiosa que indispôs
momentaneamente o Trono com a Igreja foi dos fatores
primordiais na Proclamação da República. Para que isso
acontecesse era preciso que a nação fosse
14@professorferretto @prof_ferretto
profundamente clerical, a Monarquia se configurasse
como inimiga da Igreja e a República significasse maior
força e pres�gio para o clero. [...] De qualquer maneira a
Questão Religiosa não poderia contribuir de maneira
preponderante para a queda da Monarquia. Quando
muito, revelando o conflito entre o poder civil e o poder
religioso, contribuiria para aumentar o número dos que
advogavam a necessidade de separação entre Igreja e
Estado e assim indiretamente favorecia o advento da
República que �nha essa norma como obje�vo.
COSTA, Emília Vio� da. Da Monarquia à República. São
Paulo: Brasiliense, 1987. p. 299.
O texto trata da transição da monarquia à república no
Brasil do final do século XIX e afirma que
a) a questão religiosa cons�tuiu um dos principais fatores
para a queda da monarquia, juntamente com a
questão militar e a questão escravista.
b) a Igreja católica era inimiga da Monarquia e, devido a
isso, apoiou explicitamente o movimento republicano.
c) a crise polí�ca envolvendo a Igreja Católica contribuiu
indiretamente para a queda da monarquia.
d) o conflito polí�co entre o poder civil e o poder
religioso decorreu da separação cons�tucional entre a
Igreja e o Estado.
e) o an�clericalismo da Monarquia foi o estopim da crise
que levou o movimento republicano a defender o fim
do Estado laico.
H0365 - (Fgv)
A par�r da década de 1970, ganhou espaço a
interpretação de que o imperialismo inglês foi a causa da
Guerra do Paraguai, deflagrada em dezembro de 1864.
Segundo essa vertente, o trono britânico teria u�lizado o
Império do Brasil, a Argen�na e o Uruguai para destruir
um suposto modelo de desenvolvimento paraguaio,
industrializante, autônomo, que não se subme�a aos
mandos e desmandos da potência de então. Estudos
desenvolvidos a par�r da década de 1980, porém,
revelam um panorama bastante dis�nto.
(Francisco Dora�oto. Paraguai: guerra maldita. Em:
Luciano Figueiredo, História do Brasil para ocupados,
2013. Adaptado)
 
Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai
a) ques�onam a superioridade militar da aliança entre
Argen�na, Brasil e Uruguai e consideram que a vitória
dessas nações derivou mais de algumas circunstâncias
favoráveis do que da competência bélica. 
b) apontam para o expansionismo territorial do Império
do Brasil como o principal causador dessa guerra,
como pode ser verificado por meio das pretensões
brasileiras por territórios divisos com o Paraguai e a
Argen�na. 
c) atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro
países envolvidos, que estavam em um momento
par�cular de suas histórias, porque se encontravam
em meio aos processos de construção e consolidação
dos Estados Nacionais.
d) demonstram como a inabilidade diplomá�ca das
nações envolvidas provocou uma guerra prolongada e
muito cara, que, em úl�ma instância, gerou forte
dependência econômica da região durante o resto do
século XIX. 
e) realçam a importância do Uruguai e da Argen�na
como provocadores desse conflito regional porque
defendiam que a navegação do estuário do Prata fosse
exclusividade dessas nações, trazendo imediato
prejuízo à Inglaterra. 
H0351 - (Fuvest)
Observe as imagens das duas charges de Angelo Agos�ni
publicadas no periódico Vida Fluminense. Ambas
oferecem representações sobre a Guerra do Paraguai,
que causaram forte impacto na opinião pública. A
imagem I retrata Solano López como o “Nero do século
XIX”; a imagem II figura um soldado brasileiro que
retorna dos campos de batalha.
 
Sobre as imagens, é correto afirmar, respec�vamente: 
15@professorferretto @prof_ferretto
a) Atribui um caráter redentor ao chefe da tropa
paraguaia; fixa o assombro do soldado brasileiro ao
constatar a persistência da opressão escravista. 
b) Denuncia os efeitos da guerra entre a população
brasileira; ilustra a manutenção da violência entre a
população ca�va. 
c) Reconhece os méritos militares do general López;
denota a incongruência entre o recrutamento de
negros libertos e a manutenção da escravidão. 
d) Personifica o culpado pelo mor�cínio do povo
paraguaio; es�mula o debate sobre o fim do trabalho
escravo no Brasil. 
e) Fixa atributos de barbárie ao ditador Solano López;
sublinha a incompa�bilidade entre o Exército e o
exercício da cidadania. 
H0343 - (Ufrgs)
Com relação às dimensões polí�cas, econômicas e sociais
da escravidão, na formação do Estado brasileiro no
século XIX, considere as seguintes afirmações:
 
I. A proibição do tráfico de africanos, colocada em prá�ca
em 1850, ocasionou um aumento do fluxo interno de
escravizados, oriundos da região norte, para atender a
demanda de mão de obra nas lavouras cafeeiras do
sudeste.
II. As ameaças internacionais de grupos e en�dades
abolicionistas mo�varam esforços de defesa do regime
escravista, ar�culando interesses comuns de setores da
elite brasileira com comerciantes da América hispânica e
dos Estados Unidos.
III. A dinâmica do mercado externo e o desenvolvimento
do capitalismo industrial tornaram consensual, na elite
polí�ca imperial, o apoio ao fim da escravidão,
aproximando Luzias e Saquaremas, durante a chamada
“grande conciliação”, ocorrida no Segundo Reinado.
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e)I, II e III. 
H0346 - (Unesp)
É par�cularmente no Oeste da província de São Paulo – o
Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem
seu caráter próprio, emancipando-se das formas de
exploração agrária estereo�padas desde os tempos
coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do
“engenho” de açúcar. A silhueta an�ga do senhor de
engenho perde aqui alguns dos seus traços
caracterís�cos, desprendendo-se mais da terra e da
tradição – da ro�na rural. A terra de lavoura deixa então
de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente
seu meio de vida, sua fonte de renda […].
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.)
 
O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste
paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo
a) menor isolamento dessas fazendas em relação aos
meios urbanos. 
b) emprego exclusivo de mão de obra imigrante e
assalariada. 
c) desaparecimento das prá�cas de mandonismo local. 
d) maior volume de produção de man�mentos nessas
fazendas. 
e) esforço de produzir prioritariamente para o mercado
interno. 
H1162 - (Acafe)
Em 2021, completaram-se 150 anos da promulgação da
Lei nº 2.040, conhecida como Lei do Ventre Livre, em que
estabelecia a alforria às crianças nascidas de mulheres
escravizadas, no Império do Brasil a par�r da data de 28
de setembro de 1871. Tendo em vista o contexto de
escravidão, no Brasil do século XIX, e, em especial, os
debates que �veram lugar na década de 1870, as
alterna�vas abaixo estão corretas, EXCETO a alterna�va.
16@professorferretto @prof_ferretto
a) Além disso, a Lei do Ventre Livre estabelecia a
obrigatoriedade para todo proprietário realizar a
matrícula de seu escravo em um registro nacional.
Aqueles escravos que não es�vessem, devidamente,
matriculados seriam considerados livres.
b) Na segunda metade do século XIX, as tensões sociais
ganham força, especialmente no que diz respeito às
relações de trabalho. Portanto, leis como a Eusébio de
Queirós (1850), a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos
Sexagenários (1885) deixam claro os anseios e as
inquietações acerca do trabalho escravo, pra�cado no
Império do Brasil.
c) Soma-se a isso o fato de a Inglaterra exercer forte
pressão no governo brasileiro para a adoção de
medidas para ex�nguir a escravidão, pois pregava-se a
necessidade de aumento do mercado consumidor,
com trabalhadores assalariados, atendendo aos
interesses dos inves�mentos ingleses no Brasil.
d) Com a promulgação da lei nº 2.040, as crianças
nascidas a par�r daquela data tornavam-se,
prontamente, livres, podendo assim exercer funções
remuneradas, o que garan�a a transição do regime
escravocrata para a mão de obra livre, embora
provocassem perda material aos proprietários de
escravos.
H1174 - (Fgv)
A produção industrial de têxteis brasileiros cresceu
sistema�camente do século XIX até 1923, e então
diminuiu durante o restante da década de 1920. A
produção diminuía na fase de expansão das exportações
e aumentava quando ocorriam choques adversos no
setor de exportação, sobretudo do café.
(Francisco Vidal Luna e Herbert S. Klein. História
econômica e social do Brasil: o Brasil desde a república,
2016. Adaptado.)
Esse descompasso no crescimento da produção nos dois
setores da economia brasileira devia-se à correlação
entre
a) o aumento dos lucros na grande empresa agrícola e a
aplicação de capitais líquidos industriais nas a�vidades
de maior rendimento monetário.
b) a diminuição de rentabilidade na produção econômica
tradicional e a polí�ca governamental de proteção
industrial.
c) os lucros empresariais elevados e o deslocamento da
mão de obra especializada para os setores econômicos
potencialmente mais dinâmicos.
d) a perda do poder de compra dos la�fundiários
agrícolas e a expansão do mercado consumidor de
produtos nacionais de baixa qualidade.
e) a entrada de divisas na economia do país e a
possibilidade de aquisição de mercadorias
estrangeiras.
H1164 - (Espcex)
A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como
Guerra do Paraguai, envolveu os aliados Argen�na, Brasil
e Uruguai contra o Paraguai. Foi o conflito mais sangrento
ocorrido na América do Sul no século XIX. Rela�vamente
a esse assunto, é correto afirmar que
a) o primeiro avanço das forças paraguaias foi a invasão
da província argen�na de Corrientes, em 1865.
b) as tropas paraguaias, após a vitória na Batalha do
Riachuelo, seguiram na sua ofensiva rumo ao Uruguai,
com o obje�vo de recolocar Aguirre no poder.
c) dentre as causas da guerra, pode-se destacar a invasão
brasileira ao Uruguai e deposição de Aguirre.
d) sob o comando de Caxias, as forças aliadas venceram
uma série de importantes batalhas, chamadas de
“dezembradas” ou “Dezembrada”, com a tomada de
Assunção e a morte de Solano López na Batalha de
Cerro Corá.
e) um dos efeitos da guerra foi o aumento da dívida
externa brasileira, quando o Brasil passou a depender
cada vez mais de emprés�mos ob�dos com
banqueiros norte-americanos.
H1419 - (Fuvest)
A economia do Império do Brasil foi caracterizada por: 
17@professorferretto @prof_ferretto
a) Prevalecimento do trabalho assalariado imigrante e
inves�mentos estatais na indústria primária.
b) Desenvolvimento de relações comerciais e
diplomá�cas com países americanos, em detrimento
das relações com os países europeus.
c) Conjugação entre desenvolvimento agrícola e
industrial, responsável por tornar o Brasil a 4ª maior
economia do mundo.
d) Crescimento progressivo da dívida externa e
preponderância de uma economia agroexportadora.
e) Redução con�nua do tráfico de escravos e polí�cas
públicas voltadas à alfabe�zação e capacitação
profissional de trabalhadores pobres.
H1445 - (Fuvest)
A arte foi e ainda pode ser u�lizada para criar, reforçar
e disseminar ideias, valores e estereó�pos, mas também
pode colocá-los em discussão. A obra “Sentem para
jantar”, de Gê Viana, faz parte da série “Atualizações
traumá�cas de Debret”, na qual o ar�sta propõe uma
revisão iconográfica da história do Brasil tendo como
referência as obras de Jean-Bap�ste Debret,
especificamente aquelas presentes em “Viagem Pitoresca
e Histórica ao Brasil” (1834-1839), publicação que pautou
de maneira imagé�ca o período colonial brasileiro. Em
sua revisão, Gê Viana dá con�nuidade ao seu projeto de
análise crí�ca de representações históricas, produzindo
releituras de algumas dessas obras, dentre as quais, a
obra “Um jantar brasileiro”, do ar�sta francês. A seguir,
são reproduzidos os quadros desses dois ar�stas. 
 
Jean-Bap�ste Debret. “Um jantar brasileiro”, 1827.
Aquarela, 15,7 x 22 cm. Disponível
em h�p://museuscastromaya.com.br/.
 
Gê Viana. “Sentem para jantar”, 2021. Impressão em jato
de �nta com pigmento natural de colagem digital sobre
papel Hahnemuhle Photo Rag 308 g/m2; 29,7 x 42 cm.
Disponível em h�ps://mam.rio/ge-viana/.
 
Com base nas informações e imagens apresentadas,
assinale a alterna�va que corresponde à abordagem
adotada por Gê Viana em sua obra “Sentem para jantar”,
ao u�lizar como referência a obra “Um jantar brasileiro”,
de Jean-Bap�ste Debret.
a) Gê Viana reproduz, em sua obra, as mesmas relações
sociais representadas na obra de Debret.
b) Gê Viana exalta, em sua obra, especialmente as
caracterís�cas �sicas das pessoas retratadas,
enquanto Debret enfa�za as relações pessoais.
c) Gê Viana emprega, em sua obra, as mesmas técnicas e
os mesmos materiais u�lizados na obra de Debret, o
que lhes confere grande semelhança.
d) Gê Viana ignora aspectos relacionados a questões
étnico- raciais em sua releitura da obra de Debret,
focando apenas na esté�ca visual da obra.
e) Gê Viana busca desconstruir, em sua obra, os
estereó�pos étnico-raciais presentes na obra original
de Debret.
H1447 - (Fuvest)
A charge de Angelo Agos�ni foi publicada em 1880,
em meio aos debates sobre a Lei dos Sexagenários no
parlamento brasileiro. 
 
18@professorferretto @prof_ferretto
Angelo Agos�ni. “Escravidão ou morte”, Revista Illustrada
n.222 (RJ), 1880.
 
A charge
a) endossa a defesa, pelos setores polí�cos liberais, do
emprego detrabalhadores brancos, representados nas
laterais do monumento.
b) cri�ca a concepção de independência manifesta na
estátua equestre de Pedro I e a defesa da ex�nção do
tráfico de escravizados.
c) expõe a contradição entre a liberdade expressa na
estátua equestre de Pedro I e as mazelas enfrentadas
pelos escravizados.
d) defende a manutenção da escravidão, em oposição à
exploração do trabalho compulsório de indígenas e de
imigrantes europeus.
e) expressa a indignação dos proprietários rurais, grupo
social hegemônico, diante da redução gradual do
trabalho escravo.
H144 - (Fuvest)
Observe o mapa da expansão da cafeicultura nos
estados de São Paulo e Rio de Janeiro nos séculos XIX e
XX.
 
Sobre o papel da cafeicultura na dinâmica territorial
dessas áreas, é correto afirmar:
a) Iniciada no Vale do Paraíba do Sul, entre São Paulo e
Rio de Janeiro, na década de 1830, a cafeicultura teve
pouco êxito nessa região pelas dificuldades de cul�vo,
em função do clima frio e da escassez de trabalho
escravizado.
b) A expansão da produção cafeeira no estado de São
Paulo se deu em direção à zona oriental do estado, na
década de 1850, em decorrência da infraestrutura de
transporte existente na região e da presença de
trabalho assalariado.
c) O início da cafeicultura no estado de São Paulo se deu
na região oeste, na década de 1930, em decorrência
da expansão da produção no norte do Paraná, com
expansão para o oeste paulista, aproveitando-se da
qualidade do solo.
d) A produção cafeeira, nos séculos XIX e XX,
concentrava-se nos estados de Minas Gerais e Espírito
Santo, com a introdução de novas variedades
altamente produ�vas e resistentes ao clima frio dessas
regiões.
e) Expandindo-se na direção oeste do território paulista,
a produção cafeeira impulsionou, nos séculos XIX e XX,
a estruturação econômica do estado de São Paulo,
impactando o desenvolvimento da malha ferroviária e
portuária.
H1457 - (Unesp)
Não reconhecendo nós outra soberania mais de que a
soberania do povo, para ela apelamos. [...]
Neste país, que se presume cons�tucional, e onde só
deveriam ter ação poderes delegados, [...] só há um
poder a�vo, [...] poder sagrado inviolável e irresponsável.
O privilégio, em todas as suas relações com a
sociedade — tal é, em síntese, a fórmula social e polí�ca
do nosso país —, privilégio de religião, privilégio de raça,
privilégio de sabedoria, privilégio de posição, isto é, todas
as dis�nções arbitrárias e odiosas que criam no seio da
sociedade civil e polí�ca a monstruosa superioridade de
um sobre todos ou de alguns sobre muitos. [...]
A autonomia das províncias é, pois, para nós mais do
que um interesse imposto pela solidariedade dos direitos
e das relações provinciais, é um princípio cardeal e
solene que inscrevemos na nossa bandeira.
(“Manifesto Republicano de 1870”. In: Américo
Brasiliense. Os programas dos par�dos e o 2º Império,
1878.)
 
O trecho transcrito permite caracterizar o Manifesto
Republicano como 
19@professorferretto @prof_ferretto
a) racista e liberal.
b) federalista e socialista.
c) socialista e unitarista.
d) unitarista e racista.
e) democrata e federalista.
H1479 - (Unesp)
Real alicerce da sociedade, os escravos chegaram a
cons�tuir, em regiões como o Recôncavo, na Bahia, mais
de 75% da população. Desde o século XVI e até a
ex�nção do tráfico, em 1850, o regime demográfico
adverso verificado entre os ca�vos – em razão das mortes
prematuras e da baixa taxa de nascimento – levou a uma
taxa de crescimento nega�vo [...]. 
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma
biografia, 2018.)
 
A variação demográfica indicada no excerto provocou
a) a proibição das punições �sicas e a melhoria no
tratamento des�nado aos escravizados. 
b) o surgimento de leis des�nadas à redução do uso de
escravizados nas lavouras de cana. 
c) o apoio da Coroa portuguesa ao apresamento e à
escravização de indígenas. 
d) a necessidade constante de importação de mão de
obra de africanos escravizados.
e) o es�mulo à imigração e a transição para o trabalho
assalariado nas cidades e no campo.
H1483 - (Unesp)
A Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança expôs
a) as diferenças estruturais e ins�tucionais entre as
colonizações portuguesa e espanhola na América.
b) a hegemonia da presença imperialista britânica e
norte-americana na América do Sul.
c) as tensões regionais e disputas comerciais e polí�cas
entre os Estados da região.
d) as ideologias opostas e as dis�ntas posturas
diplomá�cas adotadas pelos novos Estados
americanos.
e) a insistência polí�ca e militar espanhola para
preservar suas úl�mas colônias americanas.
H1492 - (Unesp)
Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás para
resolver diferentes �pos de problema. Aos poucos, a
crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX,
deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por
“irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que
se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro.
Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de
santo ou um pai de santo, além de realizar suas
cerimônias religiosas, entrar em contato com seus deuses
e buscar respostas por meio de jogos de adivinhação
(como o jogo de búzios), muitos escravos e libertos
conseguiram formar outra família, família essa que muito
se assemelhava com as grandes linhagens existentes em
diversas localidades africanas.
(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil
afrodescendente, 2017.)
 
O texto caracteriza o Candomblé como
a) uma estratégia de recusa e resistência dos
escravizados diante dos esforços de catequização
empreendidos pelos jesuítas portugueses.
b) uma tenta�va de conciliar caracterís�cas de dis�ntas
religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e
as idolatrias.
c) uma religião derivada de crenças de origem africana,
que possibilitou o surgimento de espaços de
sociabilidade e solidariedade entre escravizados.
d) uma religião trazida da África e pra�cada no Brasil
pelos escravizados como uma forma de manter
contato com as origens e os antepassados.
e) uma religião de matriz islâmica que permi�a a
unificação dos escravizados procedentes de diversas
regiões da África.
H1519 - (Fuvest)
O tráfico de escravos africanos para o Brasil 
a) teve início no final do século XVII, quando as primeiras
jazidas de ouro foram descobertas nas Minas Gerais.
b) foi pouco expressivo no século XVII, ao contrário do
que ocorreu nos séculos XVI e XVIII, e foi ex�nto, de
vez, no início do século XIX. 
c) teve início na metade do século XVI, e foi pra�cado, de
forma regular, até a metade do século XIX.
d) foi ex�nto, quando da Independência do Brasil, a
despeito da pressão contrária das regiões auríferas.
e) dependeu, desde o seu início, diretamente do bom
sucesso das capitanias hereditárias, e, por isso, esteve
concentrado nas capitanias de Pernambuco e de São
Vicente, até o século XVIII.
H1520 - (Fuvest)
20@professorferretto @prof_ferretto
Em seu contexto de origem, o quadro acima corresponde
a uma
a) denúncia polí�ca das guerras entre as populações
indígenas brasileiras.
b) idealização român�ca num contexto de construção da
nacionalidade brasileira. 
c) crí�ca republicana à versão da história do Brasil
difundida pela monarquia.
d) defesa da evangelização dos índios realizada pelas
ordens religiosas no Brasil.
e) concepção de inferioridade civilizacional dos na�vos
brasileiros em relação aos indígenas da América
Espanhola.
H1526 - (Fuvest)
Considerando-se o intervalo entre o contexto em que
transcorre o enredo da obra Memórias de um sargento
de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e a época de
sua publicação, é correto afirmar que a esse período
corresponde o processo de
a) reforma e crise do Império Português na América.
b) triunfo de uma consciência na�vista e nacionalista na
colônia.
c) Independência do Brasil e formação de seu Estado
nacional.
d) consolidação do Estado nacional e de crise do regime
monárquico brasileiro.
e) Proclamação da República e instauração da Primeira
República.
H1536 - (Fuvest)
Examine