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182 a) revolta popular b) democracia direta c) intervenção golpista d) previsão constitucional 734. (Uni-FaceF SP/2017) O projeto político da ditadura militar continha uma clara premissa: o povo brasileiro é despreparado para o exercício do governo. Daí a ne- cessidade de uma elite ilustrada governar, guiando uma população inculta e incapaz de decidir sobre os rumos da nação. (Marcelo Torelly. “Somos todos constituintes”. Revista de História da Biblioteca Nacional, março de 2015.) O trecho apresenta a) uma justificativa, usada pelos articuladores do golpe de 1964, para o estabelecimento de um regime ditatorial no Brasil. b) uma crítica à implantação da ditadura militar no Brasil, elaborada pelos militares que lideraram o golpe de 1964. c) uma avaliação positiva dos resultados obtidos pelos go- vernos militares, instalados no Brasil a partir de 1964. d) uma discordância entre os militares moderados e os da linha dura a respeito da participação popular no regime es- truturado a partir de 1964. e) uma contestação dos movimentos de esquerda que com- bateram o regime militar, firmado a partir de 1964. 735. (IFSC/2016) Em 31 de março de 1964 ocorreu o cha- mado Golpe Militar no Brasil, após o qual os militares governaram o país de forma ditatorial por cerca de vinte anos. Por ser a ditadura mais recente da história do Bra- sil, ela é a mais lembrada, com heranças que percebe- mos até os dias atuais; esse, porém, não foi o único re- gime autoritário brasileiro. Podemos destacar, ainda, três momentos da República brasileira em que ocorre- ram golpes ou revoluções no governo nacional: 1889, 1937 e 1964. Sobre esses momentos da história do Bra- sil, é CORRETO afirmar: a) Os três golpes tiveram cunho militar e, ao destituir o pre- sidente anterior, implantaram medidas prendendo o ante- cessor. b) Tanto na ditadura de Getúlio Vargas, quanto no governo dos militares, o Estado estava preocupado com uma su- posta revolução político-social no Brasil. c) Tanto em 1889, quanto em 1964, os militares instituíram departamentos de imprensa e propaganda para o controle midiático de jornais, rádio e televisão. d) As perseguições políticas foram comuns nestes perío- dos; porém, somente na ditadura de Vargas, entre 1937 e 1945, ocorreram mortes. e) Somente em 1937 e 1964 os golpes tiveram grande in- fluência das forças militares; em 1889, o exército apenas deu apoio moral aos revoltosos. 736. (UFPR/2020) O golpe civil-militar de 1964 no Brasil provocou uma ruptura violenta no sistema democrático vigente desde 1946. O país passou a ser governado por generais escolhidos pelo Congresso Nacional em elei- ções indiretas e sem a participação popular. Uma das formas jurídicas mais frequentes empregadas pelo re- gime para a garantia da governabilidade deu-se por meio da decretação dos “Atos Institucionais”. A respeito desse processo histórico, que durou 21 anos (1964-1985), assinale a alternativa INCORRETA. a) A ditadura civil-militar extinguiu os partidos políticos e cancelou seus respectivos registros através do Ato Institu- cional nº 2, de 1965. b) A ditadura civil-militar realizou escassos investimentos tanto em obras de infraestrutura rodoviária quanto em sis- temas de comunicação. c) As graves violações de direitos humanos, sobretudo a aplicação de tortura, as detenções ilegais e os desapareci- mentos de opositores foram práticas sistemáticas durante grande parte desse período histórico. d) Pelo Ato Institucional nº 5, de 1968, o regime militar sus- pendeu, entre outras, as garantias constitucionais de vitali- ciedade, inamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo. e) A Lei nº 6.683, de 1979, concedeu anistia política a todos aqueles que cometeram crimes políticos ou conexos com estes, no período compreendido entre 1961 e 1979. 737. (ESPM SP/2020) Em 1/9/1969, há exatos 50 anos, nos chamados anos de chumbo, o jornal Folha de São Paulo estampava em manchete de primeira página: COM TROMBOSE CEREBRAL, COSTA E SILVA SE AFASTA O jornal acrescentava: Pouco antes das 22 horas deste domingo 31/8, a Agência Nacional informou o país, em cadeia de rádio e televisão que o presidente Arthur da Costa e Silva, acometido de trombose cerebral, está temporariamente impedido de chefiar o governo. Reunido no Rio de Janeiro, o Alto Comando das Forças Armadas editou o Ato Institucional No. 12, que teve por efeito: a) o vice-presidente Pedro Aleixo, civil e voz solitária, que havia se erguido contra o AI-5, foi imediatamente empos- sado na Presidência da República; b) o Alto Comando das Forças Armadas assumiu a presi- dência do Brasil e a exerceu até o término do mandato de Costa e Silva, rompendo a institucionalidade garantida pela Constituição de 1967 então em vigência; c) foi empossado na presidência o General Ernesto Geisel, que revogou o AI-5 assim que assumiu; d) foi formada uma junta militar que assumiu interinamente, rompeu a constitucionalidade do próprio regime e impediu a posse do vice-presidente Pedro Aleixo, tendo em 30/10/1969 transferido a presidência para o General Gar- rastazu Médici; e) a revogação de todos os atos discricionários e a institui- ção de uma lei de anistia ampla geral e irrestrita, defla- grando a abertura política. 738. (FUVEST SP/2020) Documentos da Agência Central de Inteligência Americana (CIA) mostram que o Brasil quis liderar a Operação Condor e só não conseguiu por- que enfrentou resistência dos outros países membros – Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia. (...) Os documentos da CIA fazem parte do Projeto de Desclas- sificação Argentina (The Dirty War, 1976‐1983), do go- verno americano, e incluem mais de 40 mil páginas. Duas dezenas delas fazem menções ao Brasil (...). Marcelo Godoy, O Estado de São Paulo. Abril/2019.