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N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 317 O Presidente da mesa é o Presidente da sua res- pectiva casa, cabe a este declarar a perda de mandato (art. 55 da CF). Estadual e Distrital O âmbito Estadual e Distrital é composto pela Assembleia Legislativa, através dos Deputados esta- duais, eleitos pelo sistema proporcional (26 Deputados por Estado), com mandato de quatro anos, aplicando as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas. Ainda, o subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assem- bleia Legislativa (art. 27 da CF). Municipal Na esfera municipal temos os Vereadores eleitos pelo sistema proporcional, com mandato de quatro anos – Unicameral. O número de vereadores que ocu- pam a Câmara Municipal é definido de acordo com o número de habitantes da respectiva cidade, conforme art. 29, IV da CF. Os vereadores apenas gozam da imunidade material. Imunidade Parlamentar A imunidade parlamentar é também conheci- da como imunidade legislativa, pode ser imunidade material ou imunidade formal, vejamos: Imunidade Material: absoluta inviolabilidade. Parlamentares são imunes civil e penalmente para suas opiniões, palavras e votos, desde que no exer- cício da atividade parlamentar. Sendo que, não cometem no exercício da atividade parlamentar: inju- ria calúnia e difamação. Todos os parlamentares pos- suem essa imunidade. A imunidade material está consagrada no art. 53 do texto constitucional, que prevê que Deputados e Sena- dores são invioláveis civis e penalmente, vejamos. Art. 53 Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opi- niões, palavras e votos. § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedi- ção do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser pre- sos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vin- te e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. (grifo nosso) A imunidade é uma espécie de proteção aos par- lamentares no exercício de suas funções, para que estes tenham ampla liberdade de expressão e debate de ideias nas questões de interesse de seus represen- tados. Ainda, a imunidade material é absoluta, sen- do que as palavras e opiniões do parlamentar ficam excluídas de ação condenatória. Por exemplo, determinado Senador, ao discutir temas políticos com outro parlamentar, profere pala- vras de injuria e acusa o parlamentar de praticar fatos definidos como crime. Nesse caso, o parlamentar ofendido não pode mover processo contra o Senador, pois as ofensas proferidas estão relacionadas ao exer- cício da atividade parlamentar. Parlamentar não pode renunciar à imunidade par- lamentar e abrir mão do foro privilegiado. Conforme o art. 29, VIII da CF/88, os vereadores tem essa proteção, mas somente na circunscrição do Município. Art. 29 O Município reger-se-á por lei orgânica, vota- da em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Cons- tituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: [...] VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opi- niões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município; Imunidade Formal: Relativa propriamente dita. Na imunidade formal, há a possibilidade de sus- pensão da prisão e do processo para a maioria abso- luta dos membros da respectiva casa, consiste no julgamento pelo STF, desde a expedição do Diploma. Note que os vereadores não podem ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. A diplomação ocorre antes da posse, é um ato que comprova que o candidato foi eleito e está apto para tomar a posse no respectivo cargo. É neste ato que ocorre a entrega do documento (diploma) pela justiça eleitoral. Art.53 Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. § 3º Recebida à denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diploma- ção, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. § 6º Os Deputados e Senadores não serão obriga- dos a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles rece- beram informações. § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputa- dos e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores sub- sistirão durante o estado de sítio, só podendo ser sus- pensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incom- patíveis com a execução da medida. (grifo nosso) Caso seja determinada a prisão de algum Depu- tado ou Senador após a diplomação, os autos serão enviados para a respectiva casa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, a casa resolva sobre a prisão, a qual poderá determinada a sustação do andamento da ação até o final do mandato (Neste caso, fica suspensa a prescrição). 318 Comissões Comissões são os grupos de parlamentares reuni- dos para discutir sobre diversos assuntos, por exem- plo, cabe às comissões convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. Vejamos o art. 58 da CF. Art. 58 O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, constituí- das na forma e com as atribuições previstas no respec- tivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. § 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representa- ção proporcional dos partidos ou dos blocos parla- mentares que participam da respectiva Casa. § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua com- petência, cabe: I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos mem- bros da Casa; II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; IV - receber petições, reclamações, representa- ções ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI - apreciar programas de obras, planos nacio- nais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer. (grifo nosso) Comissão parlamentar de inquérito – CPI É uma investigação conduzida pelo poder legislati- vo, que serve para ouvir depoimentos e esclarecimentos sobre fatos relevantes da vida pública, também pode ocorrer durante o recesso parlamentar, ou seja, apura fato certo por prazo determinado. A CPI tem prazo de duração de 120 dias, se for o caso, pode ser prorrogado por até 60 dias mediante deliberação do Plenário. Para criação tem que ter um terço dos votos (ou seja, pelo voto favorável de pelo menos 171 Deputa- dos Federais ou de 27 Senadores) dos Deputados ou Senadores, em conjunto ou separadamente. Depois de encerrado, se for o caso, é enviado para o Minis- tério Público para que promova a responsabilização civil e criminal dosinfratores. Conforme art. 58, § 3º da CF, as comissões terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, vejamos: § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requeri- mento de um terço de seus membros, para a apu- ração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabi- lidade civil ou criminal dos infratores. (grifo nosso) A seguir, organizamos um quadro explicativo refe- rente ao que pode e o que não pode ser realizado pela CPI. CPI Pode z Convocar ministro de Estado; z Tomar depoimento de autoridade federal, estadual ou municipal; z Ouvir suspeitos (que têm direito ao silêncio para não se auto incriminar) e testemunhas (que têm o compromisso de dizer a verdade e são obrigadas a comparecer); z Ir a qualquer ponto do território nacional para investigações e audiências públicas; z Prender em flagrante delito; z Requisitar informações e documentos de reparti- ções públicas e autárquicas; z Requisitar funcionários de qualquer poder para ajudar nas investigações, inclusive policiais; z Pedir perícias, exames e vistorias, inclusive busca e apreensão (vetada em domicílio); z Determinar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de inspeções e auditorias; e z Quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados (inclusi- ve telefônico, ou seja, extrato de conta e não escuta ou grampo). CPI Não Pode z Não pode condenar; z Não pode determinar medida cautelar, como pri- sões, indisponibilidade de bens, arresto, sequestro; z Não pode determinar interceptação telefônica e quebra de sigilo de correspondência; z Não pode impedir que o cidadão deixe o território nacional e determinar apreensão de passaporte; z Não pode expedir mandado de busca e apreensão domiciliar; e z Não pode impedir a presença de advogado do depoente na reunião (advogado pode: ter acesso a documentos da CPI; falar para esclarecer equívo- co ou dúvida; opor a ato arbitrário ou abusivo; ter manifestações analisadas pela CPI até para impug- nar prova ilícita). Sobre a admissibilidade da instauração de CPI, em 2020 determinado deputado federal insurgiu contra ato, por meio do qual o Presidente da Câmara dos Deputados indeferiu pedido de instauração de CPI destinada a investigar a metodologia de elaboração e divulgação de pesquisas e os reflexos no resultado das eleições. Assim, ao analisar o Mandado de Segurança, o STF considerou que: “É atribuição do Presidente da Câmara aferir o preenchimento dos requisitos atinentes à instaura- ção de comissão parlamentar de inquérito”. (MS 33.521, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 15.05.2020, Dje em 24.06.2020) Tribunais de conta O Tribunal de contas da União tem como função auxiliar o Congresso Nacional no controle externo, referente à fiscalização. É um órgão independente, composto por nove ministros, aos quais competem as seguintes funções (art. 71 da CF): z Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Pre- sidente da República; N O Ç Õ ES D E D IR EI TO C O N ST IT U C IO N A L 319 É função do TCU, mediante parecer prévio (deve ser elaborado no prazo de 60 dias), analisar as contas anuais do Presidente da República, por exemplo, análi- se das demonstrações contábeis consolidadas da União (também chamados de balanços gerais da União). z Julgar as contas dos administradores e demais res- ponsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta; Exemplo: é função do TCU julgar as contas das autarquias. z Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta; z Exemplo: apreciar a legalidade de ato de admis- são da empresa brasileira de Correios, mediante a prorrogação de concurso público. z Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão téc- nica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, ope- racional e patrimonial, nas unidades administrati- vas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; Exemplo: apurar denúncias referente à legalidade de atos administrativos. z Fiscalizar as contas nacionais das empresas supra- nacionais de cujo capital social a União participe; Exemplo: o Brasil tem acordo realizado com o Gover- no do Iraque, nesse sentido, a União participa do denominado Banco Brasileiro Iraquiano S. A (BBI). z Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repas- sados pela União mediante convênio, acordo, ajus- te ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município; Exemplo: fiscalização do repasse dos recursos Federais transferidos aos Estados. z Prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional; Exemplo: emitir pronunciamento conclusivo sobre os projetos de lei relativos ao plano plurianual, diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual. z Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei; Exemplo: Verificada fraude comprovada à licita- ção, o Tribunal poderá proibir o sancionado de participar de licitação na Administração pública Federal por até cinco anos. z Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimen- to da lei, se verificada ilegalidade; Exemplo: Verificada a ilegalidade de uma licitação, o Tribunal determina o prazo de quinze dias para que o responsável adote as providências necessá- rias (alegações de defesa ou, se for o caso, adequar o contrato a lei). z Sustar se não atendido, a execução do ato impug- nado, comunicando a decisão à Câmara dos Depu- tados e ao Senado Federal; Exemplo: caso verificada a ilegalidade de uma lici- tação e o responsável não responder no prazo as alegações de sua defesa ou, se for o caso, não ade- quar o contrato a lei, o TCU pode sustar a execução ato impugnado, entretanto, o TCU não tem poder para anular contrato administrativo, mas, se for o caso, pode comunicar a autoridade administrati- va para que anule o contrato ou a licitação. z Representar ao Poder competente sobre irregula- ridades ou abusos apurados. Exemplo: Conforme abordado acima, o TCU comu- nica ao Congresso Nacional sobre as irregulari- dades e abusos apurados para que, se for o caso, anule o contrato administrativo ou a licitação. Do Processo legislativo É o conjunto de atos a serem observados para a produção, criação, modificação ou revogação de nor- mas, realizado pelos órgãos competentes. A iniciativa pode ser parlamentar (quando outor- gada aos Membros do Congresso Nacional – Câmara dos Deputados ou Senado Federal) ou extraparlamen- tar (quando conferida aos demais órgãos ou pessoas que não integram o Congresso Nacional, por exemplo, através da iniciativa popular).FIQUE ATENTO! No processo legislativo de elaboração e criação de normas, o Senado Federal só será a casa iniciadora, se o projeto for apresentado por Senadores ou suas comissões. z Medida provisória: tem iniciativa na Câmara dos Deputados, art. 62 §8° da CF. z Iniciativa popular: a CF exige a subscrição de no mínimo 1% do eleitorado, nacional, distribuído por pelo menos cinco estados, com não menos de 0,3% dos eleitores, cada um deles, e será apresen- tado perante a Câmara dos Deputados, art. 61, §2° da CF. A tramitação é a mesma do projeto de lei ordinária. Exemplo de iniciativa popular para lei complementar – lei da ficha limpa. Os projetos de lei começam a tramitar na Câmara dos Deputados, com exceção de quando são apresen- tados por Senador ou comissão do senado, nesses dois casos, começam pelo Senado. Caso o projeto seja aprovado por uma Casa,ele será revisto pela outra, em um só turno de discussão e votação (em cada casa). z Se tiver iniciado a tramitação na Câmara (regra), o projeto segue para o Senado, onde será analisa- do e votado. Se for alterado, volta para a Câma- ra, que analisa apenas as alterações, podendo mantê-las ou recuperar o texto original. z Em seguida, vai para sanção ou veto do presidente da República. Atenção! Se tiver vindo do Senado (exceção) e for aprovado sem alterações, segue para sanção ou veto do presidente da República. z Se for alterado, volta para o Senado, que analisa as mudanças da Câmara, podendo mantê-las ou recu- perar o texto original. z Em seguida, vai para sanção ou veto do Presidente da República. Entenda: Na casa revisora, o projeto pode ser rejei- tado (arquivado), se aprovado (depois de ser enviado para o Presidente dar a sanção ou veto), ou emendado. 320 INICIATIVA Casa iniciadora CÂMARA DOS DEPUTADOS Casa revisora SENADO FEDERAL Volta para Câmara Analisa apenas as alterações: Pode mantê-las ou recuperar o texto ori- ginal. Em seguida, vai para sanção ou veto PRESIDENTE DA REPÚBLICA 15 dias Promulgação e posterior publicação Pode ser derrubado pela Câmara dos Deputados e Senado Federal SANÇÃO VETO Aprovado Alterado Aprovado 48 horas Art. 66 da CF Lei ordinária: a votação para aprovação será por maioria simples. Lei Complementar: a votação para aprovação será por maioria absoluta; Emenda Constitucional: a votação para aprova- ção será por três quintos dos membros. Deliberação A deliberação é a competência exclusiva do Pre- sidente da República, após concluída a votação. Ocorre apenas no processo das leis ordinárias e complementares. Sanção: concordância com o projeto de lei apre- sentado, podendo ser expressa (assinatura) ou tácita (quando o Presidente não se manifesta sobre no prazo de 15 dias). Vide Art. 66 § 1º da CF. z Sanção expressa: se ocorrer a subscrição do pro- jeto de lei. Ou seja, quando o Presidente da Repú- blica manifestar concordância ao Projeto de Lei aprovado pelo Congresso Nacional, no prazo de 15 dias úteis. z Sanção tácita: caso não ocorra veto (discordância) no prazo de 15 dias. Ou seja, o Presidente não se manifestou dentro do prazo, inerte, entende pela sua concordância com o Projeto de Lei aprovado. Veto: é a discordância do Presidente com o projeto de lei aprovado, este deve ser manifestado obrigato- riamente de maneira expressa (diferente da sanção tácita que ocorre com a inércia do Presidente dentro do prazo de 15 dias), pode ser total ou parcial. Tem prazo de 15 dias para se apresentar, ainda, deve no prazo de 48 horas comunicar os motivos do veto ao Presidente do Senado Federal. z Veto será expresso, motivado, formalizado, supe- rável e supressivo. O veto pode ser total, que atinge todo o projeto, ou parcial, que atinge somente alguns dispositivos. Art. 66 A Casa na qual tenha sido concluída a vota- ção enviará o projeto de lei ao Presidente da Repú- blica, que, aquiescendo, o sancionará. § 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, conta- dos da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. § 2º O veto parcial somente abrangerá texto inte- gral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. § 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção. Veto pode ser derrubado: § 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, den- tro de trinta dias a contar de seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria abso- luta dos Deputados e Senadores. (grifo nosso) § 5º Se o veto não for mantido, será o projeto envia- do, para promulgação, ao Presidente da República. § 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposi- ções, até sua votação final. § 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República, nos casos dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulga- rá, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. O veto pode ser “derrubado” pelo Congresso Nacional, em sessão conjunta, no prazo de 30 dias, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, após, o projeto será reen- viado ao presidente para a promulgação. Veto PRESIDENTE SENADO FEDERAL 30 dias Sessão Conjunta Deputado Federal + Senadores O Congresso Nacional deve apreciar o veto dentro do prazo máximo de 30 dias em sessão conjunta, podendo rejeitá-lo pelo voto secreto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. Congresso Nacional decide não manter o Veto – Envia novamente o texto ao Presidente.