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O Presidente da mesa é o Presidente da sua res-
pectiva casa, cabe a este declarar a perda de mandato 
(art. 55 da CF).
Estadual e Distrital
O âmbito Estadual e Distrital é composto pela 
Assembleia Legislativa, através dos Deputados esta-
duais, eleitos pelo sistema proporcional (26 Deputados 
por Estado), com mandato de quatro anos, aplicando 
as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, 
inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda 
de mandato, licença, impedimentos e incorporação 
às Forças Armadas. Ainda, o subsídio dos Deputados 
Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assem-
bleia Legislativa (art. 27 da CF).
Municipal
Na esfera municipal temos os Vereadores eleitos 
pelo sistema proporcional, com mandato de quatro 
anos – Unicameral. O número de vereadores que ocu-
pam a Câmara Municipal é definido de acordo com o 
número de habitantes da respectiva cidade, conforme 
art. 29, IV da CF.
Os vereadores apenas gozam da imunidade 
material.
Imunidade Parlamentar
A imunidade parlamentar é também conheci-
da como imunidade legislativa, pode ser imunidade 
material ou imunidade formal, vejamos: Imunidade 
Material: absoluta inviolabilidade.
Parlamentares são imunes civil e penalmente para 
suas opiniões, palavras e votos, desde que no exer-
cício da atividade parlamentar. Sendo que, não 
cometem no exercício da atividade parlamentar: inju-
ria calúnia e difamação. Todos os parlamentares pos-
suem essa imunidade.
A imunidade material está consagrada no art. 53 do 
texto constitucional, que prevê que Deputados e Sena-
dores são invioláveis civis e penalmente, vejamos.
Art. 53 Os Deputados e Senadores são invioláveis, 
civil e penalmente, por quaisquer de suas opi-
niões, palavras e votos.
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedi-
ção do diploma, serão submetidos a julgamento 
perante o Supremo Tribunal Federal.
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros 
do Congresso Nacional não poderão ser pre-
sos, salvo em flagrante de crime inafiançável. 
Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vin-
te e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo 
voto da maioria de seus membros, resolva sobre a 
prisão.  (grifo nosso)
A imunidade é uma espécie de proteção aos par-
lamentares no exercício de suas funções, para que 
estes tenham ampla liberdade de expressão e debate 
de ideias nas questões de interesse de seus represen-
tados. Ainda, a imunidade material é absoluta, sen-
do que as palavras e opiniões do parlamentar ficam 
excluídas de ação condenatória.
Por exemplo, determinado Senador, ao discutir 
temas políticos com outro parlamentar, profere pala-
vras de injuria e acusa o parlamentar de praticar 
fatos definidos como crime. Nesse caso, o parlamentar 
ofendido não pode mover processo contra o Senador, 
pois as ofensas proferidas estão relacionadas ao exer-
cício da atividade parlamentar. 
Parlamentar não pode renunciar à imunidade par-
lamentar e abrir mão do foro privilegiado.
Conforme o art. 29, VIII da CF/88, os vereadores 
tem essa proteção, mas somente na circunscrição do 
Município. 
Art. 29 O Município reger-se-á por lei orgânica, vota-
da em dois turnos, com o interstício mínimo de dez 
dias, e aprovada por dois terços dos membros da 
Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os 
princípios estabelecidos nesta Constituição, na Cons-
tituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:
[...]
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opi-
niões, palavras e votos no exercício do mandato e 
na circunscrição do Município;
Imunidade Formal: Relativa propriamente dita.
Na imunidade formal, há a possibilidade de sus-
pensão da prisão e do processo para a maioria abso-
luta dos membros da respectiva casa, consiste no 
julgamento pelo STF, desde a expedição do Diploma. 
Note que os vereadores não podem ser presos, salvo 
em flagrante de crime inafiançável.
A diplomação ocorre antes da posse, é um ato que 
comprova que o candidato foi eleito e está apto para 
tomar a posse no respectivo cargo. É neste ato que ocorre 
a entrega do documento (diploma) pela justiça eleitoral.
Art.53 Os Deputados e Senadores são invioláveis, 
civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, 
palavras e votos. 
§ 3º Recebida à denúncia contra o Senador ou 
Deputado, por crime ocorrido após a diploma-
ção, o Supremo Tribunal Federal dará ciência 
à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido 
político nela representado e pelo voto da maioria de 
seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o 
andamento da ação.
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa 
respectiva no prazo improrrogável de quarenta e 
cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, 
enquanto durar o mandato.
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obriga-
dos a testemunhar sobre informações recebidas ou 
prestadas em razão do exercício do mandato, nem 
sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles rece-
beram informações.
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputa-
dos e Senadores, embora militares e ainda que em 
tempo de guerra, dependerá de prévia licença da 
Casa respectiva.
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores sub-
sistirão durante o estado de sítio, só podendo ser sus-
pensas mediante o voto de dois terços dos membros 
da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora 
do recinto do Congresso Nacional, que sejam incom-
patíveis com a execução da medida. (grifo nosso)  
Caso seja determinada a prisão de algum Depu-
tado ou Senador após a diplomação, os autos serão 
enviados para a respectiva casa, para que, pelo voto 
da maioria de seus membros, a casa resolva sobre 
a prisão, a qual poderá determinada a sustação do 
andamento da ação até o final do mandato (Neste 
caso, fica suspensa a prescrição). 
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Comissões
Comissões são os grupos de parlamentares reuni-
dos para discutir sobre diversos assuntos, por exem-
plo, cabe às comissões convocar Ministros de Estado 
para prestar informações sobre assuntos inerentes a 
suas atribuições. Vejamos o art. 58 da CF.
Art. 58 O Congresso Nacional e suas Casas terão 
comissões permanentes e temporárias, constituí-
das na forma e com as atribuições previstas no respec-
tivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.
§ 1º Na constituição das Mesas e de cada Comissão, 
é assegurada, tanto quanto possível, a representa-
ção proporcional dos partidos ou dos blocos parla-
mentares que participam da respectiva Casa.
§ 2º Às comissões, em razão da matéria de sua com-
petência, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, 
na forma do regimento, a competência do Plenário, 
salvo se houver recurso de um décimo dos mem-
bros da Casa;
II - realizar audiências públicas com entidades 
da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar 
informações sobre assuntos inerentes a suas 
atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representa-
ções ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou 
omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade 
ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, planos nacio-
nais, regionais e setoriais de desenvolvimento e 
sobre eles emitir parecer. (grifo nosso)
Comissão parlamentar de inquérito – CPI
É uma investigação conduzida pelo poder legislati-
vo, que serve para ouvir depoimentos e esclarecimentos 
sobre fatos relevantes da vida pública, também pode 
ocorrer durante o recesso parlamentar, ou seja, apura 
fato certo por prazo determinado. A CPI tem prazo de 
duração de 120 dias, se for o caso, pode ser prorrogado 
por até 60 dias mediante deliberação do Plenário. 
Para criação tem que ter um terço dos votos (ou 
seja, pelo voto favorável de pelo menos 171 Deputa-
dos Federais ou de 27 Senadores) dos Deputados ou 
Senadores, em conjunto ou separadamente. Depois 
de encerrado, se for o caso, é enviado para o Minis-
tério Público para que promova a responsabilização 
civil e criminal dosinfratores. 
Conforme art. 58, § 3º da CF, as comissões terão 
poderes de investigação próprios das autoridades 
judiciais, vejamos:
§ 3º As comissões parlamentares de inquérito, que 
terão poderes de investigação próprios das 
autoridades judiciais, além de outros previstos 
nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas 
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, 
em conjunto ou separadamente, mediante requeri-
mento de um terço de seus membros, para a apu-
ração de fato determinado e por prazo certo, sendo 
suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao 
Ministério Público, para que promova a responsabi-
lidade civil ou criminal dos infratores. (grifo nosso)
A seguir, organizamos um quadro explicativo refe-
rente ao que pode e o que não pode ser realizado pela CPI.
CPI Pode
 z Convocar ministro de Estado;
 z Tomar depoimento de autoridade federal, estadual 
ou municipal;
 z Ouvir suspeitos (que têm direito ao silêncio para 
não se auto incriminar) e testemunhas (que têm o 
compromisso de dizer a verdade e são obrigadas a 
comparecer);
 z Ir a qualquer ponto do território nacional para 
investigações e audiências públicas;
 z Prender em flagrante delito;
 z Requisitar informações e documentos de reparti-
ções públicas e autárquicas;
 z Requisitar funcionários de qualquer poder para 
ajudar nas investigações, inclusive policiais;
 z Pedir perícias, exames e vistorias, inclusive busca 
e apreensão (vetada em domicílio);
 z Determinar ao Tribunal de Contas da União (TCU) 
a realização de inspeções e auditorias; e
 z Quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados (inclusi-
ve telefônico, ou seja, extrato de conta e não escuta 
ou grampo).
CPI Não Pode
 z Não pode condenar;
 z Não pode determinar medida cautelar, como pri-
sões, indisponibilidade de bens, arresto, sequestro;
 z Não pode determinar interceptação telefônica e 
quebra de sigilo de correspondência;
 z Não pode impedir que o cidadão deixe o território 
nacional e determinar apreensão de passaporte;
 z Não pode expedir mandado de busca e apreensão 
domiciliar; e
 z Não pode impedir a presença de advogado do 
depoente na reunião (advogado pode: ter acesso a 
documentos da CPI; falar para esclarecer equívo-
co ou dúvida; opor a ato arbitrário ou abusivo; ter 
manifestações analisadas pela CPI até para impug-
nar prova ilícita).
Sobre a admissibilidade da instauração de CPI, em 
2020 determinado deputado federal insurgiu contra 
ato, por meio do qual o Presidente da Câmara dos 
Deputados indeferiu pedido de instauração de CPI 
destinada a investigar a metodologia de elaboração e 
divulgação de pesquisas e os reflexos no resultado das 
eleições. Assim, ao analisar o Mandado de Segurança, 
o STF considerou que:
“É atribuição do Presidente da Câmara aferir o 
preenchimento dos requisitos atinentes à instaura-
ção de comissão parlamentar de inquérito”.
(MS 33.521, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 15.05.2020, Dje em 
24.06.2020)
Tribunais de conta 
O Tribunal de contas da União tem como função 
auxiliar o Congresso Nacional no controle externo, 
referente à fiscalização. É um órgão independente, 
composto por nove ministros, aos quais competem as 
seguintes funções (art. 71 da CF):
 z Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Pre-
sidente da República;
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 É função do TCU, mediante parecer prévio (deve ser 
elaborado no prazo de 60 dias), analisar as contas 
anuais do Presidente da República, por exemplo, análi-
se das demonstrações contábeis consolidadas da União 
(também chamados de balanços gerais da União). 
 z Julgar as contas dos administradores e demais res-
ponsáveis por dinheiros, bens e valores públicos 
da administração direta e indireta;
 Exemplo: é função do TCU julgar as contas das 
autarquias.
 z Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos 
atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na 
administração direta e indireta;
 z Exemplo: apreciar a legalidade de ato de admis-
são da empresa brasileira de Correios, mediante a 
prorrogação de concurso público. 
z Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos 
Deputados, do Senado Federal, de Comissão téc-
nica ou de inquérito, inspeções e auditorias de 
natureza contábil, financeira, orçamentária, ope-
racional e patrimonial, nas unidades administrati-
vas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;
 Exemplo: apurar denúncias referente à legalidade 
de atos administrativos.
z Fiscalizar as contas nacionais das empresas supra-
nacionais de cujo capital social a União participe;
 Exemplo: o Brasil tem acordo realizado com o Gover-
no do Iraque, nesse sentido, a União participa do 
denominado Banco Brasileiro Iraquiano S. A (BBI).
z Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repas-
sados pela União mediante convênio, acordo, ajus-
te ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao 
Distrito Federal ou a Município;
 Exemplo: fiscalização do repasse dos recursos 
Federais transferidos aos Estados.
z Prestar as informações solicitadas pelo Congresso 
Nacional;
 Exemplo: emitir pronunciamento conclusivo sobre 
os projetos de lei relativos ao plano plurianual, 
diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual. 
z Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade 
de despesa ou irregularidade de contas, as sanções 
previstas em lei;
 Exemplo: Verificada fraude comprovada à licita-
ção, o Tribunal poderá proibir o sancionado de 
participar de licitação na Administração pública 
Federal por até cinco anos. 
z Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote 
as providências necessárias ao exato cumprimen-
to da lei, se verificada ilegalidade;
 Exemplo: Verificada a ilegalidade de uma licitação, 
o Tribunal determina o prazo de quinze dias para 
que o responsável adote as providências necessá-
rias (alegações de defesa ou, se for o caso, adequar 
o contrato a lei).
z Sustar se não atendido, a execução do ato impug-
nado, comunicando a decisão à Câmara dos Depu-
tados e ao Senado Federal;
 Exemplo: caso verificada a ilegalidade de uma lici-
tação e o responsável não responder no prazo as 
alegações de sua defesa ou, se for o caso, não ade-
quar o contrato a lei, o TCU pode sustar a execução 
ato impugnado, entretanto, o TCU não tem poder 
para anular contrato administrativo, mas, se for 
o caso, pode comunicar a autoridade administrati-
va para que anule o contrato ou a licitação. 
z Representar ao Poder competente sobre irregula-
ridades ou abusos apurados.
 Exemplo: Conforme abordado acima, o TCU comu-
nica ao Congresso Nacional sobre as irregulari-
dades e abusos apurados para que, se for o caso, 
anule o contrato administrativo ou a licitação.
Do Processo legislativo
É o conjunto de atos a serem observados para a 
produção, criação, modificação ou revogação de nor-
mas, realizado pelos órgãos competentes.
A iniciativa pode ser parlamentar (quando outor-
gada aos Membros do Congresso Nacional – Câmara 
dos Deputados ou Senado Federal) ou extraparlamen-
tar (quando conferida aos demais órgãos ou pessoas 
que não integram o Congresso Nacional, por exemplo, 
através da iniciativa popular).FIQUE ATENTO!
No processo legislativo de elaboração e criação de 
normas, o Senado Federal só será a casa iniciadora, 
se o projeto for apresentado por Senadores ou suas 
comissões.
 z Medida provisória: tem iniciativa na Câmara 
dos Deputados, art. 62 §8° da CF.
 z Iniciativa popular: a CF exige a subscrição de no 
mínimo 1% do eleitorado, nacional, distribuído 
por pelo menos cinco estados, com não menos de 
0,3% dos eleitores, cada um deles, e será apresen-
tado perante a Câmara dos Deputados, art. 61, §2° 
da CF. A tramitação é a mesma do projeto de lei 
ordinária. Exemplo de iniciativa popular para lei 
complementar – lei da ficha limpa.
Os projetos de lei começam a tramitar na Câmara 
dos Deputados, com exceção de quando são apresen-
tados por Senador ou comissão do senado, nesses 
dois casos, começam pelo Senado. Caso o projeto seja 
aprovado por uma Casa,ele será revisto pela outra, 
em um só turno de discussão e votação (em cada casa). 
 z Se tiver iniciado a tramitação na Câmara (regra), 
o projeto segue para o Senado, onde será analisa-
do e votado. Se for alterado, volta para a Câma-
ra, que analisa apenas as alterações, podendo 
mantê-las ou recuperar o texto original. 
 z Em seguida, vai para sanção ou veto do presidente 
da República.
Atenção! Se tiver vindo do Senado (exceção) e for 
aprovado sem alterações, segue para sanção ou veto 
do presidente da República. 
 z Se for alterado, volta para o Senado, que analisa as 
mudanças da Câmara, podendo mantê-las ou recu-
perar o texto original. 
 z Em seguida, vai para sanção ou veto do Presidente 
da República.
Entenda: Na casa revisora, o projeto pode ser rejei-
tado (arquivado), se aprovado (depois de ser enviado 
para o Presidente dar a sanção ou veto), ou emendado.
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INICIATIVA
Casa iniciadora
CÂMARA DOS 
DEPUTADOS
Casa revisora
SENADO FEDERAL
Volta para Câmara
Analisa apenas as 
alterações: 
Pode mantê-las ou 
recuperar o texto ori-
ginal. Em seguida, vai 
para sanção ou veto
PRESIDENTE DA 
REPÚBLICA
15 dias
Promulgação 
e posterior 
publicação
Pode ser 
derrubado pela 
Câmara dos 
Deputados e 
Senado Federal
SANÇÃO VETO
Aprovado
Alterado
Aprovado
48 horas
Art. 66 da CF
Lei ordinária: a votação para aprovação será por 
maioria simples.
Lei Complementar: a votação para aprovação 
será por maioria absoluta;
Emenda Constitucional: a votação para aprova-
ção será por três quintos dos membros.
Deliberação
A deliberação é a competência exclusiva do Pre-
sidente da República, após concluída a votação. 
Ocorre apenas no processo das leis ordinárias e 
complementares.
Sanção: concordância com o projeto de lei apre-
sentado, podendo ser expressa (assinatura) ou tácita 
(quando o Presidente não se manifesta sobre no prazo 
de 15 dias). Vide Art. 66 § 1º da CF.
 z Sanção expressa: se ocorrer a subscrição do pro-
jeto de lei. Ou seja, quando o Presidente da Repú-
blica manifestar concordância ao Projeto de Lei 
aprovado pelo Congresso Nacional, no prazo de 15 
dias úteis. 
 z Sanção tácita: caso não ocorra veto (discordância) 
no prazo de 15 dias. Ou seja, o Presidente não se 
manifestou dentro do prazo, inerte, entende pela 
sua concordância com o Projeto de Lei aprovado.
Veto: é a discordância do Presidente com o projeto 
de lei aprovado, este deve ser manifestado obrigato-
riamente de maneira expressa (diferente da sanção 
tácita que ocorre com a inércia do Presidente dentro 
do prazo de 15 dias), pode ser total ou parcial. Tem 
prazo de 15 dias para se apresentar, ainda, deve no 
prazo de 48 horas comunicar os motivos do veto ao 
Presidente do Senado Federal. 
 z Veto será expresso, motivado, formalizado, supe-
rável e supressivo.
O veto pode ser total, que atinge todo o projeto, ou 
parcial, que atinge somente alguns dispositivos. 
Art. 66 A Casa na qual tenha sido concluída a vota-
ção enviará o projeto de lei ao Presidente da Repú-
blica, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 1º Se o Presidente da República considerar o 
projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou 
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou 
parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, conta-
dos da data do recebimento, e comunicará, dentro 
de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado 
Federal os motivos do veto.
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto inte-
gral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do 
Presidente da República importará sanção.
Veto pode ser derrubado:
§ 4º O veto será apreciado em sessão conjunta, den-
tro de trinta dias a contar de seu recebimento, só 
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria abso-
luta dos Deputados e Senadores. (grifo nosso)
§ 5º Se o veto não for mantido, será o projeto envia-
do, para promulgação, ao Presidente da República.
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido 
no § 4º, o veto será colocado na ordem do dia da 
sessão imediata, sobrestadas as demais proposi-
ções, até sua votação final.      
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro de quarenta 
e oito horas pelo Presidente da República, nos casos 
dos § 3º e § 5º, o Presidente do Senado a promulga-
rá, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao 
Vice-Presidente do Senado fazê-lo.
O veto pode ser “derrubado” pelo Congresso 
Nacional, em sessão conjunta, no prazo de 30 dias, só 
podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta 
dos Deputados e Senadores, após, o projeto será reen-
viado ao presidente para a promulgação.
Veto
PRESIDENTE SENADO FEDERAL
30 dias 
Sessão Conjunta
Deputado Federal
+
Senadores
O Congresso Nacional deve apreciar o veto dentro 
do prazo máximo de 30 dias em sessão conjunta, 
podendo rejeitá-lo pelo voto secreto da maioria 
absoluta dos Deputados e Senadores.
Congresso Nacional decide não manter o Veto – 
Envia novamente o texto ao Presidente.

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