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“Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” CONHECENDO OS CARTÓRIOS Elaborado pela colaboradora: Miriane Silva Rezende “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 2 INTRODUÇÃO A finalidade desse treinamento é estudar sobre as atribuições dos serviços notariais e de registro, entender cada um e esclarecer dúvidas que assolam nosso dia a dia. Cumpre ressaltar que os serviços notariais e de registro são conhecidos como cartórios extrajudiciais. Fiscalizados pelo Poder Judiciário, os cartórios estão no topo da lista das instituições mais confiáveis, de acordo com pesquisa do Datafolha de 2009, encomendada pela Anoreg/BR – Associação dos Notários e Registradores do Brasil. De acordo com o artigo 1º da Lei 8.935/94, que regulamenta a atividade cartorial, os "serviços notariais e de registro são os de organização técnica e administrativa destinados a garantir a publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos". “Os serviços notariais e de registro serão prestados, de modo eficiente e adequado, em dias e horários estabelecidos pelo juízo competente, atendidas as peculiaridades locais, em local de fácil acesso ao público e que ofereça segurança para o arquivamento de livros e documentos” (art. 4º da Lei nº 8.935/1994). O § 2º deste artigo ainda traz que o atendimento ao público será, no mínimo, de seis horas diárias, alterado para o atendimento de no mínimo 7 horas diárias, conforme art. 46 do Provimento 260. “Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público” (art. 236 da Constituição Federal), sendo prestados pelos notários e registradores. “Notário, ou tabelião, e oficial de registro, ou registrador, são profissionais do direito, dotados de fé pública, a quem é delegado o exercício da atividade notarial e de registro” (art. 3º da Lei nº 8.935/1994). “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 3 A delegação para o exercício da atividade notarial e de registro depende de habilitação em concurso público de provas e títulos (documentos que comprovem sua experiência profissional, diplomas de cursos de nível superior e de pós-graduação, publicação de livros ou trabalhos científicos e premiações), nacionalidade brasileira, capacidade civil, quitação com as obrigações eleitorais e militares, diploma de bacharel em direito (exceção são candidatos não bacharéis em direito que tenham completado, até a data da primeira publicação do edital do concurso de provas e títulos, dez anos de exercício em serviço notarial ou de registro) e verificação de conduta condigna para o exercício da profissão. As vagas serão preenchidas por concurso público de provas e títulos e por meio de remoção (mudança de um para outro estabelecimento de titular que já exerce a atividade por mais de dois anos), mediante concurso de títulos, não se permitindo que qualquer serventia notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de concurso de provimento inicial ou de remoção, por mais de seis meses. Conforme o art. 5º da Lei nº 8.935/1994, os titulares de serviços notariais e de registro são os tabeliães de notas; tabeliães e oficiais de registro de contratos marítimos; tabeliães de protesto de títulos; oficiais de registro de imóveis; oficiais de registro de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas; oficiais de registro civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas; e oficiais de registro de distribuição. As atribuições dos cartórios extrajudiciais estão descritas, basicamente, na Lei nº. 8.935, de 18 de novembro de 1994 (Lei dos Notários e Registradores), no Código Civil (Lei nº. 10.406, de 10 de janeiro de 2002), na Lei nº. 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei dos Registros Públicos) e no Provimento 93/2020 do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas nem sempre ficam claras quais as atribuições “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 4 de cada cartório, por isso, a seguir, seguem explanações das atividades características de cada um. ESPECIALIDADES DOS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO Para melhor atendimento ao público, os cartórios extrajudiciais são prestados em 5 especialidades: Tabelionatos de Notas, Tabelionatos de Protesto de Títulos, serviços de Registro de Imóveis, Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas, além do Registro Civil das Pessoas Naturais. Importante esclarecer desde já, que conforme o art. 12, da Lei 8.935/1994, aos “oficiais de registro de imóveis, de títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas, civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas compete a prática dos atos relacionados na legislação pertinente aos registros públicos, de que são incumbidos, independentemente de prévia distribuição, mas sujeitos os oficiais de registro de imóveis e civis das pessoas naturais às normas que definirem as circunscrições geográficas.” TABELIONATO DE NOTAS No Tabelionato de Notas - também chamado de Cartório de Notas, Ofício de Notas ou Serviço Notarial - são lavradas escrituras públicas em geral, como inventários, divórcios, declaratórias de união estável, procurações, testamentos, entre outras. Também são lavradas atas notariais, feito o reconhecimento de firma e a autenticação de cópia, além de expedidos traslados e certidões. O responsável pelo serviço é o tabelião de notas. Vejamos os artigos 6 e 7 da Lei nº 8.935/1994: “Art. 6º Aos notários compete: I - formalizar juridicamente a vontade das partes; “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 5 II - intervir nos atos e negócios jurídicos a que as partes devam ou queiram dar forma legal ou autenticidade, autorizando a redação ou redigindo os instrumentos adequados, conservando os originais e expedindo cópias fidedignas de seu conteúdo; III - autenticar fatos. Art. 7º Aos tabeliães de notas compete com exclusividade: I - lavrar escrituras e procurações, públicas; II - lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados; III - lavrar atas notariais; IV - reconhecer firmas; V - autenticar cópias. Parágrafo único. É facultado aos tabeliães de notas realizar todas as gestões e diligências necessárias ou convenientes ao preparo dos atos notariais, requerendo o que couber, sem ônus maiores que os emolumentos devidos pelo ato.” Em todos os municípios há, pelo menos, um Tabelionato de Notas. Quando precisar dos serviços prestados pelo tabelião de notas, o cidadão pode escolher o tabelionato que quiser, independente do local onde a pessoa mora ou estejam situados os bens objeto do negócio jurídico. O importante é que o cartório ofereça bom atendimento e que haja confiança no tabelião para fazer o negócio correto e seguro. Contudo, o tabelião deve observar os limites de atuação adstritos à circunscrição para a qual recebeu delegação, sendo vedada a prática de qualquer ato em outro município. Todos os atos praticados pelo tabelião fora de seu município podem ser anulados em ação judicial. Os valores pagos pelos serviços, chamados emolumentos, são tabelados por lei estadual e reajustados anualmente. As tabelas ficam afixadas nos cartórios para consulta. O tabelião não pode dar descontos e nem cobrar valores que não estejam previstos nas tabelas, sob pena de ser responsabilizado. “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 6 Breves conceitos: Escritura pública refere-se à forma escrita de um ato jurídico, estabelecendo um contrato. Élavrada em cartório, por um agente público. Esse documento é apto a ser registrado no cartório de imóveis, transmitindo a propriedade de determinado bem imóvel. O art. 108 do Código Civil traz que, não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. São feitas várias espécies de escrituras públicas pelo Tabelionato de Notas: procuração, compra e venda, doação, permuta, pacto antenupcial, pacto de convivência, emancipação, hipoteca, instituição de usufruto, testamento e muitas outras. Cada tipo de escritura tem a sua documentação específica. O tabelião analisará cada caso e pedirá os documentos necessários. O cidadão pode solicitar segunda via da escritura original. A primeira via da escritura pública chama-se traslado. As outras vias solicitadas pelo cidadão são as chamadas certidões. No valor pago pela escritura está incluído o traslado. As certidões são pagas separadamente pelo interessado. Procuração é um documento legal que transfere a alguém (outorgado) poderes para agir no nome de outra pessoa (outorgante). Quanto à forma, há dois tipos procuração: a pública e a particular. A primeira é lavrada em cartório por um tabelião, em livro próprio, o qual será arquivado. Já a segunda, é lavrada pelo outorgante ou pessoa autorizada, datilografada ou de próprio punho. Testamento público é o testamento escrito ou dactilografado pelo tabelião (ou seu substituto) em livro de notas cartorário, de “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 7 acordo com as declarações do testador, o que deverá ser lido em voz alta, na presença do testador e de duas testemunhas. Logo após, todos os indicados deverão assinar o testamento, suas firmas reconhecidas e o testamento registrado em livro próprio, conferindo-lhe a publicidade. O tabelião deverá entregar ao testador o Traslado de testamento, que é o seu "comprovante". Os deficientes visuais só podem servir-se desta forma de testamento, conforme preceitua o artigo 1.867 do Código Civil Brasileiro, sob pena de nulidade. Testamento cerrado é o testamento particular, escrito e assinado pelo próprio testador, ou por escrito por outra pessoa, e assinado por ele (não é permitida a assinatura "à rogo"), será entregue ao tabelião, na presença de 2 (duas) testemunhas, para aprovação e registro. O tabelião deverá fazer uma análise superficial do documento, verificando principalmente as assinaturas, e, caso aprovado, deverá ser lavrado o "Auto de aprovação" (no próprio documento, logo após a última palavra do testador), lido na presença do testador e das testemunhas, colhidas as assinaturas dos indicados e, por fim, "cerrá- lo", ou seja, é colocado um invólucro (envelope ou similar) vedando-o com costura. Em seguida é entregue ao testador. Esta modalidade é pouco utilizada em nossa sociedade, porém é a que transmite maior sigilo. Divórcio: Com a publicação da Lei 11.441, de 04/01/07, tornou-se possível a realização de divórcio e separação em cartório, mediante escritura pública da qual constarão as disposições relativas à partilha dos bens comuns do casal, quando houver, e à pensão alimentícia, desde que seja consensual, não haja filhos menores ou incapazes do casal e desde que haja assistência de advogado comum ou advogados de cada um deles, cuja qualificação e assinatura constarão do ato “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 8 notarial. A vantagem do divórcio e da separação extrajudicial é a agilidade e a desburocratização do processo e o barateamento do custo. Inventário extrajudicial (via cartório) é o ato de apontar o rol de bens que serão objeto de repartição entre os herdeiros, quando se der a morte de determinada pessoa sem a necessidade de provocar o Poder Judiciário. Tal inovação trouxe maior presteza no momento da abertura da sucessão, lembrando que é uma opção dos interessados, assim como requer alguns pressupostos para sua realização. Porém, em alguns casos, a via judicial ainda é obrigatória, como no caso de interessados incapazes, bem como quando houver divergência entre os herdeiros quanto à partilha de bens, brigas entre herdeiros. O inventário extrajudicial (via cartório) pode ser realizado em qualquer Cartório de Registro de Notas, através de uma escritura pública. Esta nada mais é do que um documento elaborado pelo cartorário que contém a manifestação da vontade das partes envolvidas (no caso, do cônjuge sobrevivente e dos herdeiros) em realizar um negócio ou declarar alguma situação que seja relevante juridicamente, como é o caso do inventário e sua partilha. Declaração de União Estável, também chamada de Certidão de União Estável, é um documento público declaratório firmado pelos conviventes no cartório de notas, que oficializa a união estável e também define diversas regras aplicáveis à referida relação como: regime de bens, cláusulas, pagamento de pensão, titularidade de bens, etc. Essa declaração pode ser solicitada em qualquer cartório de notas do Brasil. Para requerer a certidão, não existe tempo mínimo de relacionamento nem necessidade de comprovação de que o casal vive junto. Os artigos 3º e 4º da Instrução Normativa nº 14/2013 do CNJ “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 9 especificam quais os documentos necessários para obter a certidão de união estável. Ata Notarial é um relato de fatos, feito pelo tabelião. Ele escreve na ata os fatos que viu ou ouviu para servirem de prova em alguma circunstância nas esferas judicial, extrajudicial e administrativa, de modo que a verdade (juris tantum) dos fatos ali constatados, só pode ser atacada por incidente de falsidade através de sentença transitada em julgado. É uma atribuição do tabelião ainda pouco difundida, mas de muita importância. Em cada caso ele irá analisar o que será necessário para fazer a ata. Autenticação de Documentos: No balcão do cartório são feitas duas espécies de autenticação de documentos: o reconhecimento de firma e a autenticação de cópias. É importante que o cidadão se informe sobre o que precisa realmente fazer para que não perca tempo e dinheiro com algo impossível ou desnecessário. Espécies mais comuns de reconhecimento de assinatura: - Reconhecimento de firma presencial (ou autêntico): quando a pessoa assina o documento na presença do tabelião de notas ou de seu substituto. É muito utilizada atualmente em recibos de transferência de veículos por exigência do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN. - Reconhecimento de firma por semelhança: quando o tabelião de notas ou seu substituto afirma que a assinatura já lançada no documento parece com a que ele conhece ou com a existente em livro ou cartão de assinaturas arquivado no cartório. O tabelião, neste caso, não dá a certeza da autoria da assinatura. A conferência da assinatura é feita instantaneamente, a olho nu. Na prática, o reconhecimento de firma por semelhança é o mais utilizado, apesar de ser o menos seguro. “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 10 Fiz a escritura pública no Tabelionato de Notas. Por que preciso registrá-la? Alguns atos, como compra e venda de imóveis, precisam ser realizados por Escritura Pública, por exigência da Lei. A escritura pública nada mais é que uma espécie de contrato, mas não fica por si só registrada no imóvel. O Cartório de Registro de Imóveis é o responsável por ‘arquivar’ todo o ‘histórico do imóvel’ e, portanto, é necessárioencaminhar a Escritura Pública para registro nesse cartório. Da mesma forma, a Escritura de Divórcio precisa ser encaminhada ao cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais, para que seja devidamente averbada e, apenas então, ser efetivado o divórcio. TABELIONATO DE PROTESTO O cartório de protesto é aquele que formaliza, através da lei, o não pagamento de dívidas contraídas. É este cartório que dá condições de se executar judicialmente pessoa ou empresa a fim de receber pagamentos devidos. Outra coisa importante: é aqui se faz a comprovação de que o empresário deixou de honrar uma dívida sua, fato que, depois, pode embasar o requerimento judicial de falência. O Tabelião de Protesto lavra o protesto de títulos de crédito e outros documentos de dívida. Protesto é o ato que prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos de crédito (cheque, duplicata, nota promissória, letra de câmbio etc) e outros documentos de dívida (contrato, sentença, condomínio, etc...)(art. 1º da Lei Federal nº 9.494/1997). “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 11 O protesto também serve para fixar a data de vencimento, quando não estiver expressa; para interromper o prazo de prescrição; e para fins falimentares. O protesto não obriga o devedor a pagar, mas se o documento ou título for protestado, o devedor ficará negativado (com o nome sujo no cadastro) e somente poderá limpar seu nome após pagar a dívida. Depois de protestado, apenas o credor poderá receber e autorizar o cancelamento do protesto. Não será necessário esperar até que o devedor queira pagar. Depois do protesto, pode-se ajuizar uma ação de cobrança, na justiça comum, neste caso através de advogado, ou no juizado especial, até mesmo sem necessidade de advogado, no caso de o valor da dívida não ultrapassar vinte salários-mínimos. De acordo com o art. 9º, caput, da Lei nº 9.492/97, o tabelião não pode 'investigar a ocorrência de prescrição ou caducidade' quando da entrada do título ou documento de dívida no Tabelionato. Logo, cabe ao apresentante a decisão de apresentar ou não o título para fins de protesto. Após o cancelamento do protesto, não é necessário comunicar aos cadastros como o SERASA e o SPC, pois o cartório se encarrega da comunicação. Qualquer pessoa pode pedir uma certidão e apenas precisará apresentar o nome da pessoa ou da empresa e o número do CPF ou CNPJ. Vejamos o artigo 11 da Lei nº 8.935/1994: Art. 11. Aos tabeliães de protesto de título compete privativamente: I - protocolar de imediato os documentos de dívida, para prova do descumprimento da obrigação; II - intimar os devedores dos títulos para aceitá-los, devolvê-los ou pagá-los, sob pena de protesto; III - receber o pagamento dos títulos protocolizados, dando quitação; “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 12 IV - lavrar o protesto, registrando o ato em livro próprio, em microfilme ou sob outra forma de documentação; V - acatar o pedido de desistência do protesto formulado pelo apresentante; VI - averbar: a) o cancelamento do protesto; b) as alterações necessárias para atualização dos registros efetuados; VII - expedir certidões de atos e documentos que constem de seus registros e papéis. Parágrafo único. Havendo mais de um tabelião de protestos na mesma localidade, será obrigatória a prévia distribuição dos títulos. Breves conceitos: Cheque é uma ordem de débito emitida pelo titular da conta bancária, usado para quitar um pagamento determinado. Duplicata é um título de crédito, pelo qual o comprador se obriga a pagar dentro do prazo a importância representada na fatura. A duplicata é uma ordem de pagamento emitida pelo credor, ao vender uma mercadoria ou serviço que prestou e que estão representados em uma fatura, que deve ser paga pelo comprador das mercadorias ou pelo tomador dos serviços. Uma duplicata só pode corresponder a uma única fatura e deve ser apresentada ao devedor em no máximo 30 dias. Nota Promissória é um título de garantia de compromisso de pagamento, em que o comprador assume a obrigação de pagar o valor estabelecido, na data determinada no documento. É uma promessa de pagamento parcelado, vinculada a um contrato. É um título nominal, assinado pelo comprador, que fica de posse do vendedor e que após o pagamento devolve ao comprador, como recibo do pagamento. Letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é criada através de um ato chamado de saque. Diferente dos demais títulos de crédito, para a existência e operacionalização da letra de “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 13 câmbio são necessárias três situações jurídicas distintas, a saber: - o sacador como sendo aquela parte que faz o saque, oportunidade em que fica criada a letra de câmbio como documento. Esta pessoa é quem dá a ordem de pagamento; - o sacado que representa a parte a quem a ordem é data, ou seja, é quem deve efetuar o pagamento; - o beneficiário, também chamado de tomador, sendo a pessoa que receberá o pagamento, sendo assim o beneficiário da ordem. CARTÓRIOS DE REGISTRO DE IMÓVEIS O Cartório de Registro de Imóveis realiza serviços importantes, que garantem o direito à propriedade das pessoas, bem como outros direitos referentes a imóveis. É o local onde as pessoas conseguem obter informações seguras sobre a verdadeira situação jurídica dos seus imóveis, sejam lotes, casas, apartamentos ou lojas. Além de exprimir o direito de propriedade (garantir que o imóvel realmente pertence a uma pessoa), o Cartório de Registro de Imóveis retrata o histórico completo de cada bem registrado. Assim, o Cartório tem condições de informar, através de certidões, quais foram os vários donos de determinado imóvel, quem são os atuais proprietários, se existem restrições do mesmo ou se há algo que impeça a compra ou a venda do imóvel. O registro do imóvel deve ser feito no Cartório respectivo da sua localização: bairro, município ou comarca. No cartório de Registro de Imóveis são feitos a matrícula, o registro e a averbação envolvendo bens imóveis (casas, prédios, lotes, apartamentos, lojas, fazendas, terrenos). Cada imóvel possui uma matrícula, que individualiza e identifica o bem. Na matrícula são efetuados todos os registros e averbações relativos ao imóvel (compra e venda, doação, permuta, usufruto, “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 14 hipoteca, mudança do nome ou estado civil do proprietário, cancelamento da hipoteca, edificação, demolição etc). O comprador somente será considerado o dono do imóvel depois que registrar o título aquisitivo da propriedade, que se transfere como registro (art. 1.245, caput, do Código Civil). Assim, “quem não registra não é dono”. Qualquer pessoa pode requerer certidão, sem precisar dizer qual é o motivo do seu pedido ou o seu interesse. Certidão atualizada é aquela cuja data de expedição antecede em, no máximo, 30 dias a formalização do negócio jurídico. Para se lavrar a escritura de compra de um imóvel, por exemplo, é necessário que a pessoa vá ao Cartório de Registro de Imóveis e peça uma certidão atualizada da matrícula do imóvel, além da certidão negativa de ônus e ações (aquela que aponta se há alguma pendência ou dívida). Só assim poderá fazer a compra sem problemas. Os interessados podem procurar um Cartório de Registro de Imóveis e pedir para apenas conferir os seus documentos. O Cartório tem a obrigação de conferir os documentos gratuitamente. Breves conceitos: O que é convenção antenupcial e para que serve o seu registro? Se um casal quer fazervaler qualquer acordo realizado antes do casamento, que é chamado de convenção ou pacto antenupcial, deve providenciar que isso seja feito por escritura pública, em Cartório de Notas, e pedir o seu registro depois do casamento. A finalidade do registro é dar conhecimento a todos das condições aceitas pelos noivos no momento do casamento. O que é o formal de partilha e em quais situações pode ser realizado? “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 15 É um documento feito ao final do inventário de qualquer pessoa que tenha morrido e deixado bens. Pelo formal de partilha se demonstra que um imóvel foi dividido entre os herdeiros. Também se registra a partilha de bens em casos de separação, divórcio, anulação e nulidade de casamento. O que é o usucapião? É uma forma de aquisição da propriedade pela posse durante determinado tempo. Assim, se uma pessoa tem a posse de um imóvel, como se dono fosse, durante certo período, que pode ser, dependendo do caso, de cinco, dez ou 15 anos, ela poderá adquirir a sua propriedade, por requerimento feito ao Juiz de Direito, que expede uma sentença, reconhecendo o seu direito. A sentença também é registrada no Cartório de Registro de Imóveis. É importante destacar que, no ano de 2015, houve uma alteração legislativa introduzida pela Lei Federal 13.105/15, por meio da qual foi autorizado o processamento de pedidos de usucapião diretamente no cartório de registro de imóveis, dispensando, assim, o processo judicial. Portanto, atualmente, desde que preenchidos os requisitos exigidos pela Lei 13.105/15, o cartório de registro de imóveis pode conduzir o processamento dos pedidos de usucapião. O que é hipoteca? Quando uma pessoa toma dinheiro emprestado em um Banco, se este quiser uma garantia maior, além da assinatura, contrata uma hipoteca, em que a pessoa dá o seu imóvel para garantir a dívida. Nos financiamentos que têm hipoteca, em geral, os juros são mais baixos, pois o Banco tem a garantia do recebimento da dívida. Quando o Banco faz um empréstimo baseado apenas na assinatura da pessoa, como, por exemplo, no cheque especial, em geral os juros são muito mais elevados, pois caso não existem garantias. “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 16 O que é preciso para averbar a construção de uma casa? Primeiro, é necessário que o proprietário aprove o projeto de construção na Prefeitura Municipal. Terminada a construção, a Prefeitura expede um documento, chamado “Baixa de construção” ou “Habite-se”, que, juntamente com a Certidão Negativa do INSS, é averbado na matrícula do lote, passando oficialmente a existir a construção no terreno. As alterações de nomes devem ser averbadas? Sim. As alterações de nomes, em função de casamento, separação, divórcio ou qualquer outro motivo, devem ser comunicadas ao Cartório e averbadas. Essas mudanças influenciam no registro, na identificação ou na qualificação dos proprietários do imóvel. Pode-se registrar um imóvel com o contrato de promessa de compra e venda ou é preciso ter a escritura? O contrato de promessa de compra e venda também pode ser registrado. Quando uma pessoa compra um imóvel com pagamento em prestações, o vendedor faz com ela um contrato de promessa de compra e venda. Este contrato pode ser registrado, garantindo ao comprador que o imóvel não será vendido a outra pessoa. Depois de pagas todas as prestações, o comprador terá a escritura definitiva do imóvel. REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS O Cartório de Registro de Títulos e Documentos tem funções diversas e amplas. Registra, principalmente, contratos que têm como objetos bens móveis. Além disso, é sua atribuição realizar o registro de todo documento que não pôde ser registrado em outro tipo de cartório. “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 17 No Cartório de Registro de Títulos e Documentos são registrados os instrumentos particulares, para a prova das obrigações convencionais de qualquer valor; o penhor comum sobre coisas móveis; além de outros previstos no art. 127 da Lei nº 6.015/1973. Também poderão ser registrados os instrumentos particulares de união estável e quaisquer outros documentos para fins de conservação, estes desde que previamente registrados no ofício ou órgão obrigatórios. Breves conceitos: Penhor é uma garantia real que, de forma geral, consiste na tradição de coisa móvel, suscetível de alienação, realizada pelo devedor ou por terceiro ao credor em garantia de um débito. Como dito, o penhor é um direito real, e por isso recai diretamente sobre a coisa, possui eficácia absoluta, existindo sequela, e se constitui mediante contrato. É também direito acessório e se aperfeiçoa pela tradição do objeto. Por que é importante registrar um título ou documento? Para tornar incontestável o seu conteúdo, pois no Cartório de Títulos e Documentos qualquer pessoa pode conferir, a qualquer tempo, o que está registrado. Para ter a garantia de uma cópia autêntica, verdadeira que, como certidão, passa a ter o mesmo valor do original, caso este seja extraviado, perdido ou danificado. Para dar autenticidade ao documento, pois com o registro ele não corre risco de ser fraudado. Para deixar provado o texto original do documento, de modo que ninguém poderá alegar desconhecimento da sua existência. Sem o registro não adianta reconhecer firmas, pois o texto não fica assegurado e perpetuado. “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 18 Quais são as vantagens deste tipo de registro? Não importa o tipo de documento. Se você o considera importante, ele merece registro, para que tenha validade contra terceiros, que vigora a partir da data que consta no documento, desde que o registro seja feito dentro de 20 dias ou a partir da data do registro, se for posterior a 20 dias. O registro comprova a data, o conteúdo integral do texto e identifica corretamente quem o assinou. Exemplos de documentos que podem ser registrados: Acordo, Alienação fiduciária, Alvará, Aposta, Assunção de responsabilidade (assumir), Ata, Autorização, Boletim de ocorrência, Cancelamento, Carnê, Carta, Carteira Profissional, Caução, Cédula de Crédito em garantia, Cessão de crédito, Cessão de direitos, Certidão, Certificado, etc. Notificação Extrajudicial Somente no Cartório de Registro e Documentos você poderá efetuar as chamadas notificações extrajudiciais. O ato de notificar representa a garantia do recebimento de um documento e do conhecimento do seu conteúdo. O que é a notificação extrajudicial e para que serve? Notificar é fazer prova de recebimento ou de ter dado conhecimento, de maneira incontestável, de conteúdo ou de teor de qualquer documento levado a registro. Dessa maneira, fica provado que a pessoa notificada recebeu o documento que lhe foi enviado, mesmo que não o tenha assinado. Quais são as vantagens da notificação extrajudicial? “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 19 A notificação leva oficialmente ao conhecimento de determinada pessoa o texto de um documento registrado, através de oficial portador de fé pública. É a prova incontestável de se ter dado conhecimento de teor de qualquer documento. A notificação extrajudicial tem como finalidades: fazer prova; responsabilizar; prevenir responsabilidades; chamar à autoria; constituir mora; solicitar cumprimento de obrigações; dentre outras. A notificação extrajudicial pode ser considerada prova legal? Sim, através da notificação é possível provar legalmente a entrega de um documento;a recusa do notificado em receber; a troca de endereço do destinatário; o fechamento de uma empresa; etc. A notificação extrajudicial é importante ferramenta de trabalho do advogado, funcionando como documentação de provas iniciais do processo ou tentativas de conciliação entre as partes envolvidas. Quais são os tipos de notificações extrajudiciais mais comuns? Comunicação de prazo para que o inquilino exerça direito de preferência na hora de vender o imóvel alugado. Entrega de duplicatas de prestação de serviços com o objetivo de realizar o protesto, em caso de não pagamento. Pedido de retomada de imóvel, após o fim do prazo de locação. Constituição de mora de devedor insolvente (prova de que o comprador não quitou sua dívida), no caso de compra e venda de imóvel em prestações. Comunicação de renovação de poderes descritos e outorgados em procurações, após o cancelamento da mesma. Qual a diferença entre registrar uma locação de imóvel no Registro de Imóveis e no Registro de Títulos e Documentos? “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 20 Caso registre o contrato de locação do cartório de Registro de Títulos e Documentos, você poderá comprovar que o contrato de locação realmente existiu, assim como seus termos. Com o Registro desse contrato no cartório de Registro de Imóveis, você fará que esse contrato tenha força contra terceiros, ou seja, para garantir o direito, por exemplo, de continuar com a locação do imóvel mesmo após a sua venda (cláusula de vigência), é necessário que esse contrato esteja devidamente registrado na matrícula do imóvel, especificando a mencionada cláusula. Nesse sentido, vale citar o artigo 576 do Código Civil: “Se a coisa for alienada durante a locação, o adquirente não ficará obrigado a respeitar o contrato, se nele não for consignada a cláusula da sua vigência no caso de alienação, e não constar de registro.” REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS No Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas são registrados os contratos, atos constitutivos, estatutos ou compromissos das associações, fundações de direito privado, organizações religiosas, partidos políticos, sociedades simples e outras. Serão averbados nos respectivos registros todos os atos que alterem ou afetem a pessoa jurídica. Também são registrados os jornais, periódicos, oficinas impressoras, empresas de radiofusão e agências de notícias; e averbados livros de pessoas jurídicas registradas no cartório. Assim como uma pessoa, ao nascer, deve ser registrada, estas entidades devem também ser inscritas no Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas logo após serem constituídas. Enquanto não registradas, todos os sócios ou associados respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. Em Minas Gerais, o Registro de Títulos e Documentos e o Registro Civil de Pessoas Jurídicas funcionam em um só local, sob a delegação “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 21 do mesmo Oficial, à exceção de Belo Horizonte, onde funcionam em separado. CARTÓRIOS DE REGISTROS CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS No Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais são registrados os atos mais importantes da vida de uma pessoa, como o nascimento, o casamento e o óbito, além da emancipação, interdição, ausência etc. Nele também são averbados atos como o reconhecimento de paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem expedidas certidões, quando pedidas, e ainda informações a diversos órgãos públicos para fins estatísticos. Em todas as cidades do País, pequenas ou grandes, sempre tem um Serviço Registral das Pessoas Naturais para atender aos moradores. O Serviço é fiscalizado pela Corregedoria Geral de Justiça do Estado, onde devem ser feitas as reclamações, que, porventura, se fizerem necessárias. Os registros de nascimento e óbito e suas primeiras certidões são gratuitos para todas as pessoas. Conforme dispõe o §1º do art. 4º, da Lei 8.935/94, o serviço de registro civil das pessoas naturais será prestado, também, nos sábados, domingos e feriados pelo sistema de plantão. Breves conceitos: Emancipação de menor é o direito do menor de administrar os seus próprios bens. É um ato jurídico que concede a uma pessoa que não tenha atingido a maioridade, a capacidade para a prática dos atos da vida civil, sem a tutela dos pais. Os direitos e proibições variam entre localidades. No Brasil, o menor deve ter mais de 16 anos e menos de 18 anos e ter autorização dos pais para solicitar sua emancipação. O “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 22 artigo 5º do Código Civil brasileiro determina as condições da emancipação, ou seja, quando e em quais circunstâncias uma pessoa pode pedir a emancipação. Interdição ou curatela é uma medida de amparo criada pela legislação civil; um processo judicial por meio do qual a pessoa é declarada civilmente incapaz, total ou parcialmente, para a prática dos atos da vida civil, tais como: vender, comprar, testar, casar, votar, assinar contratos, etc. Para tanto, essa pessoa declarada civilmente incapaz, deve ser representada ou assistida por uma outra pessoa civilmente capaz, denominada curador. Ausência é uma expressão utilizada no Código Civil para se referir a uma pessoa natural que desapareceu sem deixar notícias, representante legal ou procurador, ou quando estes renunciam seu papel ou portam de poderes insuficientes para a administração. Para que a ausência seja oficializada é necessário um processo judicial, em que ela será apurada e declarada através de sentença. O papel do juiz em caso de ausência é expedir editais de dois em dois meses, durante um ano, para dar conhecimento do desaparecimento, possibilitando assim, que a pessoa possa ser encontrada. Se o ausente não for encontrado fica a cargo do juiz nomear um curador para responsabilizar-se pelos seus interesses. CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS COM ATRIBUIÇÃO NOTARIAL Os cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais, localizados em distritos e municípios que não são sede de Comarca, além das atribuições relativas ao registro de nascimento, casamento e óbito, também podem praticar os atos próprios do Tabelião de Notas, à exceção do testamento. “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 23 REGISTRO DE DISTRIBUIÇÃO Conforme o Art. 13, da Lei 8.935/1994, aos “oficiais de registro de distribuição compete privativamente: I - quando previamente exigida, proceder à distribuição eqüitativa pelos serviços da mesma natureza, registrando os atos praticados; em caso contrário, registrar as comunicações recebidas dos órgãos e serviços competentes; II - efetuar as averbações e os cancelamentos de sua competência; III - expedir certidões de atos e documentos que constem de seus registros e papéis.” Em Belo Horizonte, há um cartório de registro de distribuição que fica responsável exclusivamente pela distribuição dos títulos/documentos destinados a Protesto. Dessa forma, por exemplo, quando uma pessoa deseja protestar um cheque, ela, primeiramente, deve levar o cheque no cartório distribuidor para que ele distribua/envie este cheque para um dos 4 tabelionatos/cartórios de protesto existente na capital. CERTIDÃO DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS Qualquer pessoa pode solicitar a emissão de certidão de ato praticado nos cartórios extrajudiciais, as quais devem ser expedidas no prazo máximo de 5 (cinco) dias (art. 19 da Lei Federal nº 6.015/1973). As certidões de registro de nascimento, casamento e óbito devem ser expedidas segundo os modelos fixados peloConselho Nacional de Justiça. VALORES DEVIDOS AOS CARTÓRIOS Os valores devidos a título de emolumentos são tabelados e devem ser pagos antecipadamente pelos usuários dos serviços, segundo a Tabela de Emolumentos disponível no site “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, concretizando sonhos.” 24 http://www.tjmg.jus.br/portal/cartorios-extrajudiciais/ (Cartórios Extrajudiciais / Serviços para o Cidadão / Tabelas de Emolumentos), sendo o cartório obrigado a fornecer recibo de todos os valores recebidos pelos atos praticados. SELO DE FISCALIZAÇÃO Todos os atos praticados pelos serviços notariais e de registro devem, obrigatoriamente, apresentar o Selo de Fiscalização, que garante segurança para o usuário. A utilização do Selo de Fiscalização é regulamentada por meio da Portaria-Conjunta nº 02/2005/TJMG/CGJ/SEF-MG e da Portaria-Conjunta nº 09/2012/TJMG/CGJ/SEF-MG, que institui o Selo de Fiscalização Eletrônico, em fase de expansão gradativa para todos os cartórios, em substituição ao selo físico. A validade do Selo de Fiscalização pode ser consultada por meio do portal do TJMG: o Selo Eletrônico em https://selos.tjmg.jus.br/sisnor/eselo/consultaSeloseAtos.jsf e o selo “físico” em https://clientes.thomasgreg.com.br/MG/TJ/Telas/Principal.aspx ou http://selosmg.abnc.com.br/.