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Serviços Notariais e de Registro

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“Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
 
 
 
 
CONHECENDO OS 
CARTÓRIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaborado pela colaboradora: Miriane Silva Rezende 
 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
2 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A finalidade desse treinamento é estudar sobre as atribuições dos 
serviços notariais e de registro, entender cada um e esclarecer dúvidas 
que assolam nosso dia a dia. 
 Cumpre ressaltar que os serviços notariais e de registro são 
conhecidos como cartórios extrajudiciais. 
 Fiscalizados pelo Poder Judiciário, os cartórios estão no topo da 
lista das instituições mais confiáveis, de acordo com pesquisa do 
Datafolha de 2009, encomendada pela Anoreg/BR – Associação dos 
Notários e Registradores do Brasil. 
De acordo com o artigo 1º da Lei 8.935/94, que regulamenta a 
atividade cartorial, os "serviços notariais e de registro são os de 
organização técnica e administrativa destinados a garantir a 
publicidade, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos". 
“Os serviços notariais e de registro serão prestados, de modo 
eficiente e adequado, em dias e horários estabelecidos pelo juízo 
competente, atendidas as peculiaridades locais, em local de fácil 
acesso ao público e que ofereça segurança para o arquivamento de 
livros e documentos” (art. 4º da Lei nº 8.935/1994). 
 O § 2º deste artigo ainda traz que o atendimento ao público 
será, no mínimo, de seis horas diárias, alterado para o atendimento de 
no mínimo 7 horas diárias, conforme art. 46 do Provimento 260. 
“Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter 
privado, por delegação do Poder Público” (art. 236 da Constituição 
Federal), sendo prestados pelos notários e registradores. 
“Notário, ou tabelião, e oficial de registro, ou registrador, são 
profissionais do direito, dotados de fé pública, a quem é delegado o 
exercício da atividade notarial e de registro” (art. 3º da Lei nº 
8.935/1994). 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
3 
 
 A delegação para o exercício da atividade notarial e de registro 
depende de habilitação em concurso público de provas e títulos 
(documentos que comprovem sua experiência profissional, diplomas 
de cursos de nível superior e de pós-graduação, publicação de livros 
ou trabalhos científicos e premiações), nacionalidade brasileira, 
capacidade civil, quitação com as obrigações eleitorais e militares, 
diploma de bacharel em direito (exceção são candidatos não bacharéis 
em direito que tenham completado, até a data da primeira publicação 
do edital do concurso de provas e títulos, dez anos de exercício em 
serviço notarial ou de registro) e verificação de conduta condigna para 
o exercício da profissão. 
 As vagas serão preenchidas por concurso público de provas e 
títulos e por meio de remoção (mudança de um para outro 
estabelecimento de titular que já exerce a atividade por mais de dois 
anos), mediante concurso de títulos, não se permitindo que qualquer 
serventia notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de concurso 
de provimento inicial ou de remoção, por mais de seis meses. 
Conforme o art. 5º da Lei nº 8.935/1994, os titulares de serviços 
notariais e de registro são os tabeliães de notas; tabeliães e oficiais de 
registro de contratos marítimos; tabeliães de protesto de títulos; 
oficiais de registro de imóveis; oficiais de registro de títulos e 
documentos e civis das pessoas jurídicas; oficiais de registro civis das 
pessoas naturais e de interdições e tutelas; e oficiais de registro de 
distribuição. 
As atribuições dos cartórios extrajudiciais estão descritas, 
basicamente, na Lei nº. 8.935, de 18 de novembro de 1994 (Lei dos 
Notários e Registradores), no Código Civil (Lei nº. 10.406, de 10 de 
janeiro de 2002), na Lei nº. 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei 
dos Registros Públicos) e no Provimento 93/2020 do Tribunal de Justiça 
de Minas Gerais, mas nem sempre ficam claras quais as atribuições 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
4 
 
de cada cartório, por isso, a seguir, seguem explanações das 
atividades características de cada um. 
 
ESPECIALIDADES DOS SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO 
 
Para melhor atendimento ao público, os cartórios extrajudiciais 
são prestados em 5 especialidades: Tabelionatos de Notas, 
Tabelionatos de Protesto de Títulos, serviços de Registro de Imóveis, 
Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas, além 
do Registro Civil das Pessoas Naturais. 
Importante esclarecer desde já, que conforme o art. 12, da Lei 
8.935/1994, aos “oficiais de registro de imóveis, de títulos e 
documentos e civis das pessoas jurídicas, civis das pessoas naturais e 
de interdições e tutelas compete a prática dos atos relacionados na 
legislação pertinente aos registros públicos, de que são incumbidos, 
independentemente de prévia distribuição, mas sujeitos os oficiais de 
registro de imóveis e civis das pessoas naturais às normas que 
definirem as circunscrições geográficas.” 
 
TABELIONATO DE NOTAS 
 
No Tabelionato de Notas - também chamado de Cartório de 
Notas, Ofício de Notas ou Serviço Notarial - são lavradas escrituras 
públicas em geral, como inventários, divórcios, declaratórias de união 
estável, procurações, testamentos, entre outras. Também são lavradas 
atas notariais, feito o reconhecimento de firma e a autenticação de 
cópia, além de expedidos traslados e certidões. O responsável pelo 
serviço é o tabelião de notas. 
Vejamos os artigos 6 e 7 da Lei nº 8.935/1994: 
“Art. 6º Aos notários compete: 
I - formalizar juridicamente a vontade das partes; 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
5 
 
II - intervir nos atos e negócios jurídicos a que as partes 
devam ou queiram dar forma legal ou autenticidade, 
autorizando a redação ou redigindo os instrumentos 
adequados, conservando os originais e expedindo cópias 
fidedignas de seu conteúdo; 
III - autenticar fatos. 
 
Art. 7º Aos tabeliães de notas compete com 
exclusividade: 
I - lavrar escrituras e procurações, públicas; 
II - lavrar testamentos públicos e aprovar os cerrados; 
III - lavrar atas notariais; 
IV - reconhecer firmas; 
V - autenticar cópias. 
 
 Parágrafo único. É facultado aos tabeliães de notas realizar todas 
as gestões e diligências necessárias ou convenientes ao preparo dos 
atos notariais, requerendo o que couber, sem ônus maiores que os 
emolumentos devidos pelo ato.” 
Em todos os municípios há, pelo menos, um Tabelionato de 
Notas. Quando precisar dos serviços prestados pelo tabelião de notas, 
o cidadão pode escolher o tabelionato que quiser, independente do 
local onde a pessoa mora ou estejam situados os bens objeto do 
negócio jurídico. O importante é que o cartório ofereça bom 
atendimento e que haja confiança no tabelião para fazer o negócio 
correto e seguro. 
Contudo, o tabelião deve observar os limites de atuação adstritos 
à circunscrição para a qual recebeu delegação, sendo vedada a prática 
de qualquer ato em outro município. Todos os atos praticados pelo 
tabelião fora de seu município podem ser anulados em ação judicial. 
 Os valores pagos pelos serviços, chamados emolumentos, são 
tabelados por lei estadual e reajustados anualmente. As tabelas ficam 
afixadas nos cartórios para consulta. O tabelião não pode dar 
descontos e nem cobrar valores que não estejam previstos nas tabelas, 
sob pena de ser responsabilizado. 
 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
6 
 
Breves conceitos: 
Escritura pública refere-se à forma escrita de um ato jurídico, 
estabelecendo um contrato. Élavrada em cartório, por um agente 
público. Esse documento é apto a ser registrado no cartório de imóveis, 
transmitindo a propriedade de determinado bem imóvel. 
O art. 108 do Código Civil traz que, não dispondo a lei em 
contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios 
jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou 
renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes 
o maior salário mínimo vigente no País. 
São feitas várias espécies de escrituras públicas pelo Tabelionato 
de Notas: procuração, compra e venda, doação, permuta, pacto 
antenupcial, pacto de convivência, emancipação, hipoteca, instituição 
de usufruto, testamento e muitas outras. Cada tipo de escritura tem a 
sua documentação específica. O tabelião analisará cada caso e pedirá 
os documentos necessários. 
O cidadão pode solicitar segunda via da escritura original. A 
primeira via da escritura pública chama-se traslado. As outras vias 
solicitadas pelo cidadão são as chamadas certidões. No valor pago pela 
escritura está incluído o traslado. As certidões são pagas 
separadamente pelo interessado. 
 
Procuração é um documento legal que transfere a alguém 
(outorgado) poderes para agir no nome de outra pessoa (outorgante). 
Quanto à forma, há dois tipos procuração: a pública e a particular. A 
primeira é lavrada em cartório por um tabelião, em livro próprio, o qual 
será arquivado. Já a segunda, é lavrada pelo outorgante ou pessoa 
autorizada, datilografada ou de próprio punho. 
 
Testamento público é o testamento escrito ou dactilografado 
pelo tabelião (ou seu substituto) em livro de notas cartorário, de 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
7 
 
acordo com as declarações do testador, o que deverá ser lido em voz 
alta, na presença do testador e de duas testemunhas. Logo após, todos 
os indicados deverão assinar o testamento, suas firmas reconhecidas 
e o testamento registrado em livro próprio, conferindo-lhe a 
publicidade. O tabelião deverá entregar ao testador o Traslado de 
testamento, que é o seu "comprovante". 
Os deficientes visuais só podem servir-se desta forma de testamento, 
conforme preceitua o artigo 1.867 do Código Civil Brasileiro, sob pena 
de nulidade. 
 
Testamento cerrado é o testamento particular, escrito e assinado 
pelo próprio testador, ou por escrito por outra pessoa, e assinado por 
ele (não é permitida a assinatura "à rogo"), será entregue ao tabelião, 
na presença de 2 (duas) testemunhas, para aprovação e registro. O 
tabelião deverá fazer uma análise superficial do documento, 
verificando principalmente as assinaturas, e, caso aprovado, deverá 
ser lavrado o "Auto de aprovação" (no próprio documento, logo após a 
última palavra do testador), lido na presença do testador e das 
testemunhas, colhidas as assinaturas dos indicados e, por fim, "cerrá-
lo", ou seja, é colocado um invólucro (envelope ou similar) vedando-o 
com costura. Em seguida é entregue ao testador. Esta modalidade é 
pouco utilizada em nossa sociedade, porém é a que transmite maior 
sigilo. 
 
Divórcio: Com a publicação da Lei 11.441, de 04/01/07, tornou-se 
possível a realização de divórcio e separação em cartório, mediante 
escritura pública da qual constarão as disposições relativas à partilha 
dos bens comuns do casal, quando houver, e à pensão alimentícia, 
desde que seja consensual, não haja filhos menores ou incapazes do 
casal e desde que haja assistência de advogado comum ou advogados 
de cada um deles, cuja qualificação e assinatura constarão do ato 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
8 
 
notarial. A vantagem do divórcio e da separação extrajudicial é a 
agilidade e a desburocratização do processo e o barateamento do 
custo. 
 
Inventário extrajudicial (via cartório) é o ato de apontar o rol de 
bens que serão objeto de repartição entre os herdeiros, quando se der 
a morte de determinada pessoa sem a necessidade de provocar o Poder 
Judiciário. Tal inovação trouxe maior presteza no momento da abertura 
da sucessão, lembrando que é uma opção dos interessados, assim 
como requer alguns pressupostos para sua realização. Porém, em 
alguns casos, a via judicial ainda é obrigatória, como no caso de 
interessados incapazes, bem como quando houver divergência entre 
os herdeiros quanto à partilha de bens, brigas entre herdeiros. 
O inventário extrajudicial (via cartório) pode ser realizado em 
qualquer Cartório de Registro de Notas, através de uma escritura 
pública. Esta nada mais é do que um documento elaborado pelo 
cartorário que contém a manifestação da vontade das partes 
envolvidas (no caso, do cônjuge sobrevivente e dos herdeiros) em 
realizar um negócio ou declarar alguma situação que seja relevante 
juridicamente, como é o caso do inventário e sua partilha. 
 
Declaração de União Estável, também chamada de Certidão de 
União Estável, é um documento público declaratório firmado pelos 
conviventes no cartório de notas, que oficializa a união estável e 
também define diversas regras aplicáveis à referida relação como: 
regime de bens, cláusulas, pagamento de pensão, titularidade de bens, 
etc. Essa declaração pode ser solicitada em qualquer cartório de 
notas do Brasil. Para requerer a certidão, não existe tempo mínimo de 
relacionamento nem necessidade de comprovação de que o casal vive 
junto. Os artigos 3º e 4º da Instrução Normativa nº 14/2013 do CNJ 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
9 
 
especificam quais os documentos necessários para obter a certidão de 
união estável. 
 
Ata Notarial é um relato de fatos, feito pelo tabelião. Ele escreve na 
ata os fatos que viu ou ouviu para servirem de prova em alguma 
circunstância nas esferas judicial, extrajudicial e administrativa, de 
modo que a verdade (juris tantum) dos fatos ali constatados, só pode 
ser atacada por incidente de falsidade através de sentença transitada 
em julgado. É uma atribuição do tabelião ainda pouco difundida, mas 
de muita importância. Em cada caso ele irá analisar o que será 
necessário para fazer a ata. 
 
Autenticação de Documentos: No balcão do cartório são feitas duas 
espécies de autenticação de documentos: o reconhecimento de firma 
e a autenticação de cópias. É importante que o cidadão se informe 
sobre o que precisa realmente fazer para que não perca tempo e 
dinheiro com algo impossível ou desnecessário. 
Espécies mais comuns de reconhecimento de assinatura: - 
Reconhecimento de firma presencial (ou autêntico): quando a pessoa 
assina o documento na presença do tabelião de notas ou de seu 
substituto. É muito utilizada atualmente em recibos de transferência 
de veículos por exigência do Conselho Nacional de Trânsito – 
CONTRAN. 
- Reconhecimento de firma por semelhança: quando o tabelião de 
notas ou seu substituto afirma que a assinatura já lançada no 
documento parece com a que ele conhece ou com a existente em livro 
ou cartão de assinaturas arquivado no cartório. O tabelião, neste caso, 
não dá a certeza da autoria da assinatura. A conferência da assinatura 
é feita instantaneamente, a olho nu. Na prática, o reconhecimento de 
firma por semelhança é o mais utilizado, apesar de ser o menos seguro. 
 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
10 
 
Fiz a escritura pública no Tabelionato de Notas. Por que preciso 
registrá-la? 
Alguns atos, como compra e venda de imóveis, precisam ser 
realizados por Escritura Pública, por exigência da Lei. 
A escritura pública nada mais é que uma espécie de contrato, mas não 
fica por si só registrada no imóvel. 
O Cartório de Registro de Imóveis é o responsável por ‘arquivar’ 
todo o ‘histórico do imóvel’ e, portanto, é necessárioencaminhar a 
Escritura Pública para registro nesse cartório. 
Da mesma forma, a Escritura de Divórcio precisa ser 
encaminhada ao cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais, para 
que seja devidamente averbada e, apenas então, ser efetivado o 
divórcio. 
 
TABELIONATO DE PROTESTO 
 
O cartório de protesto é aquele que formaliza, através da lei, o 
não pagamento de dívidas contraídas. É este cartório que dá condições 
de se executar judicialmente pessoa ou empresa a fim de receber 
pagamentos devidos. 
Outra coisa importante: é aqui se faz a comprovação de que o 
empresário deixou de honrar uma dívida sua, fato que, depois, pode 
embasar o requerimento judicial de falência. 
O Tabelião de Protesto lavra o protesto de títulos de crédito e 
outros documentos de dívida. Protesto é o ato que prova a 
inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos 
de crédito (cheque, duplicata, nota promissória, letra de câmbio etc) e 
outros documentos de dívida (contrato, sentença, condomínio, 
etc...)(art. 1º da Lei Federal nº 9.494/1997). 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
11 
 
O protesto também serve para fixar a data de vencimento, 
quando não estiver expressa; para interromper o prazo de prescrição; 
e para fins falimentares. 
O protesto não obriga o devedor a pagar, mas se o documento 
ou título for protestado, o devedor ficará negativado (com o nome sujo 
no cadastro) e somente poderá limpar seu nome após pagar a dívida. 
Depois de protestado, apenas o credor poderá receber e autorizar 
o cancelamento do protesto. 
Não será necessário esperar até que o devedor queira pagar. 
Depois do protesto, pode-se ajuizar uma ação de cobrança, na justiça 
comum, neste caso através de advogado, ou no juizado especial, até 
mesmo sem necessidade de advogado, no caso de o valor da dívida 
não ultrapassar vinte salários-mínimos. 
De acordo com o art. 9º, caput, da Lei nº 9.492/97, o tabelião 
não pode 'investigar a ocorrência de prescrição ou caducidade' quando 
da entrada do título ou documento de dívida no Tabelionato. Logo, cabe 
ao apresentante a decisão de apresentar ou não o título para fins de 
protesto. 
Após o cancelamento do protesto, não é necessário comunicar 
aos cadastros como o SERASA e o SPC, pois o cartório se encarrega da 
comunicação. 
Qualquer pessoa pode pedir uma certidão e apenas precisará 
apresentar o nome da pessoa ou da empresa e o número do CPF ou 
CNPJ. 
Vejamos o artigo 11 da Lei nº 8.935/1994: 
Art. 11. Aos tabeliães de protesto de título compete 
privativamente: 
I - protocolar de imediato os documentos de dívida, para 
prova do descumprimento da obrigação; 
II - intimar os devedores dos títulos para aceitá-los, 
devolvê-los ou pagá-los, sob pena de protesto; 
III - receber o pagamento dos títulos protocolizados, 
dando quitação; 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
12 
 
IV - lavrar o protesto, registrando o ato em livro próprio, 
em microfilme ou sob outra forma de documentação; 
V - acatar o pedido de desistência do protesto formulado 
pelo apresentante; 
VI - averbar: 
a) o cancelamento do protesto; 
b) as alterações necessárias para atualização dos 
registros efetuados; 
VII - expedir certidões de atos e documentos que 
constem de seus registros e papéis. 
Parágrafo único. Havendo mais de um tabelião de 
protestos na mesma localidade, será obrigatória a prévia 
distribuição dos títulos. 
 
Breves conceitos: 
Cheque é uma ordem de débito emitida pelo titular da conta bancária, 
usado para quitar um pagamento determinado. 
 
Duplicata é um título de crédito, pelo qual o comprador se obriga 
a pagar dentro do prazo a importância representada na fatura. A 
duplicata é uma ordem de pagamento emitida pelo credor, ao vender 
uma mercadoria ou serviço que prestou e que estão representados em 
uma fatura, que deve ser paga pelo comprador das mercadorias ou 
pelo tomador dos serviços. Uma duplicata só pode corresponder a uma 
única fatura e deve ser apresentada ao devedor em no máximo 30 dias. 
 
Nota Promissória é um título de garantia de compromisso de 
pagamento, em que o comprador assume a obrigação de pagar o valor 
estabelecido, na data determinada no documento. É uma promessa de 
pagamento parcelado, vinculada a um contrato. É um título nominal, 
assinado pelo comprador, que fica de posse do vendedor e que após o 
pagamento devolve ao comprador, como recibo do pagamento. 
 
Letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é 
criada através de um ato chamado de saque. Diferente dos demais 
títulos de crédito, para a existência e operacionalização da letra de 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
13 
 
câmbio são necessárias três situações jurídicas distintas, a saber: 
- o sacador como sendo aquela parte que faz o saque, oportunidade 
em que fica criada a letra de câmbio como documento. Esta pessoa é 
quem dá a ordem de pagamento; 
- o sacado que representa a parte a quem a ordem é data, ou seja, é 
quem deve efetuar o pagamento; 
- o beneficiário, também chamado de tomador, sendo a pessoa que 
receberá o pagamento, sendo assim o beneficiário da ordem. 
 
CARTÓRIOS DE REGISTRO DE IMÓVEIS 
 
O Cartório de Registro de Imóveis realiza serviços importantes, 
que garantem o direito à propriedade das pessoas, bem como outros 
direitos referentes a imóveis. É o local onde as pessoas conseguem 
obter informações seguras sobre a verdadeira situação jurídica dos 
seus imóveis, sejam lotes, casas, apartamentos ou lojas. 
 Além de exprimir o direito de propriedade (garantir que o imóvel 
realmente pertence a uma pessoa), o Cartório de Registro de Imóveis 
retrata o histórico completo de cada bem registrado. Assim, o Cartório 
tem condições de informar, através de certidões, quais foram os vários 
donos de determinado imóvel, quem são os atuais proprietários, se 
existem restrições do mesmo ou se há algo que impeça a compra ou a 
venda do imóvel. 
 O registro do imóvel deve ser feito no Cartório respectivo da sua 
localização: bairro, município ou comarca. 
No cartório de Registro de Imóveis são feitos a matrícula, o 
registro e a averbação envolvendo bens imóveis (casas, prédios, lotes, 
apartamentos, lojas, fazendas, terrenos). 
Cada imóvel possui uma matrícula, que individualiza e identifica 
o bem. Na matrícula são efetuados todos os registros e averbações 
relativos ao imóvel (compra e venda, doação, permuta, usufruto, 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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hipoteca, mudança do nome ou estado civil do proprietário, 
cancelamento da hipoteca, edificação, demolição etc). 
O comprador somente será considerado o dono do imóvel depois 
que registrar o título aquisitivo da propriedade, que se transfere como 
registro (art. 1.245, caput, do Código Civil). Assim, “quem não registra 
não é dono”. 
Qualquer pessoa pode requerer certidão, sem precisar dizer qual 
é o motivo do seu pedido ou o seu interesse. 
Certidão atualizada é aquela cuja data de expedição antecede 
em, no máximo, 30 dias a formalização do negócio jurídico. Para se 
lavrar a escritura de compra de um imóvel, por exemplo, é necessário 
que a pessoa vá ao Cartório de Registro de Imóveis e peça uma 
certidão atualizada da matrícula do imóvel, além da certidão negativa 
de ônus e ações (aquela que aponta se há alguma pendência ou 
dívida). Só assim poderá fazer a compra sem problemas. 
Os interessados podem procurar um Cartório de Registro de 
Imóveis e pedir para apenas conferir os seus documentos. O Cartório 
tem a obrigação de conferir os documentos gratuitamente. 
 
Breves conceitos: 
O que é convenção antenupcial e para que serve o seu registro? 
Se um casal quer fazervaler qualquer acordo realizado antes do 
casamento, que é chamado de convenção ou pacto antenupcial, deve 
providenciar que isso seja feito por escritura pública, em Cartório de 
Notas, e pedir o seu registro depois do casamento. A finalidade do 
registro é dar conhecimento a todos das condições aceitas pelos noivos 
no momento do casamento. 
 
O que é o formal de partilha e em quais situações pode ser 
realizado? 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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É um documento feito ao final do inventário de qualquer pessoa 
que tenha morrido e deixado bens. Pelo formal de partilha se 
demonstra que um imóvel foi dividido entre os herdeiros. Também se 
registra a partilha de bens em casos de separação, divórcio, anulação 
e nulidade de casamento. 
 
O que é o usucapião? 
É uma forma de aquisição da propriedade pela posse durante 
determinado tempo. Assim, se uma pessoa tem a posse de um imóvel, 
como se dono fosse, durante certo período, que pode ser, dependendo 
do caso, de cinco, dez ou 15 anos, ela poderá adquirir a sua 
propriedade, por requerimento feito ao Juiz de Direito, que expede uma 
sentença, reconhecendo o seu direito. A sentença também é registrada 
no Cartório de Registro de Imóveis. 
É importante destacar que, no ano de 2015, houve uma alteração 
legislativa introduzida pela Lei Federal 13.105/15, por meio da qual foi 
autorizado o processamento de pedidos de usucapião diretamente no 
cartório de registro de imóveis, dispensando, assim, o processo 
judicial. Portanto, atualmente, desde que preenchidos os requisitos 
exigidos pela Lei 13.105/15, o cartório de registro de imóveis pode 
conduzir o processamento dos pedidos de usucapião. 
 
O que é hipoteca? 
Quando uma pessoa toma dinheiro emprestado em um Banco, 
se este quiser uma garantia maior, além da assinatura, contrata uma 
hipoteca, em que a pessoa dá o seu imóvel para garantir a dívida. Nos 
financiamentos que têm hipoteca, em geral, os juros são mais baixos, 
pois o Banco tem a garantia do recebimento da dívida. Quando o Banco 
faz um empréstimo baseado apenas na assinatura da pessoa, como, 
por exemplo, no cheque especial, em geral os juros são muito mais 
elevados, pois caso não existem garantias. 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
16 
 
 
O que é preciso para averbar a construção de uma casa? 
Primeiro, é necessário que o proprietário aprove o projeto de 
construção na Prefeitura Municipal. Terminada a construção, a 
Prefeitura expede um documento, chamado “Baixa de construção” ou 
“Habite-se”, que, juntamente com a Certidão Negativa do INSS, é 
averbado na matrícula do lote, passando oficialmente a existir a 
construção no terreno. 
 
As alterações de nomes devem ser averbadas? 
Sim. As alterações de nomes, em função de casamento, 
separação, divórcio ou qualquer outro motivo, devem ser comunicadas 
ao Cartório e averbadas. Essas mudanças influenciam no registro, na 
identificação ou na qualificação dos proprietários do imóvel. 
 
Pode-se registrar um imóvel com o contrato de promessa de 
compra e venda ou é preciso ter a escritura? 
O contrato de promessa de compra e venda também pode ser 
registrado. Quando uma pessoa compra um imóvel com pagamento 
em prestações, o vendedor faz com ela um contrato de promessa de 
compra e venda. Este contrato pode ser registrado, garantindo ao 
comprador que o imóvel não será vendido a outra pessoa. Depois de 
pagas todas as prestações, o comprador terá a escritura definitiva do 
imóvel. 
 
REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS 
O Cartório de Registro de Títulos e Documentos tem funções 
diversas e amplas. Registra, principalmente, contratos que têm como 
objetos bens móveis. Além disso, é sua atribuição realizar o registro 
de todo documento que não pôde ser registrado em outro tipo de 
cartório. 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
17 
 
No Cartório de Registro de Títulos e Documentos são registrados 
os instrumentos particulares, para a prova das obrigações 
convencionais de qualquer valor; o penhor comum sobre coisas 
móveis; além de outros previstos no art. 127 da Lei nº 6.015/1973. 
Também poderão ser registrados os instrumentos particulares de união 
estável e quaisquer outros documentos para fins de conservação, estes 
desde que previamente registrados no ofício ou órgão obrigatórios. 
 
Breves conceitos: 
Penhor é uma garantia real que, de forma geral, consiste na tradição 
de coisa móvel, suscetível de alienação, realizada pelo devedor ou por 
terceiro ao credor em garantia de um débito. 
Como dito, o penhor é um direito real, e por isso recai 
diretamente sobre a coisa, possui eficácia absoluta, existindo sequela, 
e se constitui mediante contrato. É também direito acessório e se 
aperfeiçoa pela tradição do objeto. 
 
Por que é importante registrar um título ou documento? 
Para tornar incontestável o seu conteúdo, pois no Cartório de Títulos e 
Documentos qualquer pessoa pode conferir, a qualquer tempo, o que 
está registrado. 
Para ter a garantia de uma cópia autêntica, verdadeira que, como 
certidão, passa a ter o mesmo valor do original, caso este seja 
extraviado, perdido ou danificado. 
Para dar autenticidade ao documento, pois com o registro ele não corre 
risco de ser fraudado. 
Para deixar provado o texto original do documento, de modo que 
ninguém poderá alegar desconhecimento da sua existência. 
Sem o registro não adianta reconhecer firmas, pois o texto não fica 
assegurado e perpetuado. 
 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
18 
 
Quais são as vantagens deste tipo de registro? 
Não importa o tipo de documento. Se você o considera 
importante, ele merece registro, para que tenha validade contra 
terceiros, que vigora a partir da data que consta no documento, desde 
que o registro seja feito dentro de 20 dias ou a partir da data do 
registro, se for posterior a 20 dias. 
O registro comprova a data, o conteúdo integral do texto e 
identifica corretamente quem o assinou. 
 
Exemplos de documentos que podem ser registrados: 
Acordo, Alienação fiduciária, Alvará, Aposta, Assunção de 
responsabilidade (assumir), Ata, Autorização, Boletim de ocorrência, 
Cancelamento, Carnê, Carta, Carteira Profissional, Caução, Cédula de 
Crédito em garantia, Cessão de crédito, Cessão de direitos, Certidão, 
Certificado, etc. 
 
Notificação Extrajudicial 
Somente no Cartório de Registro e Documentos você poderá 
efetuar as chamadas notificações extrajudiciais. O ato de notificar 
representa a garantia do recebimento de um documento e do 
conhecimento do seu conteúdo. 
 
O que é a notificação extrajudicial e para que serve? 
Notificar é fazer prova de recebimento ou de ter dado 
conhecimento, de maneira incontestável, de conteúdo ou de teor de 
qualquer documento levado a registro. Dessa maneira, fica provado 
que a pessoa notificada recebeu o documento que lhe foi enviado, 
mesmo que não o tenha assinado. 
 
Quais são as vantagens da notificação extrajudicial? 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
19 
 
A notificação leva oficialmente ao conhecimento de determinada 
pessoa o texto de um documento registrado, através de oficial portador 
de fé pública. É a prova incontestável de se ter dado conhecimento de 
teor de qualquer documento. 
A notificação extrajudicial tem como finalidades: fazer prova; 
responsabilizar; prevenir responsabilidades; chamar à autoria; 
constituir mora; solicitar cumprimento de obrigações; dentre outras. 
 
A notificação extrajudicial pode ser considerada prova legal? 
Sim, através da notificação é possível provar legalmente a 
entrega de um documento;a recusa do notificado em receber; a troca 
de endereço do destinatário; o fechamento de uma empresa; etc. 
A notificação extrajudicial é importante ferramenta de trabalho 
do advogado, funcionando como documentação de provas iniciais do 
processo ou tentativas de conciliação entre as partes envolvidas. 
 
Quais são os tipos de notificações extrajudiciais mais comuns? 
Comunicação de prazo para que o inquilino exerça direito de 
preferência na hora de vender o imóvel alugado. 
Entrega de duplicatas de prestação de serviços com o objetivo 
de realizar o protesto, em caso de não pagamento. 
Pedido de retomada de imóvel, após o fim do prazo de locação. 
Constituição de mora de devedor insolvente (prova de que o 
comprador não quitou sua dívida), no caso de compra e venda de 
imóvel em prestações. 
Comunicação de renovação de poderes descritos e outorgados 
em procurações, após o cancelamento da mesma. 
 
Qual a diferença entre registrar uma locação de imóvel no 
Registro de Imóveis e no Registro de Títulos e Documentos? 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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Caso registre o contrato de locação do cartório de Registro de 
Títulos e Documentos, você poderá comprovar que o contrato de 
locação realmente existiu, assim como seus termos. 
Com o Registro desse contrato no cartório de Registro de 
Imóveis, você fará que esse contrato tenha força contra terceiros, ou 
seja, para garantir o direito, por exemplo, de continuar com a locação 
do imóvel mesmo após a sua venda (cláusula de vigência), é necessário 
que esse contrato esteja devidamente registrado na matrícula do 
imóvel, especificando a mencionada cláusula. 
Nesse sentido, vale citar o artigo 576 do Código Civil: “Se a coisa 
for alienada durante a locação, o adquirente não ficará obrigado a 
respeitar o contrato, se nele não for consignada a cláusula da sua 
vigência no caso de alienação, e não constar de registro.” 
 
REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS 
 
 
No Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas são registrados 
os contratos, atos constitutivos, estatutos ou compromissos das 
associações, fundações de direito privado, organizações religiosas, 
partidos políticos, sociedades simples e outras. Serão averbados nos 
respectivos registros todos os atos que alterem ou afetem a pessoa 
jurídica. Também são registrados os jornais, periódicos, oficinas 
impressoras, empresas de radiofusão e agências de notícias; e 
averbados livros de pessoas jurídicas registradas no cartório. 
Assim como uma pessoa, ao nascer, deve ser registrada, estas 
entidades devem também ser inscritas no Cartório do Registro Civil das 
Pessoas Jurídicas logo após serem constituídas. 
Enquanto não registradas, todos os sócios ou associados 
respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. 
Em Minas Gerais, o Registro de Títulos e Documentos e o Registro 
Civil de Pessoas Jurídicas funcionam em um só local, sob a delegação 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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do mesmo Oficial, à exceção de Belo Horizonte, onde funcionam em 
separado. 
 
CARTÓRIOS DE REGISTROS CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS 
 
No Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais são 
registrados os atos mais importantes da vida de uma pessoa, como o 
nascimento, o casamento e o óbito, além da emancipação, interdição, 
ausência etc. 
Nele também são averbados atos como o reconhecimento de 
paternidade, a separação, o divórcio, entre outros, além de serem 
expedidas certidões, quando pedidas, e ainda informações a diversos 
órgãos públicos para fins estatísticos. 
Em todas as cidades do País, pequenas ou grandes, sempre tem 
um Serviço Registral das Pessoas Naturais para atender aos 
moradores. 
O Serviço é fiscalizado pela Corregedoria Geral de Justiça do 
Estado, onde devem ser feitas as reclamações, que, porventura, se 
fizerem necessárias. 
Os registros de nascimento e óbito e suas primeiras certidões são 
gratuitos para todas as pessoas. 
Conforme dispõe o §1º do art. 4º, da Lei 8.935/94, o serviço de 
registro civil das pessoas naturais será prestado, também, nos 
sábados, domingos e feriados pelo sistema de plantão. 
Breves conceitos: 
Emancipação de menor é o direito do menor de administrar os seus 
próprios bens. É um ato jurídico que concede a uma pessoa que não 
tenha atingido a maioridade, a capacidade para a prática dos atos da 
vida civil, sem a tutela dos pais. Os direitos e proibições variam entre 
localidades. No Brasil, o menor deve ter mais de 16 anos e menos de 
18 anos e ter autorização dos pais para solicitar sua emancipação. O 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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artigo 5º do Código Civil brasileiro determina as condições da 
emancipação, ou seja, quando e em quais circunstâncias uma pessoa 
pode pedir a emancipação. 
 
Interdição ou curatela é uma medida de amparo criada pela legislação 
civil; um processo judicial por meio do qual a pessoa é declarada 
civilmente incapaz, total ou parcialmente, para a prática dos atos da 
vida civil, tais como: vender, comprar, testar, casar, votar, assinar 
contratos, etc. Para tanto, essa pessoa declarada civilmente incapaz, 
deve ser representada ou assistida por uma outra pessoa civilmente 
capaz, denominada curador. 
 
Ausência é uma expressão utilizada no Código Civil para se referir a 
uma pessoa natural que desapareceu sem deixar notícias, 
representante legal ou procurador, ou quando estes renunciam seu 
papel ou portam de poderes insuficientes para a administração. Para 
que a ausência seja oficializada é necessário um processo judicial, em 
que ela será apurada e declarada através de sentença. O papel do juiz 
em caso de ausência é expedir editais de dois em dois meses, durante 
um ano, para dar conhecimento do desaparecimento, possibilitando 
assim, que a pessoa possa ser encontrada. Se o ausente não for 
encontrado fica a cargo do juiz nomear um curador para 
responsabilizar-se pelos seus interesses. 
 
CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS COM 
ATRIBUIÇÃO NOTARIAL 
Os cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais, localizados 
em distritos e municípios que não são sede de Comarca, além das 
atribuições relativas ao registro de nascimento, casamento e óbito, 
também podem praticar os atos próprios do Tabelião de Notas, à 
exceção do testamento. 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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REGISTRO DE DISTRIBUIÇÃO 
 Conforme o Art. 13, da Lei 8.935/1994, aos “oficiais de registro 
de distribuição compete privativamente: 
I - quando previamente exigida, proceder à distribuição 
eqüitativa pelos serviços da mesma natureza, 
registrando os atos praticados; em caso contrário, 
registrar as comunicações recebidas dos órgãos e 
serviços competentes; 
II - efetuar as averbações e os cancelamentos de sua 
competência; 
III - expedir certidões de atos e documentos que 
constem de seus registros e papéis.” 
 
 Em Belo Horizonte, há um cartório de registro de distribuição que 
fica responsável exclusivamente pela distribuição dos 
títulos/documentos destinados a Protesto. Dessa forma, por exemplo, 
quando uma pessoa deseja protestar um cheque, ela, primeiramente, 
deve levar o cheque no cartório distribuidor para que ele 
distribua/envie este cheque para um dos 4 tabelionatos/cartórios de 
protesto existente na capital. 
 
CERTIDÃO DOS CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS 
 Qualquer pessoa pode solicitar a emissão de certidão de ato 
praticado nos cartórios extrajudiciais, as quais devem ser expedidas no 
prazo máximo de 5 (cinco) dias (art. 19 da Lei Federal nº 6.015/1973). 
As certidões de registro de nascimento, casamento e óbito 
devem ser expedidas segundo os modelos fixados peloConselho 
Nacional de Justiça. 
 
VALORES DEVIDOS AOS CARTÓRIOS 
Os valores devidos a título de emolumentos são tabelados e 
devem ser pagos antecipadamente pelos usuários dos serviços, 
segundo a Tabela de Emolumentos disponível no site 
 “Prestar um serviço humanizado, com qualidade e segurança dos registros, 
concretizando sonhos.” 
 
 
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http://www.tjmg.jus.br/portal/cartorios-extrajudiciais/ (Cartórios 
Extrajudiciais / Serviços para o Cidadão / Tabelas de Emolumentos), 
sendo o cartório obrigado a fornecer recibo de todos os valores 
recebidos pelos atos praticados. 
 
SELO DE FISCALIZAÇÃO 
Todos os atos praticados pelos serviços notariais e de registro 
devem, obrigatoriamente, apresentar o Selo de Fiscalização, que 
garante segurança para o usuário. A utilização do Selo de Fiscalização 
é regulamentada por meio da Portaria-Conjunta nº 
02/2005/TJMG/CGJ/SEF-MG e da Portaria-Conjunta nº 
09/2012/TJMG/CGJ/SEF-MG, que institui o Selo de Fiscalização 
Eletrônico, em fase de expansão gradativa para todos os cartórios, em 
substituição ao selo físico. 
A validade do Selo de Fiscalização pode ser consultada por meio 
do portal do TJMG: o Selo Eletrônico em 
https://selos.tjmg.jus.br/sisnor/eselo/consultaSeloseAtos.jsf e o selo 
“físico” em 
https://clientes.thomasgreg.com.br/MG/TJ/Telas/Principal.aspx ou 
http://selosmg.abnc.com.br/.

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