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Víru� - Característica� Gerai� ● São conhecidas desde a antiguidade ● 1000 AC - Leis mesopotâmicas (aC): obrigações dos donos com os animais raivosos Os vírus mais conhecidos são os patogênicos, porém representam apenas uma fração dos vírus existentes no planeta. Outros apresentam um papel importante nas evoluções das espécies, atuando na seleção natural, pois quando um indivíduo é infectado por um vírus e sobrevive, ele é automaticamente selecionado para enfrentar essa infecção. OMS: 60% das doenças infecciosas do mundo, são de etiologia viral. OBS: também apresentam um papel ecológico muito importante, mas pouco estudado. Dessa forma, os vírus atuam: ● Disseminando doenças ● Produção de Vacinas ● Papel ecológico ● Ferramenta Biotecnológica ○ Vetores de expressão: genes de interesse inseridos no genoma de um vírus e este vírus infecta um hospedeiro para expressar esse gene ○ Terapia Gênica: somar ao DNA de um vírus, o gene que se quer transferir para uma determinada célula. Vírus que infecta a célula, traz consigo uma ou mais cópias do gene desejado. Quando o genoma viral for liberado na célula, a pessoa passa a poder sintetizar proteínas que sua célula originalmnte não era capaz de fazer. ○ Vacinas: vírus quiméricos; toda vacina contém os antigenos virais que levam a produção de anticorpos no organismo por estimular a resposta imunológica no organismo, combatendo o vírus. Logo, trata-se de uma prevenção. ● Agentes de Controle Biológico: vírus da lagarta da soja (o ser humano não se infecta e as lagartas são dizimadas na plantação), fagoterapia (controle de doenças bacterianas, etc… Ex: bacteriófago contra salmonela presente no frango -> banho nas carcaças contendo o fago que ifnecta a salmonela, o qual irpa mata-la, favorecendo para o consumo humano. Classificaçã� t�onômic� d� Víru� Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV): estabelece convenções de nomenclaturas específicas e outras diretrizes de classificação. OBS: Espécie para as classificação dos vírus é diferente (não usa latim); não existe uma forma padronizada para os nomes de espécies. A partir de 2018, surge a existência de reinos para os vírus (vírus de DNA e de RNA): A classificação é baseada em características: ● morfológicas ● biológicas ● antigênicas ● físico-químicas ● sensibilidade a agentes físicos e químicos ● sequência genômica ● replicação e organização gênica Classificaçã� d� Baltimor� Classificação e relação à expressão genética (como ocorre a replicação), ou seja, seleciona os vírus em relação ao tipo de ácido nucleico e como se dá a expressão do genoma (transcrição dos genes que esse genoma contém). Agrupa os vírus em 7 grupos, de acordo com a síntese do mRNA viral. Para haver descendentes é preciso multiplicar e suas informações devem ser expressas, ou seja, transcrever os genes para formar proteínas e entidades semelhantes. Tipos de Genoma: I - vírus de DNA de fita dupla II - DNA de fita simples III - RNA de fita dupla IV - RNA de fita negativa V - RNA com polaridade positiva VI - RNA + enzima transcriptase reversa VII - DNA + enzima transcriptase reversa RNAm trás a mensagem do genoma traduzida para que possa ocorrer a síntese de proteína. Característica� Gerai� d� Víru� O fato do vírus ser acelular, sem maquinaria biossintética e dependente de uma célula competente para ser replicado levanta a questão do vírus ser vivo ou não. Introduçã� Os vírus são parasitos intracelulares obrigatórios: infectam indivíduos dos 3 domínios da árvore da vida (eucariotas, arqueas e bactérias). Alguns podem parasitar outros vírus (Sputinik/ Mimivírus) Não tem capacidade de realizar metabolismo dentro da sua própria estrutura, logo, precisam utilizar a estrutura metabólica de outra célula para gerar descendentes Toda vida existente no planeta começou com um ancestral comum = LUCA. Esse ancestral foi sofrendo modificações genéticas, gerando ao surgimento dos braços demonstrados na árvore filogenética universal árvore da vida: baseada na sequência do RNA ribossômico Os vírus não apresentam estrutura celular, logo, não têm ribossoma e não são incluídos na árvore. Porém, os vírus infectam os seres presentes nos 3 domínios. Bacteriófag� São os vírus que apresentam capacidade de infectar bactérias Eficientes como controladores de micro-organismos patogênicos em alimentos, na redução de biofilmes e no controle microbiológico em água. Porém, bactérias infectadas por Fagos também podem ser beneficiadas. As propriedades adquiridas são das bactérias, mas a informação para elas produzirem, isso está no fago. Artigo -> vírus também estão associados a coisas positivas. Mostra situações detectadas de relações mutualisticas dos vírus. Vir�fer� Grande diversidade (a maioria ainda desconhecidos). Tamanho: 15 a 300nm (humanos) - Microscopia Eletrônica (ME). Vírus gigantes (só foram encontrados em amebas, em ambientes aquáticos): classificados como mimivírus (750nm - amebas); Sambavírus (ameba das águas do rio Negro) e Tupansírus (2,3um - amebas, Pantanal). Morfologia variada: diferentes famílias, diferentes formas. Sensibilidad� � agente� físic� � químic� São mais sensíveis que as bactérias e fungos Agentes físicos (levam à esterilização): - temperatura - radiação ionizante e não ionizante Agentes químicos (utilizados para desinfecção dos ambientes e bancadas): - orgânicos (antissepsia da pele): etabol, éter, óxido de etileno, formaldeído, etc. - inorgânicos: cloro (desinfecção de objetos), peróxido de hidrogênio, ozônio, etc. Os agentes orgânicos são mais ativos principalmente para vírus envelopados e os inorgânicos servem para desinfecção tanto para os envelopados quanto para os não envelopados. Estrutur� d� Partícul� Vira� Células eucariotas -> fungo Células procariotas -> bactérias Acelulares -> vírus Tanto bactérias quanto fungos apresentam estrutura celular, ou seja, uma membrana citoplasmática contendo o conteúdo celular, isto é, organelas responsáveis pela realização de todas as necessidades básicas para que a célula seja considerada uma unidade viva e em divisão. Isso é possível pois apresentam capacidade metabólica, quebrando e construindo macromoléculas. 01. Cerne O vírus apresenta um centro (Cerne) que contém o genoma (molécula de DNA ou de RNA). A informação genética dos vírus também pode estar em uma molécula de RNA (e não no DNA), onde está codificada a mensagem para síntese de proteínas (RNAm). RNA -> RNAm -> proteínas. Função: conter o cógido genético do vírus Os vírus de DNA podem ser: - Fita dupla (ds): linear ou circular - Fita simples (ss): positiva ou negativa Os vírus de RNA podem ser: - ds: fragmentado - ss: positivo ou negativo (segmentada ou de fita única) 02. Capsídeo ou cápside: Unidade que envolve o genoma, formada por subunidades menores, os capsômeros. Está presente em todos os vírus, e a composição química é proteína viral. Genoma + capsídeo = nucleocapsídeo Funções: ● Manter a integridade do genoma viral ● Nos vírus nus: ligação vírus-célula ● Simetria da partícula TIPOS DE SIMETRIA Icosaédrica - poliedro com 20 faces triangulares s Helicoidal - capsómeros se ligando diretamente a molécula de ácido nucleico Complexa - não possuem simetria conhecida iguais às outras. 03. Envelope, Envoltório ou Membrana Viral Alguns vírus, possuem um envelope por cima da capa proteica = capsídeo (que fica envolta do genoma), servindo como proteção contra a dessecação: - Vírus envelopados - Vírus não envelopados / nús Composição quimica: - lipídios celulares - proteínas celulares e virais - glicorpoteínas virais A origem dessa estrutura é obtida em uma membrana da célula. Alguns vírus isso ocorre na membrana plasmática, membrana nuclear, Retículo endoplasmático ou no complexo de golgi Esse envelope é adquirido através do processo de brotamento. Proteínas virais devem ser inseridas em porções da membrana para que a síntese final do vírus se de nessas regiões de membrana modificada e o vírus saia dessa região carregando esse pedaço de membrana. Eles não apresentamorganelas em sua estrutura. Normalmente, a organela responsável pela síntese de proteína é o ribossomo, ausente nos vírus, logo, eles não têm metabolismo (síntese de proteínas, dentre outras macromoléculas). Sendo assim, dependem da maquinaria da célula que está sendo infectada. 04. Espículas ou Peplômeros: Alguns vírus possuem (Glico)proteínas virais que formam projeções que partem do envelope, em vírus envelopados ou partem diretamente do capsídeo em alguns vírus nus. Composição química: - glicoproteína viral Funções: - ligação vírus - célula - desligamento da partícula viral: desliga a partícula viral da célula na qual foi formada (influenza que possui espículas de hemaglutinina e neuraminidase). 05. Outras proteinas que podem estar presentes nos vírus Apresentam funções eespecializadas Hemaglutinina: proteína que aglutina hemácias, utilizada para se ligar nas células hospedeiras. Neuraminidase: Ajuda o vírus a se soltar das células nas quais foram produzidas Proteína M (matriz) - se localiza entre o envelope e o capsídeo Proteína F (fusão) - geralmente na superfície ou na porção intermembrana, ajuda na fusão do envelope viral na membrana da célula hospedeira. Virio� Trata-se da partícula viral completa = partícula infecciosa Função básica: carregar o genoma viral intacta para dentro da célula hospedeira, para ser replicado A partícula viral não tem metabolismo próprio. Dentro da partícula viral não possuem organelas Para fazer novas partículas virais, a célula tem que produzir as macromoléculas virais. Quando uma célula é capaz de produzir partículas virais ela é chamada de célula competente: 1- Receptor: molécula na superfície, na qual o vírus se liga - suscetível/não suscetível 2- Deve estar em atividade metabólica: fase S (ciclo celular com maior produção e quebra de macromoléculas - metabolismo intenso). 3- Deve ter a maquinaria enzimática apropriada para sintetizar as macromoléculas virais. O genoma viral será lido pela célula hospedeira, causando a síntese de proteínas virais) O receptor é uma molécula funcional, expressa na superfície celular A ligação vírus-célula: uma célula só pode ser infectada se expressar na sua superfície uma molécula essencial ao seu funcionamento, na qual a partícula viral se ligue. A síntese das macromoléculas virais dependem da célula hospedeira, dependendo de: ● Energia ● Matéria prima (nutrientes, aminoácidos, etc) ● Maquinaria biossintética (enzimas, ribossomos, complexo de golgi, etc)