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Membrana Plasmática 
 
É a estrutura que envolve e delimita a célula, 
separando o conteúdo intracelular (dentro da 
célula) do meio extracelular (fora da célula). 
Ela é essencial para a manutenção da 
homeostase (equilíbrio interno da célula), 
permitindo que a célula se comunique com seu 
ambiente e controle as trocas de substâncias 
entre o interior e o exterior. 
 
Funções: 
Proteção e Separação: Protege a célula de 
substâncias externas e mantém a integridade 
da célula. 
Transporte de Substâncias: Possui 
mecanismos para transportar substâncias para 
dentro e fora da célula, seja de forma passiva 
(sem gasto de energia) ou ativa (com gasto de 
energia, como a bomba de sódio e potássio). 
Comunicação Celular: Contém receptores 
que recebem sinais químicos, permitindo que a 
célula responda a estímulos do ambiente. 
Reconhecimento e Adesão Celular: As 
glicoproteínas e glicolipídios na superfície 
ajudam na comunicação entre células e na 
formação de tecidos, além de fazer parte do 
sistema imunológico. 
Características: 
• Fina espessura (8mm) 
• Composição lipoprotéica 
• Presença de Carboidratos 
Especializações 
Junções Celulares: são especializações que 
permitem a interação entre células vizinhas, 
facilitando a adesão, comunicação e a 
formação de tecidos. Elas incluem: 
Desmossomos: Proporcionam adesão forte 
entre células, mantendo a integridade de 
tecidos sujeitos a estiramento, como a pele e o 
músculo cardíaco. 
Junções Gap (ou comunicantes): Permitem a 
troca de íons e pequenas moléculas entre 
células, facilitando a comunicação intercelular. 
 
 
Proteínas 
Proteínas Integrais (ou Transmembranas) 
Essas proteínas atravessam toda a espessura 
da membrana, com partes expostas tanto no 
ambiente extracelular quanto no citoplasma da 
célula. Elas desempenham várias funções 
importantes: 
Transporte de Substâncias: Muitas dessas 
proteínas funcionam como canais ou 
transportadores, permitindo a passagem de 
íons, moléculas pequenas e nutrientes através 
da membrana. Podem atuar em transporte 
passivo (sem gasto de energia) ou transporte 
ativo (com gasto de energia). 
 
Membrana Plasmática 
 
Exemplo: A bomba de sódio e potássio 
(Na+/K+) é uma proteína integral que transporta 
íons contra seus gradientes de concentração, 
utilizando ATP. 
Receptores: Algumas proteínas integrais 
atuam como receptores para sinais externos 
(hormônios, neurotransmissores, etc.). Quando 
esses sinais se ligam aos receptores, eles 
iniciam uma cascata de sinalização que pode 
alterar a função celular. 
Exemplo: Receptores de insulina ou 
receptores de neurotransmissores. 
Proteínas Periféricas 
As proteínas periféricas ficam associadas à 
superfície interna ou externa da membrana, 
mas não atravessam a bicamada lipídica. Elas 
estão ligadas de forma mais frouxa e 
desempenham funções como: 
Ancoragem: Ajudam a ancorar a membrana a 
estruturas internas da célula, como o 
citoesqueleto. Isso contribui para a forma e 
estabilidade da célula. 
Exemplo: Espectrina, que se liga ao 
citoesqueleto de actina na face interna da 
membrana. 
Suporte e Comunicação: Algumas proteínas 
periféricas têm papel no apoio à função dos 
receptores, na organização das células em 
tecidos e na transdução de sinais. Elas podem 
estar envolvidas na modulação das respostas 
celulares a estímulos externos. 
Lipídeos 
Os lipídios da membrana plasmática 
desempenham um papel crucial na sua 
estrutura e função. A principal classe de lipídios 
que compõem a membrana é o fosfolipídio, 
mas também estão presentes outros lipídios 
como colesterol e glicolipídios. Esses lipídios 
formam a bicamada lipídica que é a base da 
membrana e são responsáveis pela sua fluidez 
e permeabilidade seletiva. 
Fosfolipídios 
Os fosfolipídios são os lipídios mais 
abundantes na membrana plasmática. Cada 
fosfolipídio é composto por: 
Cabeça hidrofílica (afinidade com a água): 
composta por um grupo fosfato e uma molécula 
de glicerol. 
Caudas hidrofóbicas (repelentes à água): 
compostas por duas longas cadeias de ácidos 
graxos (ácidos gordos). 
A característica fundamental dos fosfolipídios é 
a sua bipolaridade (amfifilia), ou seja, possuem 
uma parte que é atraída pela água (hidrofílica) e 
outra que a repele (hidrofóbica). Isso permite 
que os fosfolipídios se organizem em uma 
bicamada, onde as cabeças hidrofílicas estão 
voltadas para o meio aquoso (externo e interno 
da célula) e as caudas hidrofóbicas se alinham 
no interior da bicamada, criando uma barreira 
semipermeável. 
Funções dos Fosfolipídios: 
Estrutura da Bicamada Lipídica: Eles formam 
a base estrutural da membrana, criando uma 
barreira que separa o ambiente intracelular do 
extracelular. 
Fluidez: A organização dos fosfolipídios na 
bicamada permite que a membrana seja fluida, 
facilitando a movimentação de proteínas e 
lipídios dentro da membrana. 
Colesterol 
O colesterol está presente na membrana 
plasmática, entre os fosfolipídios. Ele ajuda a 
Membrana Plasmática 
 
regular a fluidez da membrana, tornando-a 
mais estável em temperaturas extremas. O 
colesterol: 
Reduz a fluidez excessiva em altas 
temperaturas, tornando a membrana mais 
rígida. 
Aumenta a fluidez em baixas temperaturas, 
evitando que a membrana fique muito rígida e 
quebradiça. 
Portanto, o colesterol atua como um regulador 
da fluidez e estabilidade da membrana, 
permitindo que a célula se adapte a diferentes 
condições ambientais. 
Glicolipídios 
Os glicolipídios são lipídios que contêm 
carboidratos ligados a lipídios. Eles estão 
localizados principalmente na face externa da 
membrana plasmática e têm um papel 
importante no reconhecimento celular e 
interações entre células. O glicocálix, uma 
camada formada por carboidratos ligados a 
proteínas (glicoproteínas) e lipídios, 
desempenha um papel importante na proteção 
da célula, além de facilitar o reconhecimento 
celular e as respostas imunes. 
Funções dos Glicolipídios: 
Reconhecimento celular: Participam do 
reconhecimento entre células, como no 
sistema imunológico e nas interações com 
células vizinhas. 
Proteção: Formam uma camada protetora na 
superfície celular, protegendo a célula contra 
danos mecânicos e químicos. 
Microvilosidades: aumentam a área de 
superfície da célula, facilitando a absorção de 
nutrientes.

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