Prévia do material em texto
Maior aproveitamento dos reprodutores: -Com a inseminação artificial, é possível aproveitar os melhores reprodutores, mesmo que estejam distantes geograficamente. Isso significa que animais de elite, com características genéticas desejáveis, podem ser usados para reprodução em diferentes partes do mundo, maximizando seu potencial de contribuição para a próxima geração. -Potencializa o potencial genético do animal utilizando seu sêmen VANTAGENS -Melhoramento genético -Cruzamento entre raças -Reduz custos com touros O sêmen pode ser congelado e armazenado por períodos prolongados, muitas vezes por anos, sem comprometer sua viabilidade. Isso permite que o material genético de reprodutores valiosos seja preservado e utilizado em inseminações futuras, mesmo que o reprodutor não esteja mais disponível ou tenha falecido. Fichas individuais são registros que contêm informações essenciais sobre cada animal, incluindo identificação, histórico de saúde, reprodução, desempenho zootécnico e manejo. Esses registros são fundamentais para o controle zootécnico INSEMINAÇAO ARTIFICIAL Deposição mecânica do sêmen no sistema genital feminino Transporte e estocagem por tempo indeterminado Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA) Objetivo da inseminação artificial: E o melhoramento genético, aumentar os lucros Inseminação: é a deposição mecânica do sêmen para conservação do sêmen para fim de inseminar a fêmea no cio Inseminação convencional: insemina o animal que teve o cio natural. É muito utilizada em animais leiteiros. Para sincronizar os animais é preciso usar hormônios. Para induzir o cio da vaca é possível usar Prostaglandina VANTANGENS DA ( IA ) Volume do ejaculado = 10 ml + Diluente = 90 ml 100ml/ 0,25 ml (volume de envase=palhetas) = 400 DOSES Controle e sanitário e reprodutor Controle zootécnico fichas individuais- datas IA e parto -Teste de doenças: E fundamental realizar testes para garantir que ele esteja livre de doenças infecciosas que possam ser transmitidas através do sêmen. -Manutenção da qualidade do sêmen: Para garantir a eficácia da inseminação Limitações da Inseminação Artificial (IA) 1. Mão-de-obra Especializada: Requer profissionais treinados para realizar a IA corretamente. Detecção do Cio: Identificar o momento correto do ciclo estral é crucial e pode ser desafiador, exigindo conhecimento e observação cuidadosa.. 2. Disseminação de Características Indesejáveis e Doenças: Risco de propagação rápida de genes desfavoráveis e doenças genéticas. 3. Aquisição de Nitrogênio Líquido: Necessidade contínua e cara de nitrogênio líquido para armazenar sêmen congelado. LIMITAÇÕES DA IA Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA) CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA IA Infra-estrutura 1. **Pastagens e/ou Capineiras de Boa Qualidade** - Prover alimentação adequada e de alta qualidade para garantir a saúde e a fertilidade dos animais. 2. **Local Sombreado** - Oferecer sombra para proteger os animais do estresse térmico, o que pode afetar a eficácia da IA. 3. **Tronco de Contenção** - Dispor de um tronco de contenção para imobilizar o animal de forma segura durante o procedimento, garantindo a segurança do animal e do inseminador. 4. **Segurança para Animal e Inseminador** - Assegurar um ambiente seguro para prevenir acidentes e facilitar o trabalho do inseminador. 5. **Local para Guardar Materiais** - Ter um espaço apropriado para armazenar os equipamentos e materiais necessários para a IA, mantendo-os organizados e em boas condições de uso. II - Animais Melhoradores1. Utilizar animais geneticamente superiores para melhorar a qualidade do rebanho e os resultados da IA. Bom Manejo Sanitário, Nutricional e Ambiental2. Garantir práticas adequadas de manejo sanitário para prevenir doenças. Fornecer uma nutrição balanceada e de alta qualidade para manter a saúde e a fertilidade dos animais. Assegurar um ambiente adequado, reduzindo o estresse e melhorando o bem-estar geral dos animais. III - Inseminador Noções sobre Manejo do Sêmen e Materiais1. Ter conhecimento sobre como manipular e preparar o sêmen e os materiais utilizados na IA. Boas Práticas de Higiene2. Manter rigorosas práticas de higiene para evitar contaminação e garantir o sucesso do procedimento. Honesto com as Dificuldades3. Ser transparente sobre possíveis dificuldades e limitações, buscando sempre a melhor solução para cada situação. Medir Sempre Nível do Nitrogênio4. Monitorar constantemente o nível de nitrogênio líquido para garantir a viabilidade do sêmen armazenado. Zelar pelo Material5. Cuidar e manter os equipamentos e materiais em boas condições, assegurando sua durabilidade e eficácia. IV - Sêmen 1.Verificar sua Procedência Garantir que o sêmen utilizado seja de alta qualidade e proveniente de fontes confiáveis. 2.Identificação Correta na Palheta Certificar-se de que cada palheta de sêmen esteja devidamente identificada para evitar confusões durante o processo de inseminação. 3.Manuseio Adequado das Doses Manipular as doses de sêmen com cuidado, mantendo- as sempre abaixo da boca do botijão para evitar a exposição a temperaturas mais elevadas. 4;Nunca Expor Palhetas à Temperatura Ambiente Evitar deixar as palhetas de sêmen expostas à temperatura ambiente, pois isso pode comprometer a viabilidade dos espermatozoides. CIO OU ESTRO Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA)O cio, também conhecido como estro, é o período do ciclo estral em que uma fêmea está receptiva à monta pelo macho e é mais fértil. Durante o cio, há várias mudanças físicas e comportamentais que podem ser observadas, incluindo: Muco Cristalino na Vulva: A presença de muco claro e elástico na vulva da fêmea é um sinal de que ela está no cio. Esse muco facilita a passagem dos espermatozoides para o trato reprodutivo. 1. Vulva Edemaciada: A vulva da fêmea pode estar edemaciada, ou seja, inchada e mais proeminente do que o normal. Isso ocorre devido às mudanças hormonais que acompanham o ciclo estral. 2. Comportamento Homossexual: Durante o cio, a fêmea pode exibir comportamento de monta em outras fêmeas, conhecido como comportamento homossexual. Isso ocorre devido ao aumento da atividade hormonal e da excitação sexual. 3. DETECÇAO DE CIO Observação Visual Método tradicional de observação do comportamento e sinais físicos da fêmea, como ocorrência de monta, edema vulvar e mudanças de comportamento. Ultrassonografia Uso de ultrassom para visualizar as estruturas internas do trato reprodutivo da fêmea, identificando características como o desenvolvimento folicular e a presença de corpos lúteos. Rufião com Buçal Marcador Introdução de um rufião (animal macho treinado) na presença da fêmea e uso de um buçal marcador para registrar a monta, ajudando a identificar o momento do cio. Dosagem Hormonal Medição dos níveis hormonais no sangue ou na urina da fêmea para determinar a fase do ciclo estral, especialmente útil em casos de ciclos irregulares ou fêmeas com problemas reprodutivos. Palpação Retal Exame manual do trato reprodutivo da fêmea através do reto para identificar a presença de estruturas como folículos ovarianos, corpos lúteos e alterações no útero. REALIZAÇAO DA IA Localização do Sêmen Caneca: O sêmen é armazenado em nitrogênio líquido dentro de uma caneca criogênica. Para retirar uma dose de sêmen, a caneca é removida do tanque de nitrogênio líquido. Posicionamento da Palheta: Ao retirar uma dose de sêmen, a palheta é mantida cerca de 5 cm abaixo da entrada da caneca para evitar a exposição prolongada ao nitrogênio líquido. Retirada da Dose: Com o auxílio de uma pinça, a dose de sêmen é retirada da palheta e preparada para descongelação. Descongelação Preparação da Descongelação: O sêmen é descongelado em água aquecida a uma temperatura específica. Temperatura de Descongelação: Para palhetas finas e médias, a temperatura ideal é entre 36-38ºC. Para minitubos, a temperatura é de 40ºC. Duração da Descongelação: O sêmen é submerso na água aquecida por 25 a 30 segundos, tempo suficiente paradescongelar as palhetas e minitubos. Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA) Preparação da Palheta Palheta Enxuta e Cortada: Certifique-se de que a palheta de sêmen esteja limpa e que a extremidade tenha sido cortada de forma adequada para facilitar a inserção. 1. Pressão na Bainha: Exerça uma leve pressão na bainha da palheta para abrir o espaço onde o aplicador será inserido. 2. Encaixe da Extremidade Cortada da Palheta: Posicione a extremidade cortada da palheta no local adequado para a inserção do aplicador. 3. Introdução do Aplicador na Bainha: Insira cuidadosamente o aplicador na bainha da palheta, empurrando a palheta em direção à ponta do aplicador. 4. Fixação da Bainha no Aplicador: Certifique-se de que a bainha da palheta esteja firmemente fixada no aplicador, garantindo que o sêmen seja liberado corretamente durante a inseminação. 5. Na inseminação artificial (IA) em cadelas, o sêmen pode ser introduzido através de métodos intrauterinos, como via transcervical (com cateter ou endoscópio) ou via cirúrgica (laparotomia ou laparoscopia), ou por métodos intravaginais, usando uma seringa acoplada em pipeta flexível ou depositando o sêmen ao longo da vagina. A escolha do método depende de vários fatores, incluindo a disponibilidade de equipamentos, a condição reprodutiva da cadela e as preferências do proprietário. Realização da Inseminação Artificial (IA) Abertura da Vulva: A vulva da fêmea é delicadamente aberta para permitir o acesso à vagina. 1. Introdução do Aplicador na Vagina da Fêmea: O aplicador contendo a palheta de sêmen é inserido cuidadosamente na vagina da fêmea. 2. Introdução da Mão Esquerda no Reto da Fêmea: Enquanto o aplicador está sendo inserido na vagina, o inseminador também pode introduzir sua mão esquerda no reto da fêmea para facilitar a manipulação da cérvix. 3. Movimento com a Mão Fixa a Cérvix até Passagem dos Anéis Cervicais: Com a mão esquerda no reto da fêmea, o inseminador pode realizar movimentos suaves para guiar a cérvix até que os anéis cervicais sejam passados, permitindo a entrada do aplicador no útero. 4. Inseminação: Uma vez que o aplicador esteja corretamente posicionado na entrada do útero, a palheta de sêmen é liberada na cavidade uterina. 5. Fixação da Cérvix Introdução do Aplicador até a Entrada da Cérvix: O aplicador, contendo a palheta de sêmen, é introduzido cuidadosamente na vagina da fêmea até alcançar a entrada da cérvix. 1. Fixação da Cérvix: Com o aplicador posicionado na entrada da cérvix, a cérvix é delicadamente fixada, geralmente utilizando-se a mão esquerda do inseminador para realizar esse procedimento. 2. Depósito do Sêmen Sêmen Depositado Lentamente: Uma vez que a cérvix está fixada e o aplicador está corretamente posicionado, o sêmen é depositado lentamente na cavidade uterina. 1. IA EM CADELAS IA EM GATAS Na inseminação artificial em gatas, a indução da ovulação é realizada a partir do segundo dia do estro, utilizando estímulos mecânicos na vagina ou hormonais, como hCG. A IA deve ocorrer dentro de até 48 horas após a indução da ovulação para maximizar as chances de fertilização bem-sucedida. Na inseminação artificial (IA) em caprinos e ovinos, o método transcervical é comum. Nele, o inseminador ultrapassa delicadamente as pregas cervicais até atingir o corpo uterino para depositar o sêmen. Quando não é possível chegar ao útero, o sêmen pode ser depositado após a primeira ou segunda prega cervical. Este método é eficaz e amplamente utilizado devido à sua simplicidade e eficiência. IA EM CAPRINOS E OVINOS 1. **Sem Necessidade de Observação de Cio**: Não é necessário observar o cio nas fêmeas, facilitando o planejamento e a execução da IA. 2. **Inseminação de Grande Número de Fêmeas em Pouco Tempo**: Permite a inseminação de um grande número de fêmeas em um curto período de tempo, aumentando a eficiência reprodutiva. 3. **Programação dos Trabalhos de IA e Nascimento**: Facilita a programação dos trabalhos de IA e o nascimento dos animais, contribuindo para um melhor planejamento da produção. 4. **Otimização da Mão-de-Obra**: Reduz a necessidade de mão-de-obra para observação de cio, permitindo que os trabalhadores se concentrem em outras atividades. 5. **Aumento do Número de Bezerros de IA**: Ao permitir a inseminação de um maior número de fêmeas, a IATF aumenta o número de bezerros nascidos por IA. 6. **Aceleração do Melhoramento Genético**: Contribui para acelerar o progresso do melhoramento genético, permitindo a disseminação mais rápida de características desejáveis na população animal. IATF EM TEMPO FIXO O protocolo Ovsynch é uma técnica de sincronização do ciclo estral em bovinos para facilitar a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). Ele envolve a administração sequencial de GnRH para estimular o desenvolvimento folicular e ovulação, seguido pela administração de PGF2α para regredir o corpo lúteo existente. O protocolo termina com outra administração de GnRH para induzir a ovulação sincronizada. Isso permite a inseminação artificial sem a necessidade de detectar o cio, otimizando a eficiência reprodutiva e o uso da mão de obra. Induzir ou Suprimir o Estro e a Ovulação: Propósito: Manipular o ciclo reprodutivo das fêmeas através de tratamentos exógenos para controlar quando entram no estro e ovulam. Sincronizar o Ciclo Estral: Propósito: Alinhar os ciclos estrais das fêmeas para facilitar a inseminação artificial (IA) e a transferência de embriões (TE). Melhorar o Manejo da IA e TE: Propósito: Facilitar a programação e execução dessas técnicas, otimizando os recursos e aumentando a eficiência reprodutiva. Produzir Carne ou Leite na Entressafra: Propósito: Regular o ciclo reprodutivo para manter a produção durante períodos de baixa oferta, garantindo um fornecimento contínuo. Antecipar os Nascimentos: Propósito: Planejar e antecipar os partos para épocas específicas, facilitando a gestão de recursos e a comercialização. Uniformizar a Idade de Recém-nascidos: Propósito: Garantir que os nascimentos ocorram em um período concentrado, resultando em lotes de animais com idades uniformes, o que simplifica o manejo e melhora a eficiência produtiva. CONTROLE FARMACOLÓGICO DO CICLO ESTRAL EM FÊMEAS DOMÉSTICAS Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA) OBJETIVOS HORMÔNIOS UTILIZADOS PARA O CONTROLE DO CICLO ESTRAL E DA OVULAÇÃO 1. Prostaglandina F2α (PGF2α) - Função: Induz a regressão do corpo lúteo (luteólise), promovendo o retorno ao estro. 2. Progesterona / Progestágenos - Função: Suprimem o ciclo estral, mantendo a fêmea em um estado anovulatório. 3. Estrógenos - Função: Estimulam o desenvolvimento folicular e preparam o útero para a gestação. 4. GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofina) / LH (Hormônio Luteinizante) / hCG (Gonadotrofina Coriônica Humana) - Função: Estimulam a ovulação e a formação do corpo lúteo. 5. eCG (Gonadotrofina Coriônica Equina) / FSH (Hormônio Folículo-Estimulante) - Função: Estimulam o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos. 6. Melatonina - Função: Regula a sazonalidade reprodutiva, particularmente em espécies sensíveis à luz. PGF2 Não induz o estro em fêmeas em anestro. Não sincroniza a ovulação. Apresenta alta variação no intervalo entre a aplicação e o estro. É necessária a observação do estro para IA ou TE. Provoca ABORTAMENTO ECG (GONADOTROFINA CORIÔNICA EQÜINA) A gonadotrofina coriônica equina (eCG) é um hormônio glicoproteico produzido pelos cálices endometriais de éguas. Por se ligar aos receptores de FSH e LH dos folículos e aos receptores de LH do corpo lúteo, a eCG leva ao maior crescimento do folículo, resultando em maior taxa de ovulação. Indução da ciclicidade em vacas em anestro (pós-parto) e com condições corporais comprometidas. Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA) TRANSFERENCIA DE EMBRIOES IN VITRO Alto Valor Genético: A fêmea deve possuir características genéticas superiores que contribuam para a qualidade do rebanho. Idade Entre 3 a 10 Anos: Prefere-se fêmeasdentro dessa faixa etária, pois tendem a ter maior fertilidade e saúde reprodutiva. Dois Ciclos Estrais Regulares: A fêmea deve ter demonstrado regularidade em seus ciclos estrais, indicando uma função ovariana saudável. Anatomia Correta da Cérvix: É crucial que a fêmea tenha uma anatomia cervicovaginal adequada para facilitar a passagem do cateter durante a transferência de embriões. Ausência de Histórico de Problemas Reprodutivos: É importante que a fêmea não tenha histórico de retenção de placenta ou dificuldades no parto, o que poderia afetar negativamente o sucesso do processo de transferência de embriões. Pedigree (Ascendência): É desejável que a fêmea tenha um pedigree bem documentado, com informações sobre sua ascendência genética, destacando-se a qualidade dos ancestrais em termos de produção, conformação e saúde. ESCOLHA DA DOADORA Etapas da Transferência de Embriões: Seleção da Fêmea Doadora: Escolha de uma fêmea geneticamente superior para produzir os embriões. 1. Superovulação da Doadora: Indução da superovulação na fêmea doadora, geralmente através da administração de hormônios como FSH ou eCG, para que ela produza múltiplos óvulos. 2. Monta Natural ou Inseminação Artificial: A fêmea doadora é acasalada por monta natural ou inseminada artificialmente para fertilizar os óvulos. 3. Recolhimento dos Embriões: Os embriões fertilizados são recolhidos da fêmea doadora, geralmente de 6 a 8 dias após a fertilização, através de uma lavagem uterina. 4. Avaliação dos Embriões: Os embriões são avaliados quanto à qualidade e viabilidade antes da transferência. 5. Seleção da Fêmea Receptora: Escolha de uma fêmea receptora que esteja em um estágio similar de seu ciclo estral ao da doadora para garantir a aceitação do embrião. 6. Transferência dos Embriões: Os embriões selecionados são transferidos para o útero da fêmea receptora. 7. ESCOLHA DA RECEPTORA Novilhas Púberes: Novilhas que alcançaram a puberdade, mas ainda não tiveram partos, podem ser escolhidas como receptoras. Elas geralmente têm boa receptividade ao embrião. Vacas Jovens com Histórico Reprodutivo Conhecido: Vacas jovens com um histórico reprodutivo conhecido são preferidas, pois têm maior probabilidade de ter uma boa saúde reprodutiva e uma alta taxa de concepção. Mestiças como Melhores Receptoras: As receptoras mestiças, que combinam a fertilidade de raças europeias com a rusticidade de raças zebuínas, muitas vezes são escolhidas devido a essa combinação vantajosa de características. Condição Corporal (ECC) não Inferior a 3: A receptora deve ter uma condição corporal adequada, não inferior a 3 em uma escala de 1 a 5, para garantir um ambiente uterino favorável para a implantação e desenvolvimento do embrião. SINCRONIZAÇÃO DO CIO Encurtamento do Ciclo: Utiliza agentes luteolíticos para induzir rapidamente a regressão do corpo lúteo, resultando na manifestação do cio em um período mais curto. Prolongamento do Ciclo: Emprega agentes progestágenos para manter a fase luteínica por mais tempo, estendendo o período entre o cio e a ovulação. SUPEROVULAÇAO Estimulação Hormonal: É realizada utilizando hormônios, principalmente o Hormônio Folículo Estimulante (FSH), que promove o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Hormônio Folículo Estimulante (FSH): Possui uma meia-vida curta, o que requer múltiplas aplicações ao longo do tempo, geralmente a cada 12 horas, com doses decrescentes para evitar uma estimulação excessiva. Gonadotrofina Coriônica Equina (eCG): É uma alternativa à FSH devido à sua meia-vida mais longa e custo mais baixo. Isso permite uma estimulação folicular prolongada. A coleta cirúrgica de embriões é um procedimento que envolve a intervenção cirúrgica sob anestesia para extrair os embriões do trato reprodutivo da fêmea doadora. Os embriões são aspirados dos folículos ovarianos usando uma agulha especial conectada a um sistema de vácuo. Após a coleta, as incisões são fechadas e a fêmea doadora é recuperada. Essa técnica é utilizada em programas de melhoramento genético e reprodução assistida em animais de alto valor genético. COLETA CIRURGICA D EMBRIOES NAO CIRURGICA OU TRANSCERVICAL Procedimento Transcervical: Este método não envolve incisões cirúrgicas. Em vez disso, uma cânula é inserida através do colo do útero (cérvix) da fêmea doadora para acessar os ovários e o útero. Aspiração dos Embriões: Usando a cânula, os folículos ovarianos contendo os embriões são aspirados. Esta aspiração é realizada com a ajuda de um sistema de vácuo. Coleta dos Embriões: Os embriões aspirados são então transferidos para um meio de cultura adequado para posterior processamento e transferência. Menos Invasivo: Comparado à coleta cirúrgica, o procedimento transcervical é menos invasivo e geralmente requer menos tempo de recuperação para a fêmea doadora. Thalita P.B. - resumo 2 biotecnicas (IA) TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES OU INOVULAÇÃO Menor Período de Tempo Após Colheita: A transferência dos embriões para a receptora deve ocorrer em um curto período de tempo, idealmente dentro de até 3 horas após a colheita. Localização na Receptora: Os embriões são transferidos para o corno uterino ipsilateral ao corpo lúteo (CL) na receptora. Idealmente, apenas um embrião é transferido por receptora. Tipos de Transferência: Existem três principais tipos de transferência de embriões: cirúrgica, semi-cirúrgica ou transvaginal e não-cirúrgica ou transcervical. Cada uma tem suas próprias características e requisitos técnicos. Descarte da Receptora: Caso a receptora não esteja grávida após duas transferências de embriões, ela é descartada do programa de reprodução assistida.