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2a Lista de ELCA Exerćıcio 1 Determine a corrente e a energia média a partir do gráfico V (t) para carga e descarga no capacitor de 6µF. Resolução: A corrente no capacitor é dada por: i(t) = C dV (t) dt , onde C = 6µF = 6× 10−6 F. Analisando os trechos do gráfico V (t): 1. Trecho 0 a 2 ms: V (t) aumenta linearmente de 0V a 18V. dV (t) dt = 18− 0 2× 10−3 = 9000V/s. i(t) = C dV (t) dt = 6× 10−6 · 9000 = 0.054A. 2. Trecho 2 a 5 ms: V (t) diminui linearmente de 18V a −12V. dV (t) dt = −12− 18 3× 10−3 = −10000V/s. i(t) = C dV (t) dt = 6× 10−6 · (−10000) = −0.06A. 3. Trecho 5 a 9 ms: V (t) aumenta linearmente de −12V a 0V. dV (t) dt = 0− (−12) 4× 10−3 = 3000V/s. i(t) = C dV (t) dt = 6× 10−6 · 3000 = 0.018A. 4. Trecho 9 a 13 ms: V (t) é constante em 0V. dV (t) dt = 0 =⇒ i(t) = 0A. 5. Trecho 13 a 15 ms: V (t) aumenta linearmente de 0V a 6V. dV (t) dt = 6− 0 2× 10−3 = 3000V/s. i(t) = C dV (t) dt = 6× 10−6 · 3000 = 0.018A. 1 Cálculo da Energia no Capacitor A energia armazenada em um capacitor é dada por: W = 1 2 CV 2. Para cada trecho, calculamos a energia máxima armazenada no capacitor. 1. Trecho 0 a 2 ms: V = 18V. W = 1 2 · 6× 10−6 · (18)2 = 9.72× 10−4 J. 2. Trecho 2 a 5 ms: V = 12V. W = 1 2 · 6× 10−6 · (12)2 = 4.32× 10−4 J. 3. Trecho 5 a 9 ms: V = 0V. W = 0J. 4. Trecho 9 a 13 ms: V = 0V. W = 0J. 5. Trecho 13 a 15 ms: V = 6V. W = 1 2 · 6× 10−6 · (6)2 = 1.08× 10−4 J. Energia Média Armazenada A energia total armazenada nos intervalos é: Wtotal = 9.72× 10−4 + 4.32× 10−4 + 1.08× 10−4 = 1.512× 10−3 J. O intervalo total de tempo é T = 15ms = 15× 10−3 s. Assim, a energia média é: Wmédia = Wtotal T = 1.512× 10−3 15× 10−3 ≈ 0.1008 J. Resultados Finais • Corrente em cada trecho: – Trecho 0-2 ms: i(t) = 0.054A, – Trecho 2-5 ms: i(t) = −0.06A, – Trecho 5-9 ms: i(t) = 0.018A, – Trecho 9-13 ms: i(t) = 0A, – Trecho 13-15 ms: i(t) = 0.018A. • Energia média armazenada no capacitor: Wmédia ≈ 0.1008 J. 2 Exerćıcio 2 De acordo com a figura, observa-se que as linhas de campo elétrico se concentram mais próximas umas das outras nas regiões de maior intensidade do campo elétrico. Isso indica que: • Densidade maior: O campo elétrico é mais intenso nas regiões onde as linhas de campo estão mais próximas umas das outras. • Densidade menor: O campo elétrico é menos intenso nas regiões onde as linhas estão mais espaçadas. As linhas de campo saem da carga positiva Q, indicando que o vetor campo elétrico é radial e aponta para fora. Exerćıcio 3 A figura apresenta dois casos envolvendo capacitores planos com e sem dielétrico: • Figura (a): A presença do dielétrico aumenta a capacitância do capacitor. Isso ocorre porque o dielétrico reduz o campo elétrico interno devido à polarização do material. A polarização gera dipolos que criam um campo elétrico oposto ao apli- cado, diminuindo a diferença de potencial entre as placas para uma mesma quanti- dade de carga armazenada. Assim, a capacitância C é maior com o dielétrico. • Figura (b): Sem o dielétrico, o capacitor armazena menos carga para o mesmo potencial aplicado, pois não há redução do campo elétrico interno. Dessa forma, a capacitância C é menor. Um aumento da capacitância resulta em maior armazenamento de carga, maior tempo de carga/descarga e redução na reatância capacitiva XC = 1 ωC . Conclusão: A presença de um dielétrico no capacitor aumenta sua capacitância, pois reduz a diferença de potencial efetiva entre as placas e permite o armazenamento de maior carga elétrica. Exerćıcio 4 De acordo com o gráfico apresentado, o processo descrito é caracteŕıstico da carga de um capacitor. Justificativa: • O comportamento do gráfico mostra que a corrente inicial é máxima e decresce exponencialmente até atingir um valor constante, representando o processo de carga do capacitor. • Durante a carga, a tensão sobre o capacitor aumenta gradualmente, até atingir o valor da tensão aplicada na fonte. • O tempo caracteŕıstico 5τ (onde τ = RC, a constante de tempo do circuito) in- dica o intervalo necessário para que o capacitor esteja aproximadamente totalmente carregado. 3 Exerćıcio 5 De acordo com o gráfico apresentado, o processo descrito é caracteŕıstico da descarga de um indutor. Justificativa: • O comportamento do gráfico mostra que a corrente inicial é máxima e decresce exponencialmente até zero, o que é t́ıpico do processo de descarga de um indutor. • Isso ocorre porque, quando a fonte de alimentação é desconectada, o campo magnético gerado pelo indutor colapsa, induzindo uma corrente que decresce exponencialmente com o tempo. • O tempo caracteŕıstico 5τ (onde τ = L/R, a constante de tempo do circuito) representa o intervalo em que a corrente atinge valores praticamente nulos. Exerćıcio 6 Considere o sinal V (t) = Vp sin(2πft), com Vp = 50V e f = 1kHz. (a) Valor de pico: Vp = 50V. (b) Valor instantâneo em t = 1µs e t = 7µs: V (1µs) = 50 sin(2π · 1000 · 1× 10−6) = 50 sin(0.00628) ≈ 0.31V. V (7µs) = 50 sin(2π · 1000 · 7× 10−6) = 50 sin(0.04396) ≈ 2.2V. (c) Valor pico a pico: Vpp = 2Vp = 100V. (d) Peŕıodo: T = 1 f = 1 1000 = 1ms. (e) Número de ciclos em ttotal = 10ms: N = ttotal T = 10ms 1ms = 10 ciclos. Exerćıcio 7 Dado e = 300 sin(157t), determine o tempo para meio ciclo. Resolução: O peŕıodo T é: T = 2π ω , ω = 157 rad/s. T = 2π 157 ≈ 0.04 s. O tempo para meio ciclo é: tmeio ciclo = T 2 = 0.04 2 = 0.02 s. 4 Exerćıcio 8 Se Vp = 40V, α = 30◦ e t = 1ms, determine a equação. Resolução: A equação geral é: V (t) = Vp sin(ωt+ α). Para f = 1kHz: ω = 2πf = 2π · 1000 = 6283.19 rad/s. V (t) = 40 sin(6283.19 · t+ 30◦). Exerćıcio 9 Determine a diferença de fase para os sinais • Item (a): Os sinais são: v(t) = 0,2 sin(ωt− 60◦) i(t) = 0,1 sin(ωt− 20◦) A diferença de fase entre v(t) e i(t) é dada por: ∆ϕ = ϕv − ϕi Substituindo os valores: ∆ϕ = −60◦ − (−20◦) = −60◦ + 20◦ = −40◦ Portanto, a diferença de fase é −40◦, ou seja, a corrente está atrasada em 40◦ em relação à tensão. • Item (b): Os sinais são: v(t) = 2 cos(ωt− 30◦) i(t) = 5 sin(ωt+ 60◦) Primeiro, transformamos v(t) em função seno: v(t) = 2 cos(ωt− 30◦) = 2 sin (ωt− 30◦ + 90◦) v(t) = 2 sin(ωt+ 60◦) Agora, comparando com i(t): v(t) = 2 sin(ωt+ 60◦), i(t) = 5 sin(ωt+ 60◦) Como os dois sinais possuem a mesma fase (+60◦), a diferença de fase é: ∆ϕ = 60◦ − 60◦ = 0◦ Portanto, não há diferença de fase (∆ϕ = 0◦). 5 Exerćıcio 10 O valor médio de uma função periódica f(t) em um ciclo é dado por: Valor médio = 1 T ∫ T 0 f(t) dt • Gráfico 1: O sinal é uma onda triangular com amplitude máxima de 30mA e mı́nima de −20mA. O valor médio em um ciclo completo é: Valor médio = 1 T ∫ T 0 i(t) dt = 0mA Isso ocorre porque as áreas positivas e negativas são iguais. • Gráfico 2: O sinal apresenta uma forma semicircular com amplitude máxima de 20mA e mı́nima de −3mA. Considerando o ciclo completo, o valor médio será: Valor médio = 1 2π ∫ 2π 0 i(t) dt Após a análise gráfica, o valor médio é aproximadamente 8.5mA. • Gráfico 3: O sinal é senoidal com amplitude máxima de 16mA e mı́nima de −16mA. O valor médio é: Valor médio = 0mA Isso ocorre porque a função seno tem média nula em um ciclo completo. • Gráfico 4: O sinal é triangular com valor inicial de−16mA, subindo até 20mA em um intervalo de T = 8ms. O valor médio é dado pela média aritmética dos valores extremos: Valor médio = −16 + 20 2 = 2mA Exerćıcio 11 A partir das leituras dos osciloscópios, resolvemos cada item: a) Equações para as tensões As caracteŕısticas dos osciloscópios são as seguintes: • Gráfico (a): Sensibilidade vertical = 20 mV/div e sensibilidade horizontal = 10 µs/div. • Gráfico (b): Sensibilidade vertical = 0,2 V/div e sensibilidade horizontal = 50 µs/div. 6 **Gráfico (a):** • Amplitude: Observamos que o sinal ocupa 2divisões no eixo vertical. Assim, a amplitude é: Aa = 2× 20mV = 40mV. • Peŕıodo: O sinal ocupa 5 divisões no eixo horizontal. Assim, o peŕıodo é: Ta = 5× 10µs = 50µs. • Frequência: fa = 1 Ta = 1 50µs = 20 kHz. A equação do sinal é: va(t) = 40 sin(2π · 20 kHz · t)mV. **Gráfico (b):** • Amplitude: Observamos que o sinal ocupa 2 divisões no eixo vertical. Assim, a amplitude é: Ab = 2× 0, 2V = 0, 4V. • Peŕıodo: O sinal ocupa 4 divisões no eixo horizontal. Assim, o peŕıodo é: Tb = 4× 50µs = 200µs. • Frequência: fb = 1 Tb = 1 200µs = 5 kHz. A equação do sinal é: vb(t) = 0, 4 sin(2π · 5 kHz · t)V. b) As frequências são as mesmas? Justifique. Não, as frequências não são as mesmas. Como calculado, o sinal (a) possui frequência de 20 kHz, enquanto o sinal (b) possui frequência de 5 kHz. c) Valor eficaz para cada sinal O valor eficaz de uma onda senoidal é dado por: Vrms = A√ 2 . **Gráfico (a):** Vrms,a = 40mV√ 2 = 28, 28mV. **Gráfico (b):** Vrms,b = 0, 4V√ 2 = 0, 283V. 7 Respostas • Equação do sinal (a): va(t) = 40 sin(2π · 20 kHz · t)mV. • Equação do sinal (b): vb(t) = 0, 4 sin(2π · 5 kHz · t)V. • As frequências são diferentes: fa = 20 kHz e fb = 5kHz. • Valores eficazes: Vrms,a = 28, 28mV e Vrms,b = 0, 283V. Exerćıcio 12 Enunciado: Determine a leitura do medidor para cada situação apresentada. Situação 1: Corrente Cont́ınua (CC) Para o caso de corrente cont́ınua, temos: Icc = 4mA e R = 2kΩ. A tensão sobre a resistência é calculada por: V = I ·R. Substituindo os valores: V = 4× 10−3A · 2× 103Ω = 8V. Como o medidor está configurado para medir a tensão em uma escala de valor eficaz (RMS), mas estamos lidando com uma fonte de corrente cont́ınua, o valor medido será o mesmo: V = 8V . Situação 2: Corrente Alternada (CA) A tensão alternada é fornecida como: v(t) = 16 sin(377t+ 20◦), onde Vp = 16V é o valor de pico. O medidor está configurado para medir o valor eficaz (RMS). Para uma onda senoidal pura, o valor RMS é dado por: Vrms = Vp√ 2 . Substituindo: Vrms = 16√ 2 ≈ 11.31V. Entretanto, o medidor utiliza um retificador de meia onda. Para este caso, o valor medido será proporcional ao valor médio retificado da tensão. O valor médio de uma onda senoidal retificada em meia onda é dado por: Vmeia onda = Vp π . 8 Substituindo: Vmeia onda = 16 3.14 ≈ 5.10V. Portanto, o medidor indicará aproximadamente: V ≈ 5.10V . Resumo das Leituras 1. Corrente Cont́ınua (CC): V = 8V. 2. Corrente Alternada (CA): V ≈ 5.10V (com retificação de meia onda). 9