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Estágio Curricular – 8º Período
AULA 01
Processo de enfermagem = “Organizar e sistematizar os cuidados de enfermagem.” Garcia e Nóbrega (2001).
Levantamento de dados
Diagnóstico
Avaliação
Implementação
Planejamento
 
O levantamento de dados abrange a parte do histórico de enfermagem e o exame físico. No planejamento, está contemplado como será realizada a assistência mediante os problemas; o diagnóstico levantado do paciente é formado pela prescrição de enfermagem.
O histórico de enfermagem engloba levantamento, avaliação e investigação e constitui a primeira fase do processo de enfermagem. Tem a finalidade de conhecer os hábitos individuais e biopsicossociais, visando à adaptação do paciente à unidade e ao tratamento, assim como à identificação de problemas.
O exame físico é composto de um exame detalhado das condições físicas do paciente. É realizado no sentido céfalo-caudal através da análise da acuidade auditiva/visual, dificuldade respiratória, batimentos cardíacos, distúrbios gastrointestinais, eliminações fisiológicas, deambulação, presença de cicatriz, e outras situações peculiares.
O exame físico é composto de um exame detalhado das condições físicas do paciente. É realizado no sentido céfalo-caudal através da análise da acuidade auditiva/visual, dificuldade respiratória, batimentos cardíacos, distúrbios gastrointestinais, eliminações fisiológicas, deambulação, presença de cicatriz e outras situações peculiares
O que é diagnóstico de enfermagem?
Um diagnóstico de enfermagem é uma declaração que indica vários problemas potenciais diferentes que um paciente pode enfrentar. 
Não se trata de simplesmente avaliar o paciente, que é a primeira etapa do processo de enfermagem e envolve: 
exame físico, 
monitorar sintomas, como náuseas,
medir os sinais vitais, como frequência cardíaca, temperatura, pressão arterial e níveis de oxigênio, entre muitas outras coisas. 
Os enfermeiros frequentemente também devem discutir sobre quaisquer sintomas não óbvios que se possam apresentar, como dor ou vertigem, bem como seu histórico de saúde.
Pode envolver ainda um exame psicológico ou social, dependendo da área de atuação do enfermeiro.
Como um diagnóstico de enfermagem difere de um diagnóstico médico? 
O médico diagnostica uma doença ou distúrbio. Uma enfermeira oferece um diagnóstico para um problema presente durante a avaliação de enfermagem que é causado pela doença ou distúrbio. 
Por exemplo, durante a avaliação de enfermagem, o enfermeiro pode diagnosticar o paciente com respiração ruim e tosse. Um médico diagnosticará um paciente com bronquite crônica e prescreverá medicamentos.
A prescrição de enfermagem é o conjunto de medidas decididas pelo enfermeiro, que direciona e coordena a assistência de enfermagem ao paciente de forma individualizada e contínua, objetivando a implementação da prevenção, promoção, proteção, recuperação e manutenção da saúde.
Por fim, temos a avaliação, por meio da qual realiza-se a evolução de enfermagem. Este é um relato diário ou periódico das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano enquanto ele estiver sob assistência profissional, ou seja, uma avaliação global do plano de cuidados.
Protocolo de Manchester
Na maioria dos prontos-socorros, o protocolo de atendimento é direcionado pelo protocolo de Manchester. Um protocolo que classifica, após uma triagem baseada nos sintomas, os doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para o atendimento.
O programa recebeu esse nome porque foi aplicado pela primeira vez em 1997 na cidade britânica de
Manchester. A triagem foi rapidamente implementada em vários hospitais do Reino Unido. Em Portugal,
são poucos os hospitais que ainda não utilizam esse sistema, que já está sendo empregado em outros
países da Europa, como Espanha, Holanda, Alemanha e Suécia.
A classificação de risco é realizada com base em protocolo adotado pela instituição de saúde, normalmente representado por cores que indicam a prioridade clínica de cada paciente. Para tanto, algumas condições e parâmetros clínicos devem ser verificados.
O paciente que chega à unidade é atendido prontamente pelo enfermeiro, que fará uma breve avaliação do quadro clínico do paciente utilizando o protocolo de Manchester. Em seguida, o paciente é encaminhado para o local de atendimento. A classificação é feita a partir de queixas, sinais, sintomas, sinais vitais, saturação de O2, escala de dor, glicemia, entre outros. Após essa avaliação, os pacientes são identificados com pulseiras de cores correspondentes a um dos seis níveis estabelecidos pelo sistema.
A cor vermelha (emergente)tem atendimento imediato; a laranja (muito urgente), prevê atendimento
em dez minutos; o amarelo (urgente), 60 minutos; o verde (pouco urgente), 120 minutos; e o azul (não
urgente), 240 minutos, como demonstrado no quadro a seguir.
Dessa forma a classificação de risco pelo Protocolo de Manchester parte inicialmente da queixa principal do paciente, isto é, motivo que levou o paciente a procurar o serviço de urgência. A partir da queixa seleciona-se o fluxograma mais específico dentre as 53 opções que o Protocolo de Manchester possui. Existem ainda, dois fluxogramas exclusivos para situações com múltiplas vítimas.
Por exemplo, suponhamos que uma pessoa dê entrada no pronto atendimento queixando-se de dor de cabeça há vários dias. Sendo assim, o fluxograma mais adequado é o de cefaleia.
Veja abaixo o fluxograma de cefaleia, com os respectivos discriminadores a serem avaliados pelo enfermeiro:
Nas três principais classificações de gravidade (vermelho, laranja e amarelo), é sugerido um fluxograma para um melhor direcionamento do paciente, como observado na figura a seguir.
(Enade 2013) Um enfermeiro da triagem de um pronto-socorro (PS) de um hospital geral de médio porte atendeu uma paciente de 60 anos de idade, cuja cirurgia de aneurisma de aorta abdominal estava agendada para a semana seguinte. A paciente relatou conhecimento de seu caso e informou ter procurado o PS devido à leve sensação de mal-estar e dor moderada na região occipital. No exame físico, o enfermeiro detectou pressão arterial de 180 mmHg x 130 mmHg e pulso de 90 bpm. O PS em que esse enfermeiro trabalha utiliza, na triagem, a classificação de riscos de Manchester, a qual identifica a urgência do caso clínico por cores, a saber: azul (casos não urgentes e que poderiam ser atendidos em ambulatórios ou consultórios); verde (casos não urgentes que podem aguardar o atendimento); amarelo (casos urgentes que devem ser atendidos assim que possível); e vermelho (casos urgentes que devem ser atendidos imediatamente).
Diante desses dados, conclui-se que o enfermeiro deve:
A) Solicitar que a paciente aguarde na recepção e classificar o risco com o código verde.
B) Encaminhar a paciente para o atendimento e classificar o risco com o código amarelo.
C) Solicitar que a paciente aguarde na recepção e classificar o risco com o código vermelho.
D) Encaminhar a paciente para o atendimento e classificar o risco com o código vermelho.
E) Orientar a paciente sobre sua condição de saúde e classificar o risco com o código azul.
D) Alternativa correta.
Justificativa: o quadro clínico sugere a presença de hipertensão arterial sistêmica, fator que pode
desencadear o rompimento da aorta abdominal, que, por sua vez, pode resultar em choque hipovolêmico grave e em óbito da paciente. De acordo com o protocolo de Manchester, em razão da hipertensão arterial e da iminência de rotura da aorta abdominal, essa situação clínica deve ser classificada na cor vermelha (emergência). Portanto, a paciente precisa receber atendimento imediato.
Questão 2. (EBSERH 2015) Sobre a estrutura física da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), nos termos
da Resolução Anvisa nº 50/2002, é correto afirmar que:
A) O posto de enfermagem deve estar instalado de forma a permitir observação visual direta ou
eletrônica dos leitos.
B) Deve existir no mínimo um sanitário para ser compartilhado entre o públicoe os funcionários.
C) Todo leito deve, obrigatoriamente, possuir um sanitário para uso do paciente.
D) É obrigatória a existência de sala de espera para acompanhantes e visitantes anexa à UTI.
E) A sala de espera deve ser exclusiva da UTI, não sendo permitido compartilhamento com
outros setores.
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