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Materiais e processos para embalagens Materiais fundamentais que fazem parte da composição funcional e comunicativa das embalagens, seu contexto histórico e sua aplicabilidade mercadológica, social e cultural. Prof. Rodrigo Corrêa Cardoso 1. Itens iniciais Propósito O conhecimento técnico dos materiais que são aplicados nas embalagens é essencial para que os profissionais de comunicação e design possam adequar da melhor forma suas soluções de projetos visuais e de embalagens. Objetivos Analisar os aspectos gerais das embalagens e tipos de papel. Identificar as diferentes formas e funções de estruturas metálicas aplicadas nas embalagens. Reconhecer os tipos de materiais plásticos aplicados nas embalagens e suas adequações mercadológicas, sociais e ambientais. Analisar a utilização de materiais alternativos em embalagens de uso cotidiano e comerciais. Introdução Mesmo que você passe o dia inteiro dentro de casa ou em outro local fechado, com certeza irá se deparar com algum tipo de embalagem. Embora só lembremos delas no momento da compra de algum produto, elas fazem parte de nosso cotidiano. Historicamente, as embalagens surgem como ferramentas de armazenamento, proteção, suporte e transporte de produtos diversos. Uma simples cuia, feita com a metade de uma casca de coco, serve como armazenamento e transporte de um pouco de água, sendo assim, um tipo de embalagem. Nos tempos mais modernos, principalmente a partir do fim do século XIX, as embalagens ganham a função de ferramenta de comunicação. Ao relacionar a embalagem com marketing, ela se apresenta como forma de publicidade do produto. As embalagens continuam sendo ferramentas de armazenamento, conservação (proteção) e transporte e têm, portanto, relação com a logística. Hoje em dia, as embalagens podem ser caixotes de madeira para frutas e verduras, caixas de papelão para produtos diversos e até a cilindros de metal para líquidos especiais, por exemplo. A relação da embalagem com o design é mais profunda, pois é por meio dele que é pensado a melhor solução para a embalagem, desde a escolha dos materiais, passando por formatos e chegando na melhor adequação de uso. É fundamental entender todo o processo de vida de um produto para fazer essa escolha. utilizada. Muitos produtos, inclusive, utilizam mais de um tipo de embalagem ao longo de sua vida útil. Como mencionamos anteriormente, além da função de armazenamento e transporte há uma conexão forte com a marca como forma de publicidade dos seus produtos como exemplo a seguir: • • • • 1. Tipos de papel e acabamentos para embalagens Embalagem como elemento universal Investimento e consumo de embalagens no mundo Em todo o mundo, a diversidade de materiais na produção é alta tanto como a quantidade de embalagens produzidas. Em 2009, a Organização Mundial de Embalagem (World Packaging Organization – WPO) estimou que os materiais de embalagens chegaram a atingir cerca de 1,350 milhões de toneladas em 2009 em todo o mundo, com os custos anuais chegando a quase 500 bilhões de dólares. E esse investimento não leva em consideração a imensa quantidade de outros recursos aplicados na extração e no processamento desses materiais, como energia em forma de combustível fóssil, além dos recursos para fechamento, enchimento e descarte das embalagens. Os Estados Unidos e países da Europa e Ásia são as regiões de maior consumo de embalagens, mas diversos outros países, destacando a Austrália e o Brasil, vêm aumentando consideravelmente seu desenvolvimento e consumo. A embalagem, nos tempos atuais, envolve diretamente o consumo e a tecnologia, ao mesmo tempo que interfere em questões econômicas e sociais. Twede Goddard (2009, p. 4) afirmam que “em vista do papel vital da embalagem na melhoria da qualidade de vida e na redução da perda dos alimentos e outros produtos nos países desenvolvidos, a troca de informação tecnológica é essencial”. Essa afirmação reforça o princípio básico da embalagem como elemento essencial e universal. Embalagem no ciclo do produto As embalagens facilitam a movimentação de diferentes materiais em negócios, intercâmbio e comércio. É simples de imaginar essa movimentação quando pensamos em qualquer produto, tanto uma simples laranja quanto um celular são vendidos e transportados em algum tipo de embalagem. São três os tipos de embalagens que a maioria de nós conhece: Comerciais Embalagens que nos deparamos quando vamos a um supermercado e compramos um produto de consumo diverso, como uma caixa de cereal, uma garrafa de amaciante ou um saco de feijão. Transporte simples Embalagens que utilizamos para transportar algum produto, já dentro de outra embalagem ou não, quando consumimos em lojas comerciais, restaurantes ou até mesmo em empresas corporativas ou de saúde. Um exemplo são as sacolas que recebemos em lojas ou supermercados, de plástico ou papel, na maioria das vezes. Entrega Embalagens que recebemos via correio quando compramos algum produto via comércio eletrônico. Além dessas, diversas outras embalagens estão presentes na vida útil de um produto. Isso porque muitos produtos necessitam de uma série de embalagens durante o percurso de sua transformação de matéria-prima até o produto final. Há todo um percurso até um suco de laranja, que qualquer um de nós pode comprar em um supermercado, dentro de uma embalagem Tetra Pak. Modelo de embalagem Tetra Pak. A seguir vamos exemplificar esse processo: Primeira etapa Após serem colhidas em uma plantação, as laranjas são colocadas em caixotes de madeira e transportadas para uma empresa, onde serão preparadas para transportes longos. Segunda etapa As laranjas são separadas por qualidade e ensacadas em embalagens à base de plástico, que suportam entre 5 e 20 quilos. Os sacos de laranja são transportados via caminhões até as fábricas de sucos, ou ainda passam por transporte aéreo ou marítimo, quando exportados para diferentes países. Terceira etapa Chegando ao seu destino, as laranjas serão novamente selecionadas e enviadas para a produção dos sucos em grandes máquinas industriais, que depois serão embalados em Tetra Pak para o consumidor final. Quarta etapa Já dentro das embalagens de consumo final (Tetra Pak), os sucos são colocados em grupos de certa quantidade (variável) e armazenados em embalagens maiores de papelão ou envolvidos em uma espécie de plástico filme para ficarem em formatos de atacado de embalagens, para serem transportados para os distribuidores, atacadistas ou varejistas. Quinta etapa Somente ao chegar às lojas varejistas, as embalagens serão separadas e disponibilizadas em pontos de venda (PDV), nos quais o consumidor final pode ter contato com a embalagem Tetra Pak e levá-la para casa ou local de consumo desejado. Podemos observar que, nesse exemplo, utilizaram-se no mínimo quatro tipos de embalagem, envolvendo pelo menos quatro tipos de materiais em sua produção. Primeiros materiais comerciais Os mais antigos materiais Entre os primeiros materiais utilizados para as embalagens, estão o barro e os materiais naturais, como folhas e junco. Esses materiais serviam em praticamente todas as necessidades de uma embalagem, com exceção da comunicação. Além deles, a madeira também está entre os mais antigos materiais usados como e para a confecção de embalagens. Um exemplo disso são os baús, encontrados durante expedições arqueológicas em tumbas no Egito, chegando a ter até 5.000 anos. Como vemos no exemplo de modelo de baú na imagem. Quando assistimos a filmes e séries ambientados em tempos antigos, como Piratas do Caribe, Vikings ou produções de recriações bíblicas, sempre vemos caixas, baús e suportes de madeira no armazenamento e transporte de materiais. A origem do papel Também no Egito, foram encontrados papiros, uma espécie de composição mista de materiais de plantas fibrosas, utilizados como base para escrita e documentação. Ao longo da história antiga, o pergaminho, de origem animal, também era utilizado com a mesma proposta, mas, apesar de ter mais durabilidade,Papelão ondulado Benefícios da embalagem de papel Otimização Dica Facilitação logística Valor agregado Restaurantes Lojas de roupa e calçados Redes fast-food Vem que eu te explico! A importância do papel Conteúdo interativo Valor agregado Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Metal: alumínio e aço nas embalagens Histórico e aplicabilidade dos metais Contexto histórico Aplicabilidade dos metais Aaerossóis como desodorantes e inseticidas. Latas de refrigerante, extrato de tomate e etc. Cartelas de comprimidos. Tampinhas de garrafas de cerveja. Biscoitos ingleses. Produtos em conserva, como milhos, salsichas, entre outros. Atenção Primeiras embalagens de metais Latas Aço Latas em partes Metais leves Latas de alumínio A conservação mais duradora Conteúdo interativo Novos caminhos Formatos planos Folhas de alumínio Curiosidade Bandejas de alumínio Tambores e bombonas de aço Saiba mais Vem que eu te explico! Latas em partes Conteúdo interativo Formatos planos Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Embalagens plásticas rígidas e flexíveis A origem do plástico Tipos plásticos Polímeros Classificação dos polímeros Termoplásticos Termorrígidos Biopolímeros Plásticos Categorias Plásticos rígidos Sopro Injeção Termoformagem Plásticos flexíveis Rotogravura Flexografia O mundo de plástico Conteúdo interativo Características e aplicações Características dos polímeros Polietileno (PEAD e PEBD) Polipropileno (PP) Poliestireno (PS) PET Aplicação dos plásticos em embalagens Embalagens de plástico transparente moldado (blister) Clamshells (concha plástica) Garrafas (PET) Sacos Sacolas Bandejas Fatores de mercado, sociais e ambientais Aspectos econômicos Curiosidade Questões sociais e ambientais Saiba mais Vem que eu te explico! Classificação dos polímeros Conteúdo interativo Características dos polímeros Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 4. Outros materiais Vidro Dica Beleza Transparente Conteúdo interativo Madeira Materiais de suporte e artesanais Cortiça Barro Vem que eu te explico! Cortiça Conteúdo interativo Barro Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 5. Conclusão Considerações finais Podcast Conteúdo interativo Explore + Referênciasnão era um material de fácil manuseio e preparo. Tendo esses materiais como referência, o papel surge, sem uma data definida, no oriente da Ásia, mais precisamente em províncias da China. Somente há cerca de dois mil anos, surge, ainda na China, um processo relativamente moderno de fabricação do papel. Apesar disso, apenas em meados do século XIX, o papel passa a ser fabricado e consumido na Europa, tornando-se um dos principais suportes para processos de impressão e, consequentemente, de embalagem. As variações de papel mais rígidos, como o papelão e o papelão ondulado, só surgem a partir do século XX, tornando-se os mais populares materiais na fabricação de embalagens. A importância do papel Desde sua incorporação como material no processo de fabricação de embalagens diversas, o papel atingiu uma rápida liderança de uso. Apesar do acelerado e constante crescimento do uso de plástico em embalagens, o papel ainda alcança uma fatia considerável. Atenção Na maioria das vezes, em embalagens comerciais, os papéis são aplicados em embalagens flexíveis, nas quais são revestidos ou laminados com plástico. Estando acompanhado ou não de outro material, o papel oferece inúmeros benefícios, pois, além de ter um baixo custo para um bom desempenho, ele pode ser opaco, rígido, versátil e de fácil impressão, atuando como um dos melhores suportes para os processos gráficos em geral. Desde um perfume, passando por uma bebida, ou até mesmo uma geleia, o papel já se provou um sucesso em rótulos e embalagens, principalmente hoje em dia, quando a preocupação com o meio ambiente sugere que as marcas e empresas repensem o uso do plástico. Isso porque, nesse contexto, o papel ainda possui o melhor custo-benefício ao ser comparado com o metal e o vidro. Diversidade do papel Processo de fabricação A base da fabricação do papel é quase universal. Apesar disso, diferentes etapas podem ser acrescentadas para que sejam criados tipos de papel diversos: 1º Processo A etapa inicial se resume à redução da madeira em fibras do tamanho desejado, podendo ser variado, e amaciamento de suas superfícies. Caso esta etapa seja a última, o resultado é um papel de baixa qualidade, caracterizado como classe mecânica, cujo principal uso está direcionado para jornais, pois papéis desse tipo são adequados para produtos de vida útil muito curta. 2º Processo A etapa seguinte inclui processos químicos após o estágio mecânico, tornando um modo mais suave em separar as fibras e incluir uma ativação das superfícies do papel. Neste estágio, os papéis são mais indicados para as embalagens, pois a madeira é moída e cozida em solução química, produzindo um papel para embalagem mais resistente. 3º Processo Alguns processos incluem uma produção híbrida, com uma polpa de origem químico-mecânica. Já outros acrescentam uma quantidade maior de água para afinar a polpa, produzindo uma matéria mais aderente. Ainda existem os processos mais extensivos na produção de multicamadas, como acontece com o papel-cartão, que basicamente é um tipo de papel bem mais grosso que os demais. 4º Processo Os papéis ainda podem receber uma laminação em seu processo de fabricação, sendo uma forma de processo adicional da produção. Essa laminação funciona como um tipo de revestimento que pode ser usado com quase qualquer tipo de material termoplástico, incluindo a possibilidade de laminação com alumínio, tecidos, entre outros materiais. Esses revestimentos atuam na melhora da resistência à umidade, ao mesmo tempo em que mantêm os benefícios do papel, como a fácil impressão. Tipos de embalagem Os diferentes tipos e proporções de cargas de misturas de insumos possíveis, tipos de refino, tamanhos e demais configurações, juntamente com as variações de maquinários e diferentes tipos de acabamento, resultam em uma variedade de tipos de papel. Vamos conhecer alguns! Papel Kraft Originário da Escandinávia, tem como significado a palavra “forte”. Tem seu uso constante em embalagens, principalmente em sacolas médias e em embalagens nas quais é necessária uma boa resistência. Este tipo de papel também é encontrado na camada externa do papelão-ondulado. É um tipo de papel que pode ser revestido com argila para melhorar sua superfície de impressão. Papel sulfite É um papel branco, limpo e claro por inteiro, indicado para uso onde é preciso maior resistência à água. Este tipo de papel é utilizado em pequenas sacolas, etiquetas e para papel laminado em embalagens. Assim como o papel Kraft, também pode receber revestimento em argila. Papel manteiga, papel cristal e pergaminho Todos esses tipos de papel são indicados para resistência ao óleo. Bastante utilizados como forro em embalagens, atuam como uma camada de revestimento para alimentos secos e principalmente gordurosos. Um bom exemplo de uso são embalagens para alimentos assados, manteiga e alimentos para pets. Papel seda Este papel já tem uma indicação menos ampla de uso. Sua recomendação é para embalagens como embrulho. Papel não modificado É uma gama de papéis que pode ser usada na separação de camadas, além de enrijecer ou preencher espaços nas embalagens. São inúmeras as possibilidades do papel como embalagem. Quando convertidos em envelopes, sacolas ou sachês, por exemplo, eles podem ser facilmente envasados à mão ou até mesmo à máquina. Eles também funcionam em embalagens quando estão em formato de etiquetas, estruturas laminadas ou revestidas, pois possuem a capacidade de combinar com todos os demais materiais, a fim de fazer um bom uso das propriedades desses papéis, sempre com possibilidade de impressões em altíssima qualidade, independentemente das estruturas e multicamadas envolvidas em sua composição. Mundo sem papel Neste vídeo, a partir do relato de experiência pessoais e pesquisas, o especialista reflete sobre como o papel é fundamental para o desenvolvimento social das pessoas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Mais do que papel Papelão O mercado do século XX foi dominado pelo papelão como material em embalagens de alimentos secos. Até hoje esse material está presente em diversos tipos de embalagens, como: Caixas que fazem packs de latas de bebidas; Caixas para cereais; Alguns alimentos tipo snack. A forma como o papelão é produzido é basicamente a mesma do papel comum, podendo ser concluído em uma única folha grossa ou até mesmo em camadas múltiplas. Nesta categoria, estão incluídos materiais que possuem termos variados, como chapa para caixas, chipboard, papel-cartão, chapa para contêiner e fiberboard. Entre as variações do papelão, temos: Caixa de papelão sólida descorada Que é considerada a de melhor qualidade, possuindo aplicações para: Alimentos de alta qualidade; Componentes eletrônicos; Materiais médico-hospitalares e cosméticos. Isso porque não possuem nenhum tipo de cheiro e contam uma grande facilidade para dobras. Exemplo de caixa de papelão utilizada para eletrônicos. Papel duplex ou caixa de papelão com forro branco e Papel triplex No papel duplex ou caixa de papelão com forro branco você encontra uma fina camada de papel branco puro em um dos lados. Esse tipo de papelão é largamente utilizado em embalagens de alimentos, sendo adequado a diferentes aplicações em embalagens pelo seu bom equilíbrio de custo-benefício. O papel triplex tem uma camada a mais de cor ou branca do outro lado, com aplicabilidade semelhante ao duplex na fabricação de embalagens. Caixa de papelão duplex. Chipboard ou newsboard É produzido com fibras 100% recicladas, enquadrando-se entre os tipos mais baratos de papelão. Esses tipos não são adequados para impressão de alta qualidade e variam suas cores entre marrom e cinza-claro. Apesar disso, possuem ótima resistência e são normalmente utilizados em reforço e repartições de embalagens, como caixas para montar, por exemplo. Chipboard. • • • • • • Fiberboard O tipo mais grosso de papelão é a chapa de fibra sólida fiberboard, basicamente feita de chipboard forrado em um ou ambos os ladoscom papel Kraft ou outro similar. Esse tipo de papelão é bastante utilizado em contêiner de transporte, sendo muitas vezes combinado com metal ou com cantoneiras emolduradas com madeira, para maior resistência a qualquer tipo de furo. O fiberboard ainda pode ser revestido externamente com algum material resistente à água, como o polietileno. Fiberboard. Polpa moldada Apesar de não ser considerada uma forma de papelão, muitos incluem nessa lista a polpa moldada. É feita de forma similar, utilizando formas moldadas. É usada como forma para ovos, para condicionar algum objeto específico, pratos de papel, bandejas para bebidas, entre outros. Esse tipo de material vem ganhando cada vez mais força como alternativa para materiais biodegradáveis, em substituição à espuma expandida de poliestireno. Exemplo de polpa moldada para armazenamento de ovos. Papelão ondulado Por causa de seu alto suporte de carga, esse tipo de papel chega perto de 40% de todo papel usado na fabricação de embalagens, pois são muito utilizados em caixas de papelão ondulado. A base de sua estrutura são duas placas lisas e fortes separadas por uma malha ondulada e rígida. Com base na engenharia, esse tipo de material, quando utilizado para suportar uma pilha de caixas, tem uma de suas faces sujeita à tração, o que faz com que utilize propriedades físicas do papel de um modo extremamente mais eficaz do que sem essa separação ondulada. Observe as imagens! Esse talvez seja o tipo de papel que melhor deve ser planejado no momento de se projetar uma embalagem. Quando bem desenhado, pensa-se na direção das ondulações, a fim de esperar uma carga no momento da força do empilhamento. Estrutura do papelão ondulado. Papelão ondulado. Contêiner regular cortado e vincado. Tem-se aqui um excelente exemplo de como pensar em uma embalagem como um todo, pois leva-se em consideração a carga que irá transportar, a resistência quanto ao empilhamento, o manuseio por correias de transportadoras e os impactos no momento do deslocamento do transporte. Por isso, o papelão ondulado é o material mais utilizado para contêiner de transportadoras em geral. Confira na imagem! Outra aplicabilidade do papelão ondulado é em paletes para suporte de baixo peso e separados, sendo uma alternativa ao palete tradicional de madeira, por ser fácil de reciclar tanto no ponto de vista logístico como no técnico, porque geralmente é descartado em grandes volume e possui elevada taxa de reciclagem. Benefícios da embalagem de papel Otimização As embalagens produzidas em papel, papelão ou papel-cartão são as preferidas entre as empresas no mundo e no Brasil. Nosso país tem boa parte da matéria-prima usada na produção e conta com uma produção feita a partir de florestas 100% cultivadas e com certificação internacional, sendo uma garantia de sustentabilidade do material produzido. Dica O uso dos diferentes tipos de papel e papelão garante uma redução no consumo das energias renováveis. Em comparação a outros materiais, diminui a emissão de gases que atuam para o efeito estufa, reduz a produção de oxidantes, gera menor produção de resíduos no processo de fabricação, menor risco ao meio ambiente ao serem descartados de maneira errada, pois os papéis são biodegradáveis, com a possibilidade de serem recuperados e reciclados. Além disso, as embalagens desse tipo, são mais econômicas, resistentes e higiênicas, pois possuem uma espécie de barreira que protege contra possíveis elementos nocivos à saúde do consumidor. Além de contribuírem com o meio ambiente e para uma produção mais sustentáveis, em relação a todos os materiais utilizados nas embalagens, outras vantagens do uso de papel e papelão são a redução de custos e uma ótima qualidade de impressão em diferentes processos gráficos, facilitando a combinação de cores, letras e imagens de forma nítida e a inserção de diferentes recursos gráficos, como relevos, aplicação de vernizes e cores especiais, o que permite uma melhor mensagem visual aos consumidores. Facilitação logística O controle logístico é uma preocupação relevante para as empresas, constituindo, muitas vezes, um entrave para os negócios. Todas as etapas do processo logístico, desde o armazenamento do estoque, passando pelo manuseio dos funcionários e chegando ao transporte das mercadorias, podem ser facilitadas com a adoção, sempre que possível, de embalagens de papel pelas empresas. Isso porque esse tipo de material é mais leve, contribuindo para seu carregamento, e adaptável em formato, facilitando o armazenamento. O melhor dessa escolha de material é que em quase 100% das vezes em que a embalagem final do produto é de papel ou papelão, a embalagem de transporte é feita do mesmo material, facilitando a adequação e diminuindo os custos logísticos. Valor agregado No momento em que as embalagens estão no PDV, principalmente no segmento varejista, elas agregam valor ao produto, ajudando a materializar a marca para os consumidores, principalmente pela flexibilidade de formatos, alta qualidade de impressão e baixo custo na produção em comparação com demais materiais. Empresas encontraram nesse tipo de material a possibilidade de criar produtos mais atraentes aos consumidores, porque as embalagens são ótimas ferramentas de comunicação e marketing. A seguir, temos como exemplo os seguintes tipos de empresas: Restaurantes Lojas de roupa e calçados Redes fast-food Por meio das embalagens, o consumidor pode se sentir emocionalmente conectado com sentidos visuais e táteis, além de conseguirem, na maioria das vezes, assimilar as mensagens que as marcas desejam passar como estratégia de comunicação. Como exemplo a seguir temos a caixa da Tiffany, cuja cor da caixa já está no imaginário do consumidor e é reconhecida no mundo todo como a caixa de joias. Assim, as embalagens são elementos que impactam a experiência de consumo, estreitando o canal de relacionamento entre marca e consumidor. As embalagens de papel, ao mesmo tempo que devem atender a diferentes demandas dos consumidores, devem ser cada vez mais parte do produto, sem perder as funções básicas de armazenagem, proteção e transporte. Com certeza você já comprou um produto apenas pela embalagem. Provavelmente, pelo fato de embalagens serem determinantes para chamar a atenção do consumidor. Por isso, grande parte das empresas busca aumentar o investimento no design de embalagens, em busca de melhores resultados com seus consumidores. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. A importância do papel Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Valor agregado Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 As embalagens estão presentes em nosso cotidiano principalmente de três maneiras. Assinale a opção que lista os três tipos de embalagem que a maioria de nós conhece: A Entrega, armazenamento e venda. B Transportes simples, venda e comerciais. C Comerciais, entrega e armazenamento. D Comerciais, transportes simples e entrega. E Armazenamento, comerciais e transporte simples. A alternativa D está correta. Os principais contatos que temos com as embalagens são em nosso cotidiano quando consumimos algum produto, como uma caixa de chocolate. Esse produto pode ser comprado diretamente em estabelecimentos varejistas, em embalagens comerciais. Quando saímos desse tipo de estabelecimento e nos deslocamos, o que compramos é carregado em sacolas, sendo embalagens de transporte simples. Quando compramos um produto via comércio eletrônico, nós o recebemos em nosso local de preferência lacrado em algum tipo de caixa, por exemplo. Essas embalagens são as de entrega. Questão 2 Entre os diferentes tipos de papel, existem os mais adequados para suportarem grande carga, principalmente quando o objetivo principal da embalagem é o transporte em grande quantidade. Assinale a opção que é o melhor tipo de papel para essa atividade: A PapelKraft. B Papelão ondulado. C Papel sulfite. D Papelão. E Papel não modificado. A alternativa B está correta. O papelão ondulado possui uma estrutura (duas placas lisas e fortes separadas por uma malha ondulada e rígida) que permite alto suporte de carga, tanto que quase metade de sua produção é destinada à produção de embalagens para transportes. 2. Metal: alumínio e aço nas embalagens Histórico e aplicabilidade dos metais Contexto histórico Data do século XIX a existência de embalagens metálicas, destinadas principalmente a produtos tratados termicamente, por causa de sua boa resistência a altas pressões e temperaturas, assim como sua estabilidade mecânica. A aplicação dos metais sofreu muitos avanços tecnológicos decorrentes das necessidades militares, como as guerras de Napoleão. Por causa desses conflitos, surgidos por volta de 1810, difundiu-se o uso de produtos preservados em recipientes metálicos, inicialmente confeccionados com ferro estanhado. Em meados da década de 1960, iniciou-se a utilização de recipientes com diferentes dimensões e capacidade para a conservação de alimentos, principalmente com patentes registradas nos Estados Unidos. Entre os principais metais usados em embalagens estão o aço, o estanho e o alumínio, aplicados, principalmente, em latas de produtos alimentícios feitos de folha de flandres e contêineres para bebidas feitos de alumínio. Ainda podemos incluir, entre as embalagens de metais ou barris de aço, baldes, tampas, cintas e bandejas e até mesmo uma fina folha de alumínio para barreira em metais laminados. As primeiras latas do século XIX fabricadas mecanicamente eram de material estanhado, em que o aço base tinha um baixo teor de carbono. Somente na década de 1920, foi ampliada a aplicação das embalagens de metal para o acondicionamento de alimentos. Essas embalagens, por não serem inertes como o vidro, passaram a ter a intervenção adicional de vernizes internos para evitar a passagem do metal para o alimento e impedir sua corrosão. Aplicabilidade dos metais Ao longo dos anos, novas tecnologias contribuíram para a criação de modernas aplicações envolvendo as embalagens feitas de metais, principalmente as latas. Ao analisarmos o ponto de vista tecnológico, entre as principais inovações estão: Desenvolvimento de sistemas mais fáceis de abertura; Diminuição da espessura das folhas metálicas sem a diminuição da resistência do material aplicado à embalagem; Surgimento de novos formatos e tipos de latas; Melhora na qualidade de impressão; Permanente busca pela economia de energia no processo de fabricação das embalagens em associação ao aumento de produtividade no setor. O aço e o alumínio são os principais materiais encontrados nas embalagens metálicas. Encontramos os metais aplicados em embalagens de: Aaerossóis como desodorantes e inseticidas. • • • • • Latas de refrigerante, extrato de tomate e etc. Cartelas de comprimidos. Tampinhas de garrafas de cerveja. Biscoitos ingleses. Produtos em conserva, como milhos, salsichas, entre outros. A característica eclética pode agregar valor em embalagens de uísques até chocolates mais finos, e pode embalar desde sardinha a caviar. Em todas essas embalagens, encontramos alta proteção contra a luz, estabilidade mecânica em relação ao seu formato, melhor resistência a quedas e impactos e grande barreira a gases e vapores de água. Podemos resumir como vantagens das embalagens de metais o maior desempenho absoluto em tolerância de calor entre os demais materiais, a durabilidade e resistência física, ausência de cheiro e gosto, além de maior rigidez e resistência à formação de vinco. Atenção Apesar de boas vantagens para a segurança dos alimentos em relação às embalagens de metais, na comparação com outros materiais, como o papel e o plástico, há algumas desvantagens: elevados custo e peso, além da impossibilidade de ver o produto. A melhora dessas embalagens é obtida pela indústria, principalmente, por meio de desenvolvimento de vernizes mais eficientes, novos desenhos e reduções de espessura da folha metálica. Por essas desvantagens, os metais acabaram sofrendo uma pressão dos materiais plásticos, com características de fácil produção de desenhos complexos e tampas que aceitam coloração e são seláveis a quente. Primeiras embalagens de metais Latas O primeiro metal utilizado foi o aço estanhado, originalmente o material base para embalagens de caixas de chá e tabaco no final do século XVIII. Somente no início dos anos 1800 surgiram as primeiras latas de folha de flandres assépticas para alimentos, como uma sequência da invenção do enlatamento por meio do método de preservação do alimento em que se cozinhava diretamente no recipiente, inicialmente feito de vidro, conhecido como método de Appert. As latas também podem ser produzidas por chapas de aço sem a existência de estanho, quando são revestidas com um tipo de cromo de placa preta ou placa cromada, além do alumínio. Atualmente, na maioria dos países, as latas de bebidas, como refrigerantes, cervejas e sucos são feitas 100% de alumínio, material que pode ser totalmente reciclado. Aço De altíssima resistência, o aço é feito de ferro somado a uma quantidade pequena de carbono. Isso faz com que as latas de folha de flandres e de alumínio possam ser separadas com magneto para serem recicladas. Já as folhas das latas de aço estanhado recebem calandragem a quente, que determinam sua espessura, fazendo com que sejam mais duras ou mais flexíveis. Existe também o aço sem revestimento, porém, esse é facilmente enferrujado. Ainda existem as placas pretas não revestidas, que possuem uso limitado, pois só podem ser aplicadas em embalagens de produtos não corrosivos. Bons exemplos são os óleos e as ceras. De acordo com o produto que será embalado, alimento ou não, dependendo de sua acidez, as latas terão que receber revestimento de verniz ou um revestimento maior de estanho. Ao longo dos anos, principalmente já no século XX, diferentes tipos de vernizes foram desenvolvidos para embalagens de alimentos variados. A partir de 1945, as latas leves passaram a ocupar mais espaço na indústria, chegando a reduzir o peso do aço em uma lata para alimentos já processada em cerca de 35%. Isso também aconteceu com o estanho, que teve redução de até 80%. Latas em partes Aa primeiras latas de folha de flandres, principalmente as de formato cilíndrico, eram compostas por três partes: duas bases e um corpo. Essas latas, na maioria, eram desenvolvidas com maior aplicação no ramo de cervejas e bebidas carbonatadas. Essas latas possuem uma “costura” lateral feita com solda por indução, que veio substituir a solda original feita à base de chumbo, material altamente tóxico para o corpo humano. Além disso, esse tipo de solda é mais resistente, principalmente para recipientes pressurizados, como embalagens de desodorantes e inseticidas em aerossol. A partir dos últimos anos do século passado, novas técnicas de solda passaram a incluir indução elétrica e lasers, permitindo grande aumento da velocidade de produção das embalagens. Para completar o processo das latas em três partes, assim como visto nas embalagens de extrato de tomate, milho e salsicha em conserva, as duas bases, sendo uma funcionando como tampa, são costuradas ao corpo cilíndrico da embalagem. A primeira delas, a base, é soldada ainda pelo fabricante da lata. Já a segunda, que atuaria como tampa, é aplicada após o envase do produto, e ambas as partes são costuradas com vedação para impedir a entrada e saída de ar. Com o avanço tecnológico do setor, surgem as latas em duas partes. Elas podem ser feitas pela estampagem do metal no formato de “xícara”, ou seja, como uma cuia alongada pelo processo até virar um formato de “copo”. A transformação é feita a partir de uma placa metálica em forma de disco que recebe altas pressões e matrizes progressivas para ter seu formato alterado. Após a estrutura cilíndrica pronta, ela recebe a “tampa”, acoplada por um processo de colagem de altaprecisão. As latas ainda recebem a aplicação de vernizes na parte interna para proteger os produtos do contato direto com o metal. Metais leves Latas de alumínio O fato de o alumínio ser um metal bem mais leve que o aço em estado puro e o estanho permite que as embalagens feitas com esse material possuam maior flexibilidade e leveza e tenham características muito semelhantes em resistência, com exceção para possíveis furos ou impacto em objetos pontudos. O alumínio ainda é um material caro para as embalagens, e as empresas investem no estudo para redução do uso do material por peça. Muito do alto custo do alumínio está em razão da dificuldade de transporte, já que os rolos de alumínio são de tamanho considerável e se tornam pesados por estarem compactados, além da alta taxa de reciclagem do material. Quando o material é reaproveitado para reciclagem, torna-se bem mais barato que em seu estado original. Por isso, as grandes indústrias que produzem latas de alumínio facilitam os programas de reciclagem: além de contribuírem com o meio ambiente, elas garantem uma economia considerável no custo de produção. Quase 100% das latas de alumínio no Brasil são utilizadas para embalagens de cervejas e bebidas não alcoólicas, como sucos e refrigerantes. A utilização desse tipo de embalagem no setor de alimento processado ainda é consideravelmente baixa, provavelmente porque as “paredes” das latas são finas para resistirem ao vácuo que é criado pelo cozimento de alguns alimentos. A conservação mais duradora Neste vídeo, a partir do relato de experiência pessoais e pesquisas, o especialista reflete sobre como as latas guiaram o desenvolvimento do mundo moderno. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Novos caminhos Há uma permanente busca da indústria de latas de alumínio para a redução do uso do material. A partir desse desafio, as novas tecnologias atuam de modo cada vez mais ostensivo na busca por melhoras na propriedade de durabilidade em um programa contínuo de redução de peso. As latas de alumínio utilizadas em embalagens de bebidas de 330ml em média já tiveram uma diminuição de 25% do material nas duas primeiras décadas dos anos 2000, e os especialistas no assunto não enxergam grande diminuição nos próximos anos. Outro desafio é uma tendência de busca por novas formas, ou seja, possibilidades de apelos mais estéticos e novidades no setor. Hoje em dia, já encontramos latas mais alongadas, mais largas e até de tamanho reduzido. O mecanismo para facilitar a abertura e o fechamento das latas de alumínio é mais um desafio. Além disso, novas tecnologias surgem cada vez mais atuantes nesse segmento, como as latas com mecanismo que reproduzem o colarinho de espuma, como vemos nos chopes, que é acionado ao abrir das latas. Reações químicas também são inseridas nas latas que auxiliam para aquecer ou gelar o produto. Formatos planos Folhas de alumínio Uma das melhores barreiras flexíveis que existem para as embalagens é a folha de alumínio, sendo impermeável a: Água Gás Aromas Sua produção se baseia na laminação do alumínio em rolos aquecidos ou até mesmo laminação a frio. Suas qualidades se estendem pela leveza e resistência à maioria dos óleos e produtos químicos. Em seu formato final, ela permanece estável em temperaturas frias e quentes, o que permite que diversos alimentos possam ser conservados nela em estado de congelamento e, logo em seguida, serem cozidos em altas temperaturas. • • • Curiosidade As primeiras aplicações das folhas de alumínio em embalagens foram para empacotar diferentes tipos de doces. Atualmente, ela ainda tem bastante uso para diferentes tipos de empacotamento, mas cada vez mais seu uso está associado à laminação conjunta com outro substrato, que geralmente é plástico ou papel encerado. É possível encontrar as folhas de alumínio puro enrolando cigarros e goma de mascar. Você também se depara com elas dentro de algumas caixas de cerais e como tampas internas, tipo lacre, em garrafas e copos, principalmente em produtos derivados de leite e bebidas em geral. Não sendo possível ver sem desmontar a embalagem pronta, as folhas de alumínio também estão presentes na parte interna das embalagens de tubos de pasta de dente, creme de barbear e muitas pomadas. Bandejas de alumínio Originalmente, as bandejas de alumínio prensado eram basicamente folhas grossas de alumínio criadas para suprir de alguma forma pratos e vasilhas para assados em geral, ganhando popularidade a partir da década de 1960. Em países como os Estados Unidos, os chamados “TV dinners”, um tipo de prato para comida congelada bastante popular, permitia que uma refeição individual pudesse sair de um freezer em estado congelado diretamente para um forno para aquecimento e cozimento, sem mudar o suporte do alimento. Esse nome foi dado ao prato/bandeja de alumínio porque geralmente os norte-americanos consumiam esse tipo de refeição em frente aos aparelhos de televisão. As bandejas de alumínio começaram a perder espaço para armazenamento de comida congelada com o crescimento do uso forno micro-ondas. Inventado no final da década de 1940, somente a partir da década de 1970, o micro-ondas começou a se popularizar com custo relativamente aceitável pela população mundial, nos Estados Unidos, Japão e, seguidamente, nos países europeus. Os alimentos congelados com foco de uso nesse tipo de forno tiveram suas bandejas de alumínio substituídas por bandejas de papel-cartão revestido. Tambores e bombonas de aço Raramente você encontrará esse tipo de material em uma embalagem comercial. Em geral, sua aplicação é em embalagens de transporte e armazenamento de produtos primários e matérias-primas. Os tambores e bombonas são compostos por um aço de grosso calibre com foco em produtos classificados como perigosos e demais líquidos para serem transportados em grandes volumes, principalmente em longa distância, via transporte aéreo e marítimo. Saiba mais Esse tipo de embalagem foi introduzido no mercado no início do século XX, em substituição aos barris de madeira. Sua principal função era o armazenamento de derivados de petróleo, porque tambores, bombonas e barris são bem fortes e resistentes. O formato cilíndrico é adequado para esse tipo de embalagem por ser possível manusear individualmente, por um processo de rolamento. Apesar disso, a principal forma de manuseio ainda é mecanicamente e paletizada. Uma diferença clara das bombonas para os tambores é que são menores. Ambos, em geral, são feitos de aço tratado para resistir à ferrugem, com aplicação de revestimento na parte interior dos recipientes. A parte exterior recebe tinta adicional como reforço contra ferrugem externa, sendo, às vezes, aplicada como forma de decoração ou identificação de empresas e marcas. São dois os principais tipos de bombonas e tambores: Composto por um recipiente fixo com uma abertura superior, que atua como tampa rosqueada, que serve para ser utilizada para envase. A tampa é totalmente removível, fixada por segurança por abraçadeiras de fechamento por pressão, feitas com o mesmo tipo de material do cilindro ou de metal mais resistente. A produção básica desses tipos de contêineres é similar a das latas de três partes. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Latas em partes Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Formatos planos Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Além de proteger o produto contra vazamentos e possíveis deteriorações, quais os outros motivos para a escolha das latas de metal como embalagem? • • A As latas são leves e podem ser compactadas em diferentes armazenamentos. B Os metais são flexíveis e se adaptam em qualquer situação quanto ao suporte dos produtos. C Além de serem de um material altamente resistente, as latas, depois de revestidas, armazenam o produto com mais segurança.D As latas podem armazenar qualquer tipo de produto, mesmo que sem revestimento, pois a ferrugem auxilia na conservação dos alimentos. E As latas podem ser produzidas em formatos de esferas, para facilitar o deslocamento em grandes quantidades. A alternativa C está correta. Além de ser possível a separação de materiais entre o aço e uma pequena quantidade de carbono, as latas de aço são de alta resistência e podem ser feitas com espessuras mais duras e mais flexíveis, contribuindo para o transporte de diferentes tipos de produtos. Questão 2 Apesar de relativamente caro se comparado ao papel, o alumínio é bastante usado no Brasil na fabricação de embalagens de cervejas e bebidas não alcoólicas. Mesmo que seu uso seja consideravelmente baixo no país, uma de suas características auxilia em sua escolha como elemento para as embalagens. Qual é essa característica? A Leve para transporte, mesmo depois de envasado. B Flexibilidade de utilização de processos de impressão. C Passível de não enferrujar, mesmo sem revestimento. D Possível de ser 100% reciclado. E Sua estética agrega valor ao produto acabado. A alternativa D está correta. A reciclagem de latas de alumínio descartadas no lixo alcança hoje no Brasil um percentual bem próximo de 100%. Esse material pode ser completamente reciclado, mesmo que receba revestimentos, pinturas ou outras intervenções. 3. Embalagens plásticas rígidas e flexíveis A origem do plástico A palavra plástico descreve os materiais que podem ser feitos maleáveis e macios, sendo capazes de serem transformados por moldes para obtenção de um formato específico e se tornando um objeto rígido e endurecido. Todo o processo é feito por aquecimento, reações químicas e esfriamento, semelhante ao que é feito em outros materiais como vidro, barro e até mesmo os metais. Apesar dessa definição, o termo plástico é usado atualmente para descrever materiais sintéticos que podem ser transformados em diferentes formatos, por meio de calor, como uma forma de abreviação da palavra termoplástico. Apesar de cada vez mais existirem estudos de novos materiais, principalmente com base orgânica em substituição ao plástico, principalmente pelo seu enorme problema com descarte e preocupação com o meio ambiente, você já imaginou sua vida sem ele? Mesmo não sendo um material bem quisto pelas questões ambientais, o plástico pode ser considerado uma das maiores e mais importantes invenções do século XX. Apesar de não ser um recurso natural, ele é o resultado de experimentos químicos com materiais orgânicos. Tudo teve início em 1862, com Alexander Parkes, que apresentou ao mundo naquele tempo o que chamou de parkesine. Tratava-se de um material orgânico derivado da celulose, mesmo princípio base da fabricação do papel, mas que, quando aquecido, poderia ser moldado praticamente em qualquer formato, que teria sua forma mantida após resfriamento. A ideia era ter um novo material que pudesse substituir a borracha, mas o alto custo de produção não atraiu investidores para a ideia; mesmo assim, isso representou o primeiro passo para o desenvolvimento do plástico sintético que conhecemos nos tempos atuais. Alguns anos mais tarde, outro pesquisador descobriu um modo de fabricar uma versão mais aprimorada da parkesine. Em 1869, John Wesley Hyatt criou o primeiro polímero sintético. Sua descoberta envolvia um material à base de nitrato de celulose que se tornava uma espécie de filme flexível e sólido, inicialmente criado para substituir o marfim natural nas peças de bilhar. Essa mistura de fibras de algodão e ácidos, chamada de celuloide, foi revolucionária para a época, tornando-se um material bastante difundido e acessível. Todas essas soluções serviram como porta de entrada para a revolução dos plásticos, que teve seu ápice em 1909, quando o considerado pai da indústria do plástico, Leo Hendrik Baekeland, criou a chamada baquelite, que se tornou a primeira resina sintética criada a partir de mistura de formaldeído e fenol. Essa base oferecia uma infinita gama de possibilidades, pela capacidade de se moldar facilmente. Tipos plásticos Polímeros As últimas décadas do século XX foram as mais impactantes para o plástico ganhar espaço no mercado de embalagens, devido à sua versatilidade de texturas, técnicas de fabricação e flexibilidades para impressões diretamente em suas superfícies. Os polímeros, popularmente conhecidos como plásticos, são largamente encontrados na indústria de embalagens nas duas primeiras décadas do século XXI. Muitos alimentos que originalmente eram acondicionados em recipientes de metal ou vidro, hoje só são encontrados em embalagens plásticas, como bebidas em geral, óleos lubrificantes, condimentos e grãos. Representando tecnicamente apenas um dos tipos de polímeros, os plásticos possuem um baixo custo de produção, que, somado a uma boa resistência, versatilidade e peso reduzido, fazem com que ele seja um material muito quisto pelas indústrias em geral. Sua formação é feita pela união de moléculas orgânicas e sintéticas, que resultam em uma síntese artificial, sendo aplicados não somente em embalagens, como também em utensílios domésticos, eletrodomésticos, acessórios e até mesmo ferramentas simples. Classificação dos polímeros O primeiro tipo de classificação dos polímeros é em relação à fusibilidade, que trata da análise do comportamento do material diante da exposição ao calor. Dentro desse aspecto, os polímeros se dividem em termoplásticos e termorrígidos. Termoplásticos Podem ser moldáveis e recicláveis, pois permitem uma nova fusão e adaptação de formato, por se fundirem ao serem aquecidos e se estabilizarem em uma forma rígida ao serem resfriados. O mais conhecido deles é o PET, o politereftalato de etileno, encontrado nas garrafas plásticas de refrigerante. Termorrígidos São mais complexos, pois, quando aquecidos, se tornam insolúveis e infusíveis, resultando em um tipo de resina, que você encontra principalmente em forma de baquelite, visto em tomadas residenciais, e em poliéster, como na caixa d’água de nossa casa. Quando classificados quanto ao comportamento mecânico, a divisão dos polímeros fica entre elastômeros, fibras e plásticos. Nessa classificação, os plásticos são estáveis em condições normais de uso, os elastômeros podem se deformar sob ação de força, enquanto as fibras são flexíveis quanto a esse comportamento. Os polímeros ainda são classificados quanto ao tipo de aplicação, pois cada tipo de polímero é mais adequado para determinado uso, como nos casos do policarbonato (PC) e o politetrafluoretileno (PTFE), que são muito usados em aplicações na engenharia, em substituição ao metal e madeira. Em relação à origem do polímero, a preocupação se direciona ao meio ambiente. Podem ser divididos em biopolímeros ou plásticos: Biopolímeros São provenientes de fontes renováveis, sendo passíveis de biodegradação ou são compostáveis. Plásticos São de origem de fontes que não se renovam, como a mais conhecida delas, o petróleo, também conhecidos como polímeros petroquímicos. A origem se conecta com a classificação de formas de degradação, dividindo-se em fotodegradáveis, quando a degradação ocorre pela ação da luz, ou oxidegradáveis, quando é resultado de uma oxidação. Ainda existe a classificação quanto à escala de fabricação, que compreende os plásticos como commodities. Apesar de serem muito usados pela indústria de embalagens e outras, os polímeros possuem algumas características que representam algumas restrições e até mesmo desvantagens em relação ao uso de outros tipos de material. Sua reciclagem é difícil, principalmente da maioria dos polímeros que são oriundos de fontes não renováveis. Categorias Plásticos rígidos A primeira das duas categorias de grupos de plásticos existentes são os rígidos, que podem ser resumidos em frascos e estruturas rígidas. A segunda são os flexíveis, que veremos mais à frente. Ainda existem algumas embalagens cortadas e vincadas em filmes com uma espessura maior que resultam em cartuchose tubos, comumente chamados de semirrígidos, mas ainda não caracterizam uma categoria independente. Na categoria dos rígidos, são três os processos de moldagem de plásticos: sopro, injeção e termoformagem. Como cada um desses processos possui sua tecnologia, é importante deixar registrado que o designer deve estar alinhado ao conhecimento sobre o processo de moldagem de formas, a fim de projetar embalagens exequíveis. Vejamos esses 3 processos à seguir: Sopro É um processo realizado para peças plásticas sopradas, fechadas ou ocas. Consiste em amolecer o material plástico que será utilizado, com o auxílio de um cilindro de plastificação. Usa-se um molde de sopro, composto por duas partes móveis que, quando são fechadas, resultam em seu interior no formato da peça desejada, podendo ser ou não uma embalagem. Injeção O plástico é usado para fundir e moldar uma peça a ser criada. Nesse processo, o plástico é aquecido e injetado em um molde, e logo após seu resfriamento, poderá ser aberto para a retirada da peça pronta e estável. Termoformagem Consiste no aquecimento de uma placa plástica plana aquecida até que amoleça entre dois moldes, sendo um positivo e outro negativo, como as estruturas conhecidas como macho e fêmea. Dessa maneira, a placa ganha a forma desejada. Independentemente de qual seja o melhor processo para a composição de uma embalagem de base plástica rígida, o projeto desenvolvido pelo designer de embalagens possui uma gama de possibilidades de formatos. Esse é um dos motivos pelo qual as marcas aderem ao uso de plásticos em suas embalagens, a fim de criar uma solução única e característica. Entre os diferentes tipos de embalagens existentes com plásticos rígidos, podemos citar as garrafas de óleos, frascos de lubrificantes, potes de temperos, garrafas de refrigerante, frascos de condimentos, potes de margarinas, garrafas de amaciante, frascos de cosméticos e muitos outros. Plásticos flexíveis Os plásticos flexíveis são conhecidos como filme e existem de diversas maneiras. Podem receber diferentes tratamentos e ser agrupados em uma estrutura única, gerando uma gama de combinações para serem aplicadas em diferentes tipos de embalagens. Flexível é aquilo que se dobra ou curva com facilidade, então, fica fácil compreender a versatilidade do plástico flexível, pois essa flexibilidade não está apenas na maleabilidade do material, mas também nas combinações que podem dar melhores resultados visuais. Os filmes plásticos se apresentam de formas específicas, sendo adequados para cada tipo de aplicação. Porém, eles podem ser combinados e obter um efeito visual mais agradável e funcional, agregando ainda mais valor à embalagem. Existem filmes plásticos transparentes, opacos ou translúcidos, que recebem diferentes tratamentos em sua superfície, deixando-os mais foscos, metalizados, brilhantes, texturizados ou perolados. Os plásticos flexíveis podem se adequar a qualquer formato de acordo com o produto, como no exemplo de uma embalagem de fraldas descartáveis, mas seus formatos mais usuais são em saco, como nas embalagens de pães de forma, e em sachê, como em embalagens de sopas. No caso das embalagens flexíveis, é importante dar um destaque sobre o processo de impressão, pois, como são flexíveis, os filmes plásticos costumam ser comercializados em rolos, semelhante ao que acontece com os papéis. Por sua aderência, os melhores processos gráficos para impressão em embalagens plásticas flexíveis são a rotogravura e a flexogravura. Rotogravura Utiliza cilindros de aço como matrizes de impressão, que são caros para serem produzidos, porém, possuem uma durabilidade enorme, o que torna esse processo indicado para impressões de alta qualidade e para grandes tiragens, como para embalagens de grandes marcas. Flexografia Possui uma matriz emborrachada e flexível, feita de um polímero plástico, e é mais indicada para impressões de tiragens menores e que precisam ser constantemente modificadas, como para embalagens com datas comemorativas ou de marcas de médio e pequeno porte. O mundo de plástico Neste vídeo, a partir do relato de experiência pessoais e pesquisas, o especialista reflete sobre como as embalagens plásticas são mais apelativas e práticas no quesito de usabilidade universal. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Características e aplicações Características dos polímeros Conheceremos à seguir os tipos de polímeros: 1 Polietileno (PEAD e PEBD) Resistência química, resistência ao impacto, isolamento térmico, baixa permeabilidade, baixa resistência mecânica, baixa resistência a raios ultravioleta e ozônio, responsividade a ácidos oxidantes. 2 Polipropileno (PP) Possui resistência química, versatilidade de formas e cores, resistência à flexão, resistência ao impacto, estabilidade térmica, baixa resistência aos raios ultravioleta, resistência à oxidação, baixa resistência mecânica, baixo custo, leveza, reciclabilidade. 3 Poliestireno (PS) Versatilidade de formas e cores, elevada resistência a ácidos e álcali, leveza, baixa permeabilidade, baixa resistência a solventes orgânicos, baixa resistência térmica, baixo custo, reciclabilidade. 4 PET Caracteriza-se pela resistência mecânica, resistência térmica, resistência química, baixa permeabilidade, resistência à tração, resistência à abrasão, reciclabilidade, leveza. Aplicação dos plásticos em embalagens Vejamos algumas dessas aplicações à seguir: Embalagens de plástico transparente moldado (blister) Geralmente, são acompanhados com algum tipo de papel-cartão, para dar mais estabilidade e facilitar a impressão de informações visuais e técnicas. Esse tipo de embalagem facilita a visualização do conteúdo e é empregado em todo tipo de medicamento em forma de comprimido. Clamshells (concha plástica) É confundida com o blister, por possuir características semelhantes. Apesar disso, é feita com plástico rígido e transparentes para dar visibilidade ao produto de escala maior do que comprimidos e usada, na maioria das vezes, sem o auxílio de outra caixa como proteção e transporte, como acontece com os medicamentos que carrega o blister. Esse tipo de embalagem também é visto em diferentes produtos para dar destaque para seu conteúdo, como em embalagens de canetas, pen drives, fones de ouvido etc. Garrafas (PET) As garrafas plásticas produzida à base de PET possuem características marcantes de uso, principalmente por serem transparentes ou translúcidas, permitindo que seja fácil a visualização de seu conteúdo. Foram um processo importante na economia das diversas indústrias, como as embalagens de óleos culinários no Brasil, que, antigamente, eram vendidos em latas de metal. A legislação nacional mudou, obrigando os fabricantes que mostrassem o produto, ou seja, que ele fosse vendido em embalagens transparentes. Por economia e praticidade de transporte, as indústrias escolheram o plástico ao vidro. Além das embalagens de óleos e outras ligadas à cozinha, você encontra esse tipo de embalagem em refrigerantes, sucos, águas, detergentes etc. Sacos Compostos, na maioria das vezes, somente de algum tipo de plástico, os sacos são comumente usados em alimentos a vácuo ou para embalar grãos e cereais. Vemos esse tipo de embalagem em todos os tipos de arroz, feijão, grãos de milho, farinhas etc. Sacolas Quase sempre deixadas de fora quando falamos em embalagem, as sacolas plásticas são rotuladas como as grandes vilãs do meio ambiente. Elas são feitas de plástico flexível e indicadas para transporte, na maioria das vezes, de outras embalagens. As sacolas podem ser feitas com quantidades diferentes de plástico em sua composição, o que afeta diretamente suas qualidade e resistência. Esse tipo de embalagem é visto em supermercados, farmácias, lojas de conveniência, lojas de departamentos etc. Bandejas Produção feita por meio de bolhas de espuma sintética, tendo como elemento base o isopor, constituído por células abertas ou fechadas, que posteriormente são estabilizadas e solidificadas. Essetipo de embalagem é indicado para produtos que não sejam perecíveis e alimentos em geral. Muito utilizado na indústria alimentícia, principalmente como recurso de selecionar produtos naturais, como legumes, frutas, verduras, carnes etc. Fatores de mercado, sociais e ambientais Aspectos econômicos A escolha de um tipo de embalagem é baseada em requisitos de suma importância que envolvem: Proteção do alimento Durabilidade do material Facilidade de manuseio e transporte Aspectos mercadológicos e econômicos Os motivos econômicos são os que mais contribuem para as empresas escolherem trabalhar com embalagens plásticas, em vez de materiais metálicos e de vidro. Os aspectos de segurança e estabilidade fazem com que os materiais plásticos estejam à frente dos de papel. A indústria sempre busca um balanceamento econômico em função do alimento, associado ao menor período de comercialização do produto acabado. Curiosidade Entre 2010 e 2020, a produção desse tipo de material teve um aumento considerável de aproximadamente 33%, que acompanhou o aumento de consumo do tipo de embalagem, em torno de 35% no mesmo período. A produção de resinas termoplásticas no mundo beirava a quantidade de 250 milhões de toneladas em 2020. Entre os tipos de plásticos existentes em embalagens, o grande destaque ainda é o PET. Além do aumento de investimento em tecnologia do material, parte relevante do faturamento de toda indústria brasileira de embalagens de plástico está associada à reciclagem do PET. Questões sociais e ambientais A utilização do plástico sempre se justificou por sua flexibilidade e praticidade, sem haver, durante muito tempo, uma preocupação com o que fazer com o que sobra dele. Atualmente, esse cenário vem mudando, o que afeta diretamente o uso do plástico em diferentes tipos de embalagem, com algumas exceções. Saiba mais O Brasil, apesar de ainda ser limitado em questões de reciclagem de materiais em relação a países mais desenvolvidos, consegue reciclar, de acordo com dados de 2010 da Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), em torno de 140 mil toneladas de lixo por dia, o que corresponde a 12% de todo o lixo urbano gerado no país. Esse percentual é ainda maior quando analisamos a reciclagem de latinhas, papel, papelão e até mesmo a Tetra Pak (comumente encontrada em embalagens de leite). O PET se destaca nesse cenário, ficando atrás apenas do alumínio, com quase 100% de seu material reciclado. A cada dia, mais unidades de embalagem em PET são retiradas do lixo e encaminhadas para reciclagem, gerando uma importante economia no setor, além dos benefícios para o meio ambiente. • • • • Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Classificação dos polímeros Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Características dos polímeros Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Quais são os dois grupos de plásticos existentes para confecção de embalagens? A Semirrígidos e flexíveis. B Rígidos e líquidos. C Rígidos e semirrígidos. D Semirrígidos e líquidos. E Rígidos e flexíveis. A alternativa E está correta. Apesar de existirem filmes plásticos, que resultam em cartuchos e tubos que costumam ser chamados de semirrígidos, eles não são caracterizados como um grupo, restando assim os rígidos, como os frascos, e os flexíveis, como as sacolas. Questão 2 No processo de criação de embalagens à base de plásticos flexíveis, nem todo processo de impressão é adequado, limitando-se ao uso dos seguintes dois sistemas A rotogravura e serigrafia. B flexografia e xilografia. C serigrafia e rotogravura. D rotogravura e flexografia. E flexografia e serigrafia. A alternativa D está correta. Por serem processos que utilizam o contato de baixo e alto relevo, respectivamente, e funcionarem em processos de impressão rotativos, os processos de impressão utilizados para confecção de embalagens à base de plásticos flexíveis são a rotogravura e a flexografia. 4. Outros materiais Vidro De todos os materiais vistos, o vidro é o material mais antigo de todos. Foi descoberto pelos fenícios, que, após acenderem uma fogueira na praia, descobriram que a areia tinha sido fundida. Apesar disso, o vidro não tem tantos anos assim como material comercial para embalagens. Embora muito utilizado em jarros, garrafas, cuias, vasilhas e outros tipos de suporte, comercialmente, somente há cerca de 200 anos o vidro está em embalagens, como as garrafas de vinho. O vidro possui características excelentes para o uso em embalagens, pois é forte, durável e transparente, além de conseguir criar uma barreira quimicamente inerte para umidade e gás. Talvez seja apenas uma percepção psicológica nossa, mas produtos como refrigerantes, cervejas, uísques, sucos, extratos de tomate e diferentes tipos de condimentos são mais saborosos quando conservados em embalagens de vidro. É uma característica do vidro como material não ter aroma e não agir de nenhuma maneira química quando em contato com qualquer tipo de produto. Ele ainda é ótimo recipiente para alimentos que precisam ser processados em altas temperaturas, por suportar bem o calor e ser facilmente esterilizado. Dica Apesar de possuir desvantagens por causa do peso e da fragilidade a quedas, o que fez com que o material perdesse espaço ao longo dos anos para outros materiais, como o plástico e o alumínio, o vidro é composto por ingredientes de baixo custo. Sendo ainda bastante utilizado como importante material para embalagens, o vidro passa uma imagem que agrega valor de melhor qualidade quando usado em embalagens no ramo alimentício, principalmente de alto nível, como em bebidas sofisticadas, como os vinhos, os mais conhecidos entre elas. Além disso, existem várias técnicas de rotulagem e decoração para embalagens de vidro, como os frascos. As indústrias de vidro concentram recursos e esforços no incentivo à reciclagem do material, não somente por questões ambientais, mas também por razões econômicas e questões de melhora de imagem para o público consumidor. Beleza Transparente Neste vídeo, a partir do relato de experiência pessoais e pesquisas, o especialista reflete sobre como o vidro pode ser o melhor aliado na comunicação do produto com o consumidor. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Madeira Sendo utilizada por muitos anos, principalmente para o transporte, a madeira tem seu uso pertinente em embalagens de varejo. Hoje em dia, dificilmente você encontra embalagens comuns feitas com esse material, pois no PDV esse tipo de embalagem somente se apresenta como uma categoria premium de algum tipo de produto, com exceção dos pequenos caixotes de frutas, como no caso da pinha (ou fruta do conde). No Oriente, mais precisamente no Japão, a madeira ainda é bastante usada para embalagem para o varejo. Um bom exemplo são as caixas de cedro, que comportam charutos especiais. A maioria das aplicações da madeira como embalagens, principalmente no mundo ocidental, está associada a transporte de materiais mais pesados. Outro constante uso do material é em embalagens de armazenamento, como nos barris usados para o envelhecimento de bebidas alcoólicas como vinhos, uísques e cachaças. A função de suporte de embalagens também tem a associação direta da madeira, como nos paletes utilizados como base de transporte de embalagens. Nesse exemplo, mesmo já existindo a versão de paletes de material plástico ou alguns tipos de aglomerados, a madeira ainda é a preferida pela versatilidade, fácil reutilização e praticidade no reparo. Um dos limitadores da madeira como material para embalagens é sua baixa resistência à umidade, se comparada ao plástico e ao metal, e a baixa resistência ao fogo, principalmente se comparada ao uso do vidro. Apesar disso, é um material forte, com aplicações que fogem do universo das embalagens. Não é em vão que a madeiraera, e ainda é em muitos casos, utilizada em construção de casas, embarcações, automóveis e até mesmo estruturas aéreas. Quando usada para embalagens, a madeira deve ser bem seca, seja por meio de estufa ou pelo ar. Essa secagem atua como preparação essencial e diminui consideravelmente o encolhimento do material, ao mesmo tempo que reduz seu peso, aumenta sua rigidez e, no armazenamento de alimentos, protege contra microrganismos. Materiais de suporte e artesanais Cortiça Sempre vemos a embalagem como o recipiente que comporta o material. Apesar disso, outras partes fazem parte da embalagem, como as tampas e os rótulos. Temos a vemos a imagem de uma àrvore de cortiça que proporciona a confecção de inúmeros materiais. O uso da cortiça, principalmente em tampas, feitas da casca do carvalho cortiça, tem sua aplicabilidade ao longo da história desde os tempos do Império Romano. Essas tampas foram muito utilizadas para o fechamento de garrafas de cerâmica e vidro, além de servirem como tampas para lacrar os barris de madeira. O material sempre se mostrou melhor em qualidade para tapar recipientes em comparação com o barro, tecidos e até mesmo o vidro, e ganhou força no uso como tampas de garrafas com auxílio da Revolução Industrial. Hoje em dia, ainda são usadas constantemente em embalagens de vinho, espumantes e alguns tipos de cerveja. Barro Os primeiros recipientes produzidos pelo homem ao longo da história, depois de adaptação de estruturas naturais, como cascas de coco e pele animal, foram de barro. Se você fizer uma pesquisa simples sobre arqueologia, encontrará algum tipo de utensílio feito em barro, de diferentes períodos da história. Isso porque é um material que não necessita de um maquinário específico para ser processado. Por ser à base de argila, o barro é preparado manualmente e só precisa ser colocado ao fogo após sua estrutura final ser definida e manipulada. Algumas embalagens chegaram a ser comercializadas em recipientes de barro, especificamente jarros, frascos e garrafas, que comportavam todo tipo de líquido, como bebidas em geral, óleos e água. Os primeiros comerciantes da história transportavam seus produtos líquidos em jarros de barro. Nos dias atuais, esse material é apenas utilizado em artesanato. Quando aplicado em embalagens comerciais, é usado para produtos de edição limitada, para resgatar algum valor agregado ao material ou para passar a ideia de um produto 100% natural, como é possível de ver em alguns óleos e especiarias. Vem que eu te explico! Os vídeos a seguir abordam os assuntos mais relevantes do conteúdo que você acabou de estudar. Cortiça Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Barro Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Nos dias atuais, as embalagens de vidro funcionam como uma boa estratégia para A agregar valor para embalagens de alto nível, como bebidas sofisticadas. B estabelecer uma conexão do produto com sua funcionalidade prática. C melhor proteger os produtos contra quedas e impactos. D facilitar o transporte por conta da leveza do material. E melhor compactação de grandes quantidades das embalagens por elas serem flexíveis. A alternativa A está correta. Por serem transparentes, os vidros dão uma imagem de pureza e agregam mais valor ao produto. Um exemplo disso são marcas que possuem sua embalagem principal feita em outro material, mas utilizam o vidro para uma versão "premium" do produto. Questão 2 Sempre que falamos de embalagens, focamos na estrutura principal, feita principalmente de plástico, papel, vidro ou alumínio. No entanto, algumas embalagens como garrafas, frascos e até mesmo latas, possuem outro tipo de material que atua como tampa, sendo um deles A barro. B ferro. C cortiça. D madeira. E isopor. A alternativa C está correta. Ao longo da história até os dias atuais, a cortiça é utilizada como tampa em recipientes de vidro e cerâmica, principalmente. Um grande exemplo são as garrafas de vinho, que possuem uma rolha feita à base de cortiça para seu fechamento. 5. Conclusão Considerações finais As embalagens sempre estiveram presentes em nossas vidas, em forma de armazenamento, proteção, conservação ou transporte de produtos. Ao longo da história, sempre existiu, e ainda existe, uma constante busca pelos melhores materiais e aperfeiçoamento tecnológico na produção de embalagens. Nos últimos anos, quando falamos de produtos comercializados, com destaque para os alimentícios, as embalagens, além de trazerem todos os requisitos funcionais, comunicam uma imagem da empresa, e muitas ficam marcadas na memória. Quem não se lembra facilmente da caixa amarela de amido de milho, da garrafa com cintura, do potinho vermelho com desenho dele mesmo, ou da lata vermelho e branco. Caso não tenha se lembrado de alguma delas, são respectivamente as embalagens da Maisena (papel), Coca-Cola (PET), Pó Royal (metal e plástico) e sopa Campbell’s (metal). As embalagens foram e são uma ferramenta importantíssima na evolução humana. Elas nos contam histórias, por meio de seus formatos e materiais. Contribuíram com a aproximação das nações em torno do consumo de produtos. E, finalmente, representam cultura, comportamento e estabelecem relações. Podcast Neste podcast, o especialista irá demonstrar as diferenças clássicas entre os tipos de embalagens, suas funcionalidades e abordagem comerciais. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir o áudio. Explore + Pesquise o canal do Meio&Mensagem, veículo que aborda sobre o mercado de comunicação brasileiro, no YouTube, e assista ao primeiro episódio da série Design além da forma Embalagens/EP1, no qual especialistas da área discutem brevemente sobre a relação entre a estética e a funcionalidade na forma de preservar os alimentos e bebidas nas embalagens. Leia o artigo Sustentabilidade – Desenvolvimento Sustentável, no site da Associação Brasileira de embalagens (ABRE) e veja como especialistas do setor abordam os temas de desenvolvimento sustentável, economia circular e questões sociais no âmbito das embalagens. Neste mesmo site da ABRE, na aba Eventos, você pode acompanhar diferentes eventos que acontecem com a temática das embalagens, sejam eles de design, técnicos ou promocionais. Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGEM. Dados do setor. Consultado na internet em 20 jun. 2022. MESTRINER, F. Design de embalagem: curso básico. 2. ed. São Paulo: Pearson Makron Books, 2002. MESTRINER, F. Design de embalagem: curso avançado. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. SARANTÓPOULOS, C. I. G. L. et al. Embalagens plásticas flexíveis: principais polímeros e avaliação de propriedades. Campinas: CETEA/ITAL, 2002. SILVA, A. Design de embalagem e PDV. 1. ed. Curitiba: InterSaberes, 2021. TWEDE, D.; GODDARD, R. Materiais para embalagens: volume 3. 2. ed. São Paulo: Blücher, 2009. WORLD PACKAGING ORGANIZATION. Market Statistics and Future Trends in Global Packaging. Consultado na internet em 20 jun. 2022. Materiais e processos para embalagens 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. Tipos de papel e acabamentos para embalagens Embalagem como elemento universal Investimento e consumo de embalagens no mundo Embalagem no ciclo do produto Comerciais Transporte simples Entrega Primeira etapa Segunda etapa Terceira etapa Quarta etapa Quinta etapa Primeiros materiais comerciais Os mais antigos materiais A origem do papel A importância do papel Atenção Diversidade do papel Processo de fabricação 1º Processo 2º Processo 3º Processo 4º Processo Tipos de embalagem Papel Kraft Papel sulfite Papel manteiga, papel cristal e pergaminho Papel seda Papel não modificado Mundo sem papel Conteúdo interativo Mais do que papel Papelão Caixa de papelão sólida descorada Papel duplex ou caixa de papelão com forro branco e Papel triplex Chipboard ou newsboard Fiberboard Polpa moldada