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INTRODUÇÃO ÀINTRODUÇÃO À PSICOLOGIAPSICOLOGIA MARKUS ALEXANDRE C FERREIRA - 234172024 GUARULHOS - SÃO PAULO 2024 INTRODUÇÃO Cursos envolvidos: Psicologia, Educação Física, Nutrição, Biomedicina, Enfermagem. Local de Intervenção: Academia, Faculdade (universidade), Ambiente multidisciplinar (com acompanhamento de psicólogos, educadores físicos e nutricionistas). Contexto Inicial: Mariana, 24 anos, estudante universitária de medicina; Iniciou na academia com o objetivo de melhorar a saúde física, combater o sedentarismo e equilibrar sua rotina entre os estudos e o autocuidado; Nos primeiros meses, foi dedicada aos treinos, mas nas últimas semanas apresentou uma queda no desempenho físico e frequente falta de motivação; Condições psicológicas iniciais identificadas pelo profissional Ansiedade relacionada ao desempenho (estudos e treino físico). Transtorno de imagem corporal (preocupação excessiva com a aparência). Fadiga emocional e física (possível burnout, insônia, cansaço constante). Transtornos de ansiedade (ansiedade de desempenho e sociais). IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE Sigla do Nome: M. S. (Mariana Silva) Idade: 24 anos Gênero: Feminino Etnia: Branca Local de Trabalho/Estudo: Faculdade de Medicina (Universidade Federal de São Paulo) Profissão: Estudante de Medicina (tempo integral) Localização: Cidade de São Paulo, SP (Brasil) CASO CLÍNICO 2. Queixas Motivo Principal: Queda no rendimento físico e acadêmico, acompanhada de falta de motivação para os treinos e dificuldades emocionais. Sinais e Sintomas: Cansaço constante e fadiga excessiva. Dores musculares sem causa aparente (não relacionadas ao aumento da intensidade dos treinos). Insônia e dificuldades de concentração durante as aulas. Mudanças no humor, com sinais de apatia e desmotivação. Ansiedade relacionada à imagem corporal e ao desempenho acadêmico. Duração: Início das queixas há aproximadamente 4 a 6 semanas, após um período inicial de entusiasmo e desempenho satisfatório. 3. História Clínica / Desenvolvimento do Quadro Relato Cronológico dos Fatos: Início na academia: Mariana começou a frequentar a academia com muito entusiasmo para melhorar sua saúde física e equilibrar a rotina de estudos, em busca de combater o sedentarismo. Durante os primeiros meses, teve regularidade nos treinos e demonstrou disciplina. Primeiros sinais de mudança: A partir de aproximadamente 4 a 6 semanas após o início da academia, começou a relatar sinais de fadiga excessiva, dores musculares, e dificuldades para manter o ritmo de treino. Queixas emocionais: Além das queixas físicas, Mariana começou a expressar ansiedade sobre seu desempenho acadêmico e sua imagem corporal. Ela passou a se preocupar excessivamente com sua aparência, buscando um "corpo ideal", o que a fez sentir-se pressionada. Mudança no comportamento: A frequência nos treinos diminuiu, e sua motivação foi visivelmente afetada. A insônia e as dificuldades para se concentrar nos estudos aumentaram. ENCAMINHAMENTO PARA PSICOLÓGA: Motivo do encaminhamento: Diante da suspeita de ansiedade de desempenho e transtorno de imagem corporal (com impacto direto na saúde emocional e física), foi sugerido que Mariana passasse por uma avaliação psicológica. A psicóloga faria a avaliação detalhada de seu quadro emocional e psicológico, especialmente considerando a pressão que ela vivencia no contexto acadêmico e as preocupações excessivas com a imagem física. Encaminhamento para clínica geral: Embora o quadro fosse predominantemente psicológico, o educador físico também sugeriu uma avaliação clínica geral para descartar possíveis causas orgânicas (como desequilíbrios hormonais ou outros distúrbios físicos) que pudessem estar contribuindo para a fadiga e as dores musculares de Mariana. Possibilidade de encaminhamento para Psiquiatra: Se o quadro de ansiedade se agravar ou se for diagnosticado algum transtorno psicológico mais complexo (como um Transtorno de Ansiedade Generalizada ou Transtorno Depressivo Maior), poderia ser necessário encaminhá-la para um psiquiatra, que poderia avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso (mas isso em último caso) EXPLICAÇÃO DOEXPLICAÇÃO DO QUADRO CLÍNICOQUADRO CLÍNICO Transtorno de Imagem Corporal Definição: O transtorno de imagem corporal é caracterizado por uma preocupação excessiva com falhas percebidas no corpo, muitas vezes irracionais, que afetam a autoestima e a saúde emocional do indivíduo. No caso de Mariana, a insatisfação com sua aparência física (principalmente no contexto da academia) está profundamente ligada a uma pressão interna para atingir padrões de beleza considerados "ideais". Ansiedade de Desempenho Definição: A ansiedade de desempenho está relacionada ao medo excessivo de falhar em tarefas específicas, como exames acadêmicos ou desempenho físico. No caso de Mariana, isso se traduz na preocupação com o rendimento acadêmico e no medo de não alcançar a forma física ideal, gerando um ciclo de estresse e autocrítica. A psicanálise entende a auto cobrança excessiva como um reflexo de conflitos inconscientes, muitas vezes ligados a um superego rígido, que internaliza normas e padrões severos. Esse superego, descrito por Freud, pode se tornar punitivo, levando o indivíduo a buscar a perfeição como forma de validação e proteção contra o julgamento externo. Esse comportamento é frequentemente resultado de experiências emocionais precoces e da necessidade de aceitação, como explorado por Fairbairn, que destaca a importância das primeiras relações na formação do Eu e na internalização dessas normas. As queixas físicas de Mariana — como fadiga constante, dores musculares e insônia — não têm causa física aparente e estão diretamente relacionadas ao seu estado emocional. O estresse contínuo, a preocupação excessiva com o desempenho físico e acadêmico, além da falta de autocuidado, afetam sua saúde de forma negativa, dificultando a recuperação física e emocional. AVALIAÇÃO MENTAL DO QUADRO: MAPA MENTAL Ansiedade: Preocupação excessiva com desempenho acadêmico e físico. Medo de falhar nos estudos e na prática de exercícios físicos. Dificuldades de concentração nas aulas e nos treinos. Início na faculdade federal de medicina Adoção de hábitos mais saudáveis - com a implementação das atividades físicas Insatisfação com a Imagem Corporal: Pressão interna para alcançar um corpo "ideal". Preocupação com o julgamento dos outros no ambiente da academia. Baixa autoestima e autocrítica excessiva. Causas: Pressão acadêmica: O alto nível de exigência da faculdade de medicina contribui para o estresse e sobrecarga emocional. Padrões sociais e culturais: Expectativas relacionadas à aparência física, reforçadas pelo ambiente da academia e influências midiáticas. Fatores internos: Perfeccionismo e necessidade de validação externa, relacionados a uma autoimagem negativa. Físico: Fadiga constante, dores musculares e insônia. Desempenho físico abaixo do esperado, apesar de não haver aumento na intensidade dos treinos. Emocional: Queda no humor (apatia e desmotivação). Dificuldades em manter o equilíbrio entre as responsabilidades acadêmicas e o autocuidado físico. 01 02 03 0504 06 Tratamento Sugerido: Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Reestruturação cognitiva para desafiar pensamentos distorcidos sobre o corpo e o desempenho. Técnicas de relaxamento (respiração profunda e mindfulness) para reduzir a ansiedade. Psicanálise: Exploração do superego rígido e da necessidade de perfeição como mecanismo de defesa contra a aceitação e validação. Ajuste no Plano de Treino: Treinos de baixa intensidade (ioga, alongamentos, atividades relaxantes). Incorporação de técnicas de respiração e concentração para promover relaxamento. Apoio de Amigos e Família: Compartilhar desafios emocionais para aliviar o estresse e fortalecer a rede de apoio. Garantir momentos de lazer e descontração com a rede de apoio. 07 08 09 1. Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Objetivo: Trabalhar a ansiedade de desempenhoe as preocupações com a imagem corporal. A TCC visa reestruturar padrões de pensamento negativos e disfuncionais, ajudando Mariana a desenvolver uma auto percepção mais equilibrada. Técnicas de Relaxamento: Ensinar respiração profunda, mindfulness e técnicas de visualização para reduzir os níveis de estresse e ansiedade. Reestruturação Cognitiva: Identificar e desafiar os pensamentos distorcidos que Mariana tem sobre seu corpo e desempenho acadêmico. 2. Psicanálise: Objetivo: Explorar a origem da pressão interna e da auto cobrança excessiva. A psicanálise buscará compreender como experiências precoces e a formação do superego contribuem para as expectativas irreais de Mariana. Autoconhecimento: Promover uma autoimagem mais acolhedora e realista, com ênfase na aceitação do corpo e das limitações humanas. 3. Ajustes no Treinamento Físico: Objetivo: Adaptar a rotina de treinos de acordo com a condição emocional e física de Mariana, proporcionando um equilíbrio saudável entre exercício físico e recuperação. Atividades de Baixa Intensidade: Incluir ioga, alongamentos, e treinos de baixo impacto que ajudem a promover relaxamento e recuperação muscular. Foco na Qualidade, Não na Quantidade: Reduzir o foco em resultados estéticos e enfatizar saúde física e bem-estar. 4. Promoção de Hábitos Saudáveis: Alimentação: Garantir uma dieta equilibrada, adaptada às necessidades de Mariana, para aumentar os níveis de energia e melhorar a qualidade do sono. Sono e Descanso: Criar uma rotina que favoreça um sono de qualidade, com horários regulares e um ambiente de descanso tranquilo. Momento de Lazer: Incluir atividades como passeios ao ar livre, leitura e encontros sociais para reduzir o estresse e melhorar o humor. 5. Apoio de Amigos e Família: Rede de Apoio Emocional: Incentivar Mariana a compartilhar seus desafios emocionais com pessoas de confiança, como amigos e familiares. Momentos de Descontração: Garantir que Mariana tenha momentos de lazer e descontração que promovam bem-estar emocional. PLANO DE INTERVENÇÃO CONCLUSÃO O plano de intervenção multidisciplinar adotado no caso de Mariana focou em um tratamento holístico, que integrasse tanto a saúde mental quanto o cuidado físico. A colaboração entre psicólogos, educadores físicos e nutricionistas foi crucial para abordar suas necessidades emocionais e físicas de maneira eficaz. A experiência mostrou como a ansiedade de desempenho e a insatisfação com a imagem corporal impactaram diretamente seu bem-estar físico, destacando a importância de um tratamento integrado. Além disso, evidenciou como o estigma sobre a saúde mental, especialmente em ambientes como academias, pode dificultar o reconhecimento de problemas emocionais. Assim, a abordagem multidisciplinar não só promoveu o equilíbrio entre mente e corpo, mas também ajudou a criar um ambiente mais acolhedor e consciente das interligações entre saúde física e mental. MUITOMUITO OBRIGADOOBRIGADO Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum. REFERÊNCIAS BRACHT, V.; CRISORIO, R. Identidade e crise da educação física: um enfoque epistemológico. In: BRACHT, V.; CRISORIO, R. A educação física no Brasil e na Argentina: identidade, desafios e perspectivas. Campinas: Autores Associados, 2003. p. 13-29. 1. GILL, D.; WILLIAMS, L. A Psicologia do Esporte e do Exercício. São Paulo: Artmed, 2008.2. MENDES, M. S.; et al. Physical activity and mental health: A review of the evidence. Health Psychology Review, v. 15, n. 3, p. 249-265, 2021.3. MIRANDA, A.; FREIRE, J.; OLIVEIRA, R. Saúde mental e educação física: uma abordagem interdisciplinar. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v. 33, n. 1, p. 25-31, 2011.4. OLIVEIRA, A. P.; CREMONESE, J. Psicologia e exercício: estratégias de intervenção para a saúde mental. 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