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POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Poluição Hídrica 
A poluição hídrica, causada pela atuação indevida das práticas humanas, pode gerar impactos sobre 
as espécies e provocar a escassez desse recurso natural. 
 
A poluição hídrica afeta a disponibilidade de água e outros recursos naturais 
A poluição hídrica corresponde ao processo de poluição, contaminação ou deposição de rejeitos na 
água dos rios, lagos, córregos, nascentes, além de mares e oceanos. Trata-se de um problema socio-
ambiental de elevada gravidade, pois, embora a água seja um recurso natural renovável, ela pode 
tornar-se cada vez mais escassa, haja vista que apenas a água potável é própria para o consumo. 
A principal causa da poluição das águas é o desenvolvimento desenfreado das atividades econômicas, 
sobretudo nas cidades, com o aumento da deposição indevida de rejeitos advindos do sistema de es-
goto e saneamento. Outra causa também apontada é o destino incorreto do lixo por parte da população, 
que atira objetos nos cursos d'água por pura falta de conscientização ambiental. 
Há de se levar em consideração que, em uma bacia hidrográfica, tudo o que é gerado em sua área de 
abrangência é escoado para o leito do seu rio correspondente. Dessa forma, o aumento da poluição no 
espaço das cidades gera uma maior carga de poluentes para o leito dos rios que cortam essas áreas 
urbanas. No campo, o mesmo procedimento acontece, quando o uso indiscriminado de agrotóxicos faz 
com que os recursos hídricos sejam contaminados, uma vez que essa carga toda de compostos quí-
micos acaba se destinando ao lençol freático ou ao curso d'água mais próximo. 
Com o desenvolvimento das sociedades e a intensificação do processo de industrialização, além da 
introdução de novas técnicas de plantio no campo, cada vez mais as reservas hídricas encontram-se 
poluídas, o que gera uma maior escassez de lugares que podem ser aproveitados para a utilização da 
água para consumo e outras funções. 
Nos mares e também nos oceanos, também há muita poluição, gerada tanto pelo destino indevido do 
lixo em práticas turísticas e de lazer nos ambientes litorâneos quanto, em alguns casos, pelo derrama-
mento de petróleo, que é de difícil controle. 
 
Poluição da água gerada por derramamento de Petróleo na Tailândia em 2013 
As consequências da poluição das águas são diversas. A primeira, como já dissemos, é a perda dos 
recursos hídricos para consumo. Além disso, vale lembrar que esses locais são o habitat de várias 
espécies, algumas delas em risco de extinção. 
Outro efeito da poluição hídrica é a ocorrência de um fenômeno chamado de eutrofização da água. 
Esse processo consiste na presença excessiva de nutrientes oriundos de produtos químicos que con-
taminam os rios, provocando a proliferação desenfreada de algas e cianobactérias, que impedem a 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
entrada de luz nos ambientes fluviais e reduzem a disponibilidade de oxigênio na água, o que pode 
gerar a morte de incontáveis espécies. 
Para combater a poluição das águas, é preciso intensificar as campanhas de conscientização ambien-
tal, promover medidas de controle e fiscalização, além de se realizar o correto manejo dos resíduos 
sólidos e o tratamento da água. É necessário, pois, que sejam adotadas medidas sustentáveis, sobre-
tudo no sentido de garantir esse e outros recursos naturais para as gerações futuras. 
Poluição Hídrica 
A poluição hídrica, ou seja, a poluição das águas, é responsável pela alteração das propriedades físico-
químicas de um corpo d’água. 
A poluição hídrica, também conhecida como poluição das águas, é caracterizada pela introdução de 
qualquer matéria ou energia responsável pela alteração das propriedades físico-químicas de um corpo 
d’água. Os principais responsáveis por esse tipo de poluição são os lançamentos de efluentes industri-
ais, agrícolas, comerciais e esgotos domésticos, além de resíduos sólidos diversos. Isso compromete 
a qualidade das águas superficiais e subterrâneas, afetando a saúde de espécies animais e vegetais 
em vários pontos do planeta. 
Os prejuízos desse processo são imensos, além de comprometer a qualidade da água para abasteci-
mento, ocorre a morte de espécies aquáticas, além da proliferação de doenças como a febre tifoide, 
meningite, cólera, hepatites A e B, entre outras. Outros fatores negativos da poluição hídrica são: odor, 
grande concentração de mosquitos e eutrofização (quando o esgoto é lançado nos meios aquosos, o 
excesso de nutrientes provoca o crescimento de algas, impedindo a passagem da luz e a transferência 
do oxigênio atmosférico para o meio aquático). 
Os nitratos presentes nos fertilizantes e os dejetos humanos e animais também contaminam as águas 
subterrâneas, que abastecem diversas populações. Isso ocorre principalmente nas áreas de intensa 
atividade agrícola, industrial e nos locais que não possuem saneamento básico. 
O saneamento básico não foi uma preocupação dos políticos ao longo da história, muitos países, prin-
cipalmente os em desenvolvimento, apresentam baixas porcentagens de saneamento ambiental. No 
Brasil, por exemplo, mais da metade do esgoto não passa por tratamento antes de ser despejado em 
rios, lagos e mananciais. 
Algumas medidas para minimizar a poluição hídrica são: 
- Maiores investimentos para instalação de estações de tratamento de esgoto; 
- Intensificação na fiscalização de indústrias; 
- Educação ambiental para a população em geral; 
- Utilização de produtos químicos na agricultura menos agressivos ao meio ambiente. 
A poluição hídrica é consequência da introdução de matéria e/ou energia em quantidade suficiente para 
promover a alteração das propriedades físico-químicas de um corpo d’água. A ausência de saneamento 
básico e os efluentes industriais lançados sem o devido tratamento são os principais causadores da 
poluição das águas. 
Esse conteúdo é de extrema importância, devendo ser abordado em sala de aula de forma a despertar 
a consciência ambiental dos estudantes, destacando que eles também são responsáveis pela preser-
vação da qualidade da água. Para isso, direcione a aula através de uma análise comportamental dos 
alunos, destacando suas atitudes como, por exemplo, jogar lixo nas ruas, nos bueiros, desperdiçar 
água, entre outras ações. 
Após essa abordagem, solicite a interpretação da seguinte charge: 
Através dessa imagem é possível trabalhar vários aspectos das causas e consequências da poluição 
hídrica. Nela são apresentadas duas fontes poluidoras – efluentes lançados diretamente no rio sem 
tratamento. As consequências são caracterizadas pela coloração da água (esverdeada), embalagens 
no rio, além do objeto pescado pelo homem (vaso sanitário). Portanto, por meio dessa charge, o pro-
fessor deve esclarecer sobre os diversos prejuízos causados pela poluição hídrica. Entre eles podemos 
destacar: 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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- Morte de espécies aquáticas 
- Odor em áreas próximas aos corpos d’água 
- Proliferação de doenças (febre tifoide, meningite, cólera, hepatites A e B, entre outras) 
- Eutrofização 
- Concentração de mosquitos e outros insetos. 
- Redução da água de qualidade para a realização das atividades humanas. 
Debata com os estudantes sobre todas essas consequências causadas pela poluição hídrica. É impor-
tante que durante o debate os alunos apresentem possíveis soluções para evitar a poluição das águas. 
Posteriormente, destaque a importância do saneamento ambiental e a fiscalização das indústrias no 
controle à poluição hídrica. 
Para promover uma conscientização dos alunos é importante apresentar o tempo de decomposição de 
alguns materiais nos cursos d’água. 
Tempo de decomposição na água: 
Jornal: 2 a 6 semanas. 
Embalagem de papel: 1 a 4 meses. 
Cascas de frutas e guardanapos de papel: 3 meses. 
Palito de fósforo: 2 anos. 
Chiclete: 5 anos. 
Garrafas de plástico (PET): 100 anos. 
Latas de alumínio: 200 anos. 
Vidro: tempo indeterminado.específico, o controle e a identificação são difíceis. Alguns exemplos de fontes difusas são a infiltração 
de agrotóxicos no solo, o descarte incorreto de substâncias prejudiciais ao meio ambiente, o lixo e o 
lançamento de esgoto diretamente nos córregos. 
Tipos 
Já os tipos de poluição se dividem de quatro modos: 
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Poluição sedimentar 
É o acúmulo de partículas em suspensão. Quando são vindas do solo pelo processo de erosão, des-
matamento e extração de minérios, elas podem interferir no processo de fotossíntese, bloqueando os 
raios solares, e interferir na capacidade dos animais de encontrar alimento. Esses sedimentos também 
podem ser provenientes de produtos químicos insolúveis que adsorvem e concentram os poluentes 
biológicos, os poluentes químicos e também atrapalham o processo de fotossíntese. Os sedimentos 
constituem a maior massa de poluentes nos corpos d'água. 
Poluição biológica 
Ocorre com a introdução de detritos orgânicos lançados geralmente por esgotos domésticos e industri-
ais, que podem ser direcionados diretamente à água ou podem se infiltrar nos solos, atingindo lençóis 
freáticos. São compostos de carboidratos, gorduras, proteínas, fosfatos e bactérias. Alguns exemplos 
são restos de alimentos, fezes humanas, detergentes, etc. 
Na decomposição desses detritos, o oxigênio é consumido, causando um desequilíbrio em seu nível 
na água, o que proporciona a morte de peixes e outros organismos aquáticos. A alta concentração de 
nutrientes gerados pela degradação dos compostos orgânicos cria a eutrofização (proliferação de algas 
na superfície, que impedem a passagem da luz). 
Esses detritos também estão cheios de micro-organismos patogênicos, como as bactérias, vírus, ver-
mes e protozoários, principalmente a partir dos resíduos humanos. Como consequências estão as di-
versas doenças que podem ser transmitidas aos humanos e aos animais, tais como leptospirose, ame-
bíase, febre tifoide, diarreia, cólera e hepatites. Cerca de 250 milhões de casos de doençasocasionadas 
pela contaminação da água ocorrem todo ano no mundo inteiro e elas são responsáveis por aproxima-
damente dez milhões de mortes anuais, sendo que 50% das vítimas são crianças. Para evitar esse 
problema, é recomendado ferver a água ou usar produtos químicos, tais como o hipoclorito de sódio e 
a cal viva, a fim de eliminar os micro-organismos da água para consumo. 
Poluição Térmica 
A poluição térmica é pouco conhecida por não ser facilmente observável (ela não é visível ou audível), 
mas seu impacto é considerável. Ela ocorre quando a temperatura de um meio de suporte de algum 
ecossistema (como um rio, por exemplo) é aumentada ou diminuída, causando um impacto direto na 
população desse ecossistema, como a diminuição dos níveis de oxigênio na água e perda da biodiver-
sidade (saiba mais sobre poluição térmica). 
Poluição química 
É a contaminação ambiental gerada por produtos químicos que acabam tendo como destino os corpos 
hídricos. Ela pode ser intencional ou acidental. A primeira forma é a mais comum, pois muitas indústrias 
despejam produtos químicos em rios, lagos ou na rede de esgoto, sem o tratamento adequado. É co-
mum também a ocorrência de poluição na zona rural através da contaminação por uso de agrotóxicos. 
Os efeitos desse tipo de poluição são cumulativos e podem levar anos para serem sentidos. Ela causa 
grandes danos para a vida marinha nos rios e lagos, além de prejudicar animais que interagem com o 
ecossistema, como aves que se alimentam dos peixes. 
Os seres humanos também são prejudicados quando ocorre o contato com a água contaminada por 
produtos químicos, podendo causar o desenvolvimento de doenças e problemas graves de saúde. Al-
guns dos poluentes mais comuns das águas são: 
• Fertilizantes agrícolas; 
• Agrotóxicos; 
• Esgoto doméstico e industrial; 
• Compostos orgânicos sintéticos; 
• Plásticos; 
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• Petróleo; 
• Metais pesados. 
Um dos maiores problemas com a poluição química é sua dificuldade de descontaminação, pois esse 
processo tem um alto custo e, na maioria das vezes, é demorado. Alguns terrenos contaminados por 
produtos químicos ficam décadas sem que possam ser utilizados (devido à contaminação e à toxicidade 
do poluente). Nos cursos de água, o poluente é levado por todo curso, contaminando as margens. Os 
químicos também podem acabar sendo depositados no fundo dos rios, dificultando muito sua remoção. 
Efeitos em humanos 
A poluição da água é um dos maiores perigos à saúde, afinal, não podemos sobreviver sem beber água 
e, se ela estiver poluída, pode causar sérios problemas à saúde ao ser ingerida. Os vários tipos de 
poluentes afetam a saúde humana de diferentes formas. Alguns micro-organismos, como bactérias, 
que podem se desenvolver naturalmente na água ou serem introduzidas com os tipos de poluição cita-
dos, podem causar sérias doenças aos seres humanos. Febre tifoide, cólera, hepatites, disenteria e 
pólio são alguns exemplos de doenças causadas por patógenos na água. Essas doenças são princi-
palmente perigosas para crianças e são responsáveis por quase 60% da mortalidade infantil no mundo, 
principalmente em países em desenvolvimento e que não possuem uma rede adequada de tratamento 
de água e esgoto. 
Poluentes químicos não causam doenças de forma direta, porém, eles proporcionam grandes danos à 
saúde a longo prazo, mesmo em níveis baixos de concentração. Esses poluentes acabam sendo con-
sumidos acidentalmente por peixes e são acumulados em seus tecidos. Quando esses peixes são con-
sumidos, os poluentes acabam entrando no nosso corpo - no futuro, doenças podem surgir a partir 
dessa alta concentração. 
Efeitos no meio ambiente 
Constantemente aparecem notícias sobre vazamentos de óleo ou cenas de água poluída perto de fá-
bricas e de áreas urbanas. Devem existir outros exemplos visíveis de poluição da água perto da sua 
casa. Alguns tipos são facilmente identificados, enquanto outros podem não ser notados até que cau-
sem grandes danos. Mesmo que a água de um rio ou lago pareça limpa, ela pode conter um número 
grande de poluentes. 
Os efeitos dos diferentes tipos de poluição da água são complexos e, em muitos casos, ainda não 
compreendidos totalmente. Diferentes organismos podem responder diferentemente para o mesmo tipo 
de poluição, alguns têm sua taxa de reprodução e crescimento aumentada enquanto outros têm seu 
tempo de vida reduzido, levando à sua morte. Outros fatores como temperatura, ocorrência de chuvas 
e a velocidade do fluxo da água têm influência direta com os efeitos da poluição. Uma coisa é certa, 
todos os tipos de poluição têm efeitos negativos para o meio ambiente em diversas formas. 
Controle e tratamento 
Muitos governos possuem leis estritas que ajudam a minimizar a poluição da água. Essas leis normal-
mente são voltadas para indústrias, hospitais e áreas de comércio que controlam como despejar, tratar 
e monitorar os efluentes desses locais. 
O tratamento desses efluentes também é fundamental e deve ser projetado para diminuir a poluição 
nos corpos d'água. 
Para o abastecimento humano, a água deve ser tratada a fim de eliminar os patógenos presentes nela 
e os poluentes nocivos à nossa saúde. 
O que você pode fazer? 
Além das medidas de controle e tratamento realizadas pelos governos, existem algumas simples ações 
que você pode fazer para ajudar. Confira algumas dicas abaixo: 
• Descarte seu lixo de maneira correta (veja onde reciclar); 
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• Diminua seu lixo; 
• Faça compostagem com seus resíduos orgânicos; 
• Tenha preferência por alimentos orgânicos; 
• Caso tenha horta ou plantação, tente não utilizar fertilizantes industriais e diminua o uso de 
pesticidas. Veja oito passos para fazer sua horta orgânica; 
• Não jogue remédios, cigarros, camisinhas, fraldas, absorventes ou qualquer outro lixo que 
contenha substânciasnocivas na privada; 
• Não jogue tintas, solventes, óleos e outros produtos que contenham químicos diretamente 
no ralo; 
• Use a água corretamente, evite desperdícios. 
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_________________________________________________________________________________Copo Plástico: 50 anos. 
Após a exposição do conteúdo, solicite a realização de um trabalho sobre as principais fontes geradoras 
da poluição hídrica, os danos ambientais e sociais desse processo, a importância do saneamento am-
biental, ações para reduzir a poluição das águas. 
Poluição Hídrica e seus Impactos sobre a Sociedade 
A poluição hídrica caracteriza-se pela introdução de qualquer matéria ou energia responsável pela 
alteração das propriedades físico-químicas de um ambiente aquático. 
No desenvolver deste trabalho, será explorado como a qualidade das águas pode ser afetada pela 
atividade do homem, seja ela doméstica, comercial, agrícola, industrial, demonstrando os principais 
impactos desses poluentes na sociedade em que vivemos. 
Ainda sobre a questão social, será tratado acerca das principais doenças que são acometidas em 
razão da má qualidade da água e pela falta de saneamento básico em muitas localidades, tais como 
a esquistossomose e outras enfermidades relacionadas à ingestão de água contaminada. 
Ademais, o presente artigo irá tratar à baila quais tem sido as principais formas de prevenção e de 
redução da poluição hídrica no país e no mundo, bem como quais os tratamentos que vem sido 
implementados para melhorar a qualidade das águas e eliminar o uso de substâncias poluentes. 
Ante toda a relevância e repercussão do assunto, o tema chegou as ser amplamente discutido em 
âmbito internacional, como na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada no 
Rio de Janeiro, em junho de 1992, também denominada de ECO-92, em que foram abordados as-
suntos como o desenvolvimento sustentável e outras formas de proteção do ambiente aquático, o 
qual será objeto de análise do presente trabalho. 
O tema também rendeu dois importantes relatórios publicados em 2010, ambos pelo PNUMA - Pro-
grama das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com os seguintes temas: “Cuidando das águas – 
soluções para melhorar a qualidade dos recursos hídricos”, e “Água Doente? – O papel central da 
gestão das águas residuais no desenvolvimento sustentável”, os quais serão aqui amplamente ex-
postos e discutidos. 
Por fim, objetivando a compreensão dos riscos e consequências que a poluição hídrica pode trazer 
à humanidade, bem como quais as principais diretrizes que vem sido adotadas para efetivamente 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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controlar os níveis de poluição, utilizar-se-á o método dedutivo, por meio do estudo de pesquisas 
históricas e teóricas. 
Os despejos de efluentes líquidos não tratados, originados nas indústrias e esgotos sanitários, em 
lagos, rios, córregos e até mesmo no mar, promovem um desequilíbrio sério em nosso ecossistema, 
não só aquático, mas com o ecossistema local por inteiro, aquático ou terrestre. Os despejos domés-
ticos consumem oxigênio em todo seu processo de decomposição, o que ocasiona o aumento da 
mortalidade de peixes, por exemplo, alterando todo o processo natural do sistema; por vez, substân-
cias como fósforo e nitrogênio, presentes nesses dejetos, em altos níveis, ocasionam a proliferação 
excessiva de algas, o que também desequilibra o ecossistema. 
Metais e agrotóxicos possuem, também, poluentes químicos que provocam um efeito tóxico em ani-
mais e plantas aquáticas, podendo se acumular em seus organismos. A básica refrigeração de um 
local pode trazer sérios problemas em relação ao lançamento da água utilizada no processo da refri-
geração que, por sua vez, é um efluente que ocasiona na poluição térmica das águas, o que altera a 
temperatura base do local do despejo fazendo com que os animais, plantas, bactérias e organismos 
do ecossistema tenham toda sua sobrevivência alterada, abalando não só o local e sim todo o de-
correr daquele rio ou lago. 
Segundo a OMS, a água de má qualidade e a falta de saneamento e higiene causam aproximada-
mente 3,1% (três vírgula um por cento) de mortes todo ano (morte de aproximadamente 1,7 milhão 
de pessoas em todo o mundo). Outro dado interessante é o de que, no caso do Brasil, a cada R$ 
1,00 gasto com saneamento básico, R$ 4,00 são economizados em gastos com saúde pública. 
O esgoto encanado é tão fundamental para o aumento do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) 
que um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU (objetivos que os países da ONU se 
comprometeram em cumprir até 2015) é de reduzir o número de pessoas sem rede esgoto encanado 
no mundo em 50%. Toda a preocupação com a saúde pública e com o meio ambiente é motivada, 
entre tantos outros motivos, pelo tratamento e prevenção de algumas muitas doenças ocasionadas 
por essa poluição das águas que podem levar os seres humanos até a morte. 
Em um rol exemplificativo, algumas das doenças são: 
• Febre Tifoide: Doença infecciosa que causa febre contínua, mal-estar, manchas rosadas no 
tronco, tosse seca, prisão de ventre e comprometimento dos tecidos linfoides. 
• Febre Paratifoide: Menos letal que a febre Tifoide. É causada por infecção bacteriana, com apre-
sentação de febre contínua, eventual aparecimento de manchas róseas no tronco e diarreia. 
• Shigeloses: Infecção bacteriana aguda no intestino grosso. Apresenta febre, náuseas e, às vezes, 
vômitos, cólicas e tenesmo (sensação dolorosa na bexiga ou na região anal). Em casos graves, as 
fezes apresentam sangue, muco e pus. 
• Cólera: Doença intestinal bacteriana aguda, com diarreia aquosa abundante, vômitos ocasionais, 
rápida desidratação, acidose, câimbras musculares e colapso respiratório, podendo levar o paciente 
a morte em um período de 4 a 48 horas, se não houver tratamento. 
• Hepatite A: Febre, mal-estar geral, falta de apetite, náuseas e dores abdominais seguidas de ic-
terícia. A convalescença é prolongada e a gravidade aumenta com a idade, porém há recuperação 
total sem sequelas. 
• Amebíase: Infecção causada por um protozoário parasita que atinge os intestinos. As enfermida-
des variam desde uma disenteria aguda e fulminante, com febre e calafrios e diarreia sanguinolenta 
ou mucoide (disenteria amebiana), até um mal-estar abdominal leve e diarreia com sangue e muco 
alternando com períodos de estremecimento ou remissão. 
• Giardíase: Diarreia crônica com cheiro forte, fraqueza e cólicas abdominais, graças às toxinas que 
libera. Gera um quadro de deficiência vitamínica e mineral e, em crianças, pode causar a morte, se 
não houver tratamento. 
• Leptospirose: Ocorre com mais frequência em épocas de chuva ou alagamento, pode apresentar 
uma simples gripe e até complicações hepáticas e renais graves. 
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Sendo assim, a preocupação com a qualidade da água é tratada com mais complexidade na medida 
em que assume aspectos ambientais, econômicos, políticos e sociais, envolvidos na gestão pública, 
sob responsabilidade do Estado. Além disso, a degradação ambiental, que afeta a qualidade das 
águas de rios e lagos, originada do acelerado e desorganizado desenvolvimento industrial e os indi-
cadores de abrangências da cobertura do saneamento básico do país, são fatores que nos fornecem 
um quadro dramático da situação atual do país. 
Já, acerca da relevância científica, quanto maior o volume de água poluída, mais difícil fica seu tra-
tamento e mais propício ao desenvolvimento de novas doenças ou fortalecimento genético das já 
existentes o local fica sujeito. Existem algumas formas de prevenção da poluição hídrica, tal como a 
redução ou eliminação de resíduos na fonte, que significa reduzir ou eliminar o uso de substâncias, 
poluentes e contaminantes. E, ainda que tais formas de prevenção não se mostrarem suficientes, 
existem outras formas de tratamento a fim de melhorar a qualidade das águas, como o tratamento 
de água potável, o tratamento de efluentes domésticos, industriais e agrícolas, entre outros. 
No ano de 1972, entre os dias 5 a 16 de junho, foi realizada a 1º Conferência das Nações Unidas 
sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia, chamada de Conferência de Estocolmo,da qual 
resultou a elaboração da Declaração da Conferência da ONU do Meio Ambiente, que traz a tona 
alguns temas referentes à proteção e melhoramento do meio ambiente. 
Referida declaração aponta metas de defesa e melhoramento do meio ambiente para as populações 
atuais e futuras, além de elencar diversos princípios acerca dos direitos fundamentais do homem na 
sociedade e da importância dos recursos naturais existentes no planeta Terra. Além disso, nos mos-
tra que as deficiências do meio ambiente, originárias das condições de subdesenvolvimento, e os 
desastres naturais trazem diversos problemas à sociedade, sendo que, para melhorar tal situação, 
requer-se uma cooperação internacional, a fim de arrecadar recursos que ajudem esses países em 
desenvolvimento a melhorar seu ambiente em proveito do homem e deste nas futuras sociedades. 
Mais tarde, foi realizada a 2ª Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, 
chamada de Eco-92 ou Rio-92, entre os dias 3 a 14 de junho de 1992, no Rio de Janeiro, e contou 
com mais ou menos 150 chefes de Estado e mais de 3.000 participantes, entre técnicos, cientistas e 
jornalistas, com o fim de buscar mecanismos de preservação dos recursos naturais existentes no 
planeta Terra. 
As reuniões entre o 1º e 3º mundos resultaram na aprovação de diversas convenções, acordos e 
documentos. Entre eles, estão: a Agenda 21, documento que contém 2.500 recomendações para 
implementação da sustentabilidade no planeta; convenções para o combate à desertificação; con-
venções acerca do clima, a qual estabelece estratégias para o combate ao efeito estufa e da qual 
resultou o Protocolo de Kyoto, que tem como objetivo a redução da emissão de gases causadores 
do efeito de estufa; convenções sobre a biodiversidade, a qual prevê objetivos para a preservação 
das espécies de cada país e para a exploração sustentável do patrimônio genético. 
Além disso, a Eco-92 também aprovou a Carta da Terra, que nos traz desafios para o futuro do meio 
ambiente. Nela, há uma busca constante de inspiração dos povos, a fim de trazer um pensamento 
global de sustentabilidade, baseada no respeito pela natureza e pelos direitos humanos fundamen-
tais. Isso significa que, para superarmos a situação global atual de estrema devastação ambiental, é 
preciso juntar esforços e formar uma aliança global para cuidar do planeta e, para que isso seja 
possível, é necessária a responsabilidade de uns para com os outros. Além disso, referida carta nos 
traz diversos princípios a serem seguidos, a fim de que sejam avaliadas as condutas de todos perante 
a sociedade. 
O objetivo de tal estudo é explicar como a poluição hídrica pode impactar ecossistemas, e esclarecer 
como funcionam os sistemas de tratamento de água. 
O estudo foi montado com base em dados relacionados à qualidade da água em todo o planeta, 
fornecidos pela ONU-Habitat, pela Organização Mundial da Saúde – OMS, pela Organização das 
Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO, pela ONU Água, pela UNESCO, entre outros 
programas da ONU. 
O relatório indica que o grande crescimento populacional e urbano em todo o planeta fez com que a 
produção de alimentos expandisse e intensificasse, colocando pressão sobre os recursos hídricos, 
além de aumentar a descarga não regulamentada ou ilegal de água contaminada diretamente nos 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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ecossistemas. Segundo estatísticas do estudo, dois milhões de toneladas de esgoto, resíduos indus-
triais e agrícolas são descarregados em cursos de água do mundo (informações de 2010 – Pnuma 
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). 
Isso representa uma ameaça global para a saúde humana e para o meio ambiente, tendo conse-
quências imediatas e a longo prazo nos esforços de redução da miséria e pobreza. 
Dados referentes à água doce e aos ecossistemas costeiros de todos os continentes também são 
tratados pelo estudo, os quais a humanidade depende há milhões de anos e estão cada vez mais 
ameaçados. 
Fica bem claro que as demandas futuras de água não poderão ser usadas enquanto a gestão de 
águas contaminadas – também chamadas de residuais – não for solucionada. 
Águas residuais são definidas como “uma combinação de um ou mais dos seguintes: efluentes do-
mésticos compostos de águas negras (fezes, urina e lama fecal) e águas cinza (água residuais da 
cozinha e banhos); água de estabelecimentos comerciais e instituições, incluindo hospitais; industrial 
de águas pluviais, efluentes e outros canais urbanos; efluentes da agricultura, horticultura e aquicul-
tura matéria, tanto ou dissolvidos quanto suspensos”. 
As águas residuais contribuem para a transmissão de doenças por micróbios de água fecal que con-
taminam os humanos por ingestão, e também por piscinas e coletas de águas residuais que permitem 
a multiplicação de vetores de doenças humanas. 
Segundo o GRID – Arendal (centro colaborativo do Pnuma) além de serem prejudiciais à saúde, as 
águas residuais também contribuem para impactos em diferentes ecossistemas, como o derretimento 
das calotas polares, ainda, explica que a falta de tratamento das águas residuais provoca emissões 
de gases – particularmente de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N20), que 
contribuem para o efeito estufa, conduzindo a temperaturas mais elevadas, levando à fusão das 
calotas polares. 
Segundo o relatório, os principais culpados por essa contaminação são os países em desenvolvi-
mento. De acordo com o Pnuma, reverter completamente a situação já é impossível, mas algumas 
medidas podem amenizar o quadro. Entre elas: – proteger as áreas de terra úmida, que agem como 
filtros naturais do esgoto; – usar os dejetos dos animais como fertilizante, ao invés de despejá-los na 
água; – adotar sistemas de reciclagem de água– e investir em projetos multimilionários para o trata-
mento de esgoto. 
Relatório: Cuidando das Águas - PNUMA 
O relatório em questão é produto de uma parceria da Agência Nacional de Águas (ANA) com o Pro-
grama das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), e com o Conselho Empresarial Brasileiro 
para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Esta teve como base o relatório intitulado “Clearing 
the Waters: a focus on water quality solutions”, lançado pelo PNUMA, em março de 2010. 
Enquanto o relatório “Sick Water” aborda os males das águas residuais, o relatório “Clearing the 
Waters: a focus on water quality solutions”, lançado no mesmo dia que o primeiro, foca nas soluções 
práticas de problemas que envolvem a situação da água em vários locais do planeta. 
Sob o título “Cuidando das Águas – soluções para melhorar a qualidade dos recursos hídricos”, a 
tradução incluiu um capítulo sobre ações e programas da Agência Nacional das Águas - ANA e de 
outras instituições, cujo objetivo é melhorar a qualidade das águas no Brasil. 
No mais, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o relatório chama a atenção para 
um dado alarmante: aproximadamente 4 (quatro) mil crianças menores de 5 anos morrem por dia em 
decorrência de doenças, tais como diarreia e cólera, que podem ter sua transmissão relacionada à 
qualidade da água. Dados como esses, fizeram com que a ONU declarasse, em 2010, o acesso à 
água como um Direito Humano. 
Conclui o relatório que o mundo enfrenta um rápido aumento do conjunto de desafios à qualidade da 
água, contudo, ainda existem soluções efetivas que podem ser implementadas. Existem diversas 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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escalas de soluções para os problemas da qualidade da água. A situação da qualidade da água e os 
regimes regulatórios que protegem esta qualidade variam muito nos diferentes países do mundo. 
Assim sendo, as recomendações para a solução dos desafios globais da qualidade da água passam 
pela educação e pela capacitação de recursos humanos, o estabelecimento de um marco legal, a 
disponibilização de recursos financeiros, tecnológicos e de infraestrutura, a coleta e processamentode dados e o monitoramento. 
As recomendações quanto às ações educativas e de capacitação são primeiramente de mudança 
das normas sociais, de militância por melhorias políticas e de exigência de investimentos mais inte-
ligentes. Uma das estratégias mais importantes para se realizar mudanças que favoreçam esses 
avanços é a promoção de mudança social por meio do emprego de ferramentas de educação e ca-
pacitação. Após estarem as pessoas convencidas quanto à importância da qualidade da água, é 
necessário que estejam aptas a avaliar a qualidade atual de cursos de água e tenham as ferramentas 
e as capacidades para implementar mudanças, então, a próxima fase da campanha educativa deve 
focalizar na avaliação da qualidade da água. 
Em seguida, segundo o relatório “(...) é preciso que os marcos legais e institucionais para a proteção 
da qualidade da água evoluam a partir das abordagens fragmentadas e muitas vezes impossíveis de 
fiscalizar existentes atualmente, rumo a um abordagem abrangente de prevenção contra poluição e 
proteção de mananciais, em conjunto com outras opções que reduzam a poluição hídrica, o consumo 
de energia e os riscos ambientais de uma só vez”. As recomendações trazidas incluem, como por 
exemplo, criar diretrizes internacionais sobre a qualidade da água, promover políticas-modelo de 
prevenção contra a poluição, entre outros. 
A obtenção de recursos financeiros é de suma importância, ou talvez de maior importância para o 
alcance de uma água de qualidade, e para isso, recomenda o relatório a criação de políticas basea-
das no princípio de que o poluidor pague para que atividades que lancem poluição em cursos de 
água internalizem os custos da poluição, em vez de promover a socialização desses custos e impac-
tos. 
Várias tecnologias e abordagens efetivas estão disponíveis para melhorar a qualidade da água. Me-
diante a disponibilização de recursos financeiros, é possível criar mecanismos que tratem e restau-
rem as águas, como por exemplo, “proporcionar assistência técn ica e logística para auxiliar as co-
munidades e os governos a implementar tecnologias e projetos de infraestrutura necessários para 
melhorar a qualidade da água”. 
E a última recomendação trazida ao presente relatório, e não menos importante, é a criação de dados 
de qualidade e monitoramento contínuo para alcançar ações efetivas para a melhoria da qualidade 
da água. Para isso, é fundamental o desenvolvimento de novas formas, mais baratas e rápidas, de 
analisar a qualidade da água. 
Por fim, o principal desafio para a manutenção da qualidade das águas ou a reversão de mananciais 
de situação crítica sem dúvidas é a proibição de lançamento de carga orgânica, ou seja, esgotos, 
nos mananciais. Para reverter esse quadro são necessários investimentos em ampliações do sistema 
de coleta de esgotos, em Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), ou no aumento de sua eficiên-
cia. 
Conclusão 
Atualmente, a poluição hídrica afeta toda a humanidade. A qualidade das águas é afetada pela ativi-
dade humana, seja ela doméstica ou comercial, agrícola ou industrial, trazendo diversos prejuízos, 
visto que a água é uma das maiores fontes de vida existente no planeta Terra. 
A humanidade utilizou e continua utilizando esse bem finito, sem o qual a sociedade jamais sobrevi-
veria, de forma banal, sem pensar nas consequências. O despejo de efluentes não tratados, trazidos 
de esgotos e levados a rios, ao mar e aos córregos, gera um completo desequilíbrio ambiental. Isso 
porque, além de afetar todo o ecossistema, altera também todo o processo natural dos seres vivos, 
devido às substâncias químicas despejadas, que podem levar a morte de animais e plantas. 
Além disso, a má utilização dos recursos hídricos, além de trazer diversos prejuízos à sociedade 
como um todo, acaba, consequentemente, ocasionando o surgimento de diversas doenças, tais como 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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febre tifoide, cólera, hepatite A, entre outras, e, consequentemente, ocasiona diversas mortes por 
ano, segundo os dados emitidos pela OMS. 
Para melhorar a situação atual nacional e internacional de utilização das águas, foram realizadas 
conferências (tal como a Conferência de Estocolmo, ocorrida em 1972, e a Eco-92, ocorrida em 
1992), aprovadas convenções e acordos entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos (Agenda 
21, Protocolo de Kyoto, Carta da Terra) e elaborados relatórios (Relatórios do PNUMA), que trazem 
formas de melhoramento da qualidade de água, formas de prevenção, metas futuras e princípios a 
serem seguidos por toda humanidade a fim de melhorar a qualidade das águas e, consequentemente, 
a qualidade de vida. 
Com o intuito de dirimir os males causados pela poluição hídrica, o relatório “Sick Water” traz à tona 
estatísticas gritantes, como por exemplo, que dois milhões de toneladas de esgoto, bem como resí-
duos industriais e agrícolas são descarregados em cursos de água do mundo. 
O objetivo de tal estudo, além de mostrar dados alarmantes quanto ao despejo de poluição nos eflu-
entes, ele também explica como a poluição hídrica pode impactar ecossistemas, e esclarece como 
funcionam os sistemas de tratamento de água. 
As águas residuais, além de serem prejudiciais à saúde, contribuem para impactos em diferentes 
ecossistemas, como o derretimento das calotas polares, e ainda a falta de tratamento das águas 
residuais provoca emissões de gases – particularmente de dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) 
e óxido nitroso (N20), que contribuem para o efeito estufa, conduzindo a temperaturas mais elevadas, 
levando à fusão das calotas polares. 
Como reverter a situação dos males que a poluição hídrica traz à sociedade já se tornou impossível, 
de acordo com o relatório da Pnuma, uma série de medidas podem amenizar esse quadro, entre elas 
proteger as áreas de terra úmida, que agem como filtros naturais do esgoto; usar os dejetos dos 
animais como fertilizante, ao invés de despejá-los na água; adotar sistemas de reciclagem de água; 
investir em projetos multimilionários para o tratamento de esgoto, entre outros. 
Enquanto o “Sick Water” aborda os males das águas residuais, o relatório intitulado “Cuidando das 
Águas – soluções para melhorar a qualidade dos recursos hídricos”, lançado no mesmo dia que o 
primeiro, foca nas soluções práticas de problemas que envolvem a situação da água em vários locais 
do planeta. 
As recomendações para a solução dos desafios globais da qualidade da água passam pela educação 
e pela capacitação de recursos humanos, o estabelecimento de um marco legal, a disponibilização 
de recursos financeiros, tecnológicos e de infraestrutura, a coleta e processamento de dados e o 
monitoramento. 
O relatório conclui ainda que o principal desafio para a manutenção da qualidade das águas ou a 
reversão de mananciais de situação crítica sem dúvidas é a proibição de lançamento de carga orgâ-
nica, ou seja, esgotos, nos mananciais. Para reverter esse quadro são necessários investimentos em 
ampliações do sistema de coleta de esgotos, em Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), ou no 
aumento de sua eficiência. 
Tendo em vista o apresentado, percebe-se que a poluição dos sistemas hídricos é um problema de 
toda sociedade. E se esta sociedade pretende possuir água potável que possa ser consumida no 
futuro, deve acima de tudo rever suas atividades, sejam elas domésticas, comerciais ou industriais, 
pois todas possuem implicações que acabam diretamente ou indiretamente degradando os manan-
ciais hídricos disponíveis. 
Portanto, a única maneira de resolver o problema da poluição é o desenvolvimento de políticas e 
programas de conscientização, tanto do poder público como da iniciativa privada, que esclareça que 
a água é um recurso renovável, porém finito e cada vez mais escasso. 
Poluição Orgânica das Águas 
Será que nossa casa tem algo haver com os peixes que morrem no rio? Infelizmente a resposta pode 
ser sim em muitos municípios do Brasil. Isto porque a poluição orgânicadas águas tem como uma das 
principais fontes os esgotos não tratados que saem das nossas casas. 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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Segundo o IBGE apenas 52,2% dos municípios brasileiros tem algum tipo de serviço de coleta de 
esgotos instalados. Mas como muitos têm os serviços somente parcialmente implantados apenas 
33,5% dos lares brasileiros têm este serviço disponível. E mesmo nestes o quadro é preocupante, pois 
apenas 20,2% do é coletado é tratado antes de chegar aos rios. Os outros 80% só afastam o dejeto 
das casas e o levam para os mananciais de água superficiais ou subterrâneos ainda com forte poder 
poluidor. 
Na água o esgoto, como todas as fontes orgânicas, acaba virando adubo para os microrganismos nela 
existente. O resultado é uma explosão populacional dos mesmos que acaba por consumir a maior parte 
do oxigênio livre disponível. O resultado é a morte dos peixes e outros animais aquáticos que dele 
necessitam. 
Em condições naturais também há entrada de material orgânico nas águas. Mas o ritmo é muito mais 
lento e os mecanismos naturais de digestão dão conta evitando estes picos populacionais. A degrada-
ção natural da matéria orgânica libera nutrientes para as algas. Estas, ao crescerem, liberam oxigênio 
via fotossíntese equilibrando o que é consumido na degradação pelos microrganismos. 
Por isto só podemos falar em poluição orgânica das águas quando o volume de matéria orgânica for 
superior a capacidade de depuração. Esta varia em função do volume de água (rios mais volumosos 
diluem a matéria orgânica), temperatura da água (mais quente ativa o metabolismo dos microrganis-
mos) e oxigenação (rios mais frios e rios mais encachoeirados têm mais oxigênio) 
Além de matar peixes a matéria orgânica pode disseminar doenças, pois muitos microrganismos pató-
genos vêem junto para a água. 
Além do esgoto doméstico há outras fontes importantes de poluição orgânica das águas. Uma pode 
ser o lixo mal disposto que é arrastado pelas chuvas fortes. Os sedimentos de solos erodidos também 
têm matéria orgânica. Os dejetos animais não tratados também podem parar nas águas e têm potencial 
poluidor maior que esgoto humano. A indústria do álcool combustível pode gerar muita poluição. No 
campo das indústrias as maiores fontes estão na indústria de alimentos, mas também em curtumes e 
fabricas que manipula produtos animais. 
O petróleo também é fonte orgânica de poluição, mas, por sua natureza seu impacto é diferente. Ele 
adere em animais e forma filme sobre a água impedindo a oxigenação. 
Por todos estes motivos a poluição orgânica das águas é um dos grandes desafios na sua proteção. 
Os órgãos ambientais já tiveram muito sucesso no controle da poluição industrial e têm avançado na 
poluição de origem agrícola. 
Mas no plano do saneamento ainda temos muito por fazer. Tanto no lixo como no de esgoto temos que 
investir muito em sistemas de tratamento. A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária calcula se-
rem necessários cem bilhões de reais para tratar todos os esgotos do país. Muito tem sido feito de 2002 
para cá pelo governo federal através do PAC. Mas a experiência mostra que estas obras só se efetivam 
no combate à poluição orgânica das águas quando a população liga suas casas nas redes coletoras. 
Temos muitos exemplos de gente que mesmo tendo rede na porta não faz sua parte e joga os dejetos 
no meio ambiente. 
Por isto a juventude tem que se mobilizar. É preciso cobrar dos governos as obras de controle do lixo 
e esgoto. Das indústrias e criadores temos que controlar a poluição e denunciar abusos. E de nossas 
famílias temos que cobrar participação ativa no combate à poluição orgânica das águas de cada casa. 
Só assim teremos águas mais limpas, vida aquática em abundância e mais saúde para todo mundo. 
Poluição da Água 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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A água pode ser contaminada de muitas maneiras: 
- pela acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água; 
- pelos esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos mares; 
 
- pelos resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos rios; 
- pelos produtos químicos que os agricultores utilizam para combater as doenças das suas plantas, e 
que as águas das chuvas arrastam para os rios e para os lençóis de água existentes no subsolo; 
- pela lavagem clandestina, ou seja, não autorizada, de barcos no alto mar, que largam combustível; 
- pelos resíduos nucleares radioactivos, depositados no fundo do mar; 
- pelos naufrágios dos petroleiros, ou seja, acidentes que causam o derrame de milhares de toneladas 
de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida marinha – as chamadas marés negras 
 
A poluição das águas tem sido um problema para a nossa sociedade, e é tempo de por fim a todo o 
custo este assunto. Nestes últimos anos o governo tem tentado ensibilizar a opinião pública para esta 
situação que tem vindo a agravar-se devido há falta de fundos. Também as indústrias, que cada vez 
fazem mais poluição sem qualquer medida proteccionista contribuem fortemente para o problema sem 
qualquer multa por parte do Governo. 
Nós neste trabalho vamos falar nas formas de poluição aquática no mundo e e no Brasil. Também 
vamos falar dos poluentes da água e os seus perigos para a sociedade. Durante um longo período de 
tempo, a introdução dos poluentes nos oceanos poderá conduzir a uma acumulação de substâncias 
tóxicas, a longo prazo, disseminando mortandade e contaminação de seres vivos do oceano. 
Uma vez chegado a isto, não há hipótese de voltar atrás mas não vamos deixar que isto se alastre para 
causas muito piores do que aquelas que já existem por isso contamos com a colaboração de toda a 
sociedade e começar a sensibilizar a sociedade escolar, ou seja, mais os alunos que serão o futuro de 
amanha para não continuarem a poluir como os nossos antepassados poluíram. 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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A maior parte dos poluentes atmosféricos reage com o vapor de água na atmosfera e volta à superfície 
sob a forma de chuvas, contaminando, pela absorção do solo, os lençóis subterrâneos. Nas cidades e 
regiões agrícolas são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios, 
lagos, lençóis subterrâneos e áreas de mananciais. 
Os oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios, além do lixo dos centros industriais 
e urbanos localizados no litoral. 
O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos, que aca-
bam por formar as chamadas "marés vermelhas" - que matam peixes e deixam os frutos do mar impró-
prios para o consumo do homem. Anualmente 1 milhão de toneladas de óleo se espalham pela super-
fície dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para ser absorvida. 
Desde há muito que os peritos marinhos e aquáticos argumentam que todos os novos compostos in-
troduzidos no nosso mar e rios deveriam ser considerados potencialmente letais. Eis um testemunho 
desses peritos: 
"No dia seguinte navegávamos sob vento fraco através de um oceano onde a água límpida estava 
cheia de massas flutuantes e negras de alcatrão, aparentemente sem fim… O Atlântico já não era azul, 
mas sim cinzento esverdeado e opaco, coberto de coágulos de petróleo que variavam de tamanho, 
desde a cabeça de um alfinete até às dimensões de uma sanduíche. No meio do lixo, flutuavam garra-
fas de plástico. 
Poderíamos estar num sujo porto citadino… Tornou-se claro para nós que a humanidade estava real-
mente a poluir a sua mais vital nascente, o indispensável filtro do nosso planeta, o oceano." 
Parte da poluição é muito visível: rios espumosos, um brilho oleoso à superfície de um lago, cursos de 
água atulhados de lixo doméstico (como é o caso do nosso rio Douro). Mas grande parte é invisível. 
Lagos afectados pelas chuvas ácidas podem ainda parecer muito bonitos mas sem vida. 
Infelizmente a agressão ao nosso ambiente aquático nãomilhões de anos, a 
área do atual deserto do Saara, por exemplo, era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que 
hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar. As rupturas na crosta terrestre e a 
deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios. Em conseqüência, seus climas 
passam por grandes transformações. As quatro glaciações já registradas – quando as calotas polares 
avançam sobre as regiões temperadas – fazem a temperatura média do planeta cair vários graus. 
Essas mudanças, no entanto, são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser 
medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Com o surgimento do homem na face da 
Terra, o ritmo de mudanças acelera-se. AGENTES DO DESEQUILÍBRIO : A escalada do progresso 
técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Quanto mais 
rápido o desenvolvimento tecnológico, maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Cada 
nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de 
poluição. A invenção da máquina a vapor, por exemplo, aumenta a procura pelo carvão e acelera o 
ritmo de desmatamento. 
A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Com a 
petroquímica, surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis, como alguns plásti-
cos. Crescimento populacional – O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas 
cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade 
da terra. Florestas cedem lugar a lavouras e criações, espécies animais e vegetais são domesticadas, 
muitas extintas e outras, ao perderem seus predadores naturais, multiplicam-se aceleradamente. Pro-
dutos químicos não-biodegradáveis, usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas 
lavouras, matam microrganismos decompositores, insetos e aves, reduzem a fertilidade da terra, po-
luem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos. 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. A grande cidade usa os recursos naturais em 
escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade 
da natureza de construir novas situações de equilíbrio. Economia do desperdício – O estilo de desen-
volvimento econômico atual estimula o desperdício. Automóveis, eletrodomésticos, roupas e demais 
utilidades são planejados para durar pouco. O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos 
naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumen-
tam a quantidade de lixo no meio ambiente. 
A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. Nos países pobres, o 
ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estru-
tura, principalmente da rede de saneamento básico. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo 
urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera, nas águas ou no solo. 
A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a 
extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. Cresce o desma-
tamento e a superexploração da terra. Lixo – Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biode-
gradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio 
ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plás-
ticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos. 
As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor, e os plásticos levam de 
quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito 
para esses resíduos. Resíduos radiativos – Entre todas as formas de lixo, os resíduos radiativos são 
os mais perigosos. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de gera-
ção de energia elétrica, em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médico-hospitalares. 
Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível, não podem ser destruídas e perma-
necem em atividade durante milhares e até milhões de anos. Despejos no mar e na atmosfera são 
proibidos desde 1983, mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas 
substâncias. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto, à prova 
de radiação, que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis. 
Essas precauções, no entanto, nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. Em con-
tato com o meio ambiente, as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas 
que formam os tecidos vivos, provocam alterações genéticas e câncer. Ameaça nuclear – Atualmente 
existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo – a maioria no Reino Unido, 
EUA, França e Leste europeu. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de 
segurança provocam graves acidentes nucleares. O primeiro deles, na usina russa de Tcheliabínski, 
em setembro de 1957, contamina cerca de 270 mil pessoas. 
O mais grave, em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, deixa mais de trinta mortos, centenas de feridos e 
forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa. O número de pessoas contaminadas é 
incalculável. No Brasil, um vazamento na Usina de Angra I, no Rio de Janeiro, contamina dois técnicos. 
Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia, em 1987: o 
Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137, usada em equipa-
mento radiológico. Encontrada e aberta por sucateiros, em pouco tempo provoca a morte de quatro 
pessoas e a contaminação de duzentas. Submarinos nucleares afundados durante a 2a Guerra Mundial 
também constituem grave ameaça. 
O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata. DESERTIFICA-
ÇÃO: Desertificação é o empobrecimento dos ecossistemas áridos, semi-áridos e subúmidos em vir-
tude de atividades humanas predatórias e, em menor grau, de mudanças naturais. Atualmente, 34% 
(49.384.500 km²) das terras emersas do planeta são propensas à desertificação. As áreas mais afeta-
das são o oeste da América do Sul, o Nordeste do Brasil, o norte e o sul da África, o Oriente Médio, a 
Ásia Central, a Austrália e o sudoeste dos Estados Unidos. Desde a primeira Conferência Mundial sobre 
Desertificação, no Quênia, em 1977, os cientistas têm mostrado que o aumento das regiões áridas do 
mundo não decorre somente da progressão natural dos desertos, em geral resultado de alterações 
climáticas e fenômenos tectônicos ao longo de milhares de anos. 
Esse alastramento vem sendo provocado principalmente pelo homem, por meio do desmatamento de 
extensas áreas de floresta; da agropecuária predatória, que emprega técnicas inadequadas de cultivo 
e pastoreio; e de alguns tipos de mineração, como a extração dos cristais de rocha, que removem a 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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camada superficial do solo. Essas atividades levam à diminuição da cobertura vegetal, ao surgimento 
de dunas, ao esgotamento dos solos, à perda de água do subsolo, à erosão e ao assoreamento dos 
rios e lagos. 
E o problema é agravado pelo efeito estufa, pela chuva ácida e pelo buraco na camada de ozônio. 
Quando o solo se desertifica, as populações buscam outras terras, onde repetem os mesmos erros 
cometidos anteriormente. Com isso criam novas áreas desertificadas, num ciclo contínuo. A conse-
qüência é a migração, que acaba formando cinturões de pobreza ao redor dos centros urbanos. 
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem atualmente 500 milhões de refugiados 
ecológicos em todo o mundo, número que deve dobrar até o final da década.Esses refugiados foram 
obrigados a abandonar suas terras devido à degradação ambiental. A desertificação, a longo prazo, 
poderá causar uma diminuição drástica das terras férteis, o que, aliado ao aumento da demanda por 
alimentos, pode levar a um aumento da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é necessário 
conter o avanço dos desertos com medidas como o reflorestamento, o controle do movimento das 
dunas e a rotação de culturas. É possível também controlar a erosão com o plantio em terraços e curvas 
de nível nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da cultura anterior, evitando a expo-
sição do solo ao sol, à chuva e ao vento. RECICLAGEM é o processo de transformação de materiais 
usados em novos produtos. 
A reciclagem é empregada na recuperação de uma parte do lixo sólido. Os objetos mais comuns são o 
papel, latas de alumínio e aço, vidro, plástico e restos de jardim. Uma vez reciclados, esses materiais 
são reaproveitados, podendo ser encontrados em produtos como livros, fitas de áudio e vídeo, lâmpa-
das fluorescentes, concreto, bicicletas, baterias e pneus de automóvel. O gerenciamento do lixo sólido 
por meio da reciclagem, além de ajudar na preservação dos recursos primários existentes na natureza, 
permite a redução do volume do lixo e a diminuição da poluição do ar e da água. Traz também economia 
de energia e de água na produção. 
O papel reciclado, por exemplo, requer cerca de 74% a menos de energia e 50% a menos de água do 
que o papel obtido de madeira virgem. Por outro lado, a reciclagem pode contribuir para a poluição do 
ar e da água se os produtos químicos empregados no reprocessamento dos materiais não forem usa-
dos de forma apropriada. Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que 
mais reciclam. 
O Japão reutiliza 50% do seu lixo sólido. Neste país, um dos mais engajados em questões de preser-
vação ambiental, são comuns diversos tipos de reciclagem, como o reaproveitamento da água do chu-
veiro na privada. Já a Europa Ocidental recupera 30% de seu lixo e os Estados Unidos reciclam 11%. 
Nesse país, a produção de lixo por pessoa é o dobro da de qualquer outro país: em média 1,5 kg por 
dia. No final de um ano são 10 bilhões de toneladas de lixo. Nova York é a cidade que mais produz lixo 
no mundo: uma média diária de 13.000 t. O Brasil e os EUA lideram a reciclagem de latas: reaproveitam 
cerca de 60% das latas produzidas. 
Eutrofização 
Processo natural em ambientes aquáticos, a eutrofização consiste no aporte excessivo de nutrientes 
em um ecossistema, elevando as taxas de produção primária e geração de biomassa. Comum em la-
gos, este fenômeno desenvolve-se na natureza ao longo de extensos períodos geológicos; entretanto, 
resíduos provenientes de atividades antrópicas têm acelerado este processo, alterando a dinâmica de 
lagoas e outros ecossistemas costeiros como baías e estuários. Tal mudança, por sua vez, tem afetado 
a qualidade da água, causando diversos prejuízos à fauna e flora aquáticas, e à saúde humana. 
Estado Trófico dos Ambientes Aquáticos e Tipos de Eutrofização 
A quantidade de nutrientes disponíveis no meio aquático permite sua classificação em quatro estados 
diferentes: oligotrófico, quando pobre em nutrientes e com baixa produtividade primária (ex.: níveis de 
fósforo = 0,3 µM); mesotrófico, quando a concentração de nutrientes é intermediária (ex.: fósforo em 
torno de 0,8 µM), resultando em águas moderadamente fertilizadas; eutrófico, quando apresenta ele-
vada concentração de nutrientes, acima do estado natural (ex.: fósforo > 2,6 µM); e, por fim, hipertrófico, 
que corresponde ao estágio mais avançado de eutrofização, com concentração de nutrientes muito 
acima do normal (ex.: fósforo > 30,6 µM). 
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As mudanças na concentração de nutrientes podem resultar do processo natural de evolução geológica 
em um ecossistema, como por exemplo um lago que passa pelas etapas de sucessão ecológica. Neste 
caso, a eutrofização promove mudanças na estrutura e composição da comunidade biótica (impactando 
a biodiversidade local), além de alterar os processos sedimentares e a produtividade primária, ele-
vando-a. 
Áreas de ressurgência e regiões polares marinhas são exemplos de ecossistemas altamente produti-
vos e naturalmente eutrofizados. Por outro lado, a eutrofização também pode ser fruto de diversas 
atividades desempenhadas pelo homem, recebendo a denominação de eutrofização cultural. As prin-
cipais causas para este processo são a poluição orgânica por fontes pontuais, como o despejo de 
esgoto não-tratado e efluentes industriais, o escoamento de fertilizantes agrícolas e o desmatamento 
de mata ciliar (intensificando o processo erosivo). 
Além disso, alguns aquicultores também “fertilizam” a água intencionalmente para elevar a produtivi-
dade primária, estimulando o desenvolvimento da cadeia trófica no sentido base-topo (em inglês, bot-
tom-up); com isso, objetiva-se o aumento da densidade e biomassa de peixes e outros organismos 
cultivados. 
 
Lago eutrofizado. Foto: Csehak Szabolcs / Shutterstock.com 
Efeitos da Eutrofização 
De forma geral, a eutrofização provoca o crescimento excessivo de algas, em especial clorofíceas e ci-
anobactérias, e macrófitas aquáticas, devido ao aumento na disponibilidade de nutrientes necessários 
para a fotossíntese, como o fósforo e nitrogênio. Estas florações limitam a penetração de luz e provo-
cam o aumento da turbidez na coluna d’água, alterando também os níveis de oxigêniodissolvido, que 
tornam-se reduzidos devido ao acúmulo de matéria orgânica semi ou não degradada. 
Isto, por sua vez, provoca o desbalanceamento da cadeia trófica, afetando toda a estrutura da comuni-
dade aquática; em ecossistemas eutrofizados, peixes planctófagos (que alimentam-se de partículas 
suspensas na coluna d’água) tendem a ser dominantes, enquanto espécies piscívoras (que alimentam-
se de outros peixes) parecem ser mais abundantes em ambientes oligotróficos. Além disso, regiões 
culturalmente eutrofizadas apresentam menor biodiversidade de organismos aquáticos frente à ecos-
sistemas oligotróficos. 
O aporte excessivo de matéria orgânica no ambiente associado às florações de algas e macrófitas 
aquáticas, levam à redução dos níveis de oxigênio na coluna d’água, que tornam-se ainda mais críticos 
quando estes vegetais morrem. A decomposição de matéria orgânica por bactérias aeróbicas esgota o 
O2 dissolvido na água, criando uma zona hipóxica ou anóxica (com baixa ou nenhuma concentração 
de O2; em inglês, dead zones), que resulta na mortandade de vários organismos, especialmente peixes, 
que necessitam de concentrações relativamente altas de O2 para garantir sua sobrevivência. 
A partir de valores próximos a 1,5 mg.L-1 O2 na coluna d’água, a mineralização da matéria orgânica 
passa a ser realizada por bactérias anaeróbicas, que liberam substâncias tóxicas para os organismos 
como o gás sulfídrico (H2S), amônio (NH4) e metano (CH4), como produtos finais desta reação. Além 
disso, o processo de anaerobiose é lento e pouco eficiente, ocasionando o acúmulo de matéria orgânica 
no ambiente, especialmente nos sedimentos, que tornam-se lodosos e escuros. 
Estas características encontram-se presentes em várias regiões da baía de Guanabara - RJ, um dos 
principais estuários brasileiros, que encontra-se altamente eutrofizado devido ao despejo de esgoto in 
natura (industrial e urbano) e vazamentos de óleo. Desta forma, a eutrofização cultural altera a quali-
dade ambiental e da água, afetando a navegação, atividades turísticas e recreativas, o recurso pes-
queiro (pois zonas hipóxicas podem causar a mortandade de espécies economicamente importantes), 
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e a própria saúde pública, visto que as florações de algas podem liberar toxinas nocivas à saúde hu-
mana. 
Poluição Por Óleo 
Algumas das formas de se contaminar um oceano com óleo podem ser: vazamentosespontâneos (que 
ocorreram em milhares de anos), mas também por intervenção do Homem através das descargas ur-
banas e industriais, vazamento de combustível, acidentes nas plataformas de exploração de petróleo, 
ou até mesmo nos portos, vazamentos de oleodutos, mas principalmente as maiores formas de polui-
ção de água por óleo são: despejos residenciais e industriais. 
A contaminação de águas por óleo é algo enorme, pois apenas um litro de óleo é capaz de contaminar 
um milhão de litros de água, fora o fato de que isso atrai ratos e baratas e animais peçonhentos como 
o escorpião. 
Consequências Da Poluição De Águas Com Óleo: 
Naturais: 
-Redução da fotossíntese de algas, como o óleo é menos denso que a água e são substancias que não 
se misturam o óleo forma uma camada por cima da água, o que impede que raios solares atravessem 
essa camada e cheguem às algas, 
-Redução da passagem de oxigênio do ar para a água, novamente por causa da película de óleo, 
-O óleo acaba por depositar nas brânquias de muitos dos animais marinhos, o que os leva a morte por 
asfixia, 
-Também pode ficar aderido nas penas de aves aquáticas, como pinguins, pelicanos, patos, entre ou-
tras, fazendo assim com que suas temperaturas corporais caiam muito, levando-os muitas vezes à 
morte por hipotermia, quando não chega a ocorrer morte dificultam a sobrevivência, pois fica mais difícil 
para obterem comida e o fato de tentarem tirar o óleo da pela com o bico faz com que acabem ingerindo 
o mesmo, levando assim à morte por intoxicação, 
 
Poluição Por Óleo 
Econômicas: 
-Primeiramente falando, principalmente se o óleo derramado for o petróleo podemos notar um grande 
prejuízo para a empresa que irá perder muito dinheiro com a perda do produto. 
-Mas mesmo economicamente falando não irá afetar apenas a empresa, mas também pessoas que 
trabalham com pesca, irão perder produto por causa da intoxicação dos animais marinhos com o óleo. 
Conscientização: 
Falamos até agora de grandes desastres ou de vazamentos muito fortes, mas cada um tem que fazer 
a sua parte e isso começa em casa, devemos separar o óleo usado em garrafas pet e levar nos locais 
adequados para serem descartados, ou outra ideia muito boa é usar o óleo para fazer sabão, é simples, 
e alem de ajudar a natureza ira economizar, muitas pessoas usam como fonte de renda a venda de 
sabão feito com óleo de cozinha usado. 
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Mesmo sendo uma quantidade pequena se for jogado no ralo de sua pia alem de poder incrustar no 
encanamento e causar complicações desagradáveis em sua casa, pode poluir muito, pois como já foi 
dito apenas um litro de óleo pode contaminar um milhão de litros de água. 
Você sabia que um litro de óleo pode poluir 10 mil litros de água? Está entre os produtos que mais 
poluem quando despejados na natureza terrestre ou nos rios que compõe este extenso país verde de 
amarelo. Assim com as gorduras os óleos são insolúveis, não se misturam com o líquido. Saiba mais 
sobre a poluição do óleo de cozinha. 
Terrenos Prejudicados 
Nos lixões e aterros sanitários prejudicam ainda o solo já danificado pelo acúmulo de lixo. Os micror-
ganismos migram para outros nichos e a qualidade do solo fica em níveis considerados baixos. 
 
Poluição Por Óleo 
Caminho Da Limpeza 
Após despejado na pia o óleo vai direto aos córregos. Até mesmo o encanamento das casas fica pre-
judicado com a ação da essência. Gordura e óleo são considerados a mesma coisa, a diferença está 
no estado físicos existente em cada forma. 
Qualquer tipo de gordura que é eliminada dos pratos quando se lavar a louça passe pelo mesmo efeito, 
com a adição dos detergentes, aumentando o nível de poluentes que seguem aos reservatórios nacio-
nais. Os filtros não conseguem conter a movimentação. 
Enchentes e Efeito Estufa 
Óleos e gorduras ficam nas bordas dos rios. Acúmulo que prejudica o nível de impermeabilização das 
águas geradas pelas chuvas, aumentando as incidências de enchentes e colaborando de forma direta 
com o agravamento do efeito estufa. 
Isso acontece por causa da água contaminada que quando entra em contato com as movimentações 
marítimas, gerando gás metano, componente agressor à atmosfera. Óleo nos rios colabora de forma 
direta com o crescimento do gás estufa. 
Projetos: Empresas implantadoras de projetos que ambicionam realizar o recolhimento das latas e gar-
rafas com restos de óleos usados ganham destaque à opinião pública. Somente com auxílio da inicia-
tiva privada se pode pensar em soluções que melhorem as condições dos rios poluídos por óleos. 
 
Poluição por Óleo 
 POLUIÇÃO HÍDRICA 
 
 
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Discussão ao Redor do Globo 
Os países estão se conscientizando aos poucos da legítima problemática. As convenções ao redor do 
mundo pata tratar da poluição de óleo no mar gerado por embarcações marítimas. Desde a metade do 
século passado o tema foi notado e discutida em nível global. Nações são interligadas por vias fluviais, 
poluição do vizinho pode prejudicar de forma considerável. 
A OILOPOP 1954 é considerada como primeira convecção internacional que discuti a essência do 
problema em nível internacional. Depois do documento foram inúmeras convenções para tratar espe-
cificamente da problemática. 
No ano de 1969, em Bruxelas, foi realizada a Convenção da Responsabilidade Civil por Danos Causa-
dos pela Poluição de Óleo, com incumbência de aumentar a penitência aos responsáveis por derrama-
mento nos mares. 
A convenção está ratificada em quase oitenta países, acrescentando o Brasil. Estados Unidos como 
de costume não participa da lista, evidenciando a posição do país destaque na economia que sempre 
está favorável ao desenvolvimento econômico em detrimento da natureza. 
Poluição da água e seus perigos para a saúde e o meio ambiente 
A água é essencial para a nossa vida. Ela representa cerca de 70% da massa do corpo humano e seu 
consumo é fundamental para a sobrevivência humana. Podemos sobreviver se ficarmos períodos de 
até 50 dias sem nos alimentarmos, porém, não é possível ficar mais de quatro dias sem o consumo de 
água. Ela também é importante para a produção de alimentos, de energia e de bens industriais de 
diversos tipos. Resumindo, é o recurso mais importante para nossa sociedade e para a vida na Terra. 
Grande parte da água presente em nosso planeta, no entanto, não pode ser usada para boa parte das 
tarefas citadas. Mesmo cobrindo mais de 3/4 do planeta, cerca de 97,3% do líquido vital está presente 
nos oceanos (água salgada), sendo imprópria para uso. A água doce representa 2,7% do total, mas 
2,4% dela está situada em locais de difícil acesso, em regiões subterrâneas e nas geleiras, sobrando 
0,3% para utilização. No Brasil, temos 13% da água doce disponível no mundo, com a grande maioria 
(73%) localizada na bacia amazônica. 
A poluição da água é a contaminação dos corpos d'água por elementos físicos, químicos e biológicos 
que podem ser nocivos ou prejudiciais aos organismos, plantas e à atividade humana. Deu para per-
ceber que se trata de uma questão bem séria. 
Um fator preocupante desse tipo de poluição é que os lençóis freáticos, os lagos, os rios, os mares e 
os oceanos são o destino final de todo poluente solúvel em água que tenha sido lançado no ar ou no 
solo. Desta forma, além dos poluentes já lançados nos corpos d'água receptores, as águas ainda re-
cebem os poluentes vindos da atmosfera e litosfera (solo). 
Categorias 
As fontes de poluição da água são separadas em duas categorias, dependendo da origem do poluente. 
Fontes pontuais 
São fontes individuais facilmente identificadas, como um encanamento ou uma vala. Exemplos dessa 
categoria incluem os lançamentos de poluentes de uma fábrica diretamente na água. 
Fontes não pontuais 
Também chamadas de fontes difusas, são relacionadas à contaminação que não é originada de uma 
fonte individual e discreta. Como elas não são provenientes de um ponto de lançamento ou de geraçãonocivas na privada; 
• Não jogue tintas, solventes, óleos e outros produtos que contenham químicos diretamente 
no ralo; 
• Use a água corretamente, evite desperdícios. 
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