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https://enfermagemilustrada.com/centro-cirurgico/ https://www.enfconcursos.com/questoes/index/d/397035/page/2 https://www.pciconcursos.com.br/simulados/legislacao-do-sus http://sindsaudesp.org.br/download/documentos/coletanea.pdf https://www.romulopassos.com.br/img/uploads/Politica_Nacional_de_Atencao_Basica_2017-Site-Romulo-Passos.pdf 6. Muitos pacientes são diagnosticados com Diabetes e necessitam de insulina periodicamente. Por isso, recebem da equipe multiprofissional das Unidades Básicas de Saúde (UBS) orientações para realizar administração da medicação via subcutânea domiciliar. Essa aplicação é também denominada como A) intradérmica. B) intratecal. C) intramuscular. D) hipodérmica. E) intravenosa. 7.Paciente apresenta emagrecimento aparente, relata febre, calafrios, sudorese noturna e tosse produtiva por cerca de três meses. O exame físico comprova que o paciente encontra-se desidratado e dispneico. Uma radiografia torácica demonstrou lesões escavadas e opacidades apicais bilaterais. Com base nas apresentações clínicas e radiológica, o médico solicitou a coleta de escarro do paciente para investigação de TB (tuberculose). Assinale algumas das orientações prévias a serem dadas ao paciente quando da coleta de escarro por expectoração. A) Pedir ao paciente que higienize bem a cavidade oral, utilizando creme dental e/ou solução antisséptica. B) Repassar ao paciente que o volume ideal para o escarro de expectoração é de 1 mL. C) Caso o paciente use prótese dentária, orientá-lo a removê-la antes da coleta. D) Caso não seja possível levar o material até a unidade de saúde em até duas horas, o paciente deve manter a amostra em temperatura ambiente e em contato com a luz solar. E) Não estimular a ingestão de grande volume de água na noite anterior à coleta. 20. Para controle e prevenção de doenças, uma das principais medidas de intervenção é a imunização, sendo ela o grande objetivo da vacinação. Portanto, a vacinação confere ao indivíduo vacinado imunidade contra diversas doenças, sendo o imunobiológico administrado que propiciará essa proteção. Sabendo que as vacinas podem ser vivas ou inativadas (não vivas), assinale a alternativa que apresenta um dos constituintes das vacinas vivas. A) Produtos tóxicos dos microrganismos. B) Vacinas obtidas pela engenharia genética. C) Vacinas de subunidades ou de fragmentos de microrganismos. D) Microrganismos atenuados, obtidos pela seleção de cepas naturais (selvagens). E) Vacinas conjugadas a proteínas 21. Segundo as Diretrizes Nacionais para Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), são atribuições da equipe multidisciplinar, EXCETO A) identificar e treinar os familiares e/ou cuidador dos usuários, envolvendo-os na realização de cuidados, respeitando os seus limites e potencialidades. B) acolher demanda de dúvidas e queixas dos usuários e familiares e/ou cuidador como parte do processo de Atenção Domiciliar. C) elaborar reuniões para cuidadores e familiares. D) promover treinamento pré e pós-desospitalização para os familiares e/ou cuidador dos usuários. E) utilizar linguagem técnica ao abordar usuários e familiares a fim de evitar que estes reconheçam o cuidado a ser prestado e dessa forma interfiram na assistência da equipe multidisciplinar. 24. Em 2017, segundo o Governo Federal, o Programa Nacional de Imunização (PNI) irá distribuir 300 milhões de doses de vacinas e soros em todo o Brasil. Dentre essas vacinas, está a HPV, que tem como objetivo prevenir os cânceres de pênis, ânus, garganta e redução da incidência do câncer de colo do útero e vulva. Dessa forma, o calendário vacinal atual prevê A) a vacinação de homens e mulheres dos 9 aos 26 anos, desde que sexualmente ativos e com múltiplos parceiros. Entende-se que usuários com esse perfil oferecem maiores riscos de transmissão coletiva. B) a vacinação de meninas até os 14 anos, além dos imunocomprometidos, incluindo pacientes oncológicos. Estes devem receber 2 doses com intervalo de 6 meses entre uma dose e outra e deverão comparecer à unidade de saúde de referência mensalmente para exames laboratoriais. C) a vacinação de meninos de 12 a 13 anos e meninas até os 14 anos, além dos transplantados de órgãos sólidos, medula óssea, pacientes oncológicos e homens e mulheres dos 9 aos 26 anos com HIV/Aids. D) a vacinação de homens e mulheres com HIV/Aids dos 9 aos 26 anos por meio de 3 doses com intervalo de 2, 4 e 6 meses. No entanto, a vacinação está condicionada ao acompanhamento clínico do HIV/Aids durante os 6 meses de vacinação. E) a vacinação exclusivamente de meninas imunocomprometidas até os 14 anos. Meninas nessa faixa etária apresentam comportamento de risco e estão mais expostas e vulneráveis a situações de violência e abuso sexual. 25. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é composta pelos seguintes equipamentos de saúde: A) as unidades básicas de saúde (UBS), salas de estabilização, centros de atenção psicossocial (CAPS), centros de orientação e aconselhamento HIV/AIDS (COA), consultório na rua, comunidades terapêuticas e enfermarias especializadas em hospital geral. B) as unidades básicas de saúde (UBS), centros de atenção psicossocial (CAPS), centro de especialidades médicas (CEM), SAMU 192, UPA 24 horas, salas de estabilização e centros de referência especializados em assistência social (CREAS). C) as unidades básicas de saúde (UBS), os centros de referências especializados em assistência social (CREAS), o consultório na rua, os centros de atenção psicossocial (CAPS), as comunidades terapêuticas, o SAMU 192 e UPA 24 horas. D) o consultório na rua, serviços residenciais terapêuticos, centros de convivência, centros de atenção psicossocial (CAPS), unidades básicas de saúde (UBS), SAMU 192 e UPA 24 horas. E) o consultório na rua, os centros de atenção psicossocial (CAPS), unidades básicas de saúde (UBS), SAMU 192, UPA 24 horas, narcóticos anônimos (NA) e alcoólicos anônimos (AA). 26. A via Intramuscular é uma das principais vias de administração de medicamentos, pois, depois da via endovenosa, é a de mais rápida absorção. No entanto, uma medicação intramuscular pode ser bastante irritante e dolorosa para o paciente, pois penetra em tecidos musculares profundos, cercados de vasos e nervos. As vias de administração de medicação intramuscular são A) deltoide, bíceps braquial, ântero-lateral da coxa e dorso-glúteo. B) ventro-glúteo, deltoide, dorso-glúteo e ântero-lateral da coxa. C) bíceps braquial, dorso-glúteo, bíceps femoral e deltoide. D) deltoide, tríceps braquial, ântero-lateral da coxa e ventro-glúteo. E) ventro-glúteo, tríceps braquial, dorso-glúteo e grande oblíquo. 27. Segundo o Ministério da Saúde, denomina-se “Pé Diabético” a presença de infecção, ulceração e/ou destruição dos tecidos profundos associados a anormalidades neurológicas e a vários graus de doença vascular periférica em pessoas com Diabetes Mellitus. Sobre as orientações que os profissionais da área de saúde devem fazer aos pacientes para o autocuidado, marque a alternativa CORRETA. A) As pessoas com úlceras instaladas devem ser orientadas a ter acompanhamento mensal. B) O profissional deverá avaliar e orientar a hidratação dos pés, já que, na presença de neuropatia diabética, os pés repetidamente encontram-se com Artropatia de Charcot. C) O paciente precisa ser orientado e realizar o corte das unhas arredondadas, conforme a técnica. D) O cuidado do indivíduo deverá ser somente quando necessário, evitando, assim, alterações como o desenvolvimento de úlcera e outras complicações. E) Para prevenir feridas, o paciente deve ser orientado a utilizar meias claras e, se possível, com as costura de dentro para fora ou, de preferência, sem costura. Sapatosfechados, confortáveis, evitando o uso de sapatos apertados. 28. Sendo a pele o maior órgão de absorção em extensão do corpo humano, para que se faça a escolha adequada do curativo, é essencial a análise de uma ferida considerando: idade do paciente, estado geral do paciente, localização anatômica, as bordas da ferida, entre outras. Sendo assim, assinale a alternativa CORRETA. A) Quanto à fisiologia da cicatrização, a reparação de feridas ocorre pelas seguintes fases: inflamatória, proliferativa, maturação e primeira intenção. B) A limpeza completa da ferida permite identificar previamente os sinais flogísticos e outras alterações significativas da pele e da lesão. A limpeza adequada da ferida ajuda a reduzir o odor, tirar a umidade e diminuir infecções cruzadas. C) O curativo é um procedimento de cuidado de uma ferida ou lesão da pele por meio de uma limpeza rigorosa, com o objetivo de tratar e prevenir infecções, estancar a hemorragia, diminuir a incidência de infecção cruzada, tratar e cicatrizar as feridas. D) É indispensável realizar a higienização das mãos (antes e após o curativo) e fazer o uso de EPIs (como uso de jaleco de manga curta e luvas de procedimento) ao se realizar os curativos sépticos. E) As feridas devem ser limpas do local mais contaminado para o menos contaminado, sendo a solução fisiológica a 0,9% ideal para a limpeza e tratamento das feridas. 29. Dentro da Central de Material Estéril (CME), há o arsenal onde ficam armazenados todos os materiais estéreis. A validade de esterilização é o prazo de segurança em que o conteúdo do pacote mantém a sua condição de esterilidade. Existem alguns fatores que interferem no estabelecimento desse prazo, como A) o método de selagem e tipo de embalagem empregados. B) a temperatura da autoclave. C) os tipos de instrumentais. D) o gerenciamento do controle de materiais da CME. E) o processo de consignação. 30. Com base na Lei do Exercício Profissional da Enfermagem e no Código de Ética dos profissionais de enfermagem, analise as assertivas a seguir. I. O Enfermeiro assume o papel orientador dos demais membros da equipe de enfermagem e compete-lhe privativamente a prescrição da assistência de enfermagem. II. O Técnico de Enfermagem participa da orientação do trabalho de Enfermagem em grau auxiliar com supervisão indireta do Enfermeiro. III. É direito dos profissionais de enfermagem ter acesso às informações necessárias ao exercício profissional. IV. O profissional de Enfermagem exerce suas atividades com competência para a promoção do ser humano na sua integralidade, de acordo com os princípios éticos e bioéticos. V. É direito do profissional de enfermagem, em sua relação com a pessoa, família e coletividade, protegê-los contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde. Assinale a assertiva CORRETA. A) Estão corretas somente as afirmativas I, II e V. B) Estão corretas somente as afirmativas I, II e IV. C) Estão corretas somente as afirmativas II, III e V. D) Estão corretas somente as afirmativas I, III e IV. E) Estão corretas somente as afirmativas II e IV. 31. No processamento de produtos para a saúde, os profissionais de enfermagem devem seguir as boas práticas regulamentadas pela RDC nº 15/2012. Assinale a afirmativa CORRETA. A) A selagem de embalagens tipo envelope pode ser realizada com fita crepe adesiva. B) Os produtos de saúde passíveis de processamento, independentemente de sua classificação de risco, inclusive os consignados ou de propriedade do cirurgião, devem ser submetidos ao processo de limpeza, dentro do próprio CME do serviço de saúde ou da empresa processadora, antes de sua desinfecção ou esterilização. C) É permitido o uso de caixas metálicas sem furos para esterilização de produtos para a saúde. D) O teste de Bowie & Dick que permite avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar da autoclave assistida por bomba de vácuo deve ser realizado, no primeiro e último ciclo do dia. E) Nos produtos para a saúde cujo lúmen tenha diâmetro interno inferior a cinco milímetros, a limpeza manual deve ser realizada obrigatoriamente com produtos químicos. 32. O acolhimento não é um espaço ou um local, mas uma postura ética; não pressupõe hora ou profissional específico para fazê-lo, mas implica necessariamente o compartilhamento de saberes, angústias e invenções; quem acolhe toma para si a responsabilidade de “abrigar e agasalhar” outrem em suas demandas, com a resolutividade necessária para o caso em questão (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009, p. 17), especialmente nas vítimas de violência. São princípios do acolhimento: I. desenvolver uma atitude positiva que faça com que a vítima se sinta acolhida e apoiada, procurando estabelecer um vínculo de confiança individual e institucional. II. garantir a necessária privacidade durante o atendimento, estabelecendo um ambiente ético, de confiança e respeito. III. higienizar a área antes da realização dos exames clínicos e laboratoriais. IV. os profissionais de saúde devem ser preparados para identificar as possíveis sinais de alerta indicativos de violência, como acidentes frequentes, lesões corporais, queixas vagas sobre como ocorreu acidente ou agressão. Assinale a assertiva CORRETA A) Estão corretas somente as afirmativas I, II e IV. B) Estão corretas somente as afirmativas I e III. C) Estão corretas somente as afirmativas III e IV. D) Estão corretas somente as afirmativas II, III e IV. E) Estão corretas somente as afirmativas II e III. 36. Dados do MS apontam que a cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Quando comparado com as mulheres, o tempo de vida deles é 7,6 anos menor. As doenças isquêmicas do coração, como o infarto do miocárdio, seguido das moléstias cardiovasculares (como o Acidente Vascular Cerebral, o AVC), outras doenças cardíacas, pneumonia, cirrose e diabetes estão entre as principais causas de mortes do sexo masculino. Para ampliar o acesso deles aos serviços de saúde, em 2009, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Saúde do Homem, alinhada à Política Nacional de Atenção Básica e integrante do Programa Mais Saúde. Em relação à saúde do homem, analise as afirmações a seguir. I. Os homens são mais vulneráveis às doenças, especialmente as enfermidades graves e crônicas porque, ao contrário das mulheres, eles geralmente só procuram o sistema de saúde quando os quadros já se agravaram. II. Além de criar mecanismos para melhorar a assistência a essa população, a meta do governo federal é incentivar que eles procurem o serviço de saúde ao menos uma vez ao mês. III. O público-alvo do Programa é a população masculina em idade acima dos 60 anos, pois é a faixa etária com maior risco para os agravos e consequentemente de morte. IV. A Política prevê a ampliação da participação paterna no pré-natal, parto, puerpério e no crescimento e desenvolvimento da criança. Nesse caso, se inclui a possibilidade da realização de exames preventivos e também a imunização de acordo com a faixa etária. V. Diante das dificuldades enfrentadas para a adesão do público masculino à maioria das ações desenvolvidas, recomenda-se a oferta de horários alternativos e do desenvolvimento de ações para a prevenção de violência, DST/AIDS entre outras. É CORRETO apenas o que se afirma em A) I, IV e V. B) II, III e IV. C) II, IV e V. D) I, III e IV. E) III, IV e V. 37. De acordo com a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial publicada em 2016, a “ Pressão Arterial deve ser medida em toda avaliação por médicos de qualquer especialidade e demais profissionais da saúde devidamente capacitados”. A aferição da Pressão Arterial “pode ser feita com esfigmomanômetros manuais, semi-automáticos ou automáticos. Esses equipamentos devem ser validados e sua calibração deve ser verificada anualmente, de acordo com as orientações do INMETRO”. Com relação à técnica de aferição da Pressão Arterial, analise as afirmações a seguir. I.Na aferição da Pressão Arterial ambulatorial, recomenda-se que o cliente repouse por um período de 3 a 5 minutos antes da verificação. II. Para se ter certeza dos valores, recomenda-se pelo menos duas medições, com intervalo em torno de um minuto. Medições adicionais deverão ser realizadas se as duas primeiras forem muito diferentes. III. O braço deve estar na altura do VIII espaço intercostal (o qual corresponde ao ápice cardíaco), e deve estar apoiado, com a palma da mão voltada para cima e as roupas não devem garrotear o membro. IV. Para indivíduos obesos, recomenda-se manguitos mais longos e largos para não haver superestimação da Pressão Arterial. V. Na aferição da Pressão Arterial, recomenda-se que a insuflação seja realizada de forma lenta e gradativa e a deflação rápida para se prevenir o desconforto durante a aferição. É CORRETO apenas o que se afirma em A) II, IV e V. B) III, IV e V. C) I, III e V. D) I, II e IV. E) II, III e IV. 40. Antropometria foi um dos temas inseridos na Pesquisa Nacional de Saúde e consiste em fazer um levantamento das medidas de tamanho e proporções do corpo humano, as medidas antropométricas, tais como: peso, altura, circunferência da cintura e do quadril. O objetivo dessa investigação é avaliar o padrão nutricional e estabelecer a prevalência de obesidade da população brasileira e os fatores associados. Em relação às medidas antropométricas, analise as afirmações a seguir. I. Na mensuração da altura, recomenda-se que o indivíduo encoste os calcanhares, panturrilhas, nádegas, escápulas e parte posterior do occipital na superfície posterior do estadiômetro (equipamento utilizado para mensurar a altura). II. Para aferição do peso, recomenda-se que o indivíduo esteja descalço, vestindo roupas leves, com os bolsos vazios e sem acessórios, que suba na balança com os dois pés apoiados na plataforma e que olhe fixamente para o visor da balança, mantendo um ângulo aproximado de 45 graus. III. O Índice de Massa Corporal – IMC, circunferência abdominal e pregas cutâneas são medidas importantes na avaliação do risco para inúmeras doenças e situações de saúde, portanto os dados devem ser precisos. IV. O perímetro cefálico é uma medida importante na avaliação dos bebês, deve ser realizada desde o nascimento até o final do primeiro ano para identificação precoce de alterações cranioencefálicas, pois normalmente nesse período as fontanelas se fecham e o cérebro para de crescer. V. O perímetro cefálico é descrito como a circunferência “frontoccipital”. Na aferição, deve-se utilizar uma fita métrica flexível e elástica. A mensuração do PC tem grande importância no diagnóstico da microcefalia. É CORRETO apenas o que se afirma em A) I, II e IV. B) I e III. C) III, IV e V. D) II e V. E) II, III e IV. 15. De acordo com a Lei nº 8.080/90, à direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete participar na formulação e na implementação das políticas: I. de controle das agressões ao meio ambiente. II. de saneamento básico. III. relativas às condições e aos ambientes de trabalho. É correto o que está contido em (A) I e II, apenas. (B) II e III, apenas. (C) I e III, apenas. (D) I, II e III. (E) II, apenas. 16. O termo perioperatório é empregado para descrever todo o período da cirurgia. Sobre os períodos perioperatórios, analise as assertivas abaixo. I. O termo pré-operatório tem início no momento da cirurgia e continua até o paciente chegar à recuperação anestésica. II. O termo intraoperatório inclui todo procedimento cirúrgico até a transferência para a área de recuperação. III. O termo pós-operatório inclui a admissão do paciente na recuperação anestésica e continua até o paciente receber uma avaliação de acompanhamento em casa ou ser transferido para uma unidade de reabilitação. É correto o que se afirma em (A) I e III, apenas. (B) I e IV, apenas. (C) I, III e IV, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, apenas. 18. Devido às crescentes e frequentes infecções hospitalares, tornam-se necessárias medidas de padronização de procedimentos, proporcionando maior eficiência e qualidade da assistência de enfermagem. Sendo assim, sobre o processo de desinfecção, assinale a alternativa correta. (A) Trata-se, especificamente, da operação realizada para remoção física de sujidade, com a finalidade de manter o asseio e a higiene do ambiente. (B) É o processo pelo qual são destruídos os microorganismos em sua forma vegetativa, sendo utilizado em áreas e superfícies. O processo de desinfecção pode ser físico ou químico. (C) É passível de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório. (D) É o processo pelo qual é desinfectado o tecido epitelial, colonizado por flora bacteriana pouco numerosa ou de difícil descontaminação. (E) Consiste apenas no processo aplicado a superfícies inertes que destrói micro-organismos patogênicos ou não e esporos bacterianos. O processo de desinfecção pode ser físico ou químico. 20. Com a implementação da Política Nacional de Humanização (PNH), trabalha-se para consolidar as seguintes marcas específicas: I. serão reduzidas as filas e o tempo de espera com ampliação do acesso e atendimento acolhedor e resolutivo, baseados em critérios de risco. II. todo usuário do SUS saberá quem são os profissionais que cuidam de sua saúde e os serviços de saúde se responsabilizarão por sua referência territorial. III. as unidades de saúde garantirão as informações ao usuário, o acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha) e os direitos do código dos usuários do SUS. IV. as unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários, assim como educação permanente aos trabalhadores. É correto o que está contido em (A) I, II e III, apenas. (B) II, III e IV, apenas. (C) I, III e IV, apenas. (D) II e IV, apenas. (E) I, II, III e IV. 22. Assinale a alternativa que apresenta uma cirurgia potencialmente contaminada. (A) Incisão com secreção purulenta. (B) Cirurgias realizadas no reto. (C) Cirurgia no sistema musculoesquelético. (D) Cirurgia realizada no trato gastrintestinal. (E) Cirurgias de traumatismo cranioencefálico abertas. 23. Assinale a alternativa que não apresenta uma função do Técnico de Enfermagem na recuperação anestésica. (A) Aplicar o índice de Aldrette Kroulik nos pacientes sob sua responsabilidade. (B) Realizar controle de psicotrópicos. (C) Realizar prescrições médicas. (D) Informar ao enfermeiro sobre as condições dos pacientes e possíveis intercorrências. (E) Realizar a transferência dos pacientes, com segurança, até a unidade de origem. 25. O puerpério é o período que vai do término do parto até a volta do organismo às condições pré-gravídicas. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta a principal complicação do puerpério. (A) Câncer. (B) Glândulas de Bartholin inflamadas (aumentadas e dolorosas). (C) Edema em membros inferiores. (D) Dor e prurido. (E) Hemorragia. 26. A amamentação é contraindicada nos seguintes casos, exceto: (A) na infecção aguda materna. (B) na presença de doenças como septsemia, nefrite e eclampsia. (C) no caso de bico do seio invertido. (D) em caso de AIDS. (E) no início da lactação. 27. A assistência de enfermagem em ventilação mecânica não invasiva pode ser por pressão positiva ou negativa. Sendo assim, assinale a alternativa que não apresenta um procedimento de ventilação mecânica não invasiva. (A) Verificar o nível de sedação do paciente e bloqueio neuromuscular. (B) Orientar o paciente que o procedimento pode ser incômodo. (C) Atentar para lesões de pele devido ao uso da máscara facial. (D) Acompanhar padrão respiratório com oximetria de pulso. (E) Observar o escape durante a aplicação do produto. 28. Queimadura é toda lesão provocada pelo contato direto com alguma fonte de calor, frio, produtos químicos, corrente elétrica e radiação. Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta o curativoindicado para queimaduras. (A) Curativo úmido com solução fisiológica 0,9%. (B) Curativo com carvão ativado e alginato de cálcio. (C) Curativo não aderente e com filmes semipermeáveis. (D) Curativos com hidrogel e impregnados com soluções antissépticas. (E) Curativo com adesivo de hidropolímero. 30. O Técnico de Enfermagem exerce suas atividades, cabendo-lhe (A) a organização e a direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços. (B) participar da orientação e supervisão do trabalho de enfermagem em grau auxiliar. (C) executar ações de tratamento simples. (D) a identificação das distócias obstétricas e tomada de providências até a chegada do médico. (E) os cuidados diretos de enfermagem em acidentes graves com risco de vida. 31. O profissional de enfermagem exerce suas atividades com competência, de acordo com o princípio de ética e bioética. Sendo assim, é(são) direito(s) do profissional de enfermagem: I. exercer o cargo com liberdade e autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos. II. aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos e culturais que dão sustentação à prática profissional. III. obter desagravo público por ofensa que atinja a profissão, por meio do Conselho Regional de Enfermagem. É correto o que está contido em (A) I, II e III. (B) I e II, apenas. (C) II e III, apenas. (D) III, apenas. (E) I e III, apenas. 32. De acordo com a Lei nº 8.080/90, são estabelecidos, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o atendimento domiciliar e a internação domiciliar. A esse respeito, marque V para verdadeiro ou F para falso e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. ( ) Na modalidade de assistência de atendimento e internação domiciliares, incluem-se, principalmente, os procedimentos médicos, de enfermagem, fisioterapêuticos, psicológicos e de assistência social, entre outros necessários ao cuidado integral dos pacientes em seu domicílio. ( ) O atendimento e a internação domiciliares serão realizados por equipes multidisciplinares que atuarão nos níveis da medicina preventiva, terapêutica e reabilitadora. ( ) O atendimento e a internação domiciliares só poderão ser realizados por indicação médica, com expressa concordância do paciente e de sua família. (A) V/ F/ V (B) F/ V/ F (C) V/ V/ F (D) F/ V/ V (E) V/ V/ V 33. Assinale a alternativa que apresenta orientações importantes para a vacinação da criança. (A) Vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada): administrar três doses (4, 6 e 8 meses). (B) Vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e Haemophilus influenzae b (conjugada): administrar aos 4, 6 e 8 meses de idade. (C) Vacina sarampo, caxumba e rubéola: administrar duas doses. A primeira dose aos 10 meses de idade e a segunda dose aos 4 anos de idade. (D) Vacina meningocócica C (conjugada): administrar duas doses aos 3 e 5 meses de idade, com intervalo entre as doses de 60 dias, e mínimo de 30 dias. (E) Vacina febre amarela (atenuada): administrar aos 6 meses de idade. 34. Em relação aos cuidados básicos para manutenção e controle de imunobiológicos, assinale a alternativa que apresenta o procedimento incorreto. (A) Fazer a leitura da temperatura diariamente. (B) Não deixar a porta aberta sem necessidade. (C) Certificar-se de que a porta está vedada adequadamente. (D) Fazer o degelo a cada 15 dias ou sempre que for necessário. (E) Usar tomada exclusiva para cada equipamento. 35. Verrugas genitais são lesões ou aglomerados carnudos e macios que ocorrem na genitália, podendo também ocorrer na garganta, ânus, colo do útero e períneo. Em relação a essa doença, assinale a alternativa que apresenta a orientação adequada ao paciente. (A) Evitar o uso de preservativo, pois o lubrificante e a borracha podem agravar as lesões genitais. (B) Evitar contato íntimo e relações sexuais até que a remoção das verrugas seja completa. (C) Tranquilizá-lo quanto à não reincidência da doença após o tratamento e remoção das verrugas. (D) Esclarecer que, após o tratamento, o acompanhamento da evolução da doença, mediante exames, é dispensável. (E) Evitar o uso de anticoncepcionais após o tratamento e remoção das verrugas. 36. Em relação ao herpes genital, também conhecido como herpes simples vírus tipo 2 (HSV-2), assinale a alternativa correta. (A) Trata-se de uma doença sexualmente transmissível curável. (B) Trata-se de uma doença que aumenta o risco de câncer do colo de útero. (C) É considerada uma doença de baixo contágio. (D) No caso de gestantes portadoras, não há risco de transmissão durante o parto vaginal. (E) A lágrima possui agentes antivirais naturais que impedem a contaminação dos olhos por herpes. 38. O diabetes é uma doença caracterizada por glicemia elevada e insulina inadequada ou ineficaz. A informação é uma ferramenta essencial para promoção à saúde. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o fator de risco que não está relacionado ao Diabetes mellitus. (A) Hipotensão arterial. (B) Histórico familiar. (C) Sedentarismo. (D) Macrossomia ou histórico de abortos. (E) Uso de medicações hiperglicemiantes. 39. A hipertensão arterial é um dos fatores de risco mais importantes de mortalidade e morbidade no mundo, atualmente. Sendo assim, assinale a alternativa que compreende a verificação correta da pressão arterial. (A) Arredondar os valores da pressão arterial para dígitos terminados em zero e cinco. (B) Pressionar o estetoscópio para auscultar a segunda bulha. (C) Identificar a pressão sistólica no primeiro som auscultado e a diastólica no desaparecimento do som. (D) Reavaliar a pressão sistólica antes de terminar a deflação do manguito. (E) Manter mãos e equipamentos bem frios, alterando a pressão arterial. 40. Conforme o artigo 196 da Constituição Federal, o Estado deve garantir, mediante políticas sociais e econômicas, o acesso à saúde. Sendo assim, o acesso ao serviço de saúde é (A) restrito ao cidadão contribuinte da Previdência Social. (B) restrito ao cidadão que comprove pobreza. (C) prioritário aos inscritos em programas sociais desenvolvidos por órgãos não governamentais. (D) irrestrito a qualquer cidadão brasileiro. (E) prioritário a mulheres e crianças. 11) Julgue os itens abaixo sobre os conceitos de hardware: I. A placa-mãe é o circuito impresso central de um computador, onde a maior parte dos componentes cruciais do sistema e conectores para periféricos é acoplada. II. A placa-mãe possui dois tipos de controladores. III. A memória ROM é o termo utilizado para definir outro tipo específico de memórias encontrada nos computadores. A) Apenas o item I está correto. B) Apenas o item II está correto. C) Apenas o item III está correto. D) Todos os itens estão corretos. 12) Analise os itens em relação aos tipos de software: I. Software Básico é o que exerce o papel de tomar o primeiro contato com o hardware. Ex: Sistemas Operacionais. II. Software de Suporte são os programas capazes de administrar as aplicações efetuadas em determinada configuração, de maneira mais próxima do usuário. Ex: Softwares gerenciadores de redes de computadores. III. Software Aplicativo está voltado para um objetivo previamente definido, porém com menor grau de abrangência. Ex: Compiladores. A) Apenas o item I está incorreto. B) Apenas o item II está incorreto. C) Apenas o item III está incorreto. D) Todos os itens estão corretos. 13) Julgue os itens abaixo sobre os conceitos de Internet/Intranet: I. O protocolo SSL é o mesmo serviço WWW funcionando em ambiente de servidor seguro. II. O protocolo FTP torna possível a transferência de arquivos entre duas máquinas participantes de uma rede. III. A intranet é uma rede fechada, externa e exclusiva. Geralmente não restrita apenas a um local físico. A) Os itens I e II estão corretos. B) Os itens II e III estãocorretos. C) Todos os itens estão corretos. D) Todos os itens estão incorretos 14) Sobres os conceitos de proteção e segurança analise os itens abaixo: I. O termo Cracker indica pessoas que invadem sistemas para roubar informações e causar danos às vítimas, além de ser também uma denominação associada àqueles que descobrem códigos ilegalmente afim de favorecer a pirataria de software. II. Os vírus polimórficos infectam arquivos criados por software que utilizam linguagem de macro, como as planilhas eletrônicas e os processadores de textos. III. O Keyloggers captura entrada de dados através do teclado (teclas digitadas). A) Apenas o item I está incorreto. B) Apenas o item II está incorreto. C) Apenas o item III está incorreto. D) Todos os itens estão corretos. 15) Pedro, servidor público da Prefeitura Municipal, deseja fazer o backup do computador do Departamento de Pessoal, após selecionar todas as pastas verificou o tamanho dos arquivos conforme imagem abaixo: Com base na situação acima responda: A) Pedro poderá utilizar CD-R para gravar os dados, visto que o tamanho dos arquivos é muito pequeno. B) Pedro deverá obrigatoriamente utilizar um HD Externo, visto que não é possível outra forma de backup. C) Pedro poderá utilizar um DVD para gravas os dados, visto que a capacidade do DVD é de até 4,7 GB. D) Pedro poderá utilizar um Pen Driver de 500 MB, por ser a maneira mais prática e rápida de salvar tudo. 16) Uma das formas mais atuais de reorganização do sistema de saúde local é a estratégia de Saúde da Família, que tem como objetivo deslocar o enfoque da assistência hospitalar individualizada para uma assistência coletiva, nos diversos níveis de atenção à saúde. O seguinte profissional não é integrante da equipe de saúde da família: A) Técnico de Enfermagem. B) Assistente social. C) Médico. D) Enfermeiro. 17) O Sistema Único de Saúde (SUS), contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: A) Conselho de Saúde e Conferência de Saúde. B) Ministério da Saúde e ANVISA. C) Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Estadual de Saúde. D) Comissão Intergestores Bipartite e Comissão Intergestores Tripartite. 18) As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas na Constituição Federal e obedecendo alguns princípios. Abaixo estão descritos três desses princípios: I. Conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. II. Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie III. Direção única em cada esfera de governo. NÃO está descrito acima o seguinte princípio: A) Equidade. B) Descentralização político-administrativa. C) Universalidade. D) Integralidade. 19) O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS). NÃO está incluído no campo de atuação do SUS: A) A formulação e execução da política de sangue e seus derivados. B) A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde. C) A participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico. D) A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo animal. 20) Analise as afirmativas abaixo: I. A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. II. Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. III. A iniciativa privada não poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS). O número de afirmativas INCORRETAS corresponde a: A) Zero. B) Uma. C) Duas. D) Três. 22) Sobre os sinais vitais, é CORRETO afirmar que: A) Eupneia é a ausência dos movimentos respiratórios. Equivale a parada respiratória. B) A verificação da temperatura oral é a mais precisa, pois é a que menos sofre influência de fatores externos. C) O sono e repouso são fatores que influenciam na diminuição da temperatura corporal. D) A pressão arterial varia ao longo do ciclo vital, diminuindo conforme a idade. 23) Assinale a alternativa que apresenta uma desvantagem da via intramuscular para a administração de medicamentos: A) Indolor. B) Não suporta grandes volumes. C) Fácil aplicação. D) Possibilidade de remover o medicamento 24) Assinale a alternativa que apresenta apenas artigos médico hospitalares classificados como não-críticos: A) Espéculo nasal e bisturi. B) Termômetro e cubas. C) Ambu e mamadeiras. D) Inaladores e tecido para procedimento cirúrgico. 25) São vias parenterais utilizada para a administração de medicamentos e imunobiológicos, EXCETO: A) Sublingual. B) Intramuscular. C) Intradérmica. D) Subcutânea. 26) Sobre a realização de curativos, assinale a alternativa INCORRETA: A) Não se deve usar algodão ou qualquer gaze desfiada nos curativos. B) Um curativo ideal deve fornecer isolamento térmico. C) Deve-se limpar as feridas antes da colocação de cobertura com solução fisiológica a 0,9%, fria, aplicada sob pressão. D) Se na remoção da cobertura e/ou atadura da ferida, os mesmos estiverem bem aderidos (grudados) na ferida, aplicar o soro fisiológico em jatos, removendo com muita delicadeza, evitando traumas. 27) Sobre o Sistema Único de Saúde, é INCORRETO afirmar que: A) A Conferência de Saúde deve ser convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por este ou pelo Conselho de Saúde. B) A identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde é um dos objetivos do Sistema Único de Saúde-SUS. C) São instâncias colegiadas do Sistema único de Saúde (SUS): o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde. D) A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano estão incluídas no seu campo de atuação. 28) Em relação à vacinação contra a poliomielite, em regra, a administração do reforço com a vacina poliomielite oral ocorre na (s) seguinte (s) idade (s): A) 3 anos de idade. B) 12 meses e aos 5 anos de idade. C) 15 meses e aos 4 anos de idade. D) 18 meses e aos 5 anos de idade. 29) São vacinas que devem ser administradas pela via intramuscular, EXCETO: A) Hepatite B. B) Febre amarela. C) Pneumo 10. D) Vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT). 31) De acordo com o Código de Ética de Enfermagem, são responsabilidades e deveres do profissional de enfermagem, EXCETO: A) Incentivar e criar condições para registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar. B) Fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. C) Recusar-se a desenvolver atividades profissionais na falta de material ou equipamentos de proteção individual e coletiva definidos na legislação específica. D) Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para assegurar a continuidade da assistência. 32) De acordo com o Código de Ética de Enfermagem, marque a alternativa que apresenta uma proibição de conduta do profissional de enfermagem: A) Executar ou participar da assistência à saúde sem o consentimento da pessoa ou de seu representante legal, exceto em iminente risco de morte. B) Colaborar com a fiscalização do exercício profissional. C) Anunciar a prestação de serviços para os quais está habilitado. D) Responsabilizar-se porfalta cometida em suas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe 33) A Ascaridíase é uma doença parasitária do homem, causada por um helminto. Todas as alternativas abaixo também apresentam parasitoses intestinais, EXCETO: A) Enterobíase. B) Escabiose. C) Teníase. D) Esquistossomose. 34) A pesquisa bacteriológica, realizada após a coleta de amostras de escarro, é o método prioritário para o diagnóstico e o controle do tratamento da seguinte doença: A) Hanseníase. B) Toxoplasmose. C) Filaríase. D) Tuberculose. 35) São tipos de medicamentos ou soluções que podem ser administrados através da via endovenosa, EXCETO: A) Soluções solúveis no sangue. B) Líquidos isotônicos. C) Eletrólitos. D) Soluções oleosas 36) No Brasil, o Programa Nacional de Imunização (PNI) se destaca por ser um dos melhores programas de imunização do mundo, atuando na prevenção e na erradicação de várias doenças. São doenças que podem ser prevenidas através da vacinação, EXCETO: A) Hanseníase. B) Rubéola. C) Tuberculose. D) Coqueluche. 37) O paciente Gustavo encontra-se com aumento da frequência respiratória. O profissional de enfermagem deverá utilizar o seguinte termo para registrar essa informação no prontuário: A) Taquicardia. B) Bradipnéia. C) Bradicardia. D) Taquipnéia. 38) Analise as afirmativas abaixo sobre o Aleitamento materno: I. O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida. Isso significa que, até completar essa idade, o bebê deve receber somente o leite materno, não deve ser oferecida qualquer outro tipo de comida ou bebida, nem mesmo água ou chá. II. O leite materno contém todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento ótimos da criança pequena, além de ser mais bem digerido, quando comparado com leites de outras espécies. III. O leite do início da mamada é mais rico em energia (calorias) e sacia melhor a criança. O número de afirmativas INCORRETAS corresponde a: A) Zero. B) Uma. C) Duas. D) Três. 40) O Sistema Único de Saúde atua baseado em alguns princípios e diretrizes. São exemplos desses princípios: A) Legalidade e Eficiência. B) Moralidade e Publicidade. C) Integralidade e Equidade. D) Impessoalidade e Legitimidade 1) Nos termos da Lei nº 8080/90 o Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído: a) Pelo conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições públicas, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público. b) Pelas instituições privadas de pesquisas educacionais com foco na saúde pública. c) Em caráter complementar por instituições públicas, federais, estaduais e municipais de controle de qualidade em saúde. d) Por diversos níveis de ações em saúde que por força de dispositivos legais se destinam a registrar ações e serviços, na forma direta. e) A partir de condicionantes e fatores determinantes que proporcionem acesso aos serviços de saúde. 2) A Lei Orgânica de Saúde nº 8.080/1990 define Vigilância Sanitária como: a) Um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. b) Conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. c) Um conjunto de ações capaz de prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes exclusivamente do meio ambiente e o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. d) Ato de vigiar sobre os serviços que são prestados à população em unidades de saúde e indústrias. 3) Leia o texto abaixo e assinale a alternativa correta: Sr. José, nasceu na cidade de Piracuruca, reside com sua família na cidade de Cocal há cerca de 15 anos. Durante o trabalho sofreu um grave acidente, sendo levado com urgência para o hospital de sua cidade. Após primeiro atendimento, o médico que atendeu o Sr. José, resolveu transferi-lo para o pronto-socorro do hospital Dirceu Arcoverde na cidade de Parnaíba. Após 3 dias de internação em Parnaíba, o estado de saúde do paciente piorou sendo encaminhado para atendimento no Hospital de Urgências de Teresina – HUT, onde foi atendido, medicado e internado. A família do Sr. José, preocupada com seu estado de saúde, resolveu transferi-lo para atendimento em um hospital público da cidade de São Paulo. a) Pelos princípios e diretrizes do SUS, uma pessoa que necessita da assistência somente pode ser atendido na cidade onde resida ou em cidades próximas, pois o SUS é estadual; b) O SUS permite que uma pessoa que necessite da assistência pode procurar atendimento em qualquer hospital conveniado situado no território nacional; c) O SUS é regional. Em casos ou situações como a representada pelo texto, o paciente pode procurar assistência somente em hospitais credenciados em sua região. No caso acima não seria possível atendimento na rede SUS do estado de São Paulo; d) O SUS é único e nacional, porém a assistência está disponível somente no estado onde o paciente reside; e) A Assistência do SUS está disponível somente às pessoas que pagam imposto de renda ou contribuição para sindicatos. 4) A Lei n°. 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde cita em seu artigo 1º que o Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n°. 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem-prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I - a Conferência de Saúde. II - o Fundo de Saúde. III - o Conselho de Saúde. IV - o Ministério da Saúde. V - o Fundo Nacional de Saúde. Assinale a alternativa correta. a) Apenas II, IV, V são corretas. b) Apenas I, III são corretas. c) Apenas I, II, III são corretas. d) Apenas I, V são corretas. 5) Segundo o modelo da História Natural da Doença (Leavell e Clark, 1976), a vacinação com a tríplice viral (MMR) em crianças é um exemplo de prevenção: a) primária - promoção da saúde. b) primária - proteção específica. c) secundária. d) terciária. e) quaternária. 6) Conforme a Lei 8.080/90, à direção nacional do SUS compete definir e coordenar os seguintes sistemas, exceto o de: a) Redes de laboratórios de saúde pública. b) Vigilância epidemiológica. c) Vigilância sanitária. d) Saneamento Básico. 7) Compete à direção nacional do Sistema Único de Saúde, segundo a Lei 8080 de 19 de setembro de 1990, exceto: a) formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; b) estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; c) promover a centralização, para as Unidades Federadas e para os Municípios, dos serviços e ações de saúde, respectivamente, de abrangência estadual e municipal; d) normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados. 8) Ainda e segundo a mesma Portaria (Nº 5/06-SVS/MS), citada na questão anterior, também é de notificação compulsória: a) Leishmaniose Visceral. b) Esquistossomose. c) Filariose. d) Varicela. e) Toxoplasmose. 9) Assinale a alternativa incorreta. Ao SUS compete, além de outras atribuições: a) Controlar procedimentos de interesse para a vida. b) Estabelecer tabela de preçosde medicamentos. c) Fiscalizar produtos de interesse para a vida. d) Participar da produção de medicamentos. 10)De acordo com a Lei no 8080, de 19 de setembro de 1990, leia as frases abaixo e a seguir assinale a alternativa correta. I- O Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído pelo conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público. II- A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter complementar. III- As ações e serviços de saúde contratados ou conveniados, que integram o SUS, seguem o princípio da centralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo. IV- As ações e serviços de saúde, executados pelo SUS, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente. a) As frases I, II, III e IV estão corretas. b) Apenas as frases III e IV estão corretas. c) Apenas as frases I, II e IV estão corretas. d) Apenas a frase IV está correta. 1) O processo do planejamento em saúde é cíclico e contínuo, devendo obedecer às seguintes etapas: a) Diagnóstico de saúde, definição de prioridades, execução e avaliação. b) Diagnóstico de saúde, elaboração de plano ou programa, avaliação e execução. c) Diagnóstico de saúde, identificação de problemas, elaboração de plano ou programa, execução e avaliação. d) Diagnóstico de saúde, definição de prioridades, elaboração de plano ou programa, execução e avaliação. e) Definição de prioridades, elaboração de plano ou programa, execução e avaliação. 4) Estão incluídas no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) a execução de todas as ações listadas abaixo, exceto: a) vigilância sanitária; b) fiscalização do exercício profissional dos trabalhadores de saúde; c) vigilância epidemiológica; d) saúde do trabalhador; e) assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. 6) A Lei nº 8.080/90 regulamenta os dispositivos da Constituição Federal referentes à Saúde no Estado brasileiro, dispondo, portanto, sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços de Saúde. Dessa forma, com base nessa Lei, é correto afirmar: a) O Sistema Único de Saúde - SUS - é constituído por um conjunto de ações e serviços de Saúde prestados apenas por órgãos e instituições públicas, sejam elas federais, estaduais ou municipais. b) A direção do Sistema Único de Saúde - SUS - é única em cada esfera de governo, sendo, portanto, exercida em nível da União, pelo Presidente do Senado Federal, em nível do Estado, pelo Presidente da Assembleia Legislativa e em nível do município, pelo Presidente da Câmara de Vereadores. c) As ações de Saúde, no âmbito do SUS, são gratuitas nos serviços públicos, enquanto, nos serviços privados contratados pelo SUS, são ofertadas aos usuários mediante pagamento de taxas. d) É objetivo do SUS executar ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, priorizando as ações de caráter curativo. e) Constitui campo de atuação do SUS a execução de ações de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e de Saúde do Trabalhador. 8) No Brasil há uma legislação específica na área de saúde que prevê o financiamento das ações e serviços e trata das conferências e Conselhos de Saúde. Qual é a Lei que trata dessa matéria? a) 142/90 b) 7.498/86 c) 10.402/00 d) 8.145/86 e) 7.498/86 9) A respeito da Lei Federal nº 8.142/1990, assinale a alternativa correta. a) Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. b) Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. c) Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e dá outras providências. d) Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. e) Dispõe sobre os parâmetros básicos para identificação e análise da vegetação primária e dos estágios sucessionais da vegetação secundária nos campos de altitude associados ou abrangidos pela Mata Atlântica. 10) A Lei Orgânica da Saúde (LOS), Lei nº 8.080, foi publicada em 1990. Em decorrência dos avanços nas políticas de saúde, a LOS sofreu algumas alterações e, dentre elas, é correto citar a inclusão a) do Subsistema de Atenção à Saúde indígena. b) dos percentuais do orçamento de cada esfera que devem ser destinados à saúde. c) das ações de saúde mental. d) do Programa de Controle do Tabagismo. e) da Política Nacional de Atenção Básica. 1) A atenção à saúde no Brasil, é realizada através da combinação de dois sistemas: o público e o privado. Aproximadamente 80% da população brasileira é atendida exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde – SUS que possui características de sistema: a)Privado. b) Alternativo. c) Filantrópico. d) Público. e) Atendimento de Urgência e Emergência. 2) A forma de representação dos usuários do SUS no Conselho Municipal de Saúde, conforme determina a Lei Federal nº. 8142/1990, será: a) Dependente. b) Tripartite. c) Paritária. d) Individualizada. e) Indicada. 3) De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, nº 8.080/90 em seu artigo 18, à direção municipal do Sistema Único de Saúde, compete: a) Prestar apoio técnico e financeiro aos municípios. b) Coordenar as redes integradas de alta complexidade. c) Formar consórcios administrativos intermunicipais. d) Estabelecer normas de caráter suplementar para o controle e avaliação. e) Identificar estabelecimentos hospitalares de referência. 4) A saúde do trabalhador é um direito assegurado pela Constituição e uma atribuição do SUS, cujas ações são regulamentadas pela Lei Orgânica da Saúde. Com base nessa lei, a saúde do trabalhador é definida como o conjunto de atividades que a) se propõe à valorização profissional e à promoção da qualidade de vida no trabalho. b) visa à promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores. c) se limita à prevenção de agravos à saúde do trabalhador através de ações educativas. d) objetiva a obtenção de trabalhadores saudáveis para o aumento da produtividade. e) se destina à eliminação de todo e qualquer risco à saúde do trabalhador, mas que não tem a função de recuperação e reabilitação. 5) Ano em que foram definidas as diretrizes do SUS: a) 1982 b) 1988 c) 1990 d) 1994 e) 1996 6) Assinale a alternativa que apresenta as instâncias colegiadas do SUS, conforme a Lei 8.142/90. a) Conferência de Saúde e Conselho de Saúde. b) Programa de Saúde da Família (PSF) e Postos de Saúde Municipal. c) Conselhos Regionais de Medicina e Conselhos Municipais de Saúde. d) Planos de Saúde e Conselho de Saúde. e) Associações de Classe e Conselho Tutelar. 5) Estão incluídas no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): I. A vigilância nutricional e a orientação alimentar. II. A colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. III. A formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção. IV. A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano. A quantidade de itens corretos é: a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 9) Em relação à gestão financeira do SUS, a lei 8080/90 dispõe que os recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) serão depositados em conta especial, em cada esfera de sua atuação, e movimentados sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde. Para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados, Distrito Federal e Municípios, a referida Lei estabelece que será utilizada uma combinação de critérios, segundo análise técnica de programase projetos. Avalie se tais critérios incluem, dentre outros: I - perfil demográfico da região; II - perfil epidemiológico da população a ser coberta; III - características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área; IV - desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior. Estão corretos: a) I e III, apenas. b) II e IV, apenas. c) I, II, III e IV. d) I, II e IV, apenas. e) I, II e III, apenas. 3) Assinale a alternativa que indica o responsável pela fiscalização dos recursos alocados no Fundo Municipal de Saúde, de acordo com a Lei nº. 8.080/90. a) Ministério da Saúde. b) Secretaria Municipal de Saúde. c) Secretaria Estadual de Saúde. d) Conselho Municipal de Saúde. e) Secretaria Estadual da Administração 6) O artigo 5º do capítulo I da lei 8080/90 dispõe sobre: a) Princípios e diretrizes do SUS. b) Objetivos do SUS. c) Organização, direção e gestão do SUS. d) Atribuições comuns. 9) Sobre a Lei Federal 8.080/90 é INCORRETO: a) Objetivo e Subjetivo b) Subjetivo e formal c) Subjetivo e Orgânico d) Objetivo e funcional e) Original e Primitivo 10) O capítulo II do Decreto nº 7.508/2011, que regulamenta a Lei nº 8.080/1990, dispõe sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). O artigo 5º propõe que, para uma Região de Saúde ser instituída, ela deve conter, no mínimo, ações de serviços de a) urgência e emergência, atenção psicossocial, atenção ambulatorial especializada e hospitalar e atendimento laboratorial. b) atenção primária, urgência e emergência, orientação dos fluxos das ações e dos serviços de saúde e atenção ambulatorial. c) atenção psicossocial, ofertar regionalmente as ações e os serviços de saúde, atenção ambulatorial e hospitalar. d) atenção primária, urgência e emergência, atenção psicossocial, atenção ambulatorial especializada e hospitalar e vigilância em saúde. e) urgência e emergência, ofertar regionalmente as ações e os serviços de saúde/ atenção psicossocial/ atenção ambulatorial e hospitalar. Constituição Federal de 5/10/1988 (Artigo 6.º e Seção II – da Saúde) Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, e dá outras providências, instituindo o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. DOS DIREITOS SOCIAIS Art. 6.º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 29 de 2000) Art. 196 A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art. 197 São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fi scalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. Art. 198 As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade. Art. 199 A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1.ºAs instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema Único de Saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato dedireito público ou convênio, tendo preferência as entidades fi lantrópicas e as sem fi ns lucrativos. § 2.º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fi ns lucrativos. § 3.º É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. § 4.º A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fi ns de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização. Art. 200 Ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: I - controlar e fi scalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; III - ordenar a formação de recursos humanos na área de Saúde; IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; V - incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científi co e tecnológico; VI - fi scalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; VII - participar do controle e fi scalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. LEI N.º 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990 Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: DISPOSIÇÃO PRELIMINAR Art. 1.º Esta Lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado. Art. 2.º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1.º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. § 2.º O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade. Art. 3.º A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País. Parágrafo único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social. DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Art. 4.º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS). § 1.º Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas federais, estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde. § 2.º A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter complementar. DOS OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES Art. 5.º São objetivos do Sistema Único de Saúde (SUS): I - a identifi cação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social,a observância do disposto no § 1.º, do art. 2.º desta Lei; III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas. Art. 6.º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): I - a execução de ações: a) de vigilância sanitária; b) de vigilância epidemiológica; c) de saúde do trabalhador; e d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. II - a participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico; III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de Saúde; IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar; V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho; VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção; VII - o controle e a fi scalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde; VIII - a fi scalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano; IX - a participação no controle e na fi scalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científi co e tecnológico; XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados. § 1.º Entende-se por vigilância sanitária um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. § 2.º Entende-se por vigilância epidemiológica um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a fi nalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. § 3.º Entende-se por saúde do trabalhador, para fi ns desta Lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo: I - assistência ao trabalhador vítima de acidente de trabalho ou portador de doença profi ssional e do trabalho; II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho; III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), da normatização, fi scalização e controle das condições de produção, 13 extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador; IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde; V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidente de trabalho, doença profi ssional e do trabalho, bem como os resultados de fi scalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profi ssional; VI - participação na normatização, fi scalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas; VII - revisão periódica da listagem ofi cial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais; e VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores. DOS PRINCÍPIOS E DIRETRIZES Art. 7.º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art.198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios: I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência; II - integralidade de assistência, entendida como um conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema; III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral; IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie; V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário; VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades,a alocação de recursos e a orientação programática; VIII - participação da comunidade; IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo: a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios; b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde. X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico; XI - conjugação dos recursos fi nanceiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população; XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fi ns idênticos. DA ORGANIZAÇÃO, DA DIREÇÃO E DA GESTÃO Art. 8.º As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente. Art. 9.º A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com o inciso I, do art.198, da Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos: I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde; II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; e III- no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente. Art. 10 Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam. § 1.º Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da direção única, e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua observância. § 2.º No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá organizar-se em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde. Art. 11 (Vetado). Art. 12 Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, su-bordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos complementares e por entidades representativas da sociedade civil. Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a fi nalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Art. 13 A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais, abrangerá, em especial, as seguintes atividades: I - alimentação e nutrição; II - saneamento e meio ambiente;III - vigilância sanitária e farmacoepidemiologia; IV - recursos humanos; V - ciência e tecnologia; e VI - saúde do trabalhador. Art. 14 Deverão ser criadas Comissões Permanentes de integração entre os serviços de saúde e as instituições de ensino profi ssional e superior. Parágrafo único. Cada uma dessas Comissões terá por fi nalidade propor prioridades, métodos e estratégias para a formação e educação continuada dos recursos humanos do Sistema Único de Saúde (SUS), na esfera correspondente, assim como em relação à pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições. Das Atribuições Comuns Art. 15 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições: I - defi nição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e de fi scalização das ações e serviços de saúde; II - administração dos recursos orçamentários e fi nanceiros destinados, em cada ano, à saúde; III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da população e das condições ambientais; IV - organização e coordenação do sistema de informação em saúde; V - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade e parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde; VI - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de qualidade para promoção da saúde do trabalhador; VII - participação de formulação da política e da execução das ações de saneamento básico e colaboração na proteção e recuperação do meio ambiente; VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde; IX - participação na formulação e na execução da política de formação e desenvolvimento de recursos humanos para a saúde; X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS), de conformidade com o plano de saúde; XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde, tendo em vista a sua relevância pública; XII - realização de operações externas de natureza fi nanceira de interesse da saúde, autorizadas pelo Senado Federal; XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo lhes assegurada justa indenização; XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados; XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos internacionais relativos à saúde, saneamento e meio ambiente; XVI - elaborar normas técnico-científi cas de promoção, proteção e recuperação da saúde; XVII - promover articulação com os órgãos de fi scalização do exercício profi ssional e outras entidades representativas da sociedade civil para a defi - nição e controle dos padrões éticos para pesquisa, ações e serviços de saúde; XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde; XIX - realizar pesquisas e estudos na área de Saúde; XX - defi nir as instâncias e mecanismos de controle e fi scalização inerentes ao poder de polícia sanitária; XXI - fomentar, coordenar e executar programas e projetos estratégicos e de atendimento emergencial. Da Competência Art. 16 À direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) compete: I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; II - participar na formulação e na implementação das políticas: a) de controle das agressões ao meio ambiente; b) de saneamento básico; e c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho. III - defi nir e coordenar os sistemas: a) de redes integradas de assistência de alta complexidade; b) de rede de laboratórios de saúde pública; c) de vigilância epidemiológica; e d) vigilância sanitária. IV - participar da defi nição de normas e mecanismos de controle, com órgãos afi ns, de agravo sobre o meio ambiente ou dele decorrentes, que tenham repercussão na saúde humana; V - participar da defi nição de normas, critérios e padrões para o controle das condições e dos ambientes de trabalho e coordenar a política de saúde do trabalhador; VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica; VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; VIII - estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano; IX - promover articulação com os órgãos educacionais e de fi scalização do exercício profi ssional, bem como com entidades representativas de formação de recursos humanos na área de Saúde; X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e equipamentos para a saúde, em articulação com os demais órgãos governamentais; XI - identifi car os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde; XII - controlar e fi scalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde; XIII - prestar cooperação técnica e fi nanceira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o aperfeiçoamento da sua atuação institucional; XIV - elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde; XV - promover a descentralização para as Unidades Federadas e para os Municípios, dos serviços e ações de saúde, respectivamente, de abrangência estadual e municipal; XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados; XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, respeitadas as competências estaduais e municipais; XVIII - elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no âmbito do SUS, em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal; XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e fi nanceira do SUS em todo o Território Nacional, em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal. (Obs.: Regulamentado pelo Decreto n.º 1.651, de 28/9/1995) Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação nacional. Art. 17 À direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) compete: I - promover a descentralização para os Municípios dos serviços e das ações de saúde; II - acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS); III - prestar apoio técnico e fi nanceiro aos Municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde; IV - coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços: a) de vigilância epidemiológica; b) de vigilância sanitária; c) de alimentação e nutrição; e d) de saúde do trabalhador. V - participar, junto com os órgãos afi ns, do controle dos agravos do meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana; VI - participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento básico; VII - participar das ações de controle e avaliação das condições e dos ambientes de trabalho; VIII - em caráter suplementar, formular, executar, acompanhar e avaliar a política de insumos e equipamentos para a saúde; IX - identifi car estabelecimentos hospitalares de referência e gerir sistemas públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional; X - coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros, e gerir as unidades que permaneçam em sua organização administrativa; XI - estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e avaliação das ações e serviços de saúde; XII - formular normas e estabelecerpadrões, em caráter suplementar, de procedimentos de controle de qualidade para produtos e substâncias de consumo humano; XIII - colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras; XIV - o acompanhamento, a avaliação e a divulgação dos indicadores de morbidade e mortalidade no âmbito da Unidade Federada. Art. 18 À direção municipal do Sistema Único de Saúde (SUS) compete: I - planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde; II - participar do planejamento, programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde (SUS), em articulação com sua direção estadual; III - participar da execução, do controle e da avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho; IV - executar serviços: a) de vigilância epidemiológica; b) de vigilância sanitária; c) de alimentação e nutrição; d) de saneamento básico; e e) de saúde do trabalhador. V - dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a saúde; VI - colaborar na fi scalização das agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar, junto aos órgãos municipais, estaduais e federais competentes, para controlá-las; VII - formar consórcios administrativos intermunicipais; VIII - gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros; IX - colaborar com a União e os Estados na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras; X - observado o disposto no art. 26 desta Lei, celebrar contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados de saúde, bem como controlar e avaliar sua execução; XI - controlar e fi scalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde; XII - normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação. Art. 19 Ao Distrito Federal competem as atribuições reservadas aos Estados e aos Municípios. DA PARTICIPAÇÃO COMPLEMENTAR Art. 24 Quando as suas disponibilidades forem insufi cientes para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada. Parágrafo único. A participação complementar dos serviços privados será formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as normas de direito público. Art. 25 Na hipótese do artigo anterior, as entidades fi lantrópicas e as sem fi ns lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS). Art. 26 Os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), aprovados no Conselho Nacional de Saúde. 1.º Na fi xação dos critérios, valores, formas de reajuste e de pagamento da remuneração aludida neste artigo, a direção nacional do Sistema Único de Saude (SUS) deverá fundamentar seu ato em demonstrativo econômico-financeiro que garanta a efetiva qualidade de execução dos serviços contratados. § 2.º Os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas e aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido o equilíbrio econômico e fi nanceiro do contrato. § 3.º (Vetado). § 4.º Aos proprietários, administradores e dirigentes de entidades ou serviços contratados é vedado exercer cargo de chefi a ou função de confi ança no Sistema Único de Saúde (SUS). DOS RECURSOS HUMANOS Art. 27 A política de recursos humanos na área da Saúde será formalizada e executada, articuladamente, pelas diferentes esferas de governo, em cumprimento dos seguintes objetivos: I - organização de um sistema de formação de recursos humanos em todos os níveis de ensino, inclusive de pós-graduação, além da elaboração de programas de permanente aperfeiçoamento de pessoal; II - (vetado); III - (vetado); IV - valorização da dedicação exclusiva aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Parágrafo único. Os serviços públicos que integram o Sistema Único de Saúde (SUS) constituem campo de prática para ensino e pesquisa, mediante normas específi cas, elaboradas conjuntamente com o sistema educacional. Art. 28 Os cargos e funções de chefi a, direção e assessoramento, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), só poderão ser exercidos em regime de tempo integral. § 1.º Os servidores que legalmente acumulam 2 (dois) cargos ou empregos poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). § 2.º O disposto no parágrafo anterior, aplica-se também aos servidores em regime de tempo integral, com exceção dos ocupantes de cargos ou funções de chefi a, direção ou assessoramento. Art. 29 (Vetado). Art. 30 As especializações na forma de treinamento em serviço sob supervisão serão regulamentadas por Comissão Nacional, instituída de acordo com o art.12 desta Lei, garantida a participação das entidades profi ssionais correspondentes. Constituição federal de 1988 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado. Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III - participação da comunidade. Parágrafo único. § 1º - O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195 , com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. * Parágrafo único modificado para § 1º pela Emenda Constitucional nº 29, de 13.09.2000. * § 2º - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: I - no caso da União, na forma definida nos termos da lei complementar prevista no § 3º; * I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento); * Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de 17 de março de 2015. Nota: Artigo da Emenda Constitucional nº 86, de 17 de março de 2015 tratando da vigência: "Art. 2º O disposto no inciso I do § 2º do art. 198 da Constituição Federal será cumprido progressivamente, garantidos, no mínimo: I - 13,2% (treze inteiros e dois décimos por cento) da receita corrente líquida no primeiro exercício financeiro subsequente ao da promulgação desta Emenda Constitucional; II - 13,7% (treze inteiros e sete décimos por cento) da receita corrente líquida no segundo exercício financeiro subsequente ao da promulgação desta Emenda Constitucional; III - 14,1% (quatorze inteiros e um décimo por cento) da receita corrente líquida no terceiro exercício financeiro subsequente ao da promulgação desta Emenda Constitucional; IV - 14,5% (quatorze inteiros e cinco décimos por cento) da receita corrente líquida no quarto exercício financeiro subsequente ao da promulgação desta Emenda Constitucional; V - 15% (quinze por cento) da receita corrente líquida no quinto exercício financeiro subsequente ao da promulgação desta Emenda Constitucional. Art. 3º As despesas com ações e serviços públicos de saúde custeados com a parcela da União oriunda da participação no resultado ou da compensaçãofinanceira pela exploração de petróleo e gás natural, de que trata o § 1º do art. 20 da Constituição Federal, serão computadas para fins de cumprimento do disposto no inciso I do § 2º do art. 198 da Constituição Federal." II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e inciso II, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios; III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159, inciso I, alínea b e § 3º. * § 3º - Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabelecerá: I - os percentuais de que trata o § 2º; * I - os percentuais de que tratam os incisos II e III do § 2º; * Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 86, de 17 de março de 2015. II - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios, objetivando a progressiva redução das disparidades regionais; III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal, estadual, distrital e municipal; IV - as normas de cálculo do montante a ser aplicado pela União. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 86, de 17 de março de 2015.) * Parágrafos 2º e 3º acrescentados pela Emenda Constitucional nº 29, de 13.09.2000. * § 4º - Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. * Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006. * § 5º - Lei federal disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. * Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006. * § 5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência financeira complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido piso salarial. * Nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 63, de 04 de fevereiro de 2010 · Lei nº 11.350, de 5.10.2006 - (Publicada no DOU de 6.10.2006) que regulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo parágrafo único do art. 2º da Emenda Constitucional no 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências. * § 6º - Além das hipóteses previstas no § 1º do art. 41 e no § 4º do art. 169 da Constituição Federal, o servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos, fixados em lei, para o seu exercício." (NR) * Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006. Nota: Art. 2º da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006 - “Art 2º. Após a promulgação da presente Emenda Constitucional, os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias somente poderão ser contratados diretamente pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios na forma do § 4º do art. 198 da Constituição Federal, observado o limite de gasto estabelecido na Lei Complementar de que trata o art. 169 da Constituição Federal. Parágrafo único. Os profissionais que, na data de promulgação desta Emenda e a qualquer título, desempenharem as atividades de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias, na forma da lei, ficam dispensados de se submeter ao processo seletivo público a que se refere o § 4º do art. 198 da Constituição Federal, desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de Seleção Pública efetuado por órgãos ou entes da administração direta ou indireta de Estado, Distrito Federal ou Município ou por outras instituições com a efetiva supervisão e autorização da administração direta dos entes da federação.” Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. § 1º - As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. § 2º - É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. § 3º - É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei. § 4º - A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização. · Lei nº 9434, de 4.2.1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. · Decreto nº 2268, de 30.6.1997, que regulamenta a Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos; II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde; IV - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; V - incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico; * V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação; * Redação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015) VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano; VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos; VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. Politica nacional de atenção básica portaria 2436 Considerando a pactuação na Reunião da Comissão IntergestoresTripartite do dia 31 de agosto de 2017, resolve: Art. 1º Esta Portaria aprova a Política Nacional de AtençãoBásica - PNAB, com vistas à revisão da regulamentação de implantaçãoe operacionalização vigentes, no âmbito do Sistema Únicode Saúde - SUS, estabelecendo-se as diretrizes para a organização docomponente Atenção Básica, na Rede de Atenção à Saúde - RAS. Parágrafo único. A Política Nacional de Atenção Básica consideraos termos Atenção Básica - AB e Atenção Primária à Saúde APS,nas atuais concepções, como termos equivalentes, de forma aassociar a ambas os princípios e as diretrizes definidas neste documento. Art.2º A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúdeindividuais, familiares e coletivas que envolvem promoção, prevenção,proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos,cuidados paliativos e vigilância em saúde, desenvolvida por meio depráticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada comequipe multiprofissional e dirigida à população em território definido,sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária. §1º A Atenção Básica será a principal porta de entrada ecentro de comunicação da RAS, coordenadora do cuidadoe ordenadoradas ações e serviços disponibilizados na rede. § 2º A Atenção Básica será ofertada integralmente e gratuitamentea todas as pessoas, de acordo com suas necessidades edemandas do território, considerando os determinantes e condicionantesde saúde. § 3º É proibida qualquer exclusão baseada em idade, gênero,raça/cor, etnia, crença, nacionalidade, orientação sexual, identidade degênero, estado de saúde, condição socioeconômica, escolaridade, limitaçãofísica, intelectual, funcional e outras. § 4º Para o cumprimento do previsto no § 3º, serão adotadasestratégias que permitam minimizar desigualdades/iniquidades, demodo a evitar exclusão social de grupos que possam vir a sofrerestigmatização ou discriminação, de maneira que impacte na autonomiae na situação de saúde. Art. 3º São Princípios e Diretrizes do SUS e da RAS a seremoperacionalizados na Atenção Básica: I - Princípios: a) Universalidade; b) Equidade; e c) Integralidade. II - Diretrizes: a) Regionalização e Hierarquização: b) Territorialização; c) População Adscrita; d) Cuidado centrado na pessoa; e) Resolutividade; f) Longitudinalidade do cuidado; g) Coordenação do cuidado; h) Ordenação da rede; e i) Participação da comunidade. Art. 4º A PNAB tem na Saúde da Família sua estratégiaprioritária para expansão e consolidação da Atenção Básica. Parágrafo único. Serão reconhecidas outras estratégias deAtenção Básica, desde que observados os princípios e diretrizes previstosnesta portaria e tenham caráter transitório, devendo ser estimuladasua conversão em Estratégia Saúde da Família. Art. 5º A integração entre a Vigilância em Saúde e AtençãoBásica é condição essencial para o alcance de resultados que atendamàs necessidades de saúde da população, na ótica da integralidade daatenção à saúde e visa estabelecer processos de trabalho que consideremos determinantes, os riscos e danos à saúde, na perspectivada intra e intersetorialidade. Art. 6º Todos os estabelecimentos de saúde que prestemações e serviços de Atenção Básica, no âmbito do SUS, de acordocom esta portaria serão denominados Unidade Básica de Saúde UBS. Parágrafoúnico. Todas as UBS são consideradas potenciaisespaços de educação, formação de recursos humanos, pesquisa, ensinoem serviço, inovação e avaliação tecnológica para a RAS. 1- PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DA ATENÇÃO BÁSICA Os princípios e diretrizes, a caracterização e a relação deserviços ofertados na Atenção Básica serão orientadores para a suaorganização nos municípios, conforme descritos a seguir: 1.1- Princípios - Universalidade: possibilitar o acesso universal e contínuo aserviços de saúde de qualidade e resolutivos, caracterizados como aporta de entrada aberta e preferencial da RAS (primeiro contato),acolhendo as pessoas e promovendo a vinculação e corresponsabilizaçãopela atenção às suas necessidades de saúde. O estabelecimentode mecanismos que assegurem acessibilidade e acolhimentopressupõe uma lógica de organização e funcionamento do serviço desaúde que parte do princípio de que as equipes que atuam na AtençãoBásica nas UBS devem receber e ouvir todas as pessoas que procuramseus serviços, de modo universal, de fácil acesso e sem diferenciaçõesexcludentes,e a partir daí construir respostas para suasdemandas e necessidades. - Equidade: ofertar o cuidado, reconhecendo as diferençasnas condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades daspessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas diferenciaçõessociais e deve atender à diversidade. Ficando proibida qualquerexclusão baseada em idade, gênero, cor, crença, nacionalidade,etnia, orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde, condiçãosocioeconômica, escolaridade ou limitação física, intelectual,funcional, entre outras, com estratégias que permitam minimizar desigualdades,evitar exclusão social de grupos que possam vir a sofrerestigmatização ou discriminação; de maneira que impacte na autonomiae na situação de saúde. - Integralidade: É o conjunto de serviços executados pelaequipe de saúde que atendam às necessidades da população adscritanos campos do cuidado, da promoção e manutenção da saúde, daprevenção de doenças e agravos, da cura, da reabilitação, redução dedanos e dos cuidados paliativos. Inclui a responsabilização pela ofertade serviços em outros pontos de atenção à saúde e o reconhecimentoadequado das necessidades biológicas, psicológicas, ambientais e sociaiscausadoras das doenças, e manejo das diversas tecnologias decuidado e de gestão necessárias a estes fins, além da ampliação daautonomia das pessoas e coletividade. 1.2- Diretrizes - Regionalização e Hierarquização: dos pontos de atenção daRAS, tendo a Atenção Básica como ponto de comunicação entreesses. Considera-se regiões de saúde como um recorte espacial estratégicopara fins de planejamento, organização e gestão de redes deações e serviços de saúde em determinada localidade, e a hierarquizaçãocomo forma de organização de pontos de atenção da RASentre si, com fluxos e referências estabelecidos. - Territorialização e Adstrição: de forma a permitir o planejamento,a programação descentralizada e o desenvolvimento deações setoriais e intersetoriais com foco em um território específico,com impacto na situação, nos condicionantes e determinantes dasaúde das pessoas e coletividades que constituem aquele espaço eestão, portanto, adstritos a ele. Para efeitos desta portaria, consideraseTerritório a unidade geográfica única, de construção descentralizadado SUS na execução das ações estratégicas destinadas à vigilância,promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde. OsTerritórios são destinados para dinamizar a ação em saúde pública, oestudo social, econômico, epidemiológico, assistencial, cultural eidentitário, possibilitando uma ampla visão de cada unidade geográficae subsidiando a atuação na Atenção Básica, de forma queatendam a necessidade da população adscrita e ou as populaçõesespecíficas. III - População Adscrita: população que está presente noterritório da UBS, de forma a estimular o desenvolvimento de relaçõesde vínculo e responsabilização entre as equipes e a população,garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade docuidado e com o objetivo de ser referência para o seu cuidado. - Cuidado Centrado na Pessoa: aponta para o desenvolvimentode ações de cuidado de forma singularizada, que auxilie aspessoas a desenvolverem os conhecimentos, aptidões, competências ea confiança necessária para gerir e tomar decisões embasadas sobresua própria saúde e seu cuidado de saúde de forma mais efetiva. Ocuidado é construído com as pessoas, de acordo com suas necessidadese potencialidades na busca de uma vida independente e plena.A família, a comunidade e outras formas de coletividade são elementosrelevantes, muitas vezes condicionantes ou determinantes navida das pessoas e, por consequência, no cuidado. - Resolutividade: reforça a importância da Atenção Básicaser resolutiva, utilizando e articulando diferentes tecnologias de cuidadoindividual e coletivo, por meio de uma clínica ampliada capazde construir vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamenteefetivas, centrada na pessoa, na perspectiva de ampliação dos grausde autonomia dos indivíduos e grupos sociais. Deve ser capaz deresolver a grande maioria dos problemas de saúde da população,coordenando o cuidado do usuário em outros pontos da RAS, quandonecessário. VI.- Longitudinalidade do cuidado: pressupõe a continuidadeda relação de cuidado, com construção de vínculo e responsabilizaçãoentre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente, acompanhando os efeitos das intervençõesem saúde e de outros elementos na vida das pessoas ,evitando a perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogeniaque são decorrentes do desconhecimento das histórias de vida e dafalta de coordenação do cuidado. VII.- Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e organizaro fluxo dos usuários entre os pontos de atenção das RAS. Atuandocomo o centro de comunicação entre os diversospontos de atenção,responsabilizando-se pelo cuidado dos usuários em qualquer destespontos através de uma relação horizontal, contínua e integrada, com oobjetivo de produzir a gestão compartilhada da atenção integral. Articulandotambém as outras estruturas das redes de saúde e intersetoriais,públicas, comunitárias e sociais. VIII.- Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúdeda população sob sua responsabilidade, organizando as necessidadesdesta população em relação aos outros pontos de atenção à saúde,contribuindo para que o planejamento das ações, assim como, a programaçãodos serviços de saúde, parta das necessidades de saúde daspessoas. IX.- Participação da comunidade: estimular a participaçãodas pessoas, a orientação comunitária das ações de saúde na AtençãoBásica e a competência cultural no cuidado, como forma de ampliarsua autonomia e capacidade na construção do cuidado à sua saúde edas pessoas e coletividades do território. Considerando ainda o enfrentamentodos determinantes e condicionantes de saúde, através dearticulação e integração das ações intersetoriais na organização eorientação dos serviços de saúde, a partir de lógicas mais centradasnas pessoas e no exercício do controle social. LEI N.º 8.142, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1990 Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos fi nanceiros na área da Saúde e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as seguintes instâncias colegiadas: I - a Conferência de Saúde; e II - o Conselho de Saúde. § 1.º A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por esta ou pelo Conselho de Saúde. § 2.º O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, órgão colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profi ssionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e fi nanceiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo. § 3.º O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) terão representação no Conselho Nacional de Saúde. § 4.º A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos. § 5.º As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua organização e normas de funcionamento defi nidas em regimento próprio, aprovadas pelo respectivo conselho. Art. 2.º Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como: I - despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da administração direta e indireta; II - investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder. Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional; III - investimentos previstos no Plano Qüinqüenal do Ministério da Saúde; IV - cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito Federal. Parágrafo único. Os recursos referidos no inciso IV deste artigo destinarse-ão a investimentos na rede de serviços, à cobertura assistencial ambulatorial e hospitalar e às demais ações de saúde. Art. 3.º Os recursos referidos no inciso IV do art. 2.º desta Lei serão repassados de forma regular e automática para os Municípios, Estados e Distrito Federal, de acordo com os critérios previstos no art. 35 da Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990. § 1.º Enquanto não for regulamentada a aplicação dos critérios previstos no art. 35 da Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990, será utilizado, para o repasse de recursos, exclusivamente o critério estabelecido no § 1.º do mesmo artigo. § 2.º Os recursos referidos neste artigo serão destinados, pelo menos setenta por cento, aos Municípios, afetando-se o restante aos Estados. § 3.º Os Municípios poderão estabelecer consórcio para execução de ações e serviços de saúde, remanejando, entre si, parcelas de recursos previstos no inciso IV do art. 2.º desta Lei. Art. 4.º Para receberem os recursos, de que trata o art. 3.º desta Lei, os Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com: I - Fundo de Saúde; II - Conselho de Saúde, com composição paritária de acordo com o Decreto n.º 99.438, de 7 de agosto de 1990; III - plano de saúde; IV - relatórios de gestão que permitam o controle de que trata o § 4.º do art. 33 da Lei n.º 8.080, de 19 de setembro de 1990; V - contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento; VI - Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação. Parágrafo único. O não atendimento pelos Municípios, ou pelos Estados, ou pelo Distrito Federal, dos requisitos estabelecidos neste artigo, implicará em que os recursos concernentes sejam administrados, respectivamente, pelos Estados ou pela União. Art. 5.º É o Ministério da Saúde, mediante portaria do Ministro de Estado, autorizado a estabelecer condições para aplicação desta Lei. Art. 6.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 7.º Revogam-se as disposições em contrário. Centro cirurgico Técnico e Auxiliar de enfermagem Auxiliar o enfermeiro, sempre que necessário; Verificar o estado de conservação e funcionamento dos aparelhos e equipamentos, solicitando conserto e troca imediatos. Verificar a temperatura e iluminação da SO; Controlar o estoque de material esterilizado e as respectivas datas de esterilização; Responsabilizar-se pela identificação e encaminhamento das peças cirúrgicas aos laboratórios especializados; Exercer as atribuições de circulante de sala; Prover a sala de operação com recursos adequados às necessidades do cliente a segundo as especificidades de cada intervenção anestésico-cirúrgica; Montar a sala de operação; Auxiliar o cliente no transporte da maca para a mesa de cirurgia e vice-versa, assim como no seu posicionamento, procurando manter sua privacidade e permeabilidade de cateteres e sondas; Participar dos treinamentos e programas de atualização fornecidos pela instituição; Desenvolver procedimentos técnicos como sondagem vesical, punção venosa, na ausência do enfermeiro; Observar o bom funcionamento do sistema de gases; Estar atento para a placa dispersiva de energia do eletrocautério; Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica, e atentar para a técnica asséptica na abertura dos materiais estéreis; Auxiliar o anestesiologista na indução e reversão do procedimento anestésico; EM situações emergenciais ou imprevistas solicitar a presença do enfermeiro; Realizar o controle de débito de materiais utilizados na SO; Encaminhar o paciente para a unidade de origem tomando os cuidados pertinentes com drenos, sondas ou cateteres; Realizar o registro de todas as informações no prontuário ou impresso padronizado pela instituição; Ao término do procedimento cirúrgico proceder à desmontagem da SO e encaminhar os materiais contaminados ao CME. A fase dos cuidados pós-operatórios imediato começa tão logo o procedimento cirúrgico seja concluído e o paciente transferido para a Unidade de Recuperação Pós-Anestésica (URPA). Esta Unidade deve ser adjacente ao centro-cirúrgico, oferecendo facilidade de acesso. O estado do paciente deve ser avaliado quanto às necessidades durante a transferência (com oxigênio, dispositivo manual de pressãonegativa, um leito no lugar da maca). A permanência do paciente nesta unidade permite rápida convalescença, evita infecções hospitalares, poupa tempo, reduz gastos, ameniza a dor e aumenta a sobrevida do mesmo. Este é o período mais crítico da recuperação do paciente, por isso, vários cuidados de enfermagem são dispensados a ele com as seguintes dificuldades: prestar assistência intensivista até a total recuperação dos reflexos, assistir o paciente integralmente, proporcionando segurança e retorno rápido às suas atividades normais, prevenir complicações, e em alguns casos, auxiliar na reabilitação e na adaptação do paciente às novas condições resultantes da operação, como é o caso, por exemplo, da colostomia, da mastectomia, e da amputação, entre outras. O Enfermeiro assume os cuidados do paciente após uma avaliação inicial e um relato da equipe de transferência; deve sistematizar o registro das informações, mantendo vínculo ativo com os profissionais de saúde, além de oferecer à equipe de enfermagem condições para atuar com o cliente de maneira efetiva, planejada e segura. O histórico de enfermagem inicial do paciente pós-operatório começa com a determinação da avaliação imediata da via aérea e circulatória adequada. A via aérea é avaliada quanto à perviedade, oxigênio umidificado é aplicado e a frequência respiratória contada. É iniciada a oximetria de pulso em todos os pacientes, e a qualidade dos sons respiratórios é determinada. O paciente é então conectado ao monitor cardíaco, e a frequência cardíaca e ritmo são avaliados, assim como a verificação da pressão arterial. Avaliação inicial Após a avaliação imediata e completados os registros, inicia-se uma avaliação mais completa pós-anestesia. A avaliação é realizada rapidamente e é específica para o tipo de procedimento cirúrgico. Em alguns casos, o enfermeiro da URPA avalia os sinais vitais na admissão e inicia a avaliação pelo sistema respiratório. A avaliação respiratória consiste em frequência, ritmo, ausculta dos sons respiratórios e o nível de saturação do oxigênio. A presença de uma via aérea artificial e o tipo de sistema de liberação de oxigênio são anotados. O sistema cardiovascular é avaliado pela monitorização da frequência e ritmo cardíacos. A pressão arterial inicial do paciente é comparada para uma ou mais leituras do pré-operatório. A temperatura corporal é obtida e a condição da pele é examinada, incluindo o pulso periférico, se indicado. O paciente é então avaliado quanto ao funcionamento neurológico. O paciente está reativo (despertando da anestesia)? O paciente pode responder aos comandos? O paciente está orientado no mínimo quanto a nomes e hospital? O paciente pode movimentar as extremidades? Existem desvios da função neurológica pré-operatória? Alguns procedimentos operatórios requerem uma avaliação mais detalhada. Para avaliar a função renal, a ingesta e a excreta são examinadas. O líquido total intra-operatório e a estimativa de perda sanguínea são avaliados. Os acessos venosos, infusões e soluções de irrigação são anotados. A presença de todos os acessos venosos, drenos e cateteres são anotados; a excreta de urina é anotada quanto à coloração, quantidade e consistência. Toda informação obtida da avaliação na admissão é anotada no relatório da URPA A avaliação inicial inclui o registro de: 1. Sinais vitais: - Pressão arterial; - Pulso; - Temperatura; - Respiração 2. Nível de consciência 3. Leitura da pressão venosa central (PVC) se indicado; 4. Posição do paciente; 5. Condição e coloração da pele; 6. Necessidade de segurança do paciente; 7. Neurovascular: pulso periférico e sensação nas extremidades quando possível; 8. Condições de curativos ou linhas de sutura; 9. Tipo, perviedade e fixação dos tubos de drenagem, cateteres e recipientes; 10. Quantidade e tipo de drenagem; 11. Resposta muscular e força; 12. Resposta pupilar quando indicado; 13. Terapia venosa: localização, condição, fixação e quantidade de soluções infundidas em acessos venosos (inclusive sangue e derivados); 14. Nível de suporte físico e emocional; 15. Escore numérico de escala utilizada na unidade. O que é CME? O processo de limpeza, esterilização e infecção envolve não apenas a remoção da sujeira, mas também a eliminação de todos os micro-organismos presentes no item a ser processado. Essa prática é adotada pelo menos desde o século IX a.C., quando Homero aponta o uso do Enxofre como desinfetante. Com o passar do tempo e o sucessivo desenvolvimento dos estudos sobre a microbiologia, metodologias foram adotadas técnicas contra as doenças infecciosas. No Brasil, a primeira Central de Material e Esterilização foi implantada na década de 1940, no Hospital das Clínicas de São Paulo. Desde então esse setor vem sendo constantemente desenvolvido, apesar das limitações. A Central de Material e Esterilização é considerada como o setor mais importante de uma instituição hospitalar, sendo chamada de “coração do hospital”. Isso porque é a partir dela que todos os outros setores dão continuidade à assistência dos pacientes. Um hospital é o lugar onde há a maior associação de fatores de risco à saúde humana. Pesquisas científicas sugerem que a infecção hospitalar ameaça mais que infecções como gripe, AIDS e tuberculose juntas, tendo em vista que nenhum outro ambiente combina, de forma tão insalubre, hospedeiros vulneráveis e patogenias resistentes. Dessa forma, são indispensáveis ações para prevenir contaminações, já que ao lado de neoplasias e doenças cardiovasculares, respiratórias e contagiosas, a infecção hospitalar é a causa da maioria das mortes ao redor do mundo. A enfermagem tem um papel fundamental na gestão de equipamentos médicos e principalmente dentro das CME, devendo adotar medidas de prevenção e controle de infecções. Por serem profissionais qualificados e que atuam em conjuntos com os demais setores, os enfermeiros são os responsáveis por administrar e integrar essa central, planejando, executando e avaliando os métodos de esterilização. 3. Como funciona uma Central de Material e Esterilização? Uma Central de Material e Esterilização pode ser descentralizada, quando cada unidade hospitalar esteriliza e prepara o material utilizado, semicentralizada, onde os materiais são preparados em cada unidade e esterilizados no mesmo local, ou centralizada, quando o preparo e a esterilização são feitos no mesmo lugar. A melhor e mais usada forma de funcionamento é a centralizada, já que proporciona mais eficiência, economia e qualidade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é quem estabelece as diretrizes para o funcionamento de um Centro de Material Esterilizado. As normas abrangem todas as áreas e ações relacionadas ao setor. Na constituição da equipe da CME, por exemplo, deve haver enfermeiros e técnicos ou auxiliares de enfermagem. O responsável pelo setor também deve ser preferencialmente enfermeiro, com curso superior, habilitação legal e treinamento voltado para o processamento de produtos para a saúde, devendo se dedicar integralmente à essa unidade. A resolução completa pode ser acessada por aqui. Ainda de acordo com a Anvisa, a infraestrutura da CME deve ser constituída de: sala de recepção e limpeza; sala de preparo e esterilização; sala de desinfecção química (quando aplicável); área de monitoramento do processo de esterilização; e sala de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados. E como ambientes de apoio, devem ser previstos: vestiário com sanitário para funcionários; depósito de material de limpeza; uma copa para os funcionários do setor; sala administrativa e sala para descanso de funcionários em plantões noturnos. 4. Quais os setores? A esterilização dos materiais hospitalares dever ser feitas na seguinte sequência: Expurgo; Todo o material “sujo” é recebido pelo setor e limpo antes da esterilização. Preparo de materiais; Os utensílios são inspecionados, identificados, separados, embalados e preparados para a esterilização. Esterilização; Aqui, o materialé esterilizado por meios físicos (calor úmido ou seco) ou químicos (através de soluções). Distribuição de materiais esterilizados O último processo consiste em armazenar o material esterilizado e devolvê-lo aos setores de origem, com os cuidados necessários e estabelecidos. Quais as principais barreiras? A crescente resistência dos micro-organismos a agentes químicos e físicos obriga o setor a manter o rigor e uma constante atualização das formas de limpeza e esterilização. Além disso, apesar da suma importância dentro dos hospitais, muitas CME ainda não seguem todos os padrões teóricos definidos. E isso é causado, principalmente, por uma junção de fatores, como altos custos de maquinário e manutenção (já falamos aqui sobre como evitar esse problema), baixo investimento no setor, falta de profissionais qualificados para o e a ausência de planejamento. Técnico de enfermagem • Fazer a leitura dos indicadores biológicos, de acordo com as rotinas da instituição; • Receber, conferir e preparar os artigos consignados; • Realizar a limpeza, o preparo, a esterilização, a guarda e a distribuição de artigos, de acordo com solicitação; • Preparar os carros para cirurgias; • Preparar as caixas cirúrgicas; • Realizar cuidados com artigos endoscópicos em geral; • Monitorar afetiva e continuamente cada lote ou carga nos processos de esterilização; • Revisar a listagem de caixas cirúrgicas, bem como proceder à sua reposição; • Fazer listagem e encaminhamento de artigos e instrumental cirúrgico para conserto. As lavadoras ultra-sônicas, que removem as sujidades das superfícies dos artigos pelo processo de cavitação, são outro tipo de lavadora para complementar a limpeza dos artigos com lumens. Consideramos as seguintes áreas em uma Central de Material Esterilizado: Área suja: expurgo, destinado ao recebimento e lavagem dos artigos encaminhados pelas diversas unidades; Área limpa: destinada ao preparo dos materiais e da montagem da carga do processo de esterilização; Área estéril: destin. Classificação de artigos: Os artigos processados na Central de Material Esterilizado são divididos em três classificações, são elas: Artigos críticos: são produtos ou artigos utilizados em procedimentos invasivos, ou seja, que há penetração na pele, mucosas, em tecidos subepiteliais e também no sistema vascular, incluindo ainda todo e qualquer material que esteja conectado diretamente com essas regiões do corpo. Podemos citar como exemplo as agulhas, bisturis, implantes cirúrgicos, cateteres intravenosos, instrumentais cirúrgicos e soluções injetáveis. Estes artigos devem sempre passar por um processo de esterilização. Artigos semicríticos: são aqueles produtos ou artigos que entram em contato com a pele não íntegra do paciente, mesmo restrito às suas camadas, ou ainda aqueles que entram em contato com a mucosa íntegra como, por exemplo, a sonda nasoenteral e equipamentos utilizados na manutenção do aporte respiratório pacientes. Estes artigos requerem desinfecção de alto nível ou até mesmo a esterilização. Artigos não críticos: são os produtos ou artigos que entram em contato com a pele íntegra do paciente ou mesmo aqueles que nem chegam a ter contato direto com o paciente. Podemos citar como exemplo, os termômetros, o esfigmomanômetro e artigos destinados a higiene pessoal dos pacientes. Nestes artigos não há necessidade de utilizar o processo de esterilização e sim apenas um processo de desinfecção de baixo ou médio nível ada a retirada dos materiais e roupas já esterilizados e acondicionamento destes materiais Técnico de Enfermagem: desempenhar atividades com um nível de complexidade intermediária. Limpeza da sala cirurgica É o procedimento de remoção de sujeira, detritos indesejáveis e microorganismos presentes nas superfícies dos equipamentos e acessórios, mobiliários, pisos, paredes mediante a aplicação de energia química, mecânica e térmica. A escolha do procedimento de limpeza deve estar condicionada ao potencial de contaminação das áreas e artigos e dos riscos inerentes de infecções hospitalares. Os ambientes podem ser assim classificados: - Áreas críticas: São aquelas que oferecem risco potencial de transmissão de infecção, seja por procedimentos invasivos realizados, pela presença de pacientes com seu sistema imunológico deprimido ou por executar limpeza de artigos (hemodiálise, central de material e esterilização, centro-cirúrgico, UTI, etc.). - Áreas semicríticas: São todas as áreas ocupadas por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas (unidades de internação, ambulatórios). - Áreas não críticas: Áreas hospitalares não ocupadas por pacientes (salas administrativas, depósitos). São consideradas quatro etapas da limpeza em CC: Limpeza preparatória: realizada antes do início das cirurgias programadas do dia. Remover as partículas de poeira nas superfícies dos mobiliários, focos cirúrgicos e equipamentos com solução detergente ou desinfetante (álcool 70%) com um pano úmido e branco são seus objetivos; Limpeza operatória: realizada durante o procedimento cirúrgico consistindo apenas na remoção mecânica da sujidade (sangue e secreções) utilizando um pano comum embebido em agente químico de amplo espectro para que não ocorra secagem da superfície e disseminação contaminando o ar; Limpeza concorrente: Executada no término de cada cirurgia. Envolve procedimentos de retirada dos artigos sujos da sala, limpeza das superfícies horizontais dos móveis e equipamentos. - O hamper deve ser fechado e levado ao local de acesso à lavanderia. - O instrumental cirúrgico deve ser colocado aberto em caixas perfuradas (usando luvas) e encaminhado ao expurgo da central de materiais e esterilização (CME) o mais cedo possível para o reprocessamento. - As conexões do aspirador de secreções devem ser retiradas, desprezadas ou levadas ao expurgo da CME. - Artigos em aço inoxidável, de vidro, de borracha, utilizados na cirurgia recebem cuidados especiais. O conteúdo do frasco deve ser desprezado em local apropriado. Os frascos devem ser descartados ou trocados e desinfetados, antes do uso da próxima cirurgia. - As cânulas endotraqueais devem ser desprezadas após o uso. - As superfícies dos mobiliários e dos equipamentos existentes na SO devem ser limpas com solução desinfetante, geralmente o álcool 70%. - Não usar hipoclorito de sódio em superfícies metálicas devido ao risco de corrosão dos metais. - O chão deve ser limpo usando máquinas lavadoras e extratoras. Como isso nem sempre é possível, recomenda-se o uso da um pano de chão seco e limpo a cada sala de operação e para cada limpeza concorrente, e após isso deve ser mandado à lavanderia para ser processado. - As paredes devem ser limpas somente se houver contaminação direta com material orgânico (secreção, muco, sangue, etc.), assim com o teto. - A SO pode ser montada para outra cirurgia. Limpeza terminal: diária e periódica. A limpeza diária é realizada após a última cirurgia programada do dia. Envolve todos os procedimentos da limpeza concorrente, acrescentados à limpeza de todos os equipamentos, acessórios e mobiliários, pisos e paredes da SO. As portas devem ser limpas diariamente, especialmente o local próximo à maçaneta. O chão deve ser lavado com água e sabão. As macas e os carros de transporte também devem ser limpos. Os lavabos devem ser limpos, trocar a solução antisséptica, assim como as escovas de degermação. Já a limpeza periódica envolve itens cuja frequência de limpeza não necessita ser diária, por não se sujar com facilidade e ou por não estarem diretamente relacionados com a infecção direta do sítio cirúrgico. Dessa forma, rotinas de limpeza com periodicidades maiores podem ser estabelecidas. É o caso das superfícies verticais, janelas, portas, teto, grades de entrada e saída do ar condicionado, armários que permanecem fechados dentro e fora da sala de operação. A equipe de limpeza: A limpeza do CC é dividida entre o pessoal da limpezae o circulante da sala. O pessoal da limpeza deve ter noções de: microorganismos e sua transmissão; o porquê da limpeza da sala de operação; como realizar a limpeza em função da técnica (paredes e anexos de cima para baixo; tetos no sentido unidirecional; pisos: do fundo para a porta da sala; piso e corredores, saguões: de dentro para fora e de trás para frente; iniciar sempre da área menos contaminada para a mais contaminada; nunca realizar movimentos de vaivém; iniciar a limpeza pelas paredes e por último o piso). 1 Cuidados de Enfermagem Pré, Trans e Pós Operatório Prof. Adrean Scremin Quinto 2 Pré Operatório É o período de tempo que tem início no momento em que se reconhece a necessidade de uma cirurgia e termina no momento em que o paciente chega à sala de operação. 3 Pré Operatório Mediato: desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior a ela. Imediato: corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia. 4 Pré Operatório Cuidados de enfermagem: Atender o paciente conforme suas necessidades psicológicas (esclarecimento de dúvidas); Verificar sinais vitais; Pesar o paciente; Colher material para exames conforme solicitação médica; Observar e anotar a aceitação da dieta*; Orientar higiene oral e corporal antes de encaminhar o paciente para o centro cirúrgico; Manter o paciente em jejum, conforme rotina; Fazer tricotomia conforme rotina*; Orientar o paciente a esvaziar a bexiga 30 minutos antes da cirurgia; Retirar próteses dentárias, jóias, ornamentos e identificá-los; Encaminhar o paciente ao centro cirúrgico. 5 Humanização da Assistência de Enfermagem no Centro Cirúrgico Para uma boa assistência de enfermagem é necessário observar os aspectos humanos: Receber bem o paciente; Perguntar o nome do paciente*; Olhar para o paciente; Dizer quem é e o que faz na equipe; Preservar a intimidade do paciente; Não deixá-lo sozinho; Detectar condições de medo, ansiedade, nervosismo e passar segurança, promovendo conforto. 6 Trans Operatório O período trans-operatório ( ou peri-operatório ) compreende todos os momentos da cirurgia, da chegada do paciente à unidade de centro cirúrgico até a sua saída no final da cirurgia. 7 Trans Operatório Preparo da Sala Cirúrgica: Organização do material para anestesia e cirurgia; Testar equipamentos; Verificar condições de limpeza da sala; Posicionar equipamentos móveis; Observar segurança da sala como posicionamento de fios e chão molhado; Ajustar a temperatura da sala (entre 21°C e 24°C). 8 Trans Operatório Recepção no Centro Cirúrgico: Realizar uma breve leitura do prontuário certificando-se sobre os dados de identificação do paciente e sobre a cirurgia a que ele será submetido; Observar se todos os cuidados pré-cirúrgicos relacionados ao procedimento foram devidamente realizados; Verificar os sinais vitais do paciente, comunicando o médico anestesista ou o enfermeiro sobre possíveis alterações; Atentar para a necessidade de retirar esmalte das unhas, adornos ou próteses (normalmente são retirados antes do paciente deixar a unidade de origem com destino ao centro cirúrgico); Colocar no paciente gorro e sapatilhas; as roupas de cama que o cobriam devem ser trocadas por roupas de cama do próprio centro cirúrgico; Manter uma recepção calma, tranqüila que traga segurança ao paciente. 9 Trans Operatório Transporte para a sala de cirurgia: Garantir a segurança física e emocional do paciente (as grades devem estar erguidas, o profissional deve posicionar-se à cabeceira da maca); Comunicar-se com o paciente; Avaliar a expressão facial do paciente; Cuidados com acesso venoso, drenos, infusões; Não realizar movimentos bruscos e manter o paciente protegido com o lençol; Garantir um transporte tranquilo; Evitar conversas desnecessárias, brincadeiras, ruídos, etc. 10 Trans Operatório Preparo para a anestesia: Posicionar o paciente adequadamente para aplicação do anestésico; Dar apoio ao paciente; Disponibilizar material e drogas anestésicas. 11 Pós Operatório É o período que se inicia a partir da saída do paciente da sala de cirurgia e perdura até a sua total recuperação. 12 Pós Operatório Imediato: até 24h após o procedimento cirúrgico. Mediato: após 24 horas e até 07 dias após o procedimento cirúrgico. Tardio: após 07 dias após o recebimento da alta hospitalar. 13 Pós Operatório Cuidados de Enfermagem: Receber e transferir o paciente da maca para o leito com cuidado; Posicionar o paciente no leito; Verificar sinais vitais; Observar o estado de consciência; Avaliar drenagens e soroterapia; Fazer medicações conforme prescrição; Monitorar movimentos dos membros superiores ou inferiores; Controlar a diurese; Assistir psicologicamente o paciente e os familiares; Observar e relatar complicações. 14 Pós Operatório Complicações: Sonolência: é uma característica muito freqüente no paciente cirúrgico. Assim, a certificação do seu nível de consciência deve ser sempre primordial mediante alguns estímulos e as alterações devem ser imediatamente comunicadas. 15 Sede: o sulfato de atropina, utilizado durante a anestesia para diminuir as secreções, ocasiona a secura da mucosa oral. 16 Dor: a dor mais comum é aquela que ocorre na região alvo da cirurgia, a qual diminui gradativamente com o passar do tempo. Esta pode variar quanto á localização, intensidade, duração e tipo. 17 Soluço: é o espasmo incontrolado do músculo diafragma, causada por irritação do nervo frênico por deglutição de ar ou efeito do anestésico. 18 Náuseas/Vômitos: os efeitos colaterais dos anestésicos e a diminuição do peristaltismo ocasionam distensão abdominal, acúmulo de líquidos e restos alimentares no trato digestório, em conseqüência, o cliente pode apresentar náuseas e vômito. 19 Retenção urinária: é a incapacidade de excretar a urina, embora a bexiga esteja cheia, devido ao espasmo do esfíncter vesical. 20 Sala de Recuperação Anestésica (SRA) É a unidade destinada a prestação de cuidados ao paciente submetido à intervenção cirúrgica que ainda se encontra sob efeitos anestésicos. Os pacientes permanecem nessa unidade até que os sistemas orgânicos tenham se recuperado totalmente dos efeitos da anestesia, ou seja, até que seja possível manter uma estabilidade hemodinâmica satisfatória, preferencialmente sem a utilização de medicamentos, que se restabeleçam as funções ventilatórias ou que haja uma considerável superficialização do nível de consciência. 21 Sala de Recuperação Anestésica (SRA) Assistência de Enfermagem na SRA: Avaliar sinais vitais de 15 em 15 minutos, depois de 30 em 30 minutos, por último após 60 minutos; Avaliar oxigenação, estimulando o movimento respiratório; Observar ocorrência de vômitos, lateralizar a cabeça; Limpar vias aéreas e aspirar se necessário; Manter vigilância, curativo limpo e seco; Tomar medidas para aliviar a dor; Realizar balanço hídrico; Proporcionar conforto e segurança; Informar a família sobre o estado do paciente. 22 Sala de Recuperação Anestésica (SRA) 23 Sala de Recuperação Anestésica (SRA) 24 Sala de Recuperação Anestésica (SRA) Oxímetros ou multiparâmetros; Cama com grade; Central de O2 e vácuo; Suporte para soros, drenos, bombas de infusão, etc.; Medicamentos e materiais utilizados em emergência (Carro de Parada); Equipamentos para a manutenção de suporte avançado de vida Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, tem como missão organizar a Política Nacional de Vacinação, contribuindo para o controle, a eliminação e/ou erradicação de doenças imunopreviníveis. Está vinculado ao Sistema Único de Saúde, sendo coordenado pelo Ministério da Saúde de forma compartilhada com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Calendário nacional de vacinação de 2019 Idade Vacinas Ao nascer – BCG (dose única) – Hepatite B 2 meses – Pentavalente 1ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2ª dose) – Poliomielite 1ª dose (VIP) – Pneumocócica conjugada 1ª dose – Rotavírus 1ª dose 3 meses – Meningocócica C conjugada 1ª dose 4 meses –Pentavalente 2ª dose (Tetravalente + Hepatite B 2ª dose) – Poliomielite 2ª dose (VIP) – Pneumocócica conjugada 2ª dose – Rotavírus 2ª dose 5 meses – Meningocócica C conjugada 2ª dose 6 meses – Pentavalente 3ª dose (Tetravalente + Hepatite B 3ª dose) – Poliomielite 3ª dose (VIP) – Influenza (1 ou 2 doses anuais) 9 meses – Febre Amarela (dose única)**** – Influenza (1 ou 2 doses anuais) 12 meses – Pneumocócica conjugada reforço – Meningocócica C conjugada reforço – Tríplice Viral 1ª dose – Influenza (1 ou 2 doses anuais) 15 meses – DTP 1º reforço (incluída na pentavalente) – Poliomielite 1º reforço (VOP) – Hepatite A (1 dose de 15 meses até 5 anos) – Tetra viral (Tríplice Viral 2ª dose + Varicela) – Influenza (1 ou 2 doses anuais) 4 anos – DTP 2º reforço (incluída na pentavalente) – Poliomielite 2º reforço (VOP) – Varicela (1 dose) – Influenza (1 ou 2 doses anuais) 9-14 anos – HPV 2 doses* – Meningocócica C (reforço ou dose única)** Adolescentes, Adultos e Idosos – Hepatite B (3 doses a depender da situação vacinal) – Febre Amarela (dose única p/ não vacinados ou sem comprovante de vacinação) **** – Tríplice Viral (2 doses até os 29 anos ou 1 dose em > 30 anos. Idade máxima: 49 anos) – DT (Reforço a cada 10 anos) – dTpa (para gestantes a partir da 20ª semana, que perderam a oportunidade de serem vacinadas)*** Leia também: OMS e PNI alertam contra repetição da vacina BCG em crianças *HPV: Esquema básico com duas doses com 6 meses de intervalo em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina HPV também está disponível para indivíduos imunodeprimidos (indivíduos submetidos a transplantes de órgãos sólidos, transplantes de medula óssea ou pacientes oncológicos) e vivendo com HIV/Aids, que deverão receber o esquema de três doses (0, 2 e 6 meses) para ambos os sexos, nas faixas etárias entre 9 e 26 anos de idade. CUIDADO DA ENFERMAGEM AO PACIENTE CIRÚRGICO ANESTÉSICO A enfermagem é uma profissão essencial nos serviços de saúde, que utiliza não só conhecimentos específicos ou relacionados à área de saúde, mas também que integra e aplica conhecimentos derivados de outras áreas, como as ciências sociais, comportamentais, naturais e humanas. Sendo assim, os enfermeiros que atuam no período perioperatório devem fundamentar suas ações na aplicação criativa desses conhecimentos e ter habilidades e competências que visem que visem um cuidado individualizado ao paciente cirúrgico. Devem, também, acompanhar mudanças tecnológicas, econômicas e culturais do campo em que atuam, adaptando-as em seu cotidiano e utilizando-as para subsidiar programas de educação continuada para sua equipe. O período pós-operatório estende-se desde o momento em que o paciente deixa a sala de cirurgia até a última visita de acompanhamento com o cirurgião. Esse período pode ser tão curto quanto 1 semana ou tão longo quanto vários meses. Durante o período pós-operatório, o cuidado de enfermagem focaliza o restabelecimento do equilíbrio fisiológico do paciente, o alívio da dor, a prevenção das complicações e o ensino do autocuidado do paciente. A avaliação cuidadosa e a intervenção imediata auxiliam o paciente no retorno rápido, seguro e o mais confortável possível para a função ótima. O cuidado contínuo na comunidade, por meio dos cuidados domiciliares, visitas clínicas, visitas de consultório ou acompanhamento telefônico, facilita uma recuperação sem complicações. A Unidade de recuperação pós-anestésica também chamada de sala de recuperação pósanestésica(RPA), fica localizada adjacente às salas de cirurgia. Os pacientes ainda sob anestesia ou recuperando-se da anestesia são colocados nessa unidade para o fácil acesso a enfermeiras experientes, altamente competentes, anestesiologistas ou anestesistas, cirurgiões, monitoração e suporte pulmonar e hemodinâmico avançados, equipamento especial e medicamentos. A Unidade é mantida tranqüila, limpa e livre de equipamento desnecessário. Essa área é pintada em cores suaves e agradáveis e possui iluminação indireta, um teto á prova de som, equipamento que controla ou elimina o e boxes isolados, porém visíveis, para os pacientes agitados. A Unidade também deve ser bem ventilada. Esses aspectos beneficiam o paciente, pois o ajudam a diminuir a ansiedade e promover o conforto. O leito da Unidade propicia acesso fácil ao paciente, é seguro e de fácil mobilidade; pode ser colocado em posição a fim de simplificar e facilitar o cuidado, como suportes intravenosos (IV), grades laterais e freios nas rodas. As metas do tratamento de enfermagem para o paciente na RPA consistem em fornecer o cuidado até que o paciente tenha se recuperado dos efeitos da anestesia (ex., até a retomada das funções motora e sensorial), esteja orientado, apresente sinais vitais estáveis e não mostre evidências de hemorragia nem outras complicações. O cuidado de enfermagem deve focalizar a monitoração e manutenção dos estados respiratórios, circulatório, hidroeletrolítico e neurológico, bem como o controle da dor. Avaliações freqüentes e criteriosas do nível de saturação de oxigênio no sangue, freqüência e regularidade do pulso, profundidade e natureza das respirações, coloração da pele, nível de consciência e a capacidade de responder aos comandos são os marcos do cuidado de enfermagem na RPA. A enfermeira realiza uma avaliação basal, depois verifica o sítio cirúrgico para a drenagem ou hemorragia e se certifica de que todos os tubos de drenagem e linhas de monitoração estão conectados e funcionantes. Depois da avaliação inicial, os sinais vitais são monitorados e o estado físico geral do paciente é examinado, pelo menos, a cada 15 minutos. A principal meta no período pós-operatório imediato consiste em manter a ventilação pulmonar e, dessa maneira, evitar a hipoxemia (oxigênio reduzido no sangue) e a hipercapnia (excesso de dióxido de carbono no sangue). Ambas podem ocorrer se a via aérea estiver obstruída e a ventilação estiver reduzida (hipoventilação). Uma das maiores preocupações da enfermeira deve residir na obstrução da via aérea. No cliente pós-anestésico, a língua provoca a maioria dos casos de obstrução da via aérea. Além de verificar as prescrições médicas e a execução da administração de oxigênio suplementar, a enfermeira avalia a freqüência e a profundidade respiratória, a facilidade das respirações, a saturação de oxigênio e os sons respiratórios. O cliente está em risco de complicações cardiovasculares decorrentes da perda sanguínea real ou potencial proveniente do sítio cirúrgico; de efeitos colaterais da anestesia; de desequilíbrios hidroeletrolíticos; e de depressão dos mecanismos normais de regulação da circulação. Avalie o eletrocardiograma para o ritmo e freqüência cardíaca. Avalie a pressão arterial e o pulso para as tendências, em lugar dos valores absolutos. A pressão arterial decrescente e a freqüência de pulso aumentada no cliente pós-operatório são significativas porque podem significar hemorragia ou choque. Os agentes anestésicos podem afetar de várias formas a pressão arterial. A hipotensão é provavelmente a complicação cardiovascular mais comum observada no período pós-operatório, sendo causada na maioria das vezes por uma diminuição do volume sanguíneo circulante. Também inspecione a pele do cliente quanto à coloração (ex., hipocorda, cianótica), temperatura e sudorese (transpiração). A pele pálida, cianótica, fria ou pegajosa pode indicar perfusão tissular prejudicada, possivelmente por choque. A dor é um sintoma subjetivo em que o paciente exibe uma sensação de desconforto. A estimulação ou trauma de determinadas terminações nervosas, em conseqüência da cirurgia, provocam a dor. Quando os clientes despertam da anestesia geral, a sensação de dor fica proeminente. A dor pode ser percebida, antes que a consciência plena seja recuperada. A dor incisional aguda faz com que os clientes fiquem agitados e pode ser responsável por alterações nos sinais vitais. A avaliação do desconforto do clientee a avaliação da dor são funções essenciais da enfermagem.Além de monitorar o estado fisiológico do paciente e de controlar a dor, a enfermeira da RPA fornece apoio psicológico em um esforço para aliviar os medos e preocupações do paciente. A náusea e o vômito são problemas comuns na RPA. A enfermeira deve intervir no primeiro relato de náusea do paciente para controlar o problema em lugar de aguardar que ela progrida até o vômito. Muitos medicamentos estão disponíveis para controlar a náusea e o vômito sem sedar excessivamente o paciente; eles geralmente são administrados durante a cirurgia, bem como na RPA. Freqüentemente, náuseas e vômitos podem ser aliviados por identificação do fator causador (distensão gástrica, hipotensão, administração de narcóticos) e por intervenção apropriada. 3.2. Diagnósticos de Enfermagem / Prescrição de Enfermagem • Dor Aguda relacionada á incisão cirúrgica e trauma tecidual. • Observar idade, peso, condições médicas/psicológicas coexistindo, sensibilidade a analgésicos e curso intra-operatório; • Aplicar técnicas complementares para alívio da dor, como relaxamento e distração; 18 • Observar a presença de ansiedade/medo, e relacioná-los com a natureza e o preparo para o procedimento; • Avaliar os sinais vitais, observando taquicardia, hipertensão e aumento da respiração, mesmo se o paciente nega a dor. • Padrão Respiratório Ineficaz, relacionado à depressão do centro respiratório. • Manter as vias aéreas do paciente desobstruídas pela elevação da cabeça, hiperextensão da mandíbula, cânula orofaríngea; • Auscultar os sons respiratórios; • Observar freqüência e a profundidade respiratórias, expansão do tórax, uso de músculos acessórios, retração ou dilatação das narinas, cor da pele; observar o fluxo de ar; • Monitorar os sinais vitais continuamente. • Débito Cardíaco Diminuído relacionado ao choque ou hemorragia. • Avaliar a pressão arterial e a freqüência cardíaca, comparando com os resultados pré-operatórios; • Avaliar a coloração e a umidade da pele; • Avaliar os pulsos periféricos e o tempo de enchimento capilar, principalmente em cirurgias vasculares e ortopédicas; • Monitorizar/registrar arritmias cardíacas; • Realizar controle hídrico. • Risco de desequilíbrio da temperatura corporal relacionado ao ambiente cirúrgico e agentes anestésicos. • Monitorar a temperatura do paciente e do ambiente; • Comunicar valores de temperatura axilar abaixo de 35ºC; • Aquecer o paciente com cobertores ou mantas térmicas, quando necessário; • Substituir roupas molhadas por secas; • Evitar descobrir os pacientes sem necessidade. • Risco para Infecção relacionado á procedimentos invasivos e exposição ao ambiente. • Assegurar o manuseio asséptico dos acessos intravenosos; • Utilizar técnicas assépticas no cuidado da ferida operatória; • Verificar esterilidade de todos os itens manufaturados; • Avaliar sinais de infecção/sinais flogísticos (dor, calor, edema); • Examinar a pele quanto a lesões ou irritações, sinais de infecção; • Aplicar curativos estéreis. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do exposto sobre a assistência de enfermagem na recuperação pós-anestésica, podemos afirmar que os cuidados de enfermagem ao paciente que se encontra no período pós-operatório imediato, ou seja, ao paciente que está se recuperando da anestesia na RPA O período pós-operatório corresponde ao período em que o paciente se recupera da anestesia e tem início com a transferência do paciente para a sala de recuperação pós-anestésica. Materiais e equipamemtos que compoe a sala de cirurgia Equipamentos da Sala Cirúrgica Bisturi Elétrico É um equipamento cirúrgico que transforma a corrente elétrica alternada de baixa frequência em corrente elétrica de alta frequência. Sua função é coagular, dissecar e fulgurar. A coagulação refere-se à oclusão ou fechamento dos vasos sanguíneos por meio da solidificação das substâncias proteicas e de retração os tecidos. A dissecação é a secção dos tecidos pela dissolução da estrutura molecular e celular, desidratando e fundindo as células próximas ao eletrodo positivo. A fulguração é a coagulação superficial, indicada para eliminar pequenas proliferações celulares cutâneas e remover manchas. Bisturi Bipolar Este equipamento consiste em unidades eletrocirúrgicas bipolares, usadas com o objetivo de coagulação. Com o bisturi bipolar é permitido à coagulação bipolar, ou seja, a hemostasia de vasos sanguíneos da maioria dos tamanhos. Bisturi Harmônico O bisturi harmônico Ultrasicion utiliza-se a energia elétrica para acionar o sistema de corte e coagulação de tecidos moles, mas sem difundir essa corrente elétrica para o corpo do paciente. A potência do corte pode ser ajustada durante o procedimento cirúrgico, podendo essa potência ser aumentada ou diminuída, tanto para o corte ou para coagulação. Bisturi de Argônio Esse equipamento usa um feixe de gás de argônio ionizado, o plasma de argônio, que passa conduzir a corrente elétrica. A fulguração produz faíscas que atingem o tecido, formando túneis internos. A eficiência da coagulação, quando comparamos com o eletrocautério, deve-se ao fluxo contínuo de faíscas e não a ação do gás. Aspirador Cirúrgico Equipamento de apoio, utilizado na absorção de sangue e fluídos corporais durante o procedimento cirúrgico, sendo utilizado tanto no procedimento cirúrgico como na aspiração de secreções orais e traqueais realizada pelos anestesistas. Foco Cirúrgico de Teto É um equipamento instalado no teto da sala operatória com a finalidade de iluminar o campo operatório e melhorar a visualização do médico cirurgião. Ele pode ter uma ou duas cúpulas, cada uma com diversos bulbos. Foco Cirúrgico Portátil Tem a mesma função do foco cirúrgico de teto, porém sua potência é menor. Sua principal função é servir como um foco auxiliar ou ser utilizado em pequenos procedimentos realizados fora do centro cirúrgico como, por exemplo, no centro de terapia intensiva, hemodinâmica e unidade coronariana. Aparelho de Anestesia Equipamento utilizado para suprir uma mistura de gases anestésicos e promover a sustentação da vida do indivíduo anestesiado com segurança. Esse sistema não somente libera os gases anestésicos, vapores e oxigênio, como também provê o período transoperatório de um número de monitorizações básicas, realizando ainda a ventilação mecânica do paciente. Mesa Cirúrgica É um equipamento destinado a acomodar o paciente durante o procedimento cirúrgico. Possui diversos acessórios para ser utilizado em diversos tipos de procedimentos cirúrgicos. Pode ser elétrica ou manual. Bomba de Infusão Equipamento destinado a infusão de drogas, controlando sua vazão, tempo e quantidade de líquido infundido. Deve ser utilizada principalmente para drogas vasoativas. Desfibrilador Cardíaco É um equipamento destinado a realização da desfibrilação os cardioversão do coração. Pode ser utilizado em cirurgias específicas como, por exemplo, na cirurgia cardíaca ou em intercorrências durante o procedimento cirúrgico. Monitor Multiparamétrico É um equipamento destinado a monitorização de pacientes com a apresentação dos seguintes parâmetros: Oximetria de pulso; Eletrocardiograma contínuo; Pressão arterial não invasiva; Pressão arterial invasiva; Pressão arterial média; Frequência cardíaca; Capnografia; Frequência respiratória; Temperatura; Pressão intracraniana. Equipamentos de Videocirurgia São os equipamentos destinados a realização de cirurgias por vídeo, como videocolecistectomia, videoapendicectomia, dentre outras. Citaremos abaixo os principais equipamentos destinados a este tipo de procedimento cirúrgico. Fonte de Luz É um equipamento que gera e fornece luminosidade necessária para a visualização do campo de trabalho do médico cirurgião, sendo utilizada em endoscópios rígidos ou flexíveis. Câmeras de vídeo As micro câmeras como são chamadas são equipamentos de vídeo de alta definição, com dimensões reduzidas, que são utilizadas para tornar visíveis as imagens de um procedimentoendoscópico por meio de um monitor. É possível com esse equipamento gravar o procedimento cirúrgico em foto e vídeo, podendo disponibilizá-lo em CD ou DVD. Insufladores Este equipamento promove a distensão da região na qual o procedimento cirúrgico será realizado. Essa distensão pode ser realizada pelo gás, ou também por líquidos como manitol, glicina ou soros. O método mais comumente utilizado pelo gás dióxido de carbono. Pneumoperitônio O pneumoperitônio é a presença de ar ou gás na cavidade peritoneal. As cirurgias videolaparoscópicas exigem a insuflação de dióxido de carbono por meio da agulha de Verres com a finalidade de facilitar a visualização dos órgãos abdominais e com isso proporcionar uma maior segurança à cirurgia. Desmontagem da sala cirurgica A desmontagem da sala cirúrgica é responsabilidade da equipe de enfermagem e se resume a remover os materiais, equipamentos e artigos utilizados na cirurgia e encaminhá-los ao expurgo. Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) É a área destinada à permanência do paciente logo depois do término da cirurgia. Nesta sala o paciente é de responsabilidade do anestesista e fica aos cuidados das equipes de enfermagem e médica. Em caso de operações de alta complexidade, a recuperação pode ser feita na UTI. Central de Material e Esterilização (CME) É a área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentais médico-hospitalares. É na CME que se realiza o controle, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares. A CME pode ser de três tipos, de acordo com sua dinâmica de funcionamento: • Descentralizada – quando cada unidade é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza • Semi-centralizada – prepara seus materiais, mas os encaminha para serem esterilizados em um único local • Centralizada – quando os materiais do hospital são processados no mesmo local. EQUIPAMENTOS USADOS NO CENTRO CIRÚRGICO Os equipamentos básicos utilizados na sala de operação são classificados em fixos e móveis. A - Equipamentos fixos São aqueles adaptados à estrutura física da sala cirúrgica. Tais como: • Foco central; • Negatoscópio; • Sistema de canalização de ar e gases; • Prateleira (podendo estar ou não presente). B - Equipamentos móveis São aqueles que podem ser deslocados de uma para outra sala de operação, a fim de atender o planejamento do ato cirúrgico de acordo com a especificidade, ou mesmo serem acrescidos durante o desenvolvimento da cirurgia. São estes: • mesa cirúrgica e acessórios: colchonete de espuma, perneiras metálicas, suporte de ombros e arco para narcose. Atualmente, já estão no mercado mesas cirúrgicas totalmente automatizadas, o que permite várias configurações, a partir da simples troca de acessórios e módulos, e possibilita movimentos suaves e precisos em todas as direções e em ângulo de quase 180º. • aparelho de anestesia, contendo “kits” de cânulas endotraqueais e de Guedel: laringoscópios; pinças de Magil e esfigmomanômetro; • mesas auxiliares para instrumental cirúrgico, de Mayo e para pacotes de roupas estéreis; • bisturi elétrico ou termocautério; • aspirador de secreções; • foco auxiliar; • banco giratório; • balde inoxidável com rodízios; • suportes: de braço, hamper, bacia e soro; • escada de dois degraus; • estrado; • equipamentos utilizados para ajudar no posicionamento do paciente, tais como: coxins de areia ou espuma de diferentes tamanhos e talas; • carro para materiais de consumo e soluções antissépticas (o qual pode ser dispensado, quando houver local adequado para a colocação destes materiais como, por exemplo, prateleiras); • carro para materiais estéreis; • aparelhos monitores; • balança para pesar compressas e gazes. São exemplos de equipamentos moveis que podem ser acrescentados à sala cirúrgica: suporte de trépano, microscópio, máquina para circulação extracorpórea e outros. Organização da sala de recuperação pós-anestésica A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) deve ser provida de equipamentos básicos, em perfeitas condições de uso para atender a qualquer situação de emergência. Didaticamente, tais equipamentos e materiais de uma Recuperação Pós-Anestésica podem ser divididos em: a) equipamentos básicos, geralmente, fixos a parede, acima da cabeceira de cada leito: ü duas saídas de oxigênio com fluxômetros; ü uma saída de ar comprimido; ü uma fonte de aspiração a vácuo; . ü um foco de luz; ü tomadas elétricas de 110 e 220 watts; ü monitor cardíaco; ü oxímetro de pulso; ü esfigmomanômetro. b) equipamentos e materiais de suporte respiratório: ü ventiladores mecânicos; ü máscaras e cateteres para oxigênio (O2); ü sondas para aspiração; ü carrinho de emergência, com material completo para intubação orotraqueal e ventilação manual. c) equipamentos e materiais de suporte cardiovascular: ü equipos de soro e transfusão, cateteres, seringas e agulhas; ü equipos para medida de pressão venosa central (PVC). d) outros materiais: ü bandeja de cateterismo vesical; ü sondas vesicais de demora; ü sistema de drenagem vesical; ü pacotes de curativos; ü bolsas coletoras para drenos e ostomias; ü gazes; chumaços e adesivos; ü termômetros; ü frascos e tubos esterilizados para coleta de sangue; ü fitas reagentes para dosagem de glicose no sangue e urina; ü caixa de pequena cirurgia; ü medicamentos e soros; ü soluções desinfetantes e antissépticas; ü cilindros de O2 e ar comprimido e aspirador elétrico; , ü travesseiros, almofadas, cobertores e talas. É conveniente destacar que as camas para uso na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) devem ser do tipo cama-maca, providas de grades laterais de segurança, manivelas para dar posição de proclive e trendelemburg, encaixes para adaptar suportes de soro e cabeceira removível para facilitar o atendimento em situações de emergência. imunobiológico Contraindicações, situações especiais, adiamento, vacinação simultânea e falsas contraindicações. Alguns fatores, situações e condições podem ser considerados como possíveis contraindicações gerais à administração de todo imunobiológico e devem ser objeto de avaliação, podendo apontar a necessidade do adiamento ou da suspensão da vacinação. Especial atenção deve ser dada às falsas contraindicações, que interferem de forma importante para o alcance das metas e dos percentuais de cobertura dos grupos-alvo. MEMORIZE: Em geral, as vacinas bacterianas e virais atenuadas não devem ser administradas a usuários com imunodeficiência congênita ou adquirida, portadores de neoplasia maligna, em tratamento com corticosteroides em dose imunossupressora e em outras terapêuticas imunodepressoras (quimioterapia, radioterapia etc.), bem como gestantes, exceto em situações de alto risco de exposição a algumas doenças virais preveníveis por vacinas, como, por exemplo, a febre amarela (BRASIL,2014). Contraindicações comuns a todo imunobiológico O QUE É CONTRAINDICAÇÃO PARA VACINAÇÃO? A contraindicação é entendida como uma condição do usuário a ser vacinado que aumenta, em muito, o risco de um evento adverso grave ou faz com que o risco de complicações da vacina seja maior do que o risco da doença contra a qual se deseja proteger. (BRASIL,2014) Para todo imunobiológico, consideram-se como contraindicações: A ocorrência de hipersensibilidade (reação anafilática) confirmada após o recebimento de dose anterior; e História de hipersensibilidade a qualquer componente dos imunobiológicos. A ocorrência de febre acima de 38,5ºC, após a administração de uma vacina, não constitui contraindicação à dose subsequente; Quando ocorrer febre, administre antitérmico de acordo com a prescrição médica. Não indique o uso de paracetamol antes ou imediatamente após a vacinação para não interferir na imunogenicidade da vacina. Situações especiais São situações que devem ser avaliadas em suas particularidades para a indicação ou não da vacinação: Usuários que fazem uso de terapia comcorticosteroides devem ser vacinados com intervalo de, pelo menos, três meses após a suspensão da droga. Usuários infectados pelo HIV precisam de proteção especial contra as doenças imunopreveníveis, mas é necessário avaliar cada caso, considerando-se que há grande heterogeneidade de situações, desde o soropositivo (portador assintomático) até o imunodeprimido, com a doença instalada. Crianças filhas de mãe com HIV positivo, menores de 18 meses de idade, mas que não apresentam alterações imunológicas e não registram sinais ou sintomas clínicos indicativos de imunodeficiência, podem receber todas as vacinas dos calendários de vacinação e as disponíveis no CRIE o mais precocemente possível. Usuários com imunodeficiência clínica ou laboratorial grave não devem receber vacinas de agentes vivos atenuados. O usuário que fez transplante de medula óssea (pós-transplantado) deve ser encaminhado ao CRIE de seis a doze meses após o transplante, para revacinação conforme indicação. ATENÇÃO: É considerada imunossupressora a dose superior a 2 mg/kg/dia de prednisona ou equivalente para crianças e acima de 20 mg/kg/dia para adultos por tempo superior a 14 dias. Doses inferiores às citadas, mesmo por período prolongado, não constituem contraindicação. O uso de corticoides por via inalatória ou tópicos ou em esquemas de altas doses em curta duração (menor do que 14 dias) não constitui contraindicação de vacinação. Adiamento da vacinação Situações para o adiamento da administração de um imunobiológico: Usuário de dose imunossupressora de corticoide – vacine 90 dias após a suspensão ou o término do tratamento. Usuário que necessita receber imunoglobulina, sangue ou hemoderivados – não vacine com vacinas de agentes vivos atenuados nas quatro semanas que antecedem e até 90 dias após o uso daqueles produtos. Usuário que apresenta doença febril grave – não vacine até a resolução do quadro, para que os sinais e sintomas da doença não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina. Vacinação simultânea Atenção: A vacinação simultânea consiste na administração de duas ou mais vacinas no mesmo momento em diferentes regiões anatômicas e vias de administração. De um modo geral, as vacinas dos calendários de vacinação podem ser administradas simultaneamente sem que ocorra interferência na resposta imunológica, exceto as vacinas Febre Amarela, tríplice viral, contra varicela e tetra viral, que devem ser administradas com intervalo de 30 dias. Atenção: As vacinas Febre Amarela, tríplice viral, contra varicela e tetra viral, que devem ser administradas com intervalo de 30 dia. munobiológicos Especiais Ministério da Saúde disponibiliza, nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais – CRIE, produtos imunobiológicos de moderna tecnologia e alto custo, com intuito de beneficiar uma parcela especial da população brasileira que, por motivos biológicos, são impedidos de usufruir dos benefícios dos produtos que se encontram na rotina disponibilizados na rede pública. São produtos (vacinas e Imunoglobulinas) de alto custo desenvolvidos através de tecnologias modernas a fim de beneficiar uma parcela especial da população brasileira como: imunodeprimidos e seus contatos, pessoas intolerantes aos produtos comuns (reações alérgicas ou manifestação de evento adverso pós administração), pessoas expostas inadvertidamente a agentes infecciosos por motivos profissionais ou por violência. Esses produtos não estão disponíveis na rotina da rede pública e devem ser solicitados, quando necessário, nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE). Manuseio de equipamentos Padronização do uso de EPI no desenvolvimento da limpeza dos materiais médicohospitalares. Uso luvas de borracha antiderrapante e de cano médio ou longo que não comprometa o tato do profissional com o material, Avental impermeável, Gorro, Protetor facial, Óculos de proteção, Protetor auditivo (na utilização de lavadoras ultrassônicas e termodesinfectadoras); Autocraves: por esterilização por vapor d’água, sugere-se procurar um fabricante que cumpra as normas de fabricação, desempenho e principalmente de segurança, já que se trata de um vaso de pressão. Os cuidados a serem tomados iniciam-se nos requisitos de uso, em que é necessário pormenorizar os detalhes dos produtos a serem esterilizados e dados de volume, peso, quantidade, etc. Os cuidados devem prosseguir nas etapas de validação, como qualificação de instalação, qualificação de operação e qualificação de desempenho. Com o equipamento em operação deve-se cumprir à risca as instruções de manutenção previstas pelo fabricante e também da legislação de trabalho e saúde. O uso do agente esterilizante vapor é peça-chave para um bom processo, por ser o principal portador do calor para a indústria que se utiliza deste processo. Os níveis de qualidade exigidos por normatização não somente na indústria farmacêutica, bem como na alimentícia, biotecnologia, foram aumentados. Processos em que no passado recente eram aceitáveis o uso de vapor industrial (contaminados com produtos químicos nocivos na água de alimentação, particulados e incrustações, bem como corrosões), agora exigem um vapor com grau de pureza extremamente puro. Por isso é importante conhecer as qualidades de pureza de vapor que é possível usar nos processos, o quanto adequado cada tipo de vapor é, e que tipo de normativa o regula para tal processo. Seladora: Em um hospital, fazer a esterilização dentro da Central de Esterilização é o local mais adequado para esse procedimento, pois reúne todos os requisitos básicos para o perfeito manuseio, desde a chegada do material contaminado no expurgo, passando pelo processo de limpeza manual ou mecânica (Lavadora Ultrassônica), até o processo de esterilização a vapor saturado (autoclave) e finalmente sendo encaminhada para o arsenal onde será feita a armazenagem dos materiais esterilizados. Outro aspecto importante na decisão favorável a CME (Central de Material e Esterilização) é a facilidade no que se refere ao Controle e Monitorização da Esterilização que é feito através de testes químicos e biológicos, possibilitando assim a liberação do material esterilizado para uso. As embalagens de papel de grau cirúrgico devem ser fechadas com seladora, pois a fita adesiva não proporciona uma vedação 100% segura, comprometendo assim a validade da esterilização. Lavadora ultrassônica: indicado para instrumentais que possuem conformações complexas e lumes (usar obrigatoriamente na limpeza de materiais endoscópicos com exceção das óticas). • Não superlotar o cesto para que todos os materiais sejam expostos à ação de cavitação das ondas ultra-sônicas; • Utilizar apenas instrumentos com o mesmo tipo de liga metálica (pode haver transferência de íons e produção de pontos de corrosão); • Trocar a água da lavadora sempre que esta apresentar sujidade visível em seu interior ou modificação na coloração da solução enzimática, • Estabelecer um tempo médio de permanência do material na lavadora (ex: 10 minutos) procedendo à repetição do processo caso necessário após avaliação da limpeza, • Realizar testes para avaliação do processo de limpeza da lavadora (disponíveis no mercado – ex. Teste de Resíduo Soil Test®, teste de Resíduo de Proteína Biotrace Pro-tec® e teste Kit Proteína Miele Merck®). Doenças crônicas: A OMS (Organização Mundial da Saúde) define as doenças crônicas (DC) como “doenças de longa duração e de progressão, geralmente, lenta. Existem vários tipos de doenças crônicas, mas as duas principais são: Condições congênitas: tem início a partir de um processo infeccioso ou parasitário (aquelas que já nascemos com a doença ou ela desenvolve nos primeiros meses de vida), são consideradas doenças crônicas, como a fenilcetonúria, espinha bífida e cardiopatias congênitas, por exemplo. Doenças crônicas não congênitas: é caracterizada pela progressão de acometimentos fisiológicos que acabam desencadeando a doença.já o percurso dessas doenças é longo e muitas vezes o processo de cura é lento ou até inexistente, tornando uma condição permanente. As doenças crônicas transmissíveis mais comuns são: AIDS/HIV Hepatite B / C Doença de Chagas Tuberculose Sabendo quais são as doenças crônicas transmissíveis mais comuns, observamos que todas elas se desenvolvem a partir do contato com um agente contagiante, como vírus, bactérias e protozoários. Então, para evitá-las o ideal é não ter contato com esses agentes. Em alguns casos, como na hepatite B, é possível vacinar-se nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e o melhor é que não há nenhum custo ao usuário. Na maioria dos casos, as doenças crônicas não transmissíveis estão ligadas ao estilo de vida, sedentarismo, alimentação desequilibrada, tabagismo e consumo de álcool são os principais fatores de risco relacionados ao seu aparecimento. Olha que interessante, todos esses fatores de risco podem ser modificados! Principais doenças crônicas: quais são? Listamos quais são as doenças crônicas não transmissíveis que mais se desenvolvem no mundo: Asma; Doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica, enfisema pulmonar); Doenças cardiovasculares (hipertensão, insuficiência cardíaca, AVC, doença vascular periférica, entre outras) Diabetes; Câncer Doenças renais crônicas; Doenças neuropsiquiátricas (como depressão, distúrbios relacionados ao abuso de álcool e outras drogas, etc); Doença de Parkinson e Alzheimer; Além do estilo de vida outro fator de risco que deve ser considerado é a predisposição genética, por isso, sempre que possível saiba quais são as doenças crônicas dos familiares mais próximos (pai, mãe, avós, tios e irmãos). Geralmente para o surgimento dessas doenças é necessária a exposição à mais de um fator de risco e embora a genética não seja modificável, todos os outros são! Saúde da Criança A Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM) é responsável por coordenar e implementar a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) mediante a articulação interfederativa com os gestores estaduais e municipais. A PNAISC tem por objetivo promover e proteger a saúde da criança e o aleitamento materno, mediante a atenção e cuidados integrais e integrados, da gestação aos nove anos de vida, com especial atenção, à primeira infância e populações de maior vulnerabilidade, visando à redução da morbimortalidade e contribuir para um ambiente facilitador à vida com condições dignas de existência e pleno desenvolvimento. Os pilares da política são: I - Atenção humanizada e qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento e ao recém-nascido II - Aleitamento materno e alimentação complementar saudável III - Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral IV - Atenção integral a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças crônicas V - Atenção integral a crianças em situação de violências, prevenção de acidentes e promoção da cultura de paz VI - Atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de vulnerabilidade VII - Vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno. Aleitamento materno O aleitamento materno é uma das prioridades do Governo Federal. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno (aleitamento materno exclusivo), ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos. Quanto mais tempo o bebê mamar no peito da mãe, melhor para ele e para a mãe. Depois dos 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família, mas não deve parar. IMPORTANTE: Amamentar é muito mais do que nutrir a criança. É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Benefícios da amamentação ou aleitamento maternoBenefícios para o bebê O leite materno é um alimento completo. Isso significa que, até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (chá, suco, água ou outro leite). Ele é de mais fácil digestão do que qualquer outro leite e funciona como uma vacina*, pois é rico em anticorpos, protegendo a criança de muitas doenças como diarreia, infecções respiratórias, alergias, além de diminuir o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. É limpo, está sempre pronto e quentinho. A amamentação favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê. Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração. *O aleitamento materno não exclui a necessidade de cumprimento do calendário de vacinação da criança. O leite materno protege contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, além de reduzir a chance de desenvolver obesidade. Crianças amamentadas no peito são mais inteligentes, há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. Saúde de Adolescentes A Área Técnica de Saúde de Adolescentes e Jovens (ASAJ) tem como objetivo promover a atenção integral, humana e resolutiva à saúde de adolescentes e jovens de 10 a 24 anos, na perspectiva de assegurar a acessibilidade e a melhoria da qualidade de saúde a essa população, considerando os eixos prioritários previstos nas Diretrizes Nacionais para Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens, na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde, Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento saudáveis; Atenção Integral à Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva e Atenção integral ao uso abusivo de álcool e outras drogas, tendo como marco legal básico norteador, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8069/90; as Leis Orgânicas da Saúde (Lei nº 8080/90 e Lei nº 8142/90), a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei nº 8742/93) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (Lei nº 9.394/1996). A ASAJ é responsável pela implantação e implementação de políticas públicas de saúde voltadas para adolescentes e jovens no Estado da Bahia, desenvolvendo ações voltadas para planejamento, organização, execução, acompanhamento, monitoramento e avaliação de ações relacionadas à promoção da saúde; detecção, prevenção e assistência de problemas relacionados à área da Saúde de Adolescentes e Jovens, sobretudo através dos Núcleos e Bases Regionais de Saúde. O conjunto de atividades desenvolvidas convergem no acompanhamento e avaliação de indicadores relacionados à Saúde de Adolescentes e Jovens, com a finalidade de recomendar e adotar ações de promoção, prevenção e controle das doenças ou agravos na perspectiva da qualificação da atenção a tal segmento etário. Principais ações desenvolvidas • Fortalecimento do processo de implantação/implementação das ações de atenção à saúde de adolescentes e jovens em todos os níveis de atenção; • Viabilização da institucionalização das Diretrizes Nacionais de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens na promoção, prevenção e recuperação da saúde; • Desenvolvimento, organização, realização de ações de educação permanente diversas na perspectiva de contribuir no processo de instrumentalização e qualificação dos diferentes profissionais em relação à atuação com adolescentes e jovens como por exemplo: oficinas, seminários, processos formativos, videoconferências, webpalestras, palestras, rodas de conversas, etc.; • Implantação/Implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei, em Regime de Internação e Internação Provisória (PNAISARI); • Acompanhamento e avaliação dos indicadores de saúde relacionados ao segmento de Adolescentes e Jovens; • Realização de visitas a municípios e serviços para acompanhamento de indicadores/ações relacionados à Saúde de Adolescentes e Jovens;• Participação em espaços interinstitucionais diversos relacionados à adolescência e juventude na perspectiva do fortalecimento da defesa e garantia dos direitos de adolescentes e jovens, a exemplo: Comissão Estadual Intersetorial de Implementação e Acompanhamento do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo na Bahia – SINASE; Grupo de Trabalho da Política Nacional de Atenção Integral de Adolescentes em Conflito com a Lei, em Regime de Internação e Internação Provisória; Grupo de Trabalho Intersetorial Estadual do Programa Saúde na Escola; Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Estado da Bahia; Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM); etc. • Implantação/implementação da Linha de Cuidado para Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências; • Implantação/implementação da Caderneta de Saúde de Adolescentes; • Implantação/implementação da Agenda Proteger e Cuidar de Adolescentes na Atenção Básica; • Articulação/apoio/assessoria aos Núcleos Regionais de Saúde, Bases Regionais de Saúde e Serviços de saúde de níveis diferenciados de complexidade tendo como um dos objetivos a implementação e/ou fortalecimento das ações de Saúde de Adolescentes e Jovens na prestação da assistência sobretudo a: – Adolescentes e jovens que convivem com HIV/AIDS e outras doenças transmissíveis e de notificação compulsória; – Adolescentes grávidas e/ou em situação de abortamento. – Adolescentes e jovens que possuem distúrbio de comportamento ou algum nível de transtorno mental; – Adolescentes e jovens que vivem em situação de rua e/ou demais vivências de risco e vulnerabilidade social; – Adolescentes que estão em conflito com a lei e cumprindo medidas socioeducativas; – Adolescentes e jovens que tenham praticado ou sofrido qualquer tipo de violência: interpessoal (intrafamiliar e comunitária), coletiva e autoprovocada, etc.