Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

�
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU…
SITUAÇÃO PROBLEMA
Eloá, 81 anos, nos últimos três anos não têm acompanhado sua irmã Elvira 
nas caminhadas diárias, não tem ajudado na limpeza da casa e nem tem ido 
aos Bailes da Saudade que tanto gostava, pois, não consegue mais dançar 
sem sentir muitas dores nos joelhos. Nos últimos meses ela parou até 
mesmo de costurar, seus dedos das mãos estão muito doloridos. Ela faz 
tratamento para osteoartrite com anti-inflamatórios não esteroidais e realiza 
densitometria óssea a cada dois anos. No início da semana, Eloá resolveu 
acompanhar Elvira na caminhada matutina e acabou caindo na rua. Ela foi 
levada para o hospital e foi constatado um corte profundo no rosto, fratura 
no braço e algumas escoriações pelo corpo. Eloá foi encaminhada para 
cirurgia ortopédica corretiva e a avaliação laboratorial pré-operatória 
mostrou os seguintes resultados: Ureia sérica: 75mg/dL (valor de referência 
normal: 1640 mg/dL Creatinina sérica: 2,3mg/dL (valor de referência: 0,6 
1,2mg/dL Sódio: 139mmol/L 135145mmol/L Potássio: 5,2mmol/L 3,5
5,5mmol/L Eloá foi submetida a uma cirurgia programada. Teve todos os 
cuidados no pós-operatório e o médico afirmou que ela vai precisar de 
fisioterapia e fortalecimento para voltar a ter movimentos no braço e para ir 
aos bailes com tranquilidade. Para isso lhe passou uns cinco medicamentos.
Em decisão conjunta com sua irmã, resolveu que ao sair do hospital vai 
viver numa instituição de longa permanência ILP para idosos.
Problemas e hipóteses
Problemas: 
Eloá estava com dores nos joelhos e dedos da mão
Faz tratamento para osteoartrite com anti-inflamatórios não esteroidais
Realiza densitometria óssea a cada dois anos
Na caminhada matutina caiu na rua e teve corte profundo no rosto, 
fratura no braço e escoriações pelo corpo
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 1
Eloá foi encaminhada para cirurgia ortopédica corretiva
Eloá necessita de fisioterapia e fortalecimento para voltar aos 
movimentos normais do braço
Hipóteses:
Exames alterados devido aos problemas ósseos que já apresenta
O tratamento já utilizado está sendo ineficaz
Eloá estava com os sintomas pois não realizou a profilaxia adequada 
anteriormente
Está com fraqueza óssea, e isso acarretou em uma fratura maior no 
braço.
QUESTÃO DE APRENDIZAGEM
Conceito:
Exames: Colesterol sérico e glicemia em jejum
O exame de colesterol total serve para mostrar os níveis de colesterol 
no organismo do paciente a partir de uma amostra de sangue. Na 
maioria dos casos, é um exame de rotina, realizado para checar a 
saúde do indivíduo e rastrear de forma precoce possíveis doenças do 
coração. O colesterol total é a soma das frações HDL, LDL e VLDL, 
sendo considerado alto quando seus níveis estão acima de 190 
mg/dL, o que é verificado por meio do exame de sangue.
Colesterol na SP 300 mg/dL
O estado de normalidade da glicemia em jejum é de 70 mg/dl a 100 
mg/ld. Uma pessoa é classificada como pré-diabética ao medir a sua 
glicemia em jejum e atingir entre 100 e 125 mg/dl. Já aqueles que 
atingem a partir de 126 mg/dl são considerados diabéticos.
Glicemia na SP 120 mg/dL
Quais os problemas osteoarticulares 
relacionados à senescência?
Osso
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 2
Duas primeiras décadas de vida há um incremento de progressivo de 
massa óssea
Pico de massa óssea aos 25 anos, com progressivo aumento da 
reabsorção óssea
A cada 7 ou 10 anos há uma renovação de todo esqueleto ósseo
Freio estrogênico dos osteoclastos o que implica em menor 
formação óssea
Alteração nos níveis hormonais e um predomínio do paratormônio
Hipovitaminose D (produção endógena da pele sob 
exposição solar em
condições normais)
Pele envelhecida possui menor capacidade de produção de vitamina 
D
(cerca de 25% diante de exposição solar idêntica a de um jovem 
80%
Menor capacidade renal para formação do calcitriol
Maior dependência de fontes alimentares de vitamina D
A vitamina D também possui a função de absorção de cálcio no 
intestino.
Assim, com a diminuição da disponibilidade da vitamina D com o 
envelhecimento,
devido a baixa exposição ao sol e diminuição da atividade hepática e 
renal, órgãos
responsáveis pela oxidação da vitamina D no corpo, ocorre a 
diminuição dos níveis
plasmáticos de cálcio. 
A diminuição dos níveis plasmáticos de cálcio sensibiliza as 
glândulas
paratireoides à produção do PTH Paratormônio). Esse hormônio 
possui função de
aumentar os níveis séricos de cálcio, pois o cálcio é 
fundamental em diversos processos fisiológicos do corpo. 
Nesse contexto, o PTH aumenta a atividade
osteoclástica, que acarreta em maior desmineralização da matriz 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 3
óssea, liberando o
cálcio armazenado no osso para aumentar os níveis de cálcio no 
sangue.
Cartilagem Articular
A cartilagem articular CA, produto de secreção dos condrócitos, é 
formada
por matriz de colágeno tipo II altamente hidratada, conjuntamente 
com agregados de
proteoglicanos (macromoléculas organizadas em uma complexa 
estrutura aniônica
que atua como uma verdadeira mola biológica).
A composição e a organização estrutural entre colágeno e 
proteoglicanos são
os responsáveis pelas características de resistência, elasticidade e 
compressibilidade
da CA. Amortece e dissipa forças e reduz fricção.
O principal tipo de proteoglicano presente na CA é o agrecano, 
constituído por
um núcleo proteico ao qual se aderem muitas cadeias de sulfato de 
condroitina.
O envelhecimento cartilaginoso traz: 
menor poder de agregação dos proteoglicanos; 
menor resistência mecânica da cartilagem; colágeno com menor 
hidratação, maior resistência à colagenase e maior afinidade 
pelo cálcio.
No envelhecimento cartilaginoso a rede colágena torna-se cada vez 
mais rígida, isso
acontece pois: 
 Apresentar elevados níveis de pentosidina, que é um dos produtos 
de glicação
AGES inglês - conjunto de moléculas capazes de modificar, 
irreversivelmente,
propriedades químicas e funcionais de estruturas biológicas.
- a taxa da síntese dos proteoglicanos é inversamente proporcional 
ao grau de
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 4
glicação 
 Diminuindo a capacidade de síntese cartilaginosa.
Os condrócitos sofrem a ação reguladora de mediadores: 
- pré-catabólicos (metaloproteases e citocinas que promovem 
a degradação
cartilaginosa);
- pró-anabólicos (fatores de crescimento que ativam 
mecanismos de
regeneração).
Os condrócitos de idosos têm menor capacidade de 
proliferação e possibilidade
reduzida de formar tecido novo.
Agentes da degradação cartilaginosa:
- metaloproteases, interleucina-1, interleucina-6 e do TNFα.
Fatores anabólicos:
 IGF1 (insulin-like growth factor-1
 TGFβ (transforming growth factor-β) 
- síntese de proteoglicanos. 
Músculo 
Com o envelhecimento, há uma diminuição lenta e 
progressiva da massa
muscular, sendo o tecido nobre paulatinamente substituído por 
colágeno e gordura.
A força de quadríceps aumenta progressivamente até os 30 anos, 
começa a
declinar após os 50 anos e diminui acentuadamente após 
os 70 anos. 
Dados longitudinais indicam que a força muscular diminui  15% por 
década até a 6a ou a 7a década e aproximadamente 30% após esse 
período.
Sarcopenia, termo que denota o complexo processo do 
envelhecimento
muscular associado a diminuições da massa, da força e da 
velocidade de contração
muscular.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 5
A etiologia da sarcopenia é multifatorial, envolvendo alterações no 
metabolismo
do músculo, alterações endócrinas e fatores nutricionais, 
mitocondriais e genéticos. 
Recentemente demonstrou-se em camundongos que a 
sarcopenia está
associada a mitocôndrias morfologicamente alteradas e 
disfuncionais decorrentes de
uma reduzida mitofagia. Tais resultados, além de 
acrescentar subsídios à teoria mitocondrial-lisossomal do 
envelhecimentodos tecidos pós-mitóticos de longa vida, corroboram 
as duas principais estratégias não farmacológicas (restrição 
calórica e treinamento muscular, ambas condições que 
sabidamente melhoram a função mitocondrial) para minorar a 
sarcopenia.
O grau de sarcopenia não é o mesmo para diferentes 
músculos e varia
amplamente entre os indivíduos. O mais significativo é saber que o 
declínio muscular
idade relacionada é mais evidente nos membros inferiores do que 
nos superiores, haja
vista a importância daqueles para o equilíbrio, a ortostase e a marcha 
dos idosos.
Estima-se que, após os 60 anos, a prevalência da sarcopenia seja da 
ordem de 30%,
aumentando progressivamente com o envelhecimento.
A partir dos 75 anos, o grau de sarcopenia é um dos indicadores da 
chance de
sobrevivência do indivíduo
Quais as patologias osteoarticulares mais 
comuns em idosos? (desmineralização óssea, 
fisiopatologias, epidemiologias)
Osteoartrite
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 6
💡 Fisiopatologia: Diversos fatores contribuem para o 
desenvolvimento da osteoartrite, incluindo:
Envelhecimento: A cartilagem naturalmente se deteriora 
com o tempo.
Genética: Pessoas com histórico familiar de osteoartrite 
têm maior probabilidade de desenvolver a doença.
Sobrepeso e obesidade: O excesso de peso coloca 
maior pressão nas articulações, acelerando o desgaste 
da cartilagem.
Traumas: Lesões nas articulações podem aumentar o 
risco de desenvolver osteoartrite.
Fatores ocupacionais: Atividades repetitivas que 
sobrecarregam as articulações podem contribuir para a 
doença.
Deformidades ósseas: Alterações na estrutura óssea 
podem levar à distribuição desigual de peso nas 
articulações, aumentando o risco de osteoartrite.
Epidemiologia: A osteoartrite é extremamente comum 
em pessoas com mais de 65 anos, afetando cerca de 
30% dessa faixa etária. A prevalência da doença 
aumenta com a idade, sendo mais frequente em 
mulheres do que em homens.
A osteoartrite OA, no passado conhecida como osteoartrose, é 
uma doença
altamente prevalente principalmente na população acima dos 60 
anos, e que leva a alterações na funcionalidade (ligadas à 
realização das atividades de vida diária) dos indivíduos que por 
ela são acometidos.
Antes se acreditava tratar-se de uma doença progressiva, 
de evolução
arrastada, sem perspectivas de tratamento. Hoje, a OA é 
considerada como insuficiência da articulação, com o 
comprometimento de todas as estruturas que a formam. Além 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 7
disso, é encarada como uma doença na qual é possível modificar 
o seu curso evolutivo, tanto em relação ao tratamento imediato 
quanto ao seu prognóstico.
Em relação aos aspectos epidemiológicos, acredita-se que cerca 
de 85% da
população geral apresenta evidências radiográficas de OA por 
volta dos 65 anos de idade. Distribui-se igualmente entre homens 
e mulheres, quando todas as idades são analisadas. 
No entanto, quando analisamos os grupos de idade superior aos 
55 anos, as mulheres são mais afetadas e parecem 
desenvolver uma doença mais grave,
provavelmente associada aos hábitos corporais ou mesmo à 
predisposição genética.
fatores:
- idade, predisposição genética (principalmente a das 
articulações
interfalangeanas distais), traumas, estresse repetitivo, 
algumas ocupações obesidade, alterações na morfologia da 
articulação, instabilidade articular e
alterações na bioquímica da cartilagem articular. 
- articulações que tenham sofrido traumas prévios, como fraturas, 
ruptura de
ligamentos e alterações traumáticas de meniscos, também estão 
mais sujeitas
a apresentarem OA em idades mais avançadas. Além 
disso, articulações
expostas a traumas repetitivos ocupacionais, como aquelas das 
bailarinas ou
dos atletas profissionais, também estão associadas com maior 
frequência de
OA.
 A obesidade vem ganhando maior destaque entre os fatores 
desencadeantes
da enfermidade. O excesso de peso no desenvolvimento da OA 
de joelhos já é
bem conhecido. Em relação à enfermidade no quadril, 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 8
também já se
demonstrou associação positiva com sobrepeso - 
mecanismo: aumento da
força sobre as articulações e a fatores sistêmicos presentes na 
circulação de
pessoas obesas chamadas adipocinas.
 Qualquer alteração da conformação normal da articulação, ou a 
instabilidade
articular, pode aumentar o risco de surgimento de OA na 
articulação afetada,
incluindo artropatias inflamatórias (artrite reumatoide, gota, 
pseudogota),
diátese hemorrágica (hemofilia), condições metabólicas que 
afetam as
articulações (hemocromatose, ocronose), necrose asséptica com 
alteração do
contorno ósseo, distúrbios neurológicos associados a 
sensação alterada e
propriocepção ao redor da articulação
A patogenia da OA envolve os processos de destruição e 
reparação da
cartilagem, sendo a remodelação um processo contínuo na 
cartilagem normal.
Os elementos da matriz são constantemente degradados 
por enzimas
autolíticas e repostas por novas moléculas pelos condrócitos. 
Na OA este
processo é alterado; consequentemente, há um desequilíbrio 
entre a formação
e a destruição da matriz, com um aumento desta última.
Quando fatores mecânicos, induzindo o aumento da 
expressão de
citocinas inflamatórias, e biológicos atuam rompendo este 
equilíbrio, com
predomínio da destruição, surge então a OA. Por isso ela é 
considerada como
resultante da quebra desse equilíbrio.
O processo pode ser iniciado por uma série de eventos que levam 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 9
à
alteração da função do condrócito, com fortes evidências de que 
os estímulos
aos condrócitos seriam ocasionados por citocinas pró-
inflamatórias,
especialmente a IL1β e o TNFα, dentre outros elementos pró-
inflamatórios, e
que, por meio de diferentes vias de sinalização 
intracelular, provocariam
ativação de diferentes genes, de maneira errática e por 
mecanismos
epigenéticos complexos. Com isso, os condrócitos liberam 
enzimas
proteolíticas (proteinases neutras, catepsina e 
metaloproteinases), que
degradam os elementos da matriz cartilaginosa, levando a um 
adelgaçamento
da cartilagem e a uma deterioração da sua qualidade mecânica. 
A perda da força de tensão para suportar cargas leva à 
transmissão de
uma força maior aos condrócitos e ao osso subcondral. Os 
condrócitos sob
ação dessas forças liberam mais enzimas proteolíticas. O osso 
subcondral
desenvolve microfraturas, causando endurecimento e perda da 
reversibilidade
à compressão. Alguns produtos resultantes da quebra da 
cartilagem e do proteoglicanos podem estimular a resposta 
inflamatória, perpetuando o ciclo
destrutivo.
Quadro clínico 
A OA apresenta início insidioso, lento e gradualmente progressivo 
ao
longo de vários anos, principalmente nas articulações de carga, 
na coluna e
nas mãos.
Os pacientes descrevem uma dor mecânica nas 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 10
articulações
envolvidas, isto é, a dor aparece quando se movimenta 
a articulação,
desaparecendo ao repouso. Nos pacientes com queixa há mais 
tempo, nem no
repouso.
A dor diferencia as queixas da OA daquelas 
apresentadas pelos
pacientes
com artrite reumatoide AR, em que a dor frequentemente 
melhora com a
movimentação articular. Nos casos clássicos de OA, os pacientes 
queixam-se
apenas de dor, sem relato de edema, eritema ou aumento da 
temperatura
articular. 
Podem apresentar: alargamento ósseo e diminuição dos 
movimentos
articulares, rigidez matinal, crepitações e estalidos durante a 
movimentação.
Diagnóstico
Exames laboratoriais geralmente são de pouca utilidade
A solicitação de “perfil reumatológicoˮ não é indicada.
Investigação radiológica é fundamental não só no diagnósticoda OA, mas
também na avaliação do grau de comprometimento articular. Os 
principais achados
radiológicos incluem diminuição do espaço articular, esclerose do 
osso subcondral,
cistos subcondrais e osteófitos. 
Tratamento
A OA é uma doença crônica, com múltiplos fatores 
envolvidos na sua patogenia; por essa razão, o seu tratamento 
deve ser multidisciplinar e buscar não só a melhora clínica, mas 
também a mecânica e funcional. A Sociedade Brasileira de 
Reumatologia propôs o Consenso Brasileiro de
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 11
Tratamento da Osteoartrite, em que o tratamento é analisado 
sob três diferentes
aspectos: não farmacológico, farmacológico e cirúrgico.
● Não farmacológico: atividades esportivas moderadas 
com monitoramento
profissional adequado e orientações quanto à ergonomia 
ocupacional e
doméstica; exercícios terapêuticos (fisioterapia), com 
destaque para os
exercícios de reforço muscular, a melhora do condicionamento 
físico global, o
uso de órteses e equipamentos de auxílio à marcha; termo e a 
eletroterapia
analgésicas 
Famarcológico: 
- O uso de analgésicos, como o paracetamol em doses efetivas 3 
a 4
g/dia) nos casos de OA leve ou moderada iniciais, está indicado 
como
primeira escolha no tratamento da OA. Deve-se, no entanto, 
verificar se
o paciente não apresenta hepatopatia; 
 Estes, tanto os inibidores seletivos de COX2 quanto os não 
seletivos
acompanhados de proteção gástrica, são indicados nos casos em 
que
há inflamação clínica evidente, ou nos que não apresentaram 
resposta
aos analgésicos.
 Nos casos de dor intensa ou de má resposta, ou 
ainda de
contraindicação aos AINE, o uso de opioides naturais ou 
sintéticos
torna-se uma alternativa. 
 AINE e capsaicina podem ser utilizados topicamente, 
principalmente em
OA de mãos.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 12
- sulfato de glucosamina e sulfato de condroitina - sulfato de 
condroitina
- hidroxicloroquina
- uso intraarticular de derivados do ácido hialurônico está 
indicado em
OA dos joelhos graus II e III
 A infiltração com corticosteroide, particularmente com a 
triancinolona
O fator determinante da 
osteoartrite é a quebra da 
homeostase entre 
degradação e reparação da 
cartilagem (mecanismo 
fisiológico), o que pode levar a 
insuficiência da cartilagem. A 
degradação da cartilagem 
ocorre pelo aumento de 
citocinas inflamatórias como IL
1e TNFα. Essas citocinas são 
responsáveis pela 
quebra de proteoglicanos e 
colágeno pelos condrócitos. 
Os condrócitos são células 
do tecido cartilaginoso, 
produzem colágenos e 
proteoglicanos, que são 
substâncias 
responsáveis pelo crescimento 
do tecido cartilaginoso. 
Assim, com a degradação da 
cartilagem devido as citocinas 
inflamatórias, 
acontece outras alterações nas 
articulações. É possível citar:
Inflamação membrana 
sinovial, que causa edema na 
região da articulação;
Estreitamento da fenda 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 13
articular, o que aumenta o atrito 
entre os ossos;
Formação de esporos ósseos: 
o dano nos ossos devido o 
atrito promove um 
depósito de cálcio no local para 
remodelar a área danificada. 
Essa remodelação cria 
anormalidades ósseas, os 
esporos ósseos, que podem 
comprimir nervos próximos, 
criando condições dolorosas e 
frequentemente debilitantes
artrite reumatoide
A artrite reumatoide AR é uma doença autoimune crônica que causa 
inflamação nas articulações, principalmente nas mãos, pés, punhos, 
cotovelos, joelhos e tornozelos. Essa inflamação pode levar a dor, 
rigidez, inchaço, vermelhidão e deformidade articular, além de fadiga 
e perda de função.
Embora a AR possa afetar pessoas de qualquer idade, ela é mais 
comum em adultos com mais de 65 anos. Na verdade, estima-se que 
a AR seja a doença autoimune mais comum entre os idosos.
Desvendando a Fisiopatologia da AR
Na AR, o sistema imunológico ataca erroneamente as células 
saudáveis das articulações, causando inflamação e danos à 
cartilagem, membrana sinovial e ossos. Essa inflamação crônica pode 
levar à erosão das articulações, deformidade e perda de função.
Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da AR, 
incluindo:
Genética: Pessoas com histórico familiar de AR têm maior 
probabilidade de desenvolver a doença.
Fatores hormonais: As mulheres são mais propensas à AR do que 
os homens, possivelmente devido a diferenças hormonais.
Fatores ambientais: Fumar, exposição a certos vírus e bactérias e 
poluição do ar podem aumentar o risco de AR.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 14
Sintomas da AR em Idosos:
Os sintomas da AR podem variar de pessoa para pessoa e podem 
incluir:
Dor nas articulações: A dor é geralmente o sintoma mais comum 
da AR e pode ser constante ou intermitente, piorando pela manhã 
e após períodos de inatividade.
Rigidez articular: A rigidez nas articulações é frequente na AR, 
especialmente pela manhã ou após períodos de inatividade. A 
rigidez pode durar por 30 minutos ou mais.
Inchaço articular: As articulações afetadas pela AR podem ficar 
inchadas, quentes e avermelhadas.
Fadiga: A fadiga é um sintoma comum da AR e pode ser grave o 
suficiente para interferir nas atividades diárias.
Perda de função: A AR pode levar à perda de função nas 
articulações afetadas, dificultando a realização de tarefas diárias 
como se vestir, comer e se locomover.
Impacto da AR na Vida de Idosos:
A AR pode ter um impacto significativo na vida dos idosos, afetando 
sua qualidade de vida, mobilidade e independência. A doença pode 
dificultar a realização de atividades diárias, hobbies e trabalho. Além 
disso, a dor crônica e a fadiga associadas à AR podem levar ao 
isolamento social e à depressão.
Tratamento da AR em Idosos:
O tratamento da AR visa reduzir a inflamação, aliviar a dor e melhorar 
a função articular. As opções de tratamento podem incluir:
Medicamentos: Diversos medicamentos podem ser utilizados 
para tratar a AR, incluindo anti-inflamatórios não esteroides 
AINEs), medicamentos modificadores da doença reumática 
DMTRs) e corticosteroides.
Fisioterapia: A fisioterapia pode ajudar a melhorar a flexibilidade, 
força e amplitude de movimento das articulações afetadas pela 
AR.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 15
Terapia ocupacional: A terapia ocupacional pode ensinar os 
idosos com AR como realizar suas atividades diárias de forma 
mais fácil e segura.
Cirurgia: Em casos graves, a cirurgia pode ser necessária para 
reparar as articulações danificadas pela AR.
Gerenciando a AR no Dia a Dia:
Além do tratamento médico, os idosos com AR podem tomar medidas 
para gerenciar sua doença no dia a dia, incluindo:
Manter um peso saudável: O excesso de peso pode colocar 
maior pressão nas articulações afetadas pela AR.
Praticar exercícios regularmente: A atividade física regular pode 
ajudar a melhorar a flexibilidade, força e amplitude de movimento 
das articulações.
Aplicar calor ou gelo nas articulações afetadas: O calor pode 
ajudar a aliviar a dor e a rigidez, enquanto o gelo pode reduzir a 
inflamação.
Usar órteses ou talas: Órteses e talas podem ajudar a apoiar e 
proteger as articulações afetadas pela AR.
Parar de fumar: Fumar pode piorar os sintomas da AR e aumentar 
o risco de danos articulares.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 16
gota
Artrite gotosa
Fisiopatologia da gota
Quanto maior o grau e a duração da hiperuricemia, maior a 
probabilidade de que a gota se desenvolva. Os níveis de urato podem 
estar elevados por
Redução da excreção renal (mais comum) ou gastrointestinal
Produção aumentada (raro)
Aumento da ingestão de purina (geralmente em combinação com 
redução da excreção)
Não se sabe por que somente algumas pessoas com elevado nível de 
ácido úrico desenvolvem gota.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 17
A excreção renal diminuída é, de longe, a causa mais comum de 
hiperuricemia. Pode ser hereditária (p. ex., devido a variações na 
eficiência do transportador de ácido úrico) e também ocorrer em 
pacientes que tomamdiuréticos e naqueles com doenças que 
diminuem a taxa de filtração glomerular TFG. O etanol aumenta o 
catabolismo hepático de purina e a formação de ácido láctico, o que 
bloqueia a secreção de urato pelos túbulos renais; o etanol também 
estimula a síntese hepática de ácido úrico. Envenenamento por 
chumbo e ciclosporina, geralmente nas doses mais altas 
administradas a pacientes transplantados, altera a função dos túbulos 
renais, levando à retenção de urato.
O aumento da produção de urato pode ser causado pelo aumento da 
nucleoproteína em condições hematológicas (p. ex., linfomas, 
leucemia, anemia hemolítica) e em condições com taxas elevadas de 
proliferação e morte celular (p. ex., psoríase, terapia citotóxica do 
câncer, terapia de radiação). O aumento da produção do ácido úrico 
também pode ocorrer como anomalia hereditária primária e na 
obesidade, uma vez que a produção de urato se correlaciona com a 
área de superfície corporal. Na maioria dos casos, a causa da 
produção excessiva de urato é desconhecida, mas raramente pode 
ser atribuível a anormalidades enzimáticas, sendo a deficiência de 
hipoxantina-guanina fosforribosiltransferase (a deficiência completa é 
a síndrome de Lesch-Nyhan) uma possível causa, bem como a 
hiperatividade da fosforribosilpirofosfato sintetase.
O aumento de consumo de alimentos ricos em purina (p. ex., fígado, 
rins, anchovas, aspargos, consomé, arenque, molhos e caldos de 
carne, champignon, mexilhão, sardinha, miúdos) pode contribuir para 
a hiperuricemia. Cerveja, incluindo cerveja sem álcool, é 
particularmente rica em guanosina, um nucleosídeo da purina. Mas 
uma dieta com restrição de purina reduz o urato plasmático somente 
em cerca de 1 mg/dL 0,1 mmol/L e, portanto, raramente é suficiente 
para pacientes com gota.
O urato se precipita como cristais de urato monossódico MSU em 
forma de agulhas, os quais são depositados extracelularmente nos 
tecidos avasculares (p. ex., cartilagens) ou em tecidos relativamente 
vascularizados (p. ex., tendões, bainhas tendinosas, ligamentos e 
paredes de bursas) e na pele ao redor de tecidos e articulações 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 18
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/pediatria/disfun%C3%A7%C3%B5es-metab%C3%B3licas-heredit%C3%A1rias/dist%C3%BArbios-de-salvamento-de-purina#v25256577_pt
distais mais frias (p. ex., orelhas, coxins dos quirodáctilos). Na 
hiperuricemia grave e de longa evolução, os cristais da amostra de 
urina de jato médio AUJM podem ser depositados em articulações 
centrais maiores e no parênquima de órgãos como os rins. No pH 
ácido da urina, o urato se precipita prontamente como pequenas 
placas ou cristais de ácido úrico em forma de diamantes que podem 
se agregar para formar pedras ou cálculos, o que pode causar 
obstrução da saída da urina. Os tofos são agregados de cristais da 
AUJM que, geralmente, se desenvolvem na articulação e no tecido 
cutâneo. Em geral, estão encarcerados em uma matriz fibrosa 
granulomatosa o que impede-os de causar inflamação aguda.
A artrite gotosa aguda pode ser desencadeada por trauma, estresse 
clínico (p. ex., pneumonia ou outra infecção), cirurgia, uso de 
diuréticos tiazídicos ou fármacos com efeitos hipouricêmicos (p. ex., 
alopurinol, febuxostate, probenecida, nitroglicerina) ou excessos de 
alimentos ricos em purina ou álcool. Em geral, as crises são 
precipitadas por um aumento súbito ou, mais comumente, por uma 
diminuição súbita nos níveis plasmáticos de urato. Não se sabe por 
que os ataques agudos acontecem após essas condições 
precipitadoras. Os tofos dentro e ao redor das articulações podem 
limitar a movimentação e causar deformidades, produzindo artrite 
gotosa tofácea crônica. A gota aumenta o risco de osteoartrite 
secundária.
Sinais e sintomas da gota
A artrite gotosa aguda geralmente começa com uma crise súbita de 
dor (em geral noturna). A articulação metatarsofalangeana do hálux é 
mais frequentemente afetada (chamada podagra), mas o peito do pé, 
tornozelo, joelho, punho e cotovelo também são lugares comuns. As 
articulações de quadril, ombro, sacroilíaca, esternoclavicular ou 
coluna cervical raramente são envolvidas. A dor torna-se 
progressivamente mais forte em poucas horas, sendo, geralmente, 
excruciante. Edema, calor, rubor e sensibilidade excessiva podem 
sugerir infecção. A pele próxima torna-se tensa, quente, brilhante, 
avermelhada ou cianótica. Também pode ocorrer febre, taquicardia, 
calafrios e mal-estar.
Curso
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 19
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/doen%C3%A7as-articulares/osteoartrite#v906128_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/doen%C3%A7as-articulares/osteoartrite#v906128_pt
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-dos-tecidos-conjuntivo-e-musculoesquel%C3%A9tico/doen%C3%A7as-articulares/osteoartrite#v906128_pt
Em geral, as primeiras crises afetam uma articulação isolada e duram 
somente alguns dias. As crises posteriores podem afetar várias 
articulações de maneira simultânea ou sequencial e persistir por até 3 
semanas se não forem tratadas. As crises subsequentes se 
desenvolvem após pequenos intervalos livres de sintomas. Com o 
tempo, várias crises podem ocorrer a cada ano. Se a terapia de 
redução de urato não for iniciada, os pacientes podem desenvolver 
artrite deformadora crônica por gota tofácea decorrente da 
deposição contínua de urato.
Tofos
Tofos palpáveis se desenvolvem em pacientes com gota e raramente 
podem ocorrer em pacientes que nunca tiveram artrite gotosa aguda. 
Em geral, são nódulos ou pápulas amarelos ou brancos, únicos ou 
múltiplos. Eles podem se desenvolver em vários locais, comumente 
em mãos, dedos, pés e ao redor do olécrano ou tendão do calcâneo. 
Os tofos também podem se desenvolver nos rins e outros órgãos, 
bem como sob a pele das orelhas. Os pacientes com nódulos 
artríticos de Heberden frequentemente desenvolvem tofos nos 
nódulos. Essa manifestação ocorre com mais frequência em mulheres 
idosas em uso de diuréticos, que podem manifestar inflamação 
extensa e serem erroneamente diagnosticadas como tendo 
osteoartrite inflamatória. Normalmente indolores, os tofos, 
especialmente nas bolsas do olécrano, podem tornar-se gravemente 
inflamados e dolorosos, frequentemente depois de lesão leve ou não 
aparente. Os tofos podem irromper pela pele, secretando massas 
farináceas de cristais de urato. Tratos sinusais podem se tornar 
infectados. Com o tempo, os tofos no interior e em torno das 
articulações podem causar deformidades e osteoartrite secundária.
Complicações da gota
Gota pode causar dor, deformidade e limitação da amplitude articular. 
A inflamação pode ser aguda em algumas articulações enquanto 
regride em outras. Os pacientes com gota podem desenvolver 
urolitíase com cálculos de ácido úrico ou oxalato de cálcio.
As complicações da gota são a obstrução e a infecção renal, com 
doença tubulointersticial secundária. Se não for tratada, a disfunção 
renal progressiva, mais frequentemente relacionada com hipertensão 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 20
coexistente ou, mais raramente, com alguma outra causa de 
nefropatia, pode incapacitar a excreção de urato, acelerando a 
deposição de cristais nos tecidos.
Doença cardiovascular, apneia obstrutiva do sono, doença do fígado 
gorduroso não alcoólica e componentes da síndrome metabólica são 
comuns em pacientes com gota.
Tratamentos profiláticos para problemas 
osteoarticulares
Tratamentos profiláticos para problemas osteoarticulares
Existem várias coisas que você pode fazer para ajudar a prevenir 
problemas osteoarticulares. Algumas das mais importantes incluem:
Manter um peso saudável.O excesso de peso coloca estresse 
adicional nas articulações, especialmente nos joelhos e quadris. 
Perder apenas um pouco de peso pode reduzir muito o risco de 
desenvolver osteoartrite.
Exercício regularmente.A atividade físicaajuda a fortalecer os 
músculos e ossos ao redor das articulações e também pode ajudar a 
controlar o peso. Escolha atividades que sejam suaves para as 
articulações, como natação, caminhada ou ciclismo.
Coma uma dieta saudável. Uma dieta saudável inclui muitas frutas, 
legumes, grãos integrais e proteínas magras. Esses alimentos 
fornecem aos seus ossos e articulações os nutrientes de que 
precisam para se manterem saudáveis.
Evite fumar. Fumar prejudica o fluxo sanguíneo para os ossos e 
articulações e pode aumentar o risco de desenvolver osteoartrite.
Obtenha bastante vitamina D. A vitamina D ajuda o corpo a absorver 
o cálcio, que é importante para ossos fortes. Você pode obter 
vitamina D da luz do sol, alimentos ou suplementos.
Faça exames regulares com seu médico. Seu médico pode verificar 
sinais de problemas osteoarticulares e ajudá-lo a desenvolver um 
plano para mantê-los saudáveis.
Se você já tem problemas osteoarticulares, há coisas que você pode 
fazer para gerenciar sua dor e melhorar sua função. Algumas das 
opções de tratamento incluem:
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 21
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/arterioesclerose/aterosclerose
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/apneia-do-sono/apneia-obstrutiva-do-sono
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/abordagem-ao-paciente-com-doen%C3%A7a-hep%C3%A1tica/esteato-hepatite-n%C3%A3o-alco%C3%B3lica
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/abordagem-ao-paciente-com-doen%C3%A7a-hep%C3%A1tica/esteato-hepatite-n%C3%A3o-alco%C3%B3lica
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-hep%C3%A1ticos-e-biliares/abordagem-ao-paciente-com-doen%C3%A7a-hep%C3%A1tica/esteato-hepatite-n%C3%A3o-alco%C3%B3lica
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-nutricionais/obesidade-e-s%C3%ADndrome-metab%C3%B3lica/s%C3%ADndrome-metab%C3%B3lica
Medicamentos. Vários tipos de medicamentos podem ser usados 
para tratar a dor da osteoartrite, incluindo medicamentos sem 
receita, como paracetamol e ibuprofeno, e medicamentos prescritos, 
como analgésicos narcóticos e anti-inflamatórios não esteroides 
AINEs).
Fisioerapia. A fisioterapia pode ajudar a fortalecer os músculos ao 
redor das articulações e melhorar a flexibilidade e o amplitude de 
movimento.
Aparelhos. Aparelhos, como talas ou órteses, podem ajudar a apoiar 
e proteger as articulações doloridas.
Injeções. As injeções de corticosteroides podem fornecer alívio 
temporário da dor. As injeções de ácido hialurônico também podem 
ser usadas para lubrificar as articulações e melhorar a função.
Cirurgia. Em casos graves, a cirurgia pode ser uma opção para 
reparar danos nas articulações ou substituir articulações danificadas.
Exames relacionados a detecção e diagnóstico 
de doenças osteoarticulares
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/distúrbios-ósseos,-articulares-
e-musculares/diagnóstico-de-doenças-musculoesqueléticas/testes-
para-doenças-musculoesqueléticas
Tratamento para doenças osteoarticulares. 
(farmacológicos - avaliar riscos de uso contínuo 
de anti-inflamatórios e não farmacológicos).
Os medicamentos são frequentemente prescritos para gerenciar os 
sintomas das doenças osteoarticulares. Algumas das principais classes 
de medicamentos incluem:
Anti-inflamatórios não esteroides AINEs): Reduzem a inflamação e 
a dor. Exemplos: ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco.
Analgésicos: Aliviam a dor, mas não a inflamação. Exemplos: 
paracetamol, tramadol.
Corticosteroides: Poderosos anti-inflamatórios, geralmente usados 
em curto prazo ou por injeção nas articulações.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 22
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos,-articulares-e-musculares/diagn%C3%B3stico-de-doen%C3%A7as-musculoesquel%C3%A9ticas/testes-para-doen%C3%A7as-musculoesquel%C3%A9ticas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos,-articulares-e-musculares/diagn%C3%B3stico-de-doen%C3%A7as-musculoesquel%C3%A9ticas/testes-para-doen%C3%A7as-musculoesquel%C3%A9ticas
https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos,-articulares-e-musculares/diagn%C3%B3stico-de-doen%C3%A7as-musculoesquel%C3%A9ticas/testes-para-doen%C3%A7as-musculoesquel%C3%A9ticas
Fármacos modificadores do curso da doença DMCDs): Alteram o 
curso da doença em artrite reumatoide, retardando ou prevenindo 
danos nas articulações. Exemplos: metotrexato, adalimumabe.
Riscos do Uso Contínuo de Anti-inflamatórios:
O uso prolongado de AINEs, principalmente em doses altas, pode 
aumentar o risco de efeitos colaterais graves, como:
Problemas gastrointestinais: Úlceras, sangramentos, perfurações.
Problemas renais: Insuficiência renal.
Problemas cardiovasculares: Ataques cardíacos, derrames.
Aumento da pressão arterial.
Abordagem Não Farmacológica:
Além dos medicamentos, diversas medidas não farmacológicas podem 
auxiliar no tratamento de doenças osteoarticulares:
Exercícios físicos: Fortalecem os músculos, melhoram a flexibilidade 
e a amplitude de movimento, e reduzem a dor.
Fisioterapia: Ensina exercícios específicos para fortalecer as 
articulações e melhorar a função.
Controle do peso: Reduzir o peso diminui a carga sobre as 
articulações, especialmente joelhos e quadris.
Dieta saudável: Alimentos ricos em cálcio, vitamina D e ômega-3 
podem ajudar na saúde das articulações.
Terapias alternativas: Acupuntura, massagem e tai chi podem aliviar 
a dor e melhorar a função articular.
Aparelhos ortopédicos: Talas, órteses e bengalas podem fornecer 
suporte e reduzir a dor nas articulações.
Considerações Importantes:
O tratamento ideal para doenças osteoarticulares deve ser 
individualizado, considerando a gravidade da doença, os sintomas, a 
saúde geral do paciente e suas preferências.
É fundamental consultar um médico para obter um diagnóstico 
preciso e discutir as opções de tratamento mais adequadas.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 23
A combinação de abordagens farmacológicas e não farmacológicas 
pode oferecer melhores resultados no controle das doenças 
osteoarticulares e na melhora da qualidade de vida.
Sociedade Brasileira de Reumatologia: 
https://www.reumatologia.org.br/
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: https://sbgg.org.br/
Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/
Osteoartrite (fisiopatologia,diagnóstico, 
tratamento, epidemiologia).
Osteoartrite
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 24
https://www.reumatologia.org.br/
https://sbgg.org.br/
https://www.gov.br/saude/pt-br/
💡 Fisiopatologia: Diversos fatores contribuem para o 
desenvolvimento da osteoartrite, incluindo:
Envelhecimento: A cartilagem naturalmente se deteriora 
com o tempo.
Genética: Pessoas com histórico familiar de osteoartrite 
têm maior probabilidade de desenvolver a doença.
Sobrepeso e obesidade: O excesso de peso coloca 
maior pressão nas articulações, acelerando o desgaste 
da cartilagem.
Traumas: Lesões nas articulações podem aumentar o 
risco de desenvolver osteoartrite.
Fatores ocupacionais: Atividades repetitivas que 
sobrecarregam as articulações podem contribuir para a 
doença.
Deformidades ósseas: Alterações na estrutura óssea 
podem levar à distribuição desigual de peso nas 
articulações, aumentando o risco de osteoartrite.
Epidemiologia: A osteoartrite é extremamente comum 
em pessoas com mais de 65 anos, afetando cerca de 
30% dessa faixa etária. A prevalência da doença 
aumenta com a idade, sendo mais frequente em 
mulheres do que em homens.
A osteoartrite OA, no passado conhecida como osteoartrose, é 
uma doença
altamente prevalente principalmente na população acima dos 60 
anos, e que leva a alterações na funcionalidade (ligadas à 
realização das atividades de vida diária) dos indivíduos que por 
ela são acometidos.
Antes se acreditava tratar-se de uma doença progressiva, 
de evolução
arrastada, sem perspectivas de tratamento. Hoje, a OAé 
considerada como insuficiência da articulação, com o 
comprometimento de todas as estruturas que a formam. Além 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 25
disso, é encarada como uma doença na qual é possível modificar 
o seu curso evolutivo, tanto em relação ao tratamento imediato 
quanto ao seu prognóstico.
Em relação aos aspectos epidemiológicos, acredita-se que cerca 
de 85% da
população geral apresenta evidências radiográficas de OA por 
volta dos 65 anos de idade. Distribui-se igualmente entre homens 
e mulheres, quando todas as idades são analisadas. 
No entanto, quando analisamos os grupos de idade superior aos 
55 anos, as mulheres são mais afetadas e parecem 
desenvolver uma doença mais grave,
provavelmente associada aos hábitos corporais ou mesmo à 
predisposição genética.
fatores:
- idade, predisposição genética (principalmente a das 
articulações
interfalangeanas distais), traumas, estresse repetitivo, 
algumas ocupações obesidade, alterações na morfologia da 
articulação, instabilidade articular e
alterações na bioquímica da cartilagem articular. 
- articulações que tenham sofrido traumas prévios, como fraturas, 
ruptura de
ligamentos e alterações traumáticas de meniscos, também estão 
mais sujeitas
a apresentarem OA em idades mais avançadas. Além 
disso, articulações
expostas a traumas repetitivos ocupacionais, como aquelas das 
bailarinas ou
dos atletas profissionais, também estão associadas com maior 
frequência de
OA.
 A obesidade vem ganhando maior destaque entre os fatores 
desencadeantes
da enfermidade. O excesso de peso no desenvolvimento da OA 
de joelhos já é
bem conhecido. Em relação à enfermidade no quadril, 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 26
também já se
demonstrou associação positiva com sobrepeso - 
mecanismo: aumento da
força sobre as articulações e a fatores sistêmicos presentes na 
circulação de
pessoas obesas chamadas adipocinas.
 Qualquer alteração da conformação normal da articulação, ou a 
instabilidade
articular, pode aumentar o risco de surgimento de OA na 
articulação afetada,
incluindo artropatias inflamatórias (artrite reumatoide, gota, 
pseudogota),
diátese hemorrágica (hemofilia), condições metabólicas que 
afetam as
articulações (hemocromatose, ocronose), necrose asséptica com 
alteração do
contorno ósseo, distúrbios neurológicos associados a 
sensação alterada e
propriocepção ao redor da articulação
A patogenia da OA envolve os processos de destruição e 
reparação da
cartilagem, sendo a remodelação um processo contínuo na 
cartilagem normal.
Os elementos da matriz são constantemente degradados 
por enzimas
autolíticas e repostas por novas moléculas pelos condrócitos. 
Na OA este
processo é alterado; consequentemente, há um desequilíbrio 
entre a formação
e a destruição da matriz, com um aumento desta última.
Quando fatores mecânicos, induzindo o aumento da 
expressão de
citocinas inflamatórias, e biológicos atuam rompendo este 
equilíbrio, com
predomínio da destruição, surge então a OA. Por isso ela é 
considerada como
resultante da quebra desse equilíbrio.
O processo pode ser iniciado por uma série de eventos que levam 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 27
à
alteração da função do condrócito, com fortes evidências de que 
os estímulos
aos condrócitos seriam ocasionados por citocinas pró-
inflamatórias,
especialmente a IL1β e o TNFα, dentre outros elementos pró-
inflamatórios, e
que, por meio de diferentes vias de sinalização 
intracelular, provocariam
ativação de diferentes genes, de maneira errática e por 
mecanismos
epigenéticos complexos. Com isso, os condrócitos liberam 
enzimas
proteolíticas (proteinases neutras, catepsina e 
metaloproteinases), que
degradam os elementos da matriz cartilaginosa, levando a um 
adelgaçamento
da cartilagem e a uma deterioração da sua qualidade mecânica. 
A perda da força de tensão para suportar cargas leva à 
transmissão de
uma força maior aos condrócitos e ao osso subcondral. Os 
condrócitos sob
ação dessas forças liberam mais enzimas proteolíticas. O osso 
subcondral
desenvolve microfraturas, causando endurecimento e perda da 
reversibilidade
à compressão. Alguns produtos resultantes da quebra da 
cartilagem e do proteoglicanos podem estimular a resposta 
inflamatória, perpetuando o ciclo
destrutivo.
Quadro clínico 
A OA apresenta início insidioso, lento e gradualmente progressivo 
ao
longo de vários anos, principalmente nas articulações de carga, 
na coluna e
nas mãos.
Os pacientes descrevem uma dor mecânica nas 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 28
articulações
envolvidas, isto é, a dor aparece quando se movimenta 
a articulação,
desaparecendo ao repouso. Nos pacientes com queixa há mais 
tempo, nem no
repouso.
A dor diferencia as queixas da OA daquelas 
apresentadas pelos
pacientes
com artrite reumatoide AR, em que a dor frequentemente 
melhora com a
movimentação articular. Nos casos clássicos de OA, os pacientes 
queixam-se
apenas de dor, sem relato de edema, eritema ou aumento da 
temperatura
articular. 
Podem apresentar: alargamento ósseo e diminuição dos 
movimentos
articulares, rigidez matinal, crepitações e estalidos durante a 
movimentação.
Diagnóstico
Exames laboratoriais geralmente são de pouca utilidade
A solicitação de “perfil reumatológicoˮ não é indicada.
Investigação radiológica é fundamental não só no diagnóstico 
da OA, mas
também na avaliação do grau de comprometimento articular. Os 
principais achados
radiológicos incluem diminuição do espaço articular, esclerose do 
osso subcondral,
cistos subcondrais e osteófitos. 
Tratamento
A OA é uma doença crônica, com múltiplos fatores 
envolvidos na sua patogenia; por essa razão, o seu tratamento 
deve ser multidisciplinar e buscar não só a melhora clínica, mas 
também a mecânica e funcional. A Sociedade Brasileira de 
Reumatologia propôs o Consenso Brasileiro de
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 29
Tratamento da Osteoartrite, em que o tratamento é analisado 
sob três diferentes
aspectos: não farmacológico, farmacológico e cirúrgico.
● Não farmacológico: atividades esportivas moderadas 
com monitoramento
profissional adequado e orientações quanto à ergonomia 
ocupacional e
doméstica; exercícios terapêuticos (fisioterapia), com 
destaque para os
exercícios de reforço muscular, a melhora do condicionamento 
físico global, o
uso de órteses e equipamentos de auxílio à marcha; termo e a 
eletroterapia
analgésicas 
Famarcológico: 
- O uso de analgésicos, como o paracetamol em doses efetivas 3 
a 4
g/dia) nos casos de OA leve ou moderada iniciais, está indicado 
como
primeira escolha no tratamento da OA. Deve-se, no entanto, 
verificar se
o paciente não apresenta hepatopatia; 
 Estes, tanto os inibidores seletivos de COX2 quanto os não 
seletivos
acompanhados de proteção gástrica, são indicados nos casos em 
que
há inflamação clínica evidente, ou nos que não apresentaram 
resposta
aos analgésicos.
 Nos casos de dor intensa ou de má resposta, ou 
ainda de
contraindicação aos AINE, o uso de opioides naturais ou 
sintéticos
torna-se uma alternativa. 
 AINE e capsaicina podem ser utilizados topicamente, 
principalmente em
OA de mãos.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 30
- sulfato de glucosamina e sulfato de condroitina - sulfato de 
condroitina
- hidroxicloroquina
- uso intraarticular de derivados do ácido hialurônico está 
indicado em
OA dos joelhos graus II e III
 A infiltração com corticosteroide, particularmente com a 
triancinolona
O fator determinante da 
osteoartrite é a quebra da 
homeostase entre 
degradação e reparação da 
cartilagem (mecanismo 
fisiológico), o que pode levar a 
insuficiência da cartilagem. A 
degradação da cartilagemocorre pelo aumento de 
citocinas inflamatórias como IL
1e TNFα. Essas citocinas são 
responsáveis pela 
quebra de proteoglicanos e 
colágeno pelos condrócitos. 
Os condrócitos são células 
do tecido cartilaginoso, 
produzem colágenos e 
proteoglicanos, que são 
substâncias 
responsáveis pelo crescimento 
do tecido cartilaginoso. 
Assim, com a degradação da 
cartilagem devido as citocinas 
inflamatórias, 
acontece outras alterações nas 
articulações. É possível citar:
Inflamação membrana 
sinovial, que causa edema na 
região da articulação;
Estreitamento da fenda 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 31
articular, o que aumenta o atrito 
entre os ossos;
Formação de esporos ósseos: 
o dano nos ossos devido o 
atrito promove um 
depósito de cálcio no local para 
remodelar a área danificada. 
Essa remodelação cria 
anormalidades ósseas, os 
esporos ósseos, que podem 
comprimir nervos próximos, 
criando condições dolorosas e 
frequentemente debilitantes
Como é feita a avaliação de risco cirúrgico em 
idosos?
Fatores a serem Considerados:
Idade: A idade cronológica, por si só, não é um determinante 
definitivo do risco. A idade fisiológica, que reflete o estado geral de 
saúde e funcionalidade do indivíduo, é mais relevante.
Comorbidades: A presença de doenças preexistentes, como 
hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, aumenta o 
risco de complicações cirúrgicas.
Capacidade Funcional: A avaliação da capacidade funcional do 
idoso, incluindo atividades de vida diária AVDs) e instrumentais 
AIVDs), fornece informações sobre sua reserva fisiológica e 
capacidade de recuperação.
Estado Nutricional: A desnutrição é um fator de risco significativo 
para complicações cirúrgicas. Avaliar o estado nutricional do idoso é 
essencial para otimizar sua condição pré-operatória.
Condições Cognitivas e Psicossociais: Alterações cognitivas, como 
demência, e fragilidade psicossocial podem aumentar o risco de 
complicações e dificultar a recuperação pós-operatória.
Histórico de Cirurgias Anteriores: Complicações em cirurgias 
prévias podem indicar maior risco em novas intervenções.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 32
Medicamentos em Uso: O uso de medicamentos, como 
anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, pode afetar o risco de 
sangramento e necessitar de ajustes pré-operatórios.
Exames Complementares: Exames laboratoriais e de imagem podem 
auxiliar na identificação de comorbidades e na avaliação do risco 
cirúrgico.
Etapas da Avaliação:
� Coleta de Dados: História clínica completa, incluindo histórico 
médico, social e familiar, medicamentos em uso, alergias e hábitos 
de vida.
� Exame Físico Detalhado: Avaliação de todos os sistemas, com 
atenção especial para o sistema cardiovascular, pulmonar e 
musculoesquelético.
� Avaliação Funcional: Testes específicos para avaliar a capacidade 
funcional do idoso, como Índice de Barthel e Escala de Katz.
� Avaliação Nutricional: Antropometria, bioimpedância e análise da 
dieta habitual.
� Avaliação Cognitiva: Mini-Exame do Estado Mental MMSE ou 
outros testes específicos.
� Avaliação Psicossocial: Questionários e entrevistas para identificar 
fragilidades psicossociais e suporte social disponível.
� Revisão de Exames Complementares: Análise de exames 
laboratoriais e de imagem para identificar comorbidades e condições 
que possam aumentar o risco cirúrgico.
Equipe Multiprofissional:
A avaliação de risco cirúrgico em idosos deve ser realizada por uma 
equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, 
fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Essa 
abordagem garante uma avaliação abrangente e individualizada, 
considerando as diversas necessidades do paciente idoso.
Escore de Risco Cirúrgico:
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 33
Diversas ferramentas, como o 
Índice de Índice de Lee 
modificado (m-CCI e o Índice de 
Risco Cirúrgico para Pacientes 
Idosos SRI30, podem auxiliar na 
quantificação do risco cirúrgico. 
No entanto, é importante ressaltar 
que essas ferramentas não 
substituem a avaliação clínica 
individualizada. 
Após a soma dos pontos, a 
interpretação se dá da seguinte 
maneira:
Pontuação  3 – baixo risco 
2,6%.
Pontuação  4 – baixo risco 
3,5%.
Pontuação  5 – risco 
intermediário 6%.
Pontuação  6 – risco 
intermediário 6,6%.
Pontuação  7 – risco 
intermediário 8,9%.
Pontuação  8 – alto risco 
14,3%.
Como funciona a atenção/ direito do idoso no 
SUS (estatuto do idoso).
O Estatuto da Pessoa Idosa garante diversos direitos importantes 
relacionados à saúde:
Atenção integral à saúde: a pessoa idosa tem direito a receber 
cuidados completos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde 
SUS. Isso significa que a pessoa idosa tem acesso universal e 
igualitário a ações e serviços de prevenção, promoção, proteção e 
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 34
recuperação da saúde. Esse cuidado inclui uma atenção especial às 
doenças que afetam principalmente esse público;
Direito a acompanhante em caso de internação ou observação em 
hospital;
Direito de exigir medidas de proteção sempre que seus direitos 
estiverem ameaçados ou violados por ação ou omissão da 
sociedade, do Estado, da família, de seu curador ou de entidades de 
atendimento;
Desconto de pelo menos 50% nos ingressos para eventos artísticos, 
culturais, esportivos e de lazer;
Gratuidade no transporte coletivo público urbano e semiurbano, com 
reserva de 10% dos assentos, que deverão ser identificados com 
placa de reserva;
Reserva de duas vagas gratuitas no transporte interestadual para 
pessoa idosa com renda igual ou inferior a dois salários mínimos, e 
desconto de 50% para aqueles que excedam as vagas garantidas;
Reserva de 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados;
Prioridade na tramitação dos processos e dos procedimentos na 
execução de atos e diligências judiciais;
Direito de requerer o Benefício de Prestação Continuada BPC, a 
partir dos 65 anos de idade, desde que não possua meios para 
prover sua própria subsistência ou de tê-la provida pela família;
Direito de 25% de acréscimo na aposentadoria por invalidez (casos 
especiais);
Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra 
idosos devem ser objeto de notificação compulsória pelos serviços 
de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como 
devem ser obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos 
seguintes órgãos: autoridade policial; Ministério Público; Conselho 
Municipal do Idoso; Conselho Estadual do Idoso; Conselho Nacional 
do Idoso.
Como é feita a prevenção de queda em idosos? 
(leis de acessibilida
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 35
A prevenção de quedas em idosos é uma questão importante e envolve 
uma série de medidas, incluindo adaptações no ambiente doméstico e 
mudanças comportamentais. Aqui estão algumas recomendações 
baseadas nas informações que encontrei:
� Remoção de tapetes soltos ou desfiados que podem causar 
tropeços¹.
� Uso de sapatos fechados com solado de borracha para melhor 
aderência².
� Instalação de tapetes antiderrapantes em áreas como banheiros e 
cozinhas².
� Manter a casa bem iluminada, inclusive com luzes noturnas para 
evitar quedas no escuro².
� Instalação de corrimãos em escadas e corredores².
� Organização dos móveis para não interferir na circulação e evitar 
obstáculos².
� Revisão de medicamentos que podem afetar o equilíbrio ou causar 
hipotensão².
� Tratamento de problemas de visão e audição, que são essenciais 
para o equilíbrio².
� Exercícios físicos regulares para melhorar o equilíbrio e a força 
muscular³.
� Suplementação de cálcio e vitamina D se necessário².
Além disso, é importante que as leis de acessibilidade sejam cumpridas, 
garantindo que os ambientes públicos e privados estejam adaptados 
para prevenir quedas em idosos. Isso pode incluir a instalação de 
rampas de acesso, elevadores, sinalização adequada e outras medidas 
que tornem o ambiente mais seguro para essa população. A 
conscientização sobre aimportância dessas adaptações e a educação 
contínua sobre prevenção de quedas também são fundamentais para 
proteger os idosos.
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 36
SP 3.3 MEU MUNDO CAIU… 37

Mais conteúdos dessa disciplina