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Introdução ao 
Gerenciamento 
de Resíduos 
Sólidos
Entenda os principais aspectos 
de um gerenciamento 
ambientalmente correto de 
resíduos sólidos.
 
 
A forma como você organiza o 
seu estudo diz muito sobre como 
seu conhecimento vai ser 
adquirido. Por isso é possível 
traçar formas importantes para 
seu conhecimento. Abaixo 
listamos algumas dicas. 
Acompanhe!
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Disciplina como a 
chave do sucesso
É importante manter horários 
para os estudos, e uma boa 
revisão dos conteúdos.
1O bom aluno 
do curso à 
distância
 
 
Organização como consequência 
da disciplina
Uma boa organização consiste em atenção aos 
prazos de trabalhos e testes, anote se for 
necessário. É importante que seu ambiente de 
estudo seja adequado, organizado, com 
materiais acessíveis e sem distrações.
Não se deixe levar pela facilidade 
da internet
Quando o aluno não consegue se desconectar 
da internet e muito mais fácil dar aquela 
espiada nas redes sociais enquanto estuda. 
importante saber que você só adquire 
aprendizado com foco e dedicação.
Utilizar tudo o que lhe é fornecido 
e ir além
Aproveite para utilizar os materiais completos 
disponibilizados. E, se possível, pesquise novas 
formas de conhecimento. 
2 3
4 5 Crie mecanismos de motivação
Nem todos os dias você estará tão motivado, por 
isso, é necessário criar estratégias e mecanismos 
para estimular o seu ânimo.Utilize a sua 
criatividade. Você pode mesclar conteúdos mais 
fáceis com os mais difíceis, misturar o estudo de 
uma disciplina mais teórica com outra mais 
prática, por exemplo.
Sumário
Sumário
1. Introdução 
❖ Gerenciamento de resíduos sólidos
❖ Qual a diferença entre lixo e resíduo 
sólido?
❖ A importância de uma destinação 
adequada dos lixos e resíduos
❖ Princípios da Política Nacional de 
Resíduos Sólidos
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Resíduos Sólidos | Sumário
2. Geradores de resíduos sólidos
❖ Geradores de resíduos
❖ O papel das empresas
3. Classificação dos resíduos 
sólidos
❖ Classificação quanto à origem
❖ Classificação quanto à periculosidade
❖ Resíduos perigosos
Sumário
4. Gerenciamento de resíduos 
sólidos
❖ Plano de Gerenciamento de Resíduos
❖ Reutilização
❖ Coleta seletiva
❖ Reciclagem
❖ Disposição final ambientalmente 
adequada
❖ Proibições
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Resíduos Sólidos | Sumário
5. Destinação adequada
❖ Panorama do Brasil
❖ Importância de adotar-se uma 
destinação final adequada
❖ Principais tipos de destinação dos 
resíduos no Brasil
❖ Lixão
❖ Aterro sanitário 
❖ Compostagem
❖ Unidades de Triagem e Compostagem
Introdução1
Gerenciamento de 
Resíduos Sólidos
O Gerenciamento de resíduos sólidos 
diz respeito a um conjunto de ações 
exercidas, direta ou indiretamente, 
durante a coleta, transporte e 
destinação final ambientalmente 
adequada dos resíduos gerados por 
uma cadeia de produção - em uma 
indústria ou instituição - ou por uma 
pessoa. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
Qual a diferença entre lixo e resíduo sólido?
O lixo é todo aquele material resultante de alguma atividade 
humana que é descartado por não poder ser destinado a nenhum 
outro fim. Um exemplo é a casca do ovo que comemos no almoço, 
ou também as fezes deixadas pelo animal de estimação. Já o 
resíduo é aquele material que pode ter uma outra destinação que 
não seja o aterro sanitário, podendo ser reciclado ou ser matéria 
prima para a fabricação de combustíveis, por exemplo. Além disso, 
o resíduo pode estar na forma sólida, semi-sólida, líquida ou 
gasosa (contida em recipientes), apesar de quase sempre nos 
referirmos a estes materiais como resíduos sólidos. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
A importância de uma destinação adequada dos lixos e resíduos
A problemática do lixo não é recente na história da 
humanidade. Durante a Idade Média, que se iniciou 
no século V, vários problemas sanitários, como a 
poluição de muitos rios e terrenos por lixos e rejeitos 
e a propagação de sérias doenças decorrentes do 
aumento do lixo nas cidades, foi uma séria questão 
para as sociedades europeias. Naquele tempo, 
poucas ações visando a redução do lixo nas 
cidades foram tomadas, estendendo o problema por 
muitos séculos. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
Peste negra na idade média. Fonte: aventurasnahistoria.uol.com.br
Um período mais tarde, com a ocorrência da Revolução Industrial, o aumento na geração de lixo e 
resíduos também trouxe muita poluição às nações industrializadas, reafirmando a necessidade de 
uma maior gestão desses materiais. Atualmente, centenas de países possuem normas ou leis que 
regularizam a produção e o descarte de lixo e resíduos para evitar estes inúmeros prejuízos às suas 
nações. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
No Brasil, existem normas e leis que apresentam os preceitos corretos a serem seguidos durante 
este gerenciamento. Desta forma, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), dispõe 
sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento dos resíduos sólidos, incluindo 
os resíduos perigosos, bem como as responsabilidades dos geradores e do poder público.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos integra a Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se 
com a Política Nacional de Educação Ambiental, regulada pela Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, 
com a Política Federal de Saneamento Básico, regulada pela Lei nº 11.445, de 2007, e com a Lei nº 
11.107, de 6 de abril de 2005.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
I – A prevenção e a precaução;
II – O poluidor-pagador e o protetor-recebedor;
III – A visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, social, cultural, 
econômica, tecnológica e de saúde pública;
IV – O desenvolvimento sustentável;
V – A ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competitivos, de bens e serviços 
qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do impacto ambiental 
e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada do 
planeta; 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
São princípios da Política Nacional de Resíduos 
Sólidos: 
VI – A cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais segmentos da 
sociedade;
VII – A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;
 VIII – O reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, 
gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania;
IX – O respeito às diversidades locais e regionais;
 X – O direito da sociedade à informação e ao controle social;
XI – A razoabilidade e a proporcionalidade.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
Geradores de 
resíduos sólidos
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São considerados geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou 
privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades. Sendo assim, podemos citar como 
responsáveis por essa geração: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e 
consumidores. Estes sujeitos devem gerenciar os seus resíduos sólidos observando a seguinte 
ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos 
sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Geradores de resíduos
Não 
Geração Redução Reutilização Reciclagem Tratamento Disposição final 
adequada
 A Política Nacionaldos Resíduos Sólidos estabelece responsabilidade das empresas 
privadas sob a destinação de seus próprios resíduos, além de exigir a logística reversa de seus 
produtos. Tem crescido muito as medidas de controle e fiscalização: no estado de São Paulo, 
por exemplo, os órgãos ambientais já tornaram obrigatório o cadastro de todas as empresas no 
sistema de geração de resíduos. Isso é essencial para que essas empresas mantenham a sua 
licença ambiental válida.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos | Introdução
O papel das empresas 
Classificação 
dos resíduos 
sólidos
3
É de extrema importância saber a classificação de cada resíduo sólido, pois, a partir disso, são 
determinadas as melhores ações de manejo deste material. A classificação é feita principalmente 
com relação à sua origem e periculosidade, como explicado a seguir: 
1) QUANTO À ORIGEM PODEM SER:
● resíduos domiciliares: são os resíduos originários das atividades domésticas em residências;
● resíduos de limpeza urbana: são os resíduos originários da varrição, limpeza de vias e locais 
públicos e outros serviços de limpeza urbana;
● resíduos sólidos urbanos: é quando há um montante com resíduos domiciliares e resíduos 
de limpeza urbana;
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Classificação
● Resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: são 
os resíduos que são gerados nestas atividades, exceto aqueles resíduos de 
limpeza urbana, os resíduos de serviços públicos de saneamento básico, de 
serviços de saúde, de transporte e construção civil. Se os resíduos de 
estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços não forem 
caracterizados como resíduos perigosos, estes podem, em razão de sua 
natureza, composição ou volume, ser equiparados aos resíduos domiciliares 
pelo poder público municipal;
● resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: são os resíduos 
gerados nestas atividades, exceto os resíduos sólidos urbanos;
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Classificação
● resíduos de serviços de saúde: são resíduos gerados em serviços de saúde, conforme as 
determinações dos órgãos Sisnama e SNVS;
● resíduos da construção civil: são os resíduos gerados nas obras de construção civil, como 
em serviços de reformas, demolições e reparos, inclusive os resíduos resultantes da 
escavação de terrenos;
● resíduos industriais: estes são gerados nos processos produtivos de instalações industriais;
● resíduos agrossilvopastoris: são os resíduos gerados nas mais variadas atividades 
agropecuárias e silviculturais;
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Classificação
● resíduos de serviços de transportes: são resíduos originários de portos, aeroportos, 
terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
● Resíduos de mineração: são resíduos gerados na atividade de pesquisa, extração ou 
beneficiamento de minérios.
 2) QUANTO À PERICULOSIDADE PODEM SER:
a) resíduos perigosos: são resíduos que oferecem significativo risco à saúde pública ou ao 
meio ambiente. Resíduos inflamáveis, corrosivos, reativos, tóxicos, patogênicos, cancerígenos, 
teratogênicos e mutagênicos estão enquadrados nesta classificação;
b) resíduos não perigosos: são aqueles que não são classificados como resíduos perigosos.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Classificação
RESÍDUOS PERIGOSOS
Os resíduos perigosos são produzidos diariamente nas empresas, ambientes hospitalares e até mesmo 
nos domicílios. Estes materiais têm alto poder de contaminação de pessoas ou do meio ambiente, 
podendo gerar, em alguns casos, graves acidentes. Normas específicas devem ser seguidas no seu 
manuseio,descarte e destinação, por isso, é necessário conhecer os principais resíduos perigosos 
gerados no Brasil, que são:
● Restos de tintas, verniz ou toners (são inflamáveis e podem ser muito tóxicos);
● Materiais hospitalares, como seringas usadas, luvas, jalecos, gases usadas e medicamentos. 
Esses materiais que são utilizados para atender pacientes podem conter organismos 
patogênicos, como vírus e bactérias, que podem ser fonte de transmissão de doenças fora do 
ambiente hospitalar. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Classificação
Os medicamentos também não devem ser descartados em lixo comum,principalmente porque 
podem vir a contaminar algum corpo d'água. Por isso, esses resíduos devem ser embalados com 
sacos específicos e recolhidos por empresas especializadas no seu manuseio.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Classificação
● Produtos radioativos(algumas máquinas podem possuir elementos 
radioativos em se interior);
● Lâmpadas fluorescentes. Estas lâmpadas possuem mercúrio, que é um 
metal pesado e bioacumulativo que contamina a o meio ambiente e se 
acumula nos animais que ali vivem, podendo gerar alterações genéticas 
malignas;
● Pilhas e baterias (podem conter muitos metais corrosivos, reativos e 
tóxicos em sua composição)
Gerenciamento 
de resíduos 
sólidos
4
Quando se solicita uma licença ambiental para uma empresa ou empreendimento em qualquer parte 
do território brasileiro, além da apresentação de diversos documentos, é obrigatório a entrega de um 
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos que trate sobre os resíduos que serão gerados 
pelas práticas da empresa em questão. Os responsáveis pela elaboração deste plano de 
gerenciamento têm a obrigação de manter atualizadas todas as informações sobre a implementação 
e a operacionalização deste plano. 
Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de 
prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e 
disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
Plano de Gerenciamento de Resíduos
Segundo o Art. 21 da Seção V da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o plano
de gerenciamento de resíduos sólidos deve apresentar o seguinte conteúdo mínimo: 
I - descrição do empreendimento ou atividade;
II - diagnóstico dos resíduos sólidos gerados ou administrados, contendo a origem, o volume e 
a caracterização dos resíduos, incluindo os passivos ambientais a eles relacionados;
III - observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa e, 
se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos:
a) explicitação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento de resíduos sólidos;
b) definição dos procedimentos operacionais relativos às etapas do gerenciamento de 
resíduos sólidos sob responsabilidade do gerador;
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
IV - identificação das soluções consorciadas ou compartilhadas com outros geradores;
V - ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento 
incorreto ou acidentes;
VI - metas e procedimentos relacionados à minimização da geração de resíduos sólidos e, 
observadas as normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, à 
reutilização e reciclagem;
VII - se couber, ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos 
produtos, na forma do art. 31;
VIII - medidas saneadoras dos passivos ambientais relacionados aos resíduos sólidos;
IX - periodicidade de sua revisão, observado, se couber, o prazo de vigência da respectiva 
licença de operação a cargo dos órgãos do Sisnama.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
Permite-se ainda a utilização de tecnologias para a recuperação energética dos resíduos 
sólidos urbanos, desde que tenha sido comprovada sua viabilidadetécnica e ambiental e com a 
implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão 
ambiental. 
 Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação 
biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgão 
competentes do Sisnama.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
 Coleta Seletiva: é a coleta de resíduos sólidos previamente segregados e acondicionados de 
forma adequada pelos consumidores conforme a sua constituição ou composição. 
Durante a coleta seletiva é realizada a separação dos resíduos. É muito importante que ela seja 
realizada de maneira correta para evitar a contaminação de materiais limpos e possibilitar boas 
condições de trabalho para aqueles profissionais que terão contato direto com os resíduos. 
Os materiais devem ser separados e embalados de forma segregada em:
● Papéis 
● Plásticos
● Vidros 
● Metais 
 Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de 
suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com o objetivo de utilizá-los como insumos 
ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgão competentes 
do Sisnama. 
 A separação de materiais recicláveis permite que estes sejam incorporados a diversos 
novos produtos e contribui para a redução de lixos e resíduos em todo o mundo. O óleo de 
cozinha, por exemplo, pode ser reaproveitado na fabricação de tintas para impressora, você sabia 
disso? Conheça, a seguir, três fins muito interessantes para materiais reciclados:
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
As garrafas Pet podem ser reutilizadas para a confecção de camisetas e uniformes. A empresa Camisa 
feita de Pet (camisetafeitadepet.com.br) produz camisetas, uniformes escolares, calças jeans e ecobags 
em tecido ecológico feito de garrafas pet reaproveitadas. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
1. Camisetas feitas de garrafas Pet
Fonte: akatu.org.br
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
2. Pneus se transformam em pisos de parquinhos 
A empresa Pisoleve (pisoleve.com.br) recicla pneus, utilizando o material para confeccionar pisos 
ecológicos para parquinhos infantis. Cinco pneus usados são transformados em 1m² desse piso. Para a 
sua produção, a borracha é triturada até atingir a granulação adequada e depois pode ser tingida em 
diversas cores. 
Fonte: pisoleve.com.br
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
3. Tinta de impressora fabricada com óleo de cozinha reciclado
O óleo de cozinha é um tipo de resíduo que nunca deve ser descartado de qualquer forma, pois pode 
contaminar os lençóis freáticos. Portanto, qualquer iniciativa que garanta a sua reutilização ou reciclagem 
deve ser muito bem vinda. Geralmente, esse óleo é aproveitado na fabricação de sabão. Mas, 
atualmente já existem iniciativas que estão transformando esse óleo em tinta para impressoras. O 
processo de produção não é muito complicado. O óleo primeiramente passa por um processo de 
aquecimento e de limpeza, para eliminar suas impurezas. Depois desse processo ele está pronto para 
ser utilizado como matéria prima na fabricação de tintas. 
 Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, 
ou em setores de reciclagem, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos 
ou riscos à saúde pública e à segurança sanitária e a minimizar os impactos ambientais adversos. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
PROIBIÇÕES:
São proibidas pela Lei as seguintes formas de destinação ou disposição final de resíduos ou rejeitos:
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● Lançamentos em praias, no mar ou em quaisquer 
corpos hídricos. As bacias de decantação de 
resíduos ou rejeitos de minérios ou industriais, que 
estejam devidamente impermeabilizadas e 
licenciadas pelo órgão competente, não são 
consideradas corpos hídricos. 
Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
● Lançamento in natura a céu aberto, com exceção dos resíduos de mineração;
● Queima a céu aberto ou em recipientes, instalações ou equipamentos não licenciados para 
essa atividade. Em caso de decretação de emergência sanitária, a queima de resíduos a céu 
aberto pode ser realizada, desde que autorizada e acompanhada por algum órgão regulador.
Nas áreas de disposição final de resíduos e/ou rejeitos, são proibidas as seguintes atividades:
I) Utilização dos rejeitos dispostos como alimentação;
II) Catação;
III) Criação de animais domésticos;
IV) Fixação de habitações temporárias ou permanentes. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Gerenciamento
Destinação 
adequada 
5
 Segundo relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais 
(ABRELPE), os levantamentos mais recentes sobre os Resíduos Sólidos no Brasil mostram que 3.326 
municípios brasileiros destinam seus resíduos sólidos para locais impróprios. Isso equivale a 59,7% 
dos municípios (ABRELPE, 2016). O mesmo documento registra que 76,5 milhões de pessoas sofrem 
os impactos negativos causados pela destinação inadequada dos resíduos.
 No Brasil, somamos cerca de 7 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos por ano que não são 
coletados ou têm destinação inadequada. Esse cenário resulta em um avassalador prejuízo à saúde 
de mais de 96 milhões de pessoas em todas as regiões do país (ABRELPE, 2016).
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
Panorama do Brasil
Segundo a PNRS brasileira, em seu artigo 3° e inciso VII, destinação final ambientalmente adequada 
é definida da seguinte forma:
“Destinação de resíduos que inclui a reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e o 
aproveitamento energético, ou outras destinações. Estas deverão ser admitidas pelos órgãos 
competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final. Para isso, deverá 
ser observado normas operacionais específicas para evitar danos ou riscos à saúde pública. 
Como também à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos”
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
Importância de adotar-se uma destinação final adequada
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
Independente da atividade a ser realizada, nos dias atuais é sempre muito importante que a preservação 
ambiental seja colocada em questão. Por esse motivo, são diversas as vantagens trazidas pela 
destinação adequada de resíduos. Abaixo, alguns desses benefícios:
● Redução da poluição ambiental;
● Diminuição dos gastos com a limpeza urbana;
● Minimização dos riscos de endemias;
● Melhoria da qualidade de vida da população.
Principais tipos de destinação dos resíduos gerados no Brasil:
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
São diversos os tipos de locais de destinação de resíduos, sendo eles adequados ou não. Entre eles, 
encontram-se
● Aterro sanitário: é a disposição final correta a se fazer, envolve projeto de engenharia, com o 
tratamento do chorume e do gás metano.
● Aterro controlado: é o meio termo entre o aterro sanitário e o lixão.
● Lixão a céu aberto: disposição dos resíduos a céu aberto, sem nenhum projeto de engenharia, 
sem proteção de solo e do ar ( atualmente não é mais permitidoa sua construção no Brasil).
Principais tipos de destinação dos resíduos gerados no Brasil:
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
● Incineração: é o processo de redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada. A 
incineração é utilizada, atualmente, no Brasil apenas para o tratamento de resíduos hospitalares e 
industriais. É bastante difundida em países desenvolvidos e com pouca extensão territorial, mas, 
geralmente, associada à produção de energia.
Fonte: kanthal.com
LIXÃO
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
Alguns autores definem o Lixão como sendo uma forma inadequada de disposição final de resíduos 
sólidos, que se caracteriza pela simples descarga dos resíduos sobre o solo, sem medidas de proteção 
ao meio ambiente ou à saúde pública. O mesmo que a descarga de resíduos a céu aberto ou 
vazadouro.
LIXÃO
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
 Localizados geralmente em regiões periféricas de cidades, estes lixões são responsáveis pela 
concentração de ratos, baratas e outras pragas.. Tornam-se grandes focos de proliferação de doenças, 
além de exalar mau cheiro. Nos lixões sem fiscalização, pessoas em condição de pobreza costumam 
recolher materiais e até mesmo restos de comida, colocando desta forma a sua saúde em risco. Do 
ponto de vista ambiental, o principal problema é que, ao entrar em putrefação, os materiais orgânicos 
produzem chorume, que pode atingir rios, lagos e lençóis freáticos próximos aos lixões. Este 
processo pode provocar grave situação de contaminação da água. 
ATERRO SANITÁRIO
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
O aterro sanitário é uma técnica de disposição dos resíduos sólidos urbanos no solo. Deve ser acompanhada 
da compactação (menor área e volume possível) e seguida do seu soterramento no encerramento das 
atividades. Assim, na repetição desse processo, dia após dia, são constituídas as células de lixo.
Seleção de áreas:
Devem ser realizados uma sequência de estudos para a identificação e a análise da aptidão de áreas 
para instalação de aterros sanitários. Nessa fase, deve-se ter em vista a importância das 
características dos meios físico, biótico e socioeconômico da área para a instalação do aterro. Uma 
área adequada precisa ter menores riscos ao meio ambiente e à saúde pública, bem como menores 
gastos com preparo, operação e encerramento do aterro.
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
(CONDER, 2002)
ATERRO SANITÁRIO
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
 A NBR 8419 (ABNT, 1992) define aterro sanitário como um método de disposição de resíduos 
sólidos no solo, sem provocar prejuízos ou ameaças à saúde ou à segurança. São utilizados princípios 
de engenharia, de modo a confinar os resíduos no menor volume possível. Segundo o Portal Resíduos 
Sólidos , antes de 2010, o aterro sanitário era a principal solução para a disposição final de resíduos 
sólidos para extinguir os lixões. Assim, no Brasil com a vigência da Lei nº. 12.305/2010 (PNRS), 
fixou-se um prazo para encerramento dos lixões. 
https://portalresiduossolidos.com/lei-12-3052010-politica-nacional-de-residuos-solidos/
COMPOSTAGEM
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
É um destino muito interessante, do ponto de vista ambiental e econômico, para o lixo orgânico 
(principalmente restos de frutas, verduras e legumes). Neste processo, o lixo orgânico é transformado 
em adubo para ser utilizado na agricultura.
Unidades de Triagem e Compostagem (UTCs)
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
As Unidades de Triagem e Compostagem são locais onde ocorre a separação dos resíduos sólidos 
urbanos, para aproveitá-los ao máximo, selecionando principalmente aqueles materiais orgânicos que 
podem ser utilizados na compostagem. As UTCs funcionam, geralmente, em pequenos municípios, 
empresas e condomínios. O processo ocorre em quatro etapas: coleta, triagem, compostagem e 
descarte. 
Unidades de Triagem e Compostagem (UTCs)
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
● Coleta: Recolhimento dos resíduos sólidos nas 
residências ou empresas e encaminhamento até a 
UTC;
● Triagem: Separação dos resíduos de forma manual 
ou automatizada em materiais orgânicos ou 
inorgânicos. Os materiais orgânicos seguem para a 
etapa da compostagem. Os inorgânicos, por sua 
vez, passam por uma separação e preparação para 
reciclagem;
Fonte: mbgrupo.com.br
Unidades de Triagem e Compostagem (UTCs)
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
● Compostagem: Leva-se os materiais orgânicos até a unidade de compostagem. Ela consiste 
em um ambiente adequadamente pavimentado e impermeabilizado, que deve possuir 
drenagem e presença de sol em toda a sua extensão. Neste local, é aproveitado todo o 
resíduo orgânico previamente separado pela triagem;
● Descarte: Por fim, os materiais que não são possíveis de reciclar ou de fazer a compostagem 
voltam para a unidade de descarte da cidade, sendo levados para os aterros sanitários. 
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Introdução ao Gerenciamento de Resíduos Sólidos| Destinação adequada
Um estudo feito pela ONU, levando em consideração o atual ritmo de crescimento das populações, 
fez uma previsão da quantidade de lixo gerado por ano até 2050, que será de aproximadamente 4 
bilhões de toneladas de lixo por ano. Nas três últimas décadas, a geração de resíduos urbanos 
aumentou três vezes mais rápido que a população. 
Sete bilhões de seres humanos produzem anualmente 1,4 bilhões de toneladas de resíduos 
sólidos urbanos, uma média de 1,2 kg por dia per capita. Quase a metade desse total é gerada por 
menos de 30 países, os mais desenvolvidos do mundo.
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