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PROFA. DRA. ELIANE PATRÍCIA CERVELATTI MENDONÇA ➢ PADRÃO DE HERANÇA MONOGÊNICA E EXPRESSÃO GÊNICA ▪ Organização do DNA nas células humanas ➢INTRODUÇÃO ▪ Alterações na ‘organização’ (quantidade) do DNA (cariótipo) Cariótipo humano apresentando uma aneuploidia (trissomia do cromossomo 21) Aspectos da Síndrome de Down (causada pela trissomia do cromossomo 21) ➢INTRODUÇÃO ▪ Alterações na ‘quantidade’ de DNA (alterações cromossômicas numéricas) Não seguem um padrão de herança previsível Ausência de histórico familiar ➢INTRODUÇÃO ▪ Estrutura do DNA: dupla hélice ➢ INTRODUÇÃO Diferentes níveis de compactação da molécula de DNA ▪ Alterações na sequência de nucleotídeos da dupla-hélice ➢ INTRODUÇÃO Alteração na sequência de nucleotídeos da molécula de DNA ▪ Alterações na sequência de nucleotídeos de um gene criam os alelos. ➢ INTRODUÇÃO Alteração na sequência de nucleotídeos da molécula de DNA ▪ Exemplo: GENE B Alelo B Alelo b ▪ Alterações na sequência de nucleotídeos da dupla- hélice ➢ INTRODUÇÃO Podem ser responsáveis por doenças genéticas Alteração em um único gene - Histórico familiar da doença - Padrão de herança previsível Distúrbios monogênicos: causados por genes mutantes individuais (alteração em um único gene). Análise de distúrbios monogênicos em humanos ➢ Padrão de herança dos distúrbios monogênicos com herança mendeliana dependem principalmente de 2 fatores: 1. Local cromossômico do alelo responsável pela condição em análise 2. Alelo responsável pela condição em análise Cariótipo masculino Cariótipo feminino 1. Local cromossômico do alelo responsável pela condição em análise - autossômico (cromossomos 1 ao 22) - ligado ao X (situado no cromossomo X) 2. Alelo responsável pela condição em análise • Dominante (expresso quando apenas um cromossomo de um par porta o alelo mutante). Ex.: alelo D é o responsável por uma doença genética DD = afetado Dd = afetado dd = normal • Recessivo (expresso quando ambos os cromossomos portam o alelo mutante) Ex.: alelo b é o responsável por uma doença genética BB = normal Bb = normal bb = afetado ▪ Alelos diferentes (heterozigoto) e Dominância completa Homozogoto dominante = A/A Heterozigoto A/a Homozigoto recessivo = a/a cromossomo cromossomo RNAm Proteína RNAm Proteína Dominante Recessivo Autossômico Autossômico dominante Autossômico recessivo Ligado ao X Ligado ao X dominante Ligado ao X recessivo ➢ Distúrbios monogênicos: ➢ Reprodução Humana Exame de registros na esperança que tenham ocorrido cruzamentos informativos. Análise de heredogramas = análise do histórico familiar Não é possível fazer experimentos de cruzamentos humanos controlados ➢ Heredogramas: alguns símbolos comumente usados : Heredograma com gerações I II I) Distúrbios autossômicos recessivos I) Distúrbios autossômicos recessivos ▪ Fenótipo normal: Indivíduos AA e Aa ▪ Fenótipo anormal: Indivíduos aa ▪ Padrões de heredogramas que revelam esse tipo de herança: - a doença geralmente aparece nos descendentes de genitores não afetados; - pais e mães afetados transmitem o fenótipo p/ a prole; - os descendentes afetados incluem tanto homens quanto mulheres. Heredograma típico de um distúrbio autossômico recessivo A/a A/a A/_ A/_a/a a/a • Formação de uma pessoa afetada: depende da união de 2 heterozigotos (A/a x A/a). Não aparentados Aparentados • Chances dos genitores serem heterozigotos é maior; • Podem ter herdado o alelo mutante de um ancestral comum Consangüinidade A consangüinidade não é a explicação mais comum para os distúrbios autossômicos recessivos. Albinismo Exemplos de distúrbios humanos com herança autossômica recessiva Hemácias de um portador de Anemia Falciforme II) Distúrbios autossômicos dominantes II) Distúrbios autossômicos dominantes. • Fenótipo anormal: dominante (B/B ou B/b) – fenótipo afetado. • Fenótipo normal: recessivo (b/b) – fenótipo normal. • Apresentam padrão mendeliano de segregação. • Padrões de heredogramas que revelam esse tipo de herança: - a doença geralmente aparece em cada geração do heredograma; - pais e mães afetados transmitem o fenótipo p/ a prole; - os descendentes afetados incluem tanto homens quanto mulheres. Heredograma típico de um distúrbio autossômico dominante • Homens e mulheres estão afetados em cada geração; • Homens e mulheres afetados transmitem a condição para filhos e filhas. A/a a/a A/a A/a a/aa/aa/aa/aa/a a/aa/aa/aa/a a/aA/aa/aA/a a/aa/a A/aa/aA/a II I III Exemplos de distúrbios humanos com herança autossômica dominante Polidactilia (dedos extras) Pseudo-acondroplasia (tipo de nanismo) Cromossomos Sexuais e Herança ligada ao sexo Cromossomos Sexuais e Herança ligada ao sexo • Cromossomos sexuais em humanos: - mulheres XX (sexo homogamético) - homens XY (sexo heterogamético) YX • Regiões não homólogas (diferenciais): - contém genes exclusivos que não são encontrados no outro cromossomo. - genes na região diferencial do X: herança ligada ao X; - genes na região diferencial do Y: ligados ao Y A B C D E F E Cromossomos Sexuais e Herança ligada ao sexo YX A B C D E F E • Região de homologia entre o X e o Y - região de pareamento durante a meiose ➢ Herança ligada ao sexo ✓ está relacionada aos genes presentes nas regiões diferenciais do X e do Y; ✓ apresenta proporções fenotípicas diferentes nos 2 sexos da prole. III) Distúrbios recessivos ligados ao X ➢ Distúrbios recessivos ligados ao X • Alelo anormal: “a” Mulher Filhos Filhas Homem Filhas • A freqüência de homens afetados é muito maior: Mulher XAXa normal Homem XaY afetado Transmissão do alelo ➢ Heredograma típico de um distúrbio recessivo ligado ao X XA/XAXa/Y I XA/XaXA/Y XA/Y XA/YXa/Y XA/XaXA/XA II III Exemplos de distúrbios humanos recessivos ligados ao X • Daltonismo - as pessoas afetadas não conseguem distinguir o verde e o vermelho, e os enxergam do mesmo modo. • Hemofilia - falha de coagulação no sangue - causa: . Coagulação do sangue: ocorre interação de várias proteínas . Nos hemofílicos, há uma deficiência no fator VIII, uma proteína da cascata de coagulação. • Distrofia muscular de Duchenne - fraqueza progressiva da musculatura Paciente com distrofia muscular de Duchenne em estágio final, mostrando grave perda muscular. IV) Distúrbios dominantes ligados ao X ➢ Distúrbios dominantes ligados ao X ➢ Padrões de heredograma que caracterizam esse tipo de herança: - Homens afetados passam a condição para todas as filhas - Mulheres heterozigotas afetadas passam a condição para metade dos seus filhos e filhas. ➢ Alelo anormal: “A” Características da Herança Dominante Ligada ao X 1) Em caso de mulheres afetadas (heterozigotas), a prole masculina e feminina tem 50% de chance de herdar o fenótipo (figura A). 2) Os homens afetados que se casam com mulheres normais terão TODAS filhas e NENHUM filho afetado (figura B). Xa/Y XA/Y Xa/YXa/Xa XA/Xa XA/Xa Mãe afetada XA/Y Xa/Y Xa/YXA/Xa XA/Xa Xa/Xa Pai afetadoA B Exemplo de distúrbio humano dominante ligado ao X • Raquitismo hipofosfatêmico: - a habilidade dos túbulos renais de absorver o fosfato filtrado é prejudicada. Mineralização inadequada dos ossos em crescimento V) Herança ligada ao Y V) Herança ligada ao Y • Genes localizados na região diferencial do Y são herdados apenas pelos homens. • Exemplo: - gene TDF (papel primário na masculinização) está localizado no cromossomo Y. - hipertricose auricular crescimento excessivo de pêlos na orelha. ➢ CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES QUANTO AOS PADRÕES DE HERANÇA MONOGÊNICOS: ✓ Penetrância ✓ Expressividade ▪ Porcentagem de indivíduos com determinado alelo (dominante ou recessivo) que exibem o fenótipo associado a ele. ▪ Quando a penetrância é variável: Indivíduos com um dado alelo não apresentam o fenótipo associado a ele. ▪ Mede o quantodeterminado alelo é expresso em um fenótipo (a intensidade do fenótipo) ➢ PENETRÂNCIA ➢ EXPRESSIVIDADE ➢ PENETRÂNCIA E EXPRESSIVIDADE PADRÕES ATÍPICOS DE HERANÇA ➢Mosaicismo • Definição: Presença de pelos menos duas linhagens celulares distintas geneticamente (derivadas do mesmo zigoto) no mesmo indivíduo. • Causa: Mutações que ocorrem em células únicas (vida pré ou pós-natal). Mutação Células mutadas Células normais ➢ Herança do DNA Mitocondrial (herança materna) • Apenas a mãe transfere essa característica aos seus descendentes. • TODOS os filhos e filhas de uma mãe afetada também serão afetados. • O pai afetado NÃO transfere a característica aos descendentes. Exemplo: Neuropatia óptica hereditária de Leber. Fenótipo: morte rápida do nervo óptico, levando a cegueira na vida adulta jovem. CONTROLE DA TRANSCRIÇÃO GÊNICA ➢ Estrutura de um gene que codifica um RNAm • Promotor: ✓ Inicia a transcrição e sinaliza a partir de qual nucleotídeo o gene deve ser transcrito. Ex: TATA (cerca de 25 nucleotídeos “corrente acima” do início) CAAT (cerca de 75 nucleotídeos “corrente acima” do início) • Região reguladoras (amplificadores e inibidores): ✓ Determinam quantas vezes o gene deve ser transcrito. ✓ Localização: 5´da região codificante (ainda que distante) ✓ Sequencia de nucleotídeos específica para cada gene. • Região codificante: ✓ presença de éxons e íntrons (em eucariontes) • Região de término: ✓ não identificada. ✓ Sequência AATAAA é comumente encontrada próxima ela. ➢ Estrutura de um gene que codifica um RNAm 5’ 3’ Estrutura de um gene que codifica um RNAm ➢ Estrutura de um gene que codifica um RNAm ➢ Estrutura de um gene que codifica um RNAm ➢ INTRODUÇÃO ▪ Propriedades biológicas das células Determinadas pelas proteínas ativas expressas nela ▪ Perfil do produto gênico pode variar em momentos diferentes: ✓ Quais proteínas são expressas ✓ Nível de expressão ➢ CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O CONTROLE DA EXPRESSÃO GÊNICA Diferentes perfis específicos são o criados através da REGULAÇÃO GÊNICA: Ajuste da transcrição Estabilidade do RNAm Modificações pós-traducionais nas proteínas ➢ REGULAÇÃO GÊNICA PROCARIÓTICA ✓ Controle da expressão gênica é fundamental ✓ Oportunistas ambientais: ▪ Bactérias 1. Obtém os compostos do ambiente sempre que possível 2. Enzimas necessárias para produzir compostos Produzidas apenas na ausência dos compostos ➢ A BASE DA REGULAÇÃO TRANSCRICIONAL PROCARIÓTICA • Genes Presença de 2 sítios de ligação para proteínas 1. Promotores ✓ Início da transcrição ✓ Ligação da RNA polimerase Transcrição regulada 2. Reguladores ✓ Regulam o nível da transcrição ✓ Ligação de proteínas ativadoras / repressoras ➢ A BASE DA REGULAÇÃO TRANSCRICIONAL PROCARIÓTICA A ligação de proteínas regulatórias pode ativar ou bloquear a transcrição. ativador operadorpromotor transcrição operadorpromotor Sem transcrição operadorpromotor repressor operadorpromotor Sem transcrição transcrição Sem repressorSem ativador Regulação Positiva Regulação Negativa ✓ Genes constituem uma única unidade de transcrito ✓ A expressão de TODOS é regulada coordenadamente São produzidas todas as proteínas ou nenhuma delas ➢ Operon lac em bactérias (controle negativo) ▪ Jacob e Monod (1950) ✓ Demonstraram que o metabolismo da lactose é controlado geneticamente ▪ Genes estruturais Operon lac ✓ Z: β-galactosidade - Quebra a lactose em glicose e galactose ✓ Y: permeasse - Transporta a lactose para a célula ✓ A: transacetilase - Não é necessária para o metabolismo da lactose ➢ Componentes regulatórios do Operon lac 1) GENE I: repressor lac ✓ Bloqueia a expressão dos genes Y, Z e A ✓ Próximo ao operon lac 2) SÍTIO PROMOTOR lac (P) ✓ Onde a RNA polimerase se liga para começar a transcrição 3) SÍTIO OPERADOR lac (O) ✓ Sítio no DNA onde se liga o repressor lac ✓ Situado entre o promotor (P) e o gene Z meio lactose Proteína repressora Regulação do operon lac. ➢ Funcionamento do Operon lac ➢ Regulação transcricional em eucariontes ▪ Características comuns no controle da transcrição entre procariontes e eucariontes: ✓ Maioria dos genes é controlada a nível transcricional ✓ Atuação de proteínas regulatórias que determinam o nível de transcrição Controlam a ligação da RNA polimerase ao promotor do gene ➢ Visão geral da regulação transcricional em eucariontes ▪ Padrões de expressão gênica podem ser extremamente complexos ▪ Capaz de ‘desligar ‘ a maioria dos genes; ▪ Capaz de gerar milhões de padrões de expressão gênica com um número limitado de proteínas ativadoras. Exemplo: um gene pode ser transcrito apenas no início do desenvolvimento e outro apenas durante uma infecção viral. ➢ Elementos regulatórios 2. Sequencias proximais ao promotor: ✓ Localização: próxima ao promotor ✓ Região onde se ligam proteínas que ajudam a ligação da RNA polimerase ao promotor 3. Acentuadores e silenciadores: ✓ Elementos que podem atuar a uma distância considerável 1. Promotor: ✓ Localização próxima ao início da transcrição ✓ Região onde a RNA polimerase se liga ➢ Elementos regulatórios promotor Sequencias proximais ao promotor ➢ Elementos regulatórios Ligação da RNA polimerase ao promotor: ✓ Não produz uma transcrição eficiente Ligação de fatores de transcrição aos elementos proximais ao promotor: ✓ Aumento da transcrição (não muito ) ➢ Elementos regulatórios ✓ Acentuadores Aumentam muito a transcrição Regulam positivamente ❑ Ligação de fatores de transcrição aos acentuadores ou silenciadores ✓ Silenciadores Sequencias onde se ligam repressores Inibem os ativadores Reduzem a transcrição ➢ Como os genes em eucariontes podem gerar um número enorme de padrões de expressão? 1. Ligação da RNA polimerase ao promotor Catalisa o nível basal de transcrição 2. Transcrição ativada em níveis mais elevados Ligação de fatores de transcrição (ativadores) aos elementos proximais no DNA ao redor do gene. ➢ Como os genes em eucariontes podem gerar um número enorme de padrões de expressão? 3. Modularidade e cooperatividade Padrões complexos de expressão gênica: ✓ Presença de muitos sítios de regulação para diferentes proteínas regulatórias; Interagem umas com as outras Interagem com o aparelho basal da transcrição Interação combinatória ➢ Elementos regulatórios ✓ Formação de uma alça Interação proteínas ligadas aos elementos proximais ao promotor e as ligadas aos elementos acentuadores. Como estes elementos distantes podem regular a transcrição? ➢ EPIGENÉTICA: o papel da cromatina no regulação gênica eucariótica ▪ Procariontes: DNA está ‘nú’ ▪ Eucariontes: DNA está associado a proteínas (= cromatina) ➢ Papel da cromatina no regulação gênica eucariótica Estrutura da cromatina a) Nucleossomo na cromatina descondensada e condensada b) A estrutura da cromatina varia ao longo do cromossomo. Regiões amarelas: menos condensada; Regiões laranja e azul: condensação intermediária; Regiões vermelhas: heterocromatina (muito condensada) ➢ Papel da cromatina no regulação gênica eucariótica ▪ Heterocromatina ✓ cromatina mais compactada ✓ ‘fechada’ para a transcrição ✓ pode ser alterada (genes inativos podem se tornar ativos) ▪ Eucromatina ✓ cromatina menos compactada ✓ ‘’aberta’ para a transcrição ➢ Papel da cromatina no regulação gênica eucariótica • Remodelagem da cromatina Organização do nucleossomo é dinâmica Responde a mudanças no metabolismo celular ou programa de desenvolvimento. Condensando: desliga genes Descondensando: liga genes ➢ Epigenética e metilação do DNA ❑ Metilação do DNA: associada ao silenciamento de genes.