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Unidade de Aprendizagem 1 - 
Órteses e Próteses
Apresentação
Dentre as mais diversas áreas de atuação do fisioterapeuta, destaca-se sua atuação na área de 
órteses e próteses. Estes dispositivos estão disponíveis de modo a complementar o tratamento de 
pacientes que apresentem alguma disfunção funcional ou estrutural no sistema músculoesquelético 
ou no sistema neuromuscular, podendo ser empregados tanto de maneira preventiva como de 
maneira reabilitativa.
Nesta Unidade de Apredizagem serão abordados os príncipios básicos relacionados a órteses e 
próteses, incluindo as principais definições, os materiais empregados na confecção destes 
dispositivos e as diferentes classificações de acordo com a funcionalidade e também com os 
principais sistemas de confecção disponíveis atualmente no mercado.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer os conceitos e as diferenças de órteses e próteses.•
Especificar os tipos de materiais utilizados na confecção de órteses e próteses.•
Analisar as órteses quanto à funcionalidade e ao sistema de confecção.•
Infográfico
As órteses são dispositivos que podem ser empregados como recurso terapêutico complementar na 
área da fisioterapia tanto de maneira reabilitativa como preventiva. Atualmente, elas podem suprir 
diferentes necessidades do paciente, uma vez que há no mercado uma série de órteses com 
finalidades específicas.
Considerando isso, a seguir é demonstrado um infográfico que apresenta a classificação das órteses 
conforme os objetivos de tratamento, sendo exemplificadas órteses com finalidade de repouso, 
imobilização, propriocepção, proteção e correção.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/40d2e763-8f41-43e5-bc35-630e5658a513/392f4083-1569-4a07-84dd-41de5a2dd886.jpg
Conteúdo do Livro
Órteses e próteses são dispositivos que podem ser utilizados pelo fisioterapeuta de modo a auxiliar 
no processo de prevenção de lesões e de reabilitação dos pacientes. Por ser um recurso 
terapêutico bastante importante, é necessário que o profissional conheça estes dispositivos, suas 
funções, nomenclaturas, materiais utilizados na sua confecção e ainda, o processo de fabricação 
delas, de modo que possa orientar adequadamente o uso deste recurso em sua prática diária.
No capítulo Órteses e Próteses, da obra Órteses e Próteses, base teórica desta Unidade de 
Aprendizagem, você vai conhecer quais são os termos relacionados a órteses e próteses, ver o 
histórico de seus usos ao longo dos anos, reconhecer os materiais utilizados na confecção delas e 
aprender sore as diferentes classificações das órteses quanto à sua confecção.
Boa leitura. 
ÓRTESE 
E PRÓTESE 
Aline Andressa Matiello
Órteses e próteses: 
especificações
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer os conceitos e as diferenças das órteses e próteses.
  Especificar os tipos de materiais utilizados nas confecções das órteses 
e próteses.
  Analisar as órteses quanto à funcionalidade e ao sistema de confecção.
Introdução
Órteses e próteses são dispositivos empregados com o objetivo de auxiliar 
pacientes com alguma disfunção funcional ou estrutural do sistema mus-
culoesquelético ou do sistema neuromuscular, podendo ser empregadas 
tanto de maneira preventiva como para a reabilitação física. Para isso, sua 
utilização é indicada por profissionais habilitados, como fisioterapeutas, 
que se utilizam desses dispositivos para otimizar programas de preven-
ção ou reabilitação física, a fim de melhorar a capacidade funcional e a 
qualidade de vida dos pacientes.
O emprego desses dispositivos visa a auxiliar o paciente na reabilitação 
física, garantindo uma recuperação mais efetiva, rápida e, além de tudo, 
segura, sendo crucial também a sua utilização como medida preventiva. 
Entretanto, para que esses dispositivos cumpram o seu papel, é necessário 
que sua indicação seja feita de maneira cautelosa, para permitir que o 
paciente se beneficie do melhor dispositivo. 
Neste capítulo, você conhecerá as diferentes definições de órteses 
e próteses, bem como estudará um breve histórico acerca da evolução 
desses dispositivos ao longo dos anos. Além disso, conhecerá os princi-
pais materiais utilizados na confecção de próteses e a sua relação com a 
funcionalidade a que se dispõem.
1 Termos relacionados a órteses e próteses
Tanto as órteses como as próteses são consideradas importantes disposi-
tivos que servem como recursos terapêuticos, tendo como objetivo prin-
cipal ajudar na reabilitação física e contribuir para que o paciente tenha 
uma recuperação mais efetiva, segura e no menor tempo possível. Desse 
modo, esses dispositivos estão disponíveis como ferramenta de trabalho 
para o fi sioterapeuta, podendo ser utilizados de modo complementar ao 
tratamento proposto. 
As órteses e próteses estão indicadas para pacientes que apresentem 
alterações estruturais e/ou funcionais que estejam interferindo negativamente 
no desempenho do sistema neuromuscular e/ou do sistema esquelético (CAR-
VALHO, 2013). Sua indicação é feita por profissionais que integram uma 
equipe multidisciplinar, mediante análise específica na área de atuação de 
cada profissional, os quais avaliam diversos aspectos dos pacientes, incluindo 
suas necessidades funcionais. Por meio desse trabalho conjunto, eles podem 
sugerir o melhor dispositivo de acordo com as reais necessidades de cada 
paciente (CARVALHO, 2013). Entre os profissionais da saúde, o fisioterapeuta 
tem um papel fundamental tanto no auxílio da indicação desses dispositivos 
ao paciente como na reabilitação e na educação deste quanto ao seu uso. 
As órteses e próteses são dispositivos distintos, com indicações e objetivos 
diferentes. Quanto aos seus conceitos básicos, as próteses são definidas como 
dispositivos indicados em situações em que se objetive uma substituição 
de estruturas do corpo humano, principalmente para substituir segmentos 
amputados ou malformados, como, por exemplo, próteses para membros e 
articulações. A Figura 1, a seguir, apresenta alguns exemplos de próteses 
utilizadas para substituir membros ou articulações.
Órteses e próteses: especificações2
Figura 1. Exemplos de próteses.
Fonte: Anatolir/Shutterstock.com.
Segundo Teixeira (2015), outros exemplos de próteses utilizadas na atua-
lidade são: próteses que substituem válvulas cardíacas, implantes dentários, 
próteses mamárias e próteses oculares. Outro termo comumente utilizado é o de 
neuropróteses, que são, na verdade, próteses controladas pelo sistema nervoso 
do paciente, caracterizadas por dispositivos eletrônicos fixados à face externa 
do corpo do paciente, que, mediante mecanismo específico de funcionamento, 
enviam estímulos elétricos, levando à contração de grupos musculares espe-
cíficos. A Figura 2, a seguir, apresenta um exemplo de neuroprótese.
Figura 2. Neuroprótese.
Fonte: Carvalho (2013, p. 4).
3Órteses e próteses: especificações
As órteses, por sua vez, são dispositivos indicados quando o objetivo é corrigir 
ou regularizar determinadas estruturas corporais, auxiliando alguma função do 
organismo, seja de um membro, órgão ou tecido, e exercendo funções específicas 
sobre um segmento corporal. São utilizadas, sobretudo, para evitar compensações 
e deformidades, bem como para melhorar a capacidade funcional do paciente.
Segundo Teixeira (2015), alguns exemplos de órteses muito utilizadas atual-
mente são: órteses para estabilização de articulações, marca-passo, dispositivos 
auditivos, cintos para estabilização de coluna vertebral, colete cervical, entre 
outros. A Figura 3, a seguir, apresenta alguns exemplos de órteses. 
Figura 3. Exemplos de órteses:. (a) colete torácico; (b) colete
 cervical; (c) órtese para tornozelo; (d) palmilha postural.
Fonte: Bsd/Shutterstock.com.
Muitas vezes, o termodispositivo auxiliar de marcha é utilizado como sinônimo 
de órtese. Contudo, embora os dispositivos auxiliares de marcha sejam considerados 
equipamentos de órteses, eles não se enquadram nessa função, uma vez que esses 
equipamentos têm um objetivo específico: promover auxílio na marcha e na trans-
ferência de pacientes que se encontrem com mobilidade reduzida (CARVALHO, 
2013). São exemplos de dispositivos auxiliares de marcha amplamente utilizados: 
bengalas, andadores, cadeira de rodas e muletas (Figura 4). 
Órteses e próteses: especificações4
Figura 4. Exemplos de dispositivos auxiliares de marcha.
Fonte: AlexLMX/Shutterstock.com.
Embora distintos, os termos órtese e prótese são, muitas vezes, utiliza-
dos como sinônimos de maneira errônea, visto que, em algumas situações 
clínicas, é difícil compreender a definição correta de um dispositivo a ser 
indicado ao paciente, principalmente quando ele desempenha múltiplas 
funções, tendo, em alguns momentos, a função de prótese, com o objetivo 
de substituição, e, de maneira associada, a função de uma órtese, agindo 
como um dispositivo que visa à reorganização funcional de alguma es-
trutura ou membro.
Assim, em situações em que o dispositivo desempenha tanto a função de 
uma prótese como de uma órtese, ele recebe a denominação de ortoprótese. 
Um exemplo de ortoprótese é o emprego de algum dispositivo indicado para 
pacientes que apresentem alguma malformação congênita e que necessitem 
tanto da substituição parcial ou total de um membro como de um dispositivo 
que regularize a função dele. Nesses casos, ambas as funções estariam simul-
taneamente associadas em um mesmo dispositivo. 
A seguir, observe um exemplo dessa associação entre órtese e prótese em 
um mesmo dispositivo.
5Órteses e próteses: especificações
Em um paciente que apresente uma amputação a nível parcial de pé, com a remoção 
completa do hálux, faz-se necessária a indicação de uma prótese para substituir o 
dedo amputado. Além disso, o paciente pode se beneficiar de uma órtese, como uma 
palmilha plantar, com o objetivo de melhorar a distribuição de peso durante a marcha, 
promovendo, assim, a substituição do membro e, ao mesmo tempo, a melhora da 
funcionalidade da prótese. Nesse caso, o dispositivo a ser empregado é denominado 
ortoprótese (CARVALHO, 2013).
A Figura 5, a seguir, apresenta um exemplo de ortoprótese empregado em 
situação de malformação congênita de membro inferior.
Figura 5. Ortoprótese.
Fonte: Carvalho (2013, p. 4).
Histórico do uso de órteses e próteses 
ao longo dos anos
Os primeiro registros do uso de órteses são do Egito e datam dos anos de 2750 
a 2625 a.C. De acordo com os registros arqueológicos por meio de pinturas 
dessa época, os homens utilizavam órteses, possivelmente, para o tratamento 
de fraturas de membros inferiores e membros superiores. Nesse período, 
as órteses serviam basicamente como uma espécie de tala, imobilizando o 
Órteses e próteses: especificações6
segmento corporal e, com isso, facilitando o processo de reparo do tecido 
ósseo (CARVALHO, 2013).
Posterior a isso, Hipócrates (460–377 a.C.) passou a utilizar as órteses para 
tratamento de escolioses, luxações, malformações congênitas, bem como para o 
tratamento de fraturas, por meio do desenvolvimento de dispositivos específicos 
para cada uma dessas disfunções. Em seguida, o filósofo grego Cláudio Galeno 
(129-199 d.C.) passou a estudar e desenvolver medidas de tratamento para pacientes 
com escolioses. Para isso, fez a utilização de diversas maneiras de enfaixamento 
firme de caixa torácica, visando a corrigir as deformidades da coluna vertebral. 
No entanto, foi Guy de Chauliac (1330-1368) quem desenvolveu um sistema 
de órteses para o tratamento da fratura de fêmur por meio de dispositivos de 
tração. Em seguida, passou-se a utilizar as órteses metálicas para tratamento 
de fraturas, redução de descarga de peso, modificações em calçados, coletes 
para tratamento de escolioses, botas ortopédicas para tratamento de pé torto 
congênito, entre outros dispositivos (CARVALHO, 2013). Com o tempo, as 
órteses passaram a ser utilizadas pelo médico alemão Guilelmus Fabricius 
Hildanus (1560–1634) para o tratamento de contraturas decorrentes de quei-
maduras, o qual desenvolveu talas de tração específicas para essa aplicação, 
além de talas para o tratamento de contratura de joelho e outras talas destinadas 
a tratamento de deformidade dos pés (CARVALHO, 2013). 
Posterior a isso, houve uma redução importante nas cirurgias para o tratamento 
de deformidades de coluna, uma vez que estas apresentavam muitas complicações 
pós-operatórias e resultados não tão benéficos. Com isso, nessa fase, houve um 
aumento considerável no uso de órteses para a correção de deformidades de coluna, 
desencadeando uma grande expansão nos tratamentos conservadores com uso de 
órteses nessas situações. Também nessa época, foram desenvolvidas órteses de 
distração, cuja estrutura era adaptada com almofadas de pressão, o que melhorava 
tanto a efetividade da órtese quanto o conforto do paciente. 
Contudo, apesar de as órteses serem utilizadas desde a Antiguidade, a 
grande expansão no uso desses dispositivos se deu principalmente após as 
Guerras Mundiais e a grave epidemia de poliomielite, que acorreu por volta 
de 1916 a 1955, nos Estados Unidos (CARVALHO, 2013), uma vez que tanto 
as Guerras quanto a epidemia de poliomielite causaram lesões musculoesque-
léticas, neuromusculares e amputações decorrentes de traumas a inúmeros 
pacientes. Diante disso, houve um desenvolvimento importante de órteses 
nessa época, visando a atender essas demandas. 
Quanto ao histórico de desenvolvimento de próteses, a primeira prótese 
utilizada data de 484 a.C., quando há registros da confecção de uma prótese 
de pé para substituir parte dessa estrutura após a amputação. Nessa época, a 
7Órteses e próteses: especificações
prótese para substituir o pé era confeccionada em madeira. Após isso, durante 
a Segunda Guerra Mundial, passou-se a desenvolver algumas próteses em ferro 
para substituir principalmente partes de membros superiores e inferiores, que 
eram amputadas durante as batalhas. No entanto, essas próteses não tinham 
muita funcionalidade, apenas eram acopladas às armaduras dos soldados, a 
fim de que eles pudessem continuar a combater na batalha. 
Posterior a isso, no século XX, houve um avanço importante no desenvol-
vimento de próteses, permitindo o desenvolvimento de próteses mais leves e 
funcionais e, com isso, possibilitando também uma melhor adaptação por parte 
dos pacientes ao uso da prótese. Nesse sentido, o desenvolvimento tecnológico 
permitiu, ainda, no fim do século XX e início do século XXI, a confecção de 
próteses mais modernas, com sistemas mecatrônicos acoplados, tornando as 
próteses mais funcionais e adequando-as às reais necessidades dos pacientes. 
2 Materiais utilizados na confecção 
de órteses e próteses
Quanto aos materiais utilizados na confecção de órteses e próteses, estes 
variam de acordo com a tecnologia empregada para a sua confecção e, por 
isso, estão em constante desenvolvimento ao longo dos anos (CARVALHO, 
2013). Isso se deve principalmente ao desenvolvimento de inúmeras ciências, 
principalmente as engenharias, que proporcionaram, ao longo dos anos, o 
desenvolvimento de materiais para a confecção de órteses e próteses que se 
adaptem de maneira mais efetiva às necessidades dos pacientes. 
Um exemplo disso é que, antigamente, as órteses e próteses eram confec-
cionadas em ferro, madeira, couro ou plástico, por exemplo. Entretanto, esses 
materiais eram densos e extremamente pesados, interferindo negativamente na 
comodidade de uso e na estética. Atualmente, com o desenvolvimento de novos 
materiais, tem-se à disposição materiais mais leves, estéticos e funcionais, como, 
por exemplo, os polímeros e metais leves, como o alumínio, que garantem boas 
condições estéticas, além de proporcionarem conforto ao uso. Entretanto, alguns 
dos materiais utilizadosna Antiguidade ainda continuam a ser utilizados em 
algumas próteses e órteses, porém em quantidades menores e com objetivos 
específicos. Um exemplo disso é o couro, que continua a ser utilizado até hoje.
Diante disso, atualmente, o paciente tem à sua disposição órteses e pró-
teses produzidas com diversos materiais específicos para cada situação. 
A escolha do melhor material dependerá das reais necessidades do paciente, e 
deve ser analisada e orientada pelos profissionais da equipe multiprofissional 
Órteses e próteses: especificações8
(CARVALHO, 2013). Em virtude dessa diversidade de materiais utilizados, 
serão abordadas, a seguir, algumas das características dos principais materiais 
utilizados atualmente na confecção de órteses e próteses. 
Couro
Segundo Carvalho (2013), o couro é um material utilizado na fabricação de 
órteses e é proveniente da pele curtida de animais, porém também podem ser 
encontradas órteses produzidas com materiais sintéticos que se assemelham ao 
couro. Além disso, o couro pode ser empregado com fi nalidade de revestimento 
de estruturas metálicas em próteses, bem como na confecção de alguns calçados. 
A sua ampla utilização está pautada nas características desse material, como: boa 
resistência, durabilidade, porosidade, facilidade de manipulação, além de ser um 
material que não apresenta toxicidade e, em questões de custo, de baixo custo. 
Metais
Os metais são materiais muito utilizados na confecção de órteses e próteses. Os 
exemplos de metais empregados na confecção incluem: aço, titânio, alumínio, 
duralumínio, tântalo, entre outros (CARVALHO, 2013). A principal característica 
do uso de metais na confecção de próteses e órteses reside na sua alta densidade, 
o que permite que esses materiais não sofram quebras com facilidade. 
O aço é um metal produzido, basicamente, por uma liga de ferro e carbono, 
que proporciona um material bastante rígido. Por isso, é empregado comumente 
na confecção de órteses destinadas a membros inferiores, pois garante boa 
resistência (CARVALHO, 2013).
O aço é um material muito indicado para órteses de membros inferiores. Contudo, em 
virtude de ser um material extremamente pesado, sua utilização não está indicada 
para crianças e para adultos com peso inferior a 60 quilos (CARVALHO, 2013). 
Para a confecção de próteses, utiliza-se o aço inoxidável, principalmente em 
virtude de sua densidade e por representar um baixo custo de produção. O titânio 
é outro metal muito empregado tanto na confecção de órteses como de próteses, e 
9Órteses e próteses: especificações
sua utilização se pauta na capacidade de alta resistência à corrosão. Na confecção 
de órteses e próteses, esse metal é utilizado nas hastes e para próteses que subs-
tituem articulações de quadril, joelho e tornozelo. Segundo Carvalho (2013), sua 
desvantagem ainda está relacionada ao seu alto custo, o que limita sua utilização. 
O alumínio, por sua vez, é empregado na construção de órteses. Esse material 
tem como características maior leveza, boa resistência à corrosão e um aspecto 
estético agradável. Contudo, a utilização do alumínio como material em órteses 
é limitada, devido à sua alta flexibilidade e pouca resistência. Portanto, não é um 
material indicado para pacientes obesos ou muito ativos que necessitem de órteses. 
Para melhorar a utilização do alumínio em órteses, foram desenvolvidos novos pro-
cessos, como a anodização, por exemplo. Esse processo consiste em dar ao alumínio 
— que naturalmente possui a cor prateada — outras tonalidades, como preto e 
bronze, além de garantir maior resistência às condições de intempéries. Além disso, 
pode-se utilizar a pintura eletroestática do alumínio, que cobre adequadamente esse 
material e permite cores como amarelo, vermelho, azul e verde, deixando as órteses 
com aspecto estético mais agradável (CARVALHO, 2013). 
O duralumínio é outro metal empregado na construção das órteses metáli-
cas, o qual é formado por liga de alumínio, associada a cobre e magnésio. Sua 
principal característica reside na alta resistência mecânica, ao passo que sua 
desvantagem está na sua característica de pouca soldabilidade, o que dificulta 
a manipulação (CARVALHO, 2013). 
Por fim, o tântalo é utilizado na confecção de próteses. Ele se assemelha 
muito ao titânio utilizado em próteses, por possuir boa resistência mecânica, 
porosidade elevada, bem como boa compatibilidade com os tecidos orgânicos 
do organismo (ALVES FILHO, 2009). 
Termoplásticos
Os termoplásticos são materiais formados por polímeros artifi ciais. Sua princi-
pal característica está relacionada à capacidade de alta elasticidade quando em 
Órteses e próteses: especificações10
determinadas temperaturas, visto que esses materiais, quando aquecidos, po-
dem ser moldado conforme a necessidade, proporcionando uma nova estrutura.
Alguns exemplos de termoplásticos são: polipropileno, polietileno, polite-
reftalato de etileno, policloreto de vinil, entre outros. Dentre os termoplásticos 
supracitados, o polipropileno é o mais empregado na confecção de órteses, pois seu 
uso está relacionado a baixo custo, boa resistência química e mecânica, facilidade 
de manipulação, além de possuir boa estabilidade térmica (CARVALHO, 2013).
Os termoplásticos encontrados no mercado atualmente podem ser mol-
dados em diferentes temperaturas. Os termoplásticos classificados como de 
alta temperatura, ao serem utilizados na confecção de órteses, são moldados 
sobre um molde feito previamente em gesso. Esses materiais permitem que 
sejam aplicadas cores nas placas, proporcionando órteses mais coloridas e de 
aspecto estético mais agradável. A Figura 6, a seguir, apresenta uma órtese 
de membro inferior confeccionada em material termoplástico.
Figura 6. Uso de material termoplástico na confecção de órteses. 
Fonte: SOORACHET KHEAWHOM/Shutterstock.com.
Outro termoplástico muito utilizado é o acrílico, também chamado de 
polimetil-metacrilato. Esse tipo de termoplástico possui como característica 
a maior rigidez, além de ser incolor. O acrílico é considerado um dos termo-
plásticos mais modernos e de maior qualidade, além de proporcionar maior 
facilidade na manipulação, baixo peso e excelente resistência. 
11Órteses e próteses: especificações
Em geral, os materiais termoplásticos de baixa temperatura são moldados 
em temperaturas que variam de 60 a 80ºC, e, ao contrário dos termoplásticos de 
alta temperatura, podem ser moldados diretamente sobre o membro do paciente, 
tornando, assim, o processo de moldagem e confecção mais rápido, simples e 
barato. Além disso, o uso de termoplásticos de baixa temperatura permite que 
o mesmo material seja reaquecido e remoldado diversas vezes, permitindo que 
sejam feitos ajustes ao longo do seu uso. Todavia, a desvantagem de órteses 
produzidas em material termoplástico de baixa temperatura está relacionada 
à sua resistência reduzida, por isso, esse material é indicado para órteses de 
uso temporário ou, mais especificamente, órteses de membros superiores, que, 
por não possuírem tanta descarga de peso, se adequam melhor a esse material. 
No geral, os termoplásticos são muito utilizados na produção de órteses 
pelo fato de serem materiais relativamente leves, de fácil manipulação, com 
boas condições para realizar a limpeza e resistência suficiente, além de estarem 
disponíveis em diversas cores, sendo os materiais mais utilizados na confecção 
de órteses atualmente (CARVALHO, 2013).
Além disso, é importante ressaltar que a utilização dos termoplásticos levou 
a um grande desenvolvimento na confecção de órteses, de modo que, a partir 
de 1990, esse material passou a ser utilizado também na confecção de alguns 
tipos de próteses, proporcionando órteses e próteses de maior durabilidade, 
bem como órteses com aspecto estético melhorado. 
Fibras de carbono
O carbono, utilizado na confecção de órteses e próteses, é um material extre-
mamente leve, de excelente durabilidade e de grande resistência mecânica. 
Contudo, a limitaçãode seu uso reside no seu custo elevado.
Esse material é utilizado geralmente na confecção de reforços para órteses à 
base de materiais termoplásticos, quando há necessidade de maior resistência, 
como nos casos de órteses para membros inferiores. Além disso, a fibra de 
carbono é empregada na confecção de próteses, proporcionando excelentes 
resultados, com próteses extremamente funcionais e de alto conforto, uma vez 
que aliam baixo peso à alta resistência. O carbono está indicado principalmente 
para próteses de membros inferiores, para situações em que se objetive próteses 
mais leves e, ao mesmo tempo, resistentes (PAVANI; PAVANI; RIBEIRO, 
2015). A Figura 7, a seguir, apresenta uma prótese de pé confeccionada em 
fibra de carbono. 
Órteses e próteses: especificações12
Figura 7. Fibra de carbono empregada na confecção de órteses. 
Fonte: NatalieSchorr/Shutterstock.com.
Fibra de vidro
A fi bra de vidro é um dos materiais empregados na confecção de próteses. Em 
geral, são próteses mais baratas, porém o uso desse material representa um peso 
superior a 40%, quando comparado, por exemplo, ao peso da prótese fabricada em 
fi bra de carbono. Além disso, as próteses de membros inferiores fabricadas em fi bra 
de vidro representam menor absorção de impacto, quando comparadas às próteses 
fabricadas em carbono. Contudo, ainda é um material muito utilizado, em virtude 
de sua facilidade de uso e seu baixo custo (PAVANI; PAVANI; RIBEIRO, 2015).
Espumas
As espumas são materiais que podem ser utilizados de maneira adicional na 
confecção de órteses e próteses. Nesses casos, elas servem como uma espécie 
de interface entre o dispositivo e a pele do paciente, garantindo proteção à pele 
do paciente, sendo colocadas principalmente em áreas mais vulneráveis a lesões 
por atrito, como em regiões onde há proeminências ósseas (CARVALHO, 2013). 
Em sua estrutura, as espumas utilizadas na confecção de órteses e próteses 
devem proporcionar melhor evaporação de líquidos, como suor, evitando 
contaminações. Por isso, indica-se o uso de espumas com células abertas, que 
dissipam melhor o calor e proporcionam maior conforto ao paciente. 
13Órteses e próteses: especificações
Seleção dos materiais para a confecção 
de órteses e próteses
Além da escolha da melhor órtese ou prótese para o paciente, o fi sioterapeuta 
deve estar apto a escolher adequadamente o melhor material para a confecção 
do dispositivo, considerando alguns critérios básicos. Segundo Carvalho 
(2013), informações como tempo de utilização, peso dos materiais utilizados, 
durabilidade, condições fi nanceiras do paciente, riscos de reação alérgica, local 
de moradia do paciente e tipo de atividade desempenhada por ele infl uenciam 
diretamente na escolha dos materiais a serem selecionados para a confecção. 
Resistência
Quanto ao tempo de utilização, as órteses e próteses podem ser confeccionadas 
para serem utilizadas de maneira permanente ou, em algumas situações, de ma-
neira temporária. Neste caso, quando o paciente for realizar a utilização da órtese 
ou da prótese por um período predeterminado, orienta-se que o profi ssional opte 
por materiais mais simples, utilizando-se de órteses ou próteses pré-fabricadas, 
por exemplo, que representam custos fi nanceiros menores para o paciente. 
Entretanto, para pacientes que precisarão fazer uso da órtese de maneira defini-
tiva ou que farão o uso de próteses sem perspectiva de mudanças, pode-se orientar 
o uso de materiais mais resistentes, mais leves e, ainda, que se adequem realmente 
às necessidades do paciente. Nessas situações, indica-se que as órteses sejam con-
feccionadas sob medida, sendo perfeitamente adaptadas às medidas do paciente.
Exemplos de órteses e próteses de uso predeterminado: destinadas a pacientes que 
utilizarão os dispositivos provisoriamente. Pacientes com condições clínicas agudas 
poderão precisar de órteses de posicionamento até a resolução do problema, como 
tipoias, por exemplo. Quanto ao uso de próteses, alguns pacientes podem utilizar uma 
prótese de maneira provisória até a produção de uma definitiva ou, ainda, podem 
utilizar uma prótese provisoriamente, de modo a servirem como um aprendizado 
motor previamente ao uso da prótese definitiva. 
No caso de uso definitivo, o paciente utilizará a mesma prótese ou órtese de maneira 
permanente ou por um longo período de tempo. Em geral, esse tipo de uso está 
indicado para pacientes amputados ou com sequelas neurológicas (CARVALHO, 2013).
Órteses e próteses: especificações14
Peso dos materiais
Os pesos das órteses e próteses podem variar de maneira signifi cativa, uma vez que 
esses dispositivos podem ser confeccionados em diferentes materiais. Em geral, 
orienta-se o uso de materiais mais leves quando a órtese for destinada para regiões 
de tronco e de próteses mais leves para casos de substituições de membros mais 
proximais. Nesses casos, orienta-se o uso de próteses e órteses confeccionadas 
em duralumínio, fi bra de carbono ou titânio, que resultam em dispositivos mais 
leves, quando comparados a outros materiais (CARVALHO, 2013). 
Outro fator a ser considerado na escolha do material em relação ao peso é 
a idade do paciente. Para órteses e próteses destinadas a crianças, indica-se o 
uso de materiais leves, que facilitem a marcha e reduzam o gasto energético. 
Contudo, em virtude do crescimento acelerado nessa fase da vida, normal-
mente se opta pela escolha de materiais como duralumínio, em vez de fibra 
de carbono, pois as trocas frequentes das órteses ou próteses podem tronar o 
tratamento com custo muito elevado. Para pacientes muito ativos, indica-se 
o uso de materiais mais leves também, a fim de facilitar as atividades diárias 
e a prática esportiva, em alguns casos. 
Durabilidade
A durabilidade de órteses e próteses está diretamente relacionada com o des-
gaste natural que elas sofrem ao longo do tempo de uso. Por isso, alguns fatores 
devem ser considerados na escolha do material, optando-se por materiais que 
sejam mais ou menos duráveis, conforme as necessidades. Um exemplo da 
importância da durabilidade é encontrado na confecção de órteses plantares, 
em que, para pacientes mais ativos ou obesos, é importante que se opte pela 
escolha de materiais mais resistentes, com componentes metálicos, por exemplo, 
aumentando o tempo de durabilidade do equipamento. 
Condições financeiras
Conhecer as condições fi nanceiras do paciente antes da seleção do material 
a ser utilizado na fabricação da prótese ou órtese é essencial, uma vez que, 
muitas vezes, o paciente não possui poder aquisitivo sufi ciente para a compra 
de equipamentos fabricados com materiais mais nobres, mesmo que estes sejam 
mais funcionais. Nesses casos, o paciente pode deixar de fazer a aquisição do 
equipamento, o que não é o objetivo do tratamento. 
15Órteses e próteses: especificações
Desse modo, o fisioterapeuta deve realizar uma avaliação prévia do paciente 
antes da escolha dos materiais, para que possa optar pelo melhor material que 
atenda às necessidades funcionais e financeiras do paciente. 
Cabe ao profissional fisioterapeuta selecionar o material para a confecção da órtese, 
com base nas condições financeiras do paciente, necessitando, muitas vezes, substi-
tuir um material por outro, de modo a atender de maneira integral às necessidades 
financeiras de seu paciente. Um exemplo citado por Carvalho (2013) de substituição de 
materiais para tornar uma órtese mais barata seria a substituição de uma órtese longa 
confeccionada em fibra de carbono por uma confeccionada em material termoplástico. 
Reações alérgicas
Alguns materiais utilizados na confecção de próteses e órteses podem ser mais 
ou menos irritativos. Por isso, preconiza-se a seleção de materiais com menores 
taxas de reações alérgicas para pacientes com peles mais sensíveis, como, por 
exemplo idosos, crianças e adultos com alterações cutâneas e circulatórias. 
Na presença de quaisquer reações alérgicas aos materiais utilizados, indica-sea substituição do material, de modo a evitar lesões secundárias à sua utilização. 
Local de moradia e atividade desempenhada pelo paciente
Informações acerca do local de moradia e do local de trabalho do paciente 
devem ser coletadas durante a avaliação, uma vez que elas interferem direta-
mente na seleção do melhor material para a confecção da órtese ou prótese.
Para pacientes que residem ou desempenham atividades laborais em locais 
mais úmidos, deve-se, por exemplo, evitar a escolha de materiais de confecção que 
possam se deteriorar ou oxidar com essas condições externas (CARVALHO, 2013). 
Diante disso, cabe ao fisioterapeuta, por meio da avaliação do paciente, além de 
indicar o melhor modelo de órtese e prótese, indicar corretamente o material a ser 
utilizado em sua confecção, considerando todos os aspectos supracitados. A correta 
avaliação antes da confecção da órtese ou prótese possibilita que o paciente tenha à 
sua disposição um equipamento específico que atenda às suas reais necessidades. 
Órteses e próteses: especificações16
3 Diferentes classificações das órteses 
quanto à sua confecção
As órteses podem ser classifi cadas de diferentes formas. As principais 
classifi cações utilizadas dizem respeito à funcionalidade das órteses e 
ao sistema de confecção pelo qual elas passam. Por isso, elas recebem 
diferentes classifi cações quanto à sua funcionalidade e quanto ao seu 
sistema de confecção. Na classifi cação de funcionalidade, elas podem ser 
classifi cadas como dispositivos estáticos e dinâmicos. Quanto ao sistema 
de confecção, esses dispositivos são classifi cados em órteses cujo método 
de fabricação é pré-fabricado, pré-fabricado ajustável ou confeccionado 
sob medida. 
Classificação quanto à funcionalidade das órteses
Nesse tipo de classifi cação, as órteses podem ser defi nidas como: órteses es-
táticas, também denominadas órteses passivas; ou órteses dinâmicas, também 
denominadas órteses funcionais. 
As órteses estáticas são indicadas para pacientes com o objetivo de 
suporte, repouso, estabilização, imobilização, correção ou, ainda, proteção 
de alguma estrutura corporal. Tipoias e colares cervicais são exemplos de 
órteses estáticas. Em contrapartida, as órteses dinâmicas são indicadas 
para pacientes que necessitem de movimentos articulares, pois esse tipo 
de órtese permite uma amplitude de movimento, que pode ser totalmente 
livre ou limitada, de maneira intencional, por meio da colocação de algum 
componente na órtese. Assim, as órteses dinâmicas são indicadas para 
pacientes com o objetivo de auxiliar a limitação ou o direcionamento de 
alguns movimentos. 
Segundo Carvalho (2013), as órteses dinâmicas podem ser fabricadas 
com diferentes materiais, porém, em geral, opta-se por materiais flexíveis, 
que permitem movimentos por meio de deformação do material utilizado 
ou por articulações artificiais colocadas nas órteses, de modo a permitir a 
flexibilidade. Nesse sentido, podem ser inseridos acessórios, como molas, 
polias, elásticos, entre outros, de modo a permitir os movimentos. 
A Figura 8, a seguir, apresenta exemplos de órteses estática e dinâmica.
17Órteses e próteses: especificações
Figura 8. Exemplo de (a) órtese estática e de (b) órtese dinâmica. 
Fonte: Carvalho (2013, p. 26).
Classificação quanto ao sistema de confecção 
das órteses
As órteses também podem ser classifi cadas conforme o tipo de fabricação, 
sendo divididas em pré-fabricadas, pré-fabricadas ajustáveis ou confeccionadas 
sob medida.
As órteses pré-fabricadas são equipamentos que se encontram disponí-
veis no mercado prontos para serem utilizados. São encontradas órteses de 
vários tamanhos, confeccionadas geralmente em materiais mais f lexíveis, 
que permitem melhor adaptação a diferentes tamanhos de membros. Nesse 
sentido, encontram-se órteses fabricadas em tecidos, espuma, elásticos, em 
gel, entre outros materiais. Esse tipo de órtese normalmente é fabricado 
para a função de estabilidade, imobilização, repouso e correção, limitando 
os movimentos. 
Segundo Carvalho (2013), como essas órteses já se encontram disponíveis 
no mercado prontas para uso, são muito práticas e com menor custo. Contudo, 
vale ressaltar que, mesmo sendo encontradas disponíveis no mercado, as 
órteses pré-fabricadas devem ser corretamente indicadas pelo fisioterapeuta, 
que deve selecioná-las adequadamente quanto ao tamanho, garantindo que 
cumpram a sua finalidade de uso. 
Órteses e próteses: especificações18
Após o fisioterapeuta indicar a órtese pré-fabricada ao paciente, este deve fazer a 
aquisição do dispositivo e, após, retornar ao profissional responsável pela indicação 
para que este possa avaliar corretamente a órtese adquirida e realizar as orientações 
necessárias acerca do seu uso correto (CARVALHO, 2013). 
A Figura 9, a seguir, apresenta um exemplo de órtese pré-fabricada. 
Figura 9. Exemplo de órtese pré-fabricada: colar para estabi-
lização cervical. 
Fonte: Monika Wisniewska/Shutterstock.com.
Outro tipo de órtese são as órteses pré-fabricadas ajustáveis, que permitem 
que o fisioterapeuta realize pequenos ajustes no material, de modo a garantir 
melhor adaptação da função desempenhada pelo equipamento. As adaptações 
que podem ser feitas pelo profissional, conforme os objetivos de tratamento, 
normalmente são feitas por meio de acessórios disponíveis na órtese, como 
velcros, tiras, reposição de parafusos, entre outros, dependendo do tipo de órtese. 
A Figura 10, a seguir, apresenta um exemplo de órtese pré-fabricada ajustável. 
19Órteses e próteses: especificações
Figura 10. Exemplo de órtese pré-fabricada ajustável. 
Fonte: Carvalho (2013, p. 28).
As órteses confeccionadas sob medida visam a atender às indicações 
específicas da prescrição de uma órtese, ou seja, proporcionar ao paciente 
uma adequada adaptação da órtese às suas necessidades. Além dos ajustes 
realizados previamente à finalização da órtese, nas órteses sob medida, o 
profissional pode, ainda, realizar ajustes de alinhamento ou de amplitude de 
movimento, como nas órteses pré-fabricadas ajustáveis (CARVALHO, 2013). 
A maior vantagem desse tipo de órtese é que ela fica “perfeitamente” 
adaptada ao paciente. Todavia, isso acaba gerando uma desvantagem, relacio-
nada ao custo mais elevado, uma vez que se trata das confecções de maneira 
individualizada. Além disso, como o processo de fabricação é todo sob medida, 
a entrega demora um pouco mais que nos outros tipos de órteses. 
A escolha do material a ser utilizado na produção de órteses sob medida tem 
uma importância bastante interessante, pois, dependendo do material em que é 
confeccionada, a órtese sob medida necessita de ajustes quanto a mensurações, 
produção e moldagem. Podem ser empregados diferentes materiais na confecção 
de órteses sob medida, como: fibra de carbono, metais e materiais termoplásticos. 
No caso de órteses sob medida confeccionadas em materiais metálicos, o 
profissional deve utilizar um formulário para anotações das medidas, incluindo 
mensurações de diâmetros, circunferências e alturas de segmentos corporais. 
Em geral, essas órteses são indicadas para membros inferiores e não costumam 
necessitar de molde prévio em gesso (CARVALHO, 2013).
Órteses e próteses: especificações20
Além disso, graças ao desenvolvimento tecnológico, o profissional tem à sua 
disponibilidade sistemas eletrônicos que permitem a mensuração das medidas 
do paciente e a produção de um molde por meio eletrônico. Nesses casos, o 
sistema possui sensores associados a scanner a laser ou infravermelho, que 
podem realizar a leitura do segmento corporal e enviar os dados para softwares 
específicos. Em seguida, uma central de fabricação fresa blocos em espumas ou 
gesso, resultando em um molde que será utilizado para a confecção da órtese. 
Para a confecção de órteses com utilização de materiais termoplásticos, as 
placas do material são aquecidas em temperaturas específicas e, em seguida, são 
moldadas conforme o objetivo de tratamento. Quandodestinadas a uso prolongado ou definitivo.
V- O uso de materiais mais simples em órteses ou próteses são indicados para pacientes que 
utilizarão o equipamento de maneira não definitiva.
Sobre a seleção dos materiais para próteses e órteses, assinale a alternativa verdadeira.
A) I, IV e V são verdadeiras.
B) I, II e III são verdadeiras. 
C) II e III são verdadeiras.
D) IV e V são verdadeiras.
E) I, II, IV e V são verdadeiras.
5) De acordo com o tipo de fabricação a que são submetidas, as próteses e órteses podem ser 
classificadas em: pré-fabricadas, pré-fabricadas ajustáveis ou confeccionadas sob medida. 
Acerca desta classificação, assinale a alternativa correta.
A) Órteses e próteses pré-fabricadas normalmente se destinam a pacientes que necessitam de 
dispositivos que proporcionam movimentos articulares amplos, sem limitações de 
movimentos.
B) No que se refere ao custo, as próteses e órteses confeccionadas sob medida são as que 
representam o custo mais elevado.
C) As órteses que permitem que o fisioterapeuta realize pequenos ajustes no material após a 
confecção das mesmas são classificadas como órteses sob medida.
D) Nas órteses e próteses pré-fabricadas, utiliza-se normalmente materiais como fibra de 
carbono, metais e materiais termoplásticos.
E) No uso de material termoplástico de alta temperatura, o material da órtese é moldado 
diretamente sobre o segmento corporal.
Na prática
As órteses podem ser confeccionadas sob diferentes maneiras de fabricação. As formas mais 
comuns são as órteses pré-fabricadas, que já encontram-se prontas para uso; as órteses pré-
fabricadas ajustáveis, que também se encontram prontas para uso, mas que possibilitam pequenos 
ajustes através de velcros, tecidos e parafusos; e as órteses sob medida, confeccionadas 
especialmente para o paciente. De acordo com alguns critérios, o fisioterapeuta pode indicar o tipo 
específico de confecção da órtese, considerando, por exemplo, a durabilidade, o tempo de uso e o 
seu custo benefício. 
Diante disso, a seguir, é apresentado um relato de caso acerca da escolha do melhor método de 
confecção da órtese baseando-se na avaliação do paciente.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/b0ce3ce9-86f7-4f92-9c0e-3321b056c9ae/cdf9793d-a343-47e4-8c9a-67cb9ec2643c.jpg
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Órteses para o paciente com osteoartrite do polegar: o que os 
terapeutas ocupacionais no Brasil indicam?
O uso de órteses pode ser a primeira linha de tratamento para disfunções musculoesqueléticas, 
como nos casos de osteoartrite de articulação carpometacárpica do polegar. Considerando isso, o 
estudo a seguir mostra que as órteses sob medida ainda são os tipos de órteses mais indicados para 
esta disfunção.
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A utilização de órteses de membro superior em pacientes com 
artrite reumatoide: uma revisão de literatura no campo da 
terapia ocupacional
Pacientes com artrite reumatoide podem ser beneficiados com o uso de órteses que, neste caso, 
visam melhorar a destreza manual, a força de preensão e aliviar a dor, proporcionando maior 
conforto ao paciente. Dessa forma, o artigo a seguir trata do uso de órteses por pacientes 
acometidos por artrite reumatoide.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Tecnologia 3D na saúde: uma visão sobre órteses e próteses, 
tecnologias assistivas e modelagem 3D
Graças ao desenvolvimento tecnológico, atualmente os pacientes contam com uma série de 
métodos de confecção de órteses e próteses, cada vez mais modernos e eficientes. Considerando 
http://www.periodicos.usp.br/rto/article/view/107512/122729
http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/1073
isso, a seguir, na página 32 do manual sobre tecnologia 3D na saúde, há uma revisão bibliográfica 
do ano de 2018, que fala acerca de órteses e próteses aplicadas à tecnologia 3D na saúde.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/24808/1/Tecnologia%203d%20na%20sa%c3%bade.pdfdestinadas a uso prolongado ou definitivo.
V- O uso de materiais mais simples em órteses ou próteses são indicados para pacientes que 
utilizarão o equipamento de maneira não definitiva.
Sobre a seleção dos materiais para próteses e órteses, assinale a alternativa verdadeira.
A) I, IV e V são verdadeiras.
B) I, II e III são verdadeiras. 
C) II e III são verdadeiras.
D) IV e V são verdadeiras.
E) I, II, IV e V são verdadeiras.
5) De acordo com o tipo de fabricação a que são submetidas, as próteses e órteses podem ser 
classificadas em: pré-fabricadas, pré-fabricadas ajustáveis ou confeccionadas sob medida. 
Acerca desta classificação, assinale a alternativa correta.
A) Órteses e próteses pré-fabricadas normalmente se destinam a pacientes que necessitam de 
dispositivos que proporcionam movimentos articulares amplos, sem limitações de 
movimentos.
B) No que se refere ao custo, as próteses e órteses confeccionadas sob medida são as que 
representam o custo mais elevado.
C) As órteses que permitem que o fisioterapeuta realize pequenos ajustes no material após a 
confecção das mesmas são classificadas como órteses sob medida.
D) Nas órteses e próteses pré-fabricadas, utiliza-se normalmente materiais como fibra de 
carbono, metais e materiais termoplásticos.
E) No uso de material termoplástico de alta temperatura, o material da órtese é moldado 
diretamente sobre o segmento corporal.
Na prática
As órteses podem ser confeccionadas sob diferentes maneiras de fabricação. As formas mais 
comuns são as órteses pré-fabricadas, que já encontram-se prontas para uso; as órteses pré-
fabricadas ajustáveis, que também se encontram prontas para uso, mas que possibilitam pequenos 
ajustes através de velcros, tecidos e parafusos; e as órteses sob medida, confeccionadas 
especialmente para o paciente. De acordo com alguns critérios, o fisioterapeuta pode indicar o tipo 
específico de confecção da órtese, considerando, por exemplo, a durabilidade, o tempo de uso e o 
seu custo benefício. 
Diante disso, a seguir, é apresentado um relato de caso acerca da escolha do melhor método de 
confecção da órtese baseando-se na avaliação do paciente.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Órteses para o paciente com osteoartrite do polegar: o que os 
terapeutas ocupacionais no Brasil indicam?
O uso de órteses pode ser a primeira linha de tratamento para disfunções musculoesqueléticas, 
como nos casos de osteoartrite de articulação carpometacárpica do polegar. Considerando isso, o 
estudo a seguir mostra que as órteses sob medida ainda são os tipos de órteses mais indicados para 
esta disfunção.
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A utilização de órteses de membro superior em pacientes com 
artrite reumatoide: uma revisão de literatura no campo da 
terapia ocupacional
Pacientes com artrite reumatoide podem ser beneficiados com o uso de órteses que, neste caso, 
visam melhorar a destreza manual, a força de preensão e aliviar a dor, proporcionando maior 
conforto ao paciente. Dessa forma, o artigo a seguir trata do uso de órteses por pacientes 
acometidos por artrite reumatoide.
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Tecnologia 3D na saúde: uma visão sobre órteses e próteses, 
tecnologias assistivas e modelagem 3D
Graças ao desenvolvimento tecnológico, atualmente os pacientes contam com uma série de 
métodos de confecção de órteses e próteses, cada vez mais modernos e eficientes. Considerando 
http://www.periodicos.usp.br/rto/article/view/107512/122729
http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/1073
isso, a seguir, na página 32 do manual sobre tecnologia 3D na saúde, há uma revisão bibliográfica 
do ano de 2018, que fala acerca de órteses e próteses aplicadas à tecnologia 3D na saúde.
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https://repositorio.ufrn.br/jspui/bitstream/123456789/24808/1/Tecnologia%203d%20na%20sa%c3%bade.pdf

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