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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Bíblia dos Checklists
Instituições 
MEDWAY 
2022 
Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
ÍNDICE
3 
40 
Unifesp-2022
Bibliografia
2
Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Unifesp-2022
CLÍNICA MÉDICA
 
Descrição geral: Estação bem prática, em que era necessário
demonstrar uma intubação endotraqueal. Já foi cobrada
anteriormente diversas vezes, mais recentemente na UNIFESP. 
Orientações: 
Tempo: 10 minutos. 
Quantidade de tarefas: 1 tarefa. 
Cenário: pronto socorro. 
1 manequim 
Materiais: ambu, tubos orotraqueais, seringa, estetoscópio, coxim,
laringoscópio de lâmina curva e reta, frascos das medicações
(etomidato, succinilcolina, rocurônio, midazolam, fentanil, propofol
e quetamina), fio guia, luva de procedimento, capote, touca, fixador.
INÍCIO DA ESTAÇÃO
 
Paciente chega ao pronto socorro onde você está de plantão na
sala de emergência. Você faz o atendimento inicial, monitoriza o
paciente e observa frequência respiratória aumentada, saturação
de 78%, uso de musculatura acessória e cianose de extremidades.
Você suspeita tratar-se de uma caso de pneumonia viral por
COVID19 e, dada a gravidade do paciente, opta por proceder à
intubação orotraqueal.
 
Tarefa Única: realize o procedimento
 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
CHECKLIST
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3
Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
DEBRIEFING 
Pessoal, o check list acima foi o liberado pela banca! Porém, para
deixar o estudo mais completo, vamos relembrar o passo a passo
certinho da intubação, os famosos 7 Ps da intubação. Vamos lá! 
Primeiro: preparação: 
Pedir consentimento ao paciente ou familiar e solicitar o material
para intubação. Para lembrar dos materiais necessários, existe um
mnemônico, o AABC SELFF 
Ambu;
Aspirador: detalhe aqui, galera. Se paciente tiver vomitado,
precisa aspirar a via aérea; 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Balonete checado; 
Coxim, que é occipital; 
Seringa de 20ml, para insuflar o cuff; 
Estetoscópio, para depois checar a posição do tubo; 
Laringoscópio, lâmina curva, checa se está com pilha e se a luz
está funcionando; 
Fixador; 
Fio guia: lembrem que ele vai dentro do tubo, não angulando
mais que 35º e não pode ficar com a ponta pra fora. 
Neste momento, não se esqueça também de se paramentar. 
Passo 2: pré-oxigenação: 
Caso o paciente esteja saturando menos que 93%, você precisa pré-
oxigenar. Idealmente por 3 minutos até saturar 100%. Cuidado com
a pressão positiva em pacientes que estão vomitando pois distende
ainda mais o estômago. Não era o caso aqui, mas já foi pegadinha
anteriormente. 
Passo 3: pré-medicação 
Pessoal, embora a banca tenha considerado como item do check
list, cada vez menos a gente usa a pré-medicação, que é
habitualmente com fentanil ou lidocaína, tendo em vista que essas
drogas podem ter efeito hipotensor. Então vamos raciocinar
quando devemos usá-las: 
Qual seria o objetivo delas? Reduzir a resposta adrenérgica que
ocorrer na passagem do tubo. Quando isso é importante? Em
pacientes onde essa resposta pode ser muito perigosa, como na
dissecção de aorta e hipertensão intracraniana.
 
Passo 4: paralisia com indução: 
Aqui entra a escolha das drogas. Vamos revisar. 
Midazolam: 
Dose de ataque: 0,02 - 0,08 mg/kg; 
Dose de manutenção: 0,04 - 02 mg/kg/h; 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Meia-vida: 3 - 11h; 
Efeitos colaterais: hipotensão quando feito em bolus,
abstinência, maior incidência de delirium e despertar
imprevisível quando desligado; 
Diluição: ampola 5mg/ml - 150 mg (30 ml) em 120 ml de SF
0,9% - 1 mg/ml. * Podem ser utilizadas doses mais
concentradas visando menor infusão de volume caso
necessário. 
Propofol: 
Dose de ataque: 0,05 - 0,2 mg/kg; 
Dose de manutenção: 0,05 - 5 mg/kg/h; 
Meia-vida: 26 - 32h; 
Efeitos colaterais: hipotensão, bradicardia, síndrome da infusão
do propofol (acidose metabólica + hiperlipidemia + arritmias +
PCR); 
Diluição: é feito puro, sem diluição. 
Esses dois não devem ser usados em pacientes instáveis
hemodinamicamente, não era caso aqui também, mas é algo
a ter em mente.
Quetamina: 
Dose de ataque: 0,5 - 1,0 mg/kg; 
Dose de manutenção: 0,05 - 2,0 mg/kg/h; 
Meia vida: 3h; 
Efeitos colaterais: alucinações; 
Diluição: ampola 50 mg/ml - diluir 100 mg (2 ml) em 100 ml de
SF 0,9%. • Etomidato: 
Dose: 0,3 mg/kg.
Supressão adrenal transitória (pouco relevante em dose única);
• Baixa interferência hemodinâmica. 
Além dos hipnóticos, era importante indicar o bloqueio
neuromuscular. Na prática, não é obrigatório. Mas melhora o
resultado da IOT, aumenta a chance de sucesso na primeira
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
tentativa e faz parte da sequência rápida. Nesse caso, poderia fazer
succinilcolina ou rocurônio. Lembrando que a succinilcolina
demanda cuidado com pacientes com tendência a fazer
hipercalemia. 
Passo 5: posicionamento: 
Hora de colocar o coxim. A posição é a do cheirador, ou "sniffing".
Ela deixa as vias aéreas retificadas e alinhadas, alinhando os eixos
orotraqueal e faringotraqueal. O meato acústico deve estar
alinhado com o esterno 
Passo 6: proceder à intubação: 
Laringoscopar, entrando com o tubo pelo canto direito da boca,
afastando o lábio e empurrando a língua para a esquerda. 
Intubar e posicionar o tubo, insuflando o cuff e segurando o tubo
Confirmar a posição do tubo pela ausculta de epigástrio, bases e
ápices pulmonares (4 pontos) 
Colocar o capnógrafo, se disponível 
Passo 7: pós-intubação: 
Lembrem de fixar o tubo; 
Conectar no ventilador e fazer os ajustes; 
E pedir o Rx de tórax. 
REFERÊNCIAS
Velasco IT, et al.. Medicina de Emergência: Abordagem Prática.
Manole. 16ª ed.
CIRURGIA
Estações de sutura costumam ser mais simples e diretas, mas não
devem ser menosprezadas. Dificilmente alguém vai zerar a
pontuação e, por ser uma estação mais prática e que não tem
muito para onde variar, sistematizar de uma vez por todas o que
fazer e se atentar aos detalhes são o caminho para se diferenciar
dos concorrentes e tirar uma pontuação mais alta. 
Caiu em: Unifesp 2020 
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1. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Grau de dificuldade: Fácil 
Orientações ao aluno: 
Tempo para realização da estação: 5 minutos 
A estação é composta por 1 tarefa 
Cenário: 
1 examinador 
Sem ator 
Modelo para sutura + materiais (2 seringas - 10 mL e 3 mL,
gaze, lidocaína, agulha rosa e preta, nylon 3.0, porta-agulhas,
pinça dente-de-rato, pinça anatômica, tesoura de Mayo e
Metzenbaum, pinças hemostáticas - Kelly, Crile retas e curvas,
não havia solução degermante ou soro fisiológico) 
INÍCIO DA ESTAÇÃO 
Caso clínico: 
Paciente 51 anos, sem comorbidades, chega ao PS com corte em
braço esquerdo há 1 hora, provocado por faca. 
Exame Físico: bom estado geral, PA = 130 x 80 mmHg, FC = 68 bpm,
lesão incisa superficial que envolve pele e tecido celular
subcutâneo no membro superior esquerdo com sangramento de
pequena monta, sem exposição de estruturas nobres e sem
contaminação grosseira. Todos os pulsos estão presentes, cheios e
simétricos. 
Tarefa única: 
Realize a sutura da pele, prescrição e orientações relacionadas ao
procedimento. 
Ao solicitar exploração da ferida, o examinador dizia que era
para considerar o ferimento superficial. 
Quando solicitado limpeza da ferida e anestesia local, o
examinador dizia que era para considerar feito. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO
CHECKLIST 
DEBRIEFING 
Quando falamos em procedimentos médicos na nossa formação,
boa parte do que aprendemos vem da prática na técnica operatória
ou no próprio PS. O problemadisso é que, muitas vezes,
cometemos erros absurdos por causa da falta de bagagem teórica
sobre o assunto. Vamos aprofundar um pouco na matéria de
maneira rápida e objetiva para que vocês ganhem um bom
embasamento teórico. Aplicando e alinhando esse conhecimento à
prática, não vai ter para ninguém! 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Para a prova prática e para vida, ao nos depararmos com
procedimentos, é fundamental termos em mente 4 aspectos: as
indicações, as contraindicações (principalmente as absolutas), o
passo-a-passo e as complicações possíveis. 
No caso da sutura, suas indicações são um tanto quanto óbvias:
fechar e fixar. Fechar incisões, feridas e fixar drenos e acessos. 
Um procedimento tão simples como uma sutura, será que tem
alguma contraindicação? Claro, e vocês sabem qual é: a
possibilidade de infecção. Para que a gente faça essa suspeição,
alguns dados devem estar presentes na nossa anamnese, tais
como: tempo entre a lesão e a avaliação da ferida, a localização e o
mecanismo pelo qual se originou a ferida. Exemplificando: lesões
em extremidades, intervalo de tempo maior que 6 horas, feridas por
mordedura - todas essas são condições que devem ser avaliadas
individualmente e podem contraindicar uma sutura. 
Percebam, então, que o paciente em questão estava apto para a
realização do procedimento! Sendo assim, vamos iniciar falando
sobre os materiais necessários, começando pelo principal: o fio! 
Na prova, o examinador já fornecia o nylon 3-0 para realização do
procedimento, então não precisava se preocupar, mas vamos
aproveitar para relembrar alguns pontos importantes desses fios,
pois já houve provas em que era preciso escolher o fio correto. 
As quatro principais características de um fio são: absorção
(absorvível ou não), origem (sintético ou orgânico), estrutura (mono
ou multifilamentar) e calibre. 
Fio absorvível é degradado nos tecidos por digestão enzimática e
hidrólise, perdendo gradualmente sua resistência à tração, além de
provocar reação inflamatória local, gerando piores resultados
estéticos. Portanto, não é a melhor opção para a pele. Fio
inabsorvível não perde a tensão com o passar do tempo.
A origem orgânica do fio (seda, algodão, linho, categute) implica
menor força tênsil e maior reação inflamatória. No geral, fios
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
orgânicos vêm caindo em desuso, com exceção ao fio de algodão
que é largamente utilizado para amarraduras vasculares. 
A estrutura do fio está diretamente relacionada às suas
características físicas. Fios multifilamentares, como o nome já diz,
são formados por vários filamentos, apresentam mais
maleabilidade, permitem a realização do nó com mais facilidade e
possuem maior força tênsil. 
Entretanto, suas fibras entrelaçadas estão associadas a maior
trauma tecidual e permitem migração e proliferação bacteriana,
portanto são mais propensas a gerar infecção. 
O calibre dos fios é dado pelo número de “zeros”. Quanto mais
zeros, menor será. Lugares mais delicados, como pálpebras, exigem
fios mais delicados, ao contrário de lugares de pele mais espessa,
como planta do pé, que necessitam de um fio mais grosso - por
possuir maior tensão. 
De maneira prática: temos fios de maior diâmetro (1, 2, 3, 4, 5, 6, este
último o maior) e de menor diâmetro (1-0, 2-0, 3-0, 4-0 ... 12-0, este
último o menor). 
Vejam a figura abaixo:
 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Diante do exposto, necessitamos de um fio que seja sintético,
inabsorvível e monofilamentar, concordam? Voltem na figura e
procurem quais fios se encaixam nessa descrição. 
São três: náilon, aço e polipropileno (prolene). 
O fio de aço é o mais resistente de todos, muito utilizado na cirurgia
cardíaca, torácica e ortopédica. 
O prolene é bastante utilizado para estruturas delicadas como
anastomoses em geral. 
O náilon ou nylon, também denominado poliamida, é o fio mais
famoso que temos, conhecido como o fio da pele, por ser
praticamente inerte - possui mínima reação tecidual. 
Em relação ao diâmetro, guarde o seguinte: para sutura de pele
vamos usar nylon 3-0, 4-0 ou 5-0, a depender da espessura tecidual.
Já para fixação de drenos necessitamos de um fio mais grosso,
utilizamos o 2-0 ou 0. 
Pronto, feita essa breve revisão de qual fio escolher, vamos agora
destrinchar o procedimento em questão. 
Como qualquer outro, precisamos explicá-lo e pedir o
consentimento para o paciente. Depois, partimos para separar o
material. Tente sempre pensar em cada passo que você vai seguir
para listar os materiais necessários; assim, a chance de esquecer
algo é menor: 
Paramentação: touca, óculos, máscara e luvas de
procedimento. • Limpeza da lesão: Soro fisiológico, clorexidina
degermante, gaze, pinça. 
Anestesia local: anestésico (lidocaína), seringa e agulhas para
aspiração do anestésico e para sua infusão.
Sutura: luvas estéreis, campo cirúrgico, fio de nylon, porta-
agulhas, pinça dente-de-rato, tesoura reta (de Mayo) 
Curativo: gaze e micropore 
Inicialmente, realizamos a antissepsia dos bordos da lesão com
uma pinça, luva de procedimento e gaze. Aplicamos a solução
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
degermante de clorexidina ao redor da ferida, (jamais dentro, pois
causa intensa irritação dos tecidos), sempre de maneira centrífuga
(de dentro para fora, afastando as sujidades da lesão). A lavagem da
área interna da ferida deverá ser realizada após a anestesia,
permitindo uma limpeza mais vigorosa e melhor exploração da
lesão. 
O anestésico deve ser infundido em toda a extensão de ambas as
bordas da lesão, no tecido subcutâneo, sempre aspirando antes de
infundir, evitando uma infusão intravascular e seus efeitos adversos.
Para menor desconforto do paciente, devemos usar agulha de
menor calibre, infundir lentamente e em pequenos volumes, além
de tentar partir de regiões já anestesiadas da lesão para anestesiar
as demais partes. O uso de anestésico com vasoconstritor
(adrenalina) diminui a velocidade de absorção sistêmica, aumenta
a dose máxima tolerada e a duração da anestesia e ajuda a
controlar os sangramentos, mas está contraindicado em locais com
vascularização reduzida e extremidades, como dedos, nariz, pênis e
orelha. 
Para cortes pequenos, é irrelevante, mas para cortes extensos é
importante observar a dose máxima tolerada, sendo possível diluir
o anestésico em soro fisiológico, garantido volume suficiente para
anestesiar toda a lesão, sem maiores complicações. 
Percebam que anestesiamos antes de colocar o campo, por quê?
Pois devemos sempre lavar e explorar a nossa ferida antes da sutura
e imaginem a dor que isso deve causar em uma lesão não
anestesiada! 
Antes de prosseguir, é importante testar a região para garantir que
toda a lesão foi devidamente anestesiada.
A laceração deve ser lavada com soro fisiológico até que se
apresente limpa, não importando a quantidade utilizada. Não
adianta lavar um ferimento todo sujo de terra com uma seringa de
20 mL de soro. Acredite, você pode precisar até de litros de soro
para garantir uma limpeza adequada. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
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Agora sim, com o corte limpo, trocamos a nossa luva de
procedimento por uma estéril, aplicamos o campo cirúrgico e
vamos explorar a nossa ferida em busca de corpos estranhos e
avaliar a necessidade de desbridamento, ou seja, retirada de tecido
necrótico eventualmente presente. 
Feito isso, finalmente chegamos ao momento da sutura! Já de
posse do nosso material, precisamos definir qual o tipo ideal de
sutura. 
Pessoal, a prova prática tem que seralgo adaptado à sua realidade;
dificilmente vão pedir um fechamento de aponeurose com Chuleio,
por exemplo. Afinal, quantos aqui já fecharam aponeurose durante
o internato? 
Raros os casos! 
A estação cobra o que todo médico deve saber fazer: ponto simples
- o ponto mais utilizado em cirurgia! De fato, é o ponto de escolha
pois garante uma boa coaptação das bordas da lesão e permite
facilmente a abertura parcial para drenagem da lesão em casos de
infecção da ferida. 
Vamos aos detalhes do ponto simples: 
A agulha, ao penetrar a pele, deve fazer um ângulo de 90º; 
A pinça está ali para te auxiliar e deve ser usada na mão não
dominante para manter a estrutura firme, permitindo a
passagem da agulha mais facilmente e com menor dano às
estruturas; 
A distância de entrada deve ser a mesma da saída
(denominamos de largura);
A profundidade do ponto deve ser ligeiramente maior do que
a largura, permitindo leve eversão dos bordos, dando melhores
resultados estéticos; 
Após a passagem da agulha em ambas as bordas, deve ser
dado um nó duplo, seguido por dois nós simples de fixação; 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
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A tensão no fio deve ser suficiente para aproximar os bordos
da ferida sem causar isquemia; 
Os pontos, em geral, devem distar 1 cm. 
Pontos feitos, devemos realizar o curativo com gaze estéril e
micropore. Mas o procedimento só acaba quando termina! Faz
parte de todo procedimento orientar o paciente quanto aos
cuidados e possíveis complicações (infecções principalmente,
além de deiscências e cicatrização hipertrófica), além de sanar suas
dúvidas. 
Devemos, então, orientar o paciente a manter o curativo pelas
próximas 24 horas, realizando limpeza diária com soro fisiológico ou
com água e sabão, mantendo-o sempre seco e evitando exposição
a sujidades. A retirada dos pontos pode variar quanto à localização
da lesão, mas em geral 7-10 dias são suficientes para uma boa
cicatrização e uma retirada segura dos pontos. Ela pode ser feita
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
numa UBS, mas é preciso orientar o paciente quanto aos sinais de
alarme da lesão que fariam ser necessário um retorno ao Pronto
Socorro. Nesse momento, é importante também questionar sobre
vacinação antitetânica e encaminhar para sua realização, caso
necessário ou em caso de desconhecimento. 
“E a receita para casa, doutor?” 
Em geral, analgesia simples, se necessário, é mais que suficiente
para esses casos. 
E quando indicamos o uso de antibiótico? 
Anotem aí: na presença de infecção óbvia, nos casos de mordedura
de animais, extremos de idade, imunodeprimidos, diabéticos,
presença de contaminação grosseira, acometimento de estruturas
profundas, tempo > 6 horas. 
Por isso, sempre que possível, incluam no seu atendimento
perguntas que te falem a favor ou contra o uso de antibiótico -
idade, comorbidades, mecanismo e intervalo de tempo entre a
lesão e avaliação - e solicitem dados do exame físico, explorem a
ferida buscando avaliar a profundidade, presença de contaminação
e sinais de infecção. 
Nesta estação, o foco estava no procedimento, mas no caso já
tínhamos diversas informações relevantes, tais como: paciente sem
comorbidades, corte superficial, sem exposição de estruturas
nobres e sem contaminação grosseira, intervalo de tempo da lesão
de 1 hora. Sendo assim, não havia necessidade de antibioticoterapia,
certo?
A questão não deu informações acerca da atividade laboral do
paciente e não sabemos se, caso perguntado, o ator daria alguma
informação, mas não podemos esquecer de fornecer atestado
médico, caso julguemos que o paciente apresenta alguma
incapacidade à realização do seu trabalho ou que o trabalho possa
atrapalhar a sua plena recuperação, como no caso de uma
cozinheira com um corte na mão ou um operário com um corte no
pé, por exemplo. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Também não havia informações a respeito na questão, mas poderia
ser explorado um acidente em local de trabalho, sendo
imprescindível o registro da Comunicação de Acidente de
Trabalho, o famoso CAT, que certamente vai dar um diferencial na
pontuação para quem lembrar. 
REFERÊNCIAS
SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática
cirúrgica moderna. 20a ed. Saunders. Elsevier. 
Medeiros, Aldo Cunha, Irami Araújo-Filho, and Marília Daniela
Ferreira de Carvalho. "Fios de sutura." Journal of Surgical and
Clinical Research 7.2 (2016): 74-86. 
Barros, Mónica, et al. "Princípios básicos em cirurgia: fios de
sutura." Acta Med Port 24.S4 (2011): 1051-1056. 
UTIYAMA, Edvaldo Massazo; OTOCH, José Pinhata; RENGEL,
Lenira Chierentin; GHAFFAR, Sumaya Abdul. Manual do
médico-residente do Hospital das Clínica da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo, volume Cirurgia Geral.
1. ed., Atheneu, 2019.
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
A UNIFESP sempre busca saber se você saber fazer bem o básico, o
trabalho de parto é um tema mais batido, mas é nessa que vc tem
que ir bem!!!! 
Caiu em: USP-SP 2019, UFES 2019, UFPR 2019, HSL 2018, SCMSP
2018/2016/2015, USP-RP 2017, UNIFESP 2022 
Grau de dificuldade: fácil / moderado 
Tempo da estação: 10 minutos 
Ator/examinador: 1 atriz e 1 examinador 
Cenário: consulta Pronto Atendimento (atriz está deitada na maca
de atendimento) 
Presença de um manequim para avaliação da dilatação cervical 
INÍCIO DA ESTAÇÃO 
1. 
2. 
3. 
4. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Paciente Juliana, 25 anos, vem ao Pronto Socorro por perda de
líquido em grande quantidade há 6 horas e dor abdominal de forte
intensidade há 5 horas. Está com 38 semanas e 6 dias, primigesta.
Nega comorbidades e vícios 
Tarefa 1: Realize o atendimento. 
Orientações a Atriz:
 
Ao ser questionada a atriz respondia: 
Doutor, estou sentindo muita dor na barriga. Ela está
endurecendo de 5 em 5 minutos já fazem 5 horas 
Perdi Líquido claro com cheiro de “cândida” há 6 horas • Nega
sangramento 
Refere boa movimentação fetal. 
Orientações ao Examinador: 
Ao solicitar o exame físico, o examinador só entrega o exame
solicitado: 
EXAME FÍSICO: 
Sinais vitais: PA 115x68 mmHg. FC: 80 bpm. SpO2: 98% em a.a.
T: 36,4oC • Abdome gravídico, altura do fundo uterino de 36
cm. 
DU: 3 contrações de 40 segundos em 10 minutos. 
BCF: 148 bpm 
CARTÃO DE PRÉ-NATAL: pré-natal de baixo risco.
Streptococcus B positivo 
Especular : saída de líquido claro com grumos colo aberto 
Caso o aluno solicite toque vaginal, orientar a realizá-lo manequim.
Está correto o toque acima de 7 cm 
Tarefa 2: 
Preencha o partograma. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Paciente está com 7 cm de dilatação e o feto está em +1 de
DeLee no momento da admissão. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Fonte: Ministério da Saúde.
Orientações ao Examinador: 
O aluno tem de preencher a dilatação, a apresentação na altura
correta, o BCF, as contrações e se a bolsa está rota e a cor do líquido
amniótico 
 
Tarefa 3: Avalie a cardiotocografia 
Fonte: Acervo Medway.
Orientações ao Examinador: 
O aluno tem de laudar a cardiotocografia entre categoria I ,II ou III
Tarefa 4: Realize a prescrição da paciente 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
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Orientações ao Examinador: 
O aluno tem de prescrever dieta geral ou leve , antibioticoterapia.
Não deve ser prescrito ocitocina 
Pode escrever: Cuidados e controles gerais 
Antibiotico pode ser: 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
Ampicilina 
Ataque: ampicilina 2g, via endovenosa 
Manutenção: ampicilina 1g, via endovenosa, a cada 4 horas ou 
Penicilina G cristalina 
Ataque: penicilina G cristalina, 5 milhões de unidades, via
endovenosa Manutenção:penicilina G cristalina, 2,5 milhões de
unidades, via endovenosa, a cada 4 hora 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO 
CHECKLIST
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Bíblia dos Checklists Instituições 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
2022 
DEBRIEFING 
Pessoal, como eu disse para vocês anteriormente, aqui a Unifesp
quis cobrar que vocês saibam fazer o atendimento inicial do
pronto-socorro obstétrico!!! 
Primeira coisa que tem de ter em mente em todos os
atendimentos (não só da GO) é se apresentar. 
A anamnese o exame físico tem de ser direcionados! Iniciando pela
queixa principal, explore bem sempre: tempo , duração , sintomas
que acompanham . Mas na Obstetrícia nunca deixa de perguntar
sobre: contração, perda de líquido, sangramento e movimentação
fetal. 
Além disso, os antecedentes obstétricos são bem importantes
(quantos filhos, via de parto, intercorrências na gestação, peso dos
filhos, intervalo interpartal) e comorbidades (hipertensão, diabete,
etc.) e vícios. 
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Bíblia dos Checklists Instituições 
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Em toda consulta de gestante não importa a queixa sempre peça o
cartão de pré-natal, para ver o andamento das consultas, os exames
de pré-natal, as vacinas e alguma intercorrência. Aqui nessa
estação é crucial diagnosticar a cultura de Streptococcus B positiva.
Para o exame físico, vamos lembrar sempre do exame físico geral
(avaliar mucosas, fâneros, e principalmente o edema no exame de
extremidades). A avaliação da pressão arterial também é
obrigatória. Outros pontos importantes no exame obstétrico são:
altura uterina, BCF, dinâmica uterina, avaliação da movimentação
fetal, e toque vaginal (para avaliar se há diagnóstico de fase ativa do
trabalho de parto. 
A segunda tarefa é o início da construção do partograma. O
partograma é uma ferramenta para acompanhamento da evolução
de um trabalho de parto e diagnosticar algum problema na
evolução adequada e poder tomar condutas para diminuir o risco
materno e fetal. 
O registro gráfico deve ser iniciado durante a fase ativa do trabalho
de parto, isto é, na presença de 2 a 3 contrações uterinas regulares e
efetivas em 10 minutos, com dilatação cervical mínima de 3 cm. 
Entretanto, a recomendação mais recente da OMS (2018) defende
que a dilatação deve ser superior a 5 cm. 
Assim, não é recomendado que o partograma seja aberto tão
precocemente por aumentar a chance de intervenções médicas
desnecessárias e prejudicar a fisiologia do Trabalho de Parto. 
A partir do primeiro registro - primeiro exame realizado na abertura
do partograma - duas linhas diagonais devem ser traçadas, sendo a
da esquerda a “linha de alerta”, e a da direita, a “linha de ação”,
sendo essa última traçada 4 horas após a de alerta, como podemos
observar no exemplo a seguir: 
É importante também ter o domínio dos símbolos utilizados no
partograma: 
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Figura 2. Símbolos utilizados no partograma. Fonte: Acervo
Medway. 
O partograma solicitado seria dessa maneira 
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Vamos falar de Cardiotocografia então. Ao que parece, a estação
trazia um traçado semelhante ao traçado abaixo: 
Fonte: Acervo Medway. 
Para não comer bola na interpretação da cardiotocografia, lembre-
se do DR CONIVADO: 
Defina o Risco 
COntrações 
NÍvel da linha de base 
Variabilidade 
Acelerações 
Desacelerações 
Opinião 
DR: Paciente com fator de risco : baixo risco 
CO: presentes 
Nível de linha de base: adequado ( entre 110 -160 bpm ) 
Variabilidade: adequada ( entre 6 e 25 bpm ) 
Acelerações: presentes 
Desacelerações: ausentes 
Opinião: Categoria 1 
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Relembramos agora as categorias de cardiotocografia intraparto
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Fonte: Acervo Medway. 
A última tarefa seria a realização de uma prescrição, primeiro
procedimento que tem de ser prescrito é a dieta que pode ser geral
ou leve. Não existe nenhum motivo para deixar a paciente em
jejum. 
Além disso, não podemos esquecer que a paciente tem a cultura de
Streptococcus B positivo e durante o trabalho de parto devemos
entrar com a profilaxia que pode ser realizada com: 
 
Ampicilina 
Ataque: ampicilina 2g, via endovenosa 
Manutenção: ampicilina 1g, via endovenosa, a cada 4 horas 
ou 
Penicilina G cristalina 
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Ataque: penicilina G cristalina, 5 milhões de unidades, via
endovenosa Manutenção: penicilina G cristalina, 2,5 milhões de
unidades, via endovenosa, a cada 4 horas
Por último vamos relembrar as indicações de introdução de
profilaxia para o Streptococcus B.
PEDIATRIA 
Galera, estação que cobra a prática de coleta de teste do pezinho
(triagem neonatal biológica), então quem já fez ou acompanhou
durante a faculdade já sai na vantagem. 
Orientações aos alunos: tempo 10 minutos, tarefa única 
Cenário: sala da UBS, examinador, manequim, instrumentos de
coleta de exames (seringa, scalp e lanceta). 
Dificuldade: moderada 
INÍCIO DA ESTAÇÃO 
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Caso clínico: 
Mãe leva filho recém nascido de 5 dias para a Unidade Básica de
Saúde solicitando coleta de exame de triagem biológica. O
enfermeiro da unidade vai até você solicitar que auxilie em como
será feita a coleta do exame. 
Tarefa Única: indique como deve ser realizada a coleta e esclareça
as dúvidas acerca do exame. 
Orientações ao Examinador: 
Fornecer fotos de materiais (scalp, lanceta e seringa)
questionando qual material adequado a ser usado para coleta
e pedir que aponte qual a área será feita a coleta. 
Fornecer papel com imagem de coleta insuficiente e
questionar se está correta; se responder "correta", pular; se
responder "incorreta", pedir que identifique o motivo. 
Entregar papel com quatro coletas, sendo uma correta e três
incorretas, pedir que identifique qual a correta. Depois, pedir
que fale qual o ponto errado em cada uma das outras três. 
Perguntar quais as orientações após a coleta do exame. •
Perguntar quais todos os exames realizados na triagem
biológica. 
TÉRMINO DA ESTAÇÃO 
CHECKLIST
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DEBRIEFING 
Galera, estação bem direta na prova prática da Escola Paulista.
Chega uma mãe com um RN solicitando realização da triagem
biológica - ou seja, teste do pezinho - e vocês como médicos
deveriam orientar como realizar o exame e responder às dúvidas
sobre a coleta que apareceriam nessa situação hipotética. 
 
Teste do Pezinho 
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O Programa Nacional de Triagem Neonatal é um programa de
rastreamento que visa identificar distúrbios e doenças em tempo
oportuno, para intervenção adequada, objetivando reduzir a
morbimortalidade e melhorar a qualidade de vida das crianças. A
Portaria GM/MS no 822, de 6 de junho de 2001, instituiu, no âmbito
do Sistema Único de Saúde – SUS, o PNTN, 
que estabelece ações de triagem neonatal em fase pré-sintomática
em todos os nascidos vivos, acompanha- mento e tratamento das
crianças detectadas nas redes de atenção do SUS. 
A triagem neonatal biológica, “teste do pezinho”, é um conjunto de
ações preventivas, responsável por identificar precocemente
indivíduos com doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e
endocrinológicas, para que estes possam ser tratados em tempo
oportuno, evitando as sequelas e até mesmo a morte. Hoje,
abrange as seguintes doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo
congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose
cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e
toxoplasmose congênita. 
O período ideal de coleta da primeira amostra é entre o terceiro e o
quinto dia de vidado recém-nascido, devido às especificidades das
doenças diagnosticadas atualmente. Em geral, a triagem acontece
nos pontos de coleta da Atenção Básica em Saúde, porém em
alguns estados esta também é feita em maternidades, casas de
parto ou comunidades indígenas. 
O procedimento de coleta deve seguir alguns passos fundamentais
para garantir que o exame terá um resultado satisfatório. 
O bebê deve ser posicionado na vertical no colo de algum
cuidador, com as costas voltada para o profissional de coleta,
que deve estar sentado. 
Realizar antissepsia do calcanhar do bebê com gaze ou
algodão embebido em álcool 70%, massageando a região para
induzir vasodilatação. 
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Após secar o álcool, deve ser puncionado com uma lanceta a
região lateral do calcanhar do bebê. Limpeza a primeira gota
de sangue com o gaze ou algodão, pois outros líquidos podem
interferir nos resultados, e aguarde a formação de uma nova
gota. 
Encoste o verso do primeiro círculo do papel-filtro na gota de
sangue formada e faça movimentos circulares. Deixe o sangue
fluir naturalmente. Repita o processo em todos os círculos.
Não é necessário pressionar ou ordenhar o calcanhar, uma vez
que o excesso de sangue pode prejudicar a coleta. 
O preenchimento deve ser sequencial, nunca retorne ao
círculo anterior.
Após, observar contra a luz o aspecto da coleta.
Fonte: Manual de Instruções do teste do pezinho - APAE 
Realizar curativo no local da punção. 
Vale destacar que agulhas ou capilares não são materiais
adequados para a coleta. Além disso, o profissional deve ser
capacitado e usar material de proteção individual durante todo o
procedimento. 
Após o procedimento, é importantíssimo verificar imediatamente a
qualidade da amostra coletada, levantando o papel-filtro e
observando-o contra a luz. Todo o círculo deverá ter um aspecto
translúcido na região molhada com o sangue, que deverá estar
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espalhado de forma homogênea. O mesmo deve ser visto do lado
contrário, demonstrando que o sangue foi bem absorvido e que a
coleta está adequada. Caso esteja adequado, a criança pode então
ser liberada. Segue imagem de exemplo de coleta adequada. 
Fonte: Manual técnico de triagem neonatal biológica - Ministério
da Saúde. 
Algumas amostras podem apresentar erro de coleta, dentre elas:
quantidade de sangue insuficiente para realização dos exames;
amassados, arranhões ou raspagens; tempo de secagem
insuficiente; concentração ou sangue em excesso; amostra diluída;
amostra coagulada e amostra contaminada, como podem ser
observadas respectivamente nas imagens a seguir. 
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Fonte: Manual de Instruções do teste do pezinho - APAE
Por fim, o papel-filtro deve passar por secagem em temperatura
ambiente, de preferência em horizontal, livre de contato com
superfícies contaminadas ou outros líquidos, bem como não
podem estar em contato umas com as outras. 
O profissional que realizou a coleta deve então orientar a família
quanto ao retorno para avaliar o resultado do exame. Caso venha
sem alterações, o resultado pode ser entregue mediante retorno
em unidade ou então por meio eletrônico. Caso haja algum
resultado alterado, pode ser necessário exame de confirmação,
portanto chamar a família para nova coleta, ou encaminhamento
direto para consulta especializada, seguindo os fluxos da rede de
atenção. 
Galera, uma questão relativamente simples mas que demandava
muitos conhecimentos práticos da coleta do teste do pezinho.
Lembre que a prova da Escola normalmente cobra conteúdos
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bastante relacionados com o dia a dia da pediatria. Fique atento! E
vamos pra cima! 
REFERÊNCIAS
da Saúde, Ministério. Manual Técnico Triagem Neonatal
Biológica. Brasília, Brasil; 2016. 
Manual de instruções do Teste do Pezinho. Laboratório APAE,
São Paulo; 2014.
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Bibliografia
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Sobre a Medway
O único preparatório 
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médica 100% focado nas instituições de São Paulo. 
Preparamos nosso material com didática padrão-ouro vinda 
de nossos professores especialistas que já foram residentes 
onde você quer passar.
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conquistarem a residência dos sonhos. E para isso, nos 
certificamos de estarmos juntos até o final.
juntos até o final!
Você em 1º lugar na residência
dos seus sonhos!
A sua aprovação pode ser
a próxima a aparecer aqui!
Seu nome na
lista de aprovados
Henrique Bosso
2º lugar na 
Unifesp em 
Oftalmologia
Beatriz Aveiro
1º lugar no HIAE
em Medicina 
Intensiva
Raphaela Bastos
3º lugar na 
USP-RP em 
Dermatologia