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UNIVERSIDADE PAULISTA-UNIP RELATÓRIO DE AULA PRÁTICAS DE PROPEDÊUTICA E PROCESSO DE CUIDAR NA SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Elaine Cristina Alves da Silva RA:0423820 POLO MARQUÊS LABORATÓRIO DE ENFERMAGEM POLO MARQUÊS 2023 ÍNDICE 1.INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………. 2. DISCUSSÃO E RESULTADOS 2.1 AULA 1 ROTEIRO 1-Reflexos neurológicos do recém nascido................ 2.2 AULA 2 ROTEIRO 2-Banho do recém nascido…………………………........ 2.3 AULA 3 ROTEIRO 3-Medidas antropométricas ,SSVV e exame físico da criança……………......………………………………………………………….. 2.4 AULA 4 ROTEIRO 4-Medicação em pediatria……………………................ 2.5 AULA 5 ROTEIRO 5-Punção venosa periférica em pediatria….................. 2.6 AULA 6 ROTEIRO 6-Inserção de sonda nasoentérica em pediatria…….... 2.7 AULA 7 ROTEIRO 7-Inserção de sonda nasogástrica em pediatria……… 2.8 AULA 8 ROTEIRO 8-Bolsa de coleta de urina na pediatria…….………….. 2.9 AULA 9 ROTEIRO 9-Sondagem vesical na pediatria……………….…. 2.10 AULA 10 ROTEIRO 10-Oxigenoterapia por cateter nasal………………. 2.11 AULA 11 ROTEIRO 11-Aspiração de via aérea superior………………. 2.12 AULA 12 ROTEIRO 12-Suporte básico de vida em pediatria para profissionais de saúde...................................................………………………. 2.13 AULA 14 ROTEIRO 13-OVACE - Obstrução de vias aéreas por corpo estranho……………………………………………………………………… ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1: Reflexos neurológicos do recém-nascido………..………………………………….. Figura 2: Higiene dos olhos…………………………...……………………………….. Figura 3: Antropometria……………..………….………………………………………. Figura 4: Os treze certos para administração de medicamentos…………………… Figura 5: Punção venosa………………………………………………………………... Figura 6: Sonda Nasoenteral……………………………………………………………. Figura 7: Sonda Nasogástrica…………………………………………………………… Figura 8: Bolsa coletora de urina pediátrica……………………………………………. Figura 9: Sonda vesícal de alivio e demora…………………………………………….. Figura 10: Máscara de nebulização venturi……………………………………………... Figura 11: Sonda Endotraqueal…………………………………………………………... Figura 12: Materiais utilizados no suporte básico de vida……………………………... 1. INTRODUÇÃO As aulas práticas de propedêutica e processo de cuidar na saúde da criança e do adolescente foram ministradas entre os dias 21/10/2023 e 28/10/2023 pela professora Josiane Piccolo, fomos rigorosamente orientados quanto ao uso de EPIs, seguimos também as regras mencionadas para utilização dos materiais e o cuidado com os bonecos. Com base nos roteiros foi enfatizado à importância da Assistência de enfermagem, SAE na consulta de rotina da criança e adolescente, como também a importância da SAE na hospitalização dos mesmos. Executamos o conhecimento dos tipos de cateter utilizados para oxigenoterapia, e o seu uso por tempo prolongado. Como é feito o desmame reduzindo Fo2 através das válvulas, a importância da lavagem das mãos antes e após cada procedimento, e assim realizamos a montagem de cada material com a orientação da professora. Na aspiração endotraqueal fomos orientados que não é indicado soro fisiológico na aspiração, pois ele joga as bactérias para dentro onde está colonizado e pode causar uma pneumonia. A traqueostomia de metal não é utilizada em crianças, e na criança é feito cinco segundos de aspiração. Na administração de medicamentos a importância em conferir as medicações, a prescrição médica e a via de administração,os tipos de agulhas e a quantidade que pode ser administrada para não correr o risco de lesar o membro. Realizamos com o auxilio da professora a inserção das sondas nos bebes, falamos sobre seus cuidados,da medição correta e da importância de marcar a data e hora da troca e o responsável, que a sonda nasoentérica não é reutilizável e que os bebes não conseguem agir como se tivesse deglutindo. A importância da técnica estéril na sondagem vesical de demora para não levar nenhum tipo de micro-organismo para o paciente. Na punção periférica vimos como fazer a assepsia do local, evitar membros paralisados com lesões, entre outros… verificar se há sinais de infiltração ou hematoma no local da punção, e na medicação intravenosa a importância de não contaminar os materiais(proteger a tampinha da torneirinha),o cuidado com as agulhas utilizadas, sendo que tanto na punção periférica, como na medicação intravenosa é muito importante a identificação dos materiais, a anotação de enfermagem e o dispositivo utilizado. Realizamos o banho do recém nascido com o boneco, como posicionar o bebe em caso de engasgo, e as manobras por OVACE, e todo o suporte que deve ser dado a criança ou adolescente, seja no âmbito hospitalar, ou até mesmo na rua. 2. DISCUSSÃO E RESULTADOS 2.1 AULA 1 ROTEIRO 1 Reflexos neurológicos do recém-nascido Os reflexos estão presentes ao nascimento e são respostas automáticas e estereotipadas a um determinado estimulo externo, e devem ser inibidos nos primeiros meses de vida, quando surgem os reflexos posturais, onde mostra a integridade do sistema nervoso central. Alguns desses reflexos desaparece depois do sexto mês de vida do bebê, quando isso não ocorre ,mostra alguma disfunção neurológica, permitindo a avaliação do desenvolvimento neurológico do bebê. O familiar que acompanha a criança deve ser orientado sobre todos os procedimentos que serão realizados, desta forma passamos segurança e confiança a ele. Os principais reflexos primários a serem avaliados são: Preensão Plantar: Pressiona o polegar contra a sola do pé da criança, logo abaixo dos dedos. Observa-se a flexão dos dedos para o lado estimulado. Reflexão de Moro: É desencadeado por queda súbita da cabeça, amparada pela mão do examinador. Observa-se a extensão e abdução dos membros superiores seguida por choro. Deve desaparecer após o quinto mês de vida. Reflexo de Babinski: Deve-se estimular a região plantar do pé ao longo da margem lateral, partindo do calcanhar. A resposta deve ser que o RN afaste os dedos, sendo que o primeiro pododáctilo (dedão) exibi dorsiflexão, e os outros dedos exibem hiperextensão ( abrem para fora). Desaparece após um ano de vida. Reflexo de fuga à asfixia: Colocar a criança em decúbito ventral no leito, com a face voltada para o colchão. Em alguns segundos o RN deverá virar o rosto liberando o nariz para respirar adequadamente. Reflexo de Marcha: Colocar o RN em pé e encostar os pezinhos sobre uma superfície plana, ele deve fazer um movimento como se estivesse andando, e esse movimento deve desaparecer de quatro à seis semanas após o nascimento. Figura 1: Reflexos neurológicos do recém-nascido Fonte: https://r.semiologia-peditrica-dra-denise-marques-mota-2010-semiologia 2.2 AULA 2 ROTEIRO 2 Banho do recém-nascido À hora do banho do RN requer muitos cuidados, a primeira delas é verificar a temperatura da água,pois a pele do RN é um órgão multifuncional, com barreira cutânea, proteção mecânica e termorregulação. A técnica de contenção utiliza uma toalha onde o bebê é enrolado durante a primeira parte do banho deixando somente a cabeça exposta para ser limpa. Os olhinhos devem ser limpos com algodão umedecido em água , não utilizando o mesmo algodão em ambos os olhos. Após lavar a cabeça, enxugar bem para evitar perda de calor e consequentemente hipotermia. Somente depois a contenção é desfeita, e seu corpinho colocado na água para o término do banho. A duração do banho e o processo de segurança devem ser observados. O banho é um momento de contato e troca de carinho entreo bebê e o cuidador, mas também de muito estresse para o bebê. Figura 2: Higiene dos olhos Fonte: www.anitapediatra.com.br 2.3 AULA 3 ROTEIRO 3 Medidas antropométricas, SSV e exame físico da criança A partir dos dois anos de idade, as consultas devem ser anuais, mas dependendo da necessidade essas consultas podem ser mais frequentes. Nestes encontros, além de falar sobre a saúde da criança, também é abordado a amamentação, calendário de vacinas, promoção de saúde e prevenção de doenças e agravos. As medidas antropométricas são: peso, estatura, perímetro cefálico, perímetro torácico e perímetro abdominal,são dados importantes para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. Essas medidas são registradas num gráfico que correlaciona essas medidas com a idade da criança, seja ela em meses ou anos, apontando se a criança esta adequada ou não para a idade. A avaliação dos sinais vitais são: frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial. Os valores de referência para o bebê e a criança são diferentes dos valores de referência para adultos. É importante estar atento à idade da criança para utilizar os valores corretos para a faixa etária. O recém-nascido tem frequência cardíaca entre 70 e 170 batimentos por minuto e frequência respiratória de até 60 respirações por minuto. Para a medição da pressão arterial deve ser feito a medição da circunferência do braço da criança a partir dos três anos de idade, exceto em casos de emergência e internação. No exame físico da criança, é feito em sequência céfalo podálico. Avaliação neurológica, da pele, cabeça e pescoço, olhos, ouvidos,nariz, boca, tórax, pulmões, coração, abdome, genitais, região anal, membros superiores e inferiores. O bebê pode apresentar pequenas deformidades no crânio que são comuns devido parto e desaparecem naturalmente. As fontanelas posterior (lambdoide), e anterior (bregmática) devem estar planas em seu estado normal, mas se abauladas ou deprimidas, indicam anormalidades, como hidrocefalia ou desidratação. Os pais ou cuidador devem ser orientados quanto ao cuidado com coto umbilical, após a queda do coto, o profissional deve avaliar a possível presença de vermelhidão, edema ou secreção. Figura 3:Antropometria Fonte: www.slideserve.com 2.4 AULA 4 ROTEIRO 4 Medicação em pediatria Trata-se da aplicação de fármacos no organismo através de uma das várias vias possíveis de acordo com a proposta terapêutica. O objetivo é um resultado diferente do apresentado no início. Os materiais necessários são: luvas de procedimento, bandeja, copo graduado, seringa, agulhas, swab ou algodão umedecido com álcool a 70%. Importante a lavagem das mãos antes e após o preparo da medicação. O profissional que administrará o medicamento deve conhecê-lo o suficiente para oferecer informações precisas aos pais ou cuidador. Na administração de medicamentos por via oral é importante verificar se o paciente tem alergias, solicitar ajuda dos pais ou cuidador para conter a criança quando necessário, pois, muitas vezes os procedimentos são dolorosos e é importante que a criança também seja preparada. Checar a prescrição e realizar a anotação de enfermagem. A administração de medicamentos por via subcutânea requer atenção para a escolha da agulha adequada e a seringa a ser utilizada. Na administração por via intramuscular devemos ter o cuidado para o uso correto da agulha de acordo com a massa muscular e a idade da criança ou adolescente. Verificar a integridade dos invólucros de seringas, agulhas e equipos, ler e conferir o rótulo do medicamento, nunca reencapar a seringa com agulha utilizada, e desprezar em local apropriado. Figura 4: Os treze certos para administração de medicamentos Fonte: Google 2.5 AULA 5 ROTEIRO 5 Punção venosa periférica em pediatria A punção venosa em bebês e crianças, é um processo em que vários fatores são levados em conta, como as condições emocionais do cuidador e da criança, além das condições técnicas da infusão, da rede venosa da criança e suas condições de saúde. Tambem podemos utilizar a técnica de distração com as crianças, seja com um brinquedo demonstrando como será feito nela, ou outra coisa que a criança goste e ajude a acalmar. Nos bebês pode ser utilizado a técnica da amamentação, e levando sempre em consideração o tempo que vai permanecer o acesso no paciente, para poder manter maior segurança e durabilidade do acesso. Deve ser realizada avaliação do local da punção no mínimo a cada quatro horas, investigando se existe sinais de infecção. Figura 5: Punção venosa Fonte: Google 2.6 AULA 6 ROTEIRO 6 Inserção de sonda nasoentérica em pediatria A sonda tem por objetivo fornecer alimentos de forma liquida com todos os nutrientes necessários para o paciente que está com dificuldade, ou não consegue se alimentar por via oral, por ela também é feito a administração de medicamentos. Injetar de 2 a10ml de ar ( avaliar a idade da criança, bebê até 5ml de ar) pela sonda e auscultar com estetoscópio simultaneamente. Algumas instituições realizam teste de pH por meio de fita para saber se a sonda esta no local adequado, solicitar RX para confirmação da posição, e só após a confirmação médica será retirado o fio guia da sonda. Essa sonda não é reutilizável. Os materiais devem ser separados e levados até o paciente, explicar o procedimento ao familiar. Medir a sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha, e dele até o apêndice xifoide, marcando com caneta permanente ou fita. Registrar na sonda o dia e horário que foi inserida, checar a prescrição medica e fazer a anotação de enfermagem, medir e anotar quanto da sonda ficou externo, para verificar se está saindo de lugar. Figura 6: Sonda Nasoenteral Fonte: www.istockphoto.com 2.7 AULA 7 ROTEIRO 7 Inserção de sonda nasogástrica em pediatria Durante a prática da aula realizamos o procedimento com o auxilio da professora nos bebês bonecos. O objetivo é realizar a descompressão gástrica removendo gás e liquidos, obter conteúdo gástrico para analise ou realizar lavagem do estômago para remoção de substâncias tóxicas ou irritantes. Orientar os pais ou responsáveis sobre o procedimento e realizar a medição da sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha, descer até o apêndice xifoide, marcar com caneta permanente e depois da inserção medir com fita métrica quanto da sonda ficou exteriorizado, colocar data e hora da troca. Observar durante o procedimento: dispneia, cianose, tosse que são indicadores que a sonda está na traquéia; nesse caso deve-se retirar a sonda e realizar novamente o procedimento. Fixar a sonda com adesivo próprio ou micropore, checar a prescrição médica e realizar a anotação de enfermagem com o tamanho da sonda utilizado, e quanto ficou exteriorizado, evitando tracionar a sonda durante a fixação, evitando trauma, dor e desconforto ao bebê ou criança. A sonda nasogástrica deve chegar até o estômago, e sua posição pode ser confirmada pela aspiração de conteúdo gástrico ao final da inserção. Figura 7: Sonda Nasogástrica Fonte : www.ceen.com.br 2.8 AULA 8 ROTEIRO 8 Bolsa de coleta de urina na pediatria A bolsa coletora de urina pediátrica tem como objetivo a coleta de urina para realização de exame, os pais ou responsáveis devem ser informados sobre o procedimento, e a importância em realizar a higiene dos genitais da criança antes do procedimento. Nos meninos o saco escrotal pode ir dentro do saquinho coletor com o pênis. E a troca desse coletor deve ser feita em sessenta minutos, dependendo do protocolo da instituição. Figura 8: Bolsa coletora de urina pediatrica Fonte: Google 2.9 AULA 9 ROTEIRO 9 Sondagem vesical na pediatria O objetivo desse procedimentoé realizar a drenagem contínua de urina,coletar urina para exames laboratoriais, e verificar o débito urinário da criança. É realizado através de técnica estéril com todos os cuidados evitando a contaminação e como consequência algum tipo de infecção a criança. Os pais ou cuidador deve ser orientado, separar todo o material, equipamentos de proteção individual e biombo para não expor o paciente. Em algumas instituições não é mais utilizado o teste com o balão, pois o mesmo pode sofrer deformidade, causando trauma na uretra do paciente. Realizar a higiene antes da sondagem com clorexidina aquosa, bonecas de gaze e pinça , evitando cruzar o material sujo por cima do campo limpo. A troca da sonda é de acordo com fabricante, podendo ficar até mais de trinta dias se não tiver nenhuma intercorrência nesse período. Nos meninos fixar a sonda na região suprapúbica, diminuindo o ângulo peniano-escrotal, nas meninas f ixar a sonda na face ântero- lateral da coxa. Fixar a bolsa no le i to e abaixo do nível da bexiga. Fixar a bolsa no leito e abaixo do nível da bexiga. Registrar na bolsa coletora o dia e horário da troca. Checar prescrição médica e fazer a anotação de enfermagem. A sonda vesícal de alivio é colocada e retirada após o esvaziamento da bexiga. Figura 9: Sonda vesícal de alivio e demora Fonte: Google 2.10 AULA 10 ROTEIRO 10 Oxigenoterapia por cateter nasal A oxigenoterapia consiste em administrar oxigênio (O2) acima da concentração normal do ambiente(21%) com o objetivo de manter a oxigenação tecidual adequada,com saturação de O2 acima de 90%. Sua indicação é feita para pacientes com obstrução das vias aéreas,traumatismo torácico, patologias pulmonares, anemias, disturbios cardíacos e vasculares, disturbios do sistema nervoso, hipoxemia comprovada. O uso de oxigênio por períodos prolongados, seja por cateter ou por máscara facial, deve ser feito sempre com prescrição médica. O excesso de oxigênio pode lesionar algumas células ,e nos bebês pode causar cegueira por causa da sua toxidade. A oxigenoterapia por cateter nasal tipo óculos,tem como objetivo melhorar a ventilação pulmonar e a perfusão tecidual e corrigir acidose respiratória, é utilizada para administrar oxigênio de baixo fluxo, pois o oxigênio fornecido é sempre diluído em ar, resultando uma fração inspirada (FIO2) baixa e variável. A oxigenoterapia por inalação utiliza vapores como via medicamentosa, é indicada no tratamento de problemas respiratórios agudos e crônicos de diversas origens, fluidifica secreções da membrana mucosa do trato respiratório facilitando sua expulsão. Devemos higienizar as mãos antes e após o procedimento,reunir todos os materiais em uma bandeja, inalador, ampola de soro fisiológico, medicamento prescrito e fluxômetro. Explicar para os pais ou cuidador a importância de manter a mascara no local correto para que não aja perca de medicação, pois sabemos que bebês e criança não gostam, e ficam muito irritados. A oxigenoterapia por máscara de nebulização venturi tem fluxos maiores que 60L/min ( variados ), FiO2 de 25-50%, a vantagem é que ela é estável e precisa, e a desvantagem é que a FiO2 varia conforme a pressão retrógrada e ela é barulhenta. Sua função é fornecer aporte de oxigênio, corrigir acidose metabólica e fluidificar secreções. Seu uso é feito somente com prescrição médica, e deve-se observar sempre a perfusão periférica da criança, frequências respiratórias e cardíaca, alterações de pressão sanguínea e alterações no nível de conciência e padrão respiratório. O paciente deve estar em posição de fowler, a fração inspirada vai reduzindo através das válvulas, até que seja feito o desmame. É importante que todo o material seja separado em uma bandeja ,e,seja feita a lavagem das mãos antes e após o procedimento. Vamos utilizar nebulizador ou umidificador venturi, traqueia ou extensão, adaptador venturi conforme a prescrição médica, máscara, fluxômetro, água destilada, cadarço ou elástico para fixar a máscara. Os pais ou cuidador devem ser orientados sobre o procedimento, e deve ser verificado a pressão arterial, o pulso e a frequência respiratória após alguns minutos, checar a prescrição medica e realizar a anotação de enfermagem. Figura 10: Máscara de nebulização Venturi Fonte: Google 2.11 AULA 11 ROTEIRO 11 Aspiração das vias aéreas superiores Os objetivos da aspiração endotraqueal é manter as vias aéreas pérvias, removendo secreções retidas ou outros fluídos por meio da aspiração mecânica, preparar o paciente para extubação ou coletar secreção para exame laboratorial. Esse procedimento utiliza aspirador portátil ou sistema de aspiração, EPI ( máscara, óculos de proteção, avental e luvas de procedimento estéril ), sonda de aspiração, recipiente com água potável. Não é indicado administrar soro fisiológico para aspiração, pois ele joga as bactérias para dentro, onde pode estar colonizado causando uma pneumonia. Na criança 5 segundos de aspiração ( contando em milhão para dar corretamente os segundos, um milhão, dois milhões, etc…).Na literatura fala para ofertar oxigênio após cada aspiração. Na criança a traqueostomia de metal não é utilizada, sempre realizar a aspiração em movimentos circulares, aspirar vias aéreas superiores se necessário, primeiro nariz e depois boca. Lembrando que esse procedimento é estéril, e devemos ter muito cuidado para não contaminar a sonda. Limpar o sistema aspirando água potável após o procedimento, deixar o sistema montado e proteger a extremidade. O cateter não deve ter um calibre maior que a metade do diâmetro interno do tubo, monitore o paciente e avalie o resultado. Figura 11: Sonda endotraqueal Fonte: Google 2.12 AUL A 12 ROTEIRO 12 Suporte básico de vida em pediatria para profissionais de saúde Em pediatria devemos iniciar o procedimento de reanimação quando a criança estiver com a frequência cardíaca menor que 60 batimentos por minuto, pois a frequência cardíaca do bebê até três meses de vida é de 70 à 170 batimentos por minuto. Nos bebês o posicionamento das mãos deve ser abaixo da linha mamilar com as mãos abraçando o bebê e os polegares fazendo a massagem. Nas crianças na metade inferior do externo com uma ou duas mãos massageando. A frequência é de 100-120 compressões por minuto, com a profundidade de 4cm em bebês e 5cm em crianças. O Suporte Básico de Vida (SBV) é um protocolo de atendimento no qual se estabelecem o reconhecimento e a realização das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) com objetivo de manter a vítima de parada cardiorespiratória (PCR) viva até a chegada de uma unidade de transporte especializada. Figura: Materiais utilizados Fonte: Google 2.13 AULA 13 ROTEIRO 13 OVACE- Obstrução de vias aéreas por corpo estranho A obstrução por corpo estranho é muito frequente em crianças, peças pequenas de brinquedos, grão de feijão, etc…, essa obstrução acontece mais em crianças do que em adultos por causa da anatomia. Na prática, uma pessoa pode ter um corpo estranho, sólido ou líquido, nas vias aéreas superiores ou inferiores, o que produz engasgo e asfixia. Em caso de uma obstrução em bebê, coloque-o com a barriga para frente, sempre mantendo a cabeça inclinada para baixo; na região central do tórax do bebê, entre os mamilos, faça cinco compressões utilizando os dedos indicador e médio. Esse procedimento deve ser repetido até a saída do objeto ou líquido que estava obstruindo a passagem do ar. Figura : Manobra de Heimlich Fonte: httphttps://r.search.yahoo.com/educacaoprenatal.blogspot.primeiros- socorros-em-bebes Referências: Roteiro de aulas práticas da UNIP Nota técnica GVIMS/GGTES/ANVISA N04/2022 https://www.portaleducacao.com.br%2fcurso-online-maternidade-e-saude-cuidados-com-o-recem-nascido www.livrosacadêmicos/medicina.com