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UNIVERSIDADE PAULISTA-UNIP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICAS DE PROPEDÊUTICA E PROCESSO DE CUIDAR NA SAÚDE 
DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elaine Cristina Alves da Silva RA:0423820 
 
 
 
 
 
POLO MARQUÊS 
 
 
 
 
LABORATÓRIO DE ENFERMAGEM POLO MARQUÊS 
 
 
 
2023 
ÍNDICE 
 
 
1.INTRODUÇÃO……………………………………………………………………………. 
 
2. DISCUSSÃO E RESULTADOS 
 
2.1 AULA 1 ROTEIRO 1-Reflexos neurológicos do recém nascido................ 
 
2.2 AULA 2 ROTEIRO 2-Banho do recém nascido…………………………........ 
 
2.3 AULA 3 ROTEIRO 3-Medidas antropométricas ,SSVV e exame físico da 
criança……………......………………………………………………………….. 
 
2.4 AULA 4 ROTEIRO 4-Medicação em pediatria……………………................ 
 
2.5 AULA 5 ROTEIRO 5-Punção venosa periférica em pediatria….................. 
 
2.6 AULA 6 ROTEIRO 6-Inserção de sonda nasoentérica em pediatria…….... 
 
2.7 AULA 7 ROTEIRO 7-Inserção de sonda nasogástrica em pediatria……… 
 
2.8 AULA 8 ROTEIRO 8-Bolsa de coleta de urina na pediatria…….………….. 
 
2.9 AULA 9 ROTEIRO 9-Sondagem vesical na 
pediatria……………….…. 
 
2.10 AULA 10 ROTEIRO 10-Oxigenoterapia por cateter nasal………………. 
 
2.11 AULA 11 ROTEIRO 11-Aspiração de via aérea superior………………. 
 
2.12 AULA 12 ROTEIRO 12-Suporte básico de vida em pediatria para 
profissionais de saúde...................................................………………………. 
 
2.13 AULA 14 ROTEIRO 13-OVACE - Obstrução de vias aéreas por corpo 
estranho……………………………………………………………………… 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICE DE FIGURAS 
 
 
Figura 1: Reflexos neurológicos do recém-nascido………..………………………………….. 
 
Figura 2: Higiene dos olhos…………………………...……………………………….. 
 
Figura 3: Antropometria……………..………….………………………………………. 
 
Figura 4: Os treze certos para administração de medicamentos…………………… 
 
Figura 5: Punção venosa………………………………………………………………... 
 
Figura 6: Sonda Nasoenteral……………………………………………………………. 
 
Figura 7: Sonda Nasogástrica…………………………………………………………… 
 
Figura 8: Bolsa coletora de urina pediátrica……………………………………………. 
 
Figura 9: Sonda vesícal de alivio e demora…………………………………………….. 
 
Figura 10: Máscara de nebulização venturi……………………………………………... 
 
Figura 11: Sonda Endotraqueal…………………………………………………………... 
 
Figura 12: Materiais utilizados no suporte básico de vida……………………………...
1. INTRODUÇÃO 
 
As aulas práticas de propedêutica e processo de cuidar na saúde da criança e do 
adolescente foram ministradas entre os dias 21/10/2023 e 28/10/2023 pela professora 
Josiane Piccolo, fomos rigorosamente orientados quanto ao uso de EPIs, seguimos 
também as regras mencionadas para utilização dos materiais e o cuidado com os 
bonecos. Com base nos roteiros foi enfatizado à importância da Assistência de 
enfermagem, SAE na consulta de rotina da criança e adolescente, como também a 
importância da SAE na hospitalização dos mesmos. Executamos o conhecimento dos 
tipos de cateter utilizados para oxigenoterapia, e o seu uso por tempo prolongado. 
Como é feito o desmame reduzindo Fo2 através das válvulas, a importância da 
lavagem das mãos antes e após cada procedimento, e assim realizamos a montagem 
de cada material com a orientação da professora. Na aspiração endotraqueal fomos 
orientados que não é indicado soro fisiológico na aspiração, pois ele joga as bactérias 
para dentro onde está colonizado e pode causar uma pneumonia. A traqueostomia de 
metal não é utilizada em crianças, e na criança é feito cinco segundos de aspiração. 
Na administração de medicamentos a importância em conferir as medicações, a 
prescrição médica e a via de administração,os tipos de agulhas e a quantidade que 
pode ser administrada para não correr o risco de lesar o membro. Realizamos com o 
auxilio da professora a inserção das sondas nos bebes, falamos sobre seus 
cuidados,da medição correta e da importância de marcar a data e hora da troca e o 
responsável, que a sonda nasoentérica não é reutilizável e que os bebes não 
conseguem agir como se tivesse deglutindo. A importância da técnica estéril na 
sondagem vesical de demora para não levar nenhum tipo de micro-organismo para o 
paciente. Na punção periférica vimos como fazer a assepsia do local, evitar membros 
paralisados com lesões, entre outros… verificar se há sinais de infiltração ou 
hematoma no local da punção, e na medicação intravenosa a importância de não 
contaminar os materiais(proteger a tampinha da torneirinha),o cuidado com as agulhas 
utilizadas, sendo que tanto na punção periférica, como na medicação intravenosa é 
muito importante a identificação dos materiais, a anotação de enfermagem e o 
dispositivo utilizado. Realizamos o banho do recém nascido com o boneco, como 
posicionar o bebe em caso de engasgo, e as manobras por OVACE, e todo o suporte 
que deve ser dado a criança ou adolescente, seja no âmbito hospitalar, ou até mesmo 
na rua.
2. DISCUSSÃO E RESULTADOS 
 
2.1 AULA 1 ROTEIRO 
1 
Reflexos neurológicos do recém-nascido 
 
 
 
Os reflexos estão presentes ao nascimento e são respostas automáticas e 
estereotipadas a um determinado estimulo externo, e devem ser inibidos nos 
primeiros meses de vida, quando surgem os reflexos posturais, onde mostra a 
integridade do sistema nervoso central. Alguns desses reflexos desaparece depois do 
sexto mês de vida do bebê, quando isso não ocorre ,mostra alguma disfunção 
neurológica, permitindo a avaliação do desenvolvimento neurológico do bebê. 
O familiar que acompanha a criança deve ser orientado sobre todos os procedimentos 
que serão realizados, desta forma passamos segurança e confiança a ele. 
Os principais reflexos primários a serem avaliados são: 
 
 Preensão Plantar: Pressiona o polegar contra a sola do pé da criança, logo abaixo 
dos dedos. Observa-se a flexão dos dedos para o lado estimulado. 
 
 Reflexão de Moro: É desencadeado por queda súbita da cabeça, amparada pela 
mão do examinador. Observa-se a extensão e abdução dos membros superiores 
seguida por choro. Deve desaparecer após o quinto mês de vida. 
 
 Reflexo de Babinski: Deve-se estimular a região plantar do pé ao longo da 
margem lateral, partindo do calcanhar. A resposta deve ser que o RN afaste os dedos, 
sendo que o primeiro pododáctilo (dedão) exibi dorsiflexão, e os outros dedos exibem 
hiperextensão ( abrem para fora). Desaparece após um ano de vida. 
 
 Reflexo de fuga à asfixia: Colocar a criança em decúbito ventral no leito, com a 
face voltada para o colchão. Em alguns segundos o RN deverá virar o rosto liberando 
o nariz para respirar adequadamente. 
 
 Reflexo de Marcha: Colocar o RN em pé e encostar os pezinhos sobre uma 
superfície plana, ele deve fazer um movimento como se estivesse andando, e esse 
movimento deve desaparecer de quatro à seis semanas após o nascimento. 
 
Figura 1: Reflexos neurológicos do recém-nascido 
 
 
 
 
 
Fonte: https://r.semiologia-peditrica-dra-denise-marques-mota-2010-semiologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2 AULA 2 ROTEIRO 2 
Banho do recém-nascido 
À hora do banho do RN requer muitos cuidados, a primeira delas é verificar a 
temperatura da água,pois a pele do RN é um órgão multifuncional, com barreira cutânea, 
proteção mecânica e termorregulação. A técnica de contenção 
utiliza uma toalha onde o bebê é enrolado durante a primeira parte do banho deixando 
somente a cabeça exposta para ser limpa. Os olhinhos devem ser limpos com algodão 
umedecido em água , não utilizando o mesmo algodão em ambos os olhos. Após 
lavar a cabeça, enxugar bem para evitar perda de calor e consequentemente 
hipotermia. Somente depois a contenção é desfeita, e seu corpinho colocado na água 
para o término do banho. A duração do banho e o processo de segurança devem ser 
observados. O banho é um momento de contato e troca de carinho entreo bebê e o 
cuidador, mas também de muito estresse para o bebê. 
 
Figura 2: Higiene dos olhos 
 
 
 
 
Fonte: www.anitapediatra.com.br 
 
 
 
2.3 AULA 3 ROTEIRO 3 
Medidas antropométricas, SSV e exame físico da criança 
 
A partir dos dois anos de idade, as consultas devem ser anuais, mas dependendo da 
necessidade essas consultas podem ser mais frequentes. Nestes encontros, além de 
falar sobre a saúde da criança, também é abordado a amamentação, calendário de 
vacinas, promoção de saúde e prevenção de doenças e agravos. 
As medidas antropométricas são: peso, estatura, perímetro cefálico, perímetro torácico 
e perímetro abdominal,são dados importantes para o acompanhamento do crescimento 
e desenvolvimento da criança. Essas medidas são registradas num gráfico que 
correlaciona essas medidas com a idade da criança, seja ela em meses ou anos, 
apontando se a criança esta adequada ou não para a idade. 
A avaliação dos sinais vitais são: frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão 
arterial. Os valores de referência para o bebê e a criança são diferentes dos valores de 
referência para adultos. É importante estar atento à idade da criança para utilizar os 
valores corretos para a faixa etária. O recém-nascido tem frequência cardíaca entre 70 
e 170 batimentos por minuto e frequência respiratória de até 60 respirações por minuto. 
Para a medição da pressão arterial deve ser feito a medição da circunferência do braço 
da criança a partir dos três anos de idade, exceto em casos de emergência e internação. 
No exame físico da criança, é feito em sequência céfalo podálico. Avaliação 
neurológica, da pele, cabeça e pescoço, olhos, ouvidos,nariz, boca, tórax, pulmões, 
coração, abdome, genitais, região anal, membros superiores e inferiores. O bebê pode 
apresentar pequenas deformidades no crânio que são comuns devido parto e 
desaparecem naturalmente. As fontanelas posterior (lambdoide), e anterior (bregmática) 
devem estar planas em seu estado normal, mas se abauladas ou deprimidas, indicam 
anormalidades, como hidrocefalia ou desidratação. 
Os pais ou cuidador devem ser orientados quanto ao cuidado com coto umbilical, após 
a queda do coto, o profissional deve avaliar a possível presença de vermelhidão, edema 
ou secreção. 
 
 
 
 
Figura 3:Antropometria 
 
Fonte: www.slideserve.com
2.4 AULA 4 ROTEIRO 4 
 
 Medicação em pediatria 
 
Trata-se da aplicação de fármacos no organismo através de uma das várias vias 
possíveis de acordo com a proposta terapêutica. O objetivo é um resultado diferente 
do apresentado no início. 
Os materiais necessários são: luvas de procedimento, bandeja, copo graduado, seringa, 
agulhas, swab ou algodão umedecido com álcool a 70%. Importante a lavagem das 
mãos antes e após o preparo da medicação. O profissional que administrará o 
medicamento deve conhecê-lo o suficiente para oferecer informações precisas aos pais 
ou cuidador. Na administração de medicamentos por via oral é importante verificar se o 
paciente tem alergias, solicitar ajuda dos pais ou cuidador para conter a criança quando 
necessário, pois, muitas vezes os procedimentos são dolorosos e é importante que a 
criança também seja preparada. Checar a prescrição e realizar a anotação de 
enfermagem. A administração de medicamentos por via subcutânea requer atenção 
para a escolha da agulha adequada e a seringa a ser utilizada. Na administração por 
via intramuscular devemos ter o cuidado para o uso correto da agulha de acordo com a 
massa muscular e a idade da criança ou adolescente. Verificar a integridade dos 
invólucros de seringas, agulhas e equipos, ler e conferir o rótulo do medicamento, 
nunca reencapar a seringa com agulha utilizada, e desprezar em local apropriado. 
Figura 4: Os treze certos para administração de medicamentos 
 
 
Fonte: Google 
 
 
 
2.5 AULA 5 ROTEIRO 5 
 
Punção venosa periférica em pediatria 
 
A punção venosa em bebês e crianças, é um processo em que vários fatores são 
levados em conta, como as condições emocionais do cuidador e da criança, além das 
condições técnicas da infusão, da rede venosa da criança e suas condições de saúde. 
Tambem podemos utilizar a técnica de distração com as crianças, seja com um 
brinquedo demonstrando como será feito nela, ou outra coisa que a criança goste e 
ajude a acalmar. 
Nos bebês pode ser utilizado a técnica da amamentação, e levando sempre em 
consideração o tempo que vai permanecer o acesso no paciente, para poder manter 
maior segurança e durabilidade do acesso. Deve ser realizada avaliação do local da 
punção no mínimo a cada quatro horas, investigando se existe sinais de infecção. 
 
Figura 5: Punção venosa 
 
 
Fonte: Google 
 
 
 
 
2.6 AULA 6 ROTEIRO 6 
 
Inserção de sonda nasoentérica em pediatria 
 
A sonda tem por objetivo fornecer alimentos de forma liquida com todos os nutrientes 
necessários para o paciente que está com dificuldade, ou não consegue se alimentar 
por via oral, por ela também é feito a administração de medicamentos. Injetar de 2 a10ml 
de ar ( avaliar a idade da criança, bebê até 5ml de ar) pela sonda e auscultar com 
estetoscópio simultaneamente. Algumas instituições realizam teste de pH por meio de 
fita para saber se a sonda esta no local adequado, solicitar RX para confirmação da 
posição, e só após a confirmação médica será retirado o fio guia da sonda. Essa sonda 
não é reutilizável. 
Os materiais devem ser separados e levados até o paciente, explicar o procedimento 
ao familiar. Medir a sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha, e dele até o apêndice 
xifoide, marcando com caneta permanente ou fita. Registrar na sonda o dia e horário 
que foi inserida, checar a prescrição medica e fazer a anotação de enfermagem, medir 
e anotar quanto da sonda ficou externo, para verificar se está saindo de lugar. 
 
Figura 6: Sonda Nasoenteral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.istockphoto.com 
 
 
 
2.7 AULA 7 ROTEIRO 7 
 
Inserção de sonda nasogástrica em pediatria 
 
Durante a prática da aula realizamos o procedimento com o auxilio da professora nos 
bebês bonecos. O objetivo é realizar a descompressão gástrica removendo gás e 
liquidos, obter conteúdo gástrico para analise ou realizar lavagem do estômago para 
remoção de substâncias tóxicas ou irritantes. Orientar os pais ou responsáveis sobre o 
procedimento e realizar a medição da sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha, 
descer até o apêndice xifoide, marcar com caneta permanente e depois da inserção 
medir com fita métrica quanto da sonda ficou exteriorizado, colocar data e hora da troca. 
Observar durante o procedimento: dispneia, cianose, tosse que são indicadores que a 
sonda está na traquéia; nesse caso deve-se retirar a sonda e realizar novamente o 
procedimento. Fixar a sonda com adesivo próprio ou micropore, checar a prescrição 
médica e realizar a anotação de enfermagem com o tamanho da sonda utilizado, e 
quanto ficou exteriorizado, evitando tracionar a sonda durante a fixação, evitando 
trauma, dor e desconforto ao bebê ou criança. A sonda nasogástrica deve chegar até o 
estômago, e sua posição pode ser confirmada pela aspiração de conteúdo gástrico ao 
final da inserção. 
Figura 7: Sonda Nasogástrica 
Fonte : www.ceen.com.br
2.8 AULA 8 ROTEIRO 8 
 
Bolsa de coleta de urina na pediatria 
 
A bolsa coletora de urina pediátrica tem como objetivo a coleta de urina para realização 
de exame, os pais ou responsáveis devem ser informados sobre o procedimento, e a 
importância em realizar a higiene dos genitais da criança antes do procedimento. Nos 
meninos o saco escrotal pode ir dentro do saquinho coletor com o pênis. E a troca desse 
coletor deve ser feita em sessenta minutos, dependendo do protocolo da instituição. 
 
Figura 8: Bolsa coletora de urina pediatrica 
Fonte: Google 
 
 
 
 
2.9 AULA 9 ROTEIRO 9 
 
Sondagem vesical na pediatria 
 
O objetivo desse procedimentoé realizar a drenagem contínua de urina,coletar urina 
para exames laboratoriais, e verificar o débito urinário da criança. É realizado 
através de técnica estéril com todos os cuidados evitando a contaminação e como 
consequência algum tipo de infecção a criança. Os pais ou cuidador deve ser 
orientado, separar todo o material, equipamentos de proteção individual e biombo para 
não expor o paciente. Em algumas instituições não é mais utilizado o teste com o 
balão, pois o mesmo pode sofrer deformidade, causando trauma na uretra do 
paciente. Realizar a higiene antes da sondagem com clorexidina aquosa, bonecas de 
gaze e pinça , evitando cruzar o material sujo por cima do campo limpo. A troca da 
sonda é de acordo com fabricante, podendo ficar até mais de trinta dias se não tiver 
nenhuma intercorrência nesse período. Nos meninos fixar a sonda na região 
suprapúbica, diminuindo o ângulo peniano-escrotal, nas meninas f ixar a sonda 
na face ântero- lateral da coxa. Fixar a bolsa no le i to e abaixo do nível 
da bexiga. Fixar a bolsa no leito e abaixo do nível da bexiga. Registrar na bolsa 
coletora o dia e horário da troca. Checar prescrição médica e fazer a anotação de 
enfermagem. 
A sonda vesícal de alivio é colocada e retirada após o esvaziamento da bexiga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9: Sonda vesícal de alivio e demora 
 
Fonte: Google 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.10 AULA 10 ROTEIRO 10 
Oxigenoterapia por cateter nasal 
 
A oxigenoterapia consiste em administrar oxigênio (O2) acima da concentração 
normal do ambiente(21%) com o objetivo de manter a oxigenação tecidual 
adequada,com saturação de O2 acima de 90%. Sua indicação é feita para 
pacientes com obstrução das vias aéreas,traumatismo torácico, patologias 
pulmonares, anemias, disturbios cardíacos e vasculares, disturbios do sistema 
nervoso, hipoxemia comprovada. O uso de oxigênio por períodos prolongados, 
seja por cateter ou por máscara facial, deve ser feito sempre com prescrição 
médica. O excesso de oxigênio pode lesionar algumas células ,e nos bebês 
pode causar cegueira por causa da sua toxidade. 
 A oxigenoterapia por cateter nasal tipo óculos,tem como objetivo melhorar a 
ventilação pulmonar e a perfusão tecidual e corrigir acidose respiratória, é 
utilizada para administrar oxigênio de baixo fluxo, pois o oxigênio fornecido é 
sempre diluído em ar, resultando uma fração inspirada (FIO2) baixa e variável. 
A oxigenoterapia por inalação utiliza vapores como via medicamentosa, é 
indicada no tratamento de problemas respiratórios agudos e crônicos de 
diversas origens, fluidifica secreções da membrana mucosa do trato 
respiratório facilitando sua expulsão. Devemos higienizar as mãos antes e após 
o procedimento,reunir todos os materiais em uma bandeja, inalador, ampola de 
soro fisiológico, medicamento prescrito e fluxômetro. Explicar para os pais ou 
cuidador a importância de manter a mascara no local correto para que não aja 
perca de medicação, pois sabemos que bebês e criança não gostam, e ficam 
muito irritados. 
A oxigenoterapia por máscara de nebulização venturi tem fluxos maiores que 
60L/min ( variados ), FiO2 de 25-50%, a vantagem é que ela é estável e precisa, 
e a desvantagem é que a FiO2 varia conforme a pressão retrógrada e ela é 
barulhenta. Sua função é fornecer aporte de oxigênio, corrigir acidose 
metabólica e fluidificar secreções. Seu uso é feito somente com prescrição 
médica, e deve-se observar sempre a perfusão periférica da criança, 
frequências respiratórias e cardíaca, alterações de pressão sanguínea e 
alterações no nível de conciência e padrão respiratório. O paciente deve estar 
em posição de fowler, a fração inspirada vai reduzindo através das válvulas, 
até que seja feito o desmame. É importante que todo o material seja separado 
em uma bandeja ,e,seja feita a lavagem das mãos antes e após o 
procedimento. Vamos utilizar nebulizador ou umidificador venturi, traqueia ou 
extensão, adaptador venturi conforme a prescrição médica, máscara, 
fluxômetro, água destilada, cadarço ou elástico para fixar a máscara. Os pais 
ou cuidador devem ser orientados sobre o procedimento, e deve ser verificado 
a pressão arterial, o pulso e a frequência respiratória após alguns minutos, 
checar a prescrição medica e realizar a anotação de enfermagem. 
 
Figura 10: Máscara de nebulização Venturi 
 
Fonte: Google 
 
 
 
 
 
2.11 AULA 11 ROTEIRO 11 
 
Aspiração das vias aéreas superiores 
 
Os objetivos da aspiração endotraqueal é manter as vias aéreas pérvias, removendo 
secreções retidas ou outros fluídos por meio da aspiração mecânica, preparar o paciente 
para extubação ou coletar secreção para exame laboratorial. Esse procedimento utiliza 
aspirador portátil ou sistema de aspiração, EPI ( máscara, óculos de proteção, avental 
e luvas de procedimento estéril ), sonda de aspiração, recipiente com água potável. Não 
é indicado administrar soro fisiológico para aspiração, pois ele joga as bactérias para 
dentro, onde pode estar colonizado causando uma pneumonia. Na criança 5 segundos 
de aspiração ( contando em milhão para dar corretamente os segundos, um milhão, dois 
milhões, etc…).Na literatura fala para ofertar oxigênio após cada aspiração. Na criança 
a traqueostomia de metal não é utilizada, sempre realizar a aspiração em 
movimentos circulares, aspirar vias aéreas superiores se necessário, primeiro nariz e 
depois boca. Lembrando que esse procedimento é estéril, e devemos ter muito cuidado 
para não contaminar a sonda. Limpar o sistema aspirando água potável após o 
procedimento, deixar o sistema montado e proteger a extremidade. O cateter não deve 
ter um calibre maior que a metade do diâmetro interno do tubo, monitore o paciente e 
avalie o resultado. 
 
Figura 11: Sonda endotraqueal 
 
Fonte: Google 
 
 
 
 
 
 
2.12 AUL
A 12 ROTEIRO 12 
Suporte básico de vida em pediatria para profissionais de saúde 
 
 
Em pediatria devemos iniciar o procedimento de reanimação quando a criança estiver 
com a frequência cardíaca menor que 60 batimentos por minuto, pois a frequência 
cardíaca do bebê até três meses de vida é de 70 à 170 batimentos por minuto. Nos 
bebês o posicionamento das mãos deve ser abaixo da linha mamilar com as mãos 
abraçando o bebê e os polegares fazendo a massagem. Nas crianças na metade inferior 
do externo com uma ou duas mãos massageando. A frequência é de 100-120 
compressões por minuto, com a profundidade de 4cm em bebês e 5cm em crianças. 
O Suporte Básico de Vida (SBV) é um protocolo de atendimento no qual se estabelecem 
o reconhecimento e a realização das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) 
com objetivo de manter a vítima de parada cardiorespiratória (PCR) viva até a chegada 
de uma unidade de transporte especializada. 
 
Figura: Materiais utilizados 
 
Fonte: Google
2.13 AULA 13 ROTEIRO 13 
 
OVACE- Obstrução de vias aéreas por corpo estranho 
A obstrução por corpo estranho é muito frequente em crianças, peças pequenas de 
brinquedos, grão de feijão, etc…, essa obstrução acontece mais em crianças do que em 
adultos por causa da anatomia. Na prática, uma pessoa pode ter um corpo estranho, 
sólido ou líquido, nas vias aéreas superiores ou inferiores, o que produz engasgo e 
asfixia. 
Em caso de uma obstrução em bebê, coloque-o com a barriga para frente, sempre 
mantendo a cabeça inclinada para baixo; na região central do tórax do bebê, entre os 
mamilos, faça cinco compressões utilizando os dedos indicador e médio. Esse 
procedimento deve ser repetido até a saída do objeto ou líquido que estava obstruindo 
a passagem do ar. 
 Figura : Manobra de Heimlich 
 
 
 
Fonte: httphttps://r.search.yahoo.com/educacaoprenatal.blogspot.primeiros-
socorros-em-bebes 
 
Referências: 
Roteiro de aulas práticas da UNIP 
Nota técnica GVIMS/GGTES/ANVISA N04/2022 
https://www.portaleducacao.com.br%2fcurso-online-maternidade-e-saude-cuidados-com-o-recem-nascido 
www.livrosacadêmicos/medicina.com

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