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Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 1 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas ÍNDICE 0. Resumo...............................................................................................................3 1. Introdução............................................................................................................4 2. Justificação da problemática................................................................................5 2.1. Pertinência do estudo...............................................................................5 3. Estado da Arte......................................................................................................6 4. Objetivos da investigação.....................................................................................7 5. Metodologia..........................................................................................................8 5.1. Tipo/Desenho de Estudo........................................................................8 5.2. Seleção da Amostra e procedimentos de amostragem.........................8 5.3. Instrumentos de colheita de dados.........................................................8 5.4. Análise de dados....................................................................................9 5.5. Questões éticas.....................................................................................9 6. Referências bibliográficas...................................................................................10 7. Anexos ............................................................................................................... 7.1. Anexo 1 – Questionário .........................................................................9 7.2. Anexo 2 – Consentimento Informado ....................................................9 2 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 0. RESUMO As doenças infecciosas são uma das principais causas de hospitalização e mortalidade infantil. Deste modo, é necessário entender o modo como as mesmas se transmitem, especialmente em creches, uma vez que este é o local onde a grande maioria das crianças passa o seu tempo. Neste âmbito foi realizado este estudo de forma a avaliar a taxa de transmissão destas doenças em crianças dos 0 aos 3 anos que frequentam ou não creches, analisar os fatores de risco e identificar as doenças mais comuns nesta faixa etária. Para que este estudo possa ser realizado será necessário aplicar questionários aos pais e aos docentes, para averiguar, principalmente, se a transmissão de doenças infecciosas prevalece em crianças que se encontram na creche ou em domicílio. Futuramente, será necessário realizar novos estudos para compreender que medidas devem ser adotadas tanto pelos pais e crianças como pelos docentes para evitar esta transmissão. MeSH/DeCS: Doenças infecciosas; infecções virais; creches; infeccções bacterianas; crianças 3 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 1. INTRODUÇÃO As doenças infecciosas são causadas por microrganismos invasores, como vírus, bactérias, fungos ou parasitas, que penetram no nosso organismo e que se multiplicam. Esta invasão desencadeia uma resposta do sistema imunológico, resultando em sintomas como febre, dor, inflamação e outros sinais. As infecções espalham-se de diversas formas, sendo as mais conhecidas o contacto direto ou indireto, gotículas respiratórias, vetores (insetos como os mosquitos) ou alimentos e água contaminados. Os grupos de risco para doenças infecciosas são conhecidos por grupos vulneráveis e são indivíduos tais como idosos, grávidas, pessoas com doenças crónicas e crianças de pouca idade (na primeira infância, dos 0 aos 3 anos), que por sua vez serão o centro do nosso estudo. A primeira infância é um período crucial para as diversas fases de desenvolvimento. No entanto, esta fase é marcada por uma suscetibilidade considerada a doenças infecciosas, que podem comprometer esse mesmo desenvolvimento. A crescente inserção das crianças em creches desde meados do século XX trouxe consigo uma preocupação relevante na área da saúde pública - o aumento da incidência de doenças infecciosas nesses ambientes. A susceptibilidade das crianças pequenas a infecções, aliada à convivência em grupos numerosos, torna as creches em ambientes propícios à disseminação de microrganismos patogénicos. De acordo com Churchill, R. B., & Pickering, L. K. (1997), os fatores que contribuem para o aumento da incidência de certas infecções incluem comportamentos de higiene específicos da idade, imaturidade imunológica de crianças pequenas e exposição a patógenos com alta infectividade. A transmissão de infecções em creches pode ocorrer por meio de diversas vias, incluindo o contato direto com secreções respiratórias e fezes, o contato indireto com superfícies contaminadas e a ingestão de alimentos ou água contaminados. Deste modo, a compreensão dos mecanismos de transmissão é essencial para a implementação de medidas eficazes de controlo de infeções nestes locais. 4 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 2. IDENTIFICAÇÃO DA PROBLEMÁTICA Quais os principais fatores que contribuem para a transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas e o que podemos fazer para minimizar o risco de transmissão? 2.1. JUSTIFICAÇÃO DA PERTINÊNCIA DO ESTUDO O estudo de doenças infecciosas em crianças dos 0 aos 3 anos de idade é bastante pertinente, uma vez que o mesmo tem grande urgência e importância, para que estas possam ser, minimamente, controladas. Este estudo tem uma grande relevância devido à vulnerabilidade imunológica das crianças nesta faixa etária, uma vez que durante os primeiros anos de vida, o sistema imunológico encontra-se no início do seu desenvolvimento, o que as torna mais suscetíveis a infecções. Além disso, doenças infecciosas são uma das principais causas de hospitalização e mortalidade infantil nos dias atuais, sobretudo em países em desenvolvimento, o que evidencia a extrema importância de resultados e a uma, consequente, implementação de políticas de saúde pública atualizadas. Outro aspeto fundamental para a relevância deste estudo é o impacto das infecções no desenvolvimento físico, pois estas podem causar febres altas e falta de apetite, o que pode desencadear um período de desnutrição e, em casos mais extremos, a problemas neurológicos duradouros. Este estudo tem como impacto nesta situação a identificação antecipada destes fatores de risco, contribuindo para a reformulação de programas educativos direcionados para os pais e para os cuidadores em ambientes de creches e pré-escolas, promovendo as práticas preventivas como a introdução da vacinação, hábitos de higiene adequados e uma alimentação rica e variada. Por outro lado, é necessário que seja analisada a resistência antimicrobiana, de modo a analisar o padrão de uso de antibióticos em crianças nesta faixa etária de forma a que seja mais fácil o tratamento destas infecções. Isto tem também uma grande importância para o planeamento dos serviços de saúde, permitindo uma implementação mais eficiente de todos os recursos disponíveis, assim como a formação dos profissionais de saúde e do fornecimento de medicamentos próprios e eficientes. Concluindo, este estudo têm uma enorme pertinência, uma vez que não existem estudos recentes (nos últimos 5 anos) sobre este tópico e que incluam no seu contexto a creche ou a higiene das mesmas, o que é preocupante, pois este trata-se de um assunto de importância não só para a saúde infantil como para a saúde pública. 5 Escola Superior de Enfermagem S.João deDeus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 3. ESTADO DA ARTE Na literatura existem poucos estudos que de facto avaliam a transmissão de doenças infecciosas, em particular nesta faixa etária. De acordo com os resultados de um estudo realizado por Fauziah, N., Aviani, J.K., Agrianfanny, Y.N., & Fatimah, S. N. (2022), as infecções parasitárias podem ocorrer muito cedo na vida e causar um atraso significativo no crescimento, como por exemplo atrofia, magreza extrema associada a uma grande redução da gordura corporal e massa muscular. Este estudo clarificou os investigadores sobre a gravidade destas infecções nos primeiros anos de vida, comprovando que estas podem iniciar-se precocemente e causar danos sérios no desenvolvimento físico das crianças, o que acaba por evidenciar a necessidade urgente de atenção para este problema na saúde pública. Com base neste estudo, é importante compreender a prevalência e os efeitos das infecções nestes grupos vulneráveis, tendo como fim a implementação eficaz das intervenções terapêuticas e o controlo e criação de prevenções específicas, ou seja, uma maior vigilância e controlo tanto das crianças como os ambientes onde se inserem, as suas rotinas e os hábitos adequados que devem ser regulados tanto pelas creches e pré-escolas como pelos progenitores. 6 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 4. OBJETIVOS DA INVESTIGAÇÃO Este estudo possui diversos objetivos, sendo os principais aqueles que se encontram listados de seguida: - Avaliar a taxa da transmissão de doenças infecciosas em crianças dos 0 aos 3 anos que frequentam ou não creches e pré-escolas. Com este estudo é pretendido a perceção da taxa de incidência de doenças infecciosas em creches e pré-escolas em comparação com esta mesma transmissão em ambiente domiciliar. - Analisar os fatores de risco Os fatores de risco são fundamentais no tocante a doenças infecciosas especialmente nestes locais, uma vez que pretendem investigar as condições e hábitos que favorecem a propagação destas mesmas doenças, como por exemplo o número de crianças por turma, a higienização, os padrões alimentares, a ventilação entre outros. - Identificar as doenças mais comuns Este estudo permite ainda a observação de quais as doenças mais comuns em creches e pré-escolas e de como as instituições lidam com as mesmas. - Avaliar as estratégias utilizadas pelos funcionários e educadores de pré-escolas e creches em caso de disseminação de doenças infecciosas 7 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 5. METODOLOGIA 5.1. PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO A pergunta de investigação deste estudo é “Há evidências de que as crianças que frequentam creches e pré-escolas estão mais suscetíveis a doenças infecciosas do que crianças que se encontram em ambiente domiciliar?” 5.2. TIPO/DESENHO DO ESTUDO O tipo de estudo utilizado neste caso em particular é um estudo caso-controle e pode ser considerado quantitativo. O estudo deverá ser caso-controle, uma vez que este aplica-se a pesquisas relacionadas entre outros à saúde, como por exemplo doenças. Para além disso, o estudo caso-controle aplica-se, pois o estudo terá dois grupos – um grupo que apresenta a condição ou doença que está a ser estudada (caso) e um grupo que não apresenta a condição ou doença, mas que apresenta características semelhantes (controle). Aplicando à transmissão de doenças infecciosas em si, o grupo caso serão as crianças que se encontram nas creches e que possuem doenças infecciosas e o grupo controle serão crianças que se encontram em domicílio. Contudo todas as crianças apresentam a mesma faixa etária (0-3 anos) e o mesmo local de residência (Évora). 5.3. SELEÇÃO DA AMOSTRA E PROCEDIMENTOS DE AMOSTRAGEM O procedimento de amostragem utilizado neste estudo foi uma amostragem não probabilística por conveniência. Já a amostra selecionada através deste procedimento foram crianças dos 0 aos 3 anos que frequentam ou não frequentam creches e pré-escolas e que residem em Évora. 5.6. INSTRUMENTOS DE COLHEITA DE DADOS Os instrumentos de colheita de dados utilizados neste estudo irão ser questionários dirigidos aos pais e aos docentes de creches e pré-escolas. Estes foram elaborados com base na recolha de informações sobre as condições de saúde das crianças que frequentam estes locais. As questões que se encontram neste documento visam entender as condições de saúde das crianças, a frequência de doenças infecciosas e quais as mais comuns, os hábitos de higiene praticados em casa e nestas instituições, os fatores ambientais que contribuem para a transmissão de infecções e as práticas de cuidados preventivos. 8 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas Anexo 1 - Questionário Google Forms 5.7. ANÁLISE DE DADOS Com os questionários realizados, irá então proceder-se a uma análise da informação recolhida, de modo a ser possível efetuar um gráfico que permita observar se existe uma maior transmissão de doenças infecciosas no domicílio ou em creches e pré-escolas. 5.8. QUESTÕES ÉTICAS Relativamente às questões éticas devemos considerar o consentimento informado, a confidencialidade e a aprovação da Comissão de Ética da Universidade de Évora.. Levando em consideração os aspetos acima referidos, é importante ser realizado um consentimento informado para que os inquiridos saibam os riscos que correm ao participarem deste projeto, saibam a finalidade do mesmo e de que os seus dados serão tratados de forma confidencial. A confidencialidade diz respeito a que os dados dos inquiridos permanecerão anónimos, exceto quando estes autorizam o uso dos mesmos de forma identificável. Além disso, é necessário realizar um pedido de aprovação à Comissão de Ética da Universidade de Évora, de modo a proteger os direitos e bem estar dos participantes e garantir que seja feita uma pesquisa conduzida de forma ética e responsável. Anexo 2 - Consentimento informado - Investigação 9 Escola Superior de Enfermagem S.João de Deus – Universidade de Évora https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd1sEh1TLfmFmBnGDEGBP1rW75IWU2b_zYM6Pxew-vaPupaFw/viewform?usp=header https://uevora-my.sharepoint.com/personal/l62502_alunos_uevora_pt/Documents/Consentimento%20informado%20-%20Investiga%C3%A7%C3%A3o.docx Transmissão de doenças infecciosas em creches e pré-escolas 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Organização Mundial da Saúde (OMS). (2021). Child health and development: Infectious diseases in children under 5 years. Recuperado de https://www.who.int/ UNICEF. (2020). Levels and trends in child mortality report 2020. Recuperado de https://www.unicef.org/ O’Brien, K. L., & Nohynek, H. (2019). The burden of vaccine-preventable diseases in children. The Lancet, 393(10172), 1616-1627. https://doi.org/10.1016/S0140-6736%2819%2930350-3 Kliegman, R. M., St. Geme, J. W., Blum, N. J., Shah, S. S., Tasker, R. C., & Wilson, K. M. (2020). Nelson textbook of pediatrics (21a ed.). Philadelphia: Elsevier. Fauziah, N., Aviani, J. K., Agrianfanny, Y. N., & Fatimah, S. N. (2022). Intestinal Parasitic Infection and Nutritional Status in Children under Five Years Old: A Systematic Review. Tropical medicine and infectious disease, 7(11), 371. https://doi.org/10.3390/tropicalmed7110371 Ban, H. Q., Li, T., Shen, J., Li, J., Peng, P. Z., Ye, H. P., & Zhang, L. B. (2015). Effects of Multiple Cleaning and Disinfection Interventions on Infectious Diseases in Children: A Group Randomized Trial in China. 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