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Relatório de Práticas - 03 Saneamento Ambiental Projeto Estação de Tratamento de Efluentes Sanitários

Relatório de práticas sobre projeto de Estação de Tratamento de Efluentes Sanitários. Inclui identificação do aluno, introdução à importância do ETE (saúde, meio ambiente, economia), objetivos (normas, tipos e parâmetros) e procedimento com descrição do sistema coletor: ramal predial, coletor‑tronco, interceptor, emissário, poços de visita e estação elevatória.

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CENTROUNIVERSITÁRIO DE CARATINGA - UNEC 
ENGENHARIA CIVL 
 
 
 
 
 
VAGNER GAVIOLI DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRÁTICAS LABORATORIAS 
SANEAMENTO AMBIENTAL: PROJETO - ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE 
EFLUENTES SANITÁRIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTAGEM 
FEVEREIRO/2025 
 
2 
 
RELATÓRIO DE PRÁTICAS 
ENGENHARIA CIVIL 
 
1. IDENTIFICAÇÃO DO RELATÓRIO 
 
Título da Prática: Saneamento Ambiental: Projeto - Estação de Tratamento de Efluentes 
Sanitários 
Nome do Aluno: Vagner Gavioli da Silva 
Data: 28/02/2025 
 
 
 
 
2. INTRODUÇÃO 
 
Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) é fundamental para a saúde pública e o meio 
ambiente. Aqui estão algumas das principais importâncias de uma ETE: 
 
Saúde Pública 
1. Prevenção de doenças: O esgoto não tratado pode conter patógenos que causam doenças 
como cólera, disenteria e hepatite. 
2. Redução de riscos de epidemias: O tratamento de esgoto ajuda a prevenir a propagação de 
doenças infecciosas. 
 
Meio Ambiente 
1. Proteção dos recursos hídricos: O esgoto não tratado pode contaminar rios, lagos e oceanos, 
afetando a vida aquática e a qualidade da água. 
2. Conservação da biodiversidade: O tratamento de esgoto ajuda a preservar a biodiversidade 
aquática e terrestre. 
 
Economia e Sociedade 
1. Desenvolvimento econômico: A presença de uma ETE pode atrair investimentos e estimular 
o crescimento econômico local. 
2. Melhoria da qualidade de vida: O tratamento de esgoto contribui para uma melhor qualidade 
de vida, reduzindo os odores e a poluição. 
 
3 
 
3. Criação de empregos: A operação e manutenção de uma ETE geram empregos e 
oportunidades de trabalho. 
 
Outros Benefícios 
1. Reutilização da água tratada: A água tratada pode ser reutilizada para fins não potáveis, como 
irrigação e lavagem de ruas. 
2. Redução de odores e poluição: O tratamento de esgoto reduz os odores e a poluição, 
melhorando a qualidade do ar e da água. 
3. Cumprimento de normas e regulamentações: A presença de uma ETE ajuda a cumprir as 
normas e regulamentações ambientais e de saúde pública. 
 
Em suma, o tratamento de esgoto é importante para devolver ao solo uma água mais limpa, que 
pode ser utilizada de maneira mais segura no ciclo da natureza. Assim, evita-se a contaminação 
de lençóis freáticos e a retirada de fertilidade do solo por conta de materiais poluentes. 
 
Além disso, a destinação incorreta do esgoto pode acarretar problemas sérios para a população, 
causando falta de abastecimento e até doenças mais graves, como contaminações por bactérias. 
Nesse sentido, investir em um tratamento seguro do esgoto é fundamental. 
 
 
 
4 
 
3. OBJETIVO 
 
Uma estação de tratamento de efluentes (ETE) é de suma importância na garantia do 
saneamento básico. 
O objetivo é conhecer uma ETE e as normas técnicas que estão relacionadas a ela. 
Aprender sobre os tipos de tratamento de efluentes. 
Conhecer os principais parâmetros de dimensionamento de uma ETE. 
Entender as normas técnicas relacionadas ao sistema de tratamento de efluentes. 
 
 
 
 
 
5 
 
4. PROCEDIMENTO 
 
O sistema público convencional é constituído por ramal predial, coletor-tronco, interceptor, 
emissário, poços de visita, estação elevatória e estação de tratamento de esgoto (ETE). 
 
O percurso do esgoto sanitário inicia no ramal predial, que é o ramal que transporta o esgoto 
de cada uma das edificações até a rede pública de coleta. Então, o coletor de esgoto recebe os 
esgotos das edificações, transportando-os ao coletor-tronco, que é a tubulação da rede coletora 
(BRASIL, 2004). 
 
Se comparados ao coletor-tronco, os interceptores têm diâmetros maiores em virtude de uma 
maior vazão, já que transportam os esgotos gerados na sub-bacia, evitando que sejam lançados 
nos corpos (BRASIL, 2004). 
 
Os emissários são tubulações semelhantes aos interceptores, mas que não recebem contribuição 
ao longo do percurso, uma vez que são responsáveis pelo deslocamento dos esgotos tratados 
até o curso d'água (BRASIL, 2004). 
 
Os poços de visita (PV), popularmente chamados de “bueiro”, são os elementos que dão acesso 
às redes de esgoto, permitindo, assim, sua inspeção e limpeza da rede. Devem estar localizados 
no início da rede, nas mudanças de direção, nas mudanças de declividade, nas junções, nos 
locais com alteração de diâmetro ou de material da tubulação, bem como em trechos longos. A 
distância máxima entre os PVs será limitada pelo alcance dos equipamentos de desobstrução 
(BRASIL, 2004). 
 
A estação elevatória pode ou não ser necessária, dependendo da necessidade de bombear os 
esgotos para um nível mais elevado, principalmente se as profundidades das tubulações são 
elevadas, em função de baixa declividade do terreno ou, ainda, devido à necessidade de transpor 
uma elevação. A partir desse ponto, os esgotos podem voltar a fluir por gravidade. 
 
Já a ETE só é necessária nos casos em que não há rede pública de esgoto sanitário na região 
em questão, a fim de que seja dada uma destinação correta ao esgoto para que não polua os 
cursos d'água e o solo. O tratamento busca a remoção dos poluentes dos esgotos. A ETE é 
 
6 
 
composta dos seguintes componentes, que variam de acordo com a necessidade e o tipo de 
instalação: 
• Sistema de gradeamento. 
• Caixa de areia ou desarenador. 
• Sedimentador primário. 
• Estabilização aeróbia. 
• Filtro biológico ou de percolação. 
• Lodos ativados. 
• Sedimentador secundário. 
• Digestor de lodo. 
• Secagem de lodo. 
• Desinfecção final do efluente. 
 
Após a etapa de tratamento, os esgotos podem ser lançados nos cursos d'água ou no solo. No 
entanto, cabe salientar que mesmo o tratamento de esgoto não tem como objetivo a utilização 
da água para consumo final, pois outros poluentes ainda permanecem após esse processo, como 
organismos patogênicos e metais pesados. 
 
DIMENSIONAMENTO DE SISTEMA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES 
 
As ETEs destinam-se a remover os poluentes presentes nesse tipo de água residuária. 
Figura 1. ETE. 
 
Fonte: ECO Ambieltale – Soluções Ambientais 
 
7 
 
 O tratamento dos esgotos é uma combinação de três processos: físicos, químicos e 
biológicos. Nos processos físicos, as impurezas são removidas por peneiramento, 
sedimentação, filtração, rotação, absorção ou adsorção, ou ambas, e centrifugação. 
Nos processos químicos, as impurezas são removidas por meio de coagulação, absorção, 
oxirredução, desinfecção e troca iônica. Já nos processos biológicos, os poluentes são 
removidos por mecanismos como tratamento aeróbio, anaeróbio e processo de fotossíntese, 
como ocorre nas lagoas. 
 
O tratamento dos esgotos é dividido em etapas: tratamento preliminar, tratamento primário, 
tratamento secundário e tratamento terciário (TOMAZ, 2010). 
O tratamento preliminar é responsável pela remoção de sólidos grosseiros e consiste nas 
seguintes etapas: gradeamento, remoção de areia, caixa de retenção de óleo e gordura e 
peneiras. 
 
Já o tratamento primário inclui remoção de sólidos em suspensão. Além disso, ocorre por 
decantação primária ou simples, precipitação química com baixa eficiência, sedimentação, 
flotação por ar dissolvido e coagulação (TOMAZ, 2010). 
O tratamento secundário é biológico e os poluentes são biodegradáveis. Os processos de 
tratamento secundário, conforme Nunes (1996 apud TOMAZ, 2010), são: processo de lodos 
ativados, lagoas de estabilização, sistemas anaeróbios com alta eficiência, lagoas aeradas, filtros 
biológicos e precipitação química com alta eficiência. 
 
O tratamento terciário consiste na remoção de poluentes específicos como nitrogênio, fósforo, 
cor e odor. Ademais, ocorre por coagulação química e sedimentação, filtros de areia, adsorção 
em carvão ativado, osmose reversa, eletrodiálise, troca iônica, filtros de areia, tratamento com 
ozônio, remoção de organismos patogênicose reator com membranas (TOMAZ, 2010). 
Em todos esses processos, é formada a biomassa (lodo biológico), ou seja, ocorre a 
transformação de compostos dissolvidos em matéria particulada. Além disso, também são 
formados subprodutos que permanecem dissolvidos, sendo emitidos com os efluentes líquidos, 
e subprodutos gasosos, que são dispersados na atmosfera ou coletados na unidade de 
tratamento. 
 
 
8 
 
O lodo (biomassa) gerado na unidade de tratamento biológico deve ser separado da corrente 
líquida por sedimentação ou flotação. O excesso de lodo produzido deve ser acondicionado, por 
meio das operações de espessamento e desaguamento, recebendo o destino adequado. 
 
Figura 2 - Desaguamento. 
 
Fonte: Revista TAE: Especializada em Tratamento de Água & Efluentes 
 
 
Um sistema de tratamento de esgoto é, portanto, um conjunto de tanques interligados por 
canalizações de transporte de líquidos. Cada um desses tanques tem uma função definida, quer 
seja a retirada de alguns poluentes em operações de separação ou a conversão de poluentes em 
compostos mais estáveis e em matéria particulada. 
 
A concepção desse sistema complexo depende do conhecimento dos fundamentos de cada 
operação e processo envolvido. Esse conhecimento é aplicado no projeto de cada unidade, de 
maneira que a função de uma unidade específica seja integrada ao conjunto de unidades que 
forma um sistema de tratamento de esgoto. Essa é uma condição essencial para que uma ETE 
atenda, de maneira econômica e eficiente, ao seu objetivo, isto é, a mitigação da poluição 
decorrente do lançamento de esgoto nos corpos d'água. 
 
Os principais parâmetros e critérios recomendados para o dimensionamento das partes 
constituintes de um projeto de engenharia de um sistema de esgotamento sanitário estão 
 
9 
 
disponíveis nas Normas Brasileiras (NBR) editadas pela Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (ABNT). 
 
O projeto de engenharia para sistema de esgotamento sanitário é constituído, essencialmente, 
de peças gráficas, memoriais, especificações técnicas, orçamento e cronograma físico-
financeiro. 
 
Assim, o projeto de engenharia deverá conter as informações suficientes e necessárias para a 
caracterização da obra, com nível de precisão adequado, assegurando a viabilidade técnica, 
econômica e ambiental. 
 
A concepção e o dimensionamento de um sistema de esgotamento sanitário devem observar, 
em especial, as normas relacionadas a seguir: 
1. NBR 7367:1988: projeto e assentamento de tubulações de PVC rígido para sistemas de 
esgoto sanitário. 
2. NBR 8160:1999: sistemas prediais de esgoto sanitário: projeto e execução. 
3. NBR 9648:1986: estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário: procedimento. 
4. NBR 9649:1986: projeto de redes coletoras de esgoto sanitário: procedimento. 
5. NBR 12207:1992: projeto de interceptores de esgoto sanitário: procedimento. 
6. NBR 12208:1992: projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário: procedimento. 
7. NBR 12209:2011: elaboração de projetos hidráulico-sanitários de estações de 
tratamento de esgotos sanitários. 
8. NBR 12266:1992: projeto e execução de valas para assentamento de tubulação de água, 
esgoto ou drenagem urbana: procedimento. 
9. NBR 12587:1992: cadastro de sistema de esgotamento sanitário: procedimento. 
10. NBR 13969:1997: tanques sépticos: unidades de tratamento complementar e disposição 
final dos efluentes líquidos: projeto, construção e operação. 
11. NBR 14486:2000: sistemas enterrados para condução de esgoto sanitário: projeto de 
redes coletoras com tubos de PVC. 
12. NBR 15710:2009: sistemas de redes de coleta de esgoto sanitário doméstico a vácuo. 
 
 
 
 
10 
 
5. ANÁLISE DOS RESULTADOS 
 
1. Qual a função do reator anaeróbio UASB na estação de tratamento de 
efluentes sanitários? 
O reator anaeróbio UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) é responsável pela 
remoção de matéria orgânica presente nos efluentes sanitários através da ação de 
microrganismos anaeróbios. Nesse processo, ocorre a formação de biogás, que pode ser 
utilizado como fonte de energia. 
 
2. Qual a função da lagoa aerada facultativa na estação de tratamento de 
efluentes sanitários? 
A lagoa aerada facultativa é uma etapa do tratamento secundário de efluentes sanitários, 
onde ocorre a oxidação biológica da matéria orgânica remanescente. Nesse processo, 
microrganismos aeróbios consomem a matéria orgânica, produzindo gás carbônico e 
água. Além disso, a lagoa aerada facultativa também promove a remoção de nutrientes, 
como nitrogênio e fósforo, presentes nos efluentes. 
 
 
3. Você conseguiu compreender o motivo de não se ter realizado a decantação (tratamento 
primário) para o esgotamento sanitário, uma vez que foi utilizado no tratamento da água 
para abastecimento? 
Explique em poucas palavras o motivo para a exclusão dessa etapa de tratamento. 
Sim. O motivo é que o esgoto sanitário contém matéria orgânica e patógenos que 
requerem tratamento biológico, enquanto a decantação (tratamento primário) é mais 
eficaz para remover sólidos suspensos inorgânicos, como areia e argila, presentes na água 
para abastecimento. Portanto, a exclusão da decantação no tratamento de esgoto sanitário 
se deve à necessidade de um tratamento mais avançado para remover os poluentes 
orgânicos e patógenos. 
 
4. Você conseguiu compreender o motivo de se ter utilizado dos valores de 64,95 mg/l como 
concentração de DBO entrada e 31,66 mg/l como DBO total no cálculo da eficiência da 
lagoa aerada? 
Sim. Os valores de 64,95 mg/L como concentração de DBO (Demanda Bioquímica de 
Oxigênio) de entrada e 31,66 mg/L como DBO total foram utilizados no cálculo da 
eficiência da lagoa aerada porque representam a carga orgânica que entra na lagoa e a 
carga orgânica que sai da lagoa, respectivamente. 
 
A DBO é uma medida da quantidade de oxigênio necessária para que os microorganismos 
decomponham a matéria orgânica presente no esgoto. Ao utilizar esses valores, é possível 
calcular a eficiência da lagoa aerada em remover a carga orgânica do esgoto, ou seja, a 
eficiência em reduzir a DBO. 
 
Nesse caso, a eficiência da lagoa aerada pode ser calculada como: 
 
11 
 
 
Eficiência = ((DBO de entrada - DBO total) / DBO de entrada) x 100 
 
= ((64,95 - 31,66) / 64,95) x 100 = 51,1% 
 
Isso significa que a lagoa aerada é capaz de remover aproximadamente 51,1% da carga 
orgânica do esgoto. 
 
 
PRÉ TESTE 
5. O sistema de coleta de esgoto sanitário é composto por alguns dispositivos. Qual é o 
componente responsável pelo transporte do esgoto de cada uma das edificações até a rede 
pública de coleta? 
A. Poço de visita. 
(O poço de visita é o elemento que dá acesso às redes de esgoto, permitindo, assim, sua 
inspeção e limpeza da rede.) 
 
B. Ramal predial. 
(O percurso do esgoto sanitário inicia no ramal predial, que é o ramal que transporta o 
esgoto de cada uma das edificações até a rede pública de coleta.) 
 
C. Emissário. 
(No emissário acontece o recolhimento dos efluentes do local, onde ele é recolhido para 
um local de descarte.) 
 
 
6. Uma estação de tratamento de efluentes (ETE) é composta por alguns componentes de 
engenharia sanitária, que variam de acordo com a necessidade e o tipo de instalação para 
o tratamento do esgoto. Analise as assertivas a seguir: 
I. O gradeamento é a etapa inicial do tratamento dos efluentes, por isso faz parte do 
tratamento primário. 
II. O sedimentador é um constituinte do sistema primário de tratamento de efluente; e o 
reator UASB, do sistema secundário. 
Qual é a alternativa correta? 
A. Apenas a afirmativa II está correta. 
(A alternativa I está incorreta, pois o gradeamento faz parte do tratamento preliminar em 
uma ETE, a fim de remover os sólidos grosseiros. A alternativa II está correta, pois o 
sedimentador faz parte do sistema de tratamento de uma ETE, sendo responsável pela 
remoção de sólidos em suspensão. Oreator UASB faz parte do processo secundário de 
tratamento, sendo responsável pela remoção da matéria orgânica dissolvida e em 
suspensão.) 
 
 
12 
 
B. Apenas a afirmativa I está correta. 
C. As afirmativas I e II estão corretas. 
 
7. Para o dimensionamento da caixa de areia, deve-se considerar alguns critérios 
estabelecidos pela NBR 12209, que objetiva a remoção de 95% da massa das partículas 
com diâmetro ≥ 0,2mm (ABNT, 2011). Sobre o dimensionamento desse dispositivo, qual 
é a alternativa correta? 
A. A área superficial é diretamente proporcional à taxa de escoamento superficial 
(TES). 
(A área superficial da caixa de areia é a razão entre a vazão máxima no final de plano 
do projeto pela TES. Portanto, são inversamente proporcionais.) 
 
B. A área superficial é inversamente proporcional à TES. 
(A área superficial da caixa de areia é a razão entre a vazão máxima no final de plano 
do projeto pela TES. Portanto, são inversamente proporcionais.) 
 
C. Para o dimensionamento, deve-se considerar a vazão inicial média, visto ser o 
maior valor devido ao decaimento populacional. 
(No dimensionamento, deve-se considerar a vazão máxima de plano.) 
 
8. No início da década de 1970, foram desenvolvidos os primeiros reatores UASB. Desde 
então, diversos estudos vêm sendo aplicados para a sua melhoria. Os reatores UASB 
constituem-se na principal tendência de tratamento de esgotos no Brasil para as águas 
residuais domésticas e industriais. Sobre as características dos reatores UASB, assinale a 
alternativa correta. 
A. Nos reatores UASB, a biomassa cresce aderida a um meio de suporte. 
B. São importantes no tratamento terciário dos efluentes. 
C. A concentração de biomassa no reator é bastante elevada, justificando a 
denominação “manta de lodo”. 
 
9. O reator UASB é utilizado tanto em estação de tratamento de esgoto sanitário quanto em 
estação de tratamento de efluentes industriais, uma vez que é considerado com alta 
eficiência na remoção da matéria orgânica. Além dessa, existem outras vantagens. 
Marque a alternativa que mostra uma vantagem do reator UASB. 
A. Constante alimentação do reator. 
(Nos reatores UASB não há meio de suporte.) 
 
B. São sistemas estáveis, não tolerando elevadas cargas orgânicas. 
(Os reatores UASB são responsáveis pelo processo secundário dos efluentes.) 
 
C. São aplicáveis em aplicabilidade de pequena e grande escala. 
 
13 
 
(É na manta de lodo que ocorre a mistura, a biodegradação e a digestão anaeróbia do 
conteúdo orgânico.) 
 
 
PÓS TESTE 
10. Os principais serviços na infraestrutura de saneamento são: distribuição de água potável, 
coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos. Os projetos 
de engenharia sanitária devem conter as informações suficientes e necessárias para a 
caracterização da obra, com nível de precisão adequado, assegurando a viabilidade 
técnica, econômica e ambiental. A respeito dos itens de dimensionamento no projeto de 
uma ETE, analise as assertivas a seguir: 
I. Para a concepção de uma ETE, peças gráficas, orçamentos da obra, memoriais 
descritivos e de cálculo são itens fundamentais na entrega do projeto. 
II. O reconhecimento da área de instalação de uma ETE é um item dispensável para um 
projeto de ETE, desde que seja de pequeno porte. 
Qual é a alternativa correta? 
A. As afirmativas I e II estão incorretas. 
B. As afirmativas I e II estão corretas. 
C. Apenas a afirmativa I está correta. 
(A afirmativa I está correta, pois vários itens compõem a entrega do projeto de uma ETE, 
entre eles, as peças gráficas, os orçamentos da obra e os memoriais descritivos e de 
cálculo. A afirmativa II está incorreta, pois o reconhecimento da área ou asa visitas 
técnicas devem ser feitas no diagnóstico, ou seja, na fase anterior do projeto de qualquer 
tamanho de uma ETE, visto que garantem a viabilidade ambiental do projeto.) 
 
11. O tratamento secundário é configurado pela remoção biológica, ou seja, a matéria 
orgânica dissolvida e em suspensão e os poluentes biodegradáveis. Nesse contexto, 
marque as assertivas a seguir em V para verdadeiras ou F para falsas. 
I. ( ) A flotação por ar dissolvido é um processo secundário de tratamento de esgoto. 
II. ( ) Os lodos ativados são um processo secundário característico para a remoção de 
matéria orgânica. 
III. ( ) Os filtros de areia são tratamentos secundários para estabilizar a matéria orgânica. 
Qual é a ordem correta das asserções? 
A. V, V e F. 
B. F, V e V. 
C. F, V e F. 
(A afirmativa I é falsa, pois a flotação por ar dissolvido caracteriza-se pela remoção de 
sólidos em suspensão, sendo, por exemplo, parte do tratamento primário de uma ETE. A 
afirmativa II é verdadeira, pois o sistema de lodos ativados é amplamente utilizado, a 
 
14 
 
nível mundial, para o tratamento biológico de esgotos de ETEs domésticas e industriais. 
A afirmativa I é falsa, pois os filtros de areia são utilizados para a remoção de poluentes 
específicos, sendo usados no tratamento terciário.) 
 
12. O descarte de lodo é de extrema importância para o funcionamento do reator UASB, uma 
vez que a biomassa, em crescimento, tende a acumular e sair com o efluente tratado, 
afetando a qualidade do tratamento. Sobre essa etapa, qual é a alternativa correta? 
A. Os pontos de descarga devem ser no topo do reator. 
(Os pontos de descarga estão junto ao fundo do reator.) 
 
B. Deve ter uma área máxima de 100m². 
(Segundo a NBR 12209, cada ponto de descarte de lodo deve atender a uma área 
máxima de 100m² (ABNT, 2011).) 
 
C. Deve ter uma área mínima de 100m². 
(De acordo com a NBR 12209, cada ponto de descarte de lodo deve atender a uma 
área máxima de 100m² (ABNT, 2011).) 
 
13. Várias são as técnicas utilizadas para tratar esgotos, entre elas, a mais utilizada é o sistema 
de lagoas de estabilização e suas variantes, por constituírem-se da forma mais simples de 
tratamento (VON SPERLING; CHERNICHARO, 2005). Sobre a concepção das lagoas 
aeradas facultativas em uma ETE, qual é a alternativa correta? 
A. A sua eficiência é em função da concentração de demanda bioquímica de 
oxigênio (DBO). 
(A eficiência da lagoa aerada é dada pela relação entre a concentração de DBO de 
entrada e a concentração de DBO final.) 
 
B. Atuam em regime concomitante com o reator UASB. 
(Atuam na depuração da matéria orgânica remanescente do reator UASB.) 
 
C. O tempo de detenção é de 20 dias. 
(O tempo de detenção em uma lagoa aerada facultativa deve ser de 5 a 10 dias.) 
 
14. A gestão do lodo produzido por uma estação de tratamento de esgotos é um dos maiores 
desafios para o sucesso técnico e operacional do sistema. É necessário que os objetivos 
da estabilização do lodo em um determinado sistema sejam definidos ainda na fase de 
projeto da estação, sendo fixados de acordo com o destino final previsto para o lodo 
(ANDREOLI, 2001). Portanto, a desinfecção dos esgotos tem como objetivo a destruição 
dos patogênicos, de modo a reduzir os riscos de transmissão de doenças 
infectocontagiosas. Sobre essa fase, qual é a alternativa correta? 
A. Pode ser realizada com o cloro na forma líquida ou gasosa. 
B. Ocorre em lagoas de maturação. 
 
15 
 
C. O indicador de contaminação é o nível de coliformes totais. 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
6. ANÁLISE DOS RESULTADOS 
 
Em conclusão, o projeto da Estação de Tratamento de Efluentes Sanitários (ETES) apresentado 
demonstrou a importância da implementação de sistemas eficientes de tratamento de esgotos 
para proteger o meio ambiente e a saúde pública. 
 
Durante as práticas, foi possível observar a aplicação dos conceitos teóricos aprendidos em sala 
de aula, destacando-se a importância da caracterização dos esgotos, do dimensionamento dos 
equipamentos e da operação e manutenção da ETES. 
 
Os resultados obtidos demonstraram que a ETES projetada é capaz de remover 
significativamente os poluentespresentes nos esgotos, garantindo a qualidade da água tratada 
e a proteção do meio ambiente. 
 
Portanto, recomenda-se a implementação desse projeto como uma solução eficaz e sustentável 
para o tratamento de esgotos sanitários, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da 
população e a proteção do meio ambiente. 
 
 
17 
 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
ALGETEC. SEPARAÇÃO DE MISTURA HETEROGÊNEA - FILTRAÇÃO SIMPLES. 
Disponível em: . 
Acesso em: 20/02/2025. 
 
ANDREOLI, C. V. Resíduos sólidos do saneamento: processamento, reciclagem e disposição 
final. Rio de Janeiro: RiMa, 2001. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 9649: projeto de 
redes coletoras de esgoto sanitário: procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1986. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12209: elaboração de 
projetos hidráulico-sanitários de estações de tratamento de esgotos sanitários. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2011. 
 
BRASIL. Fundação Nacional de Saúde. Manual de saneamento. 3. ed. Brasília: Fundação 
Nacional de Saúde, 2004. 
 
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