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SISTEMAS ELÉTRICOS (COMPONENTES) Jessica Binotto Parâmetros de linha de transmissão: resistência Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Definir o parâmetro resistência. � Analisar o uso de valores tabelados e suas razões. � Determinar as características de condutores simples e múltiplos. Introdução Um sistema de transmissão é composto por cabos condutores de cente- nas de quilômetros, que são responsáveis por transportar a energia das grandes centrais geradoras até os consumidores. A representação desse sistema é feita na engenharia utilizando-se alguns parâmetros simples, já conhecidos dos circuitos elétricos: resistência, capacitância e indutância. Com o uso desses simples dispositivos, as linhas de transmissão podem ser modeladas e representadas matematicamente, possibilitando um estudo dos sistemas elétricos de potência mais próximo do real. Neste capítulo, você vai estudar a resistência das linhas de transmissão, analisando a sua variação de acordo com a temperatura e a frequência, o uso de valores tabelados e os condutores simples e múltiplos utilizados. Definição Apesar da escolha de materiais, utilizados para construir as linhas de transmis- são, priorizar uma alta capacidade de condução de energia elétrica, a corrente sempre sofrerá uma certa resistência ao material. Se existisse um material ideal para as linhas de transmissão, toda a potência gerada pelas usinas seria entregue ao consumidor, sem perdas. Entretanto, este material não existe e a dificuldade que a corrente sofre para atravessar as linhas de transmissão é conhecida como resistência. A resistência dos condutores, quando a corrente o percorre é contínua, pode ser calculada pela expressão: R0 = Ω ρ · l A Sendo ρ a resistividade do condutor, l o comprimento do condutor e A a área da seção transversal do condutor. Observe o Quadro 1 abaixo: Fonte: Adaptado de Glover e Sarma (2003). Material condutor Resistividade Alumínio 2,83 . 10 – 8 Latão 7,00 . 10 – 8 Cobre recosido 1,72 . 10 – 8 Cobre duro 1,78 . 10 – 8 Ouro 2,45 . 10 – 8 Chumbo 22,10 . 10 – 8 Níquel-cromo 100,00 . 10 – 8 Platina 10.00 . 10 – 8 Prata 1,64 . 10 – 8 Estanho 11,50 . 10 – 8 Tungstênio 5,52 . 10 – 8 Zinco 6,23 .10 – 8 Quadro 1. Resistividade ρ de alguns materiais condutores mais comuns Deve-se estar atento às unidades nas grandezas utilizadas no cálculo da resistência, normalmente o comprimento l é dado em metros ou quilôme- tros, A em milímetros quadrados e ρ em ohm por metro. Por isso, é preciso converter as unidades para a mesma escala antes do cálculo. A área da seção Parâmetros de linha de transmissão: resistência2 transversal do condutor será dada pela razão πr2, sendo r o raio do condutor (STEVENSON JR, 1974). Quando o cabo é transado de alguma maneira, como é o caso de cabos encordoados ilustrados na Figura 1, a corrente acaba percorrendo um caminho mais longo que o comprimento do cabo, assim, estima-se que a resistência é de 1 a 2% maior em cabos desse tipo (STEVENSON JR, 1974). Figura 1. Cabo encordoado. Fonte: SARIN KUNTHONG/Shutterstock.com. Dentre os parâmetros de linhas de transmissão, a resistência é a principal causadora da perda de potência na linha de transmissão o. Conhecendo a perda de potência e a corrente eficaz que percorre a linha, é possível entender a resistência efetiva do condutor por meio da relação a seguir (GRAINGER; STEVENSON JR, 1996): R = Ω/m Pperdas i2 Neste caso, a perda é dada em watts e a corrente eficaz, no condutor, em ampères. 3Parâmetros de linha de transmissão: resistência Quando a corrente estiver uniformemente distribuída no condutor, pode- -se considerar a resistência efetiva igual a resistência em corrente contínua (STEVENSON JR, 1974). Variação de acordo com a temperatura Para entender a relação da temperatura com a resistência dos condutores utilizados em linhas de transmissão, se deve analisar o condutor do ponto de vista microscópico. Sabe-se que a resistência dos materiais é a dificuldade que os elétrons tem de percorrer aquele condutor. Essa dificuldade vem da colisão dos elétrons com os átomos do material. Com o aumento da temperatura, a vibração dos átomos aumenta, tornando o caminho dos elétrons mais difícil, o que significa uma resistividade maior (BAGNATO; RODRIGUES, 2006). A característica da resistividade é representada por coeficientes de tem- peratura, que por sua vez, também variam com a temperatura. Em condições normais de operação das linhas de transmissão, a variação da resistência de um condutor metálico com a temperatura é praticamente linear. Essa informação é obtida por meio de ensaios laboratoriais nos quais a resistência do material é medida para diversas temperaturas (BAGNATO; RODRIGUES, 2006). A variação da resistência do material R pode ser calculada utilizando a expressão a seguir: R = R0 [1 + α(t – t0)] Sendo R0 a resistência elétrica do condutor na temperatura inicial t0, R a resistência na temperatura final t e α o coeficiente de temperatura dado em °C – 1 quando a temperatura for dada em °C. O coeficiente de temperatura α depende do material e, apesar de variar com a temperatura, pode ser conside- rado constante por grandes faixas, como de 0° a 50° e de 50° a 80°. Efeito pelicular A maioria das linhas de transmissão do sistema elétrico de potência opera em corrente alternada. Nestes casos, quanto maior a frequência da corrente, mais desuniforme é a distribuição dela ao longo da seção transversal do fio condutor. Isso ocorre devido a diferença na densidade de correntes nas diferentes regiões da seção transversal do condutor. Parâmetros de linha de transmissão: resistência4 Desta forma, a resistência aparente do condutor aumenta, já que a área útil da sua seção transversal também diminui. Essa área útil é conhecida como profundidade de penetração, e é analogamente comparada à pele, o que explica o nome do efeito em inglês skin effect (MONTEIRO et al., 2013). A distribuição uniforme da corrente na seção do condutor só ocorre quando ele é percorrido por uma corrente contínua, sendo essa uma das principais vantagens da transmissão de energia elétrica em corrente alternada. Nas linhas de transmissão de alta tensão são utilizados condutores de alumínio com alma de aço, assim o custo do cabo é menor e como o núcleo de aço está localizado abaixo da profundidade de penetração, ele não interfere na resistência efetiva. Valores tabelados No cotidiano, os engenheiros não ficam medindo a resistência das linhas de transmissão para calcular as perdas ou representá-las matematicamente. Isso seria inviável e impraticável, já que o fornecimento de energia seria prejudicado. Por isso, convencionou-se entre os fabricantes, uma tabela de características de condutores. O Quadro 2 a seguir, apresenta as características padronizadas do cobre International Annealed Copper Standard (IACS), que em português significa Padrão Internacional do Cobre Recozido, sendo adotado como material-padrão com condutibilidade de 100%. Considerando-se que condutibilidade é a capacidade do material de conduzir corrente elétrica. O tamanho do condutor é dado em circular mil, uma unidade de medida utilizada nos Estados Unidos e no Canadá, que representa a área de uma circunferência de um milésimo de polegada de diâmetro. Um circular mil equivale a 5,067 ∙ 10-4 mm2. A Ame- rican Wire Gauge (AWG), em tradução livre, significa a Escala Americana Normalizada, e é uma unidade criada para padronização de fios e cabos elétricos. 5Parâmetros de linha de transmissão: resistência Fo nt e: A da pt ad o de E le ct ric al a nd D is tr ib ut io n Re fe re nc e bo ok a pu d St ev en so n Jr (1 97 4) . Ta m an ho d o co nd ut or Número de fios Diâmetro do fio (pol.) Diâmetro do condutor (pol.) Carga de ruptura Peso (lb/milha) Corrente admissível (A) Raio médio geométrico a 60Hz (pés) Re sist ên ci a (O hm /c on du to r/ m ilh a) Circular mils A.W.G. ou B. & S. 25 °C (7 7° F) 50 °C (1 22 °F ) CC 25 H z 50 H z 60 H z CC 25 H z 50 H z 60 H z 83 .6 90 66 .3 70 66 .3 70 66 .3 70 52 .6 30 52 .6 30 52 .6 30 41 .7 40 41 .7 40 33 .10 0 33 .10 0 26 .2 50 26 .2 50 20 .8 20 16 .5 10 1 2 2 2 3 3 3 4 4 5 5 6 6 7 8 3 7 3 1 7 3 1 3 1 3 1 3 1 1 1 ,16 70 ,0 97 4 ,14 87 .... ,0 86 7 ,13 25 .... ,11 80 .... ,10 50 .... ,0 93 5 .... .... .... ,3 60 ,2 92 ,3 20 ,2 58 ,2 60 ,2 85 ,2 29 ,2 54 ,2 04 ,2 22 6 ,18 19 ,2 01 ,16 20 ,14 43 ,12 85 3. 62 0 3. 04 5 2. 91 3 3. 00 3 2. 43 3 2. 35 9 2. 43 9 1. 87 9 1. 97 0 1. 50 5 1. 59 1 1. 20 5 1. 28 0 1. 03 0 1. 82 6 1. 35 1 1. 08 2 1. 07 1 1. 06 1 85 8 85 0 84 1 67 4 66 7 53 4 52 9 42 4 42 0 33 3 26 4 27 0 23 0 24 0 22 0 20 0 20 0 19 0 18 0 17 0 15 0 24 0 13 0 12 0 11 0 90 ,0 10 16 ,0 08 83 ,0 09 03 ,0 08 36 ,0 07 87 ,0 08 05 ,0 07 45 ,0 07 17 ,0 06 63 ,0 06 38 ,0 05 90 ,0 05 68 ,0 05 26 ,0 04 68 ,0 04 17 ,6 92 ,8 81 ,8 73 ,8 64 1,1 12 1,1 01 1, 09 0 1, 38 8 1, 37 4 1, 75 0 1, 73 3 2, 21 2, 18 2, 75 3, 47 ,6 92 ,8 82 M es m o ,6 92 ,8 82 qu e ,6 92 ,8 82 CC ,7 57 ,9 64 ,9 55 ,9 45 1, 21 6 1, 20 4 1,1 92 1, 51 8 1, 50 3 1, 91 4 1, 89 5 2, 41 2, 39 3, 01 3, 80 M es m o qu e CC Q ua dr o 2. C ar ac te rís tic as d os c on du to re s d e co br e IA CS Parâmetros de linha de transmissão: resistência6 O quadro de padronização indica a resistência do condutor nas tempera- turas de 25°C e 50°C. Comprova-se o aumento da resistência com o aumento da temperatura para todos os tamanhos de condutores, porém, é percebido que a variação da resistência com a temperatura é maior nos condutores de diâmetro maior. Além disso, são expostos valores das resistências para os condutores em corrente contínua, em corrente alternada a 25Hz, a 50Hz e a 60Hz. Desta vez, o efeito pelicular pode ser comprovado, já que a resistência aumenta conforme o aumento da frequência da corrente que percorre o condutor. Assim como o cobre, outros materiais condutores, como o alumínio, são amplamente utilizados em linhas de transmissão, pois também possuem va- lores tabelados para sua resistência em relação à temperatura e à frequência de operação. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) padroniza a composição de condu- tores compostos por liga e também seus parâmetros técnicos. Condutores de cobre, por exemplo, devem ser especificados em função da seção transversal em milímetros quadrados, da composição ou do número de filamentos e da classe de encordoamento. Tipos de condutores Os cabos condutores, utilizados em sistemas de transmissão, são cabos de alta tensão, usados para transportar grandes quantidades de energia. O sistema de transmissão normalmente percorre longos caminhos entre cidades ou estados e, por isso, o seu projeto deve buscar a alta condutividade elétrica, a redução de perdas elétricas, a resistência mecânica e o menor custo, sem abrir mão da segurança. Os materiais mais utilizados nos condutores das linhas de transmissão são o cobre e o alumínio. O cobre, devido a sua alta condutibilidade, foi largamente empregado no início da história do sistema elétrico de potência. Em 1895 foram construídas as primeiras linhas com cabo de alumínio nos Estados Unidos e na França, porém o seu custo ainda era alto e a sua resistência mecânica baixa (COSTA, 2009). 7Parâmetros de linha de transmissão: resistência Em 1908, ocorreu a fabricação dos primeiros cabos de alumínio com alma de aço, conhecidos como Aço Condutor de Alumínio Reforçado (ACSR), do inglês Aluminum Conductor Steel Reinforced, resolvendo o problema da baixa resistência mecânica. A partir de 1940 foram desenvolvidas novas técnicas na produção de alumínio, com a redução drástica do custo de fabricação desses cabos (COSTA, 2009). Dessa forma, outras ligas de metais condutores foram criadas, buscando sempre maior condutibilidade, maior resistência mecânica e melhor custo–benefício. O padrão de comercialização de cabos segue a American Wire Gauge (AWG), nos Estados Unidos e a International Eletrotechnical Comission (IEC), na Europa. A IEC utiliza a métrica do Sistema Internacional de Unidades e Medidas, que é também o utilizado no Brasil. Saiba mais do processo de construção de linhas de transmissão no vídeo: https://goo.gl/5WPgLt Nas próximas seções, serão apresentadas as características de condutores simples e múltiplos, com justificativa de suas aplicações e vantagens para cada caso. Condutores simples Para identificar a diferença entre condutores simples e múltiplos, é importante primeiro saber diferenciar fios de condutores. O fio condutor ilustrado na Figura 2, é formado por um só fio rígido e, dependendo da sua bitola, pouco flexível. Por isso, só é utilizado nos casos em que não serão dobrados, já que podem se partir. Para resolver esse problema, foi criado o condutor com diversos fios, assim poderiam ser utilizados fios de bitolas bem menores e, portanto, mais flexíveis, que juntos são capazes de transportar a mesma quantidade de energia que um único fio mais grosso. A Figura 3 ilustra um condutor simples de multifilamentos. Parâmetros de linha de transmissão: resistência8 Figura 2. Fio condutor elétrico. Fonte: Adaptado de iaRada/Shutterstock.com. Figura 3. Condutor elétrico com vários filamentos. Fonte: iaRada/Shutterstock.com. Tanto fios quanto condutores possuem isolamento composto por diferentes tipos de materiais, sendo o cloreto de polivinila (PVC), o etileno-propileno (EPR) e o polietileno reticulado (XLPE) os mais utilizados. Um condutor isolado possui uma camada isolante, sem capa de proteção, como o condutor apresentado anteriormente na Figura 3. Condutores conhecidos como unipo- lares possuem uma camada isolante, protegida por uma capa de PVC, como você pode observar na Figura 4 (MAMEDE FILHO, 2000): 9Parâmetros de linha de transmissão: resistência Figura 4. Cabo unipolar. Fonte: Mamede Filho (2000). Em linhas de transmissão, devido à alta potência transportada, percebeu- -se que a utilização de um condutor com uma bitola muito grande poderia ser substituído por vários condutores com menor seção transversal. Quando um cabo é constituído por vários condutores isolados, o conjunto é protegido por uma capa externa, e denominado multipolar (MAMEDE FILHO, 2000), como o apresentado na Figura 5: Figura 5. Cabo multipolar. Fonte: indianstockimages/Shutterstock.com. Parâmetros de linha de transmissão: resistência10 Além disso, outra configuração utilizada em linhas de transmissão são os cabos encordoados, muito mais utilizados do que os cabos simples, já que neles o efeito pelicular é contornado e a resistência aparente das linhas é menor, diminuindo as perdas no transporte da energia. A Figura 6 apresenta um cabo encordoado formado por diversas camadas, que exemplificam a construção de cabos de alumínio com alma de aço. Este tipo de cabo é composto por um encordoado concêntrico constituído de uma ou mais camadas, também conhecidas como coroas de fios de alumínio e o núcleo feito com fios galvanizados de aço (COSTA, 2009). Figura 6. Cabo de alumínio com alma de aço. Fonte: Costa (2009, p. 12). Condutores múltiplos Na busca por reduzir o efeito pelicular em linha de alta tensão, passou-se, em 1950, a utilizar condutores múltiplos. Os condutores múltiplos são usados para transportar uma mesma fase com aplicação de dois a quatro subcondutores, proporcionando considerável aumento na capacidade de transmissão devido à redução de perdas e da reatância série. As configurações convencionais aplicadas a condutores múltiplos são apresentadas na Figura 7: 11Parâmetros de linha de transmissão: resistência Figura 7. Condutores múltiplos com dois, três e quatro subcondutores. Fonte: Costa(2009, p. 15). S S S S S O inconveniente da separação da fase em dois ou mais subcondutores está no efeito corona, que pode surgir entre eles. Para evitar isso, o espaçamento S deve ser respeitado, variando entre 40 e 50 cm (COSTA, 2009). Você pode observar que a Figura 8 apresenta uma linha de transmissão de 440 kV de condutores múltiplos separados em quatro subcondutores: Figura 8. Condutor múltiplo composto por quatro subcondutores. Fonte: Costa (2009, p. 16). Parâmetros de linha de transmissão: resistência12 Logo, outro benefício da utilização dos condutores múltiplos é o signi- ficativo alívio da interferência eletromagnética ocasionada pelo sistema de transmissão sobre sistemas de telecomunicações em geral. Os avanços não param por aí, atualmente, diferentes configurações de distribuição de subcondutores entre si estão sendo estudadas e aplicadas, na busca por maior eficiência e menor custo (COSTA, 2009). 13Parâmetros de linha de transmissão: resistência BAGNATO, V. S.; RODRIGUES, V. Análogo mecânico para condutividade elétrica dos metais: Efeito da temperatura. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 28, n. 1, p. 35-39, 2006. COSTA, E. C. M. da. Um modelo para condutores múltiplos considerando a distribuição da corrente nos subcondutores. 98 fls. 2009. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica)- Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, São Paulo, 2009. GLOVER, J. D.; SARMA, M. S. Sistemas de potencia: análisis y diseño. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2003. GRAINGER, J. J.; STEVENSON JR, W. D. Análisis de sistemas de potencia. México: McGraw- -Hill, 1996. MAMEDE FILHO, J. Instalações elétricas industriais. Rio de Janeiro: LTC, 2000. MONTEIRO, J. H. A. et al. Simplified skin-effect formulation for power transmission lines. IET Science, Measurement & Technology, v. 8, n. 2, p. 47-53, 2013. STEVENSON JR, W. D. Elementos de análise de sistemas elétricos de potência. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1974.