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Prova 01

Avaliação online da disciplina Prática Pedagógica Interdisciplinar — prova automática de 20 questões (peso 50). Contém questões de múltipla escolha sobre historiografia, calendários, interdisciplinaridade, fontes e representações da África, com respostas e nota.

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Luciano

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Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 1/9
LUCIANO DAS CHAGAS
GOMES
Avaliação Online (Curso Online - Automático)
Atividade finalizada em 01/03/2025 17:07:26 (2460555 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA [1214827] - Avaliação com 20
questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-JUL/2024 - SGegu0A010824 [136946]
Aluno(a):
91654742 - LUCIANO DAS CHAGAS GOMES - Respondeu 20 questões corretas, obtendo um total de 50,00 pontos como nota
[360038_557
34]
Questão
001
A historiografia produzida pelo IHGB no século XX tinha como principal função
X a construção de uma história nacional.
validar o governo de D. Pedro II.
questionar a historiografia produzida em outros lugares na América do Sul.
acirrar os regionalismos, procurando validá-los.
espelhar-se naquilo que era feito em termos de produção de conhecimento histórico
em Portugal para mostrar a validade da herança portuguesa.
[360038_557
02]
Questão
002
Observe os calendários abaixo.
Quadro comparativo de diferentes calendários, criado a partir de marcos importantes para cada uma das religiões.
Disponível em: https://www.slideshare.net/jfernandesaquino/introduo-a-histria-52820882/2. Acesso em: 15 mar. 2020.
Marque a alternativa correta.
Eles questionam a existência de múltiplas formas de contar o tempo.
Eles evidenciam que os calendários religiosos são as melhores formas de contar o
tempo.
Eles mostram que inexistiam formas de contar o tempo antes do surgimento de
Maomé.
X Eles revelam que existem múltiplas formas de contar o tempo.
Eles indicam que nascimento de Cristo é evento central em várias culturas.
https://www.slideshare.net/jfernandesaquino/introduo-a-histria-52820882/2
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 2/9
[360038_556
93]
Questão
003
Sobre a interdisciplinaridade, marque a alternativa correta.
Adquiriu importância a partir do materialismo histórico de Marx e Engels.
Atualmente, tem sido bem criticada pelos historiadores neorromânticos.
É o uso de ciências eruditas no trabalho do historiador.
X
Consiste numa abordagem que requer intercruzar áreas diferentes do conhecimento
para o trabalho do historiador.
Foi largamente utilizada pelos historiadores gregos e latinos.
[360038_557
07]
Questão
004
Leia.
I. A produção do conhecimento histórico só pode ser feita a partir de registros
deixados pelo homem,
MAS
II. esses registros não significam um acesso direto ao passado, devendo-se
compreender suas nuances, pontos obscuros e questões não ditas.
Sobre as afirmativas:
a I está correta e a II falsa
as duas estão erradas
as duas estão corretas e a II não dialoga com a II
X as duas são corretas, e a II complementa a I
as duas são corretas, mas a II contradiz a I
[360038_557
24]
Questão
005
 Leia.
“Em outros termos, aproximando por analogia o desconhecido ao conhecido
considera-se que a África não tem povo, não tem nação nem Estado; não tem
passado, logo, não tem história. O problema posto nessa lógica interpretativa
possibilita que o diverso, no caso a África, seja enquadrado, no grau inferior de uma
escala evolutiva que classifica os povos como primitivos e civilizados. Mas qual
África?”.
HERNANDEZ, Leila. “O olhar imperial e a invenção da África”. A África na sala de
aula: visita à história contemporânea. 2ª ed. São Paulo: Selo Negro, 2008. P.18.
A ideia central da autora é
a noção de que o passado africano tem sido bastante estudado pelos historiadores.
que a África é formada por um conjunto de povos primitivos, mas também de povos
civilizados.
que a existência de uma nação é grau indispensável para o desenvolvimento de um
povo.
que a África se encontra em estágio inferior de desenvolvimento.
X
a lógica de que durante muito tempo prevaleceram nos estudos e análises sobre a
África uma perspectiva etnocêntrica.
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 3/9
[360038_557
14]
Questão
006
Leia o texto. (ENADE)
Destruídos todos os documentos sobre um determinado período, nada poderia ser
dito por um historiador. Uma civilização da qual não tivéssemos nenhum vestígio
arqueológico, nenhum texto e nenhuma referência por meio de outros povos, seria
como uma civilização inexistente para o profissional de História? A categoria
documento define uma parte importante do campo de atuação do historiador e a
amplitude de sua busca.
KARNAL, L.; TATSCH, F. G. A memória evanescente. In: PINSKI, C. B.; LUCA, T.R.
O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 9.
Por trás dos grandes vestígios sensíveis da paisagem, os artefatos ou as máquinas,
por trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições aparentemente
mais desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer
capturar. Quem não conseguir isso será apenas, no máximo, um serviçal da erudição.
Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe
que ali está a sua caça.
BLOCH, M. Apologia a história ou o ofício do historiador. São Paulo: Zahar, 1989, p.
54.
Considerando a necessidade dos historiadores se valerem de registros documentais
para produzir conhecimento e, paralelamente, o enorme alargamento de nossa
compreensão atual do que sejam documentos históricos, avalie as seguintes
afirmações.
I. Apesar das transformações pelas quais passou o campo historiográfico ao longo do
século XX, ainda são os documentos oficiais (via de regra emanados das instâncias
de poder) aqueles que permitem as interpretações efetivamente confiáveis.
II. Para a maioria dos historiadores, na atualidade, a compreensão que prevalecia no
século XIX, de que o documento era portador da “verdade dos fatos” não é mais
aceita, porque se entende que as interpretações sobre o passado se fundamentam no
diálogo construído pelos historiadores envolvendo teoria, eventos e documentos.
III. Durante o século XX ocorreu um alargamento em relação aos objetos de interesse
dos historiadores, o que implicou na ampliação do que se pode considerar como
fontes históricas, chegando-se a conceder o estudo de “fonte” a praticamente tudo
que permita vislumbrar a ação humana.
IV. Um documento histórico não se define como importante a partir de uma
determinada visão de época, ou seja, os documentos existem e mantêm seu valor
independentemente do meio social que os conversa.
É correto apenas o que se afirma em
I e IV.
I, III e IV.
X II e III.
I, II e III.
II e IV.
[360038_556
69]
Questão
007
Leia o trecho.
“Realidade concreta e viva, submetida à irreversibilidade de seu impulso, o tempo da
história, ao contrário, é o próprio plasma em que se engastam os fenômenos e como o
lugar de sua inteligibilidade. ” (BLOCH, 2001, p.55)
Sobre o tempo histórico, o trecho acima diz que
sempre foi de difícil inteligibilidade.
engloba também o tempo geológico e da terra.
é passível de repetição.
é onde se inserem os fenômenos naturais.
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 4/9
X é onde se tecem os acontecimentos humanos.
[360038_569
77]
Questão
008
Leia o trecho.
“Realidade concreta e viva, submetida à irreversibilidade de seu impulso, o tempo da
história, ao contrário, é o próprio plasma em que se engastam os fenômenos e como o
lugar de sua inteligibilidade.” (BLOCH, 2001, p.55)
Sobre o tempo histórico, o trecho acima diz que
sempre foi de difícil inteligibilidade.
é passível de repetição.
engloba também o tempo geológico e da terra.
X é onde se tecem os acontecimentos humanos.
é onde se inserem os fenômenos naturais.
[360038_557
49]
Questão
009
A teoria da democracia racial, derivada a partir da hipótese de pesquisa desenvolvida
por Gilberto Freyre, principalmente com sua obra “Casa-Grande e Senzala”, pode ser
relacionada à política de cotas implementada nos institutos federais a partir da Lei
12.711 de 29 de agosto de 2012. Dentre as opções abaixo, marque a CORRETAem
relação ao conteúdo do enunciado acima.
A teoria da democracia racial de Freyre tem por princípio desvelar todas as formas de
violência de brancos contra negros no Brasil, amparando teoricamente a adoção de
cotas raciais como forma de compensação histórica.
A teoria desenvolvida por Gilberto Freyre contribui para explicar a diferença entre os
níveis de violência racial ocorridos nos EUA e no Brasil, bem como sustenta
teoricamente a política de cotas raciais adotada em nosso país.
A teoria desenvolvida por Freyre atribui uma visão romantizada da realidade, tornando
invisíveis várias formas de violência praticadas por brancos europeus em relação aos
negros. A política de cotas raciais, nesse sentido, visa validar a teoria de Freyre.
A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, sustenta uma suposta
convivência pacífica e democrática entre os negros, indígenas e brancos europeus, de
modo a sustentar a política de cotas raciais.
X
A teoria da democracia racial, derivada da obra de Freyre, mascara em grande
medida a violência praticada por brancos contra negros no Brasil, sustentando de
certo modo parte das críticas atribuídas à adoção de cotas raciais no país.
[360038_557
11]
Questão
010
Leia o texto. (ENADE)
Vivemos em um mundo dominados por imagens e sons obtidos diretamente da
realidade, seja pela encenação ficcional, seja pelo registro documental, por meio de
aparatos técnicos cada vez mais sofisticados. E tudo pode ser visto pelos meios de
comunicações e representado pelo cinema, com um grau de realismo impressionante.
Cada vez mais, tudo é dado a ver e a ouvir, fatos importantes e banais, pessoas
públicas influentes ou anônimas e comuns. Esse fenômeno, já secular, não pode
passar despercebido pelos historiadores, principalmente para aqueles especializados
em História do século XX. As fontes audiovisuais e musicais ganham crescentemente
espaço na pesquisa histórica. Do ponto de vista metodológico, são vistas pelos
historiadores como fontes primárias novas, desafiadores, mas seu estatuto é
paradoxal.
NAPOLITANO, M. A História depois do papel. In: PINSKY. C.B. (Org.). Fontes
Históricas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 235 (adaptado).
O paradoxo a que se refere o autor fica evidente
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 5/9
no documentário, que ao se basear em pesquisa sobre a realidade configura uma
fonte confiável
na fotografia, cujas características técnicas a transformam em fonte primária neutra
no jornalismo televisivo, cujo controle exercido pela emissora sobre os conteúdos
veiculados impedem de considerá-lo uma fonte primária
X
no videogame, cujas características tecnológicas, lúdicas e mercadológicas são
elementos importantes para a sua classificação como fonte primária.
no cinema, cujo realismo e o cuidado dispensado às produções históricas o convertem
em fonte primária do passado e retratados nos filmes.
[360039_569
68]
Questão
011
Leia o texto.
“Com a escola positivista, principalmente no século XIX, a História passou a ser
concebida como uma tradução objetiva da verdade. Dessa visão, a busca incessante
pelo arquivo se tornou uma realidade para o historiador: tudo que era pesquisado
deveria ser embasado nas evidências. O fato e o vestígio eram a base da escrita da
História. Assim, se desenvolvia um modelo de História Factual, sem análises,
constituída de uma sucessão de fatos.”
ARAÚJO, Sandra. Introdução aos estudos históricos. Recife: 2017, p. 8.
A ideia central do texto é a de
informar que a característica principal da escola positivista foi sem anti-iluminismo.
mostrar como fatos eram a base da escrita da história.
discutir as noções de evidência e fato histórico defendidas pela escola positivista.
revelar os dilemas do historiador no século XIX no seu trabalho com arquivos.
X
descrever a importância da escola positivista para o desenvolvimento dos estudos
históricos.
[360038_557
28]
Questão
012
Sobre o contexto de produção de conhecimento histórico no Brasil, é correto afirmar
que
as metodologias utilizadas para produção desse conhecimento avançaram bastante,
mas em termos teóricos continuamos atrasados.
X
a herança cultural de povos africanos e de indígenas pré-1500 e pós-1500 muitas
vezes foi desconsiderada.
as condições de produção desse conhecimento mantiveram-se basicamente
semelhantes desde o século XIX.
nossa herança cultural se constituiu no período posterior a 1500 apenas.
somos herdeiros exclusivamente do passado colonial português.
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 6/9
[360039_570
16]
Questão
013
Leia o texto.
Essa também foi a década (1980) em que começaram a se expandir e a dar frutos os
programas de pós-graduação de várias instituições universitárias, que cresceram em
função das políticas do governo do general Geisel (1974-79), também responsável
pelo início de um processo de "abertura lenta e gradual" que, contudo, não excluiu a
permanência de procedimentos de repressão dura e violenta. Mas, de toda forma, a
década de 1980, no Brasil, foi a da anistia (1979), a do desenvolvimento dos
movimentos sociais e a de uma luta vigorosa pelo fim do regime militar, presidida pela
palavra de ordem da redemocratização e materializada na expressiva manifestação
que foi a campanha pelas "Diretas já", em 1984.
GOMES, Ângela de Castro. Questão social e historiografia no Brasil do pós-1980:
notas para um debate. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, nl) 34, julho-dezembro
de 2004, p. 157-186.
 
A tese central da autora é de que
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos
1980.
X
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo
da história.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
[360039_569
73]
Questão
014
Leia o texto para responder a questão.
“Percebe-se, portanto, que os historiadores estão ligados à sua realidade mais
imediata, espelhando a preocupação com questões do momento. Não vemos mais
uma preocupação com uma origem distante, remota, atemporal (como existia no
mito), mas sim a tentativa de entender um momento histórico concreto, presente ou
proximamente passado. Há uma narração temporal cronológica,
referente a uma realidade concreta. Não procuram mais conhecer uma realidade
atemporal, mas a realidade específica que vivem, a de um determinado tempo e de
um determinado espaço” (BORGES, 1993, p. 20)
A leitura do texto sugere que os historiadores só produziram história a partir do
momento em que
valorizam a diversidade de povos distintos
passaram a registrar a verdade
registraram acontecimentos de um passado distante
X romperam com a tradição mítica de explicação dos fenômenos
se preocuparam com os acontecimentos mais remotos
[360039_569
75]
Questão
015
Leia o texto.
“Segundo Bourdé e Martin (1983), a história metódica (idealismo alemão) marcada
pelo cientificismo faz do historiador um observador passivo da história, utilizando
análises objetivas, caracterizadas em eleger os grandes heróis e seus principais
feitos. Portanto, o papel do historiador consiste em apenas narrar um assunto e a
única habilidade restringe-se a retirar do documento todas as informações que
apresentavam e não acrescentar nada, como se o documento falasse por si só.”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.82.
O idealismo alemão acreditava que o papel do historiador era
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 7/9
fazer perguntas aos documentos históricos.
X exclusivamente a de narrar os fatos
louvar o passado nacional
determinar os critérios que os historiadores deveriam seguir no trato com as fontes
interferir no debate público para esclarecer a verdade
[360039_569
72]
Questão
016
Leia o texto.
É que formular um problema é precisamente o começoe o fim de toda a história. Se
não há problemas, não há história. Apenas narrações, compilações. Lembrem-se: se
não falei de “ciência da história, falei de “estudo cientificamente conduzido”. Estas
duas palavras não estavam lá para compor a frase. A fórmula cientificamente
conduzida implica duas operações, as mesmas que se encontram na base de
qualquer trabalho científico moderno: indicar problemas e formular hipóteses. Duas
operações que já os homens do meu tempo se revelavam especialmente perigosas.
Porque pôr problemas, ou formular hipóteses, era muito simplesmente trair. Nesse
tempo, os historiadores viviam num respeito pueril e devoto pelos “fatos”. Habitava-os
a convicção ingênua e tocante de que o sábio era um homem que, ao olhar
pelo seu microscópio, aprendia logo uma braçada de fatos (FEBVRE, 1989, p. 31-32).
 
A corrente historiográfica a que pertence o texto acima é
escola positivista.
X escola dos Annales.
Marxista.
Humanista.
Iluminismo.
[360040_570
09]
Questão
017
O que faz que a história surja como disciplina e compreendida como produção das
relações humanas não está ligado unicamente à ânsia da sociedade em buscar
respostas para questões econômicas e políticas, ou da necessidade de reunir
documentos e elaborar registros. Outras questões perpassam o ofício e o universo do
historiador. De que forma se explica essa busca que é oriunda do ofício e do universo
do historiador?
Trata-se da necessidade de conseguir elaborar reflexões da história, e delas extrair
orientações e sentidos diante das questões e angústias exclusivamente filosóficas que
acompanharam o homem ao longo da história da humanidade
Trata-se da necessidade de conseguir elaborar pesquisas e reflexões a partir da
história e do passado, e delas extrair explicações econômicas, no sentido de justificar
as ações dos mercadores de valores e do mundo dos negócios contemporâneos.
X
Trata-se da necessidade de conseguir elaborar pesquisas da história e do passado, e
delas extrair sentidos e significações às questões do presente, passado e futuro,
concomitantemente
Trata-se da necessidade de extrair orientação geográfica e temporal com relação a
todas as dimensões do planeta
Trata-se da necessidade de conseguir elaborar pesquisas sobre o passado e delas
não necessariamente extrair conceitos e sentidos para problemáticas do presente
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 8/9
[360040_569
93]
Questão
018
Leia o texto para responder à questão:
“O ano de 2014 é o nosso presente. Mas, baseando-se em Agostinho, concluo que
este ano está subdividido em meses, semanas, dias, horas... como dizemos, o
presente existe, mas é muito curto. Qual seria o limite para considerarmos algo como
presente? Agostinho elabora uma explicação que é ao mesmo tempo simples e genial
para estabelecer relações entre passado, presente e futuro: para ele, tanto passado
como o futuro só existem em função do presente. O passado é somente rememorado
no presente e o futuro só é projetado também no presente. Sabemos o que está ou
não está distante de nós temporalmente a partir da comparação com a nossa
realidade atual.
Agostinho é um dos primeiros filósofos a compreender que o tempo não é algo que
está fora do ser humano, ou da sociedade como um todo. O tempo é a sociedade, faz
parte dela, não é algo externo, que acontece aleatoriamente. ”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.126.
 
Segundo o texto, o passado e o futuro, para Santo Agostinho,
são significativamente os mesmos em todas as sociedades.
pressupõem que o historiador se livre desses referenciais.
são externos às sociedades.
evidenciam o quanto o presente é curto.
X existem em função do tempo presente.
[360040_569
76]
Questão
019
Leia o texto.
“Para o autor mencionado, o documento histórico é um caminho para o historiador,
haja vista a necessidade de fazer perguntas a ele e reunir todos aqueles que são
necessários à pesquisa, sendo procedimentos relevantes que contribuiriam para
diminuir ou elevar a escrita
da história. Já que o documento é portador de um discurso, que, assim considerado,
não pode ser visto como algo transparente; por isso, o historiador deve atentar-se
para o modo com que se apresenta o conteúdo histórico e questioná-lo, então a
importância de utilizar-se de um método crítico, para jamais aceitar cegamente os
testemunhos escritos, visto que nem todos os relatos são verídicos e os materiais
podem ser falsificados; assim somente através da crítica se consegue distinguir o
verdadeiro do falso (BLOCH, 2001).”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.17.
O papel do historiador descrito no texto acima remete à escola histórica
X dos Annales
Romântica
Marxista
Metódica
Antiquária
Pincel Atômico - 02/03/2025 10:14:48 9/9
[360040_596
17]
Questão
020
Leia o texto.
É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro lI, explicitaria
os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da
colonização europeia. Diz ele a propósito do posicionamento de sua obra História
Geral do Brasil frente à discussão do problema nacional:
"Em geral busquei inspirações de patriotismo sem ser no ódio a portugueses, ou à
estrangeira Europa, que nos beneficia com ilustração; tratei de pôr um dique à tanta
declamação e servilismo à democracia; e procurei ir disciplinando produtivamente
certas ideias soltas de nacionalidade . . .”
GUIMARÃES, Manoel Salgado. Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional. Estudos Históricos, Rio
de Janeiro, nº 1, 1998, p. 6.
Varhagem é considerado o “pai da história” no Brasil. Segundo o texto, a
característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi
a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a
nacionalidade brasileira
X a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira
a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da
nacionalidade
a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira.
que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da
nacionalidade brasileira.

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