Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Wilhelm Wundt
	Fundador da nova ciência da psicologia, cujo método de pesquisa era experimental e independente. Inaugurou o termo Psicologia Experimental, além de ter criado uma abordagem psicológica cultural e social.
	O objeto de estudo da psicologia da Wundt é a consciência. Wundt não acreditava que os elementos da consciência são entidades estáticas, mas sim unidades ativas na organização do seu próprio conteúdo. Seu sistema de estudo da mente era denominado de Voluntariarismo e se refere ao poder que a vontade tem de organizar os conteúdos mentais em seus processos de pensamento mais complexos.
	Segundo Wundt, os psicólogos deveriam preferencialmente estudar a experiência imediata, pois a mesma descreve experiências primarias, elementos componentes simples do consciente. Seu método de estudo era a introspecção quantitativa, ou seja, a busca de relatos conscientes do sujeito com relação ao tamanho, intensidade e duração de estímulos físicos a que eram submetidos.
	Wundt acreditava que as sensações e os sentimentos são as duas formas elementares da experiência, por serem elementos simultâneos da experiência imediata e possuírem qualidade e intensidade. O autor considera que a mente e o corpo são sistemas paralelos, porém sem interferência mútua e que por isso era possível estudar a mente de forma eficaz, separadamente.
	Para Wundt, a mente executa uma união química mental, que se manifesta através da associação, sendo percebida de três formas: fusão, onde os elementos combinados manifestam-se sempre juntos; Assimilação, que é também um arranjo de elementos em que nem todos estão presentes no consciente. Complicação, em que se reúnem elementos de diferentes modalidades sensoriais.
· Médico, filósofo e psicólogo
· 1832-1920
· Criador da primeira abordagem na psicologia científica: Voluntarismo que enfatiza a vontade, escolha e propósito.
· Segunda metade do século XIX – ambiente propicio para o surgimento da psicologia como disciplina científica distinta. Wundt foi um dos principais defensores dessa ideia.
· Utilizava métodos científicos para estudar processos psicológicos fundamentais como tempo de reação mental em resposta a estímulos visuais e auditivos. Ex. medir de forma precisa quanto tempo leva para pessoa detectar conscientemente a visão e som de um sino sendo tocado.
· 1874 – Virada na psicologia. Wundt publicou seu texto mais importante – princípios de psicologia fisiológica. Wundt delineava as conexões entre fisiologia e psicologia. Convicção de que a psicologia deveria se estabelecer como disciplina científica separada, que utilizaria métodos experimentais para estudar processos mentais.
· 1879 – Wundt realizou esse objetivo, quando abriu o primeiro laboratório de pesquisa em psicologia, na universidade de Leipzig. Esse evento marca o início formal da psicologia como ciência experimental. 
· Definiu a psicologia como estudo da consciência. Enfatizou o uso de métodos experimentais para estuda-la e medi-la. O grande objetivo não era apenas entender como a consciência é vivenciada pelas pessoas, mas era também conhecer as leis mentais que governam a dinâmica, o funcionamento da consciência.
· O conceito de vontade era de fundamental importância para Wundt, uma vez que a vontade se reflete na atenção e volição (escolha, decisão). Ele afirmava que vontade era o conceito central, a partir do qual todos os grandes problemas da psicologia deveriam ser entendidos.
· Percebeu que o ser humano é capaz de decidir onde focar sua atenção, e portanto é capaz de decidir o que perceber. Ademais, ele acreditava que muitos de nossos comportamentos e atenção estão orientados a um propósito, quer dizer, são motivados. É precisamente dessa ênfase de Wundt a respeito da vontade que vem o nome Voluntarismo, que é a primeira abordagem na psicologia, ao invés do estruturalismo, como muitas vezes se pensa.
· Elementos do pensamento: Segundo Wundt, há dois tipos básicos de experiências mentais: as sensações e os sentimentos. Nesse entendimento, uma sensação ocorre sempre que um dos órgãos dos sentidos é estimulado, e o impulso que resulta dessa estimulação, atinge o cérebro. As sensações apresentam modalidades visual, auditiva, gustativa; e intensidades forte, fraca, alta, baixa, intermediária. Todas as sensações são acompanhadas de sentimentos, pois ele percebeu que certas sensações são mais agradáveis que outras. Ele formulou a teoria tridimensional dos sentimentos. De acordo com essa teoria, qualquer sentimento pode ser descrito a partir de três atributos: agradabilidade/desagrabilidade, excitamento/calma e tensão/relaxamento. 
· Introspecção: Para estudar os processos mentais básicos envolvidos na experiência imediata das pessoas, ou seja, na consciência, no aqui e agora, Wundt usou uma variedade de métodos, incluindo a introspecção. Ele fazia uma diferenciação entre a introspecção pura e a introspecção experimental. A introspecção pura, utilizada pelos filósofos anteriores, como os empiristas, era um processo relativamente não estruturado, pouco técnico, no qual o indivíduo observava a si mesmo, a sua própria mente. Já a introspecção experimental, utilizada por Wundt, requeria o uso de instrumentos laboratoriais para alterar as condições do experimento, e, segundo ele, tornar os resultados da percepção interna tão precisos quanto a percepção externa. 
· Wundt utilizou a instrospecção mais ou menos como os fisiologistas e psicofísicos a utilizaram, ou seja, como uma técnica para determinar se uma pessoa está experimentando uma sensação específica ou não. 
· Até sua morte, em 1920, Wundt exerceu uma forte influencia no desenvolvimento da psicologia como ciência. 200 estudantes de todo o mundo viajaram a Leipzig para fazerem doutorado em psicologia experimental sob a orientação de Wundt. Ao longo dos anos, cerca de 17 mil estudantes ouviram as palestras sobre psicologia em geral, o que incluía demonstrações de dispositivos que ele desenvolveu para mensurar processos mentais. 
· Paralelismo psicofísico doutrina segundo a qual o psíquico e o físico (mente e corpo), são coordenados, desenvolvendo-se paralelamente, como dois pontos de vista diferentes sobre a mesma coisa.
O Estruturalismo de Edward Tichener
	Fundador do Estruturalismo, acreditava que o objeto de estudo da psicologia se centra nos elementos que compõem a estrutura da consciência, não dando muita ênfase a sua associação, tal qual fazia Wundt. Segundo Titchener, a principal tarefa da Psicologia é descobrir a origem das experiências conscientes elementares, ou seja, estudar as partes que fazem parte da consciência para assim determinar a sua estrutura. Para tal estudo, Titchener modificou o método introspectivo de Wundt, tornando-o mais similar ao de Külpe, um método de introspecção qualitativa.
De acordo com Titchener, o objeto da Psicologia é a experiência consciente. Titchener define a consciência como a soma de experiências vividas num determinado momento, e a mente como a soma de experiências, acumuladas ao longo da vida. Mente e consciência são realidades semelhantes, mas enquanto a consciência envolve processos mentais que ocorrem em determinado momento, a mente envolve o acumulo total destes processos.
	Titchener propôs três estados elementares de consciência, as sensações que são os elementos básicos da percepção e ocorrem nos sons, nas visões, nos cheiros e em outras experiências evocadas por elementos físicos do ambiente. As imagens, que são elementos de ideias e remetem a experiências não necessariamente presentes no momento, assim como a lembrança de uma experiência passada. Os sentimentos, que seriam elementos da emoção, presentes em experiências como o amor, o ódio ou a tristeza.
	Para Titchener, as finalidades da Psicologia seriam reduzir os processos conscientes nos seus elementos mais primários, determinar as leis mediante as quais esses elementos se associam, e ligar esses elementos às suas condições fisiológicas. Logo, os objetivos da Psicologia convergem com os das ciências naturais.
· Psicólogo britânico.
· 1867-1927
· Um dosmais dedicados alunos de W. Wundt (o pai da psicologia). Após terminar seu doutorado, sob orientação de Wundt, em 1892, Titchener se mudou para Nova York para ensinar psicologia na universidade de Cornell, na qual estabeleceu seu próprio laboratório de psicologia.
· Estruturalismo: Titchener não seguiu por muito tempo o Voluntarismo desenvolvido por Wundt. De fato, Titchener desenvolveu suas próprias ideias e sua abordagem ficou conhecida como estruturalismo. O estruturalismo tornou-se a primeira grande escola de pensamento na psicologia. 
· O estruturalismo afirma que mesmo as nossas experiências conscientes mais complexas podem ser subdivididas, repartidas em estruturas elementares, partes componentes de sensações e sentimentos. Para identificar essas estruturas nos pensamentos conscientes, Titchener treinou voluntários em um procedimento chamado introspecção. Na introspecção, utilizada por Titchener, os voluntários recebiam um estímulo simples, por exemplo, a visão de um livro. E após o estímulo ser retirado, eles tentavam reconstruir suas sensações e sentimentos, descrevendo o que viram e o que sentiram. Além de estímulos visuais, também poderiam ser utilizados sons, cheiros, sabores ou estímulos táteis. 
· Apesar de ter sido a primeira grande abordagem na psicologia, o estruturalismo de Titchener não sobreviveu a sua morte em 1927. Em verdade, mesmo antes da morte dele, o estruturalismo era frequentemente criticado por se apoiar excessivamente no método da introspecção, um método com limitações significativas. Muitos pesquisadores da época declaravam que a introspecção não era um método confiável, pois voluntários diferentes frequentemente ofereciam descrições muito diferentes, em relação aos mesmos estímulos. Além disso, a introspecção não podia ser usada para estudar crianças ou animais. Por fim, tópicos complexos como aprendizagem, desenvolvimento, personalidade e distúrbios mentais não podiam ser investigados pela introspecção.
 
O Funcionalismo de William James
	Surge nos Estados Unidos, em oposição à proposta de Psicologia feita por Titchener (Estruturalismo), tendo como principais representantes William James e John Dewey.
	Os estudos funcionalistas foram percebidos em escolas no final do século XIX, em duas das mais novas universidades americanas, a de Chicago e a Columbia. Cabendo os estudos funcionalistas em Chicago a Dewey, Angell e Carr e em Columbia a Thorndike e Woodworth.
	Angell coloca em dúvida qualquer possibilidade de uma psicologia pautada em elementos mentais. O aspecto estrutural da mente deve ser buscado não nos seus supostos elementos, mas nas suas funções, atos ou processos mentais. Para Angell a psicologia se torna mais funcional do que a própria biologia, pois não apenas  o funcional antecede  e produz o estrutural, como também ambos representam dois objetos do mesmo fato.
A escola de Columbia toma uma abordagem comportamental, embasada em aspectos motivacionais. Thorndike, em suas experiências sobre a inteligência animal, não supõe mais a solução das problemáticas norteada por uma consciência capaz de escolher respostas, mas um conjunto aleatório de respostas que são selecionadas pelo seu efeito. Esta é sua clássica Lei do Efeito. Podemos perceber que ao substituir a consciência pelo acaso, Thorndike não apenas adéqua o seu modelo ao darwinismo, como também abre caminho para o behaviorismo. 
	Os psicólogos funcionalistas definem a psicologia como uma ciência biológica que visa o estudo dos processos, operações e atos mentais como formas adaptação. Partem da ideia evolutiva biológica, segundo o qual os seres vivos sobrevivem caso tenham características orgânicas e comportamentais adequadas para a sua adaptação ao meio em que vivem. 
	Consideram os processos mentais o verdadeiro objeto de estudo da psicologia, e a analise desse objeto exige uma diversidade de métodos. Não deixam de utilizar introspecção, embora não a aprovem no seu estilo titcheneriano, por a considerarem muito artificial.
	No funcionalismo, a adaptação não se refere a um processo genético, mas sim, ligado à adaptação comportamental individual. O conceito de adaptação deixa de fazer jus a uma relação de sobrevivência em um determinado meio, e passa a significar uma melhor vivência neste. Essa melhor vivência, não se refere estritamente ao meio físico, mas, sobretudo, ao meio social. Estar adaptado é estar adequado às demandas do meio social, independente de quais forem.
· Quando Titchener começou seu trabalho em Nova York, na universidade de Cornell, a psicologia já estava bem estabelecida nos EUA. E o principal expoente da psicologia americana era o professor da universidade de Harvard, William James, o propositor do funcionalismo.
· James se interessou pela psicologia ao ler um artigo de W. Wundt, no final da década de 1860. Outros pensadores como Charles Darwin, também influenciaram o pensamento de James. O conceito de evolução teve um impacto profundo nas ideias de James, assim como Darwin, ele destacava a importância da adaptação dos organismos aos desafios ambientais.
· No início da década de 1870, James começou a ensinar fisiologia e anatomia em classes na universidade de Harvard, na medida em que seu entusiasmo pela psicologia crescia, ele foi incluindo tópicos dessa disciplina em suas aulas. E ao final daquela década de 1870 ele já lecionava em turmas dedicadas exclusivamente ao estuda da psicologia.
· Funcionalismo: Em 1890, James publicou sua grande obra “princípios de psicologia”, após mais de uma década de dedicação a escrita do livro. Apesar de ter mais de 1400 páginas, esse livro rapidamente se tornou o principal livro texto de psicologia na América. Na obra, James discutiu diversos tópicos como: funcionamento cerebral, hábito, memória, sensação, percepção e emoção. E sua abordagem teve profundo impacto no desenvolvimento da psicologia americana. 
· Conhecida como funcionalismo, à nova abordagem psicológica destacava a importância de como as funções do comportamento permitiam as pessoas e aos animais adaptarem-se aos seus ambientes. Diferente do estruturalismo que se limitava ao método da introspecção, o funcionalismo expandiu o escopo da pesquisa psicológica, para incluir a observação dos seres vivos em seus ambientes. Os funcionalistas também analisavam como a psicologia poderia ser aplicada a áreas como a educação escolar, a educação da família e os ambientes de trabalho. 
· Tanto o estruturalismo quanto o funcionalismo tinham um ponto em comum: o entendimento de que a psicologia deveria se dedicar ao estudo da experiência consciente. Mas estruturalistas e funcionalistas tinham ideias diferentes do que seria consciência e com deveria ser estudada. Se os estruturalistas tentavam identificar as estruturas essenciais da consciência, em um dado momento, através da introspecção, por sua vez, o funcionalismo via a consciência como fluxo ininterrupto de estados mentais que se modificam. Um fluxo constante de conhecimentos, sentimentos, desejos e decisões, que passam e repassam constantemente e constituem nossa vida mental, e possíveis de serem fragmentados. 
· Na psicologia contemporânea nem o estruturalismo e nem o funcionalismo existem mais como abordagens em uso. Mas o estudo da importância adaptativa do comportamento, e o uso da psicologia para aperfeiçoar o comportamento humano são legados do funcionalismo ainda presentes na psicologia moderna.
O behaviorismo e cognitivismo sugerem que o conhecimento é algo que vem de fora em forma de estímulos. Já o construtivismo entende que o conhecimento é algo que só passa a existir a quando interagimos com o mundo que nos cerca, ou seja, quando interpretamos esse mundo. 
· Positivismo foi uma corrente sociológica do século XIX que defendia a aplicação de métodos científicos baseados na experimentação como única forma de propiciar conhecimento verdadeiro sobre a sociedade. Augusto Comte = pai do positivismo. Conhecimento produzido pela ciência era o melhor tipo de conhecimento para identificar problemas sociais, para compreender melhor a economia,política e sociedade. Visa dar a sociologia um caráter de ciência universalmente válida, baseada na experimentação para explicar os fenômenos sociais. Deixa de lado o conhecimento de senso comum e religioso e se apoia no conhecimento científico.
· John Dewey – Funcionalismo: Processos sensoriais (visão da chama e percepção do calor), cerebrais (registram a dor) e respostas motoras (afastamento do corpo em relação à chama) como processo integrado, interligados e funcionais. O sistema cumpre a função de adaptar o organismo ao ambiente, assim, a partir de agora a criança evitará a chama. O comportamento deveria ser compreendido a partir de sua função. 
· Pragmatismo: Conceitos filosóficos abstratos só tem significado na medida em que podem ser utilizados de forma prática. Pensamento é uma capacidade humana que evoluiu para servir os interesses da nossa sobrevivência e bem-estar. O pensamento tem que ter utilidade prática. Ex. conceitos como democracia precisam ser vividos e colocados em prática na vida, e isso pode ser feito por meio da educação, das experiências educacionais. 
Gustav T. Fechner
Paralelismo Psicofísico
· Debate mente e corpo
· Nega a divisão entre a matéria e a mente.
Profissão Psicologia
· Em 27 de agosto de 1962, o então presidente da República, João Goulart, sancionou a Lei 4.119 que tornava a Psicologia, de direito, uma profissão.
· Antes de ser juridicamente reconhecida, a psicologia estava presente em campos como a Educação, a Saúde, o Trabalho e o Direito, sendo ensinada nas Escolas Normais e Faculdades de Filosofia e em centros de excelência como a Universidade de São Paulo, a partir de 1958.
· Seu estabelecimento como profissão, contudo, enfrentou resistências da área médica, que considerava como privativas, práticas associadas à clínica. Apesar dessas resistências, a lei que regulamenta a profissão assegurou o trabalho do(a) psicólogo(a), definido como "uso de métodos e técnicas psicológicas para a solução de problemas de ajustamento".
· De qualquer forma, a Lei 4.119 teria de esperar até janeiro de 1964 para ser regulamentada (pelo Decreto 53.464) e somente em dezembro de 1971, com a Lei 5.766, seria criado formalmente o Conselho Federal de Psicologia (CFP), seguido pelos sete primeiros Conselhos Regionais de Psicologia.
Psicologia no mundo
· A psicologia como campo de estudo experimental começou em 1879, em Leipzig, Alemanha, quando Wundt fundou o primeiro laboratório dedicado exclusivamente à pesquisa psicológica na Alemanha.

Mais conteúdos dessa disciplina