Prévia do material em texto
RESUMO O que é ser universitário? Ser universitário em 1992 significava posicionar-se ideologicamente, ou seja, para um adolescente, isso já dava uma grande sensação de liberdade, como o direito de escolher suas próprias roupas. Mas o Brasil nessa época se encontrava em rédeas ditatoriais do governo militar, e as universidades tornaram símbolos de resistência a este protesto contra a falta de liberdade de expressão. Assim ser universitário era participar de um debate ideológico bastante apaixonado e também envolvendo questões de diferentes tipos como a de energia e de envolvimento emocional em cada época histórica. Hoje o envolvimento ideológico dos estudantes universitários sofreu uma mudança em comparação o que acontecia nos anos de 1980. Ser universitário vai além de conseguir um diploma, é usar a universidade como fórum de discussões acerca da sociedade em que estamos inseridos. Para Oliveira (2004, p.17), “[...] ‘Ensinar’ não significa transmitir conhecimentos; significa sim orientar o estudante, apontando caminhos e criando condições que facilitem seu processo de construção de conhecimentos”. Ser universitários em termos de aprendizagem é construir seu autoconhecimento com autonomia, não depender do professor para transferência de conhecimentos e sim como facilitador do seu processo de aprendizagem, como sugerir livros, tirar dúvidas ao ponto de participar do processo da construção de conhecimento do estudante. Ser autônomo é essencial para seu sucesso acadêmico, para adquirir experiência profissional no mercado de trabalho e o desenvolvimento de sua capacidade de aprender, propiciando vantagens dentro da universidade e fora dela. Se você lê pouco, tente modificar seu hábito de leitura. Um estudante universitário com muita leitura tende a ser um estudante com mais chances de destacar não só no ambiente acadêmico mais também no profissional. Portanto, fique ligado: desenvolva sua escrita e varie suas leituras. Mas vale este lembrete de Freire: A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento nos textos a serem compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada deste outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade do seu trabalho, ou não, com a quantidade de paginas escritas. (FREIRE, Paulo 2000, pp. 17-18 apud OLIVEIRA, 2004, p 22). A mesma lógica se aplica à sua produção escrita: quanto mais se escreve, mais se pode desenvolver a habilidade de escrita. Um texto escrito deve seduzir o leitor, como lembra Roland Barthes: “O texto que o senhor escreve tem de me dar prova de que ele me deseja” (2002, p.11). Da mesma forma que há textos que seduzem e dão prazer ao leitor, há textos que repelem o leitor. Como se deve estudar? Uma das situações mais comuns em faculdade é aquela em que o estudante conversa com o professor pedindo sugestões de como estudar. Existem diversas formas de estudar, isto está relacionado de que cada pessoa é diferente da outra, o que leva a cada estudante uma ou outra forma de estudar se sentir mais ou menos confortável. Concentrar-se é importante, infelizmente há muitos estudantes que por algumas razões, têm uma dificuldade imensa para se concentrarem. Há alguns sintomas que levam a pouca capacidade de concentração, uma delas é a tendência de entrar e sair da sala várias vezes, além de desrespeitoso e irritante com o professor e os outros alunos, leva o “nômade acadêmico” a não se concentrar em nada. A causa desse entra e sai pode ser justificável ou injustificável. Ente as causas injustificáveis encontram-se problema de saúde, como diarreia e coriza, que pode levar os estudantes a se dirigirem ao banheiro durante o período de aula. Há estudantes que têm dúvidas em varias aulas e somente no dia da revisão que o professor geralmente faz antes de uma prova declaram que não sabem nada. Podemos pensar em três causas para a origem das dúvidas dos estudantes. Uma delas é a falta de concentração durante a aula, o que favorece o não entendimento. Uma segunda causa está na possibilidade de o professor se enrolar todo para explicar gerando dificuldade no processo de aprendizagem do estudante. Às vezes, o problema reside na falta de base do estudante, o que se constitui, na terceira causa de suas dúvidas. É essências que o estudante não seja um poço de duvidas, somente os estudantes que se concentram podem ter duvidas legitimas sobre os assuntos estudados, ou seja, aquela duvida decorrente do processo continuando, durante a aula e fora da sala de aula. Por isso é necessário que o estudante faça revisões estruturadas e que organize seu tempo para que suas duvidas sejam legítimas e merecem serem esclarecidas. Organize seu horário de aulas para estudar em casa, organize suas anotações, faça leituras extras e pesquisas. Saiba como escolher um livro, você não deve se limitar a ler somente o título, às vezes o título pode passar uma ideia equivocada o ideal é sempre ler o texto da quarta capa, bem como seu sumário e se possível, sua introdução. Organize seu vocabulário técnico, ao ingressar na faculdade você começa a fazer parte de um grupo de pessoas que compartilham interesse acadêmico e uma linguagem específica à área em que seu curso se encontra inserido, os termos específicos são chamados de “jargão”. Saiba a diferença entre tomar notas e copiar, ao fazer anotações durante aulas, palestras e leituras é muito eficiente e estratégico para o estudante tomar notas. Entretanto o hábito de copiar tudo o que o professor diz na aula não é a mesma coisa que tomar notas. Uma técnica bastante útil para o estudo é o fichamento, pode ser de dois tipos: bibliográfico e de conteúdo. A ficha bibliográfica contém o nome do autor, o título da obra, o assunto e, caso o livro não pertença ao estudante, o local onde ele se encontra arquivado. A ficha de conteúdo contém, além das informações bibliográficas, o resumo da obra e/ou a cópia de trechos. Use a internet como fonte de pesquisa, através dos sites de busca essa ferramenta facilita muito na hora de buscar uma informação basta digitar uma palavra no retângulo e pronto você já tem acesso ao conteúdo que precisa. Outra dica importante para aproveitar bem os estudos é fazer uma auto-avaliação, assim você vai ficar sabendo de sua situação em cada disciplina e o que têm dúvidas. E na hora de fazer uma apresentação oral? A timidez realmente é uma barreira a ser transposta se o estudante quiser fazer uma apresentação oral. Entretanto, a faculdade é um espaço excelente para o estudante superar essa barreira e criar autoconfiança. Outra razão para o estudante se sentir pouco á vontade para fazer apresentação é o medo da reação critica por parte dos colegas, você precisa se preocupar é com o que pensa de si mesmo. O fato de estar na frente da sala de aula, falando para seus colegas e professores, sentindo um pouco de nervosismo ou não, isso já representa um grande passo em direção à superação do seu medo de falar em público. Durante a apresentação oral, você precisa estar atento a outros elementos importante como contato visual, o uso da voz, a postura e finalmente antecipe problemas. Ser capaz de fazer apresentações orais, portanto, não é só importante para sobreviver às avaliações na faculdade, mas também para o sucesso na participação de eventos acadêmicos e científicos e na vida profissional. Referências: OLIVEIRA, Luciano Amaral. Manual de Sobrevivência Universitária. Campinas, SP: Papirus, 2004. Cap. 1, p. 13-28: O que é ser universitário? Cap. 2, p 29-45: Como se deve estudar? Cap. 3, p 47-57: E na hora de fazer uma apresentação oral?