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Disciplina: História da Psicologia 
Professora : Renata Martins 
Referência Bibliográfica: Livro História da Psicologia Moderna – Autores: 
Duane P. Schultz e Sydney Ellen Schultz 
 
 
Principais pontos debatidos em sala de aula 
A Psicologia como ciência 
 
 
Influências Filosóficas para a psicologia 
 
Três principais filósofos trazem contribuições importantes: 
 
Sócrates: 
Postulava que a principal característica humana é a razão (essência). 
A razão permitia aos humanos sobrepor-se aos instintos, que seriam a base da 
irracionalidade. 
Os sentidos como vias imperfeitas, sujeitas a ilusões. 
Ao definir a razão como peculiaridade do homem ou como essência humana, 
Sócrates abriu um caminho que seria muito explorado pela Psicologia 
moderna. 
Busca da verdadeira essência pelo diálogo crítico: “Só sei que nada sei”. 
Dizia que a Filosofia não era possível enquanto o indivíduo não se voltasse 
para si próprio e reconhecesse suas limitações. Para tal, formulou a máxima 
que atravessa séculos e que se expressa sob a forma: "Conhece - te a ti 
mesmo“. 
Sócrates não está em seu "gabinete" contemplando "o próprio umbigo", e sim 
na praça pública. 
A relação estabelecida com as pessoas não é puramente intelectual nem alheia 
às emoções. 
Seu conhecimento não é livresco, mas vivo e em processo de se fazer; o 
conteúdo é a experiência cotidiana. 
Guia-se pelo princípio de que nada sabe e, desta perplexidade primeira, inicia a 
interrogação e o questionamento do que é familiar. 
Ao criticar o saber dogmático, não quer com isso dizer que ele próprio é 
detentor de um saber. Desperta as consciências adormecidas, mas não se 
considera um "farol" que ilumina; o caminho novo deve ser construído pela 
discussão, que é intersubjetiva, e pela busca criativa das soluções. 
Portanto, Sócrates é "subversivo" porque "desnorteia", perturba a "ordem" do 
conhecer e do fazer e, portanto, deve morrer 
 
Platão: 
 
Para Platão, a primeira virtude do filósofo é admirar-se. A admiração é a 
condição de onde deriva a capacidade de problematizar, o que marca a 
filosofia não como posse da verdade, mas como sua busca. 
Na ordem do saber estipulada por Platão, o homem começa a conhecer pela 
forma imperfeita da opinião (doxa), depois passa ao grau mais avançado da 
ciência (episteme), para só então ser capaz de atingir o nível mais alto do 
saber filosófico. 
 
 
Aristóteles: 
 
Aristóteles foi discípulo de Platão e é considerado um dos mais importantes 
pensadores da história da Filosofia. Contribuiu demasiadamente com a 
inovadora postulação de que alma e corpo não podem ser dissociados. Para 
esse filósofo, alma é a essência do corpo, é “a harmonia das funções vitais”. 
Aristóteles "traz as idéias do céu à terra": o mundo das ideias de Platão, 
fundindo o mundo sensível e o inteligível no conceito da substância, enquanto 
"aquilo que é em si mesmo, ou enquanto suporte dos atributos. 
 
Influências Fisiológicas para a Psicologia 
 
O pensamento científico vai dominar a Idade moderna. 
A experimentação, a observação e a medição tornaram-se as marcas 
distintivas da ciência; 
As pessoas podiam ser estudadas como as máquinas (“por partes”). 
Os métodos experimentais e quantitativos poderiam também ser aplicados ao 
estudo da natureza humana. 
O trabalho experimental prosseguiu com tamanha rapidez que, em meados do 
século XIX, os cientistas aceitaram como fato comprovado a natureza elétrica 
dos impulsos nervosos. Passaram a crer que o sistema nervoso se constituía 
essencialmente de um condutor de impulsos elétricos e que o sistema nervoso 
central funcionava como uma estação de transferência, desviando os impulsos 
para as fibras nervosas sensoriais ou motoras. 
Gustav Theodor Fechner (1801-1887) 
Os efeitos das intensidades do estímulo não são absolutos e sim relativos à 
quantidade de sensação que já existe. 
Demonstrou que a quantidade de sensação (a qualidade mental) depende da 
quantidade de estímulo (a qualidade física ou material). Para medir a mudança 
na sensação, temos de medir a mudança do estímulo. (exemplo: sinos) 
Limiar absoluto da sensibilidade - o ponto, em termos da intensidade do 
estímulo, abaixo do qual nenhuma sensação é relatada e acima do qual a 
pessoa tem uma sensação. 
Limiar diferencial da sensibilidade - a menor quantidade de mudança de um 
estímulo que produz uma mudança de sensação. 
O resultado imediato da descoberta de Fechner foi o desenvolvimento de um 
programa de pesquisa no campo que ele mais tarde veio a chamar de 
psicofísica - relacionamento entre os mundos mental e material. 
 
 
 
 
 
➢ A segunda guerra mundial teve forte influência histórica na concepção 
da psicologia clínica. 
 
➢ A diversidade teórica que existe na concepção da psicologia enquanto 
ciência contribui nas muitas maneiras de se lidar com os mesmos 
fenômenos da natureza humana, ilustrando a diversidade teórica 
 
 
O surgimento da psicologia como ciência: 
 
Wilian Wundt 
Cria na Universidade de Leipzig, na Alemanha, o primeiro laboratório para 
realizar experimentos na área de Psicofisiologia. 
 
Por esse fato e por sua extensa produção teórica na área, ele é considerado o 
pai da Psicologia moderna ou científica. 
 
Wundt escreveu que “a consciência retém só um pensamento, uma única 
percepção. Quando parece que temos diversas percepções simultâneas, 
somos engajados pela sua rápida sucessão”. Com essa descoberta, Wundt 
havia medido a mente. 
 
Foi o fundador da psicologia como disciplina acadêmica formal. Instalou o 
primeiro laboratório, lançou a primeira revista especializada e deu início à 
psicologia experimental como ciência. 
 
A Psicologia científica tem como marco histórico de sua fundação:A fundação 
do Laboratório de Leipzig, por Wilhelm Wundt, em 1879. 
A contribuição de Wundt para a fundação da psicologia moderna é devida não 
tanto a uma única descoberta científica quanto à promoção vigorosa da 
experimentação sistemática realizada por ele. 
Na verdade, o marco inaugural não seria o fato de ser o primeiro laboratório 
deste gênero, mas ter-se tornado o primeiro centro internacional de formação 
de psicólogos. 
 
A instituição da psicologia como disciplina científica se consolidou com o 
laboratório de Wundt que pretendia estudar intensidade das sensações, 
sensações táteis, psicologia do som, sensações de luz, gustação, olfação, 
percepções espaciais, curso das representações, estética experimental, 
processos atencionais, sentimentos e afetos, processos de associação e 
memória, entre outros processos. 
 
A Psicologia é a ciência que estuda o comportamento e os processos mentais 
dos indivíduos (psiquismo), dizer que a psicologia é uma ciência significa que 
ela é regida pelas mesmas leis do método científico as quais regem as outras 
ciências: ela procura um conhecimento objetivo, baseado em fatos empíricos. 
 
Wundt iniciou a mais longa e importante fase de sua carreira em 1875, ao 
aceitar o cargo de professor de filosofia da Universidade de Leipzig, onde 
trabalhou prodigiosamente por quarenta e cinco anos. Ele montou um 
laboratório em Leipzig pouco depois de chegar e, em 1881, fundou a revista 
Philosophische Studien (Estudos Filosóficos), o órgão oficial do novo 
laboratório e da nova ciência. Wundt pretendera chamar a revista de Estudos 
Psicológicos, mas mudou de idéia, ao que parece porque já havia uma revista 
com esse título (embora lidasse com espiritualismo e ocultismo). Em 1906, 
contudo, Wundt renomeou sua revista Estudos Psicológicos. Com um manual, 
um laboratório e uma revista acadêmica, a psicologia estava indo muito bem. 
O Sistema de Psicologia de Wundt 
 
A psicologia de Wundt recorreu aos métodos experimentais das ciências 
naturais, Wundt adaptou esses métodos científicos de investigação aos 
objetivos da nova psicologia e passou a estudar o seu objeto da mesma 
maneira como os cientistas físicos estudavamo seu. Assim, o espírito da 
época no campo da fisiologia e da filosofia ajudou a moldar tanto o objeto de 
estudo da nova psicologia como os seus métodos de investigação. 
 
O objeto de estudo da psicologia de Wundt era, em uma palavra, a 
consciência. Num sentido amplo, o impacto do empirismo e do associacionismo 
do século XIX refletiu-se, ao menos em parte, no sistema de Wundt. Sua 
concepção da consciência foi que ela inclui muitas partes ou características 
distintas e pode ser estudada pelo método da análise ou redução. Wundt 
escreveu: O primeiro passo na investigação de um fato tem de ser, por 
conseguinte, uma descrição dos elementos individuais., em que ele consiste 
 
 
Sobre as Escolas de Pensamento da psicologia 
 
Estruturalismo: 
 
 
O estruturalismo foi estabelecido por Edward Bradford Titchener considerada 
como primeira escola da psicologia. Titchener criou o Estruturalismo, primeira 
escola americana de pensamento no campo da psicologia. 
 
E. B. Titchener alterou dramaticamente o sistema de Wundt, enquanto jurava 
ser um seguidor leal. Ele propôs a sua própria abordagem, a que deu o nome 
de estruturalismo, e afirmou que ela representava a forma de psicologia 
esposada por Wundt. Contudo, os dois sistemas eram radicalmente diferentes, 
e o rótulo estruturalismo não pode ser aplicado à psicologia de Wundt, mas sim 
à obra de Titchener 
 
Seu objetivo era descobrir a natureza da experiência da consciência em partes 
separadas, sua estrutura. Titchener aceitou o foco empirista e associacionista 
sobre os elementos ou conteúdos mentais e sua ligação mecânica através do 
processo da associação. Foi acusado de artificialismo e esterilidade por causa 
de sua tentativa de analisar processos conscientes até decompô-los em seus 
elementos. 
Os críticos afirmavam não ser possível resgatar a totalidade da experiência 
partindo posteriormente de qualquer associação ou combinação das partes 
elementares. Argumentavam que a experiência não ocorria na forma de 
sensações, imagens ou estados afetivos individuais, mas em uma totalidade 
unificada. 
 
Perto do final da vida, Titchener começou a alterar seu sistema em muitos 
aspectos. Já em 1918, tinha desistido de falar do conceito de elementos 
mentais em suas aulas e começava a alegar que a psicologia deveria estudar 
não os elementos, mas as dimensões ou processos mais amplos da vida 
mental 
 
O Destino do Estruturalismo 
 
As pessoas com freqüência alcançam proeminência na história porque se 
opõem a alguma posição ou pensamento antigos. Mas, no caso de Titchener, a 
situação pode ser o contrário, pois ele se manteve firme quando todos 
pareciam contradizê-lo. O ideário da psicologia americana e européia estava 
mudando na segunda década do século XX, mas isso não acontecia com o 
enunciado formal do sistema de Titchener. Alguns psicólogos chegaram a 
considerar o seu trabalho uma tentativa fútil de apegar-se a princípios e 
métodos antiquados. 
 
Titchener acreditava estar estabelecendo o padrão básico da psicologia, ruas 
os seus esforços mostraram ser somente uma fase na história dessa ciência. A 
era do estruturalismo acabou quando ele morreu. O fato de ter se mantido por 
tanto tempo é um tributo efetivo à sua personalidade dominadora. 
 
Críticas ao Estruturalismo 
 
As críticas mais rigorosas ao estruturalismo foram dirigidas ao seu método: a 
introspec ção. Essas críticas tinham muito mais relação com a introspecção 
praticada nos laboratórios de Titchener e de Külpe, que estava voltada para 
relatos subjetivos dos elementos da consciência, do que com o método 
wundtiano de percepção interior, que estava voltado para respostas mais 
objetivas a estímulos externos. Sua psicologia era pura ciência individualista, 
não se preocupa com cura/tratamento de mentes enfermas ou sociedades 
problemáticas. 
 
 
 
 
O Funcionalismo: 
 
 
Os Funcionalistas estudavam a mente como um conglomerado de funções ou 
processos que levam a consequências práticas no mundo real. 
 
 Criticavam os estudos da mente realizados por Wundt e Titchener, afirmando 
que os mesmos não conseguiam responder em seus estudos as seguintes 
perguntas: O que a mente faz? Como ela o faz? 
 
Embora o funcionalismo fosse um protesto contra a escola de pensamento 
existente, seus proponentes não pretendiam tornar-se uma escola no sentido 
pleno da palavra. A razão principal para isso parece ter sido pessoal, e não 
ideológica. Nenhum dos defensores da posição funcionalista tinha a ambição 
de fundar e liderar um movimento formal. Com o tempo, o funcionalismo 
acabou por desenvolver muitas das características de uma escola de 
pensamento, mas isso não era o seu alvo. Seus líderes pareciam contentar-se 
em desafiar as posições de Wundt e de Titchener e ampliar as bases e o 
alcance da nova psicologia — e o fizeram com considerável sucesso. Eles 
modificaram a ortodoxia existente sem se empenhar em substitui-la. 
 
Concentrou-se numa questão prática: o que os processos mentais realizam 
estudavam a mente não do ponto de vista de sua composição, mas como um 
conglomerado de funções ou processos que levam a consequências práticas 
no mundo real. 
Contribuições do Funcionalismo 
 
Como atitude ou perspectiva geral, o funcionalismo se tomou parte da principal 
corrente da psicologia americana. Sua precoce e vigorosa oposição ao 
estruturalismo teve um imenso valor para o desenvolvimento da psicologia nos 
Estados Unidos. Também foram significativas as conseqüências de longo 
prazo da transferência da ênfase da estrutura para a função. Um dos 
resultados disso foi que a pesquisa sobre o comportamento animal, que não 
fazia parte da abordagem estruturalista, veio a ser elemento fundamental da 
psicologia. 
 
A psicologia funcionalista, definida em termos amplos, também incorporava 
estudos de bebês, crianças e retardados mentais. Além disso, o funcionalismo 
permitia que os psicólogos complementassem o método da introspecção com 
outras técnicas de obtenção de dados, como a pesquisa fisiológica, os testes 
mentais, os questionários e as descrições objetivas do comportamento 
 
O Funcionalismo abrange um período grande de 1850 até a presente data. 
E um movimento e engloba vários autores e estudiosos que partilham o mesmo 
objetivo de estudar o funcionamento mental. 
 
 
Willian James: 
Principal precursor americano da psicologia funcional e criador do 
Funcionalismo. 
 
Ele fala do Fluxo de Consciência – A consciência é um processo de fluxo 
contínuo. Não é possível experimentar o mesmo pensamento ou a mesma 
sensação mais de uma vez. A mente é sensivelmente contínua, não há 
interrupção abrupta no fluxo da consciência. A mente é seletiva, filtra algumas 
experiências, combina ou separa outras, seleciona e rejeita outras mais. O 
principal critério de seleção é a relevância. 
 
As três importantes escolas do final século XIX, que 
impulsionaram a construção da Psicologia como ciência: 
Estruturalismo, Funcionalismo e Associacionalismo/behaviorismo. 
 
 
Teoria Comportamental ou Behaviorismo 
O behaviorismo ou comportamentalismo é uma escola psicológica criada por 
John B. Watson (1878- 1959), que, descontente com a situação da psicologia 
nos inícios do sec. XX, propõe um novo objeto de estudo para esta ciência: o 
comportamento observável do ser humano. 
Watson desejava que os psicólogos e o público em geral percebessem que seu 
novo comportamentalismo tinha valor prático. Sua abordagem não se restringia 
ao laboratório, alcançando também o mundo real, e ele trabalhou duro para 
promover suas aplicações práticas em muitas áreas. 
 
Desde esta perspectiva, as ideias, sensações, imagens e demais fenômenos 
mentais internos são desconsiderados por não poderem ser diretamente 
observados. Igualmente, o método da introspecção é rejeitado enquanto “não 
científico”. 
O Behaviorismo é o sistema teórico que se dedicaao estudo do 
comportamento observável 
 
Principais nomes da teoria 
IVAN PETROVITCH PAVLOV (1849-1936) 
Sendo um fisiologista, ele estava interessado em estudar o funcionamento do 
sistema digestório utilizando cães como seus sujeitos experimentais. 
Com tal finalidade Pavlov criou um aparato que servia para colher a saliva do 
cão a fim de estudar o seu processo digestivo. 
O Condicionamento Classico se produz pela associação entre: 
 Um estímulo incondicionado (EI) que, pelo mecanismo reflexo, produz 
uma resposta incondicionada (RI). 
 Um estímulo neutro (EN) que, sendo por incapaz de produzir uma 
resposta sozinho, adquire essa capacidade após se associar de forma 
repetitiva em contiguidade temporal com o estímulo adequado. A partir 
desse momento é chamado estímulo condicionado (EC). 
 A aprendizagem de respostas involuntárias ao organismo, ou seja, 
reflexos. 
 
JOHN BROADUS WATSON (1878 -1958) 
 Treinamento 
 Watson demonstrou sua teoria das respostas emocionais condicionadas 
em seu estudo experimental de Albert, um bebê de onze meses, que foi 
condicionado a ter medo de um rato branco que ele não temia antes das 
tentativas de condicionamento (Watson e Rayner, 1920). 
 O medo foi estabelecido com a apresentação de um ruído forte (golpear 
uma barra de aço com um martelo) por trás de Albert sempre que o rato 
lhe era mostrado. Dentro de pouco tempo, a mera visão do rato produzia 
sinais de medo na criança. 
 Watson demonstrou que esse medo condicionado podia ser 
generalizado para outros estímulos como um coelho, um casaco de pele 
branco e as barbas do Papai Noel. Watson acreditava que os medos, 
aversões e angústias dos adultos são condicionados dessa maneira no 
início da infância. 
 
BURRHUS FREDERICK SKINNER (1904-1990) 
Condicioamento operante 
Skinner assume que a Psicologia deveria ter apenas dois objetivos: a previsão 
e o controle do comportamento (humano ou animal). 
 A posição de Skinner representa uma renovação do 
comportamentalismo watsoniano. 
 Seu tipo exclusivamente descritivo de comportamentalismo radical se 
dedica ao estudo das respostas; volta-se para descrever, e não para 
explicar, o comportamento. Ele só se ocupava do comportamento 
observável e acreditava que a tarefa da investigação científica se traduz 
em estabelecer relacionamentos funcionais entre as condições de 
estímulo controladas pelo experimentador e a resposta subsequente do 
organismo. 
 Condicionamento Operante  o comportamento operante é fortalecido 
ou enfraquecido pelos eventos que seguem a resposta. Enquanto o 
comportamento respondente é controlado por seus antecedentes, o 
comportamento operante é controlado por suas consequências. O 
condicionamento depende do que acontece depois que o 
comportamento termina. É o processo de modelar e manter por suas 
consequências um (determinado) comportamento particular. 
 
ALBERT BANDURA (1925-2021) 
Observação 
 Psicólogo canadense e professor da Universidade Stanford 
 A teoria destaca o aprendizado por meio da observação. Assim, a 
aprendizagem social acontece a partir da interação entre a mente do 
aprendiz e o ambiente ao seu redor. Ou seja, educa-se pelo exemplo e 
ações. 
 As pessoas aprendem coisas novas quando observam as ações dos 
outros. 
 Além de comportamental, o sistema de Bandura é cognitivo 
 
Psicanálise 
A Psicanálise surgiu no consultório, após Freud verificar que muitas pessoas, 
apresentando distúrbios, tinham tais problemas por interferência de fatores 
psicológicos. 
Explica o funcionamento da mente de duas formas: 
1 Tópica Freudiana 
Consciente 
 Pequena parte da mente que inclui tudo o que estamos cientes 
num dado momento. 
Pré-Consciente 
 É uma parte do inconsciente que pode se tornar consciente com 
facilidade. 
 Vasta área de lembranças que o consciente precisa para 
desempenhar suas funções. 
Inconsciente 
 Não acessível ao consciente. 
 Instintos ou pulsões. 
 Material excluído do consciente. 
 Parte mais profunda da memória. 
 Origem de pensamentos e sentimentos. 
 Atemporal. 
 Simbólico. 
 
2 Tópica Freudiana 
A vida psíquica é constituída por três instâncias, duas delas inconscientes e 
apenas uma consciente: o id, o superego e o ego (ou o isso, o super-eu e 
o eu). Os dois primeiros são inconscientes; o terceiro, consciente. 
O comportamento é quase sempre o resultado da interação desses três 
instâncias. 
Id  Polo pulsional da personalidade. 
 Os seus conteúdos, expressão psíquica das pulsões, são inconscientes, 
em parte hereditários e inatos e em parte recalcados e adquiridos. 
 Busca satisfação imediata das necessidades. 
 Princípio do prazer  O Id não tolera aumentos de energia 
experimentados como estado de desconforto. Seu objetivo é fazer o 
organismo retornar a um nível de conforto constante e de baixa energia. 
 Superego  também inconsciente, é a censura das pulsões que a 
sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer 
plenamente seus instintos e desejos. 
Manifesta-se à consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um 
conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação, pela produção 
da imagem do "eu ideal" isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa 
 
Ego  Se diferencia a partir do Id. É dependente tanto das reivindicações do 
Id, bem como dos imperativos do Superego e as exigências da realidade. É a 
parte que está em contato com a realidade externa. 
 Polo defensivo e conciliador da personalidade; tenta construir ou 
encontrar na realidade caminhos que possibilitem encontrar objetos que 
possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. 
O ego, diz Freud, é "um pobre coitado", espremido entre três 
escravidões. 
 
A Terceira Força: Teoria Fenomenológica-Existencial, Teoria 
Humanista e Teoria da Gestalt 
 
A Terapia Centrada na Pessoa 
A terapia centrada na pessoa expressa a visão da personalidade humana 
acreditando que a melhora do paciente é responsabilidade dele, e não do 
terapeuta 
Possuem uma perspectiva de homem como um ser consciente, autônomo, 
afetivo e repleto de emoções próprias, sentimentos, sonhos, anseios, crises e 
desejos. 
Carl Roger - Humanismo 
“O ser humano tem a capacidade, latente ou manifesta, de compreender-se a 
si mesmo e de resolver seus problemas de modo suficiente para alcançar 
satisfação e eficácia necessárias ao funcionamento adequado” 
O desenvolvimento da pessoa não se estrutura externamente, ao contrário, vai-
se efetivando existencialmente, a partir do “desabrochamento” de suas 
potencialidades interiores, tronando-se consciente de suas experiências 
vividas, percebidas, ... até sua percepção pela vivenciada experiencial mente. 
Rogers (1994) destaca que, apesar dos indivíduos possuírem dentro deles os 
recursos para a autocompreensão, modificação de seus autoconceitos, de suas 
atitudes e de seus comportamentos, e tendência ao crescimento, esses 
recursos somente serão ativados se houver um clima facilitador. 
Esta imagem que o homem tem de si mesmo se “desvela” à medida que ele se 
relaciona com o outro, relação esta que favorece um processo de revisão e de 
mudança de suas atitudes, de sua autoimagem e autoestima. 
 
A Psicologia da Gestalt 
Escola da Gestalt – Principais membros: Max Wertheimer (1880-1943), 
Wolfgang Köhler (1887-1967), Kurt Kofka (1886 - 1941). 
A palavra alemã “gestalt” significa “forma”, “padrão” ou “estrutura”. 
A temática central da Gestalt, também conhecida como Escola de Berlim, é a 
percepção, considerada processo cognitivo básico, através do qual são 
apreendidas as estruturas que integram o meio comportamental ou 
fenomenológico. A percepção consistiria no fundamento sobre o qual se 
desenvolveriam as atividades do pensamento, sendo suas leis consideradas 
válidas para toda atividade cognitiva. 
O ponto crucial, para os gestaltistas, trata-se de que o usode instrumentos à 
resolução de problemas devem existir no campo visual organizado, no qual as 
relações entre as partes são percebidos. 
Princípio do todo 
A mente se situa entre o estímulo e a resposta; é ela que faz o indivíduo 
perceber estímulos de certa forma e reagir a eles também de maneira 
característica. O comportamento é resultado da atuação de uma mente 
estruturada que percebe o mundo de forma igualmente estruturada (caráter 
integrativo). 
“O todo é mais do que a simples soma das partes”. 
Relação figura-fundo: 
“Os todos que são percebidos, são percebidos contra um fundo. Quanto maior 
for o contraste entre a figura (o todo percebido) e o fundo, melhor será a 
percepção.”

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