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PDF CONHECIMENTOS ESPECIFICOS - HISTORIA - Globalização

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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
Globalização 
 
O que é Globalização - Conceito 
 
Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países 
e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam 
ideias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos 
do planeta. 
 
O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma 
rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e 
econômicas de forma rápida e eficiente. 
 
Origens da Globalização e suas Características 
 
Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes 
Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato 
com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a 
globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na 
União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de 
globalização econômica. 
 
Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos 
mercados consumidores, principalmente dos países recém-saídos do socialismo. A concorrência fez 
com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e 
também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste 
contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via 
satélite etc. 
 
Outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo 
pelas indústrias. Muitas delas produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir 
os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um 
tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do 
Brasil, e comercializado em diversos países do mundo. 
 
 
 
 
Para facilitar as relações econômicas, as instituições financeiras (bancos, casas 
de câmbio, financeiras) criaram um sistema rápido e eficiente para favorecer a 
transferência de capital e comercialização de ações em nível mundial. 
 
 
Bolsa de valores: 
tecnologia e 
negociações em nível 
mundial. 
 
Investimentos, pagamentos e transferências bancárias, podem ser feitos em 
questões de segundos através da Internet ou de telefone celular. 
 
 
Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e Coreia do Sul) são países que souberam usufruir 
dos benefícios da globalização. Investiram muito em tecnologia e educação nas décadas de 1980 e 
1990. Como resultado, conseguiram baratear custos de produção e agregar tecnologias aos produtos. 
Atualmente, são grandes exportadores e apresentam ótimos índices de desenvolvimento econômico e 
social. 
 
Blocos Econômicos e Globalização 
 
Dentro deste processo econômico, muitos países se juntaram e formaram blocos econômicos, cujo 
objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram 
a União Europeia, o Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se 
fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um 
bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais. 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
Internet, Aldeia Global e a Língua Inglesa 
 
Como dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada 
vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de 
outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta. 
Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando 
as pessoas e espalhando as ideias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e 
entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o 
instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar. 
 
A globalização é um assunto que se encontra em destaque nos meios de comunicação e, 
principalmente, nos livros de Geografia. No entanto, muitas análises relacionadas ao tema são pouco 
esclarecedoras e acabam gerando certa dificuldade de compreensão acerca do assunto. 
 
O processo de globalização é um fenômeno do modelo econômico capitalista, o qual consiste na 
mundialização do espaço geográfico por meio da interligação econômica, política, social e cultural em 
âmbito planetário. Porém, esse processo ocorre em diferentes escalas e possui consequências 
distintas entre os países, sendo as nações ricas as principais beneficiadas pela globalização, pois, 
entre outros fatores, elas expandem seu mercado consumidor por intermédio de suas empresas 
transnacionais. 
 
O desenvolvimento e a expansão dos sistemas de comunicação por satélites, informática, transportes e 
telefonia proporcionaram o aparato técnico e estrutural para a intensificação das relações 
socioeconômicas em âmbito mundial. Esse processo é uma consequência da Terceira Revolução 
Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científico-Informacional, uma vez que, por 
meio dos avanços tecnológicos obtidos, foi possível promover maior integração econômica e cultural 
entre regiões e países de diferentes pontos do planeta. 
 
As principais beneficiadas pela globalização são as empresas transnacionais, haja vista que esse 
fenômeno faz com que elas continuem com suas matrizes em um país (desenvolvido), mas atuem com 
filiais em outros (em desenvolvimento), expandindo seu mercado consumidor. Elas se aproveitam da 
mão de obra barata, além de benefícios (isenção de imposto, doação de terreno, etc.) proporcionados 
pelos governos dos países em desenvolvimento, visando ao aumento da lucratividade. 
 
Além de fatores econômicos e sociais, a globalização também interfere nos aspectos culturais de uma 
determinada população. O grande fluxo de informações obtidas por meio de programas televisivos e, 
principalmente, pela Internet, exerce influência em alguns hábitos humanos. A instalação de redes de 
fast food é outro elemento que pode promover uma mudança nos costumes locais. Entretanto, 
elementos da cultura local perduram em meio à população, promovendo, assim, a diferenciação entre 
as culturas existentes. 
 
A globalização pode ser compreendida como a fase de expansão que o capitalismo atingiu na 
atualidade, impactando a economia, a política, a cultura e o espaço geográfico. Se no capitalismo 
comercial iniciado no final do século XV, com as grandes navegações e o colonialismo, diferentes 
partes do mundo passaram a estabelecer maiores relações, nos séculos seguintes essas relações se 
intensificaram conforme as novas tecnologias possibilitaram o avanço da produção industrial e do 
comércio mundial. A globalização é, sobretudo, econômica, e caracteriza-se pelo conjunto de 
mudanças no processo de produção de riquezas, nas relações de trabalho, no papel do Estado, nas 
formas de dominação sociocultural e pela facilitação dos fluxos de pessoas, capitais e informações ao 
redor do mundo. 
 
A base estrutural que possibilitou o aumento dos fluxos de informações nas últimas décadas é o 
avanço das telecomunicações (satélites artificiais, centrais telefônicas, cabos de fibra óptica e telefonia 
celular) e da informática. A evolução das tecnologias para computadores e internet permite um volume 
e rapidez cada vez maiores na transmissão de dados, voz, texto e imagem em todo o planeta, 
tornando-o cada vez mais conectado e integrado. Além das telecomunicações e informática, também 
houve avanços da robótica, biotecnologia e dos meios de transporte, na etapa do desenvolvimento 
industrial conhecida como Terceira RevoluçãoIndustrial, quando ciência, técnica e produção 
adquiriram maiores vínculos. A revolução tecnológica dos meios de informação e comunicação 
intensificou-se, possibilitando uma disputa cada vez maior entre países e empresas a partir da 
 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
facilidade de circulação do capital de um país para outro, seja para a venda de mercadorias, para a 
instalação de filiais de empresas ou para aplicações financeiras. 
 
O aumento da capacidade produtiva das empresas, das infraestruturas e da utilização de sistemas 
informatizados nas variadas atividades econômicas (indústria, agropecuária, comércio e serviços) fez 
com que a técnica, a ciência e a informação se tornassem mais presentes no espaço geográfico. Essa 
presença é, porém, desigual. Concentra-se nos países desenvolvidos, distribui-se de modo irregular 
nos subdesenvolvidos industrializados e é ainda escassa em países subdesenvolvidos de economia 
primária. Portanto, a globalização não integra o mundo todo da mesma forma. A maioria dos usuários 
de internet no mundo, por exemplo, concentra-se em países como EUA, Japão, China e Alemanha. 
 
A derrocada do bloco socialista pós-Guerra Fria (1989) iniciou a chamada nova ordem mundial, 
levando o capitalismo ao mundo todo e impulsionando o processo de globalização. Novos mercados 
consumidores se abriram, ao passo que governos e grandes empresas intensificaram medidas e 
políticas neoliberais (que favorecem a iniciativa privada), ampliando a circulação de capitais entre os 
países. 
 
Com a economia mundial globalizada, as empresas multinacionais se destacaram, espalhando suas 
atividades ao redor do mundo através de complexas redes de produção, distribuição, divulgação e 
comercialização. Seus lucros são maximizados ao dividirem as etapas de produção e demais 
atividades em diferentes países. Os investimentos são direcionados conforme as vantagens que o país 
(geralmente subdesenvolvido) fornece, como: mão-de-obra barata e qualificada, matéria-prima 
abundante, baixo custo para instalação de filiais, redução ou mesmo isenção de impostos. Já os 
centros administrativos, científicos e tecnológicos são mantidos em suas sedes, nos países de origem. 
Dessa forma, diversas marcas de todos os tipos de produtos, redes de fast food, supermercados, 
bancos e serviços em geral, tornam-se cada vez mais presentes em diversos países. 
 
Atualmente, mercados mundiais importantes são dominados por um pequeno número de corporações 
multinacionais ou transnacionais, que concentraram capitais através de fusões e/ou aquisições. 
 
A popularização do acesso à internet e comunicação instantânea através de celulares e computadores 
é um fato representativo dos níveis de desenvolvimento que o processo de globalização vem atingindo 
no século XXI. 
 
A ideia de uma globalização designa o processo de integração em escala mundial da economia de 
mercado, das relações e interações humanas, relações econômicas, políticas e culturais entre nações, 
como consequência da velocidade sempre crescente dos meios de transporte e comunicação sendo, 
neste último caso, principalmente através das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC’s). 
A globalização não é apenas um fenômeno de natureza econômica, mas política, tecnológica, cultural. 
Os diferentes aspectos do processo de globalização são analisados por Santos (2002): a globalização 
econômica e o neoliberalismo, a globalização social e as desigualdades, a globalização política e o 
Estado-nação, a globalização cultural ou cultura global, globalização hegemônica e contra-hegemônica, 
os graus de intensidade da globalização além de uma perspectiva do futuro da globalização. A ideia de 
globalização evoca a noção de um mundo único, uma aldeia global, um mundo sem fronteiras, de 
integração da economia mundial, de onde resultam expressões como: cultura mundial, civilização 
mundial, governança mundial, economia mundial, cidadania global. 
 
Os protestos de rua de um país são vistos com facilidade pelos telespectadores de outro país. 
“Globalizaram-se as instituições, os princípios jurídico-políticos, os padrões socioculturais e os ideais 
que constituem as condições e produtos civilizatórios do capitalismo” (IANNI, 1995, p.47- 
8 apud VICENTE, 2009, p. 128). Anthony Giddens fala de um mundo em transformação, que afeta tudo 
o que fazemos, e que estamos sendo empurrados para uma ordem global cujos efeitos se fazem sentir 
mas que ainda não compreendemos na sua totalidade. E neste processo de transformação a 
globalização está por trás, inclusive, da expansão da democracia: “[...] vivemos numa época em que a 
democracia está a estender-se a todo o mundo [...] Temos de democratizar ainda mais as estruturas já 
existentes e de o fazer de forma a responder às exigências da era global” (2006, p. 17). 
 
Do ponto de vista do expansionismo econômico a globalização não é algo novo. Na História 
verificamos processos semelhantes como na fase do colonialismo com a hegemonia de Espanha e 
Portugal na era das grandes descobertas dos séculos XVI ao XVIII, ou o imperialismo do fim do século 
XIX e início do século XX com a hegemonia da Inglaterra e dos Estados Unidos até chegar aos 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
processos de transnacionalização e globalização do final do século XX. Nos dias atuais podemos 
mencionar a criação de organizações internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas), 
Banco Mundial, FMI (Fundo Monetário Internacional) e a UE (União Européia) como um resultado 
direto desse processo de globalização. 
 
De mogo geral vemos como a aceleração e ampliação do processo de expansão do capitalismo de 
forma globalizada vem se desenvolvendo há séculos (SUNKEL, 1999). 
 
A situação presente, todavia, possui um ingrediente extra que é a revolução tecnológica 
contemporânea. É certo que os períodos de grande expansão econômica internacional também foram 
sempre precedidos de grandes transformações tecnológicas, o que não é diferente no presente 
processo. A atual globalização, entre outros fatores, foi fortemente impulsionada pela revolução nas 
comunicações, em especial na constante evolução tecnológica da computação (PEREIRA NETO, 
2003, p. 58-59). 
 
Anthony Giddens (2006) destaca como hoje o processo de globalização é marcado pela informação 
digital, inclusive financeiramente. Um dinheiro que não raro só existe como informação digital e que 
serve de base às transações econômicas que são operadas no mercado financeiro de vários países. 
Milhões e bilhões de dólares são movimentados diariamente. Um volume de transações financeiras 
inabitual para o mercado comum: “É um aumento maciço em relação aos finais da década de 1980, 
sem falarmos de anos mais distantes. O valor do dinheiro que temos no bolso, ou nas nossas contas 
bancárias, muda de momento a momento, de acordo com as flutuações registadas nestes mercados” 
(2006, p. 22). Vivemos hoje em dia a era da mundialização do capital, usando o termo francês para 
globalização (mondialisation): um processo de internacionalização do capital produtivo como um 
conjunto dos processos que tecem relações de interdependência entre as economias nacionais, 
incluindo aí as importações e exportações de bens e serviços, entradas e saídas de investimentos do 
capital financeiro ou, ainda, de mundialização das operações do capital (CHESNAIS, 1994 e 1995). 
 
Em vez de usar o termo “globalização” e, portanto, de fazer referência à “economia” de modo vago e 
impreciso, parece então desde já preferível falar em “globalização do capital”, sob a forma tanto do 
capital produtivo aplicado na indústria e nos serviços quanto do capital concentrado que se valoriza 
conservando a forma dinheiro. Pode-se então dar mais um passo, aquele que consiste em falar de 
“mundialização”em vez de “globalização” (CHESNAIS, 1995, p. 5). 
 
Milton Santos (2000) destaca que as atividades hegemônicas do mundo globalizado estão todas 
fundadas na técnica e na tecnociência. Há 150 anos era usado o Código Morse como meio de 
comunicação. Hoje esse sistema foi substituído pela tecnologia dos satélites que permite localizar 
qualquer pessoa, usando um GPS, por exemplo. A globalização foi favorecida pelo casamento entre a 
ciência e a técnica, mas um casamento que é condicionado pelo mercado: a ciência e a técnica 
passam a produzir aquilo que interessa ao mercado e não a humanidade em geral. O mundo da 
técnica promoveu uma maior fluidez e rapidez nas relações sociais. Mas uma fluidez que não é para 
todos, mas para os agentes que têm a possibilidade de utilizá-la. E a “compartimentação dos territórios 
ganham esse novo ingrediente [...] tudo hoje está compartimentado; incluindo toda a superfície do 
planeta” (SANTOS, 2000, p. 84). É dessa forma que se potencializa a força das grandes empresas em 
detrimento de outras, que são forçadas em suas formas “de ser e agir” a adaptar-se ao “epicentro” das 
empresas hegemônicas. “Com a globalização, o uso das técnicas disponíveis permite a instalação de 
um dinheiro fluido, relativamente invisível, praticamente abstrato” (SANTOS, 2000, p. 100). 
 
Do ponto de vista econômico se fala hoje em dia em uma economia mundial ou de uma economia 
globalizada, onde as economias nacionais são rearticuladas no seio de um sistema de transações e 
processos que operam em nível internacional. Transformações importantes ocorridas a partir da 
década de 1970 na conjuntura política, econômica e social propiciaram o avanço da globalização com 
a expansão de empresas transnacionais : a chamada transnacionalização. Uma nova economia se 
afirmas estimualda pela ideia de um mercado livre global onde “as empresas, corporações e 
conglomerados transnacionais adquiriram preeminência sobre as economias nacionais” (IANNI, 1995, 
p.46 apud VICENTE, 2009, p. 127). “A globalização é, de certa forma, o ápice do processo de 
internacionalização do mundo capitalista” (SANTOS, 2000, p. 23). Passamos da micro para a macro 
economia, das regras de gestão privada para o estabelecimento de políticas econômicas que são 
definidas e redefinidas por instituições internacionais. 
 
 
 
 
 
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4 
 
 
 
GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
Naturalmente há os defensores e opositores do fenômeno da globalização. Dentre seus defensores, 
Thomas Friedman acredita que “a globalização representa a substituição natural de um sistema 
decadente implantado no transcorrer dos anos em que o mundo viveu a polarização estabelecida entre 
o capitalismo e o socialismo” (apud VICENTE, 2009, p. 128). Um avanço que tende a ganhar força com 
o desenvolvimento de novas tecnologias do sistema produtivo, seja através da computação, da 
internet, da fibra ótica, por exemplo. 
 
O processo de globalização facilitou a afirmação de um conjunto de ideias neoliberais (REIS, 1997; 
VICENTE, 2009). O neoliberalismo ganhou força com o modelo de uma nova economia de mercado 
global ou, mais exatamente, um mercado livre global, onde as empresas e corporações transnacionais 
ganham proeminência sobre as economias nacionais. Ganha força a recomendação de redução do 
Estado no desempenho de certas funções que é um componente central da ideologia neoliberal e 
procura se tornar hegemônica, baseado na necessidade de conceber e operar a máquina do Estado 
tornando-a simultaneamente mais eficiente e menos onerosa. Thomas Friedman estabelece como 
alicerces do processo de globalização, do seu ponto de vista, nos seguintes itens: 
 
a) Defesa parcial da noção Estado-nação, uma vez que no processo de implantação da globalização 
ainda é necessária a presença do Estado. 
 
b) A relação entre Estado-nação e mercados globais tende a restringir as ações dos Estados, com a 
consequente delimitação de sua atuação, pois os centros econômicos mundiais adotam medidas que 
têm de ser incorporadas pelos países defensores desse processo da globalização. A propensão, 
portanto, seria chegar ao fim dos Estados nacionais. 
 
c) A tendência caminha no sentido de estabelecer o equilíbrio entre o poder dos Estados e as 
liberdades individuais, ou, se preferir, colocar no mesmo patamar o individualismo e o poder coletivo. 
Aqui, Friedman apela, mais uma vez, para as novas tecnologias e as facilidades de mobilização social 
criadas (apud VICENTE, 2009, p. 130-131) 
 
Existem também as críticas a esse modelo e visão de mundo, que consideram a ideia de globalização 
como a fonte de inúmeros problemas, e não leva em consideração questões como a heterogeneidade, 
a fragmentação, a desigualdade, a exclusão, a dominação, a exploração, as diferenças ideológicas e 
das relações humanas, entre outras. Os oponentes da globalização estimam que a globalização seria 
antes geradora de inquietações, de desgates do meio ambiente, de uma competitividade desumana. 
Entre os seus críticos, estão aqueles que apontam para o fato de que a globalização tende a aumentar 
ainda mais as desigualdades sociais, fazendo com que a concentração da riqueza mundial esteja cada 
vez mais nas mãos de poucos, aumentando a situação de pobreza e miséria social. 
 
A dinâmica tecnológica e econômica que se afirma como parte das tendências novas da globalização 
não autorizam qualquer otimismo no que se refere à sua eventual contribuição para melhorar esse 
quadro de desigualdade. Ao contrário, o que temos com ela, mesmo nos países economicamente mais 
avançados, são o aumento da desigualdade social, níveis inéditos de desemprego, a "nova pobreza", o 
aumento da violência urbana (REIS, 1997, p. 49). 
 
Vive-se o imperativo do mercado globalizado. A globalização conduz a uma nova espécie de 
darwinismo econômico e social, no qual cada ser humano é chamado a mostrar suas competências e 
onde sobrevivem apenas os mais fortes, por meio de uma seleção natural. O mercado é intransigente 
com os que não são competitivos: caso não consigam se adaptar ao meio, sofrerão a marginalização e 
a exclusão social. 
 
Dentre os críticos do processo de globalização podemos destacar Milton Santos, autor da obra: Por 
uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. O livro do Milton Santos tem 
como objetivo principal discutir o atual processo de globalização, abordando questões que trata da 
constituição da globalização: quais indivíduos de fato esta atual globalização beneficia? É possível dar 
novos rumos a atual história social no período da globalização? Milton Santos entende a globalização 
como algo perversa na forma como está: “fundada na tirania da informação e do dinheiro, na 
competitividade, na confusão dos espíritos e na violência estrutural, acarretando o desfalecimento da 
política feita pelo Estado e a imposição de uma política comandada pelas empresas” (2000, p. 15). A 
obra de Milton Santos é bastante extensa e merece uma reflexão mais detalhada sobre as questões 
analisadas pelo autor. Veja a este respeito o texto em nosso website: Uma outra globalização é 
possível? 
 
 
 
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5 
 
 
 
GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
Utilizando os conceitos de monocultura da escala dominante e monocultura do produtivismo capitalista 
Boaventura de Sousa Santos (2007) critica a ideia de que tudo se torna global e homogêneo em função 
de uma escala dominante, representada hoje pela globalização, criando a ausência do particular e do 
local e de que o que vale nesse processo é o crescimento econômico e a lógica produtivista do sistema 
capitalista. Propondo como alternativa o que ele chama de ecologia da “transescala”, defende que é 
precisoir além da escala dominante trabalhando entre as escalas locais, globais e nacionais; e a 
ecologia das produtividades que busca recuperar e valorizar sistemas alternativos de produção como 
as cooperativas operárias, a economia solidária, entre outras, que a ortodoxia capitalista desacreditou 
ou ocultou. 
 
O fim do socialismo 
 
A criação do socialismo como regime político-econômico visava sufocar e extinguir o sistema que 
vigorava no final do século XIX, o capitalismo. As ideias socialistas almejavam implantar uma 
sociedade mais justa e igualitária. 
 
Os principais idealizadores do socialismo foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, após uma 
profunda análise no sistema capitalista eles proporam a estruturação de uma sociedade alicerçada no 
regime socialista. 
 
A partir daí, as ideias do regime socialista se espalharam pelo mundo e muitos países as implantaram. 
No entanto, tais nações não instituíram o socialismo aos moldes propostos por Karl Marx e Friedrich 
Engels. Desse modo, o socialismo aplicado em diversas nacionalidades recebeu o nome pelos 
estudiosos de “socialismo real”, ou seja, aquele que realmente foi colocado em prática. 
 
Na União Soviética e todo Leste Europeu foi instaurado o socialismo real, marcado principalmente pela 
enorme participação do Estado. Esse fato fez emergir, de certa forma, um sistema um tanto quanto 
ditatorial, tendo em vista que as decisões políticas não tinham a participação popular. A liberdade de 
expressão era reprimida pelos dirigentes, que concentravam o poder em suas mãos. 
 
Com o excesso de centralização do poder, a classe de dirigentes, bem como os funcionários de alto 
escalão do governo, passaram a desfrutar de privilégios que não faziam parte do cotidiano da maioria 
da população; o que era bastante contraditório, pois o socialismo buscava a construção de uma 
sociedade igualitária. 
 
Em todo o transcorrer da década de 80, a União Soviética enfrentou uma profunda crise, atingindo a 
política e a economia. Tal instabilidade foi resultado de diversos fatores, dentre os quais podemos 
destacar o baixo nível tecnológico em relação aos outros países. Isso porque o país investiu somente 
na indústria bélica, deixando de lado a produção de bens de consumo. Além, da diminuição drástica da 
produção agropecuária e industrial. 
 
Diante dos problemas apresentados, a população soviética ficava cada vez mais descontente com o 
sistema socialista. A insatisfação popular reforçava o anseio de surgir uma abertura política e 
econômica no país para buscar melhorias sociais. O desejo de implantar um governo democrático na 
União Soviética consolidou a queda do socialismo no país. Fato que ligeiramente atingiu o Leste 
Europeu, que buscou se integrar ao mundo capitalista. 
 
Hoje, praticamente não existem países essencialmente socialistas, salvo Cuba. São ainda 
considerados socialistas: China, Vietnã e Coréia do Norte. Aos poucos essas nações dão sinais de 
declínio quanto ao sistema de governo, promovendo gradativamente abertura política e econômica. 
 
O colapso da União Soviética foi para o Ocidente como um brinde ao triunfo da superioridade do 
capitalismo sobre o socialismo. A Guerra Fria, que havia pairado sobre a bipolaridade das 
superpotências desde o fim da II Guerra Mundial, havia finalmente dissipado alegrando os Estados 
Unidos com o seu inimigo formidável trazido a seus joelhos e abrindo canteiros para introduzir a nova 
ordem mundial. Conclusões e rupturas configuram novos rumos para a retomada da Globalização. 
 
É comum confundirmos a derrota do socialismo com o desaparecimento da União Soviética, como 
elucidado por Paulo Roberto de Almeida. Em seguida, ele discorre sobre os fracassos do planejamento 
econômico da União Soviética que não conseguiu atender às necessidades do Estado, e um evidente 
 
 
 
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6 
 
 
 
GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
declínio gradual desencadeou-se. Finalmente, a ideologia do comunismo, que o governo soviético 
trabalhou para incutir nos corações e mentes de sua população, nunca criou raízes firmes. 
 
Com o tempo, os bancos evoluíram consideravelmente fornecendo as tendências e perspectivas para o 
futuro. Em 2000, novos padrões foram surgindo com bancos norte-americanos afirmando-se no 
mercado global, formando o G7 (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Japão). 
Todavia, o mundo viveu também uma era de grande crise econômica, o que acelerou a nova ordem 
mundial. 
 
Essas premissas indicam uma dificuldade na construção de uma ordem mundial que enfrentam novos 
e velhos problemas complexos para a agenda internacional, relativos às questões universais dos 
direitos humanos, desarmamento, população, saúde, segurança, educação, trabalho, meio ambiente, 
terrorismo político e uma série de outros desequilíbrios regionais e socais. 
 
Percebeu-se também uma grande mudança no tratamento dos países após o fim da Guerra Fria, como 
a criação do conceito “Terceiro Mundo”, conjunto de países que enfrentam problemas sociais e 
econômicos, substituindo o antigo “Norte-Sul”. Houve também uma queda na coesão entre os Estados 
Unidos, Europa e Japão que passaram a ser mais nacionalistas e terem em mira os seus próprios 
interesses. Os EUA, com o intuito de não arcar com a ordem mundial sozinho, convidou a Rússia para 
fazer parte do principal grupo econômico mundial, o G-8. 
 
A Rússia por sua vez, após o fim da URSS, abriu seu mercado principalmente para o ocidente e 
enfrentou dificuldades em seu próprio terreno como as migrações, escassez de recursos naturais, entre 
outros. O que levou o país a tomar decisões administrativas objetivando-se ao seu lançamento como 
potência mundial. 
 
No mundo atual, é difícil pensar em uma única ordem mundial, pois, partindo dos conceitos de alguns 
estudiosos, o que há no mundo hoje é uma multipolarização, em outras palavras, uma hierarquia 
flexível que desponta a ascensão de diversos países a cada momento. 
 
A CRISE DA GLOBALIZAÇÃO 
 
Os mesmos analistas que afirmavam ser o fim da União Soviética a comprovação de que os ideais de 
uma sociedade igualitária não são viáveis na prática agora têm que admitir que a globalização 
econômica pautada na livre concorrência, além de gerar milhões de excluídos em todo o planeta (fator 
que por si só já é controverso), também não traz benefícios concretos para boa parte dos habitantes 
dos países desenvolvidos. 
 
Nas últimas décadas do século passado, a palavra globalização ultrapassou os muros da universidade 
para invadir os mais diversos âmbitos da sociedade. 
 
A partir dos avanços dos meios de comunicação e transporte, parecia que finalmente o “mundo era um 
só”. O filósofo Marshall McLuhan falava em “Aldeia Global”. 
 
Não havia mais obstáculos para a livre circulação de serviços e mercadorias. Com o colapso do 
socialismo no Leste Europeu, o capitalismo despontaria como sistema econômico hegemônico. 
 
As utopias estavam mortas. Era o “Fim da História” preconizado pelo cientista político Francis 
Fukuyama. Enfim, a economia de mercado era confirmada como a derradeira etapa da história da 
humanidade. 
 
Tudo ia bem para os ideólogos da globalização até que surgiu a crise econômica de 2008, iniciada no 
setor financeiro dos Estados Unidos e posteriormente espalhada para praticamente todo o planeta. 
 
Quebra de bancos, queda da produtividade industrial, falência de empresas e desemprego em massa 
foram algumas das consequências mais visíveis da crise econômica. Não demorou muito para esses 
efeitos refletirem na esfera política. 
 
O resultado da derrocada financeira foi a ascensão de políticos e medidas estatais nitidamente 
antiglobalização. 
 
 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
É fato que na periferia capitalista, sobretudo na América Latina, a chegada ao poder de governos de 
esquerda, antes de 2008, já representava o repúdio das populações desses países ao neoliberalismo, 
um dos principais pilares da globalização. 
 
Todavia, essa questão se tornou ainda mais complexa quando as populações das nações 
desenvolvidas também começaram a rejeitar os preceitos da globalização, como são os casos da 
eleição do protecionista Donald Trump nos Estados Unidos e do processo de saída do Reino Unido da 
União Europeia após consulta popular. 
 
Desse modo, os mesmos analistas que afirmavam ser o fim da União Soviética a comprovação de que 
os ideais de uma sociedade igualitária não são viáveis na prática agora têm que admitir que a 
globalização econômica pautada na livre concorrência, além de gerar milhões de excluídos em todo o 
planeta (fator que por si só já é controverso), também não traz benefícios concretos para boa parte dos 
habitantes dos países desenvolvidos. 
 
Exceção feita, é claro, para aquele 1% da população que ganha astronômicas somas monetárias 
explorando o trabalho alheio ou especulando em bolsas de valores mundo afora. 
 
Em uma época de crise como a atual, em que a esquerda está perdida, levantando bandeiras 
secundárias aos interesses do proletariado, ironicamente a extrema-direita é quem tem seduzido as 
massas trabalhadoras, a partir de seus discursos com soluções simplistas para questões complexas. 
 
Não obstante, as preposições xenófobas dos políticos conservadoras, que culpam imigrantes pelo 
crescimento dos índices de desemprego, são extremamente perigosas. 
 
A última grande combinação entre crise econômica e ascensão de ideias extremistas não traz boas 
lembranças para a humanidade. Infelizmente, o fascismo é um fantasma que insiste em não nos 
deixar. 
 
Capitalismo e socialismo são dois conhecidos sistemas político-econômicos que são opostos. 
 
O socialismo consiste em uma teoria, doutrina ou prática social que propõe a apropriação pública dos 
meios de produção e a supressão das diferenças entre as classes sociais. Este sistema sugere uma 
reforma gradual da sociedade capitalista, distinguindo-se do comunismo, que era mais radical e 
defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma revolução armada. 
 
O socialismo científico, também conhecido como marxismo, tinha como um dos seus objetivos a 
compreensão das origens do capitalismo, e anunciava o fim desse sistema. A luta proletária encorajada 
pelo socialismo científico foi revestida do mesmo caráter internacional do capitalismo e necessitava de 
uma organização partidária, centralizadora e coesa. 
 
No final do século XIX, todos os partidos socialistas tinham como objetivo a luta por uma sociedade 
sem classes e acreditavam na substituição do capitalismo pelo socialismo. No entanto, surgiram duas 
tendências entre os partidos: uma revolucionária, que defendia o princípio da luta de classes e a ação 
revolucionária, sem aceitar a colaboração com governos burgueses; e a reformista, que aceitava 
integrar coligações governamentais (social-democracia). 
 
De acordo com a teoria marxista-leninista, a construção do socialismo corresponde ao período 
transitório que vem depois da queda do capitalismo e que precede o estabelecimento do comunismo. 
 
Por outro lado, o capitalismo tem como objetivo o aumento de rendimentos e obtenção de lucro. 
Muitas críticas foram feitas em relação a este sistema, pois a concentração e distribuição dos 
rendimentos capitalistas dependem muito das condições particulares de cada sociedade. 
 
No seu início, o capitalismo foi responsável por graves deformações e conflitos sociais, já que a 
indústria, pouco desenvolvida, não foi capaz de incorporar organicamente os assalariados, assim como 
também não foi capaz de minorar a sua insegurança econômica. Só mais tarde, quando houve um 
incremento na produção de bens, é que se verificou uma elevação significativa no nível de vida dos 
trabalhadores. 
 
A dinâmica resultante da luta pelo aumento de salários e pela participação de todos os agentes de 
produção no processo do próprio capitalismo é a principal característica econômica do século XX e 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
originou várias posições. Entre elas está o comunismo radical (com a nacionalização de todos os meios 
de produção) e a concentração social pelo acordo para a distribuição dos rendimentos entre gestores, 
capitalistas, operários e serviços. 
 
No fim do século XVIII, vários pensadores denunciaram as deficiências do sistema capitalista, 
criticando as injustiças sociais inerentes. As críticas surgiram juntamente com soluções alternativas por 
parte desses reformadores sociais que se denominavam socialistas utópicos. Foi proposta uma ordem 
laboral e social mais justa, onde os homens poderiam desenvolver a sua inata tendência à 
solidariedade e à vida associativa. 
 
Diferenças 
 
Estes dois sistemas apresentam muitas diferenças, porque são contrários. Enquanto no capitalismo o 
governo intervém pouco na economia, no socialismo há uma grande intervenção do governo. O 
capitalismo favorece quem tem dinheiro, e dá liberdade para criação de empresas por parte dos 
indivíduos, mas cria classes sociais muito distintas e consequentes desigualdades sociais. 
 
O socialismo tem como visão o bem comum de todos os indivíduos da sociedade, sendo que o governo 
providencia o que é necessário para os cidadãos. Uma desvantagem desse sistema é que é difícil 
estabelecer negócios quando tudo é controlado e limitado pelo governo. Outra limitação do socialismo 
é que a sua implementação é muito complicada, e em vários países socialistas de hoje, as pessoas 
são exploradas pelos seus governos. 
 
Guerra fria 
 
A Guerra Fria foi o conflito de países que representavam o capitalismo e o socialismo e que 
procuravam dominar o mundo. Os dois principais intervenientes foram os Estados Unidos (capitalismo) 
e URSS (União Soviética, atual Rússia). A designação "fria" foi dada porque não houve ataques 
diretos, apesar do incrível poder bélico dos intervenientes. Um conflito bélico poderia ter consequências 
catastróficas, podendo mesmo significar a destruição da Terra. 
 
A Guerra Fria terminou no início da década de 90, com a vitória dos Estados Unidos e do capitalismo, o 
que explica a predominância desse sistema político nos dias de hoje. 
 
O que é Socialismo: 
 
Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza 
pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e 
propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres. 
 
Noël Babeuf foi o primeiro pensador que apresentou propostas socialistas sem fundamentação 
teológica e utópica como alternativa política. 
 
Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir 
de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não 
deveria haver classes sociais nem propriedade privada. 
 
Todos os bens e propriedades particulares seriam de todas as pessoas e haveria repartição do 
trabalho comum e dos objetos de consumo, eliminando as diferenças econômicas entre os indivíduos. 
 
O sistema socialista é oposto ao capitalismo, cujo sistema se baseia na propriedade privada dos meios 
de produção e no mercado liberal, concentrando a riqueza em poucos. 
 
A origem do socialismo tem raízes intelectuais e surgiu como resposta aos movimentos políticos da 
classe trabalhadora e às críticas aos efeitos da Revolução Industrial (capitalismo industrial). Na teoria 
marxista, o socialismo representava a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do 
comunismo. 
 
O socialismosugeria uma reforma gradual da sociedade capitalista, demarcando-se do comunismo, 
que era mais radical e defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma 
revolução armada. 
 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
Socialismo Utópico 
 
O socialismo utópico foi uma corrente de pensamento criada por Robert Owen, Saint-Simon e Charles 
Fourier. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma branda e 
gradativa. 
 
O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é 
referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. Os primeiros socialistas, que foram os 
utópicos, tinham em mente a construção de uma sociedade ideal, através de meios pacíficos e da boa 
vontade da burguesia. 
 
Karl Marx se distanciou do conceito de socialismo utópico, visto que de acordo com essa corrente a 
fórmula para alcançar a igualdade na sociedade não era discutida. O oposto do socialismo utópico é o 
socialismo científico, que criticava o utópico porque este não tinha em conta as raízes do capitalismo. 
Karl Marx classificava os métodos dos utópicos de "burgueses", porque eles se baseavam na 
transformação súbita na consciência dos indivíduos das classes dominantes, acreditando que só assim 
se alcançaria o objetivo do socialismo. 
 
Socialismo científico 
 
O socialismo científico, criado por Karl Marx e Friedrich Engels, era um sistema ou teoria que tinha 
como base a análise crítica e científica do capitalismo. 
 
O socialismo científico, também conhecido como marxismo, se opunha ao socialismo utópico, porque 
não tinha a intenção de criar uma sociedade ideal. Tinha sim o propósito de entender o capitalismo e 
suas origens, o acumular prévio de capital, a consolidação da produção capitalista e as contradições 
existentes no capitalismo. Os marxistas anunciaram que o capitalismo eventualmente seria 
ultrapassado e chegaria ao fim. 
 
O socialismo marxista tinha como fundamento teórico a luta de classes, a revolução proletária, o 
materialismo dialético e histórico, a teoria da evolução socialista e a doutrina da mais-valia. Ao 
contrário do socialismo utópico e sua pacificidade, o socialismo científico previa melhores condições de 
trabalho e de vida para os trabalhadores através de uma revolução proletária e da luta armada. 
 
De acordo com o marxismo, uma sociedade baseada no capitalismo era dividida em duas classes 
sociais: os exploradores (donos dos meios de produção, das fábricas, das terras), pertencentes à 
burguesia, ou seja, os burgueses; e os explorados (aqueles que não tinham posses e tinha que se 
sujeitar aos outros). Esse duelo entre as classes, é aquilo que transforma e propele a história. 
 
Socialismo real 
 
Socialismo real é uma expressão que designa os países socialistas que preconizam a titularidade 
pública dos meios de produção. 
 
No século XX, as ideias socialistas foram adotadas por alguns países, como: União Soviética (atual 
Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental. Porém, em alguns casos, revelou-se um sistema comunista 
constituído por regimes autoritários e extremamente violentos. Esse socialismo é também conhecido 
como socialismo real - um socialismo colocado em prática, que causou uma deturpação semântica do 
"socialismo", levando assim a esses regimes que demonstraram desrespeito pela vida humana. 
 
O que é Capitalismo: 
 
Capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e distribuição são 
de propriedade privada e com fins lucrativos. Decisões sobre oferta demandam, preço, distribuição 
e investimentos não são feitos pelo governo e os lucros são distribuídos para os proprietários que 
investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas. O capitalismo é 
dominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo. 
 
O capitalismo é o sistema sócio-econômico baseado no reconhecimento dos direitos individuais, em 
que toda propriedade é privada e o governo existe para banir a iniciação de violência humana. Em uma 
sociedade capitalista, o governo tem três órgãos: a polícia, o exército e as cortes de lei. 
 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
Na lógica do capitalismo está o aumento de rendimentos. Estes tanto podem ser concentrados como 
distribuídos, sem que isso nada tenha a ver com a essência do sistema. Concentração e distribuição 
dos rendimentos capitalistas dependem muito mais das condições particulares de cada sociedade. 
 
O capitalismo só pode funcionar quando há meios tecnológicos e sociais para garantir o consumo e 
acumular capitais. Quando assim sucede, tem conservado e até aumenta a capacidade econômica de 
produzir riqueza. 
 
Dentro do capitalismo existem diversos tipos, como o capitalismo financeiro (também conhecido 
como capitalismo monopolista), que corresponde a um tipo de economia capitalista em que o grande 
comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e outras 
instituições financeiras. 
 
O capitalismo é caracterizado por várias fases, sendo a sua primeira fase designada como capitalismo 
comercial, marcado pela busca de riquezas por parte da burguesia e nobreza durante a expansão 
marítima, nos séculos XV e XVI. 
 
Capitalismo industrial e informacional 
 
Juntamente com o capitalismo financeiro, surgiu o capitalismo industrial, que é quando as empresas 
evoluíram de manufatureiras para mecanizadas. Outro tipo foi o capitalismo informacional, que tem a 
tecnologia de informação como o paradigma das mudanças sociais que reestruturaram o modo de 
produção capitalista. 
 
Capitalismo e globalização 
 
Um dos fenômenos do capitalismo é a globalização, que é um dos processos de aprofundamento da 
integração econômica, social, cultural, política, impulsionado pelo barateamento dos meios de 
transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX. A globalização é gerada pela 
necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados 
para os países centrais. 
 
Comunismo e socialismo 
 
Muitas vezes as expressões comunismo e socialismo são usadas como sinônimos, o que não é 
correto. 
 
No entanto, os dois conceitos representam ideologias com algumas semelhanças, pois representam 
uma forma de protesto ou uma alternativa ao capitalismo. Muitos autores a favor do comunismo 
descrevem o socialismo como uma etapa para se chegar ao comunismo, que organizaria a sociedade 
de forma diferente, eliminando as classes sociais e extinguindo o Estado opressor. 
 
A forma de atuação do comunismo e do socialismo também é diferente. Enquanto o socialismo prevê 
uma mudança gradual da sociedade e um afastamento do capitalismo, o comunismo pretendia uma 
diferenciação mais brusca e muitas vezes usando o conflito armado como método de atuação. 
 
Comunismo primitivo 
 
De acordo com alguns autores, o comunismo primitivo consiste na forma de vida que se verificava 
desde a Pré-História. Quando foram formadas as primeiras tribos, as propriedades eram partilhadas 
por todos os elementos, assim como os meios de produção e de distribuição. As atividades para 
obtenção de comida eram feitas em comum. 
 
Desta forma, o comunismo primitivo foi essencial para o desenvolvimento da sociedade humana, 
criando laços na comunidade e facilitando a sobrevivência, que era essencial graças às condições 
adversas existentes. 
 
Além disso, o comunitarismo cristão da Igreja Primitiva (revelado na Bíblia no livro de Atos dos 
Apóstolos) é por vezes visto como uma forma de comunismo, por apresentar alguns dos mesmos 
princípios, como o desinteresse pelos bens materiais e um amor generalizado pelo próximo. 
 
Comunismo no Brasil 
 
 
 
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GLOBALIZAÇÃO 
 
 
 
O Partido Comunistado Brasil, fundado no Rio de Janeiro em Março de 1922, foi de grande 
importância para o Brasil, pois dele surgiram vários partidos que potenciaram a política brasileira. No 
seu princípio e mais ou menos até 1935, o Partido Comunista teve que lutar contra o anarquismo pela 
liderança sindical. 
 
Durante muito tempo o Partido Comunista foi proibido de funcionar e por isso teve que funcionar de 
forma clandestina. Por esse motivo, o Bloco Operário Camponês foi criado, com o objetivo de participar 
nas eleições. 
 
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