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Direito Privado
LINDB, SUAS FINALIDADES, 
INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS, 
FONTES DO DIREITO E INTEGRAÇÃO 
NORMATIVA
Professor Jairo Postal Júnior
@profjairojunior
 - 45724909880
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Primeiras considerações sobre o Direito Privado
• A termo Direito é polissêmico, de tal sorte que se afigura
dificílima a tarefa de defini-lo rigorosamente.
• Pode-se assumir, entretanto, que o Direito se consubstancia em
um conjunto de normas que tem por finalidade regulamentar a
sociedade, sendo essencial para a garantia da harmonia e da
ordem.
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Primeiras considerações sobre o Direito Privado
• Direito Privado x Direito Público
• O Direito Público é marcado pela intensa participação do Estado
nas relações jurídica, reunindo em seu bojo, por regra, normas de
ordem pública. O Direito Privado, por sua vez, tem por supedâneo
as relações entre particulares, sendo caracterizado por um
conjunto de normas, a princípio, dispositivas.
• “Hoje, mais do que ontem, há uma completa interpenetração de
campos jurídicos, de forma mais ou menos profunda, e até o
especialista em uma área deve ser versado em várias outras. [...]
Destarte, o direito deve ser sempre visto e estudado como um
todo” (Silvio de Salvo Venosa).
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As fontes do Direito
•Metaforicamente, está-se a discutir de onde o Direito surge.
Se toda sociedade tem um corpo de autorregulamentação,
há de se questionar de onde partem os regramentos que
regulamentam as pessoas e garantem a harmonia social.
• Na História, as fontes do Direito variam. Na Antiguidade, os
usos e costumes tinham grande força. Na Idade Média, a
religião é a fonte suprema do Direito. A partir da
Modernidade, com a superveniência do positivismo, a Lei
passa a ser a fonte do Direito por excelência.
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As fontes do Direito
• As demais fontes do direito, como a jurisprudência, a
analogia, os costumes, os princípios gerais do direito e a
equidade, assim, dentro de uma lógica juspositivista,
subordinam-se à legislação e dela tiram a sua força.
• Da Locação de Coisas Móveis: Código Civil
• Art. 569. O locatário é obrigado: II - a pagar pontualmente o
aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo
o costume do lugar;
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• Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro
(LINDB)
• Cuida-se de uma lei que tem por finalidade estabelecer normas de
aplicabilidade das leis em geral (metadireito/sobredireito).
• Segundo ensina Maria Helena Diniz, é “uma norma preliminar à
totalidade do ordenamento jurídico nacional”. Tem, portanto, uma
natureza cogente.
• Decreto-Lei nº 4.657/42 (LICC). Posteriormente, passou a se
chamara LINDB, por força da Lei nº 12.376/10
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• Divisão metodológica do conteúdo da lei
• Art. 1º - Quando uma lei passa a ser obrigatória?
• Art. 2º - Por quanto tempo uma lei é obrigatória?
• Art. 3º - Todos devem se submeter às leis, mesmo que as desconheçam?
• Art. 4º - Como se resolver uma disputa quando não houver leis que
tratem da matéria?
• Art. 5º - Como as normas devem ser interpretadas?
• Art. 6º - As leis podem regulamentar fatos anteriores à sua edição?
(Direito Intertemporal)
• Art. 7º a 19 – De que modo as leis brasileiras se relacionam com as leis
internacionais no âmbito das relações privadas? (Direito Internacional
Privado)
• Art. 20 a 30 (Lei nº 13.655/18) – Normas específicas de interpretação e
aplicação do Direito Público
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• A vedação ao erro de Direito
• Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando
que não a conhece.
• A obrigatoriedade normativa e a presunção de
conhecimento erga omnes decorrente da publicação do
ato normativo.
• Cuida-se de pressuposto obrigatório de funcionamento e
cumprimento do ordenamento jurídico. É essencial para
a garantia da segurança jurídica.
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• A vedação ao erro de Direito
• No direito privado, embora a ignorância sobre a existência ou
interpretação de norma não permita ao agente se escusar
dos efeitos da norma, pode servir de razão determinante de
anulação de negócio jurídico por erro.
• Art. 139. O erro é substancial quando: III - sendo de direito e
não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único
ou principal do negócio jurídico.
• Por exemplo, JOÃO faz a compra internacional de um
medicamento que desconhecia ser reprovado pela ANVISA.
Seu estado de erro poderá conduzir à anulação da
negociação por vício de consentimento pautado no
desconhecimento da lei.
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• As lacunas normativas
Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo
com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.
• Cuida-se de um reforço à cogência do ordenamento jurídico.
• O Estado, ao vedar a autotutela (art. 345 do CP), arroga para si o dever
de resolver todos os conflitos pela Jurisdição.
• Se as pessoas não podem alegar o desconhecimento da lei, também não
pode o Estado deixar de resolver os conflitos pela ausência de lei que
regulamente a questão debatida (vedação ao non liquet).
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• As lacunas normativas
• O que fazer, então, nas hipóteses de omissões legais?
• Ante a inviabilidade do Direito regulamentar previamente todos
os conflitos possíveis, hão de ser utilizados os recursos da
analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito.
• Há uma preferência legislativa dentre os meios de colmatação das
lacunas? Para Maria Helena Diniz, sim, deve ser observada a
ordem legal (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro
Interpretada)
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• As lacunas normativas
A analogia
A analogia é um recurso técnico que consiste em se aplicar, a uma
hipótese não prevista pelo legislador, a solução por ele
apresentada para um caso fundamentalmente semelhante à não
prevista. É um procedimento de semelhança e associação.
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• As lacunas normativas
A analogia exemplificada:
Contrato de prestação de serviços
Art. 594. Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou
imaterial, pode ser contratada mediante retribuição.
Art. 596. Não se tendo estipulado, nem chegado a acordo as
partes, fixar-se-á por arbitramento a retribuição, segundo o
costume do lugar, o tempo de serviço e sua qualidade.
“A prestação de serviços pode até ser gratuita. Todavia, em casos
tais, diante da atipicidade da prestação, devem ser aplicadas as
regras previstas para a doação” (Flávio Tartuce)
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• As lacunas normativas
Os costumes
Práticas sociais continuas e uniformes, que
regulamentam as relações sociais de determinada
região.
Na Chapada do Araripe, no Ceará, por exemplo, é da
norma costumeira que cada lote de terra, no mês, tenha
livre acesso para o uso de água, sendo que as terras se
transmitem com esse direito.
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• As lacunas normativas
Os costumes
Costumes secundum legem: previsão legal específica.
Exemplo no Direito de Tapagem: § 1 o Os intervalos, muros,
cercas e os tapumes divisórios, tais como sebes vivas, cercas de
arame ou de madeira, valas ou banquetas, presumem-se, até
prova em contrário, pertencer a ambos os proprietários
confinantes, sendo estes obrigados, de conformidade com os
costumes da localidade, a concorrer, em partes iguais, para as
despesas de sua construção e conservação.
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• As lacunas normativas
Os costumes
Costumes praeter legem: aplicados em caráter supletivo
Costumes contra legem: não podem prevalecer, na
medida em que apenas uma norma tem a capacidade de
revogar outra.
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• As lacunas normativas
 Os princípios gerais do Direito
 Regras x princípios
 Regras: normas com menor grau de abstração e cuja 
antinomia é resolvida pelo tudo ou nada (all ornothing).
 Princípios: normas com maior grau de abstração e cuja 
antinomia é resolvida pelo critério da ponderação e da 
cedência recíproca.
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• As lacunas normativas
 A equidade
Noção aristotélica de justiça do caso concreto, “dando-
se a cada um o que é seu”.
Exemplo: gêmeos siameses e o exercício de direitos
reprodutivos.
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